Após a confusão envolvendo a escolha da Corte Real do Carnaval 2020 a Riotur se posicionou sobre o caso. A segunda princesa, Cinthia Camillo, reclamou do local da final do concurso de Rainha e Rei Momo, que aconteceu no domingo, na Praia de Copacabana, e chegou a falar: “O carnaval do Rio de Janeiro está acabando e vocês não estão percebendo”.
“Vivemos em uma democracia e defendo a liberdade de expressão. Meu único questionamento quanto ao episódio é que percebo uma contradição. Se ela de fato acredita que o carnaval esteja acabando, por que manifestou interesse em fazer parte da Corte Real deste ano? A inscrição é espontânea. Não é um pedido nosso e ninguém é coagido. Caso o que tenha dito seja sua verdadeira opinião, o regulamento permite que ela renuncie, dando, inclusive, a oportunidade para alguém, que, como nós, acredita no carnaval”.
O site CARNAVALESCO lançou nesta terça-feira o programa ‘Debate CARNAVALESCO‘ e o primeiro convidado foi o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, que participou do encontro com os jornalistas Guilherme Ayupp, Rangel Andrade (TV Mais Carnaval) e o pesquisador Leonardo Antan (Carnavalize).
Ao falar de Leandro Vieira, o presidente da Portela distribuiu elogios para o artista mangueirense.
“Acho que o Leandro Vieira está percorrendo caminhos, que tem que ter peito, abusado pra caramba e tem dado certo. Daqui a pouco a Mangueira encosta na gente (risos). Ele sabe fazer, usar bem material e ele tem a capacidade de abrir caminhos para um geração nova”, afirmou Luis Carlos Magalhães.
O dirigente também falou da participação de Paulo Barros, que foi o carnavalesco responsável pelo título de 2017, dividido com a Mocidade Independente de Padre Miguel.
“Paulo foi uma experiência fascinante, como foi com a Rosa e como está sendo com o Renato e a Márcia”.
Luis Carlos Magalhães enalteceu a nova safra de carnavalescos do Grupo Especial.
“O carnaval tem que seguir em frente. Não pode ficar na mesmice, chato, e temos carnavalescos que vão fazer carnavais belíssimos. Essa geração nova, com o João Vitor, vamos ver o que ele vai trazer. É uma expectativa do carnaval o que os meninos vão trazer dessa vez. Será que foi sorte em um ano? Acho que é uma atração do carnaval termos uma leva de carnavalescos jovens. Mas também queremos saber o que a Rosa vai fazer com a pedra na Estácio? O que o Renato vai arrumar na Portela? O que interessa no carnaval é o que vem de novo. Não pode ser só carro bonito, carro bonito e a tal beleza que só os olhos estão vendo. Fazer beleza não é difícil. A tal exuberância volumétrica de materiais. Hoje, eu estou mais interessado na beleza que os olhos não percebem”.
Em um vídeo nas suas redes sociais a segunda princesa do Carnaval 2020, Cinthia Camillo, reclamou do local da final do concurso de Rainha e Rei Momo, que aconteceu no domingo, na Praia de Copacabana, e chegou a falar: “O carnaval do Rio de Janeiro está acabando e vocês não estão percebendo”. Até o momento, a Riotur não se posicionou sobre o vídeo. Veja abaixo trecho do vídeo:
O carnaval é muito mais do que a maior festa audiovisual do planeta, o trabalho social que é desenvolvido por algumas figuras presentes nos desfiles das escolas de samba durante o ano todo pode transformar vidas. Caliquinho desde 2011 comanda a Fiel Bateria e coordena o projeto social Spantinha, que aproxima crianças e jovens da comunidade Santa Marta, em Botafogo, do samba.
O Spantinha, é uma versão para as crianças e adolescentes do Bloco Carnavalesco Spanta Neném, tem o intuito de apresentar para esses jovens, de 7 a 17 anos, como o samba pode abrir portas e janelas para uma vida melhor. Lá o mestre os ensina o ritmo de todos os instrumentos presentes na bateria para essas crianças que, para ele, devem ser aproveitadas nas escolas de samba e são o futuro da agremiação preto e amarelo. Hoje o projeto é desenvolvido com uma média de 50 crianças e adolescentes e tem como uma das suas finalidades dar uma perspectiva e esperança através da arte.
