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Diretores de Harmonia cautelosos em relação a preparação para o Carnaval 2021

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    O site CARNAVALESCO abriu a série “Quesitos”, que acontece em uma live toda terça-feira, falando de Harmonia. Participaram os diretores Junior Escafura (Portela), Mauro Amorim (Viradouro) e Marcelinho Emoção (Vila Isabel). Eles contaram como estão vivendo durante a quarentena e responderam sobre o futuro da preparação para os desfiles de 2021.

    cautela

    Junior Escafura revelou que está utilizando o isolamento social para atividades pessoais, como a leitura e produção de um livro.

    “É um momento muito difícil para todos. Estou aproveitando para ler, ver os desfiles antigos e escrevendo um livro sobre harmonia, que é um projeto antigo e vai ser muito bacana para contar a história e causos do quesito. Sobre o futuro, eu acho que primeiro temos que ver como ficará essa pandemia. Não temos noção do que vai acontecer. Só o tempo vai dizer. O caminho é longo e todas escolas estão monitorando”, comentou o portelense.

    Marcelinho Emoção frisou que a Vila Isabel trabalha na conversa com seus diretores.

    “Estou me cuidando. Caminhando na minha vila e rezando para isso acabar. Temos um grupo com as alas que desfilaram na Vila. Ele não parou. Após o carnaval ficaram 80% das pessoas e estamos conversando. Acredito que tenha carnaval, mas a gente tem que aguardar o que vai vir pela frente”.

    Campeão do Grupo Especial em 2020 com a Viradouro, Mauro Amorim explicou que qualquer ação só deve ser tomada seguindo as diretrizes das autoridades sanitárias.

    “Estou trabalhando. Sou servidor municipal e estou envolvido nos projetos. Entregamos cestas básicas para os taxistas. É um momento de ajuda e união. Ainda é prematuro falar sobre o Carnaval 2021. Estamos lidando com a realidade de hoje e tudo é muito precoce até fevereiro. Vamos depender das orientações dos órgãos de saúde e qualquer medida terá que ser feita com o que eles determinarem”.

    O canto de um beija-flor para um cisne negro: Bidu Sayão e a ópera do adeus

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    Bidu

    A intrigante missão de Milton Cunha para levar até Nilópolis a saga de uma cantora lírica brasileira do Rio de Janeiro, “detonada” pela crítica dos idos de 1937, é o objetivo desse texto que faz parte da minha tese de doutorado em linguística pela UFRJ, lugar acadêmico em que pesquiso a obra de Milton Cunha de 1994 à 2010.

    Chegamos aqui iniciando que, magoada com as críticas de 37, Bidu Sayão deixou as terras brasileiras via território, cantou em diversas partes do mundo, mas jamais deixou que se apagasse a brasilidade que era chama viva em sua memória-coração. Como prova desse ato, a artista renegou cidadania americana e sonhou um dia voltar para a glória dos seus.

    No exterior, Bidu Sayão recebeu reconhecimento de extremo sucesso e sua voz para os mais críticos foi catalogada como de rara tipologia sonora. Abraçada com a sabedoria da velhice, Sayão disse sim para Milton Cunha, entendendo, que ali, seria um sopro de adeus dela para com o Brasil. E assim foi.

    Voz do/de presente.

    Dia do desfile. Carnaval de 1995. O carnavalesco se ergue pelo Carvalhão de mãos dadas com a homenageada. Bidu olha assustada o carinho do povo que já a aplaude. Mareja os olhos que se contamina com os fogos. Acelera o coração, o carro anda para a glória. Lágrimas. Aplausos. Gritos. Flashes.

    Acenos.

    Era Bidu Sayão.
    Era Bidu Sayão.

    Num canto entoado com muita garra pela comunidade, a bateria recebe interferências de violinos e o cantor Edson Cordeiro aparece com sua voz lírica interpretando com Neguinho não só um samba-enredo, mas uma ópera por Bidu, um valente “obrigado”, uma terna canção de despedida para o coração e olhos de Sayão, que vê e sente a passarela iluminada com os olhos de quem já pode ir embora da vida com o barulho aclamado da multidão.

    Retomando ao texto pós-desfile, as alas, alegorias, fantasias e adereços traduziram em cores o tom da voz de Bidu.

    A cantora lírica era alí a rainha do samba. A rainha dos brasileiros. A narrativa carnavalesca mostrou uma carioca da gema que de tão apaixonada, no auge da fama, consagrada nos palcos dos teatros do mundo, se pôs a cantar sua lírica poesia por muitas cidadezinhas do Brasil, do norte para o sul, tirando muitas vezes de seu próprio bolso as despesas para as expedições artísticas. A artista também se apresentou em tribos indígenas, brindando e agraciando de arte-luz os corações dos seus irmãos brasileiros.

