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Sem ensaios técnicos, Liga espera fim das obras e aval dos Bombeiros para realização do teste de som e luz

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    Por Gabriella Souza

    O Carnaval 2020 do Grupo Especial do Rio de Janeiro não terá os esperados e tradicionais ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) correu atrás do apoio do governo estadual para liberação da verba, via Lei Rouanet, foi autorizada a captação de R$ 3.627.550,00, mas como o Sambódromo ainda está em obras, a previsão de término é na primeira quinzena de fevereiro e ainda depende de uma vistoria e liberação dos Bombeiros, não haverá tempo hábil para os treinos das agremiações na Marquês de Sapucaí.

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    Por isso, a Liesa espera o fim das obras e o aval dos Bombeiros para a realização da lavagem do Sambódromo e o teste de som e luz da Avenida com a Estação Primeira de Mangueira, a atual campeã do Grupo Especial do Rio, no dia 16 de fevereiro.

    “Estamos prevendo o dia 16 de fevereiro, se ficar tudo pronto e tiver a liberação dos Bombeiros, vamos realizar a lavagem do Sambódromo e o teste de som e luz no dia 16 de fevereiro”, afirmou Jorge Castanheira.

    ‘Abrigo do samba’: Após temporal no Rio, Tijuca leva componentes para quadra e canta forte o samba de 2020

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    Por Gabriella Souza

    O ensaio de rua da Unidos da Tijuca nesta quinta-feira não aconteceu devido à chuva forte que assolou o Rio de Janeiro em diversos pontos da cidade. Mas há quem pense que isso atrapalhou os tijucanos, os que estavam presentes aproveitaram estarem ilhados na quadra, localizada na Avenida Francisco Bicalho, Leopoldina, para realizar um ensaio de canto. Durante 50 minutos de treino, a quadra foi enchendo e vibrando com um ensaio animado, de canto forte comandado por Wantuir que puxava o público para cantar com força, no que mais parecia uma ‘festa’. O ensaio foi leve e com muita animação, já notada pela Tijuca desde seus primeiros ensaios. A atitude foi corretíssima, na reta final para o carnaval, perder qualquer oportunidade de estimular o envolvimento da escola em ensaios e canto é crucial. O ‘cantinho na cidade’ tornou-se abrigo de samba, que fez os componentes até esquecerem a chuva e todos os percalços da noite.

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    Harmonia e Samba

    Quem comandou a noite e convocou os componentes a ensaiar foi o intérprete Wantuir que agitou a quadra cantando trechos do samba à capela para animar o público a se juntar todo no centro da quadra por volta das 22h. Um show à parte, Wantuir tem uma voz com personalidade, marcante, casou o seu ótimo carro de som, bem harmônico com o samba e a bateria de mestre Casagrande.

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    Os diretores de harmonia presentes organizaram muito bem os componentes chamando-os a se formar na quadra, ala por ala, tudo com muita disciplina, marca da escola. O canto foi forte e animado, principalmente, no refrão em que os componentes explodiam com a empolgação. Mas Wantuir os alertou sobre alguns erros que ainda estão acontecendo, de pessoas que continuam errando a letra ou cantando partes do samba “para baixo”, mas que devem ser entoadas “para cima” e vice-versa. O momento de ajustes é esse e não se pode deixar passar nenhum detalhe, necessária colocação do intérprete, que disse ter vivido mais um ensaio animado com os componentes.

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    “Hoje foi bem atípico mas a gente está onde o povo está, não é? Hoje foi alegre,  envolvente e aguerrido. E é isso o que precisamos na Avenida”, declarou Wantuir.

    Mestre-Sala e Porta-Bandeira

    O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Raphaela Caboclo e Alex Marcelino, não esteve presente, mas a responsabilidade de bailar e abrilhantar a noite ficou com o segundo casal Matheus e Lorrane Lemos. Ambos representaram com nível, alegria e muita empolgação, animando o público e os componentes através de uma apresentação bonita, técnica e muito profissional.

