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Beija-Flor atende a pedidos de sua comunidade e antecipa entrega de fantasias para o carnaval

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A Beija-Flor de Nilópolis começou a entregar nesta segunda-feira as fantasias de sua comunidade. A destinação dos figurinos terá continuidade ao longo dos próximos dias — com datas já confirmadas na quarta-feira (5 de fevereiro) e no final de semana.

O diretor de carnaval Dudu Azevedo, em seu primeiro ano de gestão na azul e branco, explica que descobriu no dia a dia de seu trabalho na agremiação a existência de uma demanda antiga pela antecipação das roupas. Para garantir que isso siga acontecendo nesta temporada, a Beija-Flor alugou até um galpão em Nilópolis, município em que está sediada, aproximando a comunidade do ponto de retirada do material. O espaço foi utilizado nesta segunda e será aberto novamente para entregas no fim de semana. Na quarta, a entrega ocorre no barracão da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio.

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“A comunidade da Beija-Flor, muito aguerrida, sempre quis mais tempo para se preparar e conseguir chegar na concentração da Sapucaí com mais tranquilidade. Com a fantasia em mãos, é possível curtir sem preocupações o frio na barriga que antecede a nossa entrada na Avenida e ainda focar completamente na apresentação da escola, longe de eventuais problemas trazidos por uma roupa entregue em cima da hora”, comenta Azevedo.

Enquanto a comunidade começa a ter em mãos suas fantasias, a Beija-Flor também atende a outra demanda dos mais apaixonados pelo seu pavilhão. A escola está com vendas abertas para suas alas comerciais, criadas para suprir os pedidos de torcedores que têm o sonho de viver a experiência de cair na folia com a Deusa da Passarela e não podem cumprir integralmente com a agenda de ensaios. Os modelos já foram disponibilizados no site e nas redes sociais da escola, assim como as informações de contatos dos responsáveis por cada ala.

Vale ressaltar que as fantasias comerciais estão à venda em: https://beija-flor.com.br/venda-de-fantasias

Entrevistão com Marquinho Art Samba: ‘Todo dia procuro conquistar um pouco mais o mangueirense’

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No dia 14 de junho de 2008 morria um dos maiores intérpretes de sambas-enredo do Brasil. José Bispo Clementino, o Jamelão, deixou a Estação Primeira de Mangueira orfã de cantor após ocupar por quase 60 anos o cargo de intérprete oficial. Após seu falecimento, o palco da verde e rosa foi ocupado por diversos profissionais de extrema qualidade como Luizito, Zé Paulo Sierra, Rixxa e Ciganerey.

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Passado o carnaval de 2018, na famosa dança das cadeiras, a Manga foi ‘ás compras’ e trouxe de Madureira, Marquinho Art’Samba, que cantou no Império Serrano no carnaval daquele ano. Seguindo a série ‘Entrevistão’, o site CARNAVALESCO conversou com o intérprete pé quente e campeão de 2019. No bate-papo, Art’Samba contou sobre seu casamento, a amizade com Alemão do Cavaco e a sua ‘lua de mel’ com a torcida mangueirense.

Desde a chegada na Mangueira rolou uma grande identificação entre você e a comunidade. Passa pela sua cabeça entrar para o seleto grupo de cantores que fizeram história na escola?

Marquinho: “Passa sim, sempre passa.. Com muito trabalho e muita humildade. Cada um deles teve o seu momento. O mestre (Jamelão) é o Mestre, está em outro nível. Agora junto da minha equipe do carro de som, esperamos fazer muita história na escola e esperamos também diversos campeonatos pela frente”.

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Em 2019 a Mangueira optou por samba diferenciado, com características que fugiam do padrão conhecido de samba-enredo. Foi preciso mudar seu estilo da canto?

Marquinho: “O samba do ano passado foi bem diferente dos outros que já cantei. Esse ano o samba é mais com cara de samba-enredo”.

A parceria com Alemão do cavaco tem rendido bons frutos para você, como cantor, e para a escola. Como é sua relação com ele?