“Na comunidade tínhamos o que as pessoas chamavam de batedor, mas na verdade são ritmistas de peso. Os instrumentos de peso são as caixas, repiques, surdos… Hoje eu fico orgulhoso em ver os meninos, os que estão comigo aqui hoje na São Clemente, já homens formados, tocando tamborim, cuíca, chocalho que eram instrumentos que a galera não tocava, e hoje o pessoal da comunidade começou a se interessar por esses instrumentos que vem à frente da bateria”, diz o mestre.
O bloco já inseriu na São Clemente mais de cem ritmistas, e hoje alguns deles fazem parte da direção de bateria e são essenciais para o desenvolvimento da Fiel Bateria. O mestre Caliquinho enfatizou a importância de um dos seus discípulos, o Patrick Castro, diretor de tamborim, para a conquista dos 40 pontos no carnaval de 2015.
“O Patrick é um desses meninos dessa nova geração e foi um grande diretor de tamborim aqui, nossa bateria em 2015 conquistou os 40 pontos com a ajuda dele. Tínhamos uma deficiência no tamborim e o garoto deu jeito. Mas é um trabalho de equipe, a diretoria é uma família, e um ajudou o outro”.
Patrick é um jovem que tem a música, mais precisamente o samba, como centro da sua vida. O jovem de 24 anos, toca desde os 6 anos, fez parte do Spantinha e desfila na São Clemente desde 2008. Ele chegou como ritmista na escola e com o amadurecimento ganhou projeção dentro da agremiação. Passando de ritmista a surdo de primeira no microfone até chegar na diretoria da ala de tamborins e posteriormente diretor de caixa e repique.
“O mestre me deu oportunidade de desfilar tocando em 2008 para ver minha capacidade como ritmista. Em 2015 assumi a ala de tamborim da escola e comandei por 3 anos, depois passando para direção da caixa e do repique, hoje a minha função é o repique de bossa, mas estou sempre disposto e à disposição da São Clemente. Sou um clementiano fiel e eternamente apaixonado, desfilo onde precisarem de mim”.
O mestre enfatizou a importância da São Clemente e do presidente Renatinho na vida dele e no projeto. Ele disse que Renatinho abriu as portas para ele, e deu a oportunidade dele hoje comandar a Fiel Bateria, responsabilidade essa que o mestre faz questão de dividir com a sua direção. Para ele sem os demais diretores o trabalho não seria possível e divide com todos eles os méritos e o sucesso da bateria.
Na bateria da São Clemente desde 1998 e diretor entre os anos de 2003 e 2010, o mestre não se envaidece com o cargo confiado nele. Para ele esta oportunidade dá a chance de desenvolver um dos pontos que acredita ser crucial na sociedade: a aproximação entre o asfalto e a favela, hoje Caliquinho também dá aulas para adultos na quadra da São Clemente e ele acredita que essa integração pode dar uma perspectiva melhor para as crianças que o acompanham.
A vermelho, branco e amarelo do Largo do Tanque inicia sua temporada de ensaios gerais para o Carnaval, a concentração acontece na Rua Álvaro Tiberio – Tanque, nesta terça-feira, a partir das 20h. A Renascer convoca toda comunidade e segmentos para o treino rumo ao desfile oficial.
Ainda há vagas para novos componentes, para quem quiser desfilar junto com a Renascer no dia 21 de fevereiro, o valor da fantasia custa R$80,00 e as inscrições acontecem no mesmo dia e horário dos ensaios (terças) mediante a apresentação dos seguintes documentos: duas fotos 3×4, cópia do comprovante de residência e identidade.
A Renascer será a sexta escola a se apresentar na Sapucaí, na sexta feira de Carnaval em 2020, pela Série A.
A agremiação levará para a Avenida o enredo “Eu que te benzo, Deus que te cura” desenvolvido pelo carnavalesco Ney Junior.
Serviço
Ensaio de Rua da Renascer de Jacarepaguá
Dia: 14 de Janeiro
Local: na Rua Álvaro Tiberio – Tanque
Horário: 20h
A segunda edição do Bailinho da Portela vai agitar o Espaço Marzipan, na Cinelândia, nesta quinta-feira, a partir das 18h, com aulão de gafieira, show com grupo Arruda e apresentação da bateria Tabajara do Samba. Com formato inovador e ares de happy hour, o evento, que reuniu diversas personalidades da cultura carioca em sua estreia, em dezembro, é a mais nova opção de lazer no Centro para moradores do Rio e turistas, num belíssimo salão art déco da década de 1940.
