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Viradouro anuncia nesta quinta seu enredo para o Carnaval 2021

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A Unidos do Viradouro, atual campeã do Grupo Especial, anuncia nesta quinta-feira o seu enredo para o Carnaval 2021. Mais uma vez, a dupla Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira é a responsável pelo desenvolvimento do desfile.

O enredo do ano que vem será divulgado em uma live chamada de #viradouroemcasa, que terá início às 18h, feita pela escola que terá as participações dos carnavalescos, diretoria, e do intérprete Zé Paulo cantando diversas obras da vermelho e branco de Niterói.

23 de abril: o dia em que o profano e o sagrado se unem para exaltar São Jorge

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Por Vinicius Vasconcelos

Sao Jorge01“Não brinca com filho de Jorge, não brinca com filho de Ogum”. A canção assinada pelos compositores Ronaldo Camargo, Juninho Thybau e Jorjão transmite em seus dois versos iniciais a sensação do devoto. O “filho” de Jorge é confiante, lutador, guerreiro, vencedor. E o do orixá, idem. A história de São Jorge se mistura com a do carioca justamente na hora da dificuldade. É o guerreiro que ajuda seu afilhado a afastar a demanda. Como se não bastasse ser o santo mais querido do povo da cidade de Sebastião, São Jorge também é encarregado de proteger os prostíbulos, bares, clubes de futebol, apontadores de jogo do bicho e principalmente as quadras de escolas de samba. É neste último local que o santo atrai uma legião de devotos. Não à toa, já foi homenageado diretamente em duas ocasiões – Estácio de Sá 2016 e Império da Tijuca 2007 – e indiretamente por dezenas de vezes. O sambista carioca vê na figura dele um lado mais humano e próximo, sem deixar de ser sacro.

A equipe do site CARNAVALESCO conversou com o historiador Luiz Antonio Simas. a respeito do dia 23 de abril. Data em que se dedica a São Jorge. Seja nas comunidades religiosas, feijoadas e também nos terreiros, onde o santo se assemelha a Ogum. Segundo o escritor, a relação entre o santo e o povo fluminense vem desde a época de sua colonização, junto de Portugal e Dom João VI.

Sao Jorge02“A celebração chega junto com a colonização de Portugal, onde São Jorge é padroeiro. Quando a corte vem para o Brasil o culto cresce muito graças a devoção que Dom João VI tinha pelo santo. A popularização dele inicia a partir daí. Em seguida, pela forma como foi sincretizado ao orixá Ogum, que é extremamente popular pelos terreiros do Rio de Janeiro. Existem relatos de devoção a Ogum dos negros que lutaram ainda na guerra do Paraguai em 1864. Outro fator que conta muito é a longuíssima tradição de que São Jorge é o santo para as horas difíceis. Santo de quem está no perrengue, no sufoco, de quem corre atrás. Nas macumbas cariocas, ainda na década de 20 e início dos anos 30, a presença de Ogum era muito forte. O fator decisivo que une isso tudo é que São Jorge é profundamente cultuado numa religião muito carioca: a Umbanda”, explica.

Simas acrescenta que não é possível dissociar o santo das escolas de samba. Isso se deve pelo fato de Ogum ser uma das entidades mais populares que existem. E sua comida, a feijoada, estar presente em grande parte das comemorações em quadras.

Sao Jorge03“Quando a Umbanda surge em São Gonçalo e se espalha pelo Rio de Janeiro entre as décadas de 20 e 40, ainda não havia muita diferença entre o ambiente de samba e o da Umbanda. Tudo era muito misturado, o samba em si pertencia a um ambiente de macumba e religiosidade. São Jorge acaba sendo a figura de grande destaque, muito vinculado a religião carioca. A feijoada em homenagem ao santo vem do sincretismo. Especificamente no Brasil ela é alimento de Ogum nos terreiros, essa comida está presente nas oferendas que são feitas ao orixá e em alguns terreiros se inclui a cerveja. Essa mesma comida além de oferenda é alimento para as pessoas presentes. Assim, popularizou-se a feijoada. Nas religiosidades afro-brasileiras cariocas não há a separação entre sagrado e profano, elas se misturam o tempo inteiro nas macumbas. Isso é diferente nas tradições rígidas do cristianismo. Nesse aspecto a comida de santo acaba também virando comida de samba”

Sao Jorge04Inúmeras escolas de samba denominam São Jorge como seu padroeiro. Estácio de Sá, Beija-flor, Império da Tijuca e Império Serrano são algumas delas. Os motivos são diversos, e segundo Simas, não existe um denominador comum que defina o santo como responsável por escola x ou y, apenas as histórias que se entrelaçam ou algumas coincidências.

