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Gigante acordou! Focada no Especial, comunidade da Imperatriz canta forte no ensaio técnico de quadra

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Por Victor Amancio

Reeditando o carnaval de 1981, a Imperatriz Leopoldinense, rebaixada no último carnaval, mostrou no ensaio deste domingo que sua comunidade acordou e quer, mais do que nunca, retornar a elite do carnaval carioca. O canto empolgado e forte da escola casados com a bateria de mestre Lolo foram os grandes destaques do ensaio. Arthur Franco e Preto Joia comandaram o carro de som da escola com maestria.

O ensaio da escola foi realizado na sua quadra, o que não facilita para o treino de evolução do componente. A escola prevê três ensaios na rua a partir do dia 30 de janeiro. O casal Thiaguinho e Raphaela estiveram na quadra, porém apenas se apresentaram e não treinaram no espaço.

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Samba-Enredo

Por ser um samba que já passou na avenida e por fazer parte do repertório de sambas memoráveis da escola, a comunidade já conhece bem a letra. O samba leve e irreverente parece ser o trunfo para escola contagiar a Marquês de Sapucaí na luta para o retorno ao Grupo Especial.

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“É um prazer está de volta a Imperatriz depois de 11 anos. Estou muito feliz e fico mais ainda em ver essa comunidade cantando forte, unida. Esse samba é um clássico e cresce a cada ensaio e se Deus quiser na quarta-feira de cinzas a Imperatriz será a campeã da Série A e estará de volta ao grupo principal”, disse Preto Joia.

Harmonia

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O gigante acordou! A comunidade gresilense parece ter acordado do sono profundo após o rebaixamento e voltou com tudo. O canto em alto e bom som do início ao fim do ensaio, sem deixar cair o rendimento. Arthur Franco, com sua voz potente e Preto Joia, que fez história na Imperatriz, e hoje, retorna a escola em grande nível, parecem ter nascido para cantar juntos. O samba encaixou na bem na voz da dupla e o entrosamento entre os dois é evidente. Mestre Lolo e a bateria Swing da Leopoldina encaixaram as bossas e as convenções muito bem com o samba. Tudo está funcionando em harmonia.

“O canto da escola está muito forte, o componente está com sangue nos olhos, brilho no olhar. Estamos muito empolgados, sabemos da responsabilidade de desfilar na Série A, respeitamos todas as coirmãs, a Lierj e o regulamento. O que aconteceu com a Imperatriz serviu de aprendizado e vamos com tudo para ganhar o carnaval”, garantiu o diretor de harmonia Jorge Arthur.

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Evolução

O ensaio deste domingo foi realizado na quadra da escola. Por conta do pouco espaço para se movimentar, a avaliação do quesito fica limitada. Os componentes estão fazendo coreografias e evoluindo de forma muito animada, brincando, de fato, carnaval.

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Bateria

Mestre Lolo conseguiu encaixar muito bem a Swing da Leopoldina com uma samba de uma outra década, a bateria faz três bossas muito bem executadas e promete contagiar a Sapucaí. Sem nenhum erro, a execução da bateria é mais um trunfo para ajudar a escola a fazer um grande desfile.

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“O ensaio foi bom demais. A bateria está criando corpo, encaixando muito bem com o samba e vai ficar melhor ainda daqui para frente. O andamento do desfile vai ser entre 140 e 142 BPM (batidas por minuto) e vou levar três bossas para avenida”, explicou o mestre.

Grande Rio faz ensaio de arrepiar em Caxias com show de Evandro Malandro e da bateria Invocada

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Por Gabriella Souza

A Grande Rio levou uma multidão caxiense para acompanhar seu ensaio de rua neste domingo, ao longo da Avenida Brigadeiro Lima e Silva. A escola mostrou a força do seu samba com um carro de som empolgante e que o sustentou em alto nível, animando a comunidade a cantar com vivacidade e muita vontade. Em perfeito complemento com o carro, a bateria Invocada, de mestre Fafá, fez o samba crescer e chamar a escola inteira para vibrar durante toda 1h10 de ensaio.

A comunidade parece identificada com um enredo fielmente caxiense e comprometida a reverter as más colocações da escola nos últimos anos. O diretor de carnaval, Thiago Monteiro, disse estar satisfeito com os treinos que a escola tem feito, mas que o trabalho para aperfeiçoar os setores ainda continuará pesado até o desfile.

Grande Rio faz ensaio de arrepiar em Caxias com show de Evandro Malandro e da bateria Invocada

“Até o carnaval ainda temos o que acertar, sempre há o que melhorar e lapidar mas na minha ótica estamos cada dia mais prontos para o desfile. Hoje ensaiamos a comissão e tivemos uma noção melhor do andamento de desfile para a escola. Eu estou bem satisfeito, cada ensaio que passa a escola evolui mais. Gostei muito hoje do canto da comunidade, da evolução, da interação com o público e da nossa bateria maravilhosa. O andamento com o Evandro e o Fafá está muito bom”, conta Thiago.