A noite vai começar com aula de gafieira para o público, sob o comando do craque Carlinhos de Jesus, responsável pela comissão de frente da Portela. Em seguida, o grupo Arruda, um dos mais importantes da cena contemporânea, vai colocar todo mundo para sambar, relembrando sucessos de Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jorge Aragão, Reinaldo e outros bambas.
A anfitriã tomará conta do palco na sequência com seu time de estrelas e os melhores sambas-enredo dos seus 96 anos de história. Passistas e a bateria Tabajara do Samba vão promover um grande grito de carnaval, resgatando o glamour dos bailes do passado e proporcionando uma experiência única para os frequentadores. O DJ João Rodrigo completa a lista de atrações.
A produção e a curadoria são da Pronto RJ. A compra de ingressos pode ser feita no dia do evento, no Espaço Marzipan (Avenida Rio Branco, 251, 3º andar), ou pela internet (www.sympla.com.br), com preços que variam entre R$ 25 e R$ 40. Componentes e torcedores da Portela pagam R$ 25, se estiverem usando qualquer camisa da escola.
Serviço:
Bailinho da Portela
Data: Quinta-feira, dia 16 de janeiro
Horário: das 18h à meia-noite
Local: Espaço Marzipan
Endereço: Avenida Rio Branco, 251, 3º andar, Cinelândia (perto da saída Santa Luzia do metrô e em frente ao Cine Odeon)
Entrada: R$ 25 (lista amiga e torcedores com camisa da Portela) / R$ 40 (público em geral). Os nomes para a lista amiga devem ser enviados para [email protected], ou pelo direct do Instagram @bailinhodaportela.
Classificação: 18 anos
Informações:
(21) 99521-0017
(21) 97953-7120
IMPORTANTE: Não é permitido entrar de bermuda, camisa regata e nem chinelo.
A chuva que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira modificou o local de ensaio da Estácio de Sá. A vermelha e branca do morro de São Carlos realizou seu treino no interior da quadra para não perder tempo na preparação, faltando 40 dias do seu desfile oficial, no domingo de carnaval.
O destaque ficou a cargo da bateria Medalha de Ouro, que sustentou o ensaio ao seu estilo, com um andamento mais valente e muita criatividade nas bossas. O treino contou com os olhares atentos do presidente Leziario Nascimento. Antes do começo o diretor de carnaval, Marcão Selva, agradeceu o empenho dos componentes de comparecer mesmo com mau tempo. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Zé Roberto e Alcione, não participou do treino.
Samba-Enredo
A comunidade e o carro de som demonstraram que se depender deles o samba vai crescer durante o desfile, mesmo com críticas a qualidade da obra. O samba possuiu uma melodia boa e seduz o componente. Ela ajuda principalmente no quesito evolução, favorecendo a criação de coreografias. Muito mérito do carro de som sob o comando do experiente Serginho do Porto. O refrão principal é o momento em que a obra se destaca.
Harmonia
Quesito onde a escola precisa intensificar a atenção e o treinamento. Boa parte das alas canta o samba em um nível satisfatório de desfile. Entretanto há muitas pessoas ainda com a letra do samba. É um recurso que toda escola usa para a fixação correta da letra. Mas há tão pouco tempo do desfile é um fato a ser destacado.
“Para os componentes foi maravilhoso. Preparamos tudo muito melhor com a intensificação do canto, as divisões corretas. São Pedro mandou chuva, mas a gente cantou muito dentro da quadra”, disse Serginho.
Evolução
Dentro da quadra a análise do quesito fica sempre um pouco limitada. Foi possível observar os componentes bastante soltos durante as quase 2 horas de ensaio. Brincando, se movimentando e fazendo coreografias na medida certa.
Bateria
Grande atuação da Medalha de Ouro. Chuvisco parece ter nascido para ser o mestre da Estácio. Bossas e convenções muito bem executadas. A afinação e o andamento também chamaram a atenção, ajudando a impulsionar os quesitos que dependem do desempenho da bateria. Estão prontos para garantir boas notas no desfile nessa volta ao Especial.
