A semana que antecede o maior espetáculo da terra será ainda melhor com o primeiro baile de carnaval de um mestre de bateria. Dia 17 de fevereiro, a partir das 19h30, mestre Wesley da Mangueira fará seu baile no Teatro Rival, com participação do Molejo, Rainha Evelyn Bastos e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Matheus e Squel.
“Não só o Mangueirense, mas todos os sambistas apaixonados pelo carnaval são esperados neste dia, que ficará marcado para sempre em minha memória. Vamos fazer um grande baile a espera de mais um grande desfile da Estação Primeira”, contou o Mestre Wesley.
Ingressos disponíveis no site e redes sociais do Teatro Rival.
Uma das mais tradicionais feijoadas carnavalescas do Rio de Janeiro completa dez anos esbanjando sabor e animação. Realizado anualmente no Windsor Barra, o evento faz parte do roteiro de cariocas e turistas que desejam cair na folia. Para marcar a comemoração, o evento contará com a apresentação do Salgueiro, do Cordão da Bola Preta, além de outras atrações. A Feijoada Pré-Carnavalesca acontece neste sábado, a partir das 13h.
Neste ano, a Rede Windsor traz o melhor da folia da Sapucaí e também do carnaval de rua carioca para o evento. Com o tema tropical, a intenção é unir elementos sensoriais às melhores experiências da maior festa carioca, como a explosão de cores, entusiasmo e alegria, tudo isso presente na ambientação e decoração que serão assinadas por Patrícia Zimmermann. Aromas e sabores também estarão em evidência no buffet de feijoada que será servido acompanhado de drinks e bebidas refrescantes.
O Salgueiro levará ritmistas, passistas, além de um casal de mestre-sala e porta-bandeira. O destaque ficará por conta de Renata Santos, musa que estreará na escola este ano.
Outra grande atração da festa será o Cordão da Bola Preta, tradicional bloco carioca que, pelo segundo ano consecutivo, traz ao público sambas-enredo campeões e marchinhas que marcaram épocas. Nos intervalos, um DJ vai animar os convidados.
Ao chegar no evento, os convidados receberão um abadá que poderá ser customizado no próprio local. O ambiente também terá um espaço para maquiagem oferecendo elementos com muita cor e glitter, para que os participantes possam curtir a festa em alto estilo. Já para as crianças, a diversão está garantida no Kid´s Club, que oferecerá atividades recreativas, oficinas de pintura e outras interações.
Em um ambiente espaçoso e confortável, os convidados poderão desfrutar de um buffet especial e open bar com bebidas e drinks variados, que inclui chopp artesanal Noi, gin Tanqueray, vodka Ketel One, whisky Johnnie Walker e caipiroska. Na feijoada, estão incluídos mais de dez tipos de carnes, servidas separadamente em panelas de ferro. O cardápio também inclui petiscos e uma variedade de saladas para quem quiser algo mais leve. Tudo preparado pelo chef Manoel Moreira, que trabalha há mais de 30 anos da Rede. Já o chef José Hernani será responsável pela elaboração de deliciosas sobremesas tipicamente brasileiras.
“A nossa feijoada já faz parte do calendário do Rio e nessa data comemorativa de dez anos, fizemos um mergulho no que há de melhor do carnaval carioca, trazendo o clima de entusiasmo das ruas da cidade para dentro do hotel. O sucesso, que se repete a cada ano, deve-se principalmente a esse ambiente festivo e, ao mesmo tempo familiar, além, claro, da fartura e qualidade do nosso buffet e dos serviços oferecidos”, diz Kátia Araújo, gerente de eventos da Windsor Hoteis.
No sábado de carnaval, 22 de fevereiro, será realizada a segunda edição do evento, a tradicional Feijoada Carnavalesca Windsor Barra, que contará com várias atrações, além de um buffet de feijoada vegana.
Os ingressos para as duas feijoadas já estão à venda no Windsor Barra (Avenida Lúcio Costa, 2.630 – Barra da Tijuca).
