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Sambódromo liberado! Liesa confirma lavagem e teste de som e luz com a Mangueira neste domingo

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    A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) confirmou na manhã deste sábado que a Avenida está liberada para o Carnaval 2020. A liberação do Ministério Público aconteceu após a entrega do laudo do Corpo de Bombeiros certificando que todas as exigências foram cumpridas. Neste domingo acontecerá a lavagem da Avenida e o teste de som e luz com a Estação Primeira de Mangueira.

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    A lavagem das baianas e sambistas tem concentração prevista para 18h e início marcado para às 19h deste domingo no Sambódromo. O ensaio técnico da Estação Primeira de Mangueira, atual campeã do Grupo Especial, acontece após o tradicional encontro dos sambistas na pista dos desfiles. Vale lembrar que a entrada na Sapucaí é grátis.

    A concessão da tutela antecipada concedida pela juíza Soraya Pina Bastos para a realização do evento aconteceu após o pedido da Riotur, em posse do laudo do Corpo de Bombeiros. O Ministério Público também está de acordo e manifestou-se favoravelmente.

    Na próxima segunda-feira, está marcada uma reunião entre Riotur, Corpo de Bombeiros e Ministério Público no Tribunal de Justiça para análise final dos documentos e, então, a liberação definitiva do Sambódromo.

    Como foram as obras no Sambódromo

    Na área de incêndio e pânico foram instaladas 967 luzes de emergência, 1345 placas de sinalização e 423 extintores de incêndios e pintura das áreas de circulação em todas as arquibancadas.

    Na recuperação estrutural foi feita remoção da camada de cabeamento das faces superiores dos degraus e arquibancadas, e remoção da camada de cabeamento externo, além da limpeza dos pisos e degraus das arquibancadas, tratamento da armadura de ferro das faces superiores das arquibancadas, inibidor de corrosão entre lajes e pilotis, e recuperação da junta de dilatação e vedação.

    Acompanhe ao vivo os desfiles do Grupo A de Vitória

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    Sem alvará e liberação do Ministério Público, teste de som e luz do Sambódromo pode não acontecer

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      O tempo está passando para a liberação do Sambódromo da Marquês de Sapucaí e até o início da noite desta sexta-feira a Avenida não possui o alvará do Corpo de Bombeiros e nem a liberação do Ministério Público. Sem esses dois documentos, a Estação Primeira de Mangueira, atual campeã do Grupo Especial, não poderá fazer o seu ensaio na pista oficial dos desfiles no próximo domingo.

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      Ao telejornal RJTV, a Riotur informou que já protocolou os documentos pedidos e que aguarda a liberação do Sambódromo até o domingo. Ainda assim foi explicado que a Avenida ainda passará por pintura em alguns setores e a finalização do trabalho no quadro de energia elétrica.

      Como são as obras do Sambódromo

      Na área de incêndio e pânico são 967 luzes de emergência, 1345 placas de sinalização e 423 extintores de incêndios e pintura das áreas de circulação em todas as arquibancadas.

      Na recuperação estrutural será feito remoção da camada de cabeamento das faces superiores dos degraus e arquibancadas, e remoção da camada de cabeamento externo, além da limpeza dos pisos e degraus das arquibancadas, tratamento da armadura de ferro das faces superiores das arquibancadas, inibidor de corrosão entre lajes e pilotis, e recuperação da junta de dilatação e vedação.

      Leonardo Antan: ‘De melhor roteiro à efeitos especiais: os saberes artísticos entre Cinema e Carnaval’

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        Por Leonardo Antan

        Todo anos duas festas param o mundo inteiro nos primeiros meses do ano: o Oscar e o Carnaval. Apesar de acontecerem quase sempre juntas, tem vezes que até no mesmo dia, poucos enxergam como elas celebram formas de artes plurais e multifacetadas. Obras de artes compostas pelo trabalho de um time gigantesco de profissionais das mais diferentes áreas que se unem num único espetáculo de pouco mais de uma hora.

        Se o Cinema é uma arte reconhecida mundialmente, chamado de a Sétima Arte. O carnaval devia ser a Oitava Arte, já que os desfiles das escolas de samba são uma das manifestações mais completas do mundo, pois reúnem diversas formas artísticas num único espetáculo. Música, dança, teatro, artes visuais e até literárias se unem num cortejo multifacetado, que engloba tantos saberes e ancestralidades.

