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Professora da rede pública do Rio de Janeiro é destaque em alegoria do Império da Tijuca

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As “Quimeras de um eterno aprendiz” do Império da Tijuca chamaram a atenção de diversos novos componentes para a escola. Um deles foi a professora Cláudia Nunes, de 49 anos. Ao saber do tema escolhido para o carnaval 2020, ela fez questão de desfilar na escola. Para a estreia ser em grande estilo, Claudia optou pelo terceiro carro da verde e branca “Utopias de um Império do saber”.

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A alegoria exaltava a contribuição do Império para o ensino, educação e a cultura no Brasil.

“Eu desfilei como colombina da sabedoria. Sou professora da prefeitura do Rio e me senti convidade para participar desse desfile. A luta pela educação é parte da minha história. Eu não poderia ficar de fora”, contou a professora.

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Também no mesmo carro, a destaque Renata Sales, 25 anos, se sentiu tocada pela mensagem da escola no quesito educação. “Nossa educação precisa ser prioridade no país. O conhecimento é o que a gente traz de mais importante na nossa vida e transmite para as novas gerações”, explicou.

Ambas estavam acompanhadas no carro por uma figura especial: um anjo do saber. A escultura trazia uma mensagem de inclusão, respeito e esperança. Em suas mãos, um livro com mensagens escritas por crianças da própria comunidade do Morro da Formiga.

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Samba rouba a cena em desfile problemático da Unidos de Bangu

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Por Diogo Sampaio. Fotos: Allan Duffes e Nelson Malfacini

Em uma noite de grande desempenho do intérprete Igor Vianna, o samba-enredo foi o principal destaque da apresentação da Unidos de Bangu, que enfrentou problemas em quase todos os quesitos. A vermelha e branca foi a terceira escola a desfilar e apresentou o enredo “Memórias de um Griô: a diáspora africana numa idade nada moderna e muito menos contemporânea” em 52 minutos.

Comissão de Frente

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Intitulada de “Meu sangue é a retinta majestade e em meus braços não pesam mais correntes”, a comissão de frente assinada pelo coreógrafo Vinicius Rodrigues trazia um griô como personagem principal e retratava o processo de colonização europeia no continente africano. Bastante teatralizada, a apresentação tinha seu momento principal quando o colonizador branco europeu, representando pela figura de um capaz, “sugava a alma” do negro escravizado, que voltava a vida através do griô, amparado pela força de três orixás. No entanto, apesar do ápice, a reação do público variou entre tímida a nenhuma. Além da falta de impacto junto ao público, a comissão de frente deve perder alguns décimos na segunda e terceira cabine de jurados.

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Durante a apresentação no módulo dois, o chapéu de um dos integrantes caiu logo no início, permanecendo no chão até o fim. Ainda na mesma cabine, antes de encerrar, outro componente também perdeu a cabeça da fantasia. Já na terceira cabine de julgamento, como forma de contornar o problema, todos os integrantes da comissão se apresentaram sem o chapéu.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Em seu segundo ano no posto de primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Bangu, a dupla Anderson Abreu e Elisa Xavier veio simbolizando a exuberância da savana, com uma indumentária de materiais simples e baratos, como a palha. Durante a apresentação para o módulo dois, a parte de cima da fantasia de Elisa começou a soltar da saia, o que evidenciou os problemas de acabamento da roupa.

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Com uma dança de passos lentos e bastante coreografada, o casal também teve problemas de sincronia. Na primeira cabine de jurados, em um dado momento da apresentação, Elisa estendeu a mão para Anderson que só respondeu segundos depois.

Harmonia

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Apesar dos diversos problemas de evolução, a harmonia da Unidos de Bangu foi uma constante positiva durante a passagem da escola. Mesmo correndo, os componentes não deixaram de cantar o samba e demonstrar empolgação com a obra.