    Sua última apresentação foi na Marquês de Sapucaí. Bidu não cantou, mas encantou. Bidu ouviu o povo cantar para ela o canto bom da consagração agradecida.

    O carnavalesco Milton Cunha trabalhou um setor todo preto, que faz alusão ao último canto do cisne negro, que segundo as tradições, representa um último suspiro-canto antes morrer. O cisne belo com seu canto de cristal era Bidu, que em 1995 olhou o Brasil, sua pátria, com os olhos de última vez, recebendo o amor e o reconhecimento popular de sua gente.

    Bidu deixou de existir fisicamente poucos anos depois da homenagem.

    A Beija-Flor registrou com este desfile brasilidade, lirismo, poesia e reconhecimento para uma diva de canção. Um obrigado para Bidu, Beija-flor e Milton.

    Autor: Tiago Freitas – Doutorando em Linguística/UFRJ, Doutorando em
    História da Arte/UERJ, Coordenador geral e Pesquisador-orientador do
    OBCAR/UFRJ.
    Instagram: @obcar_ufrj

    Lins Imperial terá dupla de diretores de carnaval em 2021

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    A Lins Imperial segue montando o seu time que disputará a Série A em 2021. Após anunciar a renovação dos carnavalescos Eduardo Minucci e Raí Menezes, a agremiação informa que a direção de carnaval que será composta pela dupla Mauricio Dias e Ronaldo Abrahão.

    Ronaldo Abrahão atua na Lins Imperial desde 1963. Já foi ajudante de barracão, soldador, aderecista, presidente de ala, administrador, diretor financeiro e diretor cultural. Passou pela direção de carnaval de 2003 a 2007, 2009 a 2017 e 2020. Para 2021, terá como dupla Maurício Dias, que chega para agregar e somar forças ao trabalho já desenvolvido.

    “Mauricio Dias vem trazer uma vasta experiência de carnaval em escolas coirmãs e que somado ao meu conhecimento da escola trabalharemos com afinco para cumprir as metas e objetivos para 2021, que é uma Lins Imperial fortemente estruturada afim de que possamos continuar com as excelentes apresentações que a escola vem proporcionando ao público”, explica Ronaldo.

    Dias iniciou em 1988 na Caprichosos de Pilares como Harmonia de ala. Passou por Unidos da Ponte, Unidos do Cabuçu e Leão de Nova Iguaçu. Na Imperatriz Leopoldinense passou a exercer a função de diretor de Harmonia adquirindo experiência na mesma função nas escolas: Flor da Mina do Andaraí, Paraíso do Tuiuti, Unidos das Vargens, Acadêmicos do Sossego, Acadêmicos do Grande Rio, Em Cima da Hora, Império da Tijuca, Império da Uva, Tradição, Arranco, União do Parque Curicica e Rocinha. Em 2011 assumiu a direção geral de Harmonia da Alegria da Zona Sul, passando em seguida a diretor de carnaval, função também desenvolvida na Unidos de Lucas e Acadêmicos da Rocinha.

    “Chego com bastante garra e vontade de trabalhar na Lins Imperial para que juntamente ao meu parceiro na direção de carnaval, Ronaldo, possamos fazer com que a Lins Imperial tenha uma posição consolidada na Série A. Sabemos que o carnaval de 2021 tem um cenário de execução complicada com esta pandemia, então, mais do que nunca teremos que trabalhar com muito planejamento, organização e criatividade para brindarmos nossa comunidade com um grande carnaval”, declara Dias.

    Durante a quarentena, a verde e rosa do Lins planeja seu carnaval à distância com esperança de que a doença seja brevemente controlada, o pronto restabelecimento dos infectados e que a festa não seja atingida.

    Superação! Após passar 15 dias internado com Covid-19, carnavalesco da Unidos da Ponte recebe alta e comemora recuperação

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    O jovem carnavalesco Rodrigo Marques, de 29 anos, que voltará a defender a Unidos da Ponte no Carnaval 2021, ao lado do amigo Guilherme Diniz, teve alta nesta segunda-feira, após passar 15 dias internado, sendo 7 dias no CTI (Centro de Tratamento Intensivo), no Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda, em tratamento da Covid-19.

    Ao site CARNAVALESCO, Rodrigo Marques explicou como apareceu a Covid-19 dentro da sua casa e a preocupação que teve com a filha ainda bebê.