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        Tantas artes reunidas, torna as apresentações complexas de serem analisadas. Para o cinema e o carnaval, tudo está reunido numa única obra: visualidade, narrativa, música e aspectos cênicos. Em ambas as artes, um time amplo de profissionais é necessário para que tudo saia da melhor forma. Para um desfile ganhar o carnaval, ou um filme o Oscar, ele precisa alinhar de maneira competente todas os aspectos que formam a sua linguagem artística. Você conhece bem os aspectos dessas artes? Confira um breve paralelo.

        Um bom roteiro – Enredo

        Tudo tem que começar com uma boa história. O roteiro deve contar uma história coesa e bem estruturada. Geralmente, é bom que tudo se desenvolva com no esquema clássico de início-meio-fim, desenhando uma sequência lógica de acontecimentos que devem ser compreendidas pelo espectador.

        No cinema, o diretor conta sua história através de cenas e diálogos. No carnaval, essa história precisa ser entendida visualmente na estrutura consolidada da festa que é dividida em setores narrativos, compostos por alas e alegorias. Na sétima arte, é comum a estrutura de 3 atos, enquanto na folia, uma agremiação tem até 6 setores para desenvolver sua história.

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        Todo filme se passa numa tela em branco, é naquele espaço geométrico retangular que se desenha a história, ganhando cores e formas, atuações e falas. Montada em planos, sequências, cortes e cenas. O diretor é o maestro que reúne em torno de si todos esses profissionais, dando uma unidade a figurino, cenários, fotografias, música e edição.

        Na Sapucaí, a tela é uma pista também branca, a ser preenchida pelo corpo da escola que o invade em cortejo. Música e dança movimentam milhares de pessoas que juntam forma uma escola de samba. Nesse palco iluminado, comissões, alas e alegorias formam os pilares dessa linguagem que é comandada em grande medida pelo carnavalesco, apesar de várias profissionais também terem sua importância.

        A melhor Fotografia

        Apesar de ter nascido dos batuques africanos, as escolas de samba tiveram na sua visualidade uma ferramenta poderosa para conquistar as massas. Os carnavalesco passaram a dar as cartas, tornando o visual algo para lá de importante. Assim, se no cinema, uma boa fotografia deve ajudar a situar a história. Onde os enquadramentos chamam atenção para o que precisamos captar da história, enquanto as cores também ajudam a ambientar os sentimentos e o clima da narrativa.

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        Para nossa festa popular, cor é palavra fundamental. Afinal, a união entre alas e alegorias deve ter harmonia e um desenvolvimento coeso a serviço da história a ser contada. Jogos de cores e os usos de materiais ajudam a entender o universo onde o enredo se passa, qual a intenção de sentimentos que o carnavalesco precisa passar. Formando a fotografia perfeita a ser entendida pelo público.

        O figurino

        O ato de se vestir moldou a humanidade desde seus primórdios. As roupas revelam a época que a história se passa e ajudam a caracterizar os personagens. Quem nunca julgou uma pessoa pela maneira como ela se veste? Logo, figurino é fundamental para as duas artes. Não à toa, o carnaval importa muitos profissionais formados nessa área.

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        Se no cinema, às vezes o realismo e a fidelidade históricos são quase via de regra, o carnaval tem uma linguagem estabelecida pelo luxo e a opulência. Fato é que as alas são partes fundamentais da história a ser contadas, pois são os figurinos que ajudam a entender em que época e local o enredo que está sendo contado se passa.

        Plumas, paetês e pedrarias formam os materiais que ajudam a enfeitar ainda mais as vestimentas de quem cruza a Avenida. Geralmente, se o carnavalesco opta por investir em uma linguagem mais simples e realista é mal julgado e mal visto pelo público. Engessando a folia de alguma maneira num padrão estética pré-estabelecido.

        Design de produção – Cenário

        Além do figurino, outra área que tem ligação obvia entre os dois universos são a importância dos cenários. A reprodução de um mundo ficcional em objetos e elementos para servir de fundo a história que se pretende contar, onde assim como os figurinos eles ajudam no tom que a história será vista e entendida.