SERVIÇO:
Feijoada Pré-Carnavalesca Windsor Barra 2020
Data: 1º de fevereiro de 2020
Horário: das 13h às 19h
Local: Avenida Lúcio Costa, 2.630, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ
Capacidade: 600 pessoas
Preço por pessoa: R$ 350
Feijoada Carnavalesca Windsor Barra 2020
Data: 22 de fevereiro de 2020
Horário: das 13h às 19h
Local: Avenida Lúcio Costa, 2.630, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ
Capacidade: 600 pessoas
Preço por pessoa: R$ 480
A reportagem do CARNAVALESCO foi ao barracão do Rosas de Ouro e conversou com André Machado, que assinará o carnaval da escola pela quarta vez consecutiva. A agremiação abordará o enredo “Tempos Modernos”, que falará sobre o crescimento da tecnologia ao passar dos anos.
“Esse carnaval começou a ser delineado entre a apuração do carnaval de 2019 até o desfile das campeãs. A escola tem uma parceria com a Mercedes-Benz há 10 anos e eles nos procurou pra mostrar uma ideia de alguns estudiosos, professores de tecnologia sobre a tecnologia 4.0 pra saber se daria enredo ou não. Quando eu falo que esse é o carnaval da minha vida, primeiro é porque nunca tinha feito um enredo tão diferente e falar sobre tecnologia, a curto prazo provocou estranheza, até medo“.
O carnavalesco disse também que, para dar um toque de emoção, criou a história de um robô ROXP4, que é dotado de inteligência artificial e citou a história do filho dele que possui autismo, e que a maior dificuldade do autista, é ter companhia, porque eles se fecham no mundo deles. E segundo André, é justamente o que vem acontecendo no mundo atual, as pessoas estão se fechando em suas vidas digitais e esquecendo de suas vidas pessoais.
“Eu acho que o que está acontecendo no mundo agora, é que as pessoas estão mais ligadas nas vidas digitais do que nas vidas pessoais, é mais fácil ver em uma sala as pessoas conectadas no celular do que propriamente conversando. Na própria mesa de
jantar as pessoas estão mais dentro do mundo virtual mesmo se alimentando com os parentes, do que conversando. E eu até brinco, parece que o mundo virou autista, porque as pessoas criaram um mundo paralelo onde se fecham em suas redes sociais e não conseguem se comunicar e essa é a relação que eu faço com meu filho por ele ser autista, a dificuldade que ele tem de sociabilizar. E logo quando eu comecei a escrever, a primeira pessoa que veio na cabeça era ele, um robozinho que é dado para uma criança para fazer companhia e ao passar do tempo, por ter inteligência artificial, ele começa a questionar o porque do homem com tanta sabedoria, sempre estar buscando novas invenções, não se contentando com o que já existe”.
André fala da história das revoluções industriais, pois de imediato o homem teve a ideia de trocar a mão obra humana pelas máquinas, deixando muitas pessoas sem emprego, causando certa calamidade na época.
“Na revolução industrial acontece isso, as máquinas acabam fazendo o mesmo serviço, só que com mais velocidade e mais precisão. E por que isso? Por que o homem inventa coisas para tirar o emprego das pessoas? E esse robozinho entra em uma viagem, que começa no século XVIII com a primeira revolução industrial, onde as pessoas trabalhavam no campo e passaram a ir pra cidade, isso na Inglaterra, tudo que era feito de forma manual, passou a ser feito de maneira industrial, principalmente as tecelagens”.
Falar de tecnologia, automaticamente remete a carros alegóricos e fantasias com muito LED, abusando de iluminação, um desfile bem moderno, mas o Rosas de Ouro será a última escola a desfilar no sábado, muito provavelmente já com o dia claro. Porém, para André Machado isso não será um problema e citou desfiles históricos que aconteceram ao amanhecer.
