Nesta quinta-feira, a partir das 21h, a azul e branca da Baixada Fluminense realiza mais um ensaio de comunidade para o Carnaval 2020. Todos os componentes participam do treino, que tem entrada a R$ 20. A quadra da Deusa da Passarrela fica na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, em Nilópolis. Com o enredo ’Se essa rua fosse minha’’, tema desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Louzada e Cid Carvalho. A Beija-Flor será a última a desfilar na segunda-feira de folia.
Serviço:
Ensaio na Quadra da Beija-Flor de Nilópolis
Data: Dia 23 de janeiro, quinta-feira
Horário: A partir das 21h
Atrações: ensaio geral rumo ao carnaval
Preço: R$20 (entrada) / Camarote para (15 pessoas) R$1.500
Local: Quadra da Beija-Flor de Nilópolis – Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, Nilópolis
Informações: (21) 3743-0340/ 21 99086-8047
Maiores de 18 anos
Intérprete da Tom Maior e da São Clemente, Bruno Ribas já projeta sua parada na carreira. O cantor possui uma larga trajetória no samba e no carnaval. É neto do compositor Manacéia e desde pequeno vive no meio. Aos 27 anos, em 2002, iniciou fazendo parte do carro de som da Estácio de Sá no Grupo A (“Nos braços do povo, na passarela do samba… Cinquenta anos de O Dia”), juntamente com Serginho do Porto. Sua estreia como intérprete principal veio no ano seguinte, quando comandou a Inocentes da Baixada, também no Grupo A (“O Gênio da Inocentes e Lâmpada Maravilhosa” – 2003), no mesmo ano fez parte da equipe de intérpretes auxiliares de Jamelão na Mangueira. Na série ‘Entrevistão, do site CARNAVALESCO, Bruno Ribas fala de diversos assuntos. Confira abaixo a entrevista completa.
A Tom Maior devolveu o espírito daquele Bruno Ribas que cantou o samba “É Segredo” (Tijuca 2010). O que a escola mudou na sua vida?
Bruno Ribas: “A Tom Maior me trouxe uma recarga de bateria, mas eu já estou até me desfazendo dela, estou de verdade pensando em me aposentar. O carnaval está ficando meio chato e difícil de lidar. Mas, isso não é para agora, ainda vou ter um tempo para poder me organizar, organizar a vida e deixar tudo legal para que isso possa acontecer e eu poder parar. A Tom Maior foi muito importante nesse sentido para mim e para a minha trajetória”.
Aliás, o “É Segredo” é o samba da sua vida?
Bruno Ribas: “Não foi o samba da minha vida, mas sim o desfile da minha vida, já que foi o primeiro campeonato que eu conquistei como intérprete oficial de uma escola de samba na minha carreira, foi muito importante e tenho boas lembranças”.
Por que você já cogita a hora de parar?
Bruno Ribas: “O ‘parar’ que eu falo não é parar de cantar, mas sim como o carnaval, é o que pretendo. Estou pensando e ajeitando uma nova estratégia para a minha carreira, eu e a minha equipe ainda estamos em análise para planejarmos isso. Quero descobrir outras funções também no carnaval, além de cantar. Eu vim de bateria, me propus a cantar, e acho que não deixei muito a desejar. Fui e sou um mediano cantor e daqui um tempo quero ver outros horizontes. Trabalhar mais para dentro da confecção do carnaval, estar mais dentro desse horizonte me interessa também”.
Qual a diferença entre cantar no Rio e em São Paulo?
Bruno Ribas: “A única diferença que separa o Rio de São Paulo é a logística. É o que São Paulo tem de melhor para oferecer, algo que realmente falta no Rio. O som é magnífico, todo o operacional de São Paulo é muito bacana. Mas, no restante, creio não ter diferenças, às vezes até tem sim no sentido de tamanho do carnaval deles para o nosso do Rio, mas no geral não. Se considerando a parte musical, não. A música é universal, a gente faz em qualquer lugar, estando no meu setor isso não muda”.
E como é cantar em trio com o Leozinho e a Grazzi?
Bruno Ribas: “Junto com eles eu tenho mesmo é um grande aprendizado, a gente aprende muito um com o outro. Eles até brincam muito comigo dizendo que eu sou o mais antigo deles, então tenho que carregar essa carga maior. É tudo muito bem dividido no nosso carro de som, nos entendemos muito tanto musicalmente como pessoalmente e acontece tudo bem, temos um aprendizado muito legal”.
Cada vez temos mais mulheres no carro de som. O que você pensa sobre o assunto?
Bruno Ribas: “Bom, a gente vê ainda o preconceito contra a classe feminina e que ainda é muito difícil se ter mulheres como cantoras nesse meio. Acho esse preconceito ridículo, porque a mulher é o ser humano mais importante do universo desde que o mundo é mundo, se não existisse as mulheres não existiria a humanidade. Mas o meu o ponto de vista quanto a mulher cantando e sendo intérprete é que acho muito importante isso, super bacana a mulher fazendo esse papel no carnaval”.
Qual é seu maior ídolo como intérprete e por que?
Bruno Ribas: “Pela bilionésima vez, eu volto a dizer com muita satisfação, e vou falar isso para o resto da minha vida até que Deus me leve, e se Deus me levar e me deixar gritar de lá eu vou gritar o nome do Neguinho da Beija-Flor”.
