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Eugênio Leal analisa o desfile da Unidos de Bangu

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Eugênio Leal analisa o desfile da Inocentes de Belford Roxo

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Galeria de fotos: Desfile do Sossego no Carnaval 2020

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Pérola Negra faz desfile irregular e sofre com muitos quesitos na abertura dos desfiles de sábado

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Por Gustavo Lima. Fotos de Magaiver Fernandes

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A Pérola Negra abriu os desfiles da noite de sábado no carnaval de São Paulo, e não foi dos sonhos da comunidade. A escola pecou muito em evolução, houve uma correria absurda do minuto 45 em diante, além de presença de grandes buracos. Outro ponto negativo foram as fantasias, pois provavelmente devido aos acidentes com as fortes chuvas, faltando poucos dias para os desfiles, a comunidade teve de se reinventar com o que deu. A agremiação optou pelo uso de alegorias simples para facilitar o entendimento. Outro quesito que decepcionou, foi a harmonia da escola, após realizarem bons ensaios neste quesito. Contudo, foi uma apresentação bem irregular da “Joia Rara”, o que faz a escola brigar apenas pela permanência no Grupo Especial. A escola terminou o desfile com 64 minutos.

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Comissão de frente

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A ala veio com um tripé simbolizando um grande baú, onde de dentro saíram personagens representando deuses indianos, ciganos e sacerdotes indianos, esses últimos ficam em todos os momentos na pista, ora fazendo a coreografia do samba, ora realizando a apresentação teatral. A comissão de frente teve um desempenho satisfatório dentro do que era previsto, mas deveria ter focado mais nos ciganos, teve pouca dança característica do povo. A leitura das mãos e a bola de cristal, que são marcas, também não tiveram presentes na ala.

Mestre-sala e Porta-bandeira

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Arthur Santos e Eliana Salles estavam vestidos na cor verde escuro, aparentemente representando alo da natureza. No começo, a porta-bandeira teve dificuldade de controlar o pavilhão pelo forte vento que fazia no momento, além da garoa, mas logo a desavença foi driblada e a dupla realizou uma apresentação segura em frente à torre dos jurados.

Harmonia

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A harmonia da escola não foi satisfatória no desfile. A Pérola Negra não repetiu o que realizou nos ensaios técnicos e teve um canto fraco, consequentemente, a avaliação se a agremiação obteve clareza ou não, fica muito dificultada.

Enredo

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A escola homenageou os ciganos na avenida, mostrando toda sua cultura e história. O objetivo também foi de mostrar a questão do elo que os ciganos fazem com as outras culturas, mas sem perder a essência de seu povo. O carnavalesco focou muito na história, mostrando muitos elementos de Egito, Índia e Europa, onde o povo foi bastante perseguido nessa época. As fantasias não eram claras em sua representação, talvez pelo acidente que ocorreu com as chuvas, e a leitura ficou bastante dificultada. As alegorias eram de fácil assimilação e tinham a ver com o enredo.

Evolução

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A evolução foi muito danificada. A agremiação estava numerosa e houve muita dificuldade com a condução dos carros alegóricos, o que culminou na presença de buracos, principalmente em frente ao recuo de bateria, ocorreu ao menos três problemas desse tipo. Apesar de ter fechado antes dos 65 minutos, a escola teve que correr muito, no minuto 45 a última alegoria estava entrando na pista ainda, e obrigou a escola a entrar em uma correria absurda, são duas penalizações graves que ocorreram no campo de visão dos jurados.

Samba-Enredo

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O samba se destaca mais por sua letra, que é bem explicativa e retrata o enredo de forma correta. O intérprete Daniel Collete, que desfilou comemorando 20 anos de carnaval em São Paulo, teve uma apresentação boa, incendiou a comunidade principalmente na concentração, com suas palavras de motivação, mas na pista a escola não respondeu à altura.

Fantasias

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Era notório que as fantasias estavam bastante danificadas pelo acidente que ocorreu com as chuvas, os materiais usados eram precários. As vestimentas também não explicavam de forma clara o que os setores queriam mostrar, mas apesar de todos os problemas, o aspecto positivo foi a questão da coloração, a escola apostou em um desfile bastante colorido, o que deu um bom aspecto visual. Vale lembrar que as fantasias danificadas foram enviadas aos jurados e não serão julgadas.