“O santo é padroeiro do jogo de bicho, protetor dos botequins, muito ligado as pessoas com dificuldades e é o santo dos bordeis. É muito comum ver uma imagem dele protegendo essa turma toda. Não tem um porquê exato para ele ser denominado padroeiro de determinada escola de samba. Pode ser devoção dos fundadores, coincidir com a data que a escola foi criada, santo padroeiro da bateria. Em geral é um padroeiro da comunidade. Por exemplo, o santo está vinculado a tradição dos estivadores, trabalhadores de porto. São Jorge está vinculado ao Império Serrano, que é fundado por estivadores. É um santo mais abrangente, o Rio é profundamente marcado pelo elemento negro em virtude da escravidão”, finalizou.

Para driblar pandemia da Covid-19, Beija-Flor promove Alvorada de São Jorge em live no Instagram

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Padroeiro da Beija-Flor, São Jorge será devidamente homenageado na quadra da escola de samba nesta quinta-feira, data em que será mais uma vez celebrado no Rio e em diversas nações mundo afora. Para prestar as honrarias ao santo, como acontece anualmente na azul e branco, a agremiação realizará a tradicional alvorada ao nascer do dia, às 5h da manhã. A cerimônia, no entanto, não será aberta ao público, devido às medidas de distanciamento social que visam combater o avanço do novo coronavírus.

Missa São Jorge Foto Eduardo Hollanda 11

Como já tem sido feito pela Beija-Flor nas últimas semanas, uma transmissão ao vivo está sendo preparada para que todos os componentes da escola e moradores de Nilópolis e região possam ter acesso à cerimônia — mesmo que virtualmente. A live também começará às 5h e permanecerá disponível na conta oficial da escola no Instagram (@beijafloroficial). Os portões da quadra estarão fechados e a diretoria peça que a restrição de acesso seja respeitada em prol da saúde de toda a comunidade.

Com Covid-19, Carlinhos de Jesus fala da doença: ‘É avassaladora’

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    O coreógrafo Carlinhos de Jesus revelou nesta quarta-feira que ele e a esposa Raquel estão com o Covid-19. No desfile de 2020, o artista comandou a comissão de frente da Portela.

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    Ao falar sobre a doença, o coreógrafa disse: ‘É avassalador. É horrível. Muita dor, febre altíssima e com muita dificuldade de respirar’.

    Secretário do Conselho Deliberativo do Salgueiro morre vítima de Covid-19

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    Osvaldo Godinho, secretário do Conselho Deliberativo do Salgueiro, faleceu na manhã desta quarta-feira, vítima de Covid-19.

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    A escola publicou um texto nas suas redes sociais sobre o falecimento:

    “É família, o COVID19 chegou até nós e nos marcou forte. Perdemos, nesta manhã, Osvaldo Godinho, secretário do Conselho Deliberativo e um salgueirense apaixonado. A dor da perda é imensa! Pedimos a oração de todos vocês para que conforte o coração dos familiares e amigos abalados neste momento. E prometam, SE PUDEREM, FIQUEM EM CASA”.

    A Saracura cantou e o Anhembi respondeu: simplesmente, Elis!

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    Simplesmente… arrebatador! Não há outra palavra que descreva a largada do Vai-Vai em 2015. Penúltima a desfilar, por volta das 4h30 da manhã, a escola do Bixiga levantou o Anhembi, Sambódromo de São Paulo, de ponta a ponta. Cerca de trinta mil bandeirinhas estampadas com o pavilhão da escola eram agitadas de um lado a outro enquanto o canto de milhares de vozes ecoava o célebre refrão da música Maria Maria, de Milton Nascimento e Fernando Brant, e que brilhantemente fora introduzido no samba enredo da escola. O refrão traz em sua essência uma força que transcende as barreiras do tempo. Segundo especialistas, esse refrão seria baseado no canto de negros que foram escravizados. O resultado não poderia ser diferente: “fiz louvação em aquarela na passarela hoje tem arrastão”.

