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Viradouro emociona em seu primeiro ensaio de rua com ‘paradão’ da bateria e performance do casal Julinho e Rute

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A Viradouro transformou a noite do último domingo em pura emoção na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. No primeiro ensaio de rua rumo ao Carnaval 2026, a Vermelho e Branco do Barreto mostrou toda sua força e organização ao fazer um treino vibrante e tecnicamente muito correto. Os grandes destaques foram o “paradão” poderoso da bateria “Furacão Vermelho e Branco” e a performance arrebatadora do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, que mais uma vez deram uma aula de dança e elegância. A escola se prepara para contar, no próximo desfile, o enredo “Pra cima, Ciça”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. Ela será a terceira a desfilar na segunda-feira de carnaval.

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Harmonia e Samba

Um dos sambas mais elogiados do ano encontrou terreno fértil na voz de Wander Pires. O intérprete deu show na condução da obra, carregada de emoção e poesia, exaltando a trajetória de mestre Ciça. O carro de som, sob a direção musical de Hugo Bruno, manteve o alto nível técnico e a perfeita sintonia com os ritmistas e o canto das alas. Durante o “paradão” da bateria, a resposta da comunidade foi arrebatadora: o canto das alas se elevou. Era possível ver o brilho nos olhos dos componentes, muitos reverenciando o ídolo que dá nome ao enredo. O canto das alas esteve firme e afinado na maior parte do ensaio. Em alguns pontos, a intensidade caiu, algo natural para o primeiro treino de rua. A Viradouro reafirmou seu altíssimo padrão de conjunto e a potência emocional.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Julinho e Rute desafiam a lógica do tempo. Como um vinho de safra inesquecível, a dupla parece melhorar a cada ano e o público na Amaral Peixoto pôde comprovar isso de perto. O casal dançou demais: técnica refinada, elegância inabalável e uma cumplicidade que transforma o gesto em poesia.

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Ainda sem revelar a coreografia oficial, Julinho e Rute apresentaram o pavilhão para os dois lados da pista, numa simulação das “cabines espelhadas” que serão novidade no Carnaval 2026. Foi uma performance arrebatadora, aplaudida de ponta a ponta. Cada movimento tinha propósito e emoção. A tradução perfeita do amor que ambos têm pela arte de defender o pavilhão.

Evolução

A Viradouro, mais uma vez, mostrou por que é referência em organização e desempenho técnico. A escola desfilou com segurança e fluidez, preenchendo a larga pista da Amaral Peixoto com alegria e vibração. A contou com boa movimentação das alas e sintonia entre os setores.

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O trabalho na entrada e saída do recuo da bateria foi impecável. Detalhista como sempre, a direção de carnaval da Viradouro segue inovando: foi a primeira escola a levar para os ensaios de rua um praticável para que os diretores de harmonia observem o desfile do alto, simulando a visão dos julgadores. Além disso, o local das “cabines” já estava demarcado, mais uma amostra da seriedade e da metodologia de trabalho da escola de Niterói.

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Outros Destaques

As musas brilharam com intensidade e carisma. Todas muito bem vestidas, com figurinos representativos e repletas de samba no pé, mostraram que a beleza na Viradouro é acompanhada de muita atitude e entrega.

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A ausência da rainha de bateria, Juliana Paes, foi sentida, mas a atriz já é esperada para o próximo ensaio de rua. Em contrapartida, mestre Ciça, homenageado e comandante da “Furacão Vermelho e Branco”, foi o centro das atenções. À frente de seus ritmistas, ele mostrou porque é lenda viva do carnaval: co “paradão” foi executado com precisão e alma. O som poderoso ecoou pela Amaral Peixoto e fez o público vibrar.