Alegorias

A escola trouxe um abre-alas com esculturas de elefantes e deus Ganesha, e logo atrás veio a representação de outros deuses indianos, com mulheres dançando nas laterais do carro, representando o templo indiano de Meenkashi. A segunda alegoria vem com dourado predominante, com esculturas de deuses egípcios e aparentemente, um faraó no topo,
simbolizando o templo do faraó Ramsés. A terceira alegoria tinha as cores vermelho e amarelo predominante, com esculturas de ciganas no topo e atrás do carro alegórico, retratando a história do povo na Europa. A quarta alegoria veio colorida, mas tinha a cor roxa predominante, este carro representava o misticismo do povo, como leitura de mãos e bola de cristal. A última alegoria é um tributo a Santa Sara, que é venerada pelos ciganos, onde teve uma escultura da santa e logo atrás do carro alegórico, vinha uma ala imensa de ciganos.

Outros destaques

Destaque para a fantasia da rainha de bateria Samara Carneiro, que tem a cor branca e é detalhada em LED.

Inocentes retrata a primeira oportunidade da carreira de Marta

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A Inocentes de Belford Roxo levou para a Sapucaí nesta noite de sábado a emocionante trajetória da atleta Marta Vieira da Silva. Sendo a maior artilheira da história da Seleção Brasileira de Futebol e detentora do título de melhor do mundo por seis vezes, Marta teve uma infância sofrida e de muitas lutas. Aos 14 anos deixou a pequena cidade de Dois Riachos, em Alagoas, e foi rumo ao Rio de Janeiro, onde conquistou sua primeira oportunidade da carreira no Vasco da Gama. Essa passagem pelo clube carioca rendeu uma ala inteira no desfile da caçulinha da Baixada.

Intitulada como “Vasco da Gama, a casa que acolheu”, a quinta ala representou essa fase tão importante da vida da jogadora. A fantasia era leve e simples, o que permitiu a evolução do componente na Marquês de Sapucaí. Parecida com um uniforme, os integrantes carregaram o preto, branco e vermelho característicos do time. Além da Cruz de Malta, o grande símbolo do clube, colocado no esplendor e em um chapéu.

inocentes vasco

Para Júlio César de Almeida, de 55 anos, é uma honra pisar na avenida homenageando seu time de coração e a jogadora Marta.

“Sou tão apaixonado que tenho tatuada a Caravella do Vasco. Para nós, vascaínos, a Marta é um ícone. Uma mulher que saiu de onde ela saiu e que conquistou o mundo. Ela deu força para a mulher em um espaço que até hoje fecha portas. O futebol feminino está avançando, mas ainda precisamos dar muito apoio para que isso avance”, disse o componente.

Feito em tempo recorde, abre-alas da Sossego traz reino encantado de Olokun para Sapucaí

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abre alassossegoA Acadêmicos do Sossego abriu o seu desfile no carnaval de 2020 com um imponente abre-alas, um dos maiores da escola desde que chegou a Série A, em 2017. Todo em azul e com várias esculturas de animais marinhos, além de seres mitológicos que habitam nas profundezas dos oceanos, a alegoria retratava o reino de encantado de Olokun, orixá considerado senhor dos mares.

Porém, quem viu o resultado na Avenida não pode sequer imaginar que o carro, assim como o desfile como um todo, foi feito em apenas 13 dias. Esse foi o tempo que a dupla de carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques teve, a partir da contratação, para executar o trabalho.

“Nós pegamos o enredo pronto e houve um tempo mínimo de entender o que estava sendo proposto. Eu entendo o enredo da seguinte forma: acaba sendo uma homenagem indireta ao grupo percussivo chamado Tambores de Olokun, que é um grupo carioca que tem duas representações. A primeira é a questão do maracatu, que está no DNA deles quanto a cores e estética; a segunda é a questão da percussão, do ritmo, do batuque, ligada a religião, ao Candomblé. Então, a gente começa com Olokun, que é um orixá pouco difundido. Costumo brincar que no ano passado, em nosso carnaval na Ponte, a gente homenageou todos os orixás, mas não citamos Olokun, que ao mesmo tempo seria pai e mãe de Iemanjá. Acho que ele convidou a gente para falar um pouquinho sobre ele”, revelou Rodrigo Marques em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, poucos minutos antes do início do desfile.

Apesar de a alegoria apresentar algumas falhas de acabamento, Rodrigo se diz contente com o resultado final do abre-alas. Para o artista, diante das circunstâncias enfrentadas, o saldo foi positivo.