    Tal feito trata-se do desfile campeão do Vai-Vai, em 2015, “Simplesmente Elis – a fábula de uma voz na transversal do tempo”, cujo enredo era uma belíssima homenagem a pimentinha do Brasil, mais conhecida como Elis Regina. Dona de uma voz marcante e de uma personalidade sem igual, a cantora homenageada abrilhantou o Anhembi. Sua biografia, que outrora foi destaque em filmes e musicais, desta vez é contada através de um grande amarrado de suas canções, como “Águas de março”, “Como nossos pais”, “Fascinação”, “Tatuagem”, “Romaria”, entre outros imortais sucessos.

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    Com uma narrativa simples, mas repleta de emoção e grandes significados, a vida da cantora ganhou forma na avenida através de fantasias de fácil leitura. Alas com elementos simples e que logo de cara despertava no expectador a música que estava contida naquela fantasia, como por exemplo, “Alô, alô marciano” que fazia parte de sua elaboração uma grande cabeça verde e com olhos enormes e roupas prateadas, típica imagem consolidada que temos de um alienígena, “Aquarela do Brasil” nas cores verde, amarelo e azul, “Tiro ao Álvaro” com um grande alvo na cabeça, entre outras.

    Grandes personalidades da música brasileira também fizeram parte do desfile. No segundo carro, que representava os programas musicais da época, contou com uma escultura de Jair Rodrigues além da presença de seu filho, Jairzinho. Já no terceiro carro, intitulado “Amigos nos grandes palcos” esculturas de Cartola, Tom Jobim, Ivan Lins e Wilson Simonal compuseram a alegoria, além da presença dos filhos da cantora, Pedro Mariano e João Marcelo Bôscoli, da atriz Adriana Lessa e o do produtor musical e jornalista, Fernando Faro. Vale lembrar que a filha da cantora, Maria Rita, também desfilou pela escola e veio como integrante na comissão de frente.

    O forte cunho político de Elis e seu posicionamento contrário a ditadura civil militar que imperava à época (1964-1985) não poderia deixar de ser retratado neste desfile, sendo representado em alas como “Falso brilhante”, “Faca amolada”, “Velha roupa colorida”. Além da quarta alegoria que também demarcava esse posicionamento, e que tinha como título “Meu Brasil brasileiro e guerreiro”. Na parte de baixo da alegoria havia esculturas de soldados representados em forma de marionetes e um canhão revestido nas cores do Brasil, e na parte superior fotografias de grandes artistas que desempenharam ao lado da cantora um papel fundamental nesses tempos tenebrosos: Rita Lee, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Betinho. E na parte mais alto do carro, uma grande escultura da homenageada.

    O desfile foi assinado por uma comissão de carnaval, e que traz em sua composição um grande nome da festa popular brasileira: Alexandre Louzada, que, aliás, foi o único carnavalesco a conseguir o feito de levar o título de campeão em duas agremiações de forte peso em estados diferentes no ano de 2011. Em São Paulo, pelo Vai-Vai, com o enredo “A música venceu”, uma homenagem ao maestro João Carlos Martins, e no Rio de Janeiro pela Beija-Flor de Nilópolis, com um enredo também biográfico, cujo homenageado era ninguém menos que o rei Roberto Carlos.

    Com um dos melhores sambas-enredo daquele ano mais um chão de escola forte, além de levar o público ao delírio, a escola conquistou os jurados e quase gabaritou em todos os quesitos. Entretanto, o quesito em que a escola foi mais despontuada (10 – 9.7 – 10 – 9.9) foi o mesmo que também fomentou um grande debate entre críticos e amantes do carnaval: alegoria. De fato, as alegorias não apresentavam uma certa unidade visual em sua construção – a exemplo do carro abre-alas, em que os três chassis acoplados não conversavam entre si. Algumas esculturas também não caíram no gosto do público e ainda hoje é motivo de burburinhos em rodas de conversas carnavalescas – como por exemplo, a da própria homenageada que teve seu rosto esculpido na quarta alegoria e que mais parecia um personagem da franquia de Star Trek.

    Como diz a letra do samba, “Carnaval… A Bela Vista está em festa”, foi dessa forma que o Vai-Vai passou pela avenida, em festa e emocionando a todos. Em um evento promovido pelo OBCAR – Observatório de Carnaval da UFRJ, a convidada e também presidente da Mocidade Alegre, Solange Cruz, disse ter sentido um “arrepio” ao passar pela avenida enquanto a arquibancada na dispersão já cantava o refrão do samba “aê-âe-aa-ê” e o Vai-Vai dava a largada do desfile no início do sambódromo. Arrepio esse, imagino, que o público ali presente sentiu ao cantar e vivenciar os sucessos de Elis Regina.