Qual samba você não cantou e gostaria de ter cantado?
Bruno Ribas: Samba, eu realmente não sei. Mas desfile eu que eu gostaria de ter participado de vários, mas teve um na Portela que eu gostaria muito de ter estado, que foi o “Adelaide, A Pomba da Paz” (1987) que eu achei muito bacana e me emocionou muito”.
Qual foi o desfile na sua carreira que mais te marcou?
Bruno Ribas: “O desfile que mais me marcou foi o da Mocidade em 2008 (“O Quinto Império: de Portugal Ao Brasil, Uma Utopia Na História”) foi um desfile grande e fantástico na minha vida. Porque foi um período muito complicado no qual eu passei na Mocidade 16 meses sem receber. E nesse ano eu fui também para São Paulo cantar no Império de Casa Verde e houve muitos problemas até que chegou o carnaval e eu não tinha para onde correr mais. Tive problemas sérios tanto em São Paulo quanto no Rio, tinha gente no carro de som que estava sendo despejada de casa porque não estava recebendo e não tinha dinheiro para pagar um aluguel. Em São Paulo eu já tinha um carro de som formado, um baita carro de som e de repente não tinha mais ninguém no carro de som, tive que levar o Marquinhos Art’Samba, que está na Mangueira hoje para lá, que é meu compadre, e o Dudu, filho do Deré da Grande Rio, tive que levar os dois para São Paulo para cantar comigo, porque eu não tinha mais carro de som. Foi bem complicado. Mas quando cheguei aqui no Rio, o desfile para mim da Mocidade foi fantástico”.
Qual foi sua maior decepção na Avenida? E o motivo?
Bruno Ribas: “Um desfile ruim na minha vida foi em 2009 na Tijuca. Quando eu acabei o desfile e saí da Avenida, pensei ‘devo estar demitido’, porque eu não senti o desfile, foi muito complicado.
O que falar do Adnet como compositor e do samba que ele fez?
Bruno Ribas: “Achei a participação do Adnet no samba muito interessante, uma pessoa que não participava e não estava no meio do carnaval e chegar com um samba inteligente, uma outra visão e bem destacada do que temos visto no resto do carnaval. Achei bem bacana e agregou muito bem a pessoa dele ao carnaval. E eu gosto muito desse samba, está bem encaixado com todo o carro de som e com a escola. Está fluindo muito bem”.
O presidente da Estação Primeira de Mangueira, Elias Riche, participou do programa “Debate CARNAVALESCO” com a rainha de bateria Evelyn Bastos. O dirigente que vai para seu primeiro carnaval à frente da Verde e Rosa falou sobre diversos assuntos importantes. Confira abaixo trechos.
Leandro Vieira
“O Leandro é uma pessoa fora da curva. É de uma capacidade, inteligência, fora do comum. Ele conseguiu voltar e mudar a história do carnaval. O desfile estava na mesmice e ele veio por uma linha totalmente diferente. Acho que é a linha certa. Hoje, nós temos sete ou oito carnavalescos que estão acompanhando os caminhos do Leandro. Ele passa os 70 minutos na Avenida dando a opinião dele. Espero que ele continue na Mangueira e faça escola na gente, mas vai ter que mudar a linha, porque está todo mundo seguindo. A Mangueira está mostrando o que acha da vida de Jesus Cristo. A escola sofre como Jesus, que foi crucificado, criaram uma porção de pecados para ele, e a Mangueira estão inventando milhares de coisas sobre ela”.
Barracão
“Estou tranquilo na parte do barracão. Vamos fazer um belo carnaval. Temos uma equipe muito boa. Se perguntar da parte que devo… fico triste com o que acontece hoje de ter que tomar medidas para estancarmos os custos do barracão. A escola está muito unida e todo mundo tem compreensão sobre o momento. A credibilidade não tem preço e não posso reclamar”.
Verba pública para o carnaval
“O município tinha que ter boa vontade e olhar com carinho para o carnaval. A ocupação hoteleira é grandiosa. Se você analisar quanto a Mangueira e as outras escolas pagam de ISS, além do que a Liga paga de ISS, você vai perceber que é muito mais do que o prefeito liberou para gente em 2019. Ele não deu a verba, mas não tratou das creches, dos hospitais, e você vê buracos nas vias públicas. O que ele fez de bom no Rio de Janeiro? Eu votei nele, hein. Infelizmente, a gente continua votando errado. Ele falou que ia cuidar das pessoas, mas não sei de quem ele está cuidando. Ele não pensa no povo. Ele está devendo R$ 50 mil do carnaval passado. Ele tem que ter vergonha na cara”.
Missão de ser presidente
“O mais difícil é quando você tem que falar. Estou gostando. Tenho uma parceria boa e fiz amigos na escola. É a primeira vez na história da Mangueira que temos unanimidade com todos os ex-presidentes. São pessoas que estão do meu lado. Sou feliz por causa disso. Chiquinho pegou uma dívida de R$ 15 milhões e quando eu assumi a dívida era de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões. Agora, não é fácil. O carnaval cresceu e a verba diminuiu. Não basta ser um grande mangueirense para ser um bom presidente da Mangueira. Não posso reclamar de nada, tenho grandes parceiros do meu lado, não sou o grupo que fez o ‘Muda Mangueira’ ou a ‘Ami7’. Quero estar junto com todos, somos unidade”.