Enredo

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Com a proposta de narrar a história do continente africano, sob o ponto de vista de seu primeiro habitante, um griô, a escola quis retratar com seu enredo as consequências da colonização do branco europeu, que originou males que perduram até os dias de hoje, como a desigualdade e o preconceito. Entretanto, o conjunto visual da agremiação não conseguiu passar com clareza a mensagem. No caso do terceiro setor da agremiação, nem mesmo com o roteiro de desfiles em mãos era possível ter uma completa leitura do que estava sendo representado pelo desfile.

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Além disso, o tripé “Realeza Conga”, que constava no roteiro de desfiles, não passou pela Avenida e deve acarretar no desconto de alguns décimos no quesito.

Evolução

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O quesito foi um dos mais problemáticos da vermelha e branca. Com um ritmo muito lento no início, a comissão de frente só chegou ao terceiro módulo de jurados aos 30 minutos de desfile. Em seguida, com receio de ultrapassar o limite máximo de 55 minutos, a escola acelerou o passo do meio para o fim da apresentação. Devido a correria, diversos clarões surgiram entre uma ala e outra, além de grandes espaçamentos dentro delas.

Samba-Enredo

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A obra assinada por Dudu Senna, Diego Nicolau, Richard Valença e companhia teve bom desempenho na Avenida, graças a excelente performance de Igor Vianna em sua estreia no microfone principal da agremiação. O cantor foi o grande ponto alto do desfile, mantendo o rendimento do samba durante toda a apresentação.

Fantasias

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Em sua estreia na Marquês de Sapucaí, o carnavalesco Bruno Rocha trouxe um conjunto de fantasias criativo, com o uso de muitos materiais alternativos. Um dos principais destaques fica para ala 01, intitulada “Reino do Congo”, que apostou em um costeiro feito de macarrão de piscina, uma solução barata que funcionou visualmente e deu volumetria ao figurino.

Alegorias e Adereços

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As alegorias da Unidos de Bangu, diferentemente das fantasias, foi um dos destaques negativos da apresentação. Os carros, de materiais pobres e de difícil leitura, tiveram diversos problemas de acabamento nas esculturas.

Outros Destaques

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A passagem de Darlin Ferrattry, mãe da cantora Lexa, despertou a atenção do público e roubou a cena na passagem da agremiação. Em sua estreia como rainha de bateria, Darlin demonstrou simpatia, além de entrosamento com os ritmistas.

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Torcedores da Imperatriz se emocionam com reedição e afirmam que rebaixamento serviu para repensar

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O baixo rendimento da Imperatriz Leopoldinense no Grupo Especial em 2019 culminou com o rebaixamento da escola para a Série A. O decesso fez com que a verde e branco de Ramos repensasse seus ideais e olhasse para o futuro, sem esquecer de seu passado. Passado esse que foi trazido de volta para o desfile de 2020. Reeditando 1981, que originalmente era “O Teu Cabelo Não Nega” e foi editado para “Só dá lálá”, a agremiação apostou todas suas fichas no atual campeão da elite carioca, Leandro Vieira, e deu carta branca para o artista trabalhar.

Se o carnavalesco e a diretoria tinham a intenção de emocionar os gresilenses, conseguiram. Viu-se uma escola alegre e leve, com componentes satisfeitos do que viam passar pela Sapucaí. Patrícia Tito, que desfilou pela primeira vez na ala das baianas, afirmou estar contente com o que foi apresentado.

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“A Imperatriz é a escola do meu coração desde criança. Tem cinco anos que desfilo em alas, mas agora nas baianas é outra sensação. Quem ama a Imperatriz sabe o quando foi doído ver a escola desfilar como foi em 2019. Esse ano vamos voltar ao nosso lugar de origem. Nossa roupa estava linda, todas ficamos muito satisfeitas e acreditando num recomeço”, desabafa a torcedora emocionada.

Na tradicional velha-guarda da Imperatriz a emoção também imperou. Dona Geilse Ramos, de 73 anos, explicou que as dificuldades enfrentadas em 2019 serviram de aprendizado para que a escola pudesse voltar aos seus dias de glória.