Marquinho: “O Alemão é um cara excepcional. Estamos aprendendo cada vez mais com ele. Principalmente pelo lado profissional. É um cara que sempre tenta chegar na perfeição”.

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Seu casamento foi muito comentado nas redes sociais. Como surgiu a ideia da temática africana?

Marquinho: “A ideia foi 100% da minha esposa. Até minha roupa foi sugerida por ela. A única coisa que fiz foi assinar os cheques (brinca). Graças a Deus conseguimos realizar, ainda devemos algumas coisas mas deu tudo certo”.

Muitos intérpretes reclamam a respeito do julgamento do quesito harmonia. Você acha que assim como em São Paulo, e na própria Série A, o carro de som deveria ser sub-quesito?

Marquinho: “Acho que sim. Haveria mais profissionalismo. A escola entenderia isso de forma mais séria. Já esta praticamente assim tendo em vista o julgamento dos últimos anos. Na hora de tomar ‘porrada’ o jurado não hesita em dar na gente”.

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Você é um dos cantores mais requisitados nas disputas de samba. Qual sua opinião sobre as encomendas de samba-enredo?

Marquinho: “Não acho legal. Acho que mata as alas de compositores. O grande momento do compositor é quando chega junho e julho e as sinopses são distribuídas. Isso tudo está acabando e vai esfriando. As escolas precisam rever isso e voltar com as disputas”.

Foi difícil conquistar o coração do torcedor mangueirense?

Marquinho: “A conquista é igual marido e mulher. Todo dia é necessário um conquistar o outro para ter longevidade. Todo dia procuro conquistar um pouco mais o mangueirense”.

Alguns profissionais da Mangueira como Evelyn, Leandro e Squel possuem posicionamento político firme e claro. Você é um cara mais reservado que não expõe muito seu pensamento. É opção sua não querer se envolver ou é apenas mais discreto?

Marquinho: “Não é questão de se envolver. As vezes deixo minha opinião clara. Por exemplo: o que o prefeito está fazendo é sacanagem. Não só com o carnaval mas com toda população do Rio de Janeiro. Isso aí temos que falar. Agora tem coisas que não gosto de ficar comentando. Quando se trata das mazelas eu faço questão de expor minha opinião”.

Vigilância Sanitária capacita ambulantes que vão atuar no entorno do Sambódromo

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    Como mais uma ação prévia para o carnaval 2020, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária do Rio realizou nesta terça-feira a capacitação em higiene na manipulação de alimentos da primeira turma de ambulantes que vão atuar no entorno do Sambódromo nos dias de folia. Cerca de 30 profissionais participaram do curso realizado e ainda tiveram a licença sanitária emitida ao fim da aula de três horas realizada no auditório da nova sede da Superintendência de Educação do órgão, no Humaitá.

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    “Práticas referentes a cuidados com a conservação dos alimentos, o descarte correto de resíduos, a não utilização de adornos como, brincos, anéis e mesmo unhas e cílios postiços são fundamentais para a redução do risco de contaminação”, ressaltou a médica-veterinária Jane Azevedo, da equipe da Superintendência de Educação.

    O vendedor João Luiz de Souza, que comercializa caldo de cana e pastel há mais de cinco anos no entorno do Sambódromo, participou pela primeira vez da capacitação da Vigilância.

    “Aprendi bastante, inclusive, sobre a lavagem correta das mãos e do armazenamento adequado dos alimentos. Também não sabia que era preciso controlar a temperatura de alimentos quentes e frios”, destacou.

    Após a qualificação, todos os participantes recebem certificados e a carteira oficial de manipulador de alimentos da Vigilância.

    Entrevistas SP: Mestre Moleza, da Vila Maria, é gerente bancário, mestre de bateria e diretor de carnaval

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    Mestre Moleza, da Unidos de Vila Maria, detalha organização entre vida pessoal e carnaval, e comenta sobre peso em ser referência para os ritmistas mais novos.