Recém chegado ao Paraíso do Tuiuti e na sua segunda passagem pelo Grupo Especial, o jovem talentoso João Vitor Araújo trabalha para consagrar o seu trabalho entre as grandes. Em visita do site CARNAVALESCO ao barracão da agremiação, João revelou que o enredo para 2020 já existia e que ele acrescentou São Sebastião na história depois de descobrir que o Santo, além de ser padroeiro do Rio, também era do Tuiuti.
“O enredo já existia, eu tinha ele guardado mas não tinha feito a ligação entre o Rei Dom Sebastião com o Santo São Sebastião. O enredo seria Dom Sebastião e a ideia de unir as duas figuras se deu no momento em que entrei no barracão do Paraíso do Tuiuti pela primeira vez e dei de cara com a imagem de São Sebastião que ficava na entrada. Era uma imagem de tamanho natural e eu procurei saber na escola e descobri que São Sebastião é o padroeiro do Paraíso do Tuiuti”, conta.
João disse que algumas pessoas pensam que a ligação feita no enredo entre Santo e o Rei se da de forma arbitrária, mas ele enfatiza que durante sua pesquisa ele encontrou diversas ligações entre os dois.
“O que eu encontrei de mais importante na pesquisa do enredo, primeiramente, é a ligação entre Santo e Rei. A principio algumas pessoas achavam que era uma forçação de barra para colocar o Santo no enredo da escola, que um não tem nada a ver com o outro porém as histórias se cruzam o tempo todo. Eles tem tudo a ver. A partir do momento que o Rei de Portugal recebeu o nome de Sebastião era por causa do Santo pois a família era católica e devota de São Sebastião. Durante a infância Dom Sebastião se torna devoto do Santo de que ele leva o nome e ainda quando criança recebe do Papa Gregório XIII a flecha, segundo a história conta, do martírio de São Sebastião ainda com resquícios de sangue e mesmo com a diferença temporal, já que o santo foi flechado lá em 286 D.C. Eles dois tem uma ligação muito forte, em espírito e tudo mais”, disse o carnavalesco.
Para levar a escola ao título inédito, além do bom gosto nas alegorias e fantasias, o carnavalesco acredita que terá como grande trunfo a emoção. Ele acredita que a comunidade cantando o seu padroeiro, com força e emoção, será um momento emocionante no domingo de carnaval.
“O trunfo do desfile certamente será a emoção e a fé. Falar do padroeiro da escola é muito importante para a comunidade, para a velha guarda, a ala das baianas. Mexe com o coração do torcedor e do componente do Paraíso do Tuiuti, então eu acho que tem tudo a ver com o ano, com essa questão do resgate, do sentimento, tudo isso que envolve comunidade e coração”.
‘Quando se começa o carnaval mais cedo se gasta menos’, explica João
Em um ano que o repasse da prefeitura não chega muitas escolas passam pormdificuldades financeiras e precisam buscar soluções para os barracões não ficarem parados e o trabalho ser realizado com êxito. Para João, a solução é começar o carnaval mais cedo e não parar de trabalhar.
“Para lutar com essa crise e não perder a qualidade do desfile, para mim, a solução é não parar. Eu digo sempre que quando se começa o carnaval mais cedo se gasta menos e começar o carnaval cedo não significa terminar cedo mas o prejuízo é muito menor ou quase nenhum. Pagamos mais barato e tudo flui de maneira mais organizada. Trabalhar muito, no nosso caso pesquisamos bastante, tiramos proveito dessa possibilidade de começar o carnaval mais cedo mesmo que sem dinheiro”.
Nunca crescente de enredos críticos e políticos João diz que o ato de colocar carnaval na rua, para ele, já é um ato político e de resistência.
“Eu acredito que o carnaval é um ato político sempre, para mim não é preciso desenvolver um enredo político para dizer que é crítico. O simples fato de você colocar um carnaval na rua, principalmente na atual conjuntura, com o desgoverno que vivemos é um ato político. Então quando eu falo de Rio de Janeiro no último setor onde peço para o padroeiro São Sebastião que tire as flechas do peito da nossa gente é um momento de crítica, é um momento de reflexão e de denúncia. Vou levar tudo isso para o desfile de forma explícita mas sem atacar ninguém, estaremos pedimos paz, dias melhores para o povo e isso é uma forma de protesto.”, conclui o carnavalesco.
‘Não quero perder aquilo que me consagrou’
No seu caminho, até a chegar no ponto mais alto de um artista do carnaval, João Vitor trouxe na sua bagagem a pintura. Tendo essa relação desde a infância, o artista mesmo estando na posição de carnavalesco não abre mão de exercer o trabalho que o revelou.
“A paixão e o trabalho com a pintura é uma relação que vem desde a infância. Quanto mais alto a gente vai chegando, quanto mais a gente vai alcançando patamares e lugares com mais destaque mais responsabilidades a gente tem e menos tempo temos para exercemos o que sabemos de verdade e temos afinidade. É comum carnavalescos buscarem outros assistentes e outras pessoas para que cuidem dessa parte mas eu não abro mão dessa parte do trabalho. Me desdobro em três mas gosto de construir meu próprio projeto. Tenho meus aliados, pessoas que trabalham junto comigo mas eu não quero perder aquilo que me consagrou como artista”, disse.