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“Chegou a hora de lavar a alma. Vamos voltar ao especial com muita luta, força e coragem. A sensação ao ver a escola na dispersão é de dever cumprido”, revelou Geilse.

Membro de uma das alas de compositores mais consagradas do carnaval, Izaquiel Batista, 48 anos, afirmou que todos os ensaios em Ramos valeram a pena.

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“Ensaiamos muito e estamos preparados pra voltar. Temos um carnavalesco excelente, o presidente da nossa ala nos incentivou, todos diretores de harmonia trabalharam o tempo inteiro com os componentes. Viemos empolgados do início ao fim. Para melhorar ainda tivemos a volta de Preto Joia e a estreia da Iza”, finalizou entusiasmado.

Baianas da Sossego se tornam sacerdotisas marinhas com fantasia repleta de detalhes

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Abrindo o desfile da escola do Largo da Batalha com a força dos rios, chuvas e riachos, as matriarcas representavam as “Sacerdotisas marítimas”. A fantasia das baianas se destacava pela predominância do pano branco e no bordado da saia. Com tons dourados e roxos se alternando nas extremidades, dando um brilho e bailado diferente no momento do giro.

As baianas também possuíam um acessório de cabeça com muito brilho, conchas e penas num degrade do rosa para lilás. Além disso, na parte das costas apresentava-se um grande laço na cor prateada com penas nas cores verde, amarelo e rosa.

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Roseli Martins, torcedora ferrenha da azul e branco, afirmou que a fantasia cumpria o que estava no enredo.

“A fantasia estava ótima para o giro, ainda mais que o tempo abriu e não estava chuvoso. Quando a Sossego entra na avenida, é Niterói que entra junto com ela”, disse Roseli.

A torcedora Marinete Souza concordou com a companheira de ala. “É a terceira vez que desfilo e foi maravilhoso. A fantasia estava perfeita e achei belíssima. Não tivemos problema nenhum, isso é ótimo”, completou.

Na estreia de Paulo Barros, Gaviões da Fiel leva alegorias fantásticas para a avenida e entra na briga pelo título

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Gavioes desfile2020 151Terceira escola a desfilar no sábado de carnaval, a Gaviões da Fiel fez uma ótima apresentação diante do público, que deu uma recepção calorosa a escola, com bandeirinhas e um canto forte. O destaque da noite foi o conjunto alegórico, todos tinham vida e interagiam com os espectadores, e a última alegoria que fazia uma homenagem aos cinquenta anos da escola fez o público delirar, que respondeu com gritos e aplausos. A cada momento em que o carro alegórico passava nos setores, a torcida cantava o samba mais forte e teve gente que chegou a chorar. A escola terminou o desfile satisfeita, com muita festa, com o sentimento de que com certeza foi o melhor desfile dos últimos anos. Aparentemente o fator Paulo Barros deixou a comunidade em êxtase, todos abraçaram o projeto e deram um show na avenida, o carnavalesco deu seu cartão de visitas no carnaval de São Paulo. A Gaviões da Fiel levou para a avenida o enredo: “Um não sei que, que nasce não sei onde, vem não sei como e explode não sei porquê”. A agremiação terminou seu desfile com 63 minutos.

Comissão de frente

Gavioes desfile2020 035A ala veio representando o clássico Romeu e Julieta, com os integrantes se cruzando e interagindo com o público a todo momento na avenida. Os personagens que representavam Romeu, vieram vestidos com uma capa, que durante a coreografia, elas são removidas. As componentes que representam Julieta, usam vestidos. Tanto as fantasias de Romeu, como de Julieta, estavam na cor preta e cinza, e o elemento alegórico, um castelo, também é na cor cinza e os detalhes são perfeitos. Vale ressaltar que em alguns momentos, alguns componentes pegavam fogo, significando a chama da paixão.