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        Na folia, as alegorias e adereços ocupam a função de dar ao espetáculo a sua tridimensionalidade. Esculturas, queijos, tablados, formas retos e curvas delimitam o que se espera desse quesito. O gosto geral é de que alegorias precisam ser grandiosas e opulentas, mas é possível dar conta da sua história com formas mais variadas. O importante é que se crie uma unidade visual que esteja a serviço do enredo. O acabamento também é sempre fundamental e severamente avaliados, para dar bom-gosto e cuidado aos desfiles.

        Efeitos Especiais

        Muita pirotecnia e um espetáculo visual, truques de mágicas e efeitos práticos: já entendeu que quesito é esse?

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        Apesar de efeitos especiais, estarem nas alegorias que se movimentam, esculturas que gesticulam e até em coisas simples. Na última década, um quesito em especial abusou desse recurso. Pois não dá pra falar de Comissão de Frente sem falar de efeito especial: trocas de roupas, homens voando, cabeças caindo, telões de LED, muitas são as tecnologias que tem sido usadas como trunfo no quesito. Pro cinema, os efeitos existem desde os primórdios para inventar uma realidade ficcional, mundos distantes e utópicos.

        A trilha sonora

        No cinema, a música ajuda a espectador compreender as emoções dos personagens e qual sentimento o diretor que passar com determinada cena. Uma sequência de beijo pede uma trilha romântica, ou uma cena de separação tem um fundo musical mais triste.

        Na arte carnavalesca, a música é elemento fundante do espetáculo e serve como um guia tanto para apresentar o enredo, como evocar imagens que serão materializadas na apresentação. Direcionando o entendimento da plateia sobre o que está se desenhando. Muito mais que simples trilha sonora, o samba é que sempre caracterizou os desfiles de outras manifestações carnavalescas da cidade.

        Harmonia – Mixagem e Edição de Som

        E não basta apenas ser uma bela letra, o samba-enredo precisa ter cadência e ritmo para ser entoado em cortejo e por um coral plural e muito amplo. Por isso, algumas pausas para respirações são fundamentais e também é bom momentos de explosão que ajudam a impulsionar a avenida. É exatamente sobre essa força coletiva dos desfiles que vale um quesito inteiro: a Harmonia.

        No cinema, vários profissionais são responsáveis por criar os sons que ouvimos em cena e dão naturalidade ao filme. Esses efeitos, mais as vozes dos atores e a música precisam ser equalizados para que nenhum se sobreponha ao outro, dando harmonia ao que é visto na tela.

        Nas escolas de samba, não é à toa que o quesito referente ao lado sonoro receba esse nome. Com mais de três mil pessoas formando o corpo de uma escola, todas precisam cantar em uníssono e sem desanimar a obra musical da escola. Sem esquecer ainda que bateria, carro de som e esse corpo de componentes tem que estar em perfeito equilíbrio de som na pista. Assim como um filme digno de ganhar Mixagem e Edição de Som.

        A edição – Evolução

        Os chamados quesitos de pistas são aquele que acontecem na hora H do desfile. Os ensaios até existem para tudo correr da melhor forma, mas é quando a sirena apita que a coisa acontece. Ao lado da harmonia, outro quesito de pista é a Evolução. O ritmo com que a escola precisa desfilar é fundamental para o sucesso ou não da sua apresentação.

        Mais uma vez, esse aspecto encontra paralelo no cinema: a Edição. A montagem de um filme tem que ser competente, as coisas não podem acontecer muito rápido, nem tão devagar. Buracos na narrativa são imperdoáveis, aquele ritmo de que “nada acontece” não pode imprimir na tela. Uma descrição que vale tanto pro carnaval como pro cinema.

        Atuação – Melhores atores

        Antigamente, o paralelo entre as artes da cena e do carnaval eram mais próximos quando se falava de atuação. O que hoje o que chamamos de desfilantes eram chamados de “figurantes”. Aquele corpo mais expressivo da escola que se divide em alas.

        Ao oposto deles, historicamente, os destaques assumiram o papel de protagonistas de alguns enredos, o caso mais clássico é de Isabel Valença que incorporou Xica da Silva, no Salgueiro em 1963. Além das fantasias voluptuosas desses seres vestidos para brilhar, outros personagens também acabaram roubando o protagonismo da festa: o casal de mestre-sala e porta-bandeira quase sempre também atuam como personagem do enredo, as alas das baianas, algumas musas e rainhas de bateria.