Entenda o desfile
O Paraíso do Tuiuti contará “O Santo e o Rei” com cinco alegorias e três tripés para mostrar o encontro de Dom Sebastião, rei de Portugal, com São Sebastião, padroeiro do Rio e da escola.
Setor 1: “Começamos o desfile trazendo a infância de Dom Sebastião”.
Setor 2: “Teremos no segundo setor a Batalha de Alcácer-Quibir”.
Setor 3: “É quando começamos a contar a lenda do touro negro coroado, esse
setor apresenta Dom Sebastião nas Terras do Maranhão”.
Setor 4: “Buscando falar um pouco sobre a religiosidade e do folclore maranhense envolvendo o mito de Dom Sebastião o setor será os Ritos e Batuques Ameríndios”.
Setor 5: “Dom Sebastião Rei do Sertão. É o setor armorial, já que o movimento sebastianista foi inspirado nessas narrativas que envolviam Dom Sebastião pelo Brasil”.
Setor 6: “São Sebastião Padroeiro do Paraíso do Tuiuti e do Rio de Janeiro”.
A quadra do Salgueiro vai sediar neste sábado, mais uma manhã de serviços gratuitos ao público. Através do programa Saúde de Bamba, palestras de prevenção ao tabagismo e uso de drogas, dengue , entre outras enfermidades, além de campanha de vacinação contra o sarampo, medição de glicose e encaminhamento para exames de diversas especialidades são oferecidos à comunidade entre 10h e 15h.
Em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, a quadra será mais um polo onde também será possível cadastrar-se no SINE, agendar a carteira de trabalho e requerer a 2ª via da certidão de nascimento.
Todos os serviços funcionarão de acordo com a distribuição de senhas. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104 – Andaraí
Por Philipe Rabelo. Fotos de Fred Pontes/Divulgação
Maturidade é a palavra que parece melhor definir o quarto ano de Sapucaí do Camarote do King. Sem a necessidade de novas obras, ou aumento de espaço, a novidade é o casamento entre o camarote e a sambista Adriana Bombom, musa escolhida para 2020. Ela volta para Sapucaí como destaque. Além de musa do King, também desfilará pela Grande Rio, representando Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nos últimos nove anos, ela só acompanhou o Carnaval do lado da imprensa, como apresentadora da RedeTV, mas ao longo de sua trajetória já foi Rainha da Bateria da Portela por 10 anos, durante outros 3 reinou na Bateria de Vila Isabel. Em São Paulo, veio à frente da Bateria da Tom Maior, também por 9 anos.
Como toda essa experiência, ela foi escolhida pela empresária Lilian Martins, irmã de João King. Ela que comanda a organização do camarote, controles de público, meeting point e, nesse ano também foi ela quem definiu Bombom para o cargo de Musa.
“Ela é uma querida, o carnaval em pessoa, as outras musas que já tivemos eram tão belas quanto a Bombom, mas eram mais jovens e a gente já está num momento mais maduro. Bombom é da minha família, ela é comadre do meu irmão, eu a conheço a vida inteira e desde o surgimento do camarote eu sempre quis convidá-la, mas nunca achei que ela fosse aceitar, mas resolvi tentar para 2020, como o João estava viajando, eu aproveitei e quando ele voltou, já tinha musa definida”, explicou.
Bombom chegou a se emocionar com a fala do Carnavalesco Cahê Rodrigues, que também esteve na coletiva de lançamento do Camarote. Ele afirmou que Bombom é uma mulher do samba, consagrada no carnaval, tanto carioca, como paulista e, por isso, reforça a posição do Camarote do King em se firmar como um camarote para os sambistas.
“Particularmente, eu me sinto muito bem no King, o espaço é ótimo, me sinto bem ali dentro. De coração, é um camarote que eu me identifiquei, me sinto bem, passo quase o carnaval inteiro ali dentro, é um amigo querido, é um cara que eu sei da paixão dele pelo carnaval e isso me contagia”, contou.
Quem chegou ao camarote no ano passado se deparou com um trono no King’s Hall, ele foi um presente oferecido e produzido por Cahê. O Carnavalesco garante que em 2020 o trono permanece, mas será repaginado.
Desde 2017, o camarote sempre anuncia mudanças estruturais para os carnavais seguintes. Começou com 24 frisas em 2017, no ano seguinte aumentou em 100% o espaço. A boate até 2018 era no terceiro andar, no ano passado foi para o primeiro e também cresceu. Os banheiros começaram químicos e se tornaram de alvenaria, o piso deixou de ser vinil e virou porcelanato. Para 2020 não há novas obras, inclusive, por questões de interdições do Sambódromo, o camarote fará uma reedição do tema Veneza, que foi soberano em 2019. Esse ano as novidades serão apenas alguns ajustes.
“Continuamos parceiros do Grupo Petrópolis, mas a cerveja oficial não é mais a Itaipava, mas sim a Petra. Teremos Go Draft, Itaipava Premium à disposição dos nossos clientes. Também fizemos um ajuste pequeno na porta da boate, deixamos um pouco maior para deixar mais confortável o trânsito do pessoal. Não tinha mais obra pra fazer, chega uma hora que acaba. Só se eu crescer o camarote e eu ainda não pretendo fazer isso. Se eu for adicionar mais frisas, eu preciso crescer área interna, banheiro, buffet e por aí vai. A minha preocupação é o bem-estar do cliente, eu preciso fidelizar para poder abrir no ano seguinte”, disse.
