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Unidos da Ponte encerra temporada de ensaios de rua nesta quinta-feira

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A Unidos da Ponte realiza nesta quinta-feira, o seu último ensaio de rua antes do desfile oficial. A agremiação convoca todos os segmentos e componentes para tingir as ruas de São João de Meriti de Azul e Branco. O treino acontece às 20h, com concentração em frente a 64DP.

“Tivemos bons ensaios, a comunidade está cantando o samba e pronta para a avenida. O último ensaio será apenas para fazer os ajustes finais em busca de todas as notas 10 na Sapucaí” revelou o intérprete Leandro Santos.

Ensaio Unidos da Ponte 3 1 1
FOTOS: ALEX SANDRO GARDEL

A Unidos da Ponte tem como enredo “Elos da Eternidade”, do carnavalesco Lucas Milato. A escola será a 3ª agremiação a desfilar na sexta-feira de carnaval, pela Série A, na Marquês de Sapucaí.

Serviço
Último ensaio de Rua da Unidos da Ponte
Dia: 13 de fevereiro
Horário: 20h
Local: Em frente a 64DP – Av. Dr. Arruda Negreiros – São Mateus

 

Ao vivo: intérpretes do Grupo Especial do Rio na Rádio Mania

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    Vídeos e fotos: Portela na Cidade do Samba

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    Sambódromo não terá telões nas arquibancadas no Carnaval 2020

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      Durou apenas um ano os telões no alto das arquibancadas da Marquês de Sapucaí. Como não houve apoio financeiro para a instalação, a iniciativa não poderá ser utilizada novamente. A medida fez tanto sucesso e foi muito elogiada pelo público no Carnaval 2019.

      teloes sapucai

      Sendo assim, o Sambódromo terá apenas os telões tradicionais instalados na área de concentração do Setor 1 e na parte final da pista, próximo da Praça da Apoteose, para quem fica nas arquibancadas dos setores 12 e 13.

      Nos desfiles do ano passado, os telões transmitiam todas apresentações das escolas de samba. A Avenida teve oito equipamentos de LED. Nos intervalos eram exibidas imagens do Rio de Janeiro.

      De olho nos quesitos: o que os jurados puniram em fantasias nos últimos cinco anos

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        Dando sequência à série de reportagens ‘De olho nos quesitos’, o site CARNAVALESCO se debruçou sobre as justificativas dos últimos cinco anos em fantasias. Para avaliar os figurinos em um desfile de escola de samba o julgador precisa observar diversos parâmetros. O quesito é subdividido em concepção (4,5 a 5,0 pontos) e realização (4,5 a 5,0).

        fantasias

        Na concepção ele observa a proposta da mensagem intencionada pelo carnavalesco. E na realização ele precisa verificar se aquilo que está exposto no livro abre-alas bate com o que está passando na avenida, além de conferir qualidade, acabamento e beleza das alas que precisam estar adequadas ao enredo proposto.

        No aspecto da concepção está um dos grandes gargalos do quesito. A leitura de uma fantasia é basicamente a sua facilidade de assimilação e entendimento pelo público. Por isso, além de estar bem acabada e possui certa beleza estética, o figurino precisa estar de fácil entendimento sobre sua representação.

        Desde 2015 a falta de leitura sempre apareceu nas justificativas, nem que seja uma vez. A julgadora Regina Oliva, uma das mais experientes do quesito, vem alertando para a falta de leitura de alguns figurinos. Como, por exemplo, no desfile da Mangueira de 2015 (“fantasias dos guardiões do mestre-sala e porta-bandeira sem nome e descrição, prejudicando seu entendimento”); Beija-Flor de 2016 (“em várias fantasias faltavam elementos identificadores do enredo”). Como se vê não basta um figurino com profusão de materiais, reunião de plumas, faisões e outros insumos caros, se a mensagem tiver seu entendimento prejudicado.