        Fato é que no carnaval, não há ninguém de maior ou menor importante, todos são protagonistas ao formar o corpo de uma agremiação. Mais importante é valorizar os baluartes de cada agremiação, os verdadeiros heróis da narrativa é quem dar duro pela sua comunidade, não as estrelas que chegam de última hora e posam bonitas de frente para as câmeras.

        O Oscar sempre é da Academia… Aqui tudo acaba em Carnaval

        Todos acomodados nas arquibancadas e nas salas de cinemas. A tela em branco é preenchida por cores, efeitos, formas, personagens. Cinema e Carnaval são duas formas de artes fascinantes. E se a festa do Oscar já passou, a das escolas do samba está chegando logo mais.

        Carnaval Capixaba: Unidos da Piedade pede paz com seu enredo sobre os Franciscos da humanidade

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        Por Vinicius Vasconcelos

        A mais antiga escola de samba de Vitória tem sua sede localizada entre algumas comunidades com índice de violência altíssimo. E não é de hoje que o morro e samba precisam ficar no meio do fogo cruzado de brigas entre facções. Na intenção de trazer um pouco de conforto e alegria para seu folião, a Unidos da Piedade vai levar para a passarela um tema que pede paz acima de tudo. Com o título “Franciscos” o enredo defenderá a tese de que Deus envia um Francisco para fazer a diferença, como conta o diretor de carnaval Pedro Sacramento.

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        “O morro da Piedade tem passado por muitas dificuldades. Perdemos passistas e ritmistas para o confronto que acontece na nossa comunidade. Pensando nisso, queríamos fazer algo religioso. O enredo traz que Deus nos manda a cada época da humanidade um Francisco para servir de instrumento dEle. Começamos com São Francisco de Assis, passamos por Chico Mendes, Chico Cesar, Chico Xavier e etc. Nossa última ala virá de branco pedindo paz, com grupos voluntários de todo Espírito Santo. A figura do Papa Francisco fecha o desfile por ser o último que surgiu. A escola quer passar emoção e o ato de fazer o bem. Nosso samba é quase uma oração. Focamos no momento da comunidade e do Brasil. Queremos mostrar que somos contra violência e intolerância”, explicou o diretor.

        Unindo a necessidade de fazer um carnaval mais enxuto e que retrate a vida humilde dos Franciscos, com a falta de poder financeiro da escola, a Piedade se despiu do luxo e vai priorizar o trabalho feito artesanalmente em seus carros e fantasias.

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        “O nosso enredo calhou com as dificuldades que estamos tendo. Não queremos colocar tanto luxo porque seria destoante dos votos de pobreza de alguns Franciscos. Nosso abre-alas é todo em estopa, feito na mão e sem placas. A escola tem dificuldades financeiras como qualquer outra, mas em 8 anos que estou aqui nunca vi dessa maneira. Estamos tendo problemas para vender fantasias, comprar materiais e também com a falta deles. Apesar de tudo, iremos surpreender e acreditamos na vitória”.

        Pensando não só nos quesitos plásticos mas na escola como um todo, o diretor confidenciou que houveram diversas reuniões com os diretores da escola para que todos pensassem na agremiação em conjunto, não apenas no quesito que lhe cabe.

        “Fizemos uma reestruturação na harmonia em diversas reuniões. Porque não adianta apenas um segmento tirar 10 e a escola em não ganhar carnaval. Nada muda se tivermos apenas a melhor bateria. Trabalhamos para que a escola viesse mais enxuta porem forte em todos quesitos. Posso não ter carros grandiosos como outras escolas ricas mas se tem leitura o jurado não pode me tirar ponto. Porque tamanho não é quesito”, desabafou.

