Nesta terça-feira, a partir das 21h30, o site CARNAVALESCO começa uma série de debates sobre os nove quesitos de julgamento do Grupo Especial e Série A do Rio de Janeiro. A abertura será sobre Harmonia. Você pode acompanhar e também enviar perguntas direto pelo carnavalesco.com.br ou em nossa página no Facebook.
Os convidados do programa sobre Harmonia são os diretores: Mauro Amorim (Viradouro), Marcelinho Emoção (Vila Isabel) e Junior Escafura (Portela). A apresentação é do músico Gustavinho Oliveira.
A série de debates do site CARNAVALESCO será semanal. Durante o mês de maio, o veículo fará o mesmo bate-papo sobre o carnaval paulistano.
O início dos anos 2000 marcou a chegada do carnavalesco Paulo Barros no Grupo Especial. A série “Duelo dos Desfiles” traz um confronto especial na carreira do artista e para Unidos da Tijuca. De uma lado, o desfile surpreendente de 2004, o ano do carro do DNA, que mudou a carreira do carnavalesco. Do outro lado, o desfile de 2005 aperfeiçoado em fantasias e alegorias em relação ao ano anterior.
Abaixo, você confere as defesas de “O sonho da criação e a criação do sonho. A arte da ciência no tempo do impossível” e de “Entrou por um lado, saiu pelo outro… Quem quiser que invente outro!”. Deixe seu voto sobre seu desfile predileto e vamos divulgar o resultado na quarta-feira.
Unidos da Tijuca 2004 (Por Winnie Delmar): “O desfile da escola Unidos da Tijuca é inesquecível, porque foi início de uma nova era para o carnaval do Rio de Janeiro. A escola apostou em Paulo Barros, um jovem carnavalesco, com suas ideias criativas e baratas, levou a escola do Borel para um desfile que ficaria marcado na sua história. Impossível sair da minha memória a alegoria chamada “Criação da vida” , que ficou popularmente conhecida como o carro do “DNA”, que jamais será esquecido no carnaval carioca. A escola do Borel cravou o segundo lugar naquele ano, e desde de seu campeonato em 1936, não havia tido uma grande conquista como está. A partir deste desfile de 2004, os anos seguintes a Unidos da Tijuca viveu momentos de glória em seu casamento com Paulo Barros. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogeirinho e Lucinha, vieo com uma indumentária deslumbrante, um bailado impecável garantindo a nota máxima. O samba rendeu na voz do intérprete Wantuir, junto com os componentes, a escola mostrou força e chão. Nunca sairá da minha cabeça aquele espetáculo apresentado pela Unidos da Tijuca em 2004. É o meu carnaval inesquecível da escola do Borel”.
Unidos da Tijuca 2005 (Por Lucas Santos): “O desfile da Tijuca de 2005 é o segundo de Paulo Barros na escola e o segundo do carnavalesco no Grupo Especial. Ele traz o carnaval de Paulo agora não mais cheio de desconfianças, mas recheados de expectativas que foram correspondidas ao público apesar da enorme pressão despejada pelo primeiro ano de sucesso. Paulo traz as alegorias chamadas de “carros humanos”, dessa vez, ainda mais desenvolvidas. No abre-alas, a calda do pavão com dezenas de integrantes fazia um efeito ainda mais maravilhoso devido aos guarda-chuvas e pompons que cada um segurava atribuindo a alegoria formas diferente a todo o momento. Também é um carnaval repleto de alas coreografadas como a ala dos soldados das cartas de baralho que reproduziam um efeito espetacular com uma enfurecida Rainha de Copa. Mesmo com as coreografias e encenações, a escola cantou muito o alegre samba comandado por Wantuir, sem perder a espontaneidade. O enredo também permitiu a Paulo trazer personagens aos quais sempre se encantou como a turma do Mágico de Oz, representada em alegoria por um enorme homem de lata produzido realmente a partir de latas. Tijuca 2005 é a afirmação da escola e de Paulo Barros como agremiação e carnavalesco capazes de disputar os títulos neste século, não a toa o vice-campeonato com a diferença de um décimo. O desfile de 2005 também permite a Paulo Barros continuar a desenvolver o seu estilo recheado de surpresas, criatividade e com fantasias e alegorias produzidas para permitir a fácil leitura”.
Faleceu nesta segunda-feira Maria das Graças, a Graça, como era carinhosamente chamada por todos os amigos na Riotur, órgão municipal que cuida do carnaval do Rio de Janeiro. Ela trabalhou por mais de 30 anos no local e morreu vítima de Covid-19.
“Essa perda me deixou muito abalado. Ela era muito querida por todos. Pessoa que só fazia o bem. Conseguimos, juntos, estruturar bem a Diretoria de Operações da Riotur, inclusive, passando com maestria pelos anos de ouro do Rio de Janeiro”, disse Luís Gustavo Mostof, que foi diretor na Riotur.
Além do carnaval do Rio de Janeiro, Maria das Graças foi fundamental nos mega-eventos da cidade, como as Olimpíadas Rio 2016, Copa do Mundo 2014, Jornada Mundial da Juventude, e Réveillon.
Representatividade é o que a Thelma carrega em sua trajetória, não só para mulheres negras mas também para a classe dos passistas. Concorrendo ao prêmio de um milhão e meio de reais a bailarina formada em medicina é inspiração para muitas pessoas. Sambistas defendem e torcem para participante. A rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos, assim como Thelma é uma referência quando falamos de representatividade e exemplo. Ela falou da importância de ter a sister campeã.