As atrações para a boate do King em 2020, contam com shows de Belo, Suel, Ludmila, Arlindinho, João Gabriel, Vou Pro Sereno, The Funk, Swing Simpatia, Bloco Cordão da Bola Preta, Chacal do Sax, Seligaê, Juliana Diniz, Dj Tubarão, Dj Marcson Muller, Dj Amanda Shuck, Dj Roger Lyra, Dj Bacalhau, e Dj Quaresma. A novidade está na Festa Flower Power, que vem de Ibiza, trazendo o selo da famosa boate Pacha.
“Vai ser uma festa mais florida, com uma pegada mais interessante e eu estou mais feliz porque eles pediram para vir fazer a festa no camarote. Normalmente a galera pede e a Pacha decide se vai ou não, aqui eles pediram pra vir”, explicou João King.
Lilian também explicou que a prioridade do camarote é atender quem está para ver os desfiles.
“As escolas gastam uma fortuna para colocar o carnaval na Avenida, o camarote gasta uma grana para dar conforto, comida e bebida de qualidade, espaço agradável, não ter fila, chegar e sair do Sambódromo com agilidade, essas são as minhas prioridades. O cliente que quer exclusivamente ver show, não é no nosso camarote. É diferente da Feijoada do King, que as atrações são o carro-chefe do evento”, rebateu.
João King endossa a fala da irmã e diz que o público do camarote é o público do Carnaval.
“Sair de casa para passar perrengue não dá, tem que ir comer e beber bem, se divertir, e aproveitar o carnaval”, disse. Ele também contou que a mãe, Dona Eliane, será destaque no abre-alas da Estácio. “O barracão está bonito, estamos torcendo para escola seguir no Grupo Especial.
O palco do Maracanã do Samba presenciará um grande encontro no próximo dia 25 de janeiro, a partir das 22h. O ensaio-show da Mocidade contará com apresentação completa de Sandra de Sá, uma das autoras do samba-enredo 2020, e participação da homenageada ‘’Elza Deusa Soares’’. A noite contará ainda com uma mega exibição dos segmentos da Mocidade, embalados pela bateria ‘’Não Existe Mais Quente’’ e os mais belos sambas da história da escola.
Os ingressos já estão a venda nas bilheterias da quadra e pela internet, através do link: https://www.aloingressos.com.br/catalog/product/view/id/7233/s/ensaio-show-da-mocidade-25-01/. O ingresso de pista custa R$ 20, o Jirau sai a R$ 30, a Mesa para quatro pessoas é vendida a R$ 150, e o Camarote para 20 pessoas sai a R$ 500. A quadra da Mocidade fica na Avenida Brasil, 31.146.
Serviço
‘’Divas In Concert’’ no Ensaio-Show da Mocidade Independente
Sábado, 25 de janeiro, a partir das 22h
Atrações: Sandra de Sá (show completo), Elza Soares (participação), show completo com os segmentos, DJ Lekinho
Quadra da Mocidade: Avenida Brasil, 31,146, Padre Miguel
Ingressos: Pista R$ 20, Jirau R$ 30, Mesa(4 pessoas) R$ 150, Camarote(20 pessoas) R$ 500
A reportagem do CARNAVALESCO conversou com Flávio Campello, que desenvolve o carnaval do Império de Casa Verde para 2020, com o enredo: “Marhaba Lubnãn”, uma homenagem ao Líbano. O artista que fará seu 11º trabalho em São Paulo, disse que o enredo o conquistou desde o começo, pela história que o Líbano tem, mesmo sendo o menor país do Oriente Médio.
“É um enredo que me conquistou desde o primeiro instante, porque como historiador eu sempre tive um carinho muito especial pelo oriente, principalmente, essa fase da Idade Média, as cruzadas, sempre tive um fascínio por isso e o cenário das cruzadas era sempre Iraque, Arábia, Irã e quando chegou o enredo, eu fiquei impressionado pela história de um país pequeno, porque o Líbano dentre os países que compõe o Oriente Médio, é o menor, é do tamanho de estados que nós temos aqui no Brasil. Um país com 4 milhões de habitantes, 7 mil anos de história, e transformar toda essa história em 65 minutos de desfile, foi um trabalho árduo, porque nós tivemos que pontuar bem o trabalho de pesquisa e o que seria mais importante”.
As pessoas têm criticado os enredos “CEP”, mas o carnavalesco vê muita cultura e história envolvida, especialmente no Oriente Médio, que desencadeou muitas coisas importantes para a humanidade, como o cedro para construções, os fenícios que deram importância para navegação, além de ser os primeiros povos a criar uma cidade-estado.
“Poderia ser feito 4, 5 ou 6 carnavais para poder contar a história do Líbano. Os fenícios, que é a civilização mais antiga do mundo, porque até fincarem raízes e criar uma sociedade, a humanidade vivia nômade, então andava pelos países, regiões que
fincavam aquelas aldeias, mas depois de um tempo não estavam mais ali. E a importância que os fenícios davam às navegações, foram os primeiros navegadores da humanidade, a importância que eles davam a madeira, que inclusive é o símbolo do país, que é o cedro, acabou atraindo outras 22 civilizações para aquele território, e o Líbano teve uma importância muito grande para elas, porque as construções que a gente conhece como as pirâmides, alguns templos no Egito, Jardim Suspenso da Babilônia e uma infinidade de construções, eram utilizadas com o cedro do Líbano. O cedro teve uma importância muito grande na construção de algumas civilizações e na própria construção da história do país”.