        Outro aspecto que se pode constatar no levantamento do julgamento de fantasias é que a concepção é pouco julgada. Em que pese que baste o jurado compreender aquilo que está diante de seus olhos, ele não questiona a intenção do carnavalesco. Por isso é comum a nota 5,0 em concepção e as punições virem em realização.

        Ainda no aspecto da concepção das alas, além da falta de leitura, os julgadores exigem que aquilo que está explícito no livro abre-alas esteja fielmente representado na avenida. Em diversas oportunidades essa diferença entre o protótipo e sua realização fazem as escolas perderem ponto, como nos exemplos abaixo:

        – Tuiuti 2017: “ala 03: das cinco fantasias propostas, apenas uma foi para a avenida, empobrecendo a leitura da ala” (Desirée Bastos).

        – Beija-Flor 2018: “não foi identificado o elemento ‘mola de dinheiro’ que é descrito no livro abre-alas” (Paulo Paradela)

        – Império Serrano 2019: “Ala 11 – em sua proposta inicial (abre-alas) consta um costeiro, o qual completaria a caixa surpresa (tampa). Além de não ter sido apresentado, alguns componentes estavam sem a segunda pele (branca) da indumentária. Houve também a ausência dos calçados adequados” (Gerson Martins).

        No que tange ao sub-quesito realização, as falhas de acabamento, indumentária caindo, volumetria exagerada de figurinos, além de falta ou excesso de materiais na mesma fantasia são os aspectos mais apontados pelos jurados como passíveis da perda de décimos. É de suma importância que os figurinos passem por todos os módulos de julgamento no mais perfeito estado. No caso contrário, segundo o levantamento de nossa reportagem as agremiações serão punidas.

        Aspectos mais citados pelos jurados em fantasias desde 2015:

        – falta de leitura de figurinos;
        – falta de elementos presentes no livro abre-alas;
        – elementos danificados ou com acabamento mal feito;
        – excesso de informação e materiais;
        – volumetria excessiva, comprometendo visualização do conjunto;
        – falta de apuro estético

        Unidos de Padre Miguel realiza último ensaio de rua sexta-feira

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        Finalizando os trabalhos nos carros alegóricos e com as fantasias prontas para entrega, a Unidos de Padre Miguel irá realizar na próxima sexta-feira, seu último ensaio de rua na Guilherme da Silveira, em Padre Miguel. Com concentração a partir das 22h, a direção convoca toda comunidade e segmentos da Vermelha e Branca para o último treino de 2020.

        “Começamos os nossos ensaios em outubro e foram quatro meses de trabalho intenso, fortalecendo o canto e a harmonia de nossa escola. Sexta faremos nosso último ensaio com a sensação de dever cumprido. Nossa escola é forte e está muito unida. Esta semana começaremos a entrega das fantasias e estamos concluindo os trabalhos no barracão. A Unidos vem forte para brigar pelo título” concluiu o diretor de carnaval, Cícero Costa.

        Primeiro Casal
         

        A Unidos de Padre Miguel será a sexta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí no sábado de carnaval com o enredo “Ginga” que contará a história da Capoeira.

        Tia Surica faz tatuagem da Portela: ‘É o amor no corpo, alma e coração’

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        Por Victor Amancio

        Portelense de alma, coração e, agora, no corpo também. Tia Surica, a grande matriarca portelense, tatuou em seu braço esquerdo a águia, símbolo da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira e as palavras ‘Matriarca da Portela’.

        Ao site CARNAVALESCO, ela falou sobre a decisão de fazer a tatuagem.

        “Tinha vontade de fazer há muito tempo, mas tinha o receio. Surgiu a oportunidade e fui fazer na sala de um dos vencedores do samba-enredo”, contou.

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        Perguntada se sentiu dor, Tia Surica brincou e ressaltou que o importante foi ter seu amor tatuado no corpo.

        “Não é uma dor desesperante. É uma agulhinha. Estou muito satisfeita. É o amor da minha escola tatuado no meu corpo, alma e coração”.