    Bateria

    Com uma quantidade reduzida de ritmistas devido ao temporal no Rio, a Pura Cadência de mestre Casagrande já mostra que é excelente e que os elogios que recebe no mundo do samba não são em vão. O que se viu foram os desenhos de cada instrumento muito bem já separados e decorados, executados, sem dúvida, com muita qualidade devido aos parâmetros de exigência que o mestre Casagrande adota dentro de sua bateria.

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    A presença da rainha Lexa foi um dos pontos interessantes da noite, animando o público com sua empolgação, sambando, esbanjando carisma e com muito envolvimento com a comunidade, parece já estar em casa. Alguns naipes da bateria estavam com mais e outros com menos ritmistas, dependendo dos que iam chegando, o treino foi válido para quem já estava lá e Casagrande ressalta que não se pode perder nenhum ensaio logo nessa reta final e que ter esse foi importante para a escola:

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    “Choveu muito no Rio de Janeiro e quero agradecer o pessoal da bateria que veio hoje e todos os componentes de alas, mesmo com a dificuldade. Mas valeu sim, é sempre bom ensaiar a escola, falta pouco e perder um dia de ensaio já é muita coisa para uma escola. Creio que hoje foi valioso e muito bom para todos nós”, disse.

    Bateria é novamente destaque no ensaio técnico do Rosas de Ouro

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    Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

    A Sociedade Rosas de Ouro realizou no Sambódromo do Anhembi, na noite de quinta-feira, seu segundo ensaio técnico para o carnaval de 2020. O destaque do ensaio novamente foi a Bateria com Identidade, que executou muitas bossas, de todos os tipos, mostrando bastante repertório. O canto da escola também foi outro destaque, apesar de ter abaixado consideravelmente o número de componentes em relação ao primeiro ensaio, talvez, devido à chuva e horário, além de ser em dia de semana, o que dificulta a presença de algumas pessoas. No geral, foi um ensaio seguro e satisfatório para a comunidade de Brasilândia.

    “Na verdade, este ensaio firmou e amadureceu. Claro que a gente tem alguns segredos e surpresas que não podemos falar, mas que serão vistas no desfile oficial. Eu fiquei pela lateral e vi todo mundo cantando, gostei e dou 10 para a comunidade de harmonia”, disse a presidente Angelina Basílio.

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    Samba

    O samba da agremiação tem uma das melhores letras do ano, pois passa uma bela mensagem de paz. O enredo é “Tempos Modernos”, mas a ideia da escola foi optar por uma obra que tenha uma visão positiva da tecnologia no futuro e que seja algo benéfico aos seres humanos. Também vale destacar a longevidade do intérprete Royce do Cavaco, que tem a cara da escola e está no carnaval de São Paulo há mais de 40 anos, sendo a maior parte dele no Rosas de Ouro.

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    “Eu acho que hoje não serviu como referência. Quinta-feira, um dia atípico, choveu, a maior parte da comunidade não veio, até por questões particulares. Dia 8 será um grande termômetro, nosso último ensaio técnico, e hoje acabou muito se divertindo, mas assim, animação foi muito legal, a bateria veio bem, o samba é forte, e nossa aposta é nisso, além de um carnaval surpreendente em termos de alegoria e fantasia. Hoje, na verdade, foi pra observar algumas coisas técnicas, então não vai servir muito como referência do que o Rosas vai ser na avenida. Sobre o samba, é realmente um dos melhores, uma melodia diferente daquilo que é comum em samba-enredo, isso que é bacana, e tem muito recurso harmônico, vocal e fica gostoso trabalhar assim”, disse o intérprete Royce do Cavaco.

    Bateria

    A bateria de mestre Rafa foi mais uma vez o destaque do ensaio, novamente executando muitas bossas com um andamento para cima. Destaque para o desenho dos agogôs e repiques, este último é mais notório dentro da bateria. A ala também executou novamente uma entrada no recuo bem incomum, os ritmistas trocavam de posição e saíam do recuo com a escola passando, isso foi repetido duas vezes, dando um belo aspecto visual.