“Geralmente a gente tem uma expectativa muito grande, mas eu sou realista. Dentro da dificuldade, nem na questão de dinheiro, mas de tempo de execução, eu estou satisfeito. Lógico que eu queria e nós seriamos capazes de melhorar ainda mais”, desabafou Marques.

Segundo o artista, o carnaval apresentado, mesmo feito às pressas, é superior aos anteriores da agremiação niteroiense no grupo. Tanto que Rodrigo aposta em uma quarta-feira de cinzas mais tranquila para a escola, sem riscos de rebaixamento.

“Acredito que a gente vá conseguir obter uma colocação superior, o que já seria uma vitória pra todos. Eu penso muito em etapas. Hoje a escola está postulando uma coisa e a Sossego precisa subir um pouco o degrau para, em breve, estar disputando o título. Eu tenho certeza que a escola tem condições para isso”, afirmou.

Galeria de fotos: desfile do Pérola Negra no Carnaval 2020

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Eugênio Leal analisa o desfile do Sossego

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Um milhão de foliões nas ruas do Rio de Janeiro

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O sábado reuniu um milhão de pessoas nas ruas da cidade. Só o centenário Cordão da Bola Preta levou 630 mil foliões ao Centro do Rio. Outros 57 blocos desfilam até o fim da noite. Pela manhã, muita empolgação com Céu na Terra; Amigos da Onça; Escangalha e Carrossel de Emoções. À tarde, a festa seguiu com Banda de Ipanema e Barbas, na Zona Sul, e o bloco Elymar para Pular, do cantor Elymar Santos, em Ramos, na Zona da Leopoldina.

milhao

Na sexta-feira, mesmo debaixo de chuva, quase 70 mil pessoas curtiram os blocos. Eram previstos 22 desfiles, mas por conta da chuva três não saíram. Os destaques da sexta foram o Rola Preguiçosa e Carmelitas que arrastaram 30 mil e 18 mil foliões, respectivamente. À noite, na abertura dos desfiles da série A, sete escolas atravessaram Passarela do Samba e empolgaram o público.

Onze mil turistas desembarcam no Píer Mauá

Este mês, mais de cem mil turistas chegam pelo mar em 12 transatlânticos. Entre os dias 21 e 24, o Rio recebe mais de 27 mil visitantes, sendo 11 mil apenas neste sábado de Carnaval, em quatro embarcações sendo duas delas internacionais (Buenos Aires e Montevidéu). Há previsão de uma injeção de US$ 30 milhões na economia carioca só no mês da folia. Esta já é considerada a melhor temporada de navios internacionais em 20 anos. O Rio é o destino número 1 do país no Carnaval entre os turistas e o mais bem avaliado da América do Sul. A Riotur estima que cerca de 7 milhões de pessoas curtirão a folia na cidade sendo 2 milhões de turistas.

“Esperamos 7 milhões de pessoas circulando nos 50 dias de folia. Até agora, mais de 1.6 milhão de pessoas pularam carnaval na cidade. Isso é maravilhoso para o Rio, comprovando que somos desejo entre os turistas”, ressalta Marcelo Alves, presidente da Riotur.

Dragões diverte, Mancha Verde impressiona e são destaques em noite de atrasos no Anhembi

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Beirava as 08h30 deste sábado de carnaval quando a X-9 Paulistana encerrava  primeira noite de apresentações do Grupo Especial em São Paulo. O horário se explica pelos longos atrasos, que somados passaram de um hora, na dispersão dos desfiles justamente dos destaques da noite no Anhembi.

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Cotadas como favoritas à disputa do título, Dragões da Real e Mancha Verde, que desfilaram uma depois da outra, comprovaram na pista este favoritismo e deixaram a pista de desfiles como as únicas capazes de de fato serem aclamadas campeãs na terça-feira de carnaval. As demais agremiações ou decepcionaram ou deixaram seus torcedores bastante preocupados.

Barroca Zona Sul

A Barroca Zona Sul foi a primeira agremiação a desfilar na noite desta sexta-feira de carnaval no Sambódromo do Anhembi, abrindo os caminhos para as duas noites de apresentações do Grupo Especial de São Paulo. Vice-campeã do Acesso 1 em 2019, o Barroca apresentou-se com o enredo ‘Benguela… a Barroca clama a ti Tereza!’. A escola enfrentou problemas em seu módulo visual e encerrou seu desfile em cima do tempo máximo permitido, mas teve de lidar com uma caótica dispersão.