Os países do Oriente Médio têm a religião muçulmana predominante, e no Líbano não é diferente, mais da metade da população segue tal doutrina. Flávio Campello contou como é lidar com um possível preconceito por parte dos religiosos, principalmente na questão das vestimentas.
“O Líbano passou por inúmeros momentos de transformações, hoje por mais que tenha mais da metade da população muçulmana e a outra metade católica, a influência ocidental é muito presente por lá. Então você consegue ver sim as mulheres muçulmanas cobrindo o rosto ou a cabeça, mas também usam calça jeans, roupas totalmente ocidentais, não tem mais aquele traje de burca, mais pesada, mais conservadora, não existe. Somente os muçulmanos ortodoxos, radicais que você ainda encontra isso, principalmente os mais antigos, as pessoas jovens não muito, tanto é que as muçulmanas frequentam as praias do Líbano, turistas também. Você percebe que hoje não há mais aquele radicalismo todo dentro do país”.
Um dos maiores desafios dos carnavalescos nos dias de hoje, é fazer com que o público em geral consiga enxergar tudo o que o desfile abrange. Flávio Campello disse que primeiramente tem que se preocupar com a leitura e também sempre usa pessoas leigas para dar o aval em suas fantasias.
“Unir essa santíssima trindade do carnaval, que é o público, jurado e telespectador, é muito difícil. Antes de eu fechar um figurino, eu pego pessoas mais leigas para fazer uma leitura, ‘tipo, nessas fantasias vocês estão vendo o quê? Aí um exemplo, eu tenho uma fantasia que representa o deus das tempestades da mitologia fenícia, que é o Baal Haddad, é uma nomenclatura difícil, da qual muita gente não tem noção do que seria, e quando mostrei fantasia, falaram: ‘tem um raio, um trovão, um relâmpago’, então eu vi que tinha leitura, era isso que eu queria, que o deus da tempestade tivesse ilustrado de alguma maneira e soubesse o que a fantasia representa. Então antes de bater o martelo em um figurino, eu tenho essa mania de pedir a opinião das pessoas que não entendem de carnaval, isso me ajuda muito na construção do projeto”.
Alegorias e fantasias luxuosas prometem ser o ponto alto do desfile
O Império de Casa Verde tem um histórico de investir muito em alegorias grandiosas, e o carnavalesco alegou que o maior desafio que encontrou na agremiação é justamente esse, a montagem de carros alegóricos bem-acabados para impactar o público no Anhembi.
“Sinônimo de Império de Casa Verde, é alegoria, porque não adianta, os caras aqui são muito apaixonados por isso, pelo barracão, pelo desenvolvimento do trabalho, do projeto de alegoria. A pergunta que eles fazem toda vez que nós vamos entregar o projeto é quanto tem de altura, eles se preocupam com isso, eles gostam dessa imponência que o Império adquiriu ao longo desses anos. É um desafio muito grande e eu gosto alegorias grandiosas, até porque o carnaval de São Paulo nos proporciona isso. As surpresas do nosso desfile estarão nas alegorias, nos elementos cenográficos, nós temos grupos que vão dar vida a nossa alegoria, que é uma grande aposta que nós estamos fazendo esse ano, e as fantasias também estão muito luxuosas. Quem é imperiano há muito tempo e vem ao barracão, chega para mim e fala assim: ‘Estou vendo o carnaval de 2007’. Isso para mim é gratificante demais, porque o carnaval que tem na minha memória como grande referência do Império de Casa Verde, é o de 2007, e se a gente chegou a esse patamar, é sinal de missão cumprida”.
Conheça o desfile
SETOR 1: MAR MEDITERRÂNEO
“O Mar Mediterrâneo foi o cenário ideal para que os fenícios adentrar pudessem lá dentro, inclusive tem uma lenda de que os fenícios chegaram ao Brasil há mil anos antes do Cabral, existem escrituras do alfabeto fenício em várias partes do Brasil, inclusive na Pedra da Gávea lá no Rio de Janeiro, na Amazônia também, então de fato os fenícios pisaram em solo brasileiro antes do Cabral e isso prova a força que os fenícios tinha para desbravar os oceanos e o Mar Mediterrâneo é a porta de entrada, foi onde eles começaram as navegações e decidimos abrir o carnaval como se fosse uma grande viagem e a entrada do Líbano fosse o Mar Mediterrâneo”.
SETOR 2: MITOLOGIA FENÍCIA
“Eu fiquei encantado com essas divindades, até porque como os fenícios foram a primeira civilização, a mitologia deles está presente em várias outras. Então têm muitos deuses na mitologia grega, romana, egípcia que tem uma relação muito forte com a mitologia fenícia e nesse setor eu estou exaltando isto”.
SETOR 3: LÍBANO NA IDADE MÉDIA
“Estaremos representando o Castelo de Beaufort, que é uma grande construção que eles têm no Líbano, que era um castelo medieval e eu reconstruí esse castelo, porque na verdade, hoje tem uma ruína dele e fui atrás para saber como ele era, quantas torres tinham, para gente poder fazer a reconstrução. Estaremos exaltando as civilizações também, os egípcios, gregos, romanos, macedônios, babilônios, sírios, persas, todos que fizeram parte dessa história libanesa”.