    “Temos algumas coisas pra arrumar, pecamos em andamento hoje, mas até o dia a gente vai arrumar, porque mexemos na afinação dos instrumentos, quanto mais baixo, menos andamento você adquire, mas eu acho que foi legal, foi mais limpo do que a semana retrasada. Estamos evoluindo, trabalhando e acho que vai dar tudo certo até o dia do desfile, eu sempre falo isso, não tem nenhuma bateria pronta, a gente chega no dia e se pegar um som e clima ruim e acontecer alguma coisa, vai tudo pro buraco. Acho que a gente está evoluindo a cada dia, às vezes pecamos em algumas coisas, mas no geral foi bom, estou satisfeito e a comunidade gosta da bateria que a escola tem. Sobre a entrada no recuo, é uma coisa deixada pelo Jorge Freitas e algumas escolas fazem, a Mancha faz, Dragões, porque o Tornado trabalhou com o Jorge. Só que a gente incrementou mais, a gente bate e volta e em vez de parar, a gente sai e volta, faz aquela festa ali dentro e tem dado certo também”, declarou o mestre Rafa.

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    Mestre-Sala e Porta-Bandeira

    Everson Sena e Isabel Casagrande demonstram cada vez mais estarem sincronizados. A porta-bandeira tem mais tempo de Rosas de Ouro, mas será a estreia do mestre-sala e, apesar disso, estão mostrando um grande entrosamento a cada ensaio. Vale destacar que o casal irá vir na frente da bateria e não à frente do abre-alas como é corriqueiro nas demais escolas.

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    Evolução

    O Rosas de Ouro passou bem e não cometeu erros que possam prejudicar o desfile. A escola para por um momento pela questão da entrada no recuo da bateria ser mais demorada, mas não é algo que prejudique, pois o regulamento só penaliza quem aumenta as passadas, o que não ocorreu. Se mostrou organizada em suas alas, cada componente identificado com sua camiseta e algumas usavam adereços de mão. No mais, a escola passou bem neste quesito.

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    Harmonia

    A agremiação tem o histórico de cantar forte sempre e não foi diferente neste ensaio, apesar de estar menos numerosa em relação ao treino passado. Anteriormente, a escola ensaiou sem as caixas de som funcionando por inteiro no Anhembi, se baseando apenas no carro de som, e isso fez com que algumas alas cantassem diferente das outras, mas agora com toda estrutura funcionando, o Rosas de Ouro mostrou entrosamento e não houve nenhum erro desse tipo.

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    Comissão de Frente

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    A comissão da escola fez uma apresentação intercalando coreografia com apresentação teatral. A ala mostrou uma encenação com muita alegria, destaque para o tripé, onde os integrantes ficavam pendurados em uma barra, aparentemente uma demonstração circense. Segundo o carnavalesco André Machado, a comissão de frente irá representar o que vem no desfile inteiro, dando ênfase às revoluções industriais.

    Vídeos e fotos: Grande Rio na Cidade do Samba

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    Papo pra Sambista #2: Diferença entre a Fábrica do Samba e a FUPE na classificação do carnaval

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    O Papo pra Sambista #2 aborda um tema que gera boas discussões entre os sambistas do carnaval paulistano. Você conhece a Fábrica do Samba e a FUPE (Fábrica do Samba II)? A diferença do espaço influencia na classificação? O resultado do último carnaval mostra o contrário. Assistam ao vídeo, tirem as suas conclusões e lembrem-se, o campo de comentários é a extensão da conversa.

    Fotos: Gabigol, Nego do Borel e outros famosos prestigiam o ensaio da Beija-Flor

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    A Deusa da Passarela não brinca em serviço e mesmo com noite de chuva intensa no Rio de Janeiro a quadra da soberana estava lotada para mais um ensaio preparatório rumo ao desfile do carnaval de 2020. Quem marcou um golaço e agitou a noite foi o jogador do Flamengo, Gabigol, que chegou com o cantor Nego do Borel e com a mãe, Lindalva Barbosa. O atleta se rendeu aos encantos da comunidade nilopolitana e caíram no samba com amigos pela primeira vez no ensaio da azul e branca e parecem ter gostado da experiência.

