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Jorge Silveira é anunciado como novo carnavalesco da Dragões da Real

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A Dragões da Real anunciou na noite desta terça-feira a volta do carnavalesco Jorge Silveira, que fez a São Clemente no Carnaval 2020. O artista integrou a equipe de carnavalescos da Dragões de 2015 a 2017, quando conquistou o vice-campeonato do carnaval paulistano com o enredo “Dragões canta Asa Branca”.

Jorge Silveira substitui o carnavalesco Mauro Quintaes que foi eleito o melhor carnavalesco em 2020 do Grupo Especial e ganhou o prêmio Estrela do Carnaval. O presidente da escola, Renato Remondini, o Tomate, falou sobre a chegada de Jorge Silveira.

“Vamos mais fortes do que nunca em 2021. Com muita alegria e satisfação o bom filho a casa torna. Ele é nosso amigo, parceiro e já foi vencedor na nossa escola”.

‘Enquanto a comunidade do Vai-Vai precisar de mim, eu estou com eles’, afirma Chico Spinoza sobre 2021

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Quatro vezes campeão como carnavalesco do Vai-Vai, Chico Spinoza conversou com o site CARNAVALESCO logo depois do desfile das campeãs. Segundo o artista, título do grupo de acesso foi conquistado na emoção.

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“Desde quando o Vai-Vai me chamou pra ajudá-los, eu disse que não importava a colocação e que iriamos fazer um carnaval pra ganhar. Partimos pra emoção, ela tem seu espaço tanto quanto o glamour, e nós provamos isso. Apresentamos um carnaval pequeno, simples, mas com muita emoção, isso vale mais do que ouro”.

Questionado sobre dificuldades financeiras que a agremiação enfrentou para o desenvolvimento do projeto, Chico enalteceu força da comunidade e relembrou títulos antigos.

“Quando você faz carnaval sem dinheiro, precisa ser prático, objetivo e coerente, a leitura é fundamental. O que os jurados viram foi a emoção de uma escola quinze vezes campeã, que aliás, três são minhas. É muito fácil trabalhar com pouco dinheiro quando se tem uma comunidade como essa”.

O carnavalesco também se colocou à disposição da comunidade alvinegra pra 2021.

“Enquanto a comunidade do Vai-Vai precisar de mim, eu estou com eles. Quando não precisar, eu voo novamente”.

Carnavalesco anuncia saída da X-9 Paulistana

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Pedro Alexandre, mais conhecido como Magoo, anunciou através das suas redes sociais o seu desligamento das atividades de carnavalesco da X-9 Paulistana. No texto de despedida, o artista agradeceu à comunidade e enfatizou torcida pela escola.

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“Confesso que sou péssimo nessa questão de despedida, principalmente nesse momento que meu caminho no carnaval se separa dessa comunidade que aprendi a amar e que tive a honra de conviver nesse último ano. Agradeço à diretoria por abrir as portas dessa entidade maravilhosa para eu exercer meu trabalho e principalmente todos os setores e segmentos da escola que me acolheram com carinho e respeito. Fico na torcida para que a escola volte aos seus melhores momentos dentro do carnaval de São Paulo, pois a X9 paulistana é gigante e em breve retornará ao seu lugar, com toda a alegria que caracterizou sua história”, escreveu Magoo.

A X-9 Paulistana sofreu o descenso para o Grupo de Acesso em 2020.

Carlinhos Maia revela o que sentiu ao ser anunciado como enredo do Império de Casa Verde para 2021

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Por Danilo Freitas

A era digital tomou conta de toda sociedade. Nela encontramos as mais diversas tendências de mercado, fazendo com que toda a atenção esteja concentrada no meio online. Assim nasceram os “influenciadores digitais”, pessoas que viviam suas vidas normalmente e perceberam na internet uma ferramenta para levar conteúdos do dia a dia e movimentar bilhões de seguidores a espera de um próximo post ou story. Uma dessas pessoas é o brasileiro Carlinhos Maia, natural do Nordeste do país, e que será homenageado pela escola de samba paulistana Império de Casa Verde no desfile do ano que vem. Ele conversou com o site CARNAVALESCO, falou da homenagem, e se mostrou extremamente feliz com o convite feito pela agremiação do Grupo Especial de São Paulo.