        Série Barracões da Série A: Ponte aposta na renovação ao levar eternidade para Avenida em 2020

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        Por Diogo Sampaio

        Ao fazer uma releitura do clássico “Oferendas” no último carnaval, a Unidos da Ponte apostou no talento dos estreantes Guilherme Diniz e Rodrigo Marques, superou um temporal na pista e conseguiu garantir sua permanência na Série A, depois de passar 12 anos longe do palco principal da festa. Para 2020, a escola novamente deposita suas fichas em um novato na Marquês de Sapucaí, porém um velho conhecido da azul e branca de São João de Meriti: o carnavalesco Lucas Milato.

        Responsável por assinar o enredo “Romance de Xangô: A Dança do Fogo”, que garantiu o campeonato da Série B em 2018, o artista regressa para agremiação com o objetivo de galgar posições ainda maiores que o décimo lugar do ano passado. Para a reportagem do site CARNAVALESCO, Milato contou como foi o convite para retornar à Ponte:

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        “Sempre tive uma relação muito boa com a direção da escola e com a comunidade. Ano passado, a gente não continuou a parceria por algumas divergências de opinião e de ideias, mas saímos de bem, tanto eu com a escola, quanto a escola comigo. Esse ano pintou a oportunidade de retomarmos o casamento e cá estamos nós”, relatou de forma sucinta.

        Diante de uma das mais acentuadas crises do carnaval carioca, com o completo corte do repasse de verba oriunda da Prefeitura do Rio, tem se tornado corriqueiro a aposta de escolas em novos e jovens nomes, como o próprio Milato. Sobre a experiência de estrear no Sambódromo em meio a esse cenário adverso, Lucas Milato garantiu não se intimidar.

        “As escolas estão apostando em nomes novos e são pessoas que querem muito mostrar seu trabalho. A partir do momento que você traz um nome novo, obviamente que a pessoa vai acabar vindo com uma vontade maior de fazer um trabalho incrível, para poder se mostrar também. Então, acho que nesse momento de crise, fazer uma aposta ou uma estreia é até interessante por isso, porque é uma pessoa que vai estar ali fazendo não só pela escola e pela comunidade, mas por ele próprio também. Esse momento é bem interessante inclusive por isso”, avaliou.

        Para Milato, o lançamento de novos profissionais faz parte do processo de renovação do carnaval, pois estes trazem novos olhares e pensamentos para festa. Algo, segundo ele, é fundamental para conservação do samba e da folia como um todo.

        “Acho que isso é importante não só para classe carnavalesca, mas para os segmentos de uma maneira geral. Inclusive isso faz parte da síntese do nosso enredo, que é justamente quando a gente fala sobre a manutenção do samba, que se faz necessária principalmente agora nessa crise que a gente está vivendo. Então, quando você aposta em novos nomes, você de certa forma, está contribuindo para isso: trazendo temáticas novas, propostas novas… O próprio enredo da Ponte sai um pouco da caixinha, porque é uma temática não tão comum, né. Quando você pega um conceito filosófico e transforma em enredo, você acaba trazendo uma pegada um tanto quanto diferente. Então, acho isso extremamente válido e não só para classe carnavalesca, mas a gente vê intérpretes novos que estão assumindo seus postos, enfim. De uma maneira geral isso é muito importante”, destacou.

        Experiência para tirar da cabeça, o quê não tem no bolso

        Em seu currículo, Lucas Milato traz passagens como desenhista e assistente em diversas escolas de samba do Rio, como Paraíso do Tuiuti, Alegria da Zona Sul, Jacarezinho, Inocentes de Belford Roxo e Unidos de Padre Miguel. Entretanto, a primeira oportunidade como carnavalesco só veio na Intendente de Magalhães, quando assinou o desfile de 2017 do Acadêmicos da Abolição. Ainda na passarela popular, passou pela Sereno de Campo Grande, além da própria Ponte.