Carregada no dendê, a Portela volta à rua com o canto quente da comunidade

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O samba ecoou ainda mais forte na Estrada do Portela. Na noite do último domingo, a Portela abriu a temporada de ensaios de rua e fez vibrar Oswaldo Cruz e Madureira. A comunidade cantou em coro o samba de 2026, guiada pela voz melodiosa e presença generosa de Zé Paulo Sierra, novo intérprete da escola. Com uma comissão de frente que demonstrou vitalidade e precisão nos movimentos e o casal de mestre-sala e porta-bandeira evoluindo com cumplicidade, a escola inaugurou um novo capítulo de sua centenária história. Em 2026, a azul e branco levará à Sapucaí o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, assinado pelo carnavalesco André Rodrigues. A Portela será a terceira escola a desfilar no domingo de varnaval.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente da agremiação, Júnior Escafura, avaliou o primeiro treino da temporada. “Estou muito feliz com esse primeiro ensaio, porque a gente olha e vê o componente satisfeito, berrando o samba, evoluindo, brincando. É isso que a gente quer: uma Portela solta, alegre, divertida, carregada no dendê. Acho que a Portela nunca tinha saído tão cedo, geralmente a escola vem para a rua entre o meado e o fim de novembro, mas antecipamos o nosso planejamento para que a gente possa fazer um Carnaval grandioso como a Portela”, declarou Escafura, que assumiu a presidência da escola em maio.

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Sobre a atual fase da agremiação, Escafura enxerga um movimento de resgate da raiz e de modernização da maior campeã do Carnaval. “Não sei se seria uma nova Portela, acho que pode ser que seja a velha Portela. A escola está resgatando a sua essência, a sua raiz, mas sem perder a modernidade. A Portela tem fala de ser a escola que emociona. A gente quer emocionar e ao mesmo tempo ter aquela energia de escola que briga pelo título”.

Comissão de frente

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Com a coreografia de Cláudia Mota e Edifranc Alves, a comissão de frente da Portela abriu o ensaio de rua com energia contagiante e movimentos precisos. O grupo apresentou uma performance que mesclou a dança dos orixás com gestos coreográficos inspirados no refrão principal, como o braço na parte que se canta “carregada no dendê” e o movimento das mãos evocando a coroa de Bara. Essa fusão entre gestualidade sagrada e popular foi executada com o samba na ponta da língua, cantado com força e entrega, equilibrando presença cênica e participação comunitária.

Mesmo sem apresentar ainda a coreografia oficial, Mota e Alves já deixaram ver a preocupação com a cabine espelhada do novo modelo de julgamento. A coreografia incluiu aberturas de roda, giros e interações que dialogavam com o público dos dois lados da rua, sinalizando uma encenação pensada para os dois lados da Sapucaí. Vitalidade, precisão e diálogo com o público marcaram a apresentação, um dos quesitos mais vibrantes da noite.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal Marlon Lamar e Squel Jorgea mostrou, no primeiro ensaio de rua, uma dança marcada pela cumplicidade e sintonia. Os dois evoluíram com leveza e presença, deixando transparecer o resultado de um trabalho de estudo e preparação contínua. A cada giro e entrelaçamento de braços, o casal parecia reafirmar o elo de confiança que sustenta a condução do pavilhão portelense.

Se a comissão de frente trouxe o refrão principal em seus movimentos, o casal dialogou com outros momentos do samba, incorporando gestos que traduzem musicalidade e ancestralidade. No trecho que evoca o terreiro e a fé nos orixás, Marlon e Squel saúdam o chão da Estrada do Portela. Uma apresentação elegante, que fez do pavilhão um símbolo vivo da espiritualidade e da memória portelense.

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Squel destacou a dimensão técnica dos ensaios de rua no processo do casal: “A rua é sempre um grande ensaio. Um grande teste. É aqui que a gente alinha tudo: o canto, a evolução, acerta detalhes, vê o que pode e o que não pode. Hoje foi um primeiro grande teste para a gente. Agora sai daqui, vai estudar os vídeos, ver o que deu certo, o que não deu, o que pode melhorar, o que precisa mudar. Hoje aqui é o grande teste”.

Para Marlon, é na rua que o carnaval começa a pulsar de verdade. “Eu começo a sentir que o Carnaval está chegando quando a gente volta pra rua”, afirmou o Mestre-sala, que define Madureira como “a capital do samba, o lugar onde tudo pulsa, onde o povo faz o Carnaval acontecer”. Ele vê o ensaio de rua como um reencontro entre a comunidade e a águia portelense: “Estar aqui é me sentir em casa, é o encontro mais simbólico entre a comunidade e a nossa águia”. Sobre o trabalho apresentado, Marlon destacou que o casal levou “o corpo da coreografia, ainda com coisas para aprimorar, mas já mostrando um pouco do grande espetáculo que queremos levar pra avenida”. E concluiu: “Vai ser um ano emocionante, de muita dança, ancestralidade e criatividade. Uma Portela viva, quente, carregada no dendê”.