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O que representa ser homenageado no enredo do Império de Casa Verde?

Carlinhos Maia: “Eu acho que receber essa homenagem significa a consagração e o reconhecimento de todo meu trabalho e dedicação. O carnaval é um dos festejos mais populares do Brasil, porque ele não é regional, o carnaval atravessou o mundo todo, e hoje é o nosso produto de exportação. Receber esse convite é mais que um presente”.

Para você, o que não pode faltar no enredo?

Carlinhos Maia: “Não pode faltar a vila de primavera, em Penedo, interior de Alagoas, e meus personagens que fazem parte de toda minha história. Os influenciadores que nasceram desse nosso projeto, e que fazem sucesso nas redes sociais, nos palcos e na mídia. Personagens que se tornaram conhecidos de todo o público”.

Você pensa em participar ativamente da fase de construção do desfile ao qual será homenageado?

Carlinhos Maia: “Além de influenciador, eu faço shows, tenho agenda cheia para o ano todo, mas estarei presente nas principais agendas de ensaios e atividades da escola. Como por exemplo: lançamento de enredo, entre outras datas já agendadas”.

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Para finalizar, qual sua visão em somar sua arte com a do carnaval? Em tempos da cultura estar um pouco de lado no país.

Carlinhos Maia: “Como todos sabem, eu costumo dizer que não sou humorista e sim um influenciador que “usa” da arte do humor para alegrar meus seguidores. E poder contribuir para uma das principais festas do país é um enorme privilégio”.

Em 2020, o Império de Casa Verde terminou no oitavo lugar. Confira aqui como foi o desfile da agremiação (http://site.carnavalesco.com.br/imperio-de-casa-verde-se-destaca-no-conjunto-visual-mas-apresenta-harmonia-irregular/).

Artista plástico Clécio Régis é o novo carnavalesco da Unidos de Bangu

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A Unidos de Bangu acertou com o artista plástico Clécio Régis, que será o carnavalesco da escola em 2021. Trabalhando por mais de 30 anos e formando mão de obra para o carnaval, Clécio assinará seu primeiro trabalho na Marquês de Sapucaí, desenvolvendo o enredo da Vermelho e Branco da Zona Oeste no próximo ano.

Presidente Thiago Oliveira e Carnavalesco Clécio Régis

Apaixonado pelo bairro da Zona Oeste, Clécio Régis criou diversas obras para enfeitar as ruas de Bangu com telas e painéis, além de criar um museu para valorizar e preservar o lugar que escolheu para viver e permanece há quase 40 anos.

“Em minha caminhada, prestei serviços à TV Globo como pintor e cenógrafo, paralelo ao Carnaval, onde participei de seis títulos da Imperatriz na equipe da minha madrinha Rosa Magalhães entre outros trabalhos de destaque. O desafio na história Unidos de Bangu será a realização de um sonho antigo e posso adiantar que o enredo terá uma profunda ligação com o bairro onde moro e trabalho”, destacou Clécio.

Fundada em novembro de 1937, a Unidos de Bangu é o mais antigo pavilhão da Zona Oeste e depois de passar um período de dificuldades conquistou o retorno à Marquês de Sapucaí e vai para seu quarto ano seguido na Série A da Lierj em 2021.

Carnavalesco João Vitor deixa o Paraíso do Tuiuti

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Após apresentar um belo conjunto de alegorias no Carnaval 2020, o carnavalesco João Vitor informou na tarde desta terça-feira que não segue na escola para o desfile do ano que vem. Confira abaixo o texto de despedida do artista.

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“ABRAÇAR E AGRADECER

Um dia me disseram que fazer Carnaval é como desenhar o paraíso. Mas só conhece mesmo o a felicidade quem um dia beijou a bandeira azul e amarela desta gigante agremiação do bairro imperial. Levarei para sempre o alto astral e a leveza estampados no rosto de cada componente que traz consigo o privilégio de fazer parte dessa escola de vida. Deixo mais que meu abraço, entrego a cada um as minhas melhores memórias deste ano em que pisei com pés firmes o paraíso. A hora é de despedida, mas com a certeza de que nossos caminhos vão sempre se cruzar. Boa sorte aos profissionais e a toda essa comunidade guerreira, devota de São Sebastião e do verdadeiro samba no pé. Um Sebastião não falha e ele sempre irá interceder por nós! Até breve e que novos rumos nos levem a dias de glória!”.