“A gente estava imaginando ser a quarta escola, estávamos torcendo por isso, primeiro pelo horário que é ótimo, sábado é o horário nobre dos desfiles, tem a questão da luminosidade, desfilar a noite você tem melhor iluminação, pra poder casar com
algumas fantasias, mas tecnologia não é só iluminação, tecnologia é movimento, e todos os grandes desfiles que eu tenho na minha memória, aconteceram ao amanhecer, como “Braguinha” na Mangueira, “Ratos e urubus” na Beija Flor, “Lamartine” na Imperatriz, aqui em São Paulo tem o “Mar de Rosas”, que foi ao amanhecer. Na luz da noite a gente vai ter demais escolas que passaram na nossa frente, então elas terão a mesma luminosidade, e a luminosidade diferente vai ser para o Rosas, então pode ser que quebre o que a gente gostaria de levar em questão de iluminação, mas também tem o diferencial de fazer um espetáculo totalmente diferente das demais por ser a única escola que vai desfilar ao amanhecer”.
Ala com QR Code e fantasias com chip são novidades
O Rosas de Ouro promete inovar e iniciar uma nova era no carnaval paulistano. Segundo André Machado, algumas fantasias terão chip para medir praticamente tudo dos componentes, além de uma ala que irá se adaptar a tecnologia QR Code.
“E o mais importante, nós estamos fazendo dois carnavais, que é o físico que vai acontecer na avenida e mostrar para o público, e também tem o nosso carnaval digital, que as pessoas ainda não sabem, mas nós vamos começar a divulgar agora. Existe uma ala do Rosas de Ouro que fala do QR Code, onde as pessoas que estarão na avenida, se conseguirem mirar na fantasia com o aplicativo que lê o QR Code, você vai entrar na história da fantasia e da escola, então é uma visão diferente de assistir uma escola de samba. Algumas fantasias terão chip pra gente poder cronometrar o horário certo que o componente entrou na avenida ao horário que ele vai sair, saber exatamente o tempo de percurso, pra poder saber se nós temos que acelerar ou diminuir o passo. É uma tecnologia que o Rosas de Ouro vai implantar no carnaval, e acho que futuramente todas
as escolas partirão pra isso, porque tudo é monitorado através do computador e nós estamos aí pra testar essa tecnologia a favor das escolas de samba e acho que todas vão passar a ter. Além disso, vai medir os batimentos cardíacos e vão ter outras experiências que vai acontecer, que vão engrandecer nosso carnaval”.
Conheça o desfile da escola
Vão ser 2500 componentes, 20 alas e cinco carros alegóricos.
SETOR 1: PRIMEIRA E SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
“No setor 1 eu começo a falar das revoluções industriais, aí eu tenho a indústria do algodão, começo a falar da máquina a vapor. A bateria vem nesse setor, representa a tecnologia 5G e ela é neutra nesse setor porque vai retornar no último setor que é mais tecnológico. As baianas vêm representando as modistas do século XVIII, porque como tudo era feito de forma artesanal e depois passou a ser feito de forma industrial, houve uma oferta de tecido muito grande e as baianas representarão as modistas que aproveitaram essa demanda pra fazer moda no século XVIII. E logo em seguida vem uma ala falando da máquina a vapor”.
SETOR 2: TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
“Logo em sequência vem nosso segundo carro que é a maria fumaça. A roupa da velha-guarda eu convidei o estilista Rogério Fraga por um motivo, ele trabalha com uma fábrica de tecidos em Blumenau, eu visitei pra ver como funciona com a tecnologia 4.0 e convidei ele para desenvolver o tecido e o figurino da velha-guarda que vem nesse carro. Depois desse carro tem a ala da energia elétrica, aço e petróleo”.