Harmonia e Samba-Enredo

O primeiro ensaio de rua evidenciou um dos maiores trunfos da Portela neste início de temporada: o canto forte e vibrante de sua comunidade. A voz azul e branca tomou conta da Estrada do Portela com potência e emoção, especialmente nos refrões do samba, entoados com intensidade e alegria, como em “Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar”. No decorrer do samba, há uma leve queda no volume, mas o canto segue presente, demonstrando que o samba de 2026 já está bem trabalhado na boca do portelense.

O destaque da noite foi o novo intérprete, Zé Paulo Sierra, que conduziu o ensaio com generosidade e carisma. Com uma postura afetuosa, Zé Paulo dialogou com a comunidade. Em certo momento, convidou os moradores dos prédios da Estrada do Portela a acenderem e apagarem as luzes de seus apartamentos, fazendo com que os edifícios piscassem. As luzes piscando dos prédios sintetizaram a acolhida da comunidade e marcaram o início de uma nova relação entre cantor e escola.

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Em um momento em que a Portela ainda vive o luto pela perda de Gilsinho, sua maior referência de voz, Zé Paulo chega com humildade e serenidade, conquistando espaço pelo afeto e pela presença.

“Tudo é muito novo pra mim. Sou um privilegiado por estar aqui, vivendo esse momento. O Gilsinho era um irmão, um baluarte do samba. Nada disso estaria acontecendo se ele estivesse aqui. Então vivo cada segundo como se fosse o último, com respeito, com gratidão e com amor à Portela”, declarou Zé Paulo.

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Evolução

Com um trajeto menor, devido à realização da Feira das Yabás nas proximidades da Portelinha, a Portela fez seu primeiro ensaio de rua para 2026. A passagem mais curta, porém, não diminuiu o brilho da noite, apenas reforçou um ponto fundamental para o desenvolvimento da escola: a necessidade de fluir. A Portela precisa evoluir de forma mais leve e natural, permitindo que o componente se sinta à vontade para brincar, cantar e dançar, sem rigidez.

O samba já está na boca do portelense, o canto vem forte e espontâneo. O desafio, agora, é transformar esse canto em movimento. Deixar que o samba se corporifique e guie o passo da escola, para que a alegria conduza a evolução.

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Alguns fatores externos, no entanto, ainda interferem nesse processo: a geografia da Estrada do Portela, com suas curvas e estreitamentos, e a presença do público, que mesmo com a rua gradeada, por vezes avança sobre o espaço da escola. Encontrar essa fluidez será fundamental para que a águia voe solta e harmoniosa nos próximos ensaios.

Outros Destaques

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Entre os destaques da noite, brilhou a rainha de bateria, Bianca Monteiro, uma das presenças mais queridas da Portela. Mais do que a imponência de seu samba no pé, Bianca reafirmou o laço afetivo com a comunidade, em especial com as crianças portelenses. Durante o ensaio, sambou com as pequenas da Estrada do Portela, posou para fotos e distribuiu abraços, gestos de quem pertence ao cotidiano da azul e branco.

“Tem crianças aqui que eu peguei no colo e hoje estão sambando comigo. Estou há nove anos à frente da bateria e vejo essas meninas crescendo, se tornando parte da escola. É muito bonito ver o carinho, esse amor, essa troca. Todo dia eu rego essa relação com a comunidade, porque lidar com pessoas é regar amor e respeito. A Portela mexe com a alma das pessoas, e é com essa energia que eu quero seguir”, disse Bianca ao CARNAVALESCO.

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Outro destaque foi a presença de John Sorriso, muso LGBT da Corte do Carnaval Carioca 2026, que participou do ensaio como destaque da ala de passistas. Carismático e vibrante, John somou energia e diversidade à noite portelense, reforçando o espírito de inclusão e alegria que marca a nova fase da azul e branco.

Imperatriz ‘vive a vida’ em excelente primeiro ensaio de rua da temporada para o Carnaval 2026

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A Imperatriz Leopoldinense abriu, no último domingo, sua temporada de ensaios de rua para o Carnaval 2026 em alto nível, mostrando a mesma pegada, organização e alegria que fizeram da escola uma das principais potências dos últimos carnavais. Um ensaio que nem parecia ser o primeiro, tamanho o entrosamento dos componentes com o samba e a fluidez da evolução em todo o trecho da Rua Euclides Faria, em Ramos. A agremiação realizou um treino bastante performático, no melhor estilo de Ney Matogrosso, homenageado pela escola no enredo “Camaleônico”, desenvolvido por Leandro Vieira. A bateria, comandada por mestre Lolo, levantou os componentes e o público presente com diversas bossas, sendo outro ponto alto da noite.