        Setor 1: Espiritualidade

        Setor 2: Luta dos Franciscos

        Setor 3: As artes dos Franciscos

        Setor 4: Espiritual

        Salgueiro sobe o morro e comunidade explode com ensaio emocionante

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        Por Gabriella Souza e Rennan Laurente

        “Um velho ditado é quem diz, Salgueiro tem uma raiz que nasce forte em qualquer lugar”. Esse samba de Branca Di Neve e que se tornou um dos sambas de esquenta mais famosos da escola expressa bem a relação com suas origens. A raiz salgueirense fica no morro que leva o mesmo nome, na Zona Norte do Rio. Lá, subindo as ladeiras, aconteceu o último ensaio nesta última quinta-feira. O lugar escolhido foi a histórica quadra do bloco Raízes da Tijuca, antiga sede da escola e local onde foi fundada. Emoção teve de sobra no olhar de cada componente, diretor e público que lotou o espaço para acompanhar o treino durante às 1h10, com grande emoção do começo ao fim, canto aguerrido e pulsante dos presentes, fez o povo vibrar e os componentes tirarem os pés do chão e levarem as mão para o alto. A vermelho e branco caminha para a finalização de mais uma temporada com a certeza de que emoção e garra não faltarão na Avenida.

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        Impossível é não tirar um sorriso largo de qualquer salgueirense assistindo a apresentação de Emerson Dias e Quinho, a dupla foi formada para o carnaval de 2019 e já demonstra um perfeito entrosamento e grande amizade. Ambos são a cara da escola e representam a pulsação em carro de som que os componentes gostam. Para reforçar o clima de emoção que já estava com cada salgueirense, o carro de som fez uma arrancada histórica de meia hora relembrando vários sambas antigos e marcantes na trajetória da escola. Os componentes cantaram muito, com força e explosão, a voz de cada pessoa presente ecoou na quadra e emocionou.

        Salgueiro sobe o morro e comunidade explode com ensaio emocionante

        Emerson e Quinho pulavam, dançavam e sambavam com público, em casa ficou tudo mais leve e alegre e com apoio de um carro de som formado por diversos cantores excelentes e potentes, na medida certa. Os dois revezavam em alguns sambas, mas explodiram ao relembrar o belíssimo samba de 2019 (Xangô), o entrosamento deles e a conexão com a escola faz o Salgueiro atingir um nível alto de presença.

        Emerson Dias falou da importância da escola realizar este ensaio no seu morro, ficar perto de sua comunidade e da emoção que ele sente de estar lá. Ressaltou ainda que nesta reta final o trabalho do carro de som já está encaminhado e que o momento agora é de reduzir o ritmo e descansar para o desfile.

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        “Esse ensaio aqui tem muita importância para nós, é aqui que a gente pega a energia do povo, da nossa ancestralidade, da comunidade, do salgueirense raiz mesmo. E essa interação que a gente tem com o público é importante, nós estamos um pouco afastados do morro e voltar aqui para fazer esse ensaio é essencial, é muito vibrante. Essa reta final é mesmo a hora da gente descansar a voz. Fechamos no ensaio de rua no domingo e depois é só esperar o Salgueiro vir grandioso na segunda-feira de carnaval. Vamos com tudo”, disse.

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        A estratégia utilizada pela diretoria de harmonia e evolução da escola para esse ensaio foi aproveitar todo o espaço da quadra, mesmo que reduzido, ‘apertando’ coube a escola inteira. A organização funcionou bem, a bateria ficou posicionada na parte central da quadra, carro de som em uma tenda no canto e a escola percorrendo todo o espaço envolta da bateria. Funcionou, os componentes evoluíram sob o controle dos diretores, muito organizados e disciplinados, e rodaram a quadra em em ensaio para aproveitar e sambar seu carnaval que já se aproxima. Mão para o alto, samba no pé, pulos e muita animação marcou o treino com a escola presente em peso, mesmo com uma garoa, ninguém perdeu o único ensaio na quadra histórica.

        O brilho ficou com a explosão da sempre talentosa ala do coreógrafo Carlinhos do Salgueiro que deu um show à parte com coreografias empolgantes, chamando o público a vibrar junto. Este treino foi para deixar o componente salgueirense mais leve, poder curtir sem muita pressão mas lembrando do que deve ser feito, e fechando o trabalho no último ensaio de rua no próximo domingo e com o trunfo do desfile na Sapucaí. E foi, todos saíram satisfeitos, aos olhos marejados e com uma recarga de energia.

        O diretor de harmonia Jô Casemiro destacou a significado para a escola de realizar um treino na quadra do Raízes. E que mesmo com o foco emocional o treino foi também para ajustar alguns detalhes técnicos, disse ainda que a escola já está pronta para pisar na Sapucaí.