Mestre-sala e porta-bandeira

Gavioes desfile2020 050Wagner Lima Gabi Mondijan, que fizeram seu primeiro desfile juntos, teve uma boa apresentação frente às torres dos jurados, executando a apresentação dentro do samba, estendendo o pavilhão para a cabine. Apesar do forte vento em determinados momentos, a porta-bandeira conseguiu controlar tal dificuldade. O mestre-sala executou a dança rápida a todo momento e foi muito bem na parte da finalização dos movimentos.

Harmonia

Gavioes desfile2020 187A escola teve um ótimo desempenho no quesito. Os componentes explodem no samba no refrão principal, na parte ‘canta Gaviões’. Destaque também para o intérprete Ernesto Teixeira, que contribuiu bastante para o êxito do quesito, pois em vários momentos, joga o samba para comunidade cantar, e a percepção de clareza das alas fica mais fácil. Vale destacar que todas as alas, sem exceção, até as coreografadas e das alegorias, cantavam o samba alto e com clareza, e de fato foi um dos quesitos destaque nesta última noite.

Enredo

Gavioes desfile2020 055A proposta da escola foi falar sobre o amor, em todos os tipos, e questionar de onde vem esse sentimento, e porque acontece, como o fato de nos apegarmos às pessoas facilmente. E nada melhor do que usar o clássico Romeu e Julieta para retratar o que foi o tema. Fantasias bem elaboradas retrataram facilmente o que é o enredo. As alegorias também retrataram bem a proposta, como Lampião e Maria Bonita, o filme King Kong, entre outros. Os elementos cenográficos tanto no chão, como nas alegorias, explicaram o enredo de uma melhor forma, como no primeiro carro, a água barrenta fazendo alusão à criação do homem.

Evolução

Gavioes desfile2020 167A escola pecou em alguns pontos, pois houve alguns buracos na visão dos jurados, e até desentrosamento entre determinadas alas, formando buracos entre elas. Foi o único quesito da noite em que a agremiação teve um certo problema. A entrada na bateria foi correta, as alas rapidamente preencheram bem o espaço deixado na pista. No geral, o desempenho no quesito foi mediano, pode haver algumas punições, mas também teve acertos em que seria difícil

Samba-enredo

Gavioes desfile2020 085O samba da agremiação é aquele famoso ‘chiclete’, que pega na comunidade, principalmente os refrões. A parte do ‘canta Gaviões’ foi muita bem pensada pelos compositores, pois foi entoado fortemente na pista e nas arquibancadas.

Fantasias

Gavioes desfile2020 052A agremiação apostou em bastante costeiros com plumas, mas em algumas alas, os detalhes da parte de baixo foram feitos de materiais que não se comparam às plumas usadas em quase todas as vestimentas. O destaque vai para as vestimentas das alegorias, com detalhes perfeitos, beirando a realidade. Com certeza o público olha aquilo e já identifica o que é, como as fantasias da terceira alegoria, que representavam Lampião e Maria Bonita.

Alegorias

Gavioes desfile2020 168A primeira alegoria representa a criação do homem, com uma encenação onde os componentes ficavam debaixo de uma água barrenta, A segunda alegoria faz alusão aos amantes borboletas. A terceira alegoria retrata o clássico do nordeste Lampião e Maria Bonita, com esculturas de cavalos, onde os personagens estavam montados em cima. No topo, havia um grupo de encenação representando a história. O quarto carro alegórico simboliza o amor pelos gorilas, que lembra o filme King Kong, que é o amor entre o gorila e uma mulher. A quinta alegoria homenageia a própria escola, fazendo alusão ao cinquentenário da agremiação, na frente há quatro troféus que é a quantidade de títulos da escola, e também há pessoas coreografando, com fantasias que, em movimento, dá um belo efeito visual. O momento principal é quando desce um bandeirão da escola e a explosão de papéis picados, que leva o público ao delírio. No geral, o conjunto alegórico da escola foi ótimo na execução e na prática.

Outros destaques

A arquibancada inflamou. A torcida fazia movimentos com as bandeirinhas para frente e para trás, o que dava um aspecto visual sensacional.