Marcelo Misailidis comemora bom resultado e desabafa sobre 2019

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Em 2020, Marcelo Misailidis voltou a se dedicar exclusivamente à função de coreógrafo da comissão de frente da Beija-Flor. Depois de participar ativamente em 2018 e 2019 do desenvolvimento do enredo e da coordenação das encenações dos carros alegóricos, Misailidis focou na abertura do desfile da Azul e Branca de Nilópolis que falava sobre das rua e conseguiu um bom resultado. Foram quatro notas 10 e apenas um 9.9 que foi descartado como menor nota. Muito acima do obtido no quesito em 2019, quando foram três 9.8 e um 9.7.

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Marcelo Misailidis comemorou o resultado da comissão de frente da Beija-Flor.

“Quando você ganha nota máxima você sempre acha que é condizente (risos). Acho que é uma resposta. Na vida de qualquer artista, você tem trabalhos que emplacam melhor em função de enredo, em função das possibilidades que têm. Acho que é uma forma de a gente se afirmar artisticamente”.

O coreógrafo também aproveitou para responder às críticas que recebeu pelo trabalho de 2019.

“Quando a gente ganha, ganha todo mundo. Quando a gente perde quem perde é só você. No ano de 2018, Frankenstein, praticamente tudo, o enredo era meu, a comissão de frente era minhas, as encenações eram minhas. Aí era tudo dividido. Agora quando o resultado não é legal, você fica com um peso enorme em suas costas. Paguei muito pela pressão em função do ano passado que foi um ano muito difícil de trabalhar, mas eu acho que é isso, é necessário ter confiança e acreditar na estética. Afinal de contas, eu acho que sou um dos mais experientes profissionais desse setor”.

Por fim, Misailidis reafirmou seu amor pela Deusa da Passarela mas deixou para a direção da agremiação a decisão de ter seu trabalho continuado ou não em 2021.

“Eu adoro a Beija-Flor, eu gosto da escola, principalmente da direção, mas essa é uma pergunta que deve ser feita a eles”.

Quesito a quesito: Viradouro foi melhor em sete e Ilha só não foi a pior em casal e harmonia

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Além de fazer história ao se tornar a campeã a desfilar mais cedo na história (superando a Unidos da Tijuca em 2010) a Viradouro gabaritou nada menos que sete dos nove quesitos da apuração. A escola só não conseguiu os 30 pontos em comissão de frente, onde perdeu um décimo e alegorias e adereços, seu pior quesito, com três décimos perdidos.

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Na outra ponta da tabela a União da Ilha possui uma faxina a ser feita se quiser voltar a desfilar entre as grandes escolas de samba, em 2022. A tricolor teve o pior desempenho em sete quesitos: fantasias, samba-enredo, comissão de frente, enredo, alegorias e adereços, bateria e evolução. Em harmonia e mestre-sala e porta-bandeira a Ilha não foi a pior. O desempenho da escola em fantasias foi o mais fraco: apenas 29 pontos alcançados, totalizando a perda de 10 décimos, isto é, 1 ponto inteiro perdido. Mesmo tendo terminado com o pior desempenho do quesito ao lado de Estácio e Paraíso do Tuiuti, a bateria da União teve o menos pior desempenho do desfile, perdendo apenas três décimos.