Tom Maior

Nesta sexta-feira, a Tom Maior realizou seu desfile para o carnaval de 2020. A escola veio numerosa e sofreu no quesito evolução. Algumas alas não se entendiam e alguns componentes se esbarravam. Outro ponto negativo foi a correria no final, a escola por pouco não estourou o tempo e passou no limite. A comissão de frente foi o quesito destaque. Os integrantes fizeram uma apresentação forte, onde falaram sobre o preconceito e a importância de resistir e lutar contra ele. A harmonia foi outro destaque, que repetiu o canto com clareza em seu desfile. A comunidade de Sumaré se apresentou em 65 minutos com o enredo “Coisa de Preto”.

Dragões da Real

Terceira escola de samba a desfilar pelo Grupo Especial da noite de sexta-feira, a Dragões da Real evoluiu o nível técnico de desfiles, apresentou um canto consolidado, alegorias com riqueza de detalhes e movimentação humana, além da comissão de frente que cativou pela interação constante com o público. No quesito evolução, a escola apresentou algumas falhas no padrão de andar dos componentes. Por fechar os portões com 65 minutos, a escola acelerou as últimas alas.

Mancha Verde

Na noite desta sexta-feira, a atual campeã do Grupo Especial, Mancha Verde, realizou seu desfile para este carnaval. A escola mostrou um belo desempenho em todos os quesitos e setores, como era esperado. O módulo visual da escola se destacou, tendo alegorias com esculturas belas e realistas. A agremiação também mostrou um compilado de fantasias luxuosas, recheada de plumas e integrantes com maquiagens perfeitas, nas alas em que teve o recurso. Assim como nos ensaios, o samba da escola fluiu bem e os componentes cantaram com clareza, também mostrando muita organização em na evolução. Contudo, a escola foi perfeita, como era desejado pela diretoria, e brigará novamente pelo título. Houve um problema com os cronômetros da pista e não deu para ver exatamente o tempo em que a Mancha Verde cruzou a pista. A agremiação foi para a avenida com o enredo: “Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem”. Nem a uma hora de atraso causada pelo problema das alegorias da Dragões na dispersão desanimou a comunidade sedenta pelo bicampeonato. Mesmo sendo apenas o quarto desfile deste ano, para ser campeã uma escola vai ter que superar o que a Mancha fez essa madrugada no Anhembi.

Tatuapé

Bicampeã do carnaval de São Paulo, a Acadêmicos do Tatuapé foi a quinta agremiação a desfilar no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. O módulo musical foi um destaque do desfile. A ala musical apresentou variedade de arranjos, a bateria mostrou com eficiência na realização das bossas e escola cantou com um volume considerável durante grande parte da passagem da escola. A Tatuapé encerrou seu desfile com 61 minutos.
A escola optou por iniciar o samba com portões fechados, e só depois da segunda passagem, o desfile se iniciou oficialmente. Madrinha da escola, a Leci Brandão abriu o desfile com muitas saudações ao público.

Império de Casa Verde

Já amanhecendo, a Império de Casa Verde, realizou seu desfile no carnaval de 2020. O ensaio foi marcado pelo imponente abre-alas que a agremiação prometeu colocar na avenida. As fantasias luxuosas foram outro destaque, recheada de plumas e objetos que dão efeitos especiais. O intérprete Carlos Júnior teve outro ano de brilho no Anhembi, e até pela longevidade e demais qualidades, pode ser considerado um dos melhores puxadores de samba paulistano. A harmonia da escola foi um ponto negativo, alas de setor 2 e 4 respectivamente, não mostraram entrosamento com o samba. A previsão para o carnaval de São Paulo era de chuva a noite inteira, mas não ocorreu, só foi chover quando a bateria da Império estava saindo do recuo, entretanto não interferiu negativamente no desfile, já que a comissão de frente e o casal que mais sofreriam com isso, já tinham se apresentado. A agremiação levou para a avenida o enredo “Marhaba Lubnãn”, uma homenagem ao Líbano, e fechou o desfile com 62 minutos.

X-9 Paulistana

Última escola de samba a desfilar na noite de sexta-feira, a X-9 Paulistana apresentou problemas que podem ameaçar a permanência no Grupo Especial. No começo do desfile, a agremiação adotou um andar lento, e no momento final precisou correr pra fechar os portões com tempo confortável. A segunda alegoria estava com o eixo quebrado e prendeu a escola ainda mais na avenida. A falta de acabamento nos detalhes das alegorias e esculturas com pequenos defeitos podem prejudicar também. Mesmo com o susto, a X-9 Paulistana fechou os portões com 63 minutos.