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Comissão de Frente

A comissão de frente, comandada por Patrick Carvalho, apostou em uma coreografia de forte performance corporal, dança e expressões faciais, remetendo às principais facetas artísticas de Ney Matogrosso. A apresentação foi bem dividida e demonstrou grande entrosamento entre os integrantes, resultando em um desempenho de alta qualidade nas três paradas utilizadas pela escola ao longo do percurso.

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Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

Mestre-sala e Porta-bandeira

Phelipe e Rafaela vivem um momento espetacular desde que retomaram a parceria para o Carnaval 2023. Neste primeiro ensaio, mostraram que a excelência do casal segue intacta. Uma apresentação leve, limpa e contagiante, de um casal completamente entrosado, com técnica apurada em cada movimento. A performance foi marcada por naturalidade, com coreografias pontuais, especialmente no trecho “Se joga na festa, esquece o amanhã”. Um desempenho à altura de um dos principais casais da atualidade.

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Rafaela falou sobre a importância dos ensaios de rua para a escola e para o casal: “Eu particularmente gosto muito dos ensaios de rua porque a gente utiliza bastante a questão do preparo físico durante o percurso. Também é aquele termômetro do que podemos levar para a avenida. Claro que não mostramos tudo o que faremos lá, mas boa parte dos movimentos a gente traz pra rua, pois é através do termômetro da comunidade e da imprensa que conseguimos ver se estamos no caminho certo. O calor da comunidade vibrando com nosso ensaio é único, nos alimenta”, afirmou.

Evolução

Os componentes da Imperatriz seguiram à risca o recado do samba: “Se joga na festa, esquece o amanhã” e entraram na pista de ensaio como se nada mais existisse além daquele momento. Uma escola que pulsou, viveu cada segundo e matou a saudade de evoluir cantando forte e brincando. A comunidade mostrou-se ávida por estar ali, resultando em uma evolução irrepreensível durante todo o percurso, mesmo sendo o primeiro ensaio.

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Foto; Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

As alas apresentaram pequenas coreografias de mão, sem perder a naturalidade, o que contribuiu para uma escola solta e feliz. O ritmo da evolução foi linear e fluiu com naturalidade do início ao fim.

O diretor de carnaval, André Bonatte, analisou a força dos ensaios da verde e branca: “Sempre digo que os ensaios de rua têm importância em vários aspectos. A acústica é diferente da quadra, não há reverberação do som, e temos uma dinâmica de harmonia mais próxima do que encontraremos na Sapucaí. O que mais gosto é que só temos um carro de som, conseguimos perceber melhor o canto da escola. As alas mais distantes precisam cantar de verdade, e isso nos mostra os pontos fortes e os que ainda precisam de ajuste. Hoje foi uma grata surpresa para um primeiro ensaio. A cada ano, percebo mais o quanto a Imperatriz joga limpo com a comunidade. É uma escola responsável na entrega de fantasias, com uma presidente como Cátia, uma administradora incansável, e um carnavalesco como Leandro, que é obcecado pelo trabalho. Essa dedicação gera uma troca com a comunidade, e o resultado é essa entrega maravilhosa e o impacto que vimos hoje”.

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Samba e Harmonia

Se a escolha pela junção de parcerias gerou burburinho e dúvidas entre sambistas, o desempenho do samba neste primeiro ensaio dissipou qualquer questionamento. Quase todos os trechos funcionaram muito bem, com destaque para a sequência do bis “Se joga na festa, esquece o amanhã…”, seguida do refrão de cabeça “Vem, meu amor, vamos viver a vida, bota pra ferver, que o dia vai nascer feliz na Leopoldina”, que ecoou com força até o fim do ensaio, impulsionando os componentes.

Pitty de Menezes demonstrou total domínio sobre as nuances da obra e, bem acompanhado pelo carro de som da escola, conduziu o canto com categoria. O refrão do meio “Eu sou o poema que afronta o sistema, a língua no ouvido de quem censurar, livre para ser inteiro, pois sou homem com H” teve excelente rendimento.