Comissão de frente

Com um balé cênico e em tom dramático, a comissão de frente revelou somente um esboço do que irá apresentar na Avenida. Os dançarinos vestiam uma roupa preta e uma máscara representando uma indumentária utilizada em festividades do candomblé. Os movimentos e a interação deles era meticulosa, bem ensaiada e focada na parte teatral da atuação. Destaque para um bailarino, que conduzia os movimentos dos outros e tinha uma presença sozinho na cena inteira, talvez, seja o que representará Joãozinho da Gomeia. O que ficou foi a curiosidade para saber desta comissão comandada pelos coreógrafos Hélio e Beth Bejani, equipe que se mostrou profissional e bem ensaiada.

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Harmonia e Samba

O samba que foi eleito pelo júri do site CARNAVALESCO como o melhor do Especial para 2020 se apresenta com uma letra forte, melodia de fácil canto e um refrão explosivo, combinação perfeita para que os componentes cantassem com força e muita vontade seus versos. Até a dispersão do carro, os componentes e as pessoas que acompanhavam o ensaio continuavam a plenos pulmões entoando o samba da escola. As alas cantavam com tranquilidade todas as partes, com samba na ponta da língua.

O carro de som merece reconhecimento por ser excepcional. A arrancada ditou o tom do ensaio, visto que animaram e chamaram a comunidade e o público com toda a empolgação, sustentando o samba com equilíbrio e muita alegria. Evandro Malandro, que segue para seu segundo ano como intérprete principal na escola, já se mostra confortável com o posto e conduz a escola com o nível que este samba exige e conta como está sendo levar este samba nos ensaios e sobre o retorno que está recebendo da comunidade.

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“Eu estou muito feliz, a Grande Rio vem em uma crescente para esse carnaval e estamos muito esperançosos para que seja um grande espetáculo. O samba ganhou uma proporção muito bonita não só no Rio, mas como em outros Estados e a gente espera que esse espetáculo que já acompanhando possa vir a explodir na Avenida. Estamos nos preparando bastante, fazemos ensaios só de canto com a comunidade e por setores, isso tem sido muito importante. O samba graças a Deus aconteceu e também queremos que ele fique marcado por muitos anos na nossa comunidade. Anos que a Grande Rio não tem um samba assim, genuinamente caxiense, então estamos aproveitando tudo ao máximo”, afirma o cantor.

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Evolução

A vibração e animação de cada componente era contagiante, a escola estava cheia em todas as suas alas. Destaque para a primeira ala que cantava com força, vontade e com samba no pé. A escola evoluiu tranquilamente segundo o planejado e esperado, através de uma organização geral controlada e atenta aos passos dos componentes. Destaque para alguns diretores de ala que necessitam estar mais atentos com a organização interna de suas alas, principalmente, as coreografadas, para que isso não prejudique tanto seus movimentos como o andamento da escola, o que se notou foi uma leve desorganização mas que não prejudicou o resto das outras alas que estavam perfeitas e muito bem controladas e animadas.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Grande Rio, Daniel Werneck e Taciana Couto foi formado para o carnaval de 2019 e agora afirmam na dança que buscam em 2020 um desenvolvimento melhor. O jovem casal está bem entrosado e com uma coreografia leve e bonita, bem encaixada para o estilo deles e com a letra do samba. Os movimentos são precisos e sem erros, ele se movimenta com agilidade e muita habilidade no giros e ao conduzir sua porta-bandeira, ela demonstra qualidade e técnica ao conduzir o pavilhão.

Daniel contou como está o ritmo de ensaios e o que pode se esperar de novidades na coreografia e fantasia deles.

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“Nossos treinos estão bem tensos, estamos ensaiando todos os dias, na Sapucaí de segunda a sexta, ensaios na quadra, treinamento funcional na parte da tarde e balé no Teatro Municipal na parte da noite. Para 2020 estamos com várias novidades, não só na coreografia mas na indumentária também, e, claro, com o apoio dos nossos guardiões que farão um complemento para a nossa coreografia. Queria também agradecer aos carnavalescos que nos deram a oportunidade de opinar nas roupas e fizeram com que conseguíssemos chegar em uma fantasia que agradasse a todos os lados. E vamos surpreender na Avenida”, afirmou o mestre-sala.

Bateria

A Invocada realizou um ensaio com excelência e mostrou que realmente tem o nível das premiações recebeu em 2019. O que se notou foi uma quantidade de ritmistas reduzida e a ausência da rainha Paolla Oliveira. Os naipes são bem equilibrados e nada destoa do todo, tanto na rítmica quando nas bossas. Destaque para os chocalhos e marcações, muito bem executados, com qualidade e precisão nos desenho e andamento. Se manteve estável ao longo do ensaio inteiro, crescendo o samba e o sustentando, a união com o carro de som foi essencial para se ter uma unicidade de som. Mestre Fafá e seus diretores se mostraram muito seguros e profissionais em cada chamada, bossa e comando.

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Atentos a cada movimento dos ritmistas, conseguiram manter a coesão do todo, bateria muito segura. O naipe de caixas estava levemente desorganizado, destoante dos outros, que estavam muito bem organizados e reunidos, no entanto, bem executados, assim como o resto da bateria. Mestre Fafá destaca que tudo o que a pretende levar para a Avenida já está sendo colocado em prática no treino. Diz que só precisa ajustar questões pontuais na Invocada, mas acredita já estar com 80% pronto do que irá representar no desfile.