    Liesa divulga julgadores de Bateria, Samba, Harmonia e Evolução

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      Com a participação dos julgadores dos quesitos bateria, samba-enredo, harmonia e evolução, a Liesa encerrou, em sua sede, na noite desta segunda-feira, a apresentação e o curso daqueles que serão responsáveis pelas avaliações das escolas de samba do Grupo Especial no carnaval 2020.

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      Lembrando que serão cinco julgadores para cada um dos nove quesitos, todas as notas serão lidas, com o descarte da maior e da menor nota.

      O sorteio dos módulos que cada julgador ocupará nos desfiles ocorrerá no domingo de carnaval.

      Edição de carnaval da Feijoada Bon Vivant! neste domingo com show de Diogo Nogueira

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        A quarta edição da Feijoada Bon Vivant! acontece neste domingo, 9 de fevereiro, a partir das 13h, no Varandão Bistrô do Grand Mercure Riocentro, casa do Camarote Vivant!, no Carnaval 2020. Com uma vista incrível e clima agradável, é o local perfeito para uma tarde com feijoada e muito samba. Diogo Nogueira, Primeiro Amor, Manda V e as baterias da Estácio de Sá e Unidos de Padre Miguel são as atrações.

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        1º Lote:
        Pista com Feijoada – R$ 69,90
        Pista sem Feijoada – R$ 49,90
        Infantil (até 12 anos) com Feijoada – R$ 39,90
        Camarote – R$ 1 200,00 (12 pessoas com Feijoada) – ESGOTADOS

        Vídeos e fotos: Beija-Flor faz desfile pela Cidade do Samba

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        Série Barracões: Renascer quer surpreender com abertura de desfile em homenagem as rezadeiras

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        Por Diogo Sampaio

        No carnaval de 2020, a Renascer de Jacarepaguá prestará uma homenagem às mulheres que dedicam sua vida a interceder pelos outros, que através da oração ou da benção, curam pessoas e afastam o mal, sem cobrar nada por isso. A partir dessa premissa, a agremiação do Largo do Tanque levará para Marquês de Sapucaí o enredo “Eu que te benzo, Deus que te cura”. Porém, quem espera uma apresentação com uma estética mais rústica, com grande uso da palha e da madeira, ou espera a utilização da cor branca em larga escala, certamente irá se surpreender, pelo menos é o que garante Ney Júnior, carnavalesco da vermelha e branca.

        “Não tem nenhuma ala branca na escola. É tudo muito colorido. E o abre-alas ao contrário do que estão pensando, de que virá uma coisa mais branda, o pessoal vai se assustar. É algo muito diferente disso”, afirmou Ney. “Acredito que esse ano, sem falsa modéstia, a nossa entrada é completamente diferente de todas as escolas do grupo. Claro que cada agremiação tem uma temática, cada profissional tem um estilo próprio, mas particularmente na Renascer ela vem totalmente diferente dos últimos cinco anos. O primeiro setor da escola é bem impactante”, adiantou ainda o artista.

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        Para o site CARNAVALESCO, Ney Júnior revelou que irá adotar diferentes estilos, materiais e cores para cada um dos setores do desfile da Renascer deste ano.

        “A gente trabalha com uma estética no abre-alas, trabalha com outra estética totalmente diferente no carro dois, e a gente trabalha com uma terceira no carro três. O primeiro setor vem um pouco mais no farrapo, na pintura artística, na leveza dos elementos e dos tecidos, para dar uma um efeito na entrada da escola. O segundo é algo muito mais artesanal, feito à mão mesmo, com muito recorte, muita colagem, muita florzinha, tudo feito vagarosamente, mas que tem um capricho especial. E o terceiro setor, a gente propõe uma exaltação ao luxo, onde usamos um pouco mais de pedra, um pouco mais de espelho… Então, essas três estéticas faz com que eu consiga desenvolver nesses três caminhos e isso está sendo muito bom para mim”.