        “Passar pela Intendente Magalhães é um estágio obrigatório para quem quer seguir esse ramo, porque você é obrigado a pensar e repensar em soluções para suprir uma falta de aporte. Com isso, você acaba aprendendo muita coisa, e acaba também se descobrindo em algumas propostas que é obrigado a fazer. Acho importantíssimo, afinal é uma experiência, é uma bagagem diferente que você traz. Não digo que facilita, mas assim, quando você faz um carnaval com um aporte financeiro maior ou considerável, nem diria maior porque hoje na Série A a gente nem tem, mas faz um carnaval com um aporte financeiro digno, é um pouco mais tranquilo, pois você consegue fazer o que você pensou inicialmente”, comentou.

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        De acordo com Milato, o aprendizado adquirido em três anos consecutivos desenvolvendo desfiles na Intendente de Magalhães foi crucial para conseguir trabalhar sem a verba pública para Série A neste ano.

        “Hoje sem esse aporte, a gente é obrigado a pensar em inúmeras soluções. Tem que ter um plano B, C, D, E, F… Vou dar um exemplo: Você pensou no material X, porém ele não chegou ou o orçamento não permitiu a compra dele, então você tem que buscar alternativas, o que às vezes nem tem. Nesses casos, a gente tem que mudar a ideia e conseguir um jeito de dar certo. Teve um carro aqui na Ponte que nós tínhamos duas opções: uma era esperar o material chegar, e não tinha chegado porque a gente não tinha ainda como comprar, ou fazer com o que tinha. Na época, dentro do nosso cronograma, nós já estávamos atrasados, a opção foi fazer com que tinha. Fomos catando de pouquinho em pouquinho no almoxarifado da escola e montamos um carro com as sobras de carnavais passados. É desse jeito que a gente está indo e está conseguindo levar o projeto”, afirmou.

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        Entre os materiais utilizados na confecção do carnaval da Ponte de 2020, o artista destacou o uso dos espelhos, sendo a maioria reaproveitados. Além disso, chamou a atenção para as fitas metaloides, que segundo ele, apesar do baixo custo, geram grande efeito no trabalho.

        “Esse ano a gente está usando bastante espelho. Inclusive, espelhos achados, que nós tínhamos no barracão e ninguém sabia. É um material que dá um visual muito bom e que nem sempre a gente consegue comprar, por conta do orçamento. Tem uma solução muito boa também, que esse ano estou usando, que são umas franjas de metaloide, de fita metaloide, que é um material bem barato e que dá um efeito muito bom. O acetato, que sempre salva a gente… Enfim, esses e outros materiais”, apontou.

        Para o site CARNAVALESCO, Milato revelou ainda os cuidados que teve para proteger seu trabalho de uma chuva, como a que atingiu a escola no ano passado. Dentre as precauções, estão a forração de todas as alegorias com material impermeável.

        “As nossas esculturas são todas fibradas, o que dá uma segurança maior em caso de chuva. O piso do carro aqui na Ponte, esse ano pelo menos, a gente está forrando todos com plástico cristal, que é uma forma de proteger até de sujeira mesmo. Ou seja, a gente dá as nossas manobras para solucionar esses problemas”, detalhou o artista.

        ‘Elos da eternidade’

        Intitulado “Elos da eternidade”, o enredo da Unidos da Ponte em 2020 irá propor uma reflexão acerca da relação do homem com o eterno, desde a procura por uma ligação com infinito, passando pela vontade de ser imortal, até a perpetuação por meio do legado deixado. Durante o bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO, Lucas Milato falou como nasceu a proposta e como pretende desenvolvê-la:

        “Por incrível que pareça, não era a ideia inicial, só que me vi na necessidade de não só estrear na Sapucaí, mas de fazer algo diferente, algo que, de certa forma, contribuísse para essa manutenção do carnaval, que hoje se faz extremamente necessária. Então, quando eu decidi falar da eternidade, que é uma temática bastante abstrata, por mais que ela venha ser apresentada na Sapucaí de uma forma bem direta, com uma leitura muito tranquila e muito fácil, é algo incomum, inovador. Afinal, a eternidade é um conceito filosófico e o enredo da Ponte propõe justamente uma reflexão sobre a relação da humanidade com essa ideia. A gente fala da fonte da juventude, do pacto com o Diabo, do sabá das bruxas… É uma temática que te abre um leque de opções concretas muito grande”, assegurou.