    O ensaio teve ainda a presença das beldades Nicole Bahls, destaque de chão da escola, Viviane Araújo, rainha de bateria do Salgueiro e ainda da rainha de bateria da Vila Isabel, Aline Riscado, que sambaram no palco junto à bateria dos mestres Rodney e Plínio e à rainha de bateria Raíssa e, no final da noite, foram para o centro da quadra dançar com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso.

    A agremiação, deve-se salientar, será a última a desfilar na segunda-feira de Carnaval, 24 de fevereiro, quando contará o enredo “Se essa rua fosse minha“ desenvolvido pelos carnavalescos Cid Carvalho e Alexandre Louzada.

    Hotéis Hilton do Rio de Janeiro promovem feijoadas de carnaval

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    Aquecendo os tamborins, o Hilton Barra Rio de Janeiro abre alas para a folia com feijoada aos sábados entre os dias 18 de janeiro e 08 de fevereiro, no Restaurante Abelardo, já antecipando as festividades.

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    ©2019 Marcos Samerson / We love photo!

    O Chef Moreno Colosimo, mantém a tradição do prato tipicamente brasileiro, com um buffet completo e música ao vivo, por R$79 +10% por pessoa. Para animar ainda mais, os participantes poderão adquirir pacotes que incluem bebidas não alcoólicas, cerveja Cacildis e caipirinha por um valor adicional.

    Já no dia 15 de fevereiro o hotel promove a 4a edição da sua grande feijoada de pré-carnaval, com o apoio da cerveja Cacildis puro malte, no Salão Bromélia. O show fica por conta do Samba da Gabi, DJs e bateria da Escola de Samba. Para o evento, além do buffet que terá oito tipos de carne, haverá uma estação de petiscos e acompanhamentos e um buffet variado de saladas e sobremesas. A feijoada inclui bebidas não alcoólicas, estação de caipirinhas, além da cerveja Cacildis puro Malte e custa R$259+10%, por pessoa, com direito a camiseta-convite que pode ser retirada antecipadamente para customização.

    E para fechar o calendário em clima de festa, o restaurante Abelardo recebe a feijoada de carnaval no dia 22 de fevereiro, com o tradicional prato, bebidas não alcoólicas inclusas e dueto de samba no valor de R$120+10% por pessoa. Open bar de caipirinha Tellura e cerveja Cacildis puro malte está disponível por um preço adicional.

    Todos os eventos contam com Kids Club para a criançada e moradores da região, que participam do programa de fidelidade #SOUVIZINHO, tem desconto.

    Também no Sábado de Carnaval, dia 22 de fevereiro, o Hilton Copacabana abre as portas para sua tradicional e animada feijoada de Carnaval. O convite individual custa R$ 290 + 10% e inclui bar de caipirinhas e cerveja Cacildis, além de camiseta e customização. As atrações musicais ficam por conta da Escola de Samba Unidos da Tijuca e roda de samba que prometem não deixar ninguém parado.

    Serviço:

    HILTON BARRA RIO DE JANEIRO

    Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Centro Metropolitano – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ – Brasil | 22775-040
    Telefone: (21) 3348-1000
    E-mail: [email protected]
    Whatsapp: (21)96738-7848 (Horário Comercial)

    Feijoadas de Verão
    18 de janeiro a 08 de fevereiro – sábados

    Restaurante Abelardo
    13h às 16h
    R$79+10% por pessoa
    Inclui buffet completo

    Participantes do programa de fidelidade #SOUVIZINHO têm 15% de desconto no valor do buffet

    Valor adicional pacote de bebidas não alcoólicas, cerveja Cacildis e caipirinha – R$49+10%.