SETOR 3: GRANDES INVENÇÕES
“Logo depois eu vou falar do Fordismo até chegar no nosso terceiro carro, que o formato é um Ford-T, símbolo do Fordismo. Foi na linha de produção do Ford-T que modernizou a linha de produção das fábricas da época, os Estados Unidos passou a ser potência mundial por conta disso. Falaremos também de grandes invenções como TV, rádio, antena parabólica, aparelho celular contaremos como ele mudou e virar um artigo tão importante para nossa vida. Nós vamos falar também da biotecnologia, do quanto é importante para nós, porque hoje se pode imprimir em 3D um ´órgão, existe irmãos gêmeos no Japão que eles foram geneticamente modificados e isso vai acontecer de forma corriqueira daqui a 50 anos. Você vai conseguir produzir seres humanos que sejam imunes a doenças como o câncer, isso está tudo sendo criado e idealizado. Fui em uma reunião importante e fiquei pasmo, descobri que existe um estudo para uma invenção de uma lente de contato que só de olhar para a pessoa, ela vai conseguir escanear e saber de onde ela veio, onde ela mora, quantos anos ela tem e vamos mostrar como essa tecnologia chegou pra ficar”.
SETOR 4: A VIDA IMITA A ARTE
“Falaremos do desenho Jetson, acho que as pessoas vão ter uma reação imediata, principalmente, quem viveu nos anos 80, é a parte lúdica do nosso enredo. A gente vai falar também como a tecnologia influenciou no cinema, inteligência artificial estará representada nesse setor. Tem uma ala logo em sequência, que é de mobilidade e vão ter 20 pessoas com monociclos. Uma coisa curiosa, por eu os ver ensaiando aqui na quadra, eu quis aprender isso e fiz três aulas e hoje eu venho da minha casa lá n Jabaquara em cima do monociclo pra trabalhar e com essa tecnologia você evita de colocar poluente no ar, porque é elétrico. Então olha como a tecnologia vem nos ajudando”.
SETOR 5: TECNOLOGIA 4.0
“O último setor falará da tecnologia 4.0 e vai mostrar como todas as pessoas estarão conectadas. O carro tem oito esculturas, tem duas rodas gigantes, tem duas rodas gigantes que mostrarão motos futuristas e essa roda gigante tem um simbolismo, uma analogia dizendo que o homem está sempre evoluindo. Tem um globo pra mostrar que cada vez mais estamos globalizados e dentro desse globo tem uma escultura que talvez seja a mais emblemática do nosso enredo, que é um robô amamentado essa criança pra mostrar que a tecnologia veio, mas o robô nunca deve ser mais do que o homem, porque o robô foi criada por uma máquina que é o homem e o robô está aqui pra servir. O simbolismo desse bebê é exatamente que as futuras gerações estarão se beneficiando da tecnologia, mas de uma forma prazerosa, natural e bom para o ser humano”.
A bateria Swingueira de Noel fez um ensaio tecnicamente perfeito junto ao seu carro de som, na noite desta segunda-feira, no Sambódromo. Macaco Branco e seus ritmistas ensaiaram indo até a dispersão e, depois, voltando, simulando a entrada no recuo.
Bateria cadenciada e com bossas criativas, o ensaio contou ainda com a presença da rainha Aline Riscado que sambou muito, mostrando sua evolução e cantando a obra que embalará a escola na avenida.
“Eu achei que o ensaio serviu para sentirmos melhor o ritmo dentro do campo do jogo pois aqui a sonoridade é diferente da 28 de Setembro, rua que ensaiamos, e, da quadra que tem uma acústica que dificulta muito. Fizemos esse ensaio, agradeço ao Machine por todo suporte dado e ao presidente por não medir esforços para colocar a Vila Isabel na rua. Agora é esperar o tempo passar, continuar trabalhando os arranjos e estamos praticamente preparados para o desfile, se Deus quiser os 50 pontos vem para Swingueira de Noel”, explicou o mestre.
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) realizou na noite desta segunda-feira, em sua sede, no Centro do Rio, o primeiro dia do curso de julgadores do Grupo Especial para o Carnaval 2020.
Foram discutidos com os carnavalescos das 13 escolas de samba do Grupo Especial os seguintes quesitos: Enredo, Alegorias e Adereços, Fantasias, Comissão de Frente e Mestre-Sala e Porta-Bandeira.
Na próxima segunda-feira acontecerá o curso dos demais quesitos. Em 2020, o Grupo Especial terá cinco jurados em cada um dos nove quesitos, sendo a menor e a maior notas descartas. O sorteio dos módulos dos julgadores acontecerá no domingo de carnaval, no Centro de Convenções Sul-América.