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        “Esse ensaio aqui no morro representa muito, é uma luta que nós tivemos quatro atrás de conseguir trazer o Salgueiro ao encontro com seu povo, essa é a quadra onde começou a escola e esse chão aqui tem muita história. A gente está pisando no lugar em que formou o Salgueiro e todo mundo que vem se emociona muito. A escola está firme e convicta do seu trabalho, usamos esse ensaio também como preparação para a Avenida e principalmente para buscar a energia desses torcedores que são os mais autênticos do Salgueiro, tem salgueirense em todo lugar mas com o amor que esse pessoal do morro tem não existe. O Salgueiro já está pronto e a nossa finalização é só na hora do desfile, fazer aquela curva e dar tudo certo” contou Jô muito emocionado.

        Mestre-Sala e Porta-Bandeira

        O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Acadêmicos do Salgueiro, Sidclei e Marcella Alves é de excelência e experiência no carnaval, o entrosamento e carisma deles é bonito de ver. O treino desta quinta não foi de grandes coreografias ou longos giros, visto o espaço reduzido da quadra e foco em ser um ensaio mais leve. O que teve foram alguns passos da coreografia oficial que demonstrou uma sutileza grandiosa, ela baila com elegância e ele com a leveza de movimentos precisos e executados com naturalidade. Os giros dos dois são exatamente sincronizados e os passos também acompanham a harmonia do samba, tudo na medida certa.

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        Bateria

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        A bateria Furiosa, comandada pelos mestres Guilherme e Gustavo, é uma das baterias que mais estão entrosadas com o enredo e o samba para este ano. O trabalho foi pensado para inserir na construção de suas bossas a musicalidade do circo e fazer a bateria desfilar com o Salgueiro nesta grande troupe pela Avenida, como explica Gustavo, que ressalta também o trabalho de resgate que eles estão assumindo dentro da bateria.

        “Essa temporada foi muito boa, nós começamos os ensaios em julho. Nós focamos bem no ritmo, tentando mesmo resgatar a época do mestre Louro, da antiga bateria do Salgueiro, como a afinação, a presença do tarol e fizemos esse trabalho no começo focados nessa questão. Quando o enredo foi escolhido nós começamos a fazer um trabalho de pesquisa das trilhas sonoras dos circos, por isso que hoje estamos tocando batidas que fazem parte dessas trilhas sonoras de músicas circenses. Procuramos mesmo não fazer algo mirabolante mas algo que se encaixasse bem com a sinopse do enredo e também o carro de som, a harmonia também está bem em cima das nossas bossas e está tudo bem encaminhado. Agora é só esperar o dia do desfile para contemplar esse trabalho”, declarou.

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        Os mestres que também são irmãos foram escolhidos para a comandar a bateria no carnaval de 2019 e o trabalho tem sido elogiado. A bateria do Salgueiro ganhou mais organização e o andamento encaixou, mas o principal foi o resgate, como citou Gustavo, de trazer de volta elementos, batidas e a antiga identidade e personalidade da Furiosa. Os ritmistas são muito talentosos, destaque para as alas de chocalhos e caixas que são excepcionais. O que faltava era a organização e a técnica que já são notáveis. Talento é o natural de sobra do ritmista salgueirense que mostra a força e o peso de uma bateria renomada.

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        Guilherme conta que os últimos ensaios são para finalizar detalhes que ainda faltam na bateria mas que o momento agora é de focar no objetivo comum, o desfile.

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        “Temos agora praticamente uma semana de trabalho e é o momento em que finalizamos os últimos detalhes nesses ensaios finais, o que é muito importante. No dia do desfile sempre tem aquela euforia e tensão, mas eu acho que a galera que toca aqui já tem muita experiência de desfile e não tem muito mistério, o que a gente pede mesmo agora é que tenham foco. Esse ensaio aqui na quadra onde o Salgueiro surgiu tem toda a questão da energia, é bom ter a comunidade perto”, destacou.