“O ensaio aqui é muito produtivo pelo calor humano que Caxias vem passando, o povo abraçou o nosso samba, o projeto da escola, não que nos outros anos tenha sido diferente, mas esse ano parece ter algo mais, por conta do samba e de toda essa luta pela intolerância religiosa. Conseguimos executar bem as paradinhas, mesmo com o número baixo de ritmistas hoje, vale ressaltar, já que essa semana temos uma agenda cheia de compromissos, então nós não cobramos tanto do ritmista hoje, mas foi um ensaio positivo. Nosso grande teste, por conta da não realização dos ensaios técnicos, acaba sendo o ensaio no setor 11 no dia 23, na Sapucaí. A nossa maior concentração será nesse dia e espero que a equalização, andamento e retomada seja tão perfeita quanto foi ano
passado”, declarou.

Tabajara impressiona em forte ensaio da Portela no canto e evolução

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Tabajara impressiona em forte ensaio da Portela no canto e evolução

A Portela está no melhor padrão para o desfile oficial no domingo de carnaval. A azul e branca arrastou uma multidão, neste domingo, na Estrada Intendente Magalhães, coração do subúrbio, para mais um ensaio de rua. A reportagem do CARNAVALESCO esteve no local para analisar o ensaio e observou um impressionante rendimento da bateria Tabajara do Samba e uma forte apresentação no canto e evolução. Casal e comissão de frente também passaram com bastante brilho.

Harmonia

A Portela é uma das mais competentes harmonias do carnaval há algum tempo. E para o desfile de 2020 a tendência é que a comunidade portelense seja novamente uma das melhores da Avenida. No ensaio de rua, onde sabe-se que sonorização é sempre um desafio, não houve qualquer dificuldade na sustentação do canto do início ao fim da escola. As alas já apresentam aquele canto forte, em padrão de desfile.

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Evolução

Excelente desempenho no quesito no ensaio de rua. A se destacar apenas uma rápida arrancada com as alas entrando aceleradamente na pista, o que leva a crer que algo pode acontecer na apresentação do casal e comissão que indique esse início acelerado. Fora isso, componentes muito desenvoltos, se movimentando todo o tempo, brincando, com coreografias no tom correto. Foi possível perceber ainda a presença de algumas alas coreografadas.

“Achei o nosso ensaio superior ao da semana passada, o que mostra que a escola está compreendendo nosso conceito. O ideal é chegarmos prontos no dia de nosso desfile. Eu acho que ainda não alcançamos o andamento ideal para nossa apresentação na Sapucaí mediante tudo que preparamos para acontecer na avenida mas a cada ensaio nos aproximamos. Sobre o início mais acelerado há de se considerar que no desfile tem alegorias e alas com fantasia, então isso tirará essa impressão”, analisou Fábio Pavão, vice-presidente da Portela.

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Samba-Enredo

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Talvez, a obra da Portela seja aquela que atenda a todos os requisitos ideais para gabaritar o quesito no dia do desfile. Possui letra muito inspirada, uma melodia que praticamente obriga as pessoas a cantarem e o seu rendimento ao vivo em ensaios, com a bateria tocando, é perto da perfeição. Gilsinho vive certamente o seu melhor momento na carreira e a julgar pelo que vem acontecendo nos desfiles, ele vai disputar as principais premiações do carnaval em 2020.

Bateria

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Aula de ritmo gratuito na rua ofertada pela Tabajara do Samba. É de impressionar como a bateria da Portela atingiu com Nilo Sérgio um nível de excelência. Afinação e andamento em perfeita sintonia com execução de bossas que deram ainda mais brilho ao excelente samba da escola. Assim como o carro de som, a Tabajara do Samba se repetir esse desempenho na avenida pode sonhar com várias premiações.

Mestre-sala e Porta-Bandeira

Caminhando para o terceiro ano de parceria na Portela, Marlon Lamar e Lucinha Nobre demonstram grande entrosamento e realizaram no ensaio de rua apresentações com a coreografia oficial de desfile em três pontos da Intendente, para simular as mesmas três paradas que acontecerão no desfile. A coreografia mescla momentos de intenso romantismo entre o casal, com outros em que a evolução é mais rápida, com as finalizações dos movimentos perfeitas.

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Comissão de Frente

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Após as notas baixas obtidas em 2019, nenhum 10, a comissão de frente comandada por Carlinhos de Jesus trabalha forte para tentar uma recuperação. Há um forte burburinho de que a apresentação pode envolver em algum momento o casal Marlon e Lucinha, mas no ensaio de rua isso não ficou indicado. O grupo fez três apresentações oficiais com a coreografia de desfile e ao observar os movimentos executados por eles deu-se a clara impressão de que será uma apresentação de bastante impacto.

Rosas de Ouro faz seu primeiro ensaio técnico no Anhembi com destaque para bateria e harmonia

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Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

O Rosas de Ouro realizou no Sambódromo do Anhembi, na noite de domingo, seu primeiro ensaio técnico rumo ao carnaval de 2020. A escola começou seu treino debaixo de uma garoa fraca, ameaçou chover, mas logo parou. Embalados pelas palavras da presidente Angelina Basílio, a agremiação da Brasilândia se animou e cantou forte em todos os setores, com destaque também para a bateria do mestre Rafa.