        Em meio a mais grave e acentuada crise da festa do momo, o artista relatou ter explorado em seu projeto o uso de materiais de baixo custo ou alternativos. Porém, prezou na hora da escolha, os efeitos que os mesmos podem ter ao passar pela Avenida.

        “O feltro é um tecido bem bacana de se trabalhar, porque ele consegue te dar uma boa forma para recorte e para aplicação. Trabalhamos muito nesse carnaval também com tecidos leves, como o voil e a juta, que a gente está utilizando no carro dois e principalmente no abre-alas. O vento da Sapucaí, junto com balanço do carro, pode criar um efeito inusitado, de acordo com a proposta da Renascer esse ano. Essa máxima vale tanto para as alegorias, quanto para as fantasias. Toda escola tem materiais muito baratos, mas que impactam pelas cores e que dão uma leveza para o componente, para que aconteça a magia da evolução, para que tudo fique com muito movimento. Temos penas com tecidos mais leves para que dê movimento, temos capas com tecidos mais leves para que quando o componente rode, a capa consiga atravessar a fantasia inteira… São fantasias que as pessoas vão olhar e vão identificar uma coreografia, por exemplo, mas que não são coreografadas. A própria fantasia vai fazer com que o componente se mexa, sem fazer com que ele se mexa tanto. É isso que estou prezando: cores muito vibrantes e muito forte, além de fantasias que deem essa percepção mesmo de movimento na escola inteira. Nossas alegorias estão bem altas, não estão grandes, não estão faraônicas, mas também não é o objetivo, até porque o enredo não pede”, detalhou Ney.

        Escolha e desenvolvimento do enredo

        Durante a entrevista para o site CARNAVALESCO, Ney Júnior contou como surgiu a ideia de fazer um enredo reverenciando a figura das benzedeiras ou rezadeiras. O artista ainda narrou como foi o processo de pesquisa, elaboração e desenvolvimento da proposta.

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        “O Salomão (Antônio Carlos Salomão, presidente da Renascer) pediu um enredo de fácil entendimento e também financeiramente um pouco mais barato. Apresentei uma ideia para ele, que foi a das benzedeiras, através de um jantar em que estávamos conversando sobre as possibilidades de enredo. Ele propôs um tema, uma outra pessoa propôs outro e eu propus esse. No momento em que eu falei, o presidente abraçou de pronto, até porque ele já teve uma vivência também com as rezadeiras, parece que a avó dele era rezadeira ou alguma coisa assim. E logo que ele adorou a proposta, me pediu para que eu já começasse a desenvolver o tema. O tema rezadeiras está presente na vida de todas as pessoas. Quando você se depara com o ato da sua mãe te benzer ou quando você sai de casa e sua mãe fala para ir com Deus, ela já está fazendo uma reza pedindo para que você volte bem. Esse enredo é muito pessoal, acho que as pessoas vão se ver muito representadas nas alegorias e nas fantasias pois já passaram, em algum momento da sua vida, por esse tipo de cena”, relatou.

        Estreia na Renascer e na Marquês de Sapucaí

        Debutando na Série A do carnaval carioca, Ney Júnior tem larga experiência nos desfiles da Intendente Magalhães. Estreou como carnavalesco em 2011, no antigo grupo E, assinando o Arame de Ricardo, escola na qual trabalhou por sete anos consecutivos. Ao longo desse tempo, no currículo, acumulou passagens ainda pela extinta Império da Praça Seca, Unidos de Bangu e Unidos de Lucas. Neste ano, recebeu a oportunidade, através da Renascer de Jacarepaguá, de realizar sua estreia na Marquês de Sapucaí.