Enredo
Artur Nunes Gomes
Johnny Soares
Marcelo Antonio Masô
Marcelo Figueira
Pérsio Gomyde Brasil
Alegorias e Adereços
Fernando Lima
Madson Oliveira
Soter Bentes
Teresa Piva
Walber Ângelo de Freitas
Fantasias
Helenice Gomes
Paulo Paradela
Regina Oliva
Sérgio Henrique da Silva
Wagner Louza
Comissão de Frente
Gleice Ribeiro
Paulo César Morato
Rafaela Riveiro Ribeiro
Raffael Araujo
Raphael David
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Áurea Hammerli
Beatriz Badejo
João Wlamir
Mônica Barbosa
Paulo Rodrigues
A Vila Isabel pisou no solo sagrado da Marquês de Sapucaí, na noite desta segunda-feira, para realizar seu único ensaio de bateria no local oficial dos desfiles. A escola contou com a presença da rainha Aline Riscado.
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De boné e short jeans, a modelo sambou o tempo inteiro, interagiu com o ritmistas, e, claro, o mais importante que foi cantar o samba-enredo de 2020.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da União da Ilha do Governador, Phelipe Lemos e Dandara Ventapane, terão um grande reforço para o carnaval de 2020. A dupla contará com o coreógrafo Bonifácio Jr. na busca da nota máxima no quesito para a escola Insulana.
Bonifácio, que é formado em dança contemporânea no CEAB, iniciou sua carreira no carnaval em 2006, tendo passagens em grandes agremiações do Rio e São Paulo. O coreógrafo tem ótimos resultados em seu currículo, conseguindo junto aos profissionais que trabalhou, a nota máxima na Unidos do Porto da Pedra em 2008, Mangueira em 2011 e São Clemente em 2014.
Para Phelipe Lemos, a chegada de Bonifácio na equipe traz um novo gás para a conquista de melhores resultados.
“Ter o Boni trabalhando com a gente é ótimo. Já nos conhecemos a muito tempo e já existia o desejo de trabalharmos juntos e agora tivemos a oportunidade. Ele é um ótimo profissional e renova a vontade de aprimorar o nosso trabalho”.
Dandara Ventapane também acredita que o preparo está sendo mais forte, o que colabora para buscar a nota máxima.
“Para mim está sendo uma nova experiência depois de tantos anos trabalhando com as profissionais Cátia Cabral e Rita Freitas que são referências no quesito. O trabalho com o Bonifácio tem sido uma ótima surpresa e vem colaborando bastante para o nosso desenvolvimento e a busca pela nota máxima”.
Dono de ótimo currículo, Bonifácio comemora a chegada na União da Ilha e garante que fará um bom trabalho junto do casal Phelipe e Dandara.
“Trabalhar com casal é uma aventura, principalmente quando a dupla é uma referência. O Phelipe é um dos melhores mestre-sala atualmente e a Dandara uma bailarina linda que vem crescendo cada vez mais”.
O coreógrafo também garante que vai preservar as características da dança do casal, mas melhorar a prática das apresentações e ressalta a felicidade de fazer parte dessa nova etapa.
“É uma emoção grande voltar depois de dois anos, ainda mais com essa dupla que admiro. Estamos trabalhando intensamente para conquistar a nota máxima na Marquês de Sapucaí”.
A Mocidade levou um grandioso número de independentes para acompanhar em seu ensaio de rua neste domingo. Foi o mais cheio até agora. A concentração na Praça Guilherme e o treino ao longo da Coronel Tamarindo tiveram técnica e nível dos componentes e diretoria. Toda 1h10 de treino foi com empolgação dos componentes que mostraram já estar com o samba na ponta da língua, fazendo com que o canto do carro de som pudesse crescer e casar perfeitamente com o andamento da escola e da bateria. O ensaio foi um dos melhores e mais seguros da verde e branca até agora e em seu discurso inicial o diretor de carnaval, Marquinho Marino, ressaltou que 95% do carnaval já está encaminhado e que o foco a gora da escola é ter pé no chão para evoluir mais.