    Quem não se alegraria de pode ver novamente aqueles braços girando feito uma hélice desvairada? Certamente Elis fez parte desse desfile. E como costumo dizer entre os meus amigos, ela baixou na avenida e pode sentir mais uma vez a energia do seu público, que vibrava ao vê-la nos palcos.

    Simplesmente, Elis!

    Autor: Yuri Marcos – Bacharel em Ciências Sociais/Membro OBCAR-UFRJ
    Orientador: João Gustavo Melo – Doutorando em Artes-UERJ – Pesquisador
    OBCAR-UFRJ
    Instagram: @obcar_ufrj

    Morre sócio benemérito e membro do Conselho Deliberativo da Portela

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    A Portela informou o falecimento de Ezequiel Souza de Brito, também conhecido como Miguel Boca de Ouro, sócio benemérito e membro do Conselho Deliberativo da agremiação. Ele tinha 74 anos e sofreu uma parada cardíaca na madrugada de terça-feira, no Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, onde estava internado desde o último sábado, após ter um AVC.

    O sepultamento será nesta quarta-feira, às 14h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada. O velório começará às 11h.

    Cria de Nilópolis, Ezequiel estava no samba desde muito cedo, por influência do pai, que participou dos primeiros anos da escola Vizinha Faladeira, na década de 1930, e do início das atividades da União das Escolas de Samba, a primeira entidade representativa das agremiações de samba.

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    Ezequiel se orgulhava de ter herdado o livro com a ata de fundação da entidade, documento que tem as assinaturas de diversos pioneiros do carnaval, como o lendário Paulo da Portela, nosso fundador. Era comum, por exemplo, ver o conselheiro exibindo a relíquia para amigos e portelenses mais novos durante as feijoadas.

    Policial militar aposentado (terceiro sargento), ele também foi presidente da extinta Unidos de Nilópolis (seu grande amor, além da Portela) e da Imperial de Nova Iguaçu (antiga Imperial de Morro Agudo). Integrou, ainda, as diretorias da Estácio de Sá e Beija-Flor de Nilópolis, e teve uma curta, mas importante passagem pela Acadêmicos do Grande Rio.

    O envolvimento com a Portela veio a partir da amizade que tinha com o ex-presidente Carlinhos Maracanã, de quem se tornaria grande colaborador na escola. Após um período afastado, retornou em 2013, com a eleição de Serginho Procópio e Marcos Falcon. Desde então era membro do Conselho Deliberativo. Gostava de sentar para conversar na secretaria da quadra e fazia questão de visitar o barracão dias antes do desfile.

    No último carnaval, Ezequiel desfilou pela diretoria. No mês de março, marcou presença na Feijoada da Família Portelense e participou no palco da homenagem que o presidente Luis Carlos Magalhães fez ao músico mangueirense Carlinhos Pandeiro de Ouro.

    Nesta terça-feira, feriado de Tiradentes, ele iria comemorar seus 74 anos (o aniversário foi em 28 de março) no Portelão, com um baile animado pelo conjunto Os Devaneios. O evento, no entanto, havia sido cancelado por conta da pandemia. Viúvo, ele deixa cinco filhos e vários netos.

    O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão, os membros do Conselho Deliberativo e toda a diretoria da Portela se solidarizam com os familiares e amigos de Ezequiel. Muita força a todos!

    Paraíso do Tuiuti confecciona duas mil máscaras para distribuição

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    O Paraíso do Tuiuti também está na luta contra o novo coronavírus. A azul e amarelo de São Cristóvão iniciou no barracão de alegorias e fantasias, na Cidade do Samba, a confecção de duas mil máscaras de proteção. Os itens serão distribuídos para pessoas carentes do próprio Morro do Tuiuti.

    “Estamos muito preocupados e sensibilizados com esse momento da pandemia. Tem muitos moradores da nossa comunidade passando por necessidades e é nosso dever estar com eles. A Liesa, em nome do presidente Jorge Castanheira, nos cedeu material, além daqueles tecidos que tínhamos em nosso almoxarifado”, disse Renato Thor, presidente do Tuiuti.