        “Já estava lutando há oito anos na Intendente Magalhães, quando recebi a ligação da Tatiana (Mello, vice-presidente da escola) pedindo para que eu viesse colaborar na parte artística da escola, o quê de pronto eu aceitei. Sabia das dificuldades, que são imensas, mas a gente tem que começar de alguma forma. E graças a Deus tem pessoas que me ajudam nesse desafio, como Cristiano Plácido que é um cara que está sempre comigo no barracão, o próprio Cláudio (Rocha, pesquisador) e toda a direção. Acho que esse enredo foi algo que abraçou todos os seguimentos para que pudessem nos ajudar no processo de criação do carnaval. Então, a recepção foi muito boa. Claro, como sou uma pessoa nova ainda na escola e na Série A, existe uma resistência, uma desconfiança, mas isso eu tentei ir abolido do meu pensamento e fui trabalhando para que essa desconfiança se tornasse uma confiança no final do processo, e acredito que estou conseguindo fazer isso. No decorrer do desfile, indo tudo bem, eu consigo tirar esse peso das minhas costas. Mas até agora, está super bacana, a direção está me apoiando bastante, os seguimentos como um todo, não tenho nada para reclamar”.

        Dificuldades e soluções em meio à crise da folia

        Para Ney, a experiência adquirida na Intendente é fundamental para ele hoje conseguir driblar as inúmeras dificuldades enfrentadas pela Renascer e todas as demais escolas da Série A.

        “Cinco anos atrás, a Intendente Magalhães em comparação com a Série A, existia uma diferença muito grande. Hoje em dia, a dificuldade é praticamente a mesma nos dois grupos. Trago um pouco dessa herança da transformação, de utilizar materiais e esculturas que já existiam, o que era preto vira branco e o que era branco vira preto em um passe de mágica. Esses truques da Intendente Magalhães a gente afirma muito na Série A, até porque o problema é maior. Na Intendente, o problema é um carro; na Série A são quatro. Portanto, você tem que dar soluções para quatro carros com quatro temáticas diferentes. Então, para conseguir isso, a gente pega um pouco de tudo que a gente já passou, para tentar transformar algo que visualmente não era bonito em algo belo. A Marquês de Sapucaí é de uma visibilidade muito maior do que a Intendente, por isso você tem que fazer algo muito mais caprichado. No entanto, o básico a gente aprende na Intendente Magalhães: a forração da boia, a gente aprende na Intendente Magalhães; esticar o tecido porque não tem mais, a gente aprende na Intendente Magalhães… Isso é uma coisa que só engrandece. Quando você está em um patamar muito acima e cai, você fica meio assustado, mas quando você já vêm de coisas muito piores, você tem um pouco mais de conforto para tentar fazer algo melhor. Por mais que a situação financeira não esteja boa, aqui tem um pouco mais de estrutura do que tudo que já vivi. Isso é bacana, porque eu posso mostrar um pouquinho a mais do meu trabalho, que a Intendente não me permitia”, avalia.

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        Segundo o artista, essa política de transformação fez com que muitas das estruturas do ano passado fossem reaproveitadas no projeto deste ano. “Tem algumas alegorias que a gente não mudou, que não aconteceram mudanças estruturais nelas: a casinha que era uma coisa, esse ano é outra. A gente tenta acrescentar um projeto com a estrutura que já tem”, disse.

        Carnaval para jurado ver?

        Por se tratar de seu primeiro ano como carnavalesco na Passarela do Samba, Ney não esconde seu nervosismo e apreensão perante a avaliação dos julgadores. No entanto, destacou que não quer fazer um trabalho apenas voltado para não perder pontos.

        “A princípio eu estou muito preocupado com essa questão jurado. Até por conta de ser meu ano de estreia. Você precisa causar uma boa impressão para quem julga o seu trabalho. Mas no segundo tempo desse meu pensamento, procuro não ficar tão preso a isso, porque senão eu vou ter que desfilar com a cartilha dos jurados de baixo do braço e eu não quero isso. Quero mostrar um pouco do meu trabalho. Se for bem aceito, beleza; se não for, paciência, no próximo ano a gente tenta acertar. Acho que o trabalho artístico é entregue para as pessoas e elas recebem da forma que acharem melhor. Claro que o foco é o jurado, até porque a escola depende de notas. Então, o trabalho é direcionado para eles, mas não podemos esquecer o público que está assistindo”, frisou.