O samba pegou e comunidade de Padre Miguel já tem ele na ponta da língua. Wander Pires tem a personalidade da Mocidade. A voz marcante faz qualquer componente cantar o samba com mais empolgação. O carro de som da Independente é forte e muito potente, o toque diferencial são as três cantoras de apoio, que dão o equilíbrio necessário de vozes femininas para o samba que pede este estilo. Wander pediu motivação dos componentes para começar o samba e elevou o canto da escola ao arrancar o ensaio com o histórico samba de 91, “Chuê, Chuá… As águas vão rolar” que fez todo o público cantar com vontade.
Com o clima certo, o ensaio começou com a segurança e controle certo da potência musical do carro de som sustentado com o canto aguerrido da escola. Se tinham alas nos primeiros ensaios que ainda erravam as letras, isso foi sanado. Os componentes cantavam com força e segurança o samba inteiro e explodiam com braços para o alto no refrão, com destaque para a ala 5 a que mais puxava o canto forte. A escola mostrou que as exigência dos ensaios de canto foram o diferencial, e fez os componentes e o público cantaram, até mesmo nas últimas alas já distantes onde se escutava o canto forte quase que em capela.
Evolução
Quem teve uma atenção mais minuciosa do ensaio e da evolução da escola, pode notar algo de diferente, tanto na oscilação de andamento da comunidade quanto na evolução dos componentes. Mas o diretor de harmonia, Wallace Capoeira, esclareceu que este foi um ensaio para treinar sua equipe em situações de risco visando o preparo para eventuais complicações.
“Nosso trabalho de harmonia e evolução hoje foi de acertos. Existem momentos no nosso treino em que usamos técnicas para preparar a escola, criando situações de risco. Por exemplo, simular um buraco para ver como a escola pode controlar isso se no desfile acontecer, a gente trabalha corrigindo erros e hoje nós treinamos alguns desses mas que passaram quase despercebidos porque conseguimos sanar tudo e o perfeito entrosamento da escola inteira foi ideal para o ensaio sair como o planejado. Esse foi o melhor ensaio que tivemos até agora e é mantendo esse nível é que vamos pisar na Sapucaí”.
De um forma geral, a evolução da escola seguiu o mesmo nível que já estava em outros ensaios com segurança e profissionalismo da diretoria que controlou todos os passos do componente com muita atenção, ótimo trabalho. Os componentes deram um show, com muita empolgação e organização das alas, evoluíram e fizeram um ensaio com qualidade, chamando o público a pular e se animar junto da escola. Todas as alas estão bem cheias. Marino destaca que não pretende que a escola atinja seu ápice agora, mas sim evoluir com técnica em cada ensaio que virá.