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    As máscaras estão sendo confeccionadas no quarto andar do barracão da escola de samba, respeitando todas as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) em termos de higiene. As costureiras usam máscaras e têm álcool em gel à disposição para a produção e manuseio dos tecidos.

    Cestas básicas

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    A quadra do Tuiuti, em São Cristóvão, recebe de segunda a sexta-feira, a partir das 9h, doações de alimentos de cesta básicas e produtos de higiene. Tudo que for arrecado também será doado para a comunidade do Tuiuti. A ação solidária ocorre em parceria com o grupo “Eu amo São Cristóvão”.

    A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, número 33, bairro de São Cristóvão.

    Unidos da Tijuca doa mais de uma tonelada de carnes aos moradores do Borel

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    Em meio as tantas dificuldades impostas pela pandemia do novo Coronavírus com medidas que exigem o isolamento social e consequentemente a redução drástica de oportunidades de trabalho informal às famílias sem renda, a solidariedade tem auxiliado a alimentação nesse momento tão difícil que o Rio de Janeiro e o mundo enfrentam.

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    (Foto: Felipe Vieira/Divulgação)

    Nesta segunda-feira, sensibilizada com o drama social criado pela pandemia, a Unidos da Tijuca fez o repasse de uma tonelada e 100 quilos de carnes (frango e linguiça) ao Instituto de Cidadania do Morro do Borel, situado na antiga quadra da agremiação localizado na rua São Miguel, para a doação às famílias em situação de vulnerabilidade e fome.

    A entrega foi feita pelo Instituto de Cidadania e membros do Departamento Feminino que residem na comunidade com a presença de alguns diretores da agremiação. A ação seguiu as orientações de segurança para evitar aglomeração e contaminação pelo vírus.

    Para Eduardo Koncikoski, sócio da distribuidora GET, parceira da escola e responsável pela doação dos alimentos, a proposta de doar as carnes aos mais necessitados teve adesão de 100% da empresa alcançando mais de uma tonelada em gêneros alimentícios.

    “Em nome da GET Distribuidora queria dizer que é um prazer poder realizar essa doação para a comunidade do Borel, através da Unidos da Tijuca. É muito gratificante estarmos ajudando àqueles que fazem o carnaval da escola acontecer e que estão precisando de apoio nesse momento de dificuldade”.

    Cestas básicas e máscaras de proteção

    No último final de semana, a escola repassou à Associação de moradores do Morro do Borel e Favela Indiana, 200 cestas básicas doadas através do Vasco da Gama. A escola também doou 400 máscaras de proteção produzidas no barracão de alegorias da agremiação. A azul e amarela tijucana planeja novas ações enquanto permanecer a quarentena e pretende dessa vez, abranger as comunidades do Santo Cristo (Morro do Pinto e Providência), bairro onde atualmente fica localizada a quadra de ensaios da escola.

    Fabricio e Giovanna formam o novo casal de mestre-sala e porta-bandeira do Sossego

    O primeiro pavilhão do Acadêmicos do Sossego já tem novos defensores. Fabricio Pires e Giovanna Justo formam o novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da azul e branco do Largo da Batalha. A dupla, que já dançava junta há dois carnavais, chega na escola de Niterói em busca dos 40 pontos no quesito.

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    Giovanna já foi campeã no Grupo Especial e tem passagens pela Mangueira, Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Viradouro, Tuiuti e São Clemente. A porta-bandeira revelou que já se sente em casa.

    “Tenho alguns amigos na escola, já era um ‘namorinho’ e quando aconteceu a minha saída da agremiação que eu estava, acabou virando um casamento. Mal cheguei e já estou me sentindo em casa com o carinho que recebi”, destacou Giovanna.

    O mestre-sala tem passagens pela Caprichosos, Tradição, Cabuçu, Portela, Mocidade, Porto da Pedra e São Clemente. Fabricio chega otimista na nova agremiação e com muita garra.

    “Percebo um momento de assertividade na escola para fazê-la ainda maior. A expectativa é de um trabalho de qualidade. A comunidade é forte e se identifica com a escola. Isso nos proporcionará um ano leve e principalmente feliz”, revelou Fabricio.

    A dupla é mais uma contratação da escola, que no Carnaval 2021 levará o enredo ‘Visões Xamânicas”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues, para a Marquês de Sapucaí.