        Entenda o desfile

        Em 2020, a Unidos da Ponte irá para Marquês de Sapucaí com cerca de 1500 componentes, 21 alas, três alegorias e um tripé. A azul e branca de São João de Mereti será a terceira escola a se apresentar na sexta-feira de carnaval, primeiro dia de desfiles da Série A. O enredo “Elos da Eternidade” terá sua história contada através de quatro setores, como explica o carnavalesco Lucas Milato:

        Setor 1: “A gente começa o desfile com o homem tomando consciência de que a eternidade existe. Ele faz isso a partir do momento que passa observar coisas que ultrapassam e que são superiores ao ser humano, o que traz essa ideia de gigantismo, de uma longevidade maior”.

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        Setor 2: “A partir disso, dessa admiração por coisas que ultrapassam, o homem passa a desejar a eternidade e vai à busca dela. É quando a gente entra no setor do desejo. Nele, apresentamos as diferentes formas que o homem tentou buscar para se eternizar”.

        Setor 3: “Depois a gente entra no terceiro setor, que é quando ele chega a conclusão que ele não vai alcançar essas fórmulas mágicas, ele não vai conseguir essa eternidade física, essa imortalidade, e ele chega a conclusão que existem outras formas de você eternizar, que é justamente com o legado que você deixa. Então a gente e faz uma homenagem a pessoas que se eternizaram pelos seus feitos, seja na arte, na ciência, enfim”.

        Setor 4: “Por fim, a gente encerra mostrando a eternidade do samba, que é justamente a que temos. É quando fazemos um alerta para que nós, sambistas, tratemos o samba como um universo nosso, que precisa ser cuidado, justamente para a gente consiga perpetuar esse nosso legado lá na frente”.

        Clima alegre e correções de evolução da Tatuapé fortalecem expectativas de desfile competitivo

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        Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

        A Acadêmicos do Tatuapé apresentou um ensaio técnico mais vibrante, com correções no quesito de evolução e domínio técnico do módulo musical.

        “Nós tivemos alguns erros no último ensaio. Viemos aqui pra corrigi-los e superarmos os ensaios do ano passado. Acredito que batemos a meta. Esse lado técnico que a Tatuapé desenvolveu, torna o trabalho muito natural”, disse o vice-presidente Erivelto Gonçalves.

        Samba-enredo

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        A postura do carro de som da agremiação foi o ponto que mais se destacou na noite. Primeira questão observada foi, durante a segunda passagem da estrofe final, Celsinho pediu para que todas as cordas, violões e cavacos, parassem de tocar. O time de canto seguiu sem harmonia até o refrão de cabeça, quando a bateria entrou na bossa. Segundo, em determinados momentos o intérprete cantava um trecho do samba sozinho, mais especificamente na retomada da segunda estrofe. Os cantores voltam no trecho “meu lugar”.

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        Terceiro, as cordas também recebem destaque pela postura ousada e arranjos em todo momento do samba. Um dos principais é durante a bossa executada na parte “sinto os perfumes das flores”. Enquanto apenas as marcações tocam (ponteia viola), os cavacos executam uma espécie de crescente. Eles também desenham em trechos mais curtos, como no “puxe o fole sanfoneiro”.