        Em alto nível, bateria Supersom do Tuiuti ensaia na Sapucaí e se mostra pronta para o grande dia

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        Por Victor Amancio

        Desde o fim de janeiro sem ensaiar na rua e tentando desde a última semana ensaiar no Sambódromo, o Paraíso do Tuiuti realizou nesta quinta-feira seu ensaio de bateria no palco oficial da disputa. Com a presença da sua rainha, Lívia Andrade, a escola fez um ensaio empolgante e sem erros. O mestre Ricardinho e a bateria Supersom se preparam para um desfile que sem dúvida irá agitar o público. Levando quatro bossas, muito bem executadas no ensaio, e com o andamento em torno de 146 BPM e 147 BPM (batidas por minuto) a bateria está pronta para o grande dia.

        “Eu fiquei feliz, perdemos duas semanas de ensaio de rua devido à chuva e os ensaios lá são importantes para gente. Estava com medo do tempo hoje, a chuva praticamente não caiu. Não vou dizer que o ensaio foi acima da expectativa pois confio na minha rapaziada mas estava receoso com o que daria. O ensaio foi sensacional, o time faltando umas 20 ou 30 pessoas mas foi bem bacana, foi dentro do que eu esperava: maravilhoso”, explicou mestre Ricardinho.

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        Com o samba no compasso, Tijuca faz ensaio com força no chão e canto

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        Por Bernardo Cordeiro, Gustavo Maia e Renato Palhano. Fotos: Magaiver Fernandes

        Depois de três anos fora do desfile das campeãs, a Unidos da Tijuca volta a sonhar com um amanhã melhor, como canta em seu hino para o carnaval de 2020. No último ensaio de rua desta temporada, os componentes provaram que estão prontos para superar não só os resultados aquém da capacidade da escola desde o dramático desfile de 2017, mas também os boatos de atraso e de falta de recursos para a finalização do carnaval atual.

        Num ensaio de mais de uma hora e meia, que só terminou quando o relógio já marcava um novo dia, os tijucanos cantaram o samba e evoluíram com fome de título. Apesar da evidente falta de recursos, que se notava na ausência de camisas e de acessórios para padronização das alas, o canto dos componentes fez lembrar os anos de ouro dos ensaios técnicos da Tijuca, quando a escola ficou conhecida como o rolo compressor da Sapucaí, mesmo título recebido pela Beija-Flor.

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        Mestre-Sala e Porta-Bandeira

        Mostrando entrosamento e leveza o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex Marcelino e Raphaela Caboclo, realizou uma dança entrosada e com boas expectativas para o dia do desfile. Contando com a interação total do público, o casal fez bonito na execução da dança e recebeu aplausos calorosos dos presentes. Com uma dança correta e focada, a dupla fez bonito e não deixou a desejar.

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        “O ensaio de rua é sempre importante, mas, nesse ano, sem os ensaios técnicos na Sapucaí, tornou-se crucial. A pouco mais de uma semana para o desfile, essa noite foi para fazer os testes finais, acertar pequenos detalhes, mas dançamos com a sensação de pisar na avenida. Foi uma oportunidade pra aprimorar a nossa sincronia tanto com o canto quanto com a bateria. É fundamental estarmos inteiramente alinhados com todos os setores da escola”, explicou a porta-bandeira.

        Harmonia

        Com um canto muito forte e empolgado, os componentes da Tijuca provaram que não vão desfilar para cumprir tabela. Cantaram do início ao fim o samba, a comunidade do Borel provou que comprou ideia do samba. Com o comando de Wantuir no carro de som, a escola mostrou competência no quesito. O intérprete dispensa firulas para segurar o samba. Todos mantêm o canto em plena sincronia, da arrancada aos acordes finais que, aliás, foram executados à perfeição pelos músicos do Pavão.

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        “O samba deste ano é sensacional, à altura do carnaval que vamos colocar na avenida, que é um escândalo. Podemos estar um pouco atrasados, mas, na hora do desfile, estaremos prontos, como todas as outras escolas. A comunidade está mordida e, com o retorno do carnavalesco Paulo Barros, vamos contribuir muito para o engrandecimento do carnaval deste ano. Esta comunidade sabe desfilar como poucas, está acostumada a fazer desfiles excelentes. Tivemos alguns percalços, mas vamos voltar pro nosso lugar. Eu acredito que com a soma de um bom samba, um bom enredo e um bom carnavalesco, pode vir mais um título pro Borel”, disse o cantor.