    “Minha esposa é enfermeira. Ela foi colocada no setor que trata de Covid-19 e uma pessoa da equipe acabou pegando. Ela fez o teste de precaução e deu positivo. Foi um baque para gente, porque temos uma filha de 1 ano e dois meses. Minha esposa só teve algo como uma gripe. Eu tentei forçar, falando que não seria nada, sentia sintomas, mas conseguia aguentar. Foram sete dias assim. Comecei a sentir sintomas mais fortes quando chegou aos 14 dias. Minha família começou a ficar preocupada e como meu pai mora na região Sul-Fluminense, em Itatiaia, me chamou para casa dele”.

    rodrigo marques

    O artista da Unidos da Ponte citou que a partir do dia 20 de abril seu quadro clínico teve uma piora.

    “Meu pai me levou no hospital de emergência em Resende, passei um dia lá e automaticamente me colocaram no CTI. Fui transferido no dia 22 de abril para o Hospital Regional Zilda Arns, que é referência no tratamento da Covid-19, inclusive, tem muito carioca lá, porque o Rio está sem vagas. Direto fiquei sete dias no CTI em estado grave, apesar de não ter nada para me colocar em situação de risco. Vi muita gente morrendo no CTI. Colocaram um cateter para melhorar minha saturação, mas em nenhum momento fui entubado, estava sempre acordado. Após esse período fui para enfermaria, o que foi um alívio muito grande, lá tomei os antibióticos, e fiquei aguardando a recuperação e tive alta nesta segunda-feira”.

    Carnavalesco diz que período de quarentena é fundamental contra a Covid

    Na entrevista para o site CARNAVALESCO, Rodrigo Marques comentou que ainda tem algumas dificuldades, em virtude do novo Coronavírus, mas que já superou diversas adversidades do período mais forte da doença.

    “Me sinto melhor, ainda não estou 100% recuperado, porque estava com Covid-19, mas não estou mais cansado quando estou falando, ainda sinto dificuldade na mobilidade, mas isso vou recuperar com o tempo”.

    Veja o momento que Rodrigo Marques deixa o hospital:

    O Rio de Janeiro está em quarentena desde o dia 16 de março. Em novo balanço do Ministério da Saúde, na tarde desta segunda-feira, o número de mortes chegou a 1.065 e agora são 11.721 casos de contágio confirmados.

    O carnavalesco da Unidos da Ponte afirmou que é necessário que as pessoas acreditam na força do vírus e que é fundamental aumentar o máximo possível a segurança na prevenção.

    rodrigo marques2

    “É uma doença que não tem alvo. É invisível. Você não sabe quando e onde ela vai te atacar. Ela está na casa do mais pobre e do mais rico. As pessoas tem que viver a quarentena com mais seriedade, evitar sair de casa e utilizar todos os instrumentos de proteção. Sei que temos muitas pessoas precisam trabalhar, mas essa galera tem que ampliar os cuidados em 500%. Se analisar minha idade e meu estado de saúde não era para passar por isso. Agora, você imagina se fosse uma pessoa com diabetes ou outra comorbidade. É preciso triplicar a segurança com máscara e álcool em gel”.

    A dupla Guilherme Diniz e Rodrigo Marques assumiu o carnaval do Sossego, na Série A, faltando 19 dias para o desfile de 2020. Para 2021, eles vão apresentar o enredo a ‘Santa Dulce dos Pobres – O Anjo Bom da Bahia’.

    Integrante da velha-guarda da Imperatriz morre vítima de Covid-19

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    A Imperatriz Leopoldinense informou que uma de suas integrantes da velha-guarda é a primeira vítima de Covid-19 na escola. Aos 67 anos, Vilma desfilava há 45 na verde e branco.

    Veja abaixo a publicação da escola:

    “Hoje o céu da Leopoldina pede licença às suas cores de origem e amanhece nublado, o dia acordou cinza. A Imperatriz Leopoldinense, através do Presidente Luiz Pacheco Drumond, se solidariza aos familiares e amigos pelo falecimento de uma guerreira, amiga e super querida integrante da velha guarda. A primeira vítima leopoldinense do coronavírus, Vilma tinha 67 anos, 45 anos de Imperatriz e 19 anos em nossa Velha Guarda. Vilma não resistiu às dificuldades respiratórias causadas pela covid-19 e faleceu dentro de casa. Ficam as boas lembranças, os sorrisos, os encontros de terças feiras. Descanse em paz!”

    Mestre Ciça cita o que percebeu no desfile de 2020: ‘A bateria sentiu o povão cantando o samba e indo no clima das bossas’

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    Uma das figuras-chave do desfile campeão da Viradouro no Carnaval 2020 foi mestre Ciça. Mais uma vez, o mestre comandou com perfeição sua bateria. Resultado? Nota máxima! 50 pontos para o trabalho do popular “caveira” (apelido de Ciça) e de seus ritmistas.