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Foto; Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

O canto da comunidade impressionou para um início de temporada: firme, uniforme e vibrante do início ao fim. Mesmo nos trechos de menor intensidade, a escola manteve potência e emoção.

“Eu estou arrepiado. Pra mim, foi o melhor ensaio que já fiz na Imperatriz desde que cheguei aqui. Foi emocionante! A escola estava cantando antes de eu começar. A comunidade da Leopoldina desceu, veio pro ensaio e gritou o samba. E eu já avisei pra todo mundo que tinha dúvidas: esquece. Quando o samba for pra rua, esquece, está aí, na boca do povo. A prova foi o show que se viu hoje”, declarou Pitty de Menezes.

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Outros Destaques

A bateria, de mestre Lolo, trouxe diversas bossas e as executou em praticamente todas as passadas, aquecendo ainda mais o excelente ensaio. A rainha de bateria, Iza, marcou presença com simpatia e elegância. A musa Carmen Mondego brilhou à frente do primeiro setor, com muito samba e carisma. A ala das baianas surgiu com uma bonita roupa branca e cantou com empolgação.

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No fim do ensaio, uma ala bastante performática, formada por integrantes LGBTQIA+, chamou a atenção pela alegria e irreverência, com rostos pintados e figurinos coloridos, simbolizando a pluralidade da homenagem a Ney Matogrosso.

Acadêmicos de Niterói surpreende na Amaral Peixoto em seu primeiro ensaio de rua: público canta o samba e faz o ‘L’ em apoio ao enredo sobre Lula

A noite do último domingo foi histórica para a Acadêmicos de Niterói. O centro da cidade, mais precisamente a Avenida Amaral Peixoto, contou com um público entusiasmado que acompanhou o primeiro ensaio de rua da escola rumo ao Carnaval 2026. Cantando o samba com força e emoção, a comunidade niteroiense protagonizou cenas marcantes ao fazer o “L”, símbolo de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma adesão espetacular ao enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins. A Niterói abre os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2026, no domingo de carnaval.

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Harmonia e Samba

O intérprete Emerson Dias comandou um trabalho impecável à frente do carro de som. Com potência e alegria, soube dosar emoção e ritmo nos momentos certos, conduzindo a escola com energia contagiante. A arrancada foi arrebatadora e criou uma comunhão entre componentes e o público.

O samba-enredo, de autoria de Teresa Cristina, André Diniz, Paulo Cesar Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr, mostrou sua força já neste primeiro treino. O refrão principal ecoou pela Amaral Peixoto como um dos mais promissores da temporada. Para uma escola ainda jovem, o nível de canto nas alas surpreendeu positivamente: a maioria cantou com empolgação. Em alguns setores, canto ainda é necessário e deve ser aprimorado.

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Comissão de Frente

Comandada pelos coreógrafos Handerson Big e Marlon Cruz, a comissão de frente apresentou um trabalho cênico que mescla homens e mulheres, o grupo dançou com expressividade durante toda a exibição. A coreografia trouxe referências à fé, à vida dura do nordestino e à luta sindical. Em meio às performances, frases emblemáticas eram ditas pelos integrantes, como “quem tem fome tem pressa”. Não houve momentos de polêmica e nem picos de espetáculo visual. Foco esteve dentro da narrativa do samba-enredo.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Estreantes no Grupo Especial, Emanuel e Thainara demonstraram maturidade e entrosamento. Em todas as simulações nas “cabines de julgadores”, o casal mostrou postura exemplar e desenvoltura.

Thainara, um dos grandes destaques da noite, exibiu movimentos intensos e cheios de vigor. Emanuel soube valorizar e sustentar cada giro da parceira, evidenciando cumplicidade e precisão na dança. Foi uma estreia de encher os olhos e promissora.

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Evolução

O primeiro ensaio mostrou uma escola com ótimo contingente. A Amaral Peixoto, larga e desafiadora, foi totalmente preenchida pelos componentes, um sinal de organização.

As alas mantiveram boa movimentação ao longo de todo o percurso. Ainda há espaço para evoluir em vibração e fluidez, mas o desempenho geral foi bom. Na passagem pela bateria e nos recuos, não se observou buracos ou falhas, o que reforça o preparo do elenco para os próximos treinos.

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Fotos: Alberto João/CARNAVALESCO

Outros Destaques

O ensaio também foi marcado pela presença de diversos políticos. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, acompanhou a apresentação.