“Se fosse na rua seria muito melhor para a sonoridade mas a chuva não deixou. Eu tenho sentido as bossas saindo mais limpas e com mais precisão. Nesse pouco mais de um mês que resta para o nosso desfile é trabalhar em cima de nossos erros para alcançar as notas na quarta-feira de cinzas”, afirmou mestre Chuvisco.
Vice-campeã da Série A de 2019 e ganhadora do Estrela do Carnaval como melhor desfile do ano, a Acadêmicos do Cubango fez seu ensaio de rua na noite de domingo, no coração da cidade de Niterói, na Avenida Amaral Peixoto. O que se pode ver foi uma entrada triunfal com uma comissão de frente imponente e emocionante, assim como uma bateria beirando à perfeição, mas, para a escola ganhar o tão sonhado título é preciso aprimorar o canto dos seus componentes.
Comissão de Frente
A chegada de Patrick Carvalho para ser coreografo na comissão de frente da escola foi acertada, quem esteve no ensaio pode perceber uma coreografia forte, com perfeitas expressões faciais e uma dramaticidade cênica de arrepiar. Quinze componentes negros mostraram em sua dança que a abertura da Cubango será impactante.
“Um enredo afro e espetacular e um samba que nem se fala, mais uma vez nós vamos vir com uma comissão que vai impactar. Na Cubango eu estou muito feliz e me divertindo muito”, disse Patrick Carvalho.
Mestre-sala e Porta-bandeira
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Acadêmicos do Cubango, Diego Falcão e Patrícia Cunha, apresentaram o bailado com os movimentos em harmonia e sincronismo. Diego Falcão conversou com o site sobre a fantasia que virão e a dança que apresentarão na avenida: “Já vimos o desenho da fantasia e digo que os carnavalescos foram felizes, encaixando bem no que nós gostamos e queremos usar. Quanto a dança teremos uma dança tradicional com alguma coisa moderna, pois temos que inovar”.
Harmonia e Samba
A comunidade que compareceu ao ensaio pode melhorar no seu canto, com uma harmonia oscilante, algumas alas, por exemplo, tinham componentes com o panfleto da letra do samba na mão, prejudicando também a evolução. Já nas alas mais próximas a bateria viu-se um diferente rendimento, estes sim, cantaram com força e vibração, fazendo gestos e tendo uma evolução à altura da Verde e Branca de Niterói.
O excelente samba fez bem o seu papel no ensaio de rua, mas ainda assim nota-se que os refrões são mais bem entoados, tendo suas estrofes com menor rendimento do que o esperado. Ponto mais que positivo para o excelente carro de som, com uma ótima performance do intérprete Thiago Brito, este que a todo momento adentrava nas alas animando os componentes, ele nos falou sobre o vice-campeonato e o entrosamento com a comunidade.
“O vice-campeonato fez a escola acreditar que pode, acreditar muito mais do que ela
acreditava, pelo que a gente tem visto aqui nos ensaios aos domingos, tem tudo para dar certo este ano, nós somos uma escola que tem quesitos. Eu cheguei e a escola me abraçou, porém, depois desse ano, quem tinha alguma desconfiança já não tem mais, isso só dar força e ânimo para a gente continuar trabalhando”.
Evolução
Iniciando às 22h05 e terminando aproximadamente às 22h51, a comunidade evoluiu com irregularidade no que tange empolgação, mas muito bem em organização: com as alas bem demarcadas, sem embolação, e sem os famosos clarões. Além disso, os componentes que sabiam o samba cantaram com gesticulações e garra. Ponto positivo para o samba no pé dos passistas, muito bem ensaiados por Marluci Azevedo. Outra novidade da escola de Niterói será no recuo da bateria: a bateria ultrapassa o recuo, os passistas ficam dentro da bateria e depois a bateria retorna para o recuo e o espaço vazio na pista fica preenchido com os passistas que estão se evoluindo com muito samba no pé.
Bateria
A bateria “Ritmo Folgado”, comandada pelo mestre Demétrius, mostrou que o quesito está afiado, com uma cadência beirando a perfeição, assim como bossas e paradinhas dentro do samba, empolgando a escola. A bateria mostrou que a escola não está para brincadeira. Destaque também para rainha Maryanne Hipólito, que mostrou simpatia e samba no pé. “A Cubango tem a cara do enredo Afro, pois a Cubango é quilombola, vamos mais uma vez levar esse enredo com muita força e muita garra”, comentou com empolgação Maryanne.