    Feijoada pré-carnavalesca

    15 de fevereiro – sábado
    Salão Bromélia
    13h às 17h
    R$259+10%
    Inclui buffet completo, bar de caipirinhas, cerveja Cacildis, bebidas não alcoólicas e camiseta.

    Participantes do programa #SOUVIZINHO têm 20% de desconto no primeiro lote de ingressos. Valor adicional para pulseira VIP com direito a espumante e mesa ao lado da pista de dança – R$60+10%.

    Feijoada de carnaval

    22 de fevereiro – sábado de carnaval
    Restaurante Abelardo
    13h às 16h
    R$120+10% por pessoa
    Inclui buffet completo e bebidas não alcoólicas
    Valor adicional para pacote de bebidas alcoólicas com caipirinha Tellura e cerveja Cacildis puro malte – R$50 +10%

    Participantes do programa de fidelidade #SOUVIZINHO têm 15% de desconto no valor do buffet

    HILTON COPACABANA RIO DE JANEIRO

    Endereço: Av. Atlântica, 1020 – Copacabana – 22010-000 – Rio de Janeiro, RJ
    Reservas: [email protected] e (21) 3501-8000 ramal 7885
    Feijoada de Carnaval
    22 de Fevereiro – sábado de carnaval
    12h30 às 17h
    R$ 290 + 10% por pessoa
    Inclui buffet completo, bar de caipirinhas, cerveja Cacildis, bebidas não alcoólicas e camiseta

    Mocidade recebe Grupo Revelação, Portela e Beija-Flor neste sábado

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    A Mocidade vem realizando grandes eventos a cada sábado. E neste dia 1º de fevereiro, a partir das 22h, é a vez de abrir as portas do Maracanã do Samba para receber o grupo Revelação, e as coirmãs Beija-Flor de Nilópolis e Portela. Além disso, todos os segmentos da verde e branca da Zona Oeste se apresentam num verdadeiro desfile pela história da escola.

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    A quadra da escola fica na Avenida Brasil, 31.146, em Padre Miguel. A entrada custa para a pista custa R$ 20, o Jirau sai a R$ 30. Uma mesa para quatro pessoa está sendo vendida a R$ 150. E o camarote para 20 pessoas custa R$ 500. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria da quadra e pela internet: https://www.aloingressos.com.br/catalog/product/view/id/7318/s/ensaio-show-da-mocidade-01-02/.

    Série Barracões da Série A: Império da Tijuca enaltece raízes educativas e aposta na grandiosidade

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    Por Diogo Sampaio

    O pedreiro Evando dos Santos nunca frequentou uma carteira de escola. Ainda muito jovem, deixou o agreste sergipano e se mudou para o Rio de Janeiro. Autodidata, aprendeu a ler já adulto, por meio de um exemplar da Bíblia. Há mais de duas décadas, dedica sua vida a incentivar a cultura e a estimular o gosto pela leitura nas pessoas. Conhecido por muitos apenas como o “homem livro”, pelo menos uma vez por semana, veste a fantasia de papelão e plástico que lhe rendeu a alcunha, e sai pelas ruas da Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, espalhando exemplares de obras literárias e gibis. Sua história, que já inspirou tese de doutorado e até romance, será fio condutor para o Império da Tijuca falar de educação no carnaval 2020.

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    “Falamos de educação, usando como fio condutor a vida do “homem livro”, que foi uma pessoa transformada pela educação, e que por ela tenta transformar a vida das pessoas. Não é uma biografia do Evandro. A partir da vida dele iremos traçar várias questões, sobretudo a importância do livro”, ressaltou o carnavalesco Guilherme Estevão, que assina o desfile da escola este ano.

    O enredo, intitulado de “Quimeras de um eterno aprendiz”, teve ideia inicial concebida pelo carnavalesco Marcus Ferreira, porém, só ganhou forma e vida nas mãos de Guilherme Estevão.