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As baianas ensaiaram vestindo branco e a camisa do enredo de 2026. À frente da bateria, comandada com talento por mestre Branco, a ala de passistas, vestida de azul e branco, as cores da escola. A rainha de bateria, Vanessa Rangeli trocando olhares e gestos de cumplicidade com os ritmistas.

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Camila Beatriz é coroada rainha da escola Inocentes de Belford Roxo em noite de celebração e emoção

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A quadra da Inocentes de Belford Roxo foi palco de uma noite especial, no último domingo, quando Camila Beatriz foi coroada rainha da escola. Em entrevista ao CARNAVALESCO, a nova majestade falou sobre o significado do convite, as referências que a inspiram e a responsabilidade de representar a agremiação da Baixada Fluminense. Camila contou que o convite chegou de forma natural e repleta de emoção.

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Fotos: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“Senti uma profunda alegria, pois Belford Roxo fez parte da minha história por muito tempo. Receber o convite para retornar a essa cidade como rainha da escola foi uma experiência incrivelmente feliz, e não encontro palavras para descrever minha gratidão neste momento”, declarou.

Com postura serena e confiante, a nova rainha destacou suas inspirações no mundo do samba.

“Admiro muito Paolla Oliveira e Viviane Araujo, além de acompanhar o trabalho de Carolane Silva, rainha da nossa bateria. Cada uma tem sua singularidade, e todas são admiráveis. Aprendo com cada detalhe que observo nelas”, afirmou.

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Camila exercerá um papel de destaque à frente da escola, assumindo com entusiasmo e comprometimento a missão de representar a Inocentes.

“É uma grande responsabilidade, pois representamos toda a nossa comunidade. Pretendo dar o meu melhor, com alma e muito amor”, disse, acrescentando que ainda não pode revelar detalhes de seu figurino.

“Será uma surpresa para vocês! Mas tudo indica que será algo extraordinário”.

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Sobre o momento que vive, Camila ressaltou o equilíbrio emocional e espiritual que a acompanha. “Mantenho-me em paz, com o coração tranquilo, pois coloco Deus à frente de tudo o que faço. Ele guia meu coração, e é com essa calma e paz que me preparo para que tudo seja grandioso”.

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O presidente da Inocentes, Reginaldo Gomes, também conversou com o CARNAVALESCO e explicou que a coroação de uma rainha da escola não é novidade na agremiação.

“Já tivemos outras rainhas antes. Letícia Guimarães, por exemplo, foi rainha por três ou quatro anos consecutivos, após deixar o posto de rainha de bateria. No ano passado, tivemos uma passista e uma musa como rainhas. Este ano, convidamos a Camila, que é moradora de Belford Roxo e nutria o sonho de participar desse processo. Ela está organizando uma bela festa para celebrar o momento”, destacou.

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Presidente da Inocentes, Reginaldo Gomes

Reginaldo aproveitou para comentar as expectativas para o Carnaval 2026. “Teremos um carnaval muito forte, com um bom samba e um intérprete que considero um dos melhores do Rio. Nosso carnavalesco é muito competente, e temos uma equipe pronta para levar a Inocentes de volta ao Grupo Especial”, afirmou.

A escola da Baixada foi a primeira a anunciar o enredo e também a realizar ensaio de rua. “Essa antecipação foi positiva. Começamos cedo e estamos confiantes. Esperamos ser os primeiros também no resultado final do desfile”, completou o presidente.

Vídeos: arrancada e ensaio completo da Viradouro para o Carnaval 2026

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Vídeos: arrancada e ensaio completo da Acadêmicos de Niterói para o Carnaval 2026

Vídeos: arrancada e ensaio completo da Portela para o Carnaval 2026

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Vídeos: arrancada e ensaio completo da Imperatriz para o Carnaval 2026

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Em Cima da Hora sela união de sambas na última final da Série Ouro e celebra nova era com chegada do patrono Vinícius Drumond

Por Gabriel Radicetti e Luiz Gustavo

A noite foi de celebração, emoção e recomeço em Cavalcante. Na madrugada deste domingo, já após as 5h, a Em Cima da Hora definiu o seu samba-enredo para o Carnaval 2026, a última final da Série Ouro. A azul e branca de Cavalcante optou pela junção de duas parcerias. A obra vencedora é assinada por Caio Ribeiro, Gabrielzinho, Orlando Ambrósio, Marcota de Cavalcante, Serginho Aguiar, Gabriel Simões, Alexandre Reis, Márcio de Deus, Sílvio Romai, Raphael Gravino, Camila Lúcio, Gigi da Estiva, Jorginho da Flor e Mateus Pranto.