“É o primeiro ensaio, têm vários ajustes pra gente fazer, eu vou conversar com a harmonia e comissão de carnaval, mas assim, a escola foi muito alegre e foi muito bom. Está faltando componente, o que é natural, nós estamos ainda no primeiro ensaio técnico, mas valeu e eu gostei muito”, disse a presidente Angelina Basílio.

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Samba-Enredo

O samba do Rosas de Ouro é alegre, tem a letra muito forte e é uma obra que permite o componente de cantar do início ao fim, sem se cansar. A escola optou por um samba que não prioriza história e nem detalha o enredo, mas que passe uma mensagem de paz, que as pessoas saibam “conectar” a tecnologia com as emoções e não deixe toda essa ciência atrapalhar a vida social dos seres humanos.

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“A gente fica apenas no setor da bateria com o carro de som e não dá pra ter uma visão geral do ensaio, mas eu acho que a escola estava compacta, apesar de não estar completa, não estava muito grande. No próximo ensaio e no último, eu acho que a escola vai vir muito mais numerosa, daí que vai ter uma noção se abre sanfona ou não, se a escola vai vir ‘redondinha’ ou não, mas eu acredito que hoje não teve grandes problemas, até por ser o primeiro, e acho que o parâmetro é o segundo e terceiro ensaio”, disse o intérprete Royce do Cavaco.

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Bateria

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Mestre Rafa irá para o sétimo ano seguido e de lá pra cá tem mostrado muito repertório em todos os naipes, e nesse carnaval não será diferente. Destaque para os repiniques, são dominantes na bateria, vai além das bossas e dá para ser ouvidos a todo instante, característica não tão comum hoje em dia.

“O ensaio em termos de bateria foi bem positivo, a gente atendeu as expectativas do canto, o que era proposto pela harmonia a bateria, veio legal, conduzimos bem a escola, o andamento caiu um pouco, mas é o primeiro ensaio, eu nem peso muito. A gente pegou uma garoa, o que prejudica um pouco na afinação dos instrumentos, mas foi legal e acho que vai dar certo. Sobre o regulamento, não mudamos nada, porque quando veio, a gente já estava com bossa e tudo, executando todas com 37 compassos e eles pedem 16. Nós trabalhamos no que é correto, não pode correr, atravessar e nem oscilar o andamento, e todo mestre de bateria sabe disso. A gente não precisa ficar com o regulamento embaixo do braço, porque isso é normal, é musical, se tocar errado, quem está cantando vai cantar errado”, disse mestre Rafa.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A direção de carnaval parece ter acertado em cheio na contratação de Everson Sena para desenvolver o trabalho com Isabel Casagrande. Foi a primeira apresentação da dupla em um ensaio técnico e demonstraram estar muito entrosados. Com um sorriso no rosto contagiante, executaram muito bem o bailado e coreografia do samba. É uma dupla e tanto que promete dar muitos frutos á Roseira neste carnaval.

“O ensaio foi positivo. A escola deu uma segurada e eu acho que a gente ficou mais tempo do que de costume, mas o primeiro é pra gente sentir. Hoje pode errar, no dia não, mas foi bacana, foi válido”, declarou a porta-bandeira Isabel Casagrande.

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“O ensaio foi bom, acho que a escola está numa energia muito boa e o fato de a gente vir próximo da bateria ajuda bastante. Realmente têm muitas coisas pra gente acertar, não vou dizer que foi um ensaio 100%, mas foi válido e muito grandioso. Como a Isabel falou, hoje podemos errar e no dia não. Por ser o primeiro, foi muito interessante”, afirmou o mestre-sala Everson Sena.

Harmonia

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A escola veio cantando forte do início ao fim, não oscilou em nenhuma ala. O samba com melodia para cima e a bateria com um andamento alto, contribuiu para isso. Talvez, o único “erro” foi o fato de o canto da escola não estar sincronizado devido a falta de caixa de som, o que é normal, os componentes se baseiam somente no carro de som e consequentemente a ala que está mais longe, acaba cantando errado. É importante ponderar, todas as escolas estão tendo que lidar com isso até a situação ser normalizada. Mas de resto, a harmonia do Rosas de Ouro foi um dos quesitos destaques deste domingo.

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Evolução

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O desempenho da escola neste quesito foi seguro e não houve erros capitais. A agremiação está apostando bastante em alas coreografias, algumas usavam bexigas e outros adereços de mão para dar efeitos especiais, além de a maioria estar usando a camiseta do enredo e outras usaram camisetas específicas das alas. Aparentemente não há nenhuma correção nítida a ser feita na evolução da escola.

Comissão de Frente

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A comissão da escola executou muito bem sua apresentação, ora fazendo a coreografia do samba, ora fazendo algo mais teatral. Destaque para um integrante da ala vestido de cientista, encenando algumas das descobertas mais importantes envolvendo a tecnologia, como a lâmpada. Em busca de seu oitavo título do Grupo Especial, o Rosas de Ouro fechará o segundo dia de carnaval da elite do carnaval paulistano com o enredo: “Tempos Modernos”, que conta a história da tecnologia, desenvolvido pelo carnavalesco André Machado.