SETOR 4: QUE HERANÇA É ESSA?
“Falaremos da herança cultural deixada pelos libaneses. Temos a influência da culinária, do próprio alfabeto fenício, eles tinham uma cor que era extraída de um pequeno molusco na praia do Mar Mediterrâneo que saía um pigmento púrpuro, então a cor púrpura foi uma invenção dos fenícios e era uma cor que vestia a realeza e nós estamos mostrando toda essa herança cultural deixada pelos libaneses”.
SETOR 5: COMUNIDADE LIBANESA NO BRASIL
“E a gente fecha o carnaval fazendo essa homenagem à comunidade libanesa. Dom Pedro II assinou um manifesto em 1876 autorizando a vinda dos libaneses para o Brasil, a imigração libanesa começou a partir daí, tanto é que eles consideram Dom Pedro II um grande patriarca da imigração libanesa para o Brasil e nessa última alegoria nós faremos essa homenagem a Dom Pedro II e a vinda de todos os libaneses para o Brasil. Neste carro tem o símbolo da nossa escola, a coroa que é símbolo da Império de Casa Verde também e uma grande embarcação que trouxe toda essa essência libanesa como se o Império tivesse criado essa embarcação e tivesse indo buscar os libaneses para fazer parte da nossa história”.
“A pedra, para o ser humano, representa a permanência do tempo. A camada externa e dura da Terra, a rocha. A beleza sólida desse material é a essência de nosso planeta. E foi essa beleza sólida que nossos ancestrais usaram como caminho para registrar suas passagens pelo mundo”. Com o enredo “Pedra” a Estácio de Sá vai levar parar a avenida em 2020 a discussão de questões, da pedra e da vida humana, como a existência no tempo e conflitos e embates. Rosa Magalhães trará em seu desfile a exploração de pedras nas serras do Brasil e a relação mística entre a pedra e os antepassados. O samba é uma composição da parceria de Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro e Dudu Miller.
O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens “Samba Didático” entrevistou a carnavalesca Rosa Magalhães e o compositor Edson Marinho para saber mais sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba da Estácio de Sá para o carnaval de 2020.
‘O poder que emana do alto da pedreira’
“A pedreira é o morro de São Carlos, é o poder do povo estaciano”, diz Rosa.
‘Paredes que contam histórias’
“São essas inscrições nessas pedras todas, com baixo relevo, alto relevo, que vem do Pará, e em tantos outros lugares.”, reitera Rosa.
‘A riqueza dos senhores dos escravos alforria’
“A riqueza dos senhores são os diamantes, o ouro. A riqueza dos escravos eles escondiam no cabelo para comprar a alforria”, explica a carnavalesca.
‘Das minas a tinta do grande escrito’
“Das Minas, a tinta que moveu o escritor a fazer a poesia dele falando sobre o morro, a poeirada, a exploração”, fala a professora.
‘Atire a pedra quem não tem espelho’
Quem nunca errou? Nossa proposta é mostrar que ninguém pode criticar ninguém pois todos somos falhos e muitas vezes quem aponta o dedo não tem embasamento para falar”, explica o compositor.
‘Quero meu rubi vermelho’
“O rubi vermelho é o Estácio, a Primeira Escola de Samba”, encerrou a carnavalesca.
A Acadêmicos do Sossego demonstrando que quer mais do que simplesmente ficar na Série A, realizou no domingo seu ensaio de rua na Avenida Amaral Peixoto, no centro de Niterói, e o que se viu foi uma escola que aposta em quesitos. Quem esteve presente percebeu a mudança que é vista nitidamente na escola, com profissionais de peso como o coreógrafo da comissão de frente e o casal Marcinho e Cristiane Caldas. O ensaio de rua mostrou que o carnaval de 2019, em que ela ficou na penúltima colocação, já passou e que eles estão se preparando bem para este ano.
Hugo Júnior assumiu a presidência da escola para este carnaval e contou sobre a missão de estar a frente da Azul e Branca de Niterói.
“Pegar uma presidência de uma escola de samba como a Sossego, é uma missão muito grande, levar o nome de Niterói pelos quatro cantos. A Sossego este ano vem forte, como nosso samba fala ‘pra fazer história’, nós estamos sendo incansáveis para mostrar nossa força e isso que eu peço força para cada um da comunidade”, garantiu Hugo Júnior.
Comissão de Frente
Comandada por Jardel Lemos, os 15 bailarinos homens da comissão de frente apresentaram no ensaio movimentos bem concisos e bastante expressão corporal de um dos integrantes. Pode perceber uma passagem mais técnica da coreografia, mostrando alguns passos que pode vir a ser da coreografia oficial, assim como demarcações dos bailarinos. O coreógrafo, que já comandou a comissão de frente da Sossego em 2017, disse ao site que está contente não só com o trabalho da sua equipe para o carnaval de 2020, mas também, com todo o projeto apresentado pela escola.