“Emoção gigantesca. Enfrentamos gente muito grande no carnaval, que está acostumada a ganhar samba-enredo. Se sagrar campeão junto com uma parceria que eu acho top, é muito bom, é excelente, eu estou muito satisfeito. A emoção é sensacional. A gente gosta muito da melodia. A gente quis fazer uma grande gira, uma grande ladainha, uma umbanda tocada a céu aberto, porque o enredo remetia muito isso para gente”, disse o compositor Caio Ribeiro.

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Fotos: Gabriel Radicetti e Luiz Gustavo/CARNAVALESCO

A festa marcou também a reabertura oficial da quadra da escola, completamente reformada, e o lançamento de uma nova fase sob a liderança do presidente de honra, Vinícius Drumond, que foi apresentado oficialmente à comunidade e prometeu levar a Em Cima da Hora a um novo patamar. Durante o evento, a agremiação ainda fez a coroação da nova rainha de bateria, Maryanne Hipólito, além das novas musas que brilharão no desfile do próximo carnaval.

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E a noite de novidades não parou por aí: a escola confirmou que o intérprete campeão em São Paulo, Carlos Junior, do Rosas de Ouro, formará dupla com Igor Pitta, em uma combinação que promete potência e emoção na avenida.

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“Foi a primeira vez que eu coloquei samba na Em Cima da Hora. É uma felicidade muito grande ser campeão aqui. A gente sabe da dificuldade que é ganhar um samba na Em Cima da Hora, uma escola com diversos sambas antológicos, conhecidos pelo mundo inteiro, samba inclusive considerado por muitos como o melhor samba da história. Ganhar se você ganhar uma disputa numa escola dessa magnitude, numa escola com essa cultura de grandes sambas, é maravilhoso, é indescritível. Estou de verdade muito feliz com essa conquista. O que levou o nosso samba a ser vitorioso foi a essência que o samba carrega, dentro de um enredo que fala das Pombas Giras. A gente trouxe toda a energia das Pombas Giras, uma essência muito grande. O nosso samba era carregado de axé e isso ajudou a essa vitória acontecer”, comentou o compositor Gabriel Simões.

“Realmente, você ganhar o samba no momento que a Em Cima da Hora vive, é pra fazer história. Uma escola de excelentes sambas, sambas antológicos. E ganhar aqui pela primeira vez realmente é um marco na minha vida. Acredito que a escola vem muito bem preparada, o carnaval muito bem desenvolvido e precisa de um hino. Eu acho que a letra do samba comunica muito bem o enredo proposto. Logicamente que a melodia conduz, é a melodia que te prende ao samba”, explicou o compositor Serginho Aguiar.

‘Em Cima da Hora vem para disputar’, garante o patrono Vinícius Drumond

Recém-chegado ao comando, Vinícius Drumond destacou a ambição da azul e branca para o próximo desfile.

“Esse ano a escola vem para disputar, vem para brigar. Não posso dizer que vai ser campeã, porque campeão é só na pista. Mas que vem grandiosa, vem. A Em Cima da Hora virá grande, pra disputar”, afirmou.

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Sobre o enredo que exaltará as Pombagiras, Vinícius revelou que a ideia surgiu dele próprio e foi abraçada pela direção e pelo carnavalesco Rodrigo Almeida.

“Essa ideia já era antiga. O enredo está sendo feito com muito carinho. Vai ser um grande enredo na avenida”, destacou.

Rodrigo Almeida: ‘Pombagira só cometeu um crime: nascer mulher’

O carnavalesco Rodrigo Almeida explicou a força e a simbologia do tema. “Foi uma proposta do próprio patrono, do Vinícius, e a gente gostou muito porque tem a possibilidade de falar da mulher, dessa figura tão vilipendiada. Mostrar que Pombagira não é má, ela só cometeu um crime, que foi nascer mulher. Elas amaram, lutaram, governaram e agora estão aqui na Em Cima da Hora sendo exaltadas”, explicou.