Gaviões da Fiel já esboça desfile ousado durante ensaio técnico

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Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

Segunda escola do Grupo Especial a ensaiar na noite de domingo, no Anhembi, os Gaviões da Fiel trouxeram um ótimo número de componentes, comissão de frente que levantou a arquibancada e esboço de um desfile com bastante ousadia.

O esquenta da agremiação relembrou sambas antigos e o hino do time. O vice-presidente, Alexandre Domenico, discursou momentos antes do início do treino.

Gaviões esboça desfile ousado

“Há 25 anos conquistávamos o título, e hoje vamos em busca da nossa quinta estrela. Trouxemos os maiores carnavalescos do Brasil e eles escreveram um enredo pesado pra gente levar pra avenida. Estamos trabalhando no barracão e até o começo do próximo mês já vai estar tudo certo”, afirmou.

Comissão de frente

Definitivamente, a presença da comissão de frente elevou a primeira impressão do ensaio técnico dos Gaviões, principalmente, por pontos específicos. Tripé: A ala trouxe um enorme elemento cenográfico e com muita interação entre bailarinos. Troca de componentes: o quesito trabalha com dois grupos de quinze pessoas, ou seja, são duas coreografias que duram cerca de duas passagens do samba, cada uma. Expressividade no rosto: em trechos específicos, os componentes gritavam e se expressavam, fator que cativou a arquibancada. Os integrantes gritam e se corrigem em todo momento. Porém, logo em frente à arquibancada monumental, notou-se um descompasso entre o canto do quesito com o carro de som que durou mais de uma passagem do samba. É importante lembrar que, as escolas ainda não estão ensaiando com as caixas de som em toda avenida, por esse motivo o erro é recorrente.

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“Nesse primeiro teste foi muito bom. A gente atingiu a nossa expectativa de levantar o público. Agora é sentar, respirar, corrigir as possíveis falhas e chegar no desfile 100%”, disse o coreógrafo Edgar Júnior.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal oficial dos Gaviões da Fiel, Wagner Lima e Gabriela Mondjian, evoluiu com roupa simples e leve. Terno para o Wagner e vestido para Gabriela, que se destacou pelas pedrarias. A cor predominante era o preto. A dupla apresentou um bailado cativante, principalmente, pelos jogos de pernas e sorriso do mestre-sala. Observados em frente à torre 04 de julgamento, ambos demonstraram um cortejo mais clássico e apresentando o pavilhão principal para os jurados.

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Harmonia

A agremiação alvinegra sempre trouxe componentes que cantam bastante o samba, e, não foi diferente. Como a escola optou por colocar baianas e a velha-guarda logo no início, a força do cantou começou a ser destacada no início do segundo setor. Alas como a 6 e a 7 foram as que mais se destacaram pela animação, inclusive no final do sambódromo. O trecho “Canta Gaviões” é praticamente gritado por toda a escola, porém, a força de canto do refrão não foi visto no restante do samba. Alguns trechos das alas oscilaram, isso analisando animação do desfilante e pontos do samba que evidenciam a falta de intimidade.

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“Todo ano eu falo exatamente a mesma coisa, eu sou extremamente exigente e nós detectamos alguns problemas. Como é o nosso primeiro ensaio, estou bem tranquila. Temos muitas novidades, e isso são coisas que a gente vai se adaptando”, revela Regina Dercoli, diretora de harmonia.

Evolução

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A evolução da escola foi bastante tranquila, principalmente, no começo. O ritmo do andar imposto estava confortável e sem exageros. Alguns momentos a escola ficava um tempo parada, mas nada que preocupasse o andamento. Enquanto a bateria passava pela torre 07, algumas alas apertaram o passo e houve uma correria para o final do treino. É importante destacar a abertura para alas coreografadas, são no mínimo uma em cada setor. O restante da agremiação também apresenta coreografias, mas são passos que procuram não movimentar demais o componente. A escola fechou o portão com 64 minutos, um a menos do limite oficial.

Samba-enredo

É bastante fácil de cantar, tem um refrão explosivo e melodia que não arrisca tanto. A comunidade responde aos melismas do hino de forma bastante objetiva. O carro de som fez um treino bastante seguro e com arranjos de cordas dentro da melodia. Em alguns momentos do “Canta Gaviões”, a ala musical parava pra escola responder.

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“De dentro da avenida a gente só sente que o clima foi excelente. Foi um desfile bom por ser o primeiro ensaio técnico, vamos analisar os detalhes que precisam acertar. Mas a Gaviões está no caminho certo, será um grande carnaval. A ala musical está trabalhando bastante, tenho uma ala só com profissionais. A cada dia a gente trabalha pra aprimorar”, conta Ernesto Teixeira, intérprete oficial.

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Bateria

A batucada Ritimão teve um desempenho também bastante seguro. Mestre Ciro soltou sequências de bossas em frente as torres onde se localizam os jurados do quesito. O uso do timbal nos arranjos foi pensado de forma bem estratégica, eles tocam durante os refrões, tem frases durante o samba, inclusive, após a subida do tamborim, um desenho que dura um compasso e meio. As bossas utilizadas são explosivas, com retomada firme do naipe de caixas e desenhos das marcações. A rainha Sabrina Sato esteve presente no ensaio.