“Eu, sinceramente, acho que a escola tem que crescer gradativamente, uma escola que chega no ápice muito longe do carnaval a tendência é ir caindo até chegar a hora. Não posso ter esse tipo de problema, se eu exigir o máximo e chegar no ápice faltando três ou quatro ensaios para o carnaval eu corro o risco de ir caindo depois disso, eu vou puxando um pouco a corda enquanto os ensaio vão acontecendo. Quem percebeu bem viu pode ver que esse ensaio foi mais ‘puxado’, até mesmo em termos técnicos, fizemos as cabines com comissão e casal no mesmo tempo com as mesmas passadas que serão no desfile e isso vai ser direto, assim como a saída da bateria do recuo, tem que ser bem casada e estamos fazendo igual ao desfile e bem feito. Agora a parte mais humana da galera, do coração, é a hora de tirar um pouco mais deles em canto e evolução. É a hora de botar o samba na veia. O componente já está cantando e evoluindo bem, agora é puxar no emocional dele, a cada semana se eu estimular mais isso é tudo crescer, e no discurso inicial eu fiz questão de frisar isso. Eu já estou chegando no ponto que eu quero e vamos melhorar cada vez até porque nosso ápice não é agora. No setor 11 está tudo certo, estaremos lá nossa bateria, carro de som, rainha, casal de mestre-sala e porta-bandeira e, talvez, a nossa comissão”.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Nos primeiros ensaios, os casal já tinha técnica conquistada através da bagagem de trabalho, mas ainda faltava entrosamento e leveza. Mas com treinos, trabalho e dedicação de ambos, o que se viu neste último treino foi a clara conquista desse lugar. O entrosamento entre eles é algo que emociona, na simulação da segunda cabine de jurados, o público que os assistia acompanhou cada passo deles com muitos gritos de apoio, ao final foram agraciados com uma calorosa salva de palmas, contemplando, assim, a determinação do trabalho de qualidade que ambos criaram ao longo dessa temporada. Bruna tem técnica, leveza e conquistou a segurança que faltava com a condução do pavilhão e Diogo aperfeiçoou sua agilidade e entrosamento com ela. A coreografia é sutil, bonita e pensada. Casal está encaixado e o segredo é manter o nível até o desfile. Ao que aponta o diretor de carnaval Marino, o casal virá com uma novidade na Avenida:
“Algo que não posso revelar mas que teremos uma surpresa na apresentação do casal, algo que já está condicionado com mestre Dudu e harmonia”.
Bateria
A ‘Não Existe Mais Quente’ enfrentou alguns problemas de organização e desencontro com o equipamento do carro de som nos últimos ensaios da escola, prejudicando sua qualidade. Neste ensaio o problema foi sanado e o público pode realmente voltar a ver a qualidade desta bateria, uma das mais renomadas do carnaval. Com a bateria cheia, todos os naipes estavam bem completos e equilibrados, destaque para as caixas e marcações que seguraram um andamento ideal. A qualidade dos ritmistas é muito boa e neste ensaio isso ficou evidente, passaram com segurança, sem correr e respeitando o estilo de andamento da escola.
A rainha Giovanna Angélica também merece destaque, visto estar mais entrosada com a bateria e o público, seja em suas coreografias sincronizadas com as bossas ou na coreografia principal em que a bateria abre para ela desfilar no meio, tudo muito bem ensaiado e que criará um efeito muito bom para a escola na Avenida.
Mestre Dudu fala que agora seu foco estão sendo os ensaios de naipes separados, para aprimorar os detalhes que ainda faltam em cada um. Diz ainda que a bateria já está pronta para o ensaio no setor 11 dia 6 de fevereiro.
“A bateria está muito empolgada com o trabalho, vimos o resultado aí hoje. Não estamos 100% ainda, como todas as outras baterias, ainda faltam 28 dias para o nosso desfile e tenho certeza que até lá muita coisa ainda vai mudar. Começamos essa semana com um ensaio extra separado por naipes, para que eu possa limpar as bossas e retomadas, o que os jurados mais acabam ‘pegando’ e faço meu trabalho em cima disso o tempo todo e sei que no final vai dar tudo certo, o samba ajuda também e já meio caminho andado. Agora falta pouco e coração está a mil. E dia 6 no setor 11 está confirmado e será melhor do que hoje, vamos com sangue nos olhos, perdemos um décimo no chocalho e já resolvi o que foi criticado, trabalho em cima de erros e agora é esperar. As bossas estão firmes e vamos seguir evoluindo com trabalho”, explicou.
A Prefeitura do Rio informou na manhã desta segunda-feira que a Banda de Ipanema e o bloco Simpatia É Quase Amor vão desfilar à tarde, respeitando seus horários tradicionais. A decisão foi passada pelo secretário municipal de Eventos, Felipe Michel, que revelou ter sido feita uma pesquisa.
A maioria dos moradores e comerciantes de Ipanema apontou que preferem que os desfiles aconteçam no horário da tarde. Sendo assim, apenas os megablocos vão desfilar no Centro do Rio pela manhã. O Rio de Janeiro tem 543 desfiles cadastrados para o Carnaval 2020.