    “Quando eu cheguei ao Império da Tijuca, só tinha o título e o tema, de falar sobre educação, tendo o ‘homem livro’ como personagem. Não havia desenvolvimento do enredo. Tanto que a sinopse é minha, a setorização é minha… Toda a costura do enredo foi eu que fiz. O enredo é a minha cara. Não tem absolutamente nada de outro artista. O Marquinhos (Marcus Ferreira, carnavalesco) me passou o que ele já tinha preparado e me disse para eu costurar da minha maneira. A escola me deixou livre para construir”, relatou Guilherme para o site CARNAVALESCO.

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    O artista, de 24 anos, foi contratado pela agremiação do Morro da Formiga, em maio do ano passado, após Marcus Ferreira, que inicialmente desenvolveria o carnaval da escola, deixar o posto para assumir a Viradouro, no Grupo Especial, ao lado de Tarcísio Zanon. Durante a entrevista, Guilherme contou como surgiu o convite.

    “Tanto o Marquinhos, quanto o Tarcísio, já conheciam o meu trabalho na Intendente. Eu trabalhei com Tarcísio em vários lugares: TV, Copa América, etc.. Quando eles receberam o convite da Viradouro, o Marquinhos de imediato me ligou e propôs de eu fazer o Império da Tijuca. Ele que fez essa ponte. Quando eu apresentei minha proposta para o Tê (Antônio Marcos Teles, presidente do Império da Tijuca) e o Luan (Teles, diretor de carnaval), eles me fizeram o convite e foi tudo muito rápido. Tanto que fui contratado em uma quinta-feira, e na segunda, eu já estava com a sinopse pronta. O Império da Tijuca é uma escola familiar. Eles me trataram como um filho, como se eu fosse da família Teles. Toparam quase todas as ideias que tive”.

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    Estreante na escola e na Marquês de Sapucaí, o artista traz no currículo passagens como desenhista e projetista pela Acadêmicos do Sossego, pela Porto da Pedra e pela Renascer de Jacarepaguá. Além disso, Guilherme conta com trabalhos na Leandro de Itaquera, na Morro da Casa Verde e na Dom Bosco, pelo carnaval de São Paulo. Já na Intendente Magalhães, assinou no último ano o desfile da Independentes de Olaria, alcançando um terceiro lugar na Série D. Para o site CARNAVALESCO, ele comparou as diferentes experiências que já vivenciou na carreira e apontou o que trouxe de lição para o atual desafio.

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    “São Paulo tem uma característica muito diferente. Seja na volumetria ou na montagem. Quando fiz Leandro de Itaquera ou Morro de Casa Verde, aprendi a enxergar cada carnaval como ele é. Não dá pra importar o Rio para São Paulo e São Paulo para o Rio. O carnavalesco precisa saber disso e respeitar. São Paulo tem uma variedade incrível de materiais e preço. Foi isso que trouxe pra cá: mudar a maneira de comprar materiais no Império da Tijuca. O olhar da transformação, do material de efeito e da decisão rápida, de não ter o material A ou B, aprendi na Intendente. Isso foi a base fundamental para o trabalho desse ano. Eu falo que virei um grande truqueiro depois de passar pela Intendente, pois toda hora foi um truque aqui no barracão”, avaliou Guilherme Estevão.

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    Grandiosidade permanece, mas muda paleta de cores

    Outro desafio a ser encarado por Guilherme é manter a trajetória de ascensão do Império da Tijuca. Em 2019, a verde e branca terminou o carnaval da Série A em quarto lugar, o melhor resultado desde 2013, ano em que a escola se sagrou campeã do grupo.

    “Cheguei aqui pra fazer o Império crescer mais e mais. Isso também é um norte para eu trabalhar intensamente como estou trabalhando aqui. O Império da Tijuca é uma escola muito organizada. Ela não tem o suporte financeiro que outras escolas têm. Não temos patrono, recursos externos, tudo que temos vêm da própria escola. Querendo ou não, isso influência no resultado. Além disso, tivemos uma questão, que é muito fundamental, para atrapalhar: a interdição da quadra. Isso afeta todo o processo de harmonia e a relação da comunidade com a própria escola. São desafios que temos de lidar. Vamos manter a grandiosidade que o Império sempre traz. Ela sempre será uma escola cotada entre as primeiras, por ser uma escola que faz carnaval para brigar entre as primeiras. Carnaval grande e cultural. Sempre foi um norte do Império da Tijuca e usaremos este ano também”, afirmou o carnavalesco.