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Outros destaques

Um ponto que chamou a atenção durante o treino é o tamanho do abre-alas. Separado pela faixa, a dimensão praticamente se igualou ao espaço do recuo da bateria. Outro ponto curioso é que em praticamente todas as alas terá um tripé, sempre com uma, duas ou até mais pessoas no elemento.

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A ala das crianças também se destacou pela quantidade e organização. Dstaque também para o show de fumaças e sinalizadores feito pela torcida na arquibancada monumental enquanto a bateria passava.

Série Barracões: Mangueira levará diversas faces de Jesus e quer desfile superior ao de 2019 na luta pelo bi

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Por Victor Amancio

Na busca pelo bicampeonato depois do título da Mangueira em 2019, o carnavalesco Leandro Vieira se debruça na biografia de Jesus para o próximo carnaval, mas diferente da história contada, ele apresentará diversas faces de Jesus Cristo. Em visita do site CARNAVALESCO ao barracão da Verde e Rosa, o artista explicou que o enredo não é um questionamento a história de Jesus, mas é um questionamento a supremacia branca da figura de Cristo.

Leandro diz que gosta de aprofundar as temáticas e que a construção de enredo para ele se dá de forma contínua. Na Mangueira, ele diz ter iniciado essa construção em 2018, com o enredo: “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, vislumbrando um desfile de escola de samba como um lugar para defender uma ideia.

Mangueira levará diversas faces de Jesus e quer desfile superior ao de 2019 na luta pelo bi

“Essa ideia de apresentar carnavais contra hegemônicos, contra a hegemonia das abordagens, se aprofunda no carnaval de 2020. Para mim, é uma construção, o que não torna o enredo de 2020 uma novidade, porque ele é fruto da construção. Ele nasce da minha vontade de apresentar, ainda me debruçando sobre a “história que a história não conta” e se tem algo que a história não conta direito é: a imagem de Jesus Cristo”. (fotos de Oscar Liberal/Divulgação)

‘Podemos afirmar, com certeza, Jesus não era branco, os olhos azuis e dos cabelos aloirados’

Para Leandro a imagem de Cristo foi construída girando em torno de interesses eurocêntricos para favorecer a supremacia da raça branca.

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“Hoje sabemos que é uma imagem construída para atender interesses eurocêntricos, interesses relacionados a supremacia da raça branca. Se temos uma coisa que podemos afirmar, com certeza, é que Jesus não era de forma nenhuma, pela condição territorial, da geografia, pelo biotipo do homem do oriente médio, é que ele não era branco dos olhos azuis e dos cabelos aloirados. Isso foi uma construção que foi feita para atender interesses, e o que eu vislumbro é a imagem de um Jesus que a gente possa chamar de Jesus da Gente”.

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Por mais que seja um questionamento, o carnavalesco pondera que o enredo da Estação Primeira é tradicional por ser uma biografia que será respeitada.

“É um enredo tradicionalíssimo, é a biografia de Jesus Cristo, todo mundo sabe que é e eu não vou mudar. Ele nasce, cresce, é crucificado e ressuscita, esse é o enredo da Mangueira, esse ano não tem surpresa, não tem segredo, pois a biografia é essa, talvez, a mais conhecida da humanidade. De diferente, e nesse ponto o enredo é contra hegemônico, é o contorno físico desse Jesus, é como ele se apresenta”.

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Entusiasmado, o carnavalesco disse que a parte mais interessante do enredo é o questionamento artístico da imagem de Jesus. Para ele, questionar a supremacia vendida pelos europeus é o mais importante, pois a forma em que a figura de Cristo chega nas Américas é distante para o que ele acredita ser a realidade.

“A possibilidade artística de questionar a supremacia branca da figura de Jesus é o mais interessante nesse enredo. É muito importante porque a figura de Jesus Cristo, no Brasil e nas Américas, foi apresentada de forma muito diferente daquilo que nós somos enquanto povo. Eu fico me perguntando quão diferente seria a história da humanidade se a figura de Jesus fosse apresentada mais retinta, o quanto determinados processos históricos como a dominação de povos, a questão da dominação territorial, a transformação do negro em mercadoria escrava… Como isso seria olhado de forma diferente se a figura de Jesus fosse apresentada de forma mais retinta. É interessante pensar como a escolha de modelos, a escolha de signos, a escolha da tonalidade da pele, da textura capilar influencia na maneira como as pessoas olha o outro”.

‘Eu gosto de me debruçar sob temas populares’, diz Leandro

Desde sua estreia, na Caprichosos de Pilares, Leandro Vieira trouxe enredos populares e de fácil aceitação e entendimento dos sambistas. Sobre essas escolhas, Leandro aposta que o trunfo para 2020 é exatamente este: apresentar uma história que todo mundo de alguma forma conheça.

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“O grande trunfo do desfile da Mangueira, sem dúvida, é o fato de estarmos apresentando uma história que todo mundo conhece de alguma forma. É uma história popular e eu gosto de me debruçar sob temas assim populares, de fácil compreensão. Faço carnaval para todo mundo compreender. A maneira que eu apresento o desfile é buscando ser fácil e os temas que trouxe até agora são fáceis de serem compreendidos. Não me interessa o difícil”.