        Entenda o desfile

        Sexta e penúltima escola a se apresentar na primeira noite de desfiles da Série A, a Renascer de Jacarepaguá levará para Marquês de Sapucaí entre 1200 a 1500 componentes, divididos em 21 alas, três alegorias (sendo nenhuma delas acoplada) e um tripé. O carnavalesco Ney Júnior contará a história do enredo “Eu que te benzo, Deus que te cura” em três setores, como explica abaixo:

        Setor 1: “O primeiro setor a gente vêm com uma pegada mais lúdica, a gente brinca com algo que remete um pouco mais ao universo dos sonhos, algo mais fantasioso”.

        Setor 2: “O segundo setor a gente vai começar a contar a história da formação das rezadeiras, das benzedeiras, das influências que elas receberam para hoje terem os estereótipos que elas têm”.

        Setor 3: “O terceiro setor é uma grande homenagem as rezadeiras, aos santos que as ajudam no ato de curar e no ato de benzer. É um setor onde a gente cita algumas doenças que fazem as pessoas procurarem elas. Na última alegoria, representamos a rezadeira como objeto central e um instrumento de cura para as pessoas que estão doentes, que estão carentes, que estão mal-humoradas, que estão depressivas… A gente pega essa figura como a própria pomba da Renascer, que simboliza a libertação”.

        Entrevistão com Giovanna: ‘A Mangueira foi faculdade e na Tijuca comecei a encarar como trabalho’

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        Por Gabriella Souza

        Giovanna da Silva Justo é uma porta-bandeira renomada e com uma longa trajetória no carnaval. Em seus 25 anos de carreira já conquistou quatro títulos. Estreou na Avenida em 1995, na Mangueira, comunidade em que nasceu. Foi ali onde consolidou sua grande parceria com o mestre-sala Marquinhos, que já vinha desde a escola mirim Mangueira do Amanhã. O casal desfilou junto durante 22 anos em diversas escolas do Rio. Giovanna também já passou por Unidos da Tijuca, Vila Isabel,Viradouro e Tuiuti. Em 2019 passou a representar a São Clemente junto do mestre-sala Fabrício, parceria que se mantém firme para 2020. Veja abaixo a entrevista com ela.

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        Após títulos e prêmios o que você ainda quer conquistar no carnaval?

        Giovanna Justo: “Conquistar é uma palavra forte. A gente sempre está correndo lá na frente para conseguir nossos objetivos, eu sempre gostei do que faço que é a arte da dança de mestre-sala e porta-bandeira. Eu posso dizer que sou uma pessoa iluminada por Deus, porque tudo o que quis na minha vida eu consegui aos poucos e no caso de conquistar algo mais na minha carreira de porta-bandeira eu realmente não sei dizer, vou deixar essa perguntinha vaga, porque eu já consegui tanta coisa e eu sou agradecida por Deus por tudo que já conquistei. O que me resta agora é dançar e passar alegria para esse povo que nos assiste”.

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        Parece que o Fabrício foi feito para você e você para ele. Como foi essa união e o que pode falar dele como mestre-sala? 

        Giovanna Justo: “O Fabrício é um lorde, essa relação minha com ele é muito boa, igualzinha a que eu tinha com o Marquinhos, além de ser um bom mestre-sala ele é um bom ser-humano que tem caráter. Ele é uma pessoa bem calma e eu agitada, em uma dupla tem que ter esse equilíbrio, nos damos muito bem. E eu sou muito agradecida por tudo e por isso também, até porque eu nunca havia trocado de mestre-sala na minha vida, o Fabrício foi o primeiro e está sendo ótimo”.

        Qual foi uma fantasia sua que achou inesquecível? E qual você não gostou?