Galeria de fotos: desfile da Gaviões da Fiel no Carnaval 2020

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Marta é exaltada como ‘Rainha do Futebol’ encerrando o desfile da Inocentes de Belford Roxo

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A fim de homenagear a jogadora Marta e exaltar sua paixão e dedicação ao esporte, a Inocentes de Belford Roxo fechou seu desfile com o carro “Embaixadora da ONU, o Brasil te abraça”. Com ele, enalteceu a vida e história da jogadora e seus prêmios conquistados, levando ao público e aos jurados um pouco da relação de amor de Marta com a profissão e toda a sua dedicação ao fincar suas chuteiras em um gramado.

A alegoria ressaltou também a nomeação da homenageada como ‘embaixadora global da Boa Vontade para meninas e mulheres no esporte’, título dado pela ONU (Organização das Nações Unidas) às mulheres que contribuem para o empoderamento feminino e a igualdade de gênero. Mulheres essas, que como Marta, servem de inspiração para diversas meninas que sonham com o sucesso no esporte.

A intitulada ‘deusa Marta’ atravessou a Avenida no centro desta alegoria, representando a rainha do futebol junto de outros destaques que vieram como os ‘reis do futebol’, todos com uniformes da seleção brasileira estilizados e carnavalizados com muito brilho e cores vivas, como conta Alex Oliveira, integrante do carro e que já está há três anos na escola como destaque. Ao site CARNAVALESCO, ele afirmou estar feliz e honrado de poder desfilar em um carro que gostou muito e o mesmo veio Marta.

“Achei o enredo muito bom e que para o nosso cenário atual tem uma grande relevância ao falar de uma mulher, jogadora de futebol em uma sociedade com tantos preconceitos. É mesmo uma honra estar aqui compondo este desfile, e ainda mais, no mesmo carro em que ela vem. Nós iremos representar os reis do futebol e ela a rainha do futebol, e esse carro representa realmente isso, toda a beleza que tem não só no futebol como também no carnaval. Gostei muito do carro, quando ele começa a acender fica ainda mais bonito, ele mudará de cor entre o verde, amarelo e azul” destacou o desfilante.

O destaque em estética deste carro ficou por conta do espelhado que mudava de cor ao ser iluminado na Avenida, mesclando o azul, verde e amarelo, cores da bandeira brasileira. O carro é de uma estrutura grande e com cores vivas e cintilantes de azul, dourado e verde bem ressaltados. Ao seu redor possuía bolas de futebol como estruturas e coroas em seu topo, local onde os destaques ‘reis do futebol’ vieram e, uma chuteira gigante dourada no topo. Mesmo que o material pareça mais artesanal o detalhamento e bom acabamento da alegoria elevam a sua qualidade, assim como nos detalhes da parte inferior da alegoria e as bandeiras do Brasil na parte superior, criam, assim, a temática e a estética necessária ao enredo.

Júlio Pellegrini, que veio no carro e, já desfila há três anos na escola, falou sobre a importância da alegoria que representava o elo direto de Marta com o futebol, assim como o a consolidação de vida de uma pessoa que veio da pobreza e através de seu talento conseguiu superar todas as dificuldades.

“O que eu acho bem importante é porque a gente vem falando aqui da parte do futebol em si, o que realmente transformou a vida dela. Mas o futebol é só uma parte do que a Inocentes vem trazendo, o que a escola pretende é mostrar a vida de alguém que veio de uma dificuldade muito grande, de uma condição de vida difícil e que através do futebol se superou e é um exemplo de mulher para muita gente”, declarou o desfilante.

Outro componente do carro, Lúcio Panza, ressaltou a relevância do enredo e da alegoria em que desfilou. Antes de pisar na Avenida contou que estava ansioso para seu primeiro desfile nesta escola.

“A luta da Marta é a luta do povo, é a nossa luta diária, do trabalhador. Ela veio do nordeste com todas as dificuldades, venceu a pobreza e as secas,então ela é a representação de tantas pessoas, do povo brasileiro. O carro está bem bonito, eu gostei bastante de todos os detalhes que estamos vendo aqui” contou.

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