Sobre a crise que sobrevoa o carnaval o carnavalesco é direto: “Eu não conheci carnaval bom, eu não sei o que é carnaval com dinheiro, com facilidade”, indaga Leandro.

Para o carnavalesco, as pessoas que fazem o maior espetáculo da Terra precisam entender a situação atual e que os tempos mudaram. Leandro explica que por desconhecer o carnaval em seus tempos áureos, com sobra de dinheiro, não sente falta.

“Eu acho que as pessoas têm que entender que o modelo que elas conheciam de carnaval acabou. Não existe mais e não dá para voltar atrás. Não vou dizer que é bom ou é ruim, não vou defender carnaval de miséria ou carnaval de criatividade mas acabou, é um modelo que chegou ao fim. Pessoas falam muito de crise, de dificuldade e sempre estão associando isso ao luxo, ao dinheiro. Eu sou carnavalesco desde 2015, eu fui contratado pela Caprichosos de Pilares que passava por um momento extremamente difícil, não tinha nada para fazer carnaval. No ano seguinte fui contratado para fazer a Mangueira, que não desfruta da melhor condição financeira, dentro do Grupo Especial. Eu sou carnavalesco desde quando o carnaval entrou em crise, tanto Caprichosos quanto Mangueira são escolas em constante crise. Eu não conheci carnaval bom, eu não sei o que é carnaval com dinheiro, com facilidade, não sei o que é carnaval onde tudo que você quer você pode realizar. Tem mais dificuldade quem conheceu o carnaval com fartura de dinheiro, talvez, essas pessoas sintam falta, mas quem não, desconhece”.

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Sobre o número de elementos alegóricos no seu desfile, Leandro prefere não falar para evitar uma expectativa quantitativa, já que para ele, isto é irrelevante para a qualidade artística, mas afirma que a Mangueira irá apresentar um desfile superior ao de 2019.

“O número de alegorias e tripés eu deixo em segredo. Não acho que seja importante, eu até nego essas coisas e não é porque eu não queira falar ou que seja um mistério, mas de um modo geral criasse uma expectativa quantitativa a respeito das coisas e eu tenho brigado muito na maré contrária do carnaval quantitativo. Eu acredito que a qualidade do carnaval não está na quantidade. Vejo as pessoas dando muita importância a quantidade de alegorias, tripés e deixando de lado coisas que eu considero mais importante. Ficar dizendo aqui se a Mangueira vem com o número máximo ou mínimo de alegorias vai vender falsa qualidade ou falso derrotismo. Mas a única coisa que eu digo é que a Mangueira vem uma escola maior do que 2019, pois uma escola que briga pelo bicampeonato ela tem por obrigação de apresentar um desfile superior ao seu campeonato e isso tenho certeza que a Mangueira fará, e irá apresentar um conjunto de alegorias e fantasias superior ao carnaval de 2019”.

Entenda o desfile:

Leandro não costuma passar a setorização do desfile porém em linhas gerais sugere que o desfile seja dividido em 4 setores. Pode-se notar um barracão maior do que o de 2019, com 5 alegorias e um tripé.

“Eu não costumo setorizar mas é a biografia de Jesus Cristo, ele nasce, cresce, morre e ressuscita. É isso, não tenho para onde fugir”.

Buscando explicar e trazer uma narrativa para o leitor do site, o CARNAVALESCO interpretou a sinopse baseada na fala de Leandro Vieira, que divide em nascimento, crescimento, morte e ressuscitação a biografia de Jesus Cristo:

Setor 1: Interpretando a fala do carnavalesco, no primeiro setor temos o nascimento de Cristo. Neste trecho da sinopse temos a primeira parte do enredo. O nascimento de Cristo, diferente da “história oficial”, no desfile da Mangueira, nasce mais retinto e no morro de Mangueira. “Se ele voltasse à terra por uma encosta que toca o céu – para nascer da mesma forma: pobre e mais retinto, criado por pai e mãe humilde, para viver ao lado dos oprimidos e dar-lhes acolhimento – ele desceria pela parte mais íngreme de uma favela qualquer dessa cidade. Talvez na Vila Miséria, região mais alta e habitada do Morro de Mangueira”.

Setor 2: Jesus cresceria entre becos e vielas defendendo as mesmas ideias que defendeu a mais de dois mil anos atrás. Estaria do lados dos oprimidos e excluídos, do lado do amor irrestrito. “Ele cresceria entre os becos da Travessa Saião Lobato, correria junto das crianças da Candelária, espalharia suas palavras no Chalé e no “Pindura” Saia. Impediria que atirassem pedras contra os que vivem nas quebradas e nos becos do Buraco Quente. Estaria do lado dos sem eira e nem beira estranhando ver sua imagem erguida para a foto postal tão distante, dando as costas para aqueles onde seu abraço é tão necessário”.

Setor 3: Crucificação de Jesus, que mesmo crescendo na favela e fugindo das estatísticas, morre na mão das velhas ideias que, ainda hoje, são alimentadas pelo homem. “Se sobrevivesse às estatísticas destinadas aos pobres que nascem em comunidades, chegaria aos 33 anos para morrer da mesma forma. Teria a morte incentivada pelas velhas ideias que ainda habitam os homens”.