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Rodrigo ainda comentou o momento positivo que vive a escola. “Fizemos festa pras crianças, reformamos a quadra, há mais investimento. Isso traz a comunidade pra perto e melhora o chão da escola. Em relação ao trabalho plástico, é um conforto melhor, com novos materiais e possibilidades. É um prazer criar assim”, disse.

Sobre o andamento do barracão, o carnavalesco garante que tudo está dentro do cronograma. “Ateliê funcionando bem, estamos entregando o abre-alas já na ferragem. A escola começou a andar bem agora”.

Presidente Heitor Fernandes: ‘A escola vem estruturada e pronta para brigar’

O presidente Heitor Fernandes reforçou que o contratempo vivido em 2025, quando uma alegoria quebrou durante o desfile, serviu de aprendizado.

“Em 2025 tivemos a infelicidade da quebra da roda da alegoria quando a escola vinha muito bem. Para 2026, a expectativa é de um desfile sem problemas e, consequentemente, melhor”, afirmou.

Com a entrada de Vinícius Drumond, o dirigente celebra o novo momento: “A escola vem com estrutura e com a força de todo mundo que gosta da Em Cima da Hora. Mas a disputa é na pista, é lá que vamos ver”.

Igor Pitta vibra com o novo samba e a chegada de Carlos Junior

Com a nova dupla de intérpretes confirmada, Igor Pitta projeta um 2026 de afirmação. “O Carnaval é uma construção. A Em Cima da Hora voltou, fez o caminho todo. Ela veio da Intendente Magalhães, se firmou e se estruturou. Está visível a melhora. O carnaval tem tudo pra ser muito competitivo”, disse.

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Sobre o enredo, Igor destacou a força ancestral e emocional. “Carnaval mexe com nossa ancestralidade. Esse enredo fala diretamente com ela. Vai mexer muito com a comunidade e com o povo do samba. Eu não digo que será uma surpresa, porque a Em Cima da Hora já não é mais surpresa pra ninguém. Mas a forma como vamos passar na avenida será o diferencial.”

Casal de mestre-sala e porta-bandeira mantém nota máxima e promete energia

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O mestre-sala Marlon Lôpes celebrou o 40 recebido em 2025 e destacou o entrosamento com Winnie. “Foi o início de uma parceria muito positiva. Tivemos um ótimo resultado e agora seguimos nessa pegada para manter as notas máximas”, disse.

Animado com a nova fantasia, Marlon revelou: “Já vimos o croqui. A fantasia é linda, cheia de energia. O Rodrigo caprichou. Fiquei encantado quando vi o desenho”.

Para Winnie, o samba escolhido é o combustível da nova fase: “Montamos a coreografia em cima do samba. Já vínhamos trabalhando com o nosso coreógrafo Márcio. Agora, com a canção definida, começamos a adaptar e criar o trabalho específico para os jurados”.

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‘Queremos um carnaval excelente’, diz o diretor de carnaval, Jurandir Batista

“A escola vem numa crescente. Todo ano fazemos um carnaval melhor. Estudamos os erros de 2025 e trabalhamos nas melhorias. Tenho certeza de que 2026 será o melhor carnaval que podemos fazer”, destacou Jurandir Batista, diretor de carnaval.

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Com cerca de 1.500 componentes previstos, ele garante uma escola grande em todos os sentidos. “Estamos muito animados. A comunidade está motivada, o brilho no olhar voltou. Nosso objetivo é trazer uma Em Cima da Hora imponente, como no passado”.

Sobre os ensaios, ele adiantou que a escola voltará às ruas. “Faremos ensaios de rua, sim. Estamos finalizando tratativas com os órgãos de segurança. Temos dois pontos definidos, mas ainda é segredo”.

Mestre Léo Capoeira: ‘Vai ter muita macumba, muito tambor’

O comando da “Sintonia de Cavalcante” segue firme com o mestre Léo Capoeira, que completa o quarto ano à frente da bateria.

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“O ano 2025 foi excelente, superamos todas as expectativas. Agora é cair pra 2026 com a mesma energia ou até mais pra buscar os 40 pontos novamente”.

Sobre o enredo afro-brasileiro, o mestre promete impacto sonoro: “Assim que saiu o enredo, fiquei muito feliz. É o tipo de tema que eu amo trabalhar. Podem esperar um grande espetáculo. Vai ter muita macumba, muito tambor!”, garantiu.