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        O componente respondeu ao carro de som cantando desde as primeiras alas. Um detalhe importante é que o samba não é cantado a plenos pulmões apenas durante os refrãos, mas permanece durante os versos intermediários. É nítido o trabalho dos diretores de harmonia para que os componentes cantem o samba ainda com mais vontade no refrão da cabeça, soltando o grito na parte “eu sou favela”.

        Evolução

        Se mostrando totalmente alinhadas, as alas da escola passaram pelo ensaio com dedicação e firmeza. Com coreografias sincronizadas, levantando as mãos juntas no refrão do meio, o povo do Borel se fez presente em cada ponto do ensaio. O destaque veio na ala 18, a mais empolgada do ensaio, com componentes usando máscaras de carnaval e balões com as cores azul e amarelo do pavilhão da Tijuca. A evolução da escola estava solta e mesmo a divisão em filas não enrijeceu a performance tijucana. Composições de alegorias mostraram um pouco de suas coreografias, mas sem comprometer a fluência do ensaio.

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        A lotação de barracas e carrinhos de comida e bebida prejudicaram um pouco a dispersão do ensaio. Ainda assim, as alas não embolaram na pista e os diretores de harmonia, à primeira vista, não tiveram muito trabalho.

        “A comunidade está quase preparada, falta um detalhe ou outro, mas 90% está fechado, os outros 10% a gente vai dar na avenida e completar os 100%. A gente está fechado, o chão da escola está maravilhoso, estão cantando, evoluindo, agora é completar com o trabalho do Paulo Barros e fazer um belo desfile”, diz o diretor de carnaval Fernando Costa.

        Bateria

        Como não poderia ser diferente, a bateria Pura Cadência, do mestre Casagrande, se mostrou afinadíssima nas bossas e no andamento. Com paradinhas alinhadas ao samba, a bateria da Tijuca fez bonito, empolgou o público e mostrou credencias para os quarenta pontos. com uma equipe já entrosada, os naipes de caixa alta e os surdos de terceira, deram um diferencial no molho da cozinha.

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        As bossas preparadas para o desfile foram apresentadas sem tropeços. Destaque para a batida funk que antecede o primeiro refrão. O arranjo, aliás, casa bem com Lexa, a rainha estreante. Apesar da pouca idade e experiência, a cantora impõe-se com certa segurança à frente da Pura Cadência.

        “A bateria está pronta. Menos é mais na minha concepção. Não mudamos muita coisa no andamento, colocando entre 146 e 148. Porque a gente não trabalha só para a bateria, trabalhamos para a escola e é isso que objetivamos. Vamos apresentar 3 nossas e garantir o bom desemprenho da escola”, disse mestre Casagrande.

        Samba

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        O samba da Tijuca, antes criticado pelo andamento não convencional para um samba-enredo, mostrou que já está na boca dos componentes e que convenceu a todos, Mesmo com uma passada inteira pequena para os padrões, o refrão do meio sobe totalmente e mantém o samba no ritmo certo, sem arrastar. Se mostrou pronto para o desfile e totalmente afinado com o que a harmonia da escoa espera.

        Galeria de fotos: ensaio de rua da Unidos da Tijuca

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        Bateria da Mocidade ensaia na Marquês de Sapucaí com promessa de fazer um grande desfile

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        Por Victor Amancio

        Diferente dos últimos ensaios que aconteciam no Setor 11, os ensaios desta
        quinta-feira ocorreram no Setor 3 devido ao trabalho de pintura que está sendo
        realizado na pista. Com mais espaço, a Mocidade realizou seu ensaio até o
        Setor 9 e fez um verdadeiro desfile na Marquês. A bateria ‘Não Existe Mais
        Quente’ promete levantar a Sapucaí com as bossas que mestre Dudu preparou.
        Fazendo paradão, convenções a bateria está pronta para garantir as notas
        máximas. O ensaio foi empolgante e sem erros, a bateria encaixou muito bem
        o samba e com o carro de som.

        “Já esperava fazer um grande ensaio, estamos no nosso melhor momento, a
        escola está no momento dela. Resgatamos tudo que precisávamos. Nosso
        presidente quer ganhar o carnaval. Essa bateria é a prova, agora é só esperar
        o grande dia. Vou levar três bossas, três nuances e ainda tem a coreografia
        com a rainha”, explicou mestre Dudu.

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