Setor 4: Jesus após ser condenado e morto, ressuscita no morro de Mangueira e volta para a grande festa: o carnaval. “Morto, ressuscitaria mais uma vez e, por ter voltado em Mangueira, saudaríamos a possibilidade de vermos seu sorriso amoroso novamente com o que aqui fazemos de melhor. Louvaríamos sua presença afetuosa com samba e batucada”.

  • trechos da sinopse escrita por Leandro Vieira

Dia do Passista será comemorado neste sábado na quadra da Viradouro

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    O Dia do Passista, criado por Lei Municipal em 2007, é comemorado no dia 19 de janeiro. Pra marcar a data, a Viradouro vai promover a festa do segmento, reunindo neste sábado, a partir de 23h, passistas de todas as escolas do Carnaval carioca, na quadra.

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    A entrada é uma lata de leite em pó, e o que for arrecadado será entregue a uma instituição que presta assistência a crianças de famílias de baixa renda.

    A noite de festa na quadra da Viradouro terá shows com os grupos Pique Novo e Samba de Passistas.

    Com coreografia, Cubango ensaia sua bateria no Sambódromo

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    A Cubango foi a segunda escola a usar o Sambódromo para treinar a sua bateria para o desfile oficial. “A mais querida de Niterói” levou além dos ritmistas, o carro de som, a ala de passistas e o segundo casal.

    OUÇA A BATERIA DO CUBANGO AO VIVO NO ENSAIO DO SAMBÓDROMO

    Dois momentos chamaram a atenção no ensaio. Uma paradinha onde o samba alcançava a palavra “liberdade” e os ritmistas fizeram a saudação com o punho cerrado, como os panteras negras. E ao final os ritmistas treinaram a entrada no recuo, com um movimento de costas, com os instrumentos da parte de trás da bateria entrando na frente. Isso evita com que a bateria precise se reorganizar dentro do recuo, caso entre de frente.

    Choveu um pouco durante o ensaio, mas nada que tenha tirado a empolgação dos ritmistas de uma das melhores baterias da Série A. O mestre Demétrius comentou o ensaio.

    “Achei satisfatório. A chuva faz parte e nem foi tão forte. Pode chover no desfile também. Como trabalhamos com apenas um ensaio aqui achei melhor manter. Estamos próximos daquilo que eu considero ideal para o nosso desfile”, opinou o jovem mestre.

    Império da Tijuca realiza audição para ala de passistas neste domingo

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    Fortalecendo seus seguimentos em busca de melhores notas no Carnaval 2020, a Império da Tijuca realizará neste domingo, 19 de janeiro, às 18h, em seu ensaio de rua, uma audição para avaliar candidatos interessados em integrar a ala de passistas no próximo carnaval, no qual a escola desfilará na Sapucaí com o enredo “Quimeras de um eterno aprendiz” de desenvolvimento do carnavalesco Guilherme Estevão.

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    Para se inscrever na seleção para integrar uma das alas mais tradicionais do Carnaval basta os interessados entrarem em contato através dos telefones 21 99893-0466 / 98070-3926 (whatsaap). (Foto acima: Rodrigo Borges)

    O pré-requisito para realizar a inscrição é ter idade mínima de 18 anos, completos até fevereiro de 2020. Os candidatos deverão apresentar no ato da inscrição RG ou Certidão de Nascimento.

    A Império da Tijuca será a última escola a desfilar no sábado de Carnaval, 22 de fevereiro, pela Série A, buscando a única vaga ao Grupo Especial. O ensaio de rua acontece Conde de Bonfim com José Higino. A direção da ala é dos diretores Gabriel Castro e Laíza Bastos.

    Salgueiro: ensaio show da vermelha e branca acontece neste sábado

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    No rimo de aquecimento para o Carnaval e com a quadra sempre lotada, o Salgueiro realiza mais um ensaio show neste sábado, a partir das 20h30. Quem está na cidade para curtir o feriadão já tem a dica para uma noite onde não vai faltar alegria e muito samba.

    Já na abertura, o grupo Pegada Brasileira chega com tudo recebendo o público com muito samba e pagode. Em seguida, quem entra em cena é o time de estrelas do Salgueiro, encantando o público com um show diferenciado onde não faltarão os clássicos que fizeram a história da escola de samba nove vezes campeã do carnaval carioca.

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    Entoados por Emerson Dias e Quinho do Salgueiro, “Peguei um Ita no Norte”, “Tambor”, “Xangô” e “Candaces” são apenas alguns dos sambas que fazem parte do repertório da Academia do Samba. Embalados pela bateria Furiosa, o público se diverte até a madrugada. A entrada custa R$50. Mesas e camarotes podem ser adquiridos através do telefone (21) 2238 9226. A quadra do Salgueiro fica na rua Silva Teles, 104 – Andaraí. Para ficar por dentro da agenda completa da vermelha e branca basta visitar o site www.salgueiro.com.br

    Serviço: Ensaio Show do Salgueiro
    Data: 18 de janeiro, sábado
    Valor: R$ 50 (pista)
    Horário: 20h30
    Classificação: 18 anos
    Endereço; Rua Silva Teles, 104 – Andaraí
    Informações: (21) 2238 9226