“Estou muito feliz por ter retornado para Sossego, essa escola querida de Niterói. Vocês podem esperar um desfile grande. A escola está vindo com um grande projeto e quando eu falo em projeto, quero falar do projeto como um todo, a escola tá vindo muito bonita, as fantasias estão belíssimas e já é a reprodução das fantasias. A comissão de frente vem com uma ideia fantástica, com certeza será um marco da escola que abre o desfile de sábado”, disse Jardel Lemos.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Marcinho e Cristiane Caldas, oriundos da Mocidade, chegam como uma peça de peso para garantir todos os dez para agremiação no quesito. O casal que ensaiou muito bem, mostrando os motivos da Azul e Branco do Largo da Batalha ter os contratado: o entrosamento, a leveza na dança e o bailado tradicional misturando algumas coreografias dentro do samba.
“Aqui no ensaio de rua, na Sossego e no carnaval de 2020, vocês podem esperar de nós o que sempre viram na gente, nós sempre mostramos comprometimento, trabalho e é isso que continuaremos fazendo, independente do grupo que estamos e da escola que estamos defendendo”, afirmou disse Marcinho.
Emocionada , Cristiane contou sobre o acolhimento da escola de Niterói. “Desde a hora que chegamos na Sossego é choro e alegria, é um monte de coisa que está passando na nossa cabeça, mas, esse ano eu tô muito feliz, a Sossego nos abraçou de verdade, estamos aqui para somar e trazer o melhor para escola, só agradecemos: a quem nos curte e ao pessoal que nos deu força e vibrou com nosso retorno ao carnaval, pois achamos que iríamos ficar de fora e aos 45 do segundo tempo, estamos aqui”, comentou a porta-bandeira.
Harmonia
É um ponto que pode melhorar na Sossego, apesar do samba ter proporcionado ótimos momentos para o ensaio, ele oscilou bastante na voz da comunidade do Largo da Batalha. Algumas alas cantaram muito bem, é o caso da “Ala Família Caroço” e da “Ala dos 80” que o tempo inteiro cantou o samba. A ala dos Passistas não só ficaram no samba no pé, mas entoou bem o samba da escola. O intérprete Nêgo, outra aposta de peso da escola de Niterói falou sobre o seu retorno à escola.
“Estou em casa, esse samba na avenida vai dá bom e nossa equipe de carro de som tá legal. Vamos mais uma vez fazer um grande trabalho”.
Evolução
O início do ensaio da Sossego foi conturbado pelo excesso de pessoas na pista, atrapalhando um pouco a saída da Comissão de Frente, o que não ocorrerá no dia do desfile. Iniciando às 19h e tendo aproximadamente 44 minutos de ensaio, a escola brincou: não se via alas paradas, emboladas ou componentes tristes, pelo contrário, a escola estava animada. Um dos diretores de harmonia, Igor Silva fez o balanço do ensaio.
“O nosso melhor ensaio até agora foi esse, fizemos dois ensaios já, esse é o terceiro. O número de contingente que está aqui presente hoje deve ser de novecentos a mil componentes, dos mil e setecentos que viremos no desfile oficial. O meu balanço tanto da harmonia como evolução foi bom, teremos cinco ensaios daqui até o carnaval e com certeza temos coisas para melhorar, o andamento está bom, o trabalho é esse e o ritmo é esse”.
Samba-Enredo
O samba de autoria de Orlando Ambrósio, Diego Nicolau, Richard Valença, Renan Diniz, Jefferson Oliveira, Chaynne Santos, Jp Monteiro, Dudu Senna, Thiago Vaz, Professor Laranjo, Sérgio Joca e Mário da Vila Progress foi abraçado pela comunidade e deve servir muito bem no desfile oficial, porém nota-se claramente como o refrão principal é superior a outras partes do samba, o refrão funciona muito na boca e na empolgação dos componentes, assim como o samba como um todo foi bom para o andamento da bateria.
Apesar do samba não ter sido até agora tão bem falado, ele cresceu no ensaio. Além do refrão, uma das partes mais cantadas e dançadas é “Ô gira saia, girou a secular tradição, no jubileu de ouro do meu pavilhão”.
Bateria
Comandada pelo mestre Lion, a bateria Swing da batalha, deu um andamento muito bom ao samba, o que o ajudou no crescimento dele. O mestre prometeu algumas novidades, como um cortejo de maracatu na Sapucaí, este que está dentro do enredo. Além das bossas que animaram os presentes no ensaio, as novidades prometem chamar atenção no desfile oficial.
“A bateria do Sossego vem com uma proposta bem inovadora, vamos elaborar um maracatu na Marquês de Sapucaí, iremos levar quatro convenções, dentro dessas o maracatu tá no conjunto, além de uma proposta que nunca aconteceu na avenida, levaremos um cortejo do maracatu que são tambores participando dessas bossas, nas outra, utilizaremos as melodias do samba e bossas de impacto. Tenho certeza que isso tudo vai marcar a avenida”.
Outros Destaques
A rainha da bateria, Celi Costa, que deu um show de simpatia à frente da bateria da escola tirando fotos com os presentes, ela que foi musa do Salgueiro contou como foi o convite e o que esperar dela como rainha da escola.
“Quem me convidou foi o ex-presidente Wallace Palhares, e estou super feliz, pois já estou no carnaval um tempo, fui passista do Salgueiro por oito anos, fui convidada e estou dando tudo de mim parta esse carnaval”.
Outro destaque foi a ala de passista, comandada por Maurício Lima, que deu um show de samba no pé e canto. A Acadêmicos do Sossego é a primeira a desfilar no sábado de carnaval, com o enredo: “Os Tambores de Olokun”, do carnavalesco Marco Antônio Falleiros.