        Giovanna Justo: “Eu vou falar duas. Da Mangueira de 2009 que foi uma fantasia em que eu entrei e parecia uma caixinha de jóias, adorei. E também em 2012 na Tijuca, que o Marquinhos era o Lampião e eu a Maria Bonita, gostei muito dessa fantasia. Foram as duas fantasias que eu gostei mais, fora as outras que também foram belíssimas, mas como tem que escolher. Uma que eu não gostei tanto foi a de 99 na Mangueira que era vazada, ela arrebentou logo no setor 1 e na época eu vinha à frente da bateria, lembro como se fosse hoje. Sabe quando você está no Maracanã e só escuta aqueles gritos do público? Eu escutei tudo isso, eles gritando e eu andando pelo setor e perguntando o que tinha acontecido e ninguém queria me falar nada, porque rasgou toda na parte de trás. O impressionante é que eu não senti. E antes de eu vestir a fantasia, Marquinhos fez força nela, puxou bastante, balançou para poder checar e nada aconteceu e foi acontecer logo na Avenida. Quando eu passei pelo setor 1 eu só vi o Moranguinho, que hoje é mestre-sala e na época era meu ajudante, ele estava recolhendo as partes da fantasia no chão e amarrando em mim e acabou sustentando a fantasia. Eu só escutei a vibração do público, e para mim aquilo era para a bateria porque eu realmente não a senti rasgando. E essa fantasia me marcou com tristeza. O engraçado foi que eu não perdi ponto devido a fantasia ter arrebentado, mas sim pois justificaram que a Mangueira havia saído da tradição dela, já que ela veio com uma roupa vazada da porta-bandeira. É incrível”.

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        Aliás, quando você tem a conversa com o carnavalesco o que você pede sobre a fantasia?

        Giovanna Justo: “Eu sempre deixo por conta do carnavalesco a idealização da fantasia. O único que eu cheguei para conversar mais sobre e já cheguei falando que tinha medo dele foi o Paulo Barros, eu cheguei e falei para ele que a única coisa que tinha medo era o que ele ia propor para minha fantasia, mas ele me tranquilizou e falou que todas as minhas fantasias seriam tradicionais como é o meu estilo mesmo e cumpriu com a palavra dele”.

        Você fez história no carnaval ao lado do Marquinhos. Doeu muito desfazer essa dupla?

        Giovanna Justo: “Eu saí de uma parceria de 22 anos com o Marquinhos, estivemos juntos na Mangueira, Tijuca, Vila, Viradouro, Tuiuti. Mas a vinda para a São Clemente não foi junto com ele, porque o carnaval mudou muito e espero que seja para melhor. Eu pensava que nunca iria desfazer essa parceria, como se fosse mesmo um casamento de marido e mulher, mas só que às vezes temos que dar um passo para trás para podermos conquistar mais coisas lá na frente”.

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        Ele acabou ficando fora do carnaval. Você conversa com ele? Ele já disse que quer voltar a dançar com alguma porta-bandeira?

        Giovanna Justo: “Claro que ele tem vontade de voltar para o carnaval, como eu que estou aqui por tantos anos. Ele é o filho do Lilico da Mangueira, grande mestre-sala de grandes carnavais. E ele vai voltar, porque ele é um excelente mestre-sala. É porque o carnaval mudou, a gente entra em uma escola e já encontra a parceria, eu cheguei na São Clemente e encontrei o Fabrício, e antes desse deslocamento meu e do Marquinhos, nós já tínhamos conversado sobre, que se alguma escola o convidasse era para ele aceitar e se alguma escola me convidasse eu aceitaria, nem eu nem ele deixaríamos passar essas oportunidades. Tanto que muitos anos atrás, eu lembro como se fosse hoje, eu queria que ele dançasse com a Danielle na Portela que estava sem mestre-sala e eu cheguei até a ligar para ela falando dele. Há pouco tempo agora eu também queria que ele dançasse com a Cristiane na Mocidade quando o Diogo saiu e ela ficou sem mestre-sala, eu liguei para ela e pedi também, ela disse “que vocês vão voltar” e tudo mais. A minha vontade é que ele volte a dançar, porque ele é um grande mestre-sala. E ele vai voltar, eu tenho certeza disso”.

        Quando vocês saíram da Mangueira simbolizou uma mudança grande. O que você sentiu na época?