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        O que mais se destacou foi a conversa entre cordas e vozes. Na parte “lê lê lê lê lê a”, do segundo refrão, os cavacos perguntam, as vozes respondem, e isso dura até o final do refrão. O pai do cantor Celsinho Mody acompanhou o filho durante todo o treino ao lado do carro de som.

        Harmonia

        O quesito é um dos grandes destaques da escola, foi no primeiro, e se repetiu na última noite. As alas cantam o samba com gás, empenho e, o detalhe mais importante, com clareza em cada letra. Os dois refrões principais, “sinto o perfume das flores” e “Ê viola” são os trechos pronunciados com mais vibração.

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        Evolução

        A entrada no recuo da agremiação tinha sofrido com algumas desatenções no primeiro técnico. Já no segundo, a equipe de harmonia estava atenta e executou a manobra de forma correta. Diferente das entradas “convencionais”, a Tatuapé tem uma ação cenográfica com a ala da frente. Os bailarinos antecedem a entrada no recuo, se separam no box e vão de encontro com os ritmistas. A ala preenche o vazio e, conforme a escola anda, as fileiras vão se desfazendo até corrigirem. A princesa da bateria, Priscila Araújo, ajudou a orientar a corte nos preenchimentos dos pequenos espaços vazios e na recomposição.

        Analisando coreografia, a ala 10 traz movimentos que utilizam bastante os braços. São passos que o componente não precisa sair do lugar pra executar. A escola também trouxe muitas variações de cores no último setor. Todas as alas são separadas por camisetas específicas, que contém nome da fantasia e número da posição no desfile. A escola encerrou o técnico com cerca de 62 minutos.

        Mestre-sala e Porta-bandeira

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        O espaço demarcado para o casal oficial dançar, atrás da comissão de frente, contou com o bailado do casal mirim, André e Maria Eduarda, do projeto casal foguinho. A dupla oficial, Diego e Jussara, estava logo atrás da primeira ala. Durante apresentação à torre 04, segundo jurado do quesito, eles demonstraram muita elegância, simpatia e clareza na realização de cada passo, mesmo na movimentação de um passo sútil.

        Bateria

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        A Qualidade Especial manteve o domínio técnico apresentado no primeiro ensaio. Assim como foi pontuado na última análise, as bossas trabalham os diferentes timbres das marcações, ataques precisos de caixas e valorização de trechos vazios pra destacar o canto da escola. Durante a manobra do recuo, os leves não param de tocar.

        Comissão de frente

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        O quesito trouxe uniformidade nas vestimentas dos bailarinos, porém apensavam alguns detalhes que diferencia. Ele evoluem com uma capa, branca do lado de fora e verde do lado de dentro. A comissão tem passos rápidos e bem sincronizado. Eles dançam com 14 homens e uma mulher, no caso, a personagem principal.

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        Outros destaques

        Um destaque positivo do treino ficou por conta do grupo cênico da segunda alegoria. Junto à velha-guarda, os componentes tem a dança voltada as arquibancadas.

        Mocidade organiza baile de carnaval na quadra

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        A Mocidade Independente de Padre Miguel prepara um grande evento neste sábado, a partir das 22h, para se despedir da temporada de ensaios. O Ensaio Show com Baile de Carnaval vai contar com a presença dos segmentos da escola, do Cordão da Bola Preta, e da Batucada Du Nosso Bloco como atrações. Haverá também um concurso que premiará, inclusive em dinheiro, as três melhores fantasias da noite.

        A quadra da Mocidade fica na Avenida Brasil, 31.146, em Padre Miguel. O ingresso de pista custa R$ 30. O jirau também sai a R$ 30. A mesa para quatro pessoas custa R$ 100. E os camarotes para 20 pessoas saem a R$ 500. A classificação etária é 18 anos. Os ingressos podem ser comprados na bilheteria da quadra e pela internet.

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        Quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, a Estrela Guia da Zona Oeste busca o sétimo título de sua história no Grupo Especial com o enredo “Elza Deusa Soares’’, que será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.