Confira as melhores e piores escolas quesito a quesito:

Fantasias:

Melhores – Viradouro, Grande Rio, Salgueiro e Beija-Flor: 30 pontos
Pior – União da Ilha: 29 pontos

Samba-Enredo:

Melhores – Viradouro, Mangueira, Grande Rio, Portela, Mocidade e Beija-Flor: 30 pontos
Pior – União da Ilha: 29,3 pontos

Comissão de Frente:

Melhores – Grande Rio, Vila Isabel, Salgueiro, Mocidade e Beija-Flor: 30 pontos
Piores – Estácio de Sá e União da Ilha: 29,3 pontos

Enredo:

Melhores – Viradouro, Mangueira, Portela e Mocidade: 30 pontos
Piores – Estácio de Sá e União da Ilha: 29,3 pontos

Alegorias:

Melhores – Portela, Vila Isabel, Salgueiro e Mocidade: 30 pontos
Pior – União da Ilha: 29,3 pontos

Bateria:

Melhores – Viradouro, Mangueira, Grande Rio, Portela, Vila Isabel, Salgueiro, Tijuca e Beija-Flor: 30 pontos
Piores – Estácio, Tuiuti e União da Ilha: 29,7 pontos

Mestre-Sala e Porta-Bandeira:

Melhores – Viradouro, Grande Rio, Salgueiro e Beija-Flor: 30 pontos
Pior – Estácio de Sá: 29,4 pontos

Evolução:

Melhores – Viradouro, Portela e Mocidade: 30 pontos
Piores – Estácio de Sá e União da Ilha: 29,4 pontos

Harmonia:

Melhores – Viradouro, Grande Rio e Mocidade: 30 pontos
Piores – Estácio de Sá: 29,2 pontos

Salgueiro promove feijoada pós-carnaval com grupo Molejo

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Quinto colocado no carnaval 2020, o Acadêmico do Salgueiro promovem neste domingo, a edição pós-carnaval de sua feijoada. A partir das 13h, as portas da Academia do Samba se abrem para uma tarde onde não faltará alegria e muito samba.

“Queríamos que a feijoada fosse uma celebração do campeonato, mas não foi possível então, bola pra frente que 2021 já começou para nós. Não estamos comemorando o 5° lugar, pelo contrário, mas precisamos ter a consciência de que fizemos um excelente trabalho e que, com a união e dedicação da nossa equipe, a vitória vai acontecer. A Viradouro fez um grande trabalho, assim como todas as coirmãs que se apresentaram e se superaram diante de tanta dificuldade”, diz André Vaz, presidente da escola.

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Evento que já faz parte do calendário da vermelha e branca, a Feijoada do Salgueiro terá como atrações principais o Grupo Molejo e o Família Retrô. Na abertura, a velha Guarda do Salgueiro e o Pegada Brasileira recebem o público que terá a opção de degustar a deliciosa iguaria preparada pelo cheff Thiago Castro. No encerramento, a Bateria Furiosa entra em cena dando um show de interatividade e ritmo com os mestres Guilherme e Gustavo que comandam o espetáculo promovido pelos segmentos da escola.

Os ingressos antecipados já estão sendo vendidos a R$40 ( antecipado com direito a feijoada) na bilheteria da quadra ou no site www.ingressocerto.com.br . Reserva de camarotes pelo telefone (21) 2238 9226. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104 – Andaraí.

Serviço: Feijoada do Salgueiro edição de Março
Data: 08 de março, domingo
Horário: 13h ( feijoada servida até as 17h)
Atrações: Grupo Molejo e Família Retrô; abertura com Velha Guarda Musical e Pegada Brasileira; encerramento com elenco show do Salgueiro e Bateria Furiosa
Local: quadra do Salgueiro ( Rua Silva Teles, 104 – Andaraí)
Valor: R$40 ( antecipado com direito a feijoada); sujeito a alteração no dia do evento
Pontos de venda: quadra do Salgueiro ou www.ingressocerto.com.br
Classificação: Livre
Informações: (21) 2238 9226

Nota 50 e orgulho da Unidos da Tijuca, mestre Casagrande pede mais doação dos segmentos para escola

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Em 2020, a Unidos da Tijuca levou para a Sapucaí a história da arquitetura. Apesar de ter escolhido o premiado carnavalesco Paulo Barros para desenvolver o enredo, agremiação ficou em 9º lugar. A escola do Borel foi penalizada em fantasias, samba-enredo, comissão de frente, enredo, alegorias e adereços, casal de mestre-sala e porta-bandeira, evolução e harmonia. O único quesito que alcançou nota máxima foi a bateria, regida pelo mestre Casagrande. A reportagem do site CARNAVALESCO conversou Casão, como é popularmente conhecido, sobre o feito de 2020 e o que pode ser feito para melhorar a colocação da azul e amarelo do Borel. Ele foi enfático e disse que é preciso mais dedicação de todos com a escola.