        Giovanna Justo: “Ainda bem que está me perguntando isso hoje, que tenho só lembranças, porque foi difícil. Costumo dizer que a Mangueira foi uma grande faculdade para mim e a Unidos da Tijuca foi um trabalho, lá que eu comecei a receber um salário por mês certinho. A nossa saída não foi devido dinheiro nem nada disso, foi mesmo porque tínhamos que mudar, renovar a nossa vida e carreira como casal. A Mangueira foi a escola onde fui nascida e criada, minha família é toda de lá, minha avó morreu com 111 anos morando lá. Para ter uma noção da época, quando eu saí da Mangueira uma tia minha, que não está mais aqui, ficou 1 mês sem falar comigo, eu chegava lá para visitar a família e eu pedia ‘bença’ para ela e ela virava o rosto. Depois de um mês ela veio, me abraçou, chorou e ficou tudo bem. Acho muito engraçado isso, para ver como aquilo foi forte para todos nós,
        coisas que só mangueirense faz”.

        Qual foi o seu maior desfile na vida? E por que?

        Giovanna Justo: “Meu melhor desfile foi em 2002 com a Mangueira campeã. Nós passamos várias dificuldades esse ano, não com a escola mas como casal, porque o Marquinhos ficou doente no período dos ensaios. Teve até um ensaio técnico em que eu ensaiei sozinha na Marquês de Sapucaí e saímos todos chorando porque ele ainda estava internado e essa cena não sai da minha cabeça. O presidente na época chegou até me perguntar se eu queria que colocassem o segundo mestre-sala e eu escolhi fazer sozinha mesmo e fiz os passos todos da coreografia como se ele estivesse ali e todo mundo olhava e achava aqui inédito porque eu dava a mão para ‘ele’, rodava, ia nos jurados e tudo sem ele ali. Ao final chorei muito, mas consegui passar esse ensaio com o apoio de todos. Chegou no dia do desfile e ele estava ali e ganhamos. Então meu choro não foi em vão”.

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        Qual desfile que você viu de alguma escola e queria ter participado? 

        Giovanna Justo: “Quando eu estou no lugar eu estou de corpo e alma, para representar a minha escola. Mas teve um ano na Mangueira que eu já não estava mais lá e assisti o desfile em prantos, em 2011. Aquela bateria estava linda com aquela ‘paradona’, eu estava em um camarote e quase já querendo ir para a pista acompanhar eles. Gostei muito desse desfile, foi inesquecível e o povo também vibrou muito”.

        Santa Cruz vende últimas fantasias disponíveis para o Carnaval 2020

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        Embalada pelo enredo “Santa Cruz de Barbalha: Um Conto Popular no Cariri Cearense”, a Acadêmicos de Santa Cruz vende as últimas vagas ainda disponíveis em alas comerciais. Quarta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, no Sábado de Carnaval pela Série A, a agremiação está em reta final para fechar o seu contingente para 2020.

        As últimas unidades estão à venda através do telefone ou Whatsapp 2197000-8934, onde Beth Malveira, uma das responsáveis pela organização da escola, atende aos interessados em pisar no Sambódromo com a verde e branca. Os preços variam entre R$ 200 e R$ 250.

        De acordo com o carnavalesco Cahê Rodrigues, o carnaval de superação está sendo transformado em de muita esperança.

        “Tudo está mais organizado que em 2019. Começamos mais cedo. O barracão está funcionando, as fantasias sendo produzidas”, disse o artista, que também ressalta a “invasão” de cearenses por conta do enredo.

        A Santa Cruz também disponibiliza vendas em dias de ensaios, todas as quintas-feiras às 20h, onde os interessados podem conferir pessoalmente as fantasias. No próximo dia 8 de fevereiro, durante mais uma edição da feijoada, as que ainda estiverem disponíveis ficarão expostas. Os ingressos para o evento custam R$ 20 e são vendidos na secretaria da escola.

        A Acadêmicos de Santa Cruz fica na Rua do Império, 573, na Reta da Base Aérea de Santa Cruz.