    Ainda sem saber das notas, na área de dispersão do desfile da vermelho e branco, Ciça conversou com o site CARNAVALESCO. Feliz com o trabalho desenvolvido ele citou a interação com o público.

    ‘Sentimos o povão cantando o samba e indo no clima das bossas’, disse Ciça.

    Ouça abaixo a arrancada do samba da Viradouro e a bateria de Ciça na Avenida.

    Relembre agora com a gente: desfile de 1992 da Estácio de Sá

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    Beija-Flor e mais seis escolas fazem no sábado a Live do Samba

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      O próximo sábado, dia 9 de maio, véspera do Dia das Mães, será especial para os sambistas. A Beija-Flor e mais seis escolas (Viradouro, Portela, Vila Isabel, Tuiuti, Mangueira e Unidos da Tijuca, fazem uma grande live, a partir das 18h, no canal da agremiação de Nilópolis no Youtube, com as participações dos cantores oficiais que embalam os sambas na Marquês de Sapucaí.

      “As escolas vão fazer verdadeiros ensaios de quadra na Live do Samba, alegrando a população. A campanha de doação ajudará as nossas comunidades”, disse o diretor de carnaval da Beija-Flor, Dudu Azevedo, que revelou a duração do encontro.

      “Vão ser mais de três horas e meia de live. Em um momento de tantas incertezas para o futuro, e, com a maioria da população em casa, as escolas de samba irão levar a alegria do carnaval para dentro da casa de todos”.

      cantores live

      Além de Neguinho da Beija-Flor estão confirmadas as presenças de Marquinho Art’Samba (Mangueira), Gilsinho (Portela), Wantuir (Unidos da Tijuca), Tinga (Vila Isabel), Zé Paulo (Unidos do Viradouro) e Carlos Junior e Celsinho Mody (Tuiuti).

      Salgueirense e autor de ‘O bêbado e a equilibrista’, Aldir Blanc morre de Covid-19

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        Morreu nesta segunda-feira, aos 73 anos, o compositor e escritor brasileiro Aldir Blanc, por complicações causadas pela covid-19, depois de ficar mais de duas semanas na UTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe). A morte foi confirmada pela assessoria de Blanc. Ele havia sido hospitalizado em 10 de abril, com um quadro de pneumonia, pressão alta e infecção urinária. Uma semana depois, foi confirmada a infecção pelo novo coronavírus.

        Nos anos 1960, Aldir dividia seu tempo entre a música e a medicina, curso em que se formaria com especialidade em psiquiatria. Foi nesta década que ele participou de diversos festivais da canção, compondo músicas interpretadas por Clara Nunes, Taiguara e Maria Creuza.

        No início dos anos 1970, abandonou a medicina para se dedicar exclusivamente às artes. E foi nesta década que ele compôs o seu maior sucesso. Com a parceria de João Bosco e na voz de Elis Regina, o mundo conheceu O bêbado e a equilibrista.

        equilibrista

        Em 1978, publicou as crônicas Rua dos Artistas e arredores. Em 1981, Porta de tinturaria (1981). As duas obras foram reunidas, posteriormente, em 2006 na edição Rua dos Artistas e transversais, que ainda trouxe 14 crônicas escritas para a revista Bundas e para o Jornal do Brasil.

        Curado, Carlinhos de Jesus fala da recuperação da Covid-19

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          O coreógrafo Carlinhos de Jesus celebrou sua recuperação após testar positivo para a Covid-19 e chegar a ser internado no hospital. O artista explicou para o site da Quem como foi a recuperação da doença.

          “É difícil lidar com os sintomas físicos e psicológicos, teve um momento no ato da internação que achei que poderia morrer. A tranquilidade veio porque estava sendo muito bem atendido e passei a acreditar que ia ficar bem, o meu psicológico melhorou”, lembrou.

          Aos 67 anos, Carlinhos de Jesus comentou o receio que tem com sua área de entretenimento que é uma das que mais sofre com o isolamento social na quarentena.

          carlinhos

          “Sou um empresário, tenho uma Escola de Dança, vários trabalhos foram cancelados e a curto prazo tenho muito receio do ‘futuro’, de como manterei minhas responsabilidades, me assusta toda essa novidade, estamos ainda perdidos, minha atividade é de entretenimento e é a que primeiro sofre em uma contenção de despesa. Sou otimista, acredito que acharemos uma forma de driblar as dificuldades e acertar o jogo da vida”.