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    Sobre a estética que será empregada no carnaval do Império da Tijuca para 2020, Guilherme Estevão adiantou que manterá o gigantismo e a volumetria característicos da escola, além de resgatar o verde e branco, que perdeu espaço na paleta de cores dos últimos desfiles.

    “Os carros são muito grandes. Nenhum tem menos de 20 metros de chassis. Obviamente que na Série A dificulta em questão de altura. A engenharia de alegoria é uma questão, mas vamos driblando isso para que os carros estejam entre 8m e 10m de altura. Sendo que o abre-alas terá quase 50 metros de comprimento. A ideia era manter essa grandiosidade, porém mudar a cara estética no ponto de vista cromático. Vamos vir mais coloridos, com menos preto e marrom. O Império resgatará as suas próprias cores. Isso a comunidade identificou ao ver os protótipos e ao vir aqui no barracão. Eles se emocionam ao ver o verde e branco. Isso, como artista, é muito legal. A estética usada será mais limpa, mais ‘clean’ e com mais acabamento. Como seremos a última escola, teremos a questão da transição de luz, fizemos um trabalho diferenciado com as cores e materiais. Seremos uma escola mais vibrante, alegre e grandiosa”, alegou Guilherme.

    Em relação aos materiais, Guilherme Estevão ainda especificou quais são os mais recorrentes em seu trabalho.

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    “Usaremos muito o TNT laminado, que é um material baratíssimo. Custa em torno de R$ 6,00 e dá um efeito muito legal. Também usaremos muito acetato, que já é uma tendência de alguma maneira, e é muito versátil. Nós tínhamos em quantidade aqui no barracão e, por isso, não tivemos de comprar um galão muito refinado ou comprar muito espelho. O acetato dá muita refletividade, que era o que eu necessitava. Vou usar bastante nas alas e carros. Tudo que é muito reflexivo usaremos: espelhinho, CD, TNT laminado, o esponjado… Então, trabalhamos para dar um belo efeito, mesmo com material barato, mas com incidência da luz”.

    Parceria com a IFRJ e vaquinha online

    Durante a entrevista ao site CARNAVALESCO, Guilherme Estevão ainda revelou que inicialmente o enredo contou com a possibilidade de receber apoio financeiro da Universidade de Vassouras, que já havia sido parceira da escola no ano anterior. No entanto, o patrocínio não foi para frente.

    “A ideia de falar algo relacionado a educação partiu da Universidade de Vassouras, com a proposição de ajuda. Mas, infelizmente, aconteceram percalços ao longo do caminho e esses recursos não chegaram até o momento. Torcemos para que venha durante o caminho. Buscamos uma série de apoios e apareceu um, não financeiro, mas fundamental: o do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), que traçou com a gente, ao longo dos dois próximos anos, uma parceria. O barracão do Império da Tijuca vai ser uma espécie de escola de carnaval para a formação de profissionais. Temos a participação de bolsistas do IFRJ, pagos por eles, na confecção do nosso carnaval, sobretudo, na feitura de bancadas e adereços. Isso é muito bacana. Então, o patrocínio pode não vir de maneira financeira, mas de outras formas. Nós conversamos com várias empresas. A conversa caminhava, mas não ia pra frente”, desabafou.

    Sem contar com patrocinadores e sem o repasse de verbas da Prefeitura do Rio, a escola começou a procurar alternativas para conseguir angariar fundos. Uma forma de arrecadação encontrada foi através de um financiamento coletivo, a chamada vaquinha online.