Questionado sobre o que representa alcançar os 50 pontos, o mestre revelou que é uma felicidade a mais, já que não tem contrato profissional com a Tijuca, está na escola porque ama o que faz.

“Como não sou profissional da escola, não tenho contrato, por ter um amor muito grande pela escola, pra mim representa muito mais do que para outros segmentos. Faço as coisas com muito amor. Tenho um carinho diferente pela escola, tenho uma visão diferente, eu Casagrande, mestre de bateria e os componentes da bateria temos uma visão diferente do profissional. A gente não está ali pelo dinheiro ou pela nota para ganhar o dinheiro. Significa muito quando a gente marca uma nota dessa”, explicou Casagrande.

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Na avaliação de Casagrande, na segunda-feira passaram pela Sapucaí as mais importantes baterias do Grupo Especial o que dá um gostinho ainda melhor de ter chegado a nota máxima no quesito bateria.

“Essa nota representa demais pra gente principalmente porque foi numa segunda-feira, que com todo o respeito, acho que foi o dia que passaram as melhores baterias do Grupo Especial. As baterias que são nossas rivais. Nossas maiores rivais estavam ali e num dia tão equilibrado e a gente conseguir marcar 50 pontos”, afirmou.

O mestre vai além e diz que dinheiro não é tudo o amor pelo trabalho faz a diferença.

“Se você não está ali porque gosta, não adianta. Estou ali porque gosto do que eu faço. A bateria se doa porque gosta do que faz, por isso que a gente chega a esse sucesso. A gente ensaia oito meses. Esse ano, por exemplo, tive que trocar a bossa três vezes, tive que sentar com toda a minha bateria. A gente se doa, a gente estuda nosso segmento, estuda o regulamento. Esperamos que os outros segmentos façam o mesmo e estudem seus quesitos, afinal, isso é uma disputa”, enfatiza.

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Apesar de estar feliz por ter conseguido a nota máxima no desfile, o mestre não esconde a tristeza pela colocação que a escola recebeu.

“Me sinto muito alegre, com a sensação de dever comprido, mas ao mesmo tempo também fico triste pela colocação da escola, e pelos outros segmentos não terem conseguido acompanhar a bateria. A gente se sente muito feliz com o nosso resultado, mas ao mesmo tempo triste porque já é o quarto ano consecutivo que a gente fica fora dos desfiles das campeãs, isso é muito ruim. Mas tenho a certeza que o presidente esse ano, junto com a direção da escola, estão vendo tudo”, confia Casagrande, que está ansioso para a agremiação voltar a disputar título.

“Não podemos ficar só dependendo de um ou dois quesitos. Você não pode ter só um ou dois quesitos fortes na escola. A gente tem que tomar decisões, mesmo que doa a uma pessoa ou outra. É resultado, infelizmente, escola de samba, hoje, é resultado. As pessoas para dar resultado têm que ter foco, se doar, se não não tem jeito. Foi um ano atípico, difícil, mas as pessoas têm que se doar mais”, analisa o mestre.

Ainda durante a conversa com o CARNAVALESCO, Casagrande falou sobre as mudanças que gostaria de ver na sua escola de coração para o Carnaval 2020.

“Não admito o quesito ser profissional, ter contrato, ser altamente remunerado e não dar resultado. Tudo bem, um ano você pode estar mal, a ideia pode não ser muito bem realizada, mas não admito você não ter o foco. Acho que está faltando muito foco dos outros segmentos para a escola, não vou falar nem respeito, mas foco. Acho que eles precisam mirar na bateria, eles sabem como a bateria ensaia, como a gente se dedica. Nem sempre tudo é dinheiro. Se tudo fosse dinheiro não estaria mais na escola hoje, vocês sabem disso. A gente só pede que as pessoas se doem mais, fica aí o meu apelo. Se doem como nós da bateria nos doamos, como as pessoas de ala que não ganham um centavo e estão lá todas as quintas para ensaiar, que saem das suas casas gastam seu dinheiro de passagem para ir lá”, finalizou.