Outros Destaques
Presentes no ensaio também estava a dupla de carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel. Eles falaram sobre a missão de substituírem a dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora e disseram que o padrão será mantido.
“Nós estamos mantendo o padrão, o Cubango virá com uma força não só de plástica, mas também de comunidade e a comissão de Frente será um ponto muito forte da escola”, afirmou Alexandre.
Já Raphael colocou que o enredo é o que a comunidade sabe fazer de melhor: “O enredo é uma pegada muito a cara da Cubango, a escola é bem raiz e de negritude, então, o Cubango volta com a pegada afro”.
Não é segredo para ninguém que as escolas estão sofrendo com a falta de aporte financeiro e Alexandre sintetizou o motivo de continuar acreditando: “O amor. O amor pelo carnaval supera tudo”.
O Cubango é a quinta escola a desfilar pela Série A, na sexta de carnaval, com o enredo “A Voz da Liberdade”, sobre o patrono da abolição Luiz Gonzaga Pinto da Gama, dos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel.
Pelas mãos de Djeferson Mendes da Silva o carnaval do Rio está oficialmente aberto. O novo Rei Momo da cidade foi coroado neste domingo, durante o evento de abertura da folia, organizado pela Riotur, na Praia de Copacabana. A missão de Djeferson esse ano será ainda maior com o novo projeto da prefeitura de um carnaval com 50 dias, começando a partir deste 12 de janeiro. Como ressalta o novo Rei Momo emocionado após sua coroação.
“Serão 50 dias de festa e de muita folia. O carnaval é o maior patrimônio histórico do Rio de Janeiro e convido a todos para que venham curtir conosco essa grande festa. A minha primeira ordem minha como Rei Momo é realizar um grande e belíssimo desfile e proporcionar um excelente carnaval e um ótimo reinado” conta Djeferson com entusiasmo e emoção.
A chave da cidade é um dos símbolos mais tradicionais do carnaval, o objeto que foi desenhado pelo ex-funcionário da Riotur, José Geraldo de Jesus, conhecido como Candonga, é o mesmo desde 1976 quando foi confeccionada. Candonga morreu em 1997, mas deixou para os seus herdeiros a tarefa de entregar ano a ano a chave da cidade aos novos coroados. Djeferson se diz lisonjeado e orgulhoso de poder receber essa chave das mãos de um representante da família tradicional de Candonga.
“Ser Rei Momo representa uma tradição, a cultura viva da nossa cidade. Como eu falei durante a minha apresentação, eu sempre frequentei o Terreirão e a Apoteose, desde criança, algo tradicional para mim. E, hoje eu estou aqui, porque confiei e acreditei que eu poderia conquistar isso. Estou aqui com essas lindas meninas, a rainha e as princesas e podendo ser o novo Rei do carnaval do Rio. Esse momento de receber a chave da cidade foi muito especial para mim já que também venho de uma família tradicional. Receber a chave de alguém como eu mostra que nós somos capazes de conquistar tudo o que sonhamos”.
Em seu discurso de apresentação, Djeferson recitou o poema “Às vezes me chamam de negro”, de Carolina Soares, que fala sobre empoderamento negro e ainda deixa um recado para quem ainda não apoia o carnaval.
“O carnaval é a maior festa que tem e o que falta é que as pessoas possam confiar verdadeiramente no carnaval. Nós que somos cariocas e sambistas isso já vem de berço, eu que moro na Praça Onze lembro quando minha mãe me levava para o Terreirão do Samba para poder pular carnaval e ver os outros concursos quando ainda eram lá. É a melhor festa que nós temos, o grande símbolo do Rio de Janeiro”.
Djeferson assume sua paixão pela escola de samba Estácio de Sá e diz desfilar todo ano, mas que nesse irá honrar a oportunidade de desfilar com sua corte.
“Como o Rei da Folia, não faltará da minha parte, sangue, samba no pé e muita folia. Estamos aqui para poder representar o nosso carnaval e a nossa cidade da melhor maneira possível, com muito fôlego, e, afirmo, estamos todos preparados”.