    “A nossa vaquinha ainda é recente. Esse valor ainda não foi aplicado. Ele será usado, majoritariamente, para pagar os salários de funcionários do barracão. Nós pensamos muito na obtenção de materiais, mas eles só entram em prática com o trabalhador atuando. E, no caso do Império da Tijuca, conseguimos antecipar um pouco em relação a material, fantasia e carro. Agora todo recurso que tivermos, em relação a venda de fantasia, a vaquinha, será destinado a esses pagamentos. É hipocrisia dizer que todo mundo do carnaval está com salário em dia, que não está. Isso as escolas tentam mentir ou não. Aqui no Império, isso é muito transparente. Não acho que esta seja a ferramenta ideal para obter dinheiro para o carnaval, mas na situação que estamos na Série A, acho que vale. Tem pessoas que não acha legal fazer. Mas, para mim, não tem vergonha nenhuma de fazer”, garantiu.

    Entenda o desfile

    O Império da Tijuca será a sétima e última escola no sábado de carnaval, tendo a missão de encerrar os desfiles da Série A. A verde e branca do Morro da Formiga levará para Marquês de Sapucaí uma média de 1700 componentes, espalhados por 20 alas, três alegorias, sendo o abre-alas acoplado, e um tripé. E apesar das mudanças de regulamento do grupo, a apresentação foi dividida em quatro setores, como explica o carnavalesco Guilherme Estevão.

    Setor 1: “Abrimos o desfile falando do Evando, o ‘homem livro’. Transformamos ele em um cavaleiro da educação. Trazemos pensadores que criaram um conceito de educação no Brasil, como Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Florestan, abrindo alas para este cavaleiro. Mostramos ele vindo do Sergipe para o Rio, que é quando começa a catar os livros e cria a máquina do saber”.

    Setor 2: “Como o Evando busca livros perdidos, ele é um elo fundamental com a história dos livros no Brasil, que tem como um capítulo especial, os livros perdidos pela Corte Real Portuguesa na vinda do acervo para o Rio. É a partir da vinda da Corte que instituições fundamentais passam a se instalar no país, como a Imprensa Régia, que é quem começa a catalogar e produzir livros no Brasil. Com o início da produção oficial, surgem também as academias, as escolas e universidades. Há uma consolidação do livro como objeto científico”.

    Setor 3: “É o livro literário. É o livro que inspirou o Evandro e que orienta a vida dele. Em cada uma das literaturas, uma quimera se revela, ou seja, um desafio, um sonho, uma conquista. Então passamos por literaturas nacionais, internacionais e as quimeras que estão vinculadas a ele. Passamos por Shakespeare, Cervantes, Neruda; vai pra literatura nacional, com ‘Morte e Vida Severina’, ‘Dom Casmurro’ e ‘Macunaíma’; e terminamos o setor com as quimeras que se revelam, sendo a bateria, representando o próprio ‘homem livro’, aquela que consegue agregar todo conhecimento”.

    Setor 4: “Por fim, mostramos a educação que vai para além dos livros. Como o Império da Tijuca é a primeira escola educativa do carnaval, mostra toda a educação em seus carnavais, através de seus enredos que vão além do ensino formal da academia. Passamos por vários desfiles do Império como: ‘O mundo de barro de mestre Vitalino’, que é a educação artística; ‘O Reino Unido Independente do Nordeste’, educação política; ‘O Intrépido Santo Guerreiro’, educação religiosa; ‘Suprema Jinga – Senhora do trono Brazngola’, educação cultural; e terminamos com ‘Negra, pérola mulher’ e ‘Batuk’, que é a importância feminina e a consciência racial. Encerramos tudo isso, que é o Império do saber, com outro desfile que é ‘Utopias – Viagens aos confins da imaginação’. Como o Império da Tijuca falou de educação nos últimos 80 anos, ele projeta falar de educação pelos próximos 80. O que hoje é uma utopia, projetamos que seja uma realidade: uma educação inclusiva, de respeito ao professor, de acesso a tecnologia, para transformar o Brasil. É com essa mensagem que queremos encerrar o desfile”.

    Galeria de fotos: ensaio de quadra da Imperatriz

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