“Ter a Thelma campeã de um reality brasileiro, sendo uma dos dois negros selecionados para participar, no país com 54% da população preta é um passo gigante e de suma importância para nossa revolução. É uma quebra no sistema. Torço desde o início para os dois pretos chegarem no topo. Nos maiores lugares no pódio. Um saiu, então que ela chegue na primeira colocação”.
Exemplo na vida profissional, Thelma foi a única negra a se formar em sua turma de medicina. E, apesar das barreiras e das dificuldades, Nilce Fran, diretora da ala de passistas da Portela, explica que as meninas hoje entendem a importância do estudo.
“Graças a Deus essa consciência, a importância do estudo, já chegou na minha geração de passistas e mulatas. Me orgulho de ter 23 universitárias na ala de passistas da Portela. Thelma Regina nos dá mais força nessa luta existencial, torço com todas as forças para ela. Mulher negra, médica, da periferia, adotada, guerreira como eu, conhece os caminhos mais difíceis mas conseguiu e conseguirá esse prêmio, se Deus e o preconceito derem passagem. Ela me representa. Temos uma luta racial e precisamos estar de mãos dadas sempre. Tudo para nós é mais difícil”, explicou a diretora.
Nilce Fran ainda completa dizendo que seria uma honra tê-la no carnaval carioca, mas que Thelma passaria pelo seu projeto.
“Se Thelma vier para o carnaval de Rio será uma honra, mas, com todo respeito, na Portela terá que visitar o projeto de mamy Fran (risos)”.
Orgulhoso, Carlinhos do Salgueiro, diretor da ala de passistas da Academia do Samba falou da felicidade de saber que Thelma disse durante uma conversa no programa que admira sua ala e que gostaria de desfilar junto a eles.
“Thelma é inspiração para a classe dos passistas, nós que passamos por tantos preconceitos vermos uma passista bem sucedida é um motivo de orgulho pra todo mundo. Torço para ela desde o começo e estou muito feliz. Uma vez recebi diversas mensagens de amigos que viram ela dizendo que queria ser ‘passista do Carlinhos’, fiquei todo bobo. É uma honra e seria uma honra recebê-la. O convite está feito desde já!”, falou o diretor.
Falando da importância de ter uma mulher negra dentro de um programa de televisão com uma trajetória de vida de sucesso Evelyn acredita que a participante é um exemplo a ser seguido.
“A Thelma é uma mensagem que fortalece as mulheres pretas na busca dos seus ideais. Observar a história dela tira jovens, que têm o mesmo retrato, de situações de vulnerabilidade. É um exemplo a ser seguido! Sem medo, olhando nos “olhos” do preconceito e realizando sonhos”, disse a rainha mangueirense.
A Campanha Ritmo Solidário iniciou neste final de semana a distribuição das doações aos ritmistas das escolas de samba cadastrados. Os primeiros beneficiados foram integrantes da Acadêmicos de Santa Cruz, Salgueiro e Estácio de Sá.
De maneira a evitar aglomerações, cada agremiação conta com um horário específico de retirada. Para o próximo final de semana a agenda ficou toda para o sábado, dia 02/05: Imperatriz Leopoldinense (10h), Guerreiros Tricolores (11h), Acadêmicos de Vigário Geral (12h), Império Serrano (14h), União da Ilha (16h) e o projeto Agogô Carioca (17h).
Para o idealizador da ação, China do Estácio, as primeiras entregas foram um sucesso: “Foi lindo! Realmente estamos ajudando ritmistas que necessitam e de forma organizada. Precisamos muito da ajuda de toda a população doando durante a semana para que possamos atender ainda mais pessoas.”
As doações podem ser entregues de segunda a quinta-feira, das 10h às 18h, no setor 10 do Sambódromo. A ação conta com o apoio da RioTur. Maiores informações e contato para doações podem ser realizados através do e-mail [email protected].
Finalista da edição do Big Brother Brasil 2020, Thelma Regina, médica anestesista e passista da Mocidade Alegre, agremiação de São Paulo, durante toda sua trajetória ergueu a bandeira da sua escola do coração e mostrou seu amor pelo samba. Retribuindo esse amor e carinho, os sambistas se uniram parar votar e buscar a consagração de Thelma como grande campeã da edição.
Nas redes sociais da escola foram feitas campanhas durante todo o programa para a permanência de Thelma. Solange Cruz, presidente da agremiação, enfatizou que assim como fizeram com a participante, fariam com quem levantasse a bandeira do samba.
“A escola se movimenta e se movimentou em todos os paredões, em tudo que pode, em mutirões… Temos grupos dos componentes da agremiação de vários setores e alas, nós temos o ‘Voz da Morada’ onde fazemos as divulgações e nos comunicamos para ajudar e incentivar. Faríamos com outros participantes que elevassem o nome da agremiação, assim como a Thelma fez. Tivemos a Viviane Araújo em outro reality show e mesmo não sendo da minha escola torci por ela como sambista”, disse Solange.
Na edição ficou nítido o amor pela Morada do Samba, na primeira prova do líder que ganhou Thelma passou horas cantando sambas da agremiação. Em sua festa, que pode escolher o tema, optou por levar a temática carnavalesca para dentro da casa e dentre os pedidos pediu que ao menos tocassem um samba da Mocidade Alegre. Sobre essa paixão declarada a presidente diz que recebeu essas declarações e falas de Thelma como uma grande homenagem.
“Ela falar do amor pela Mocidade durante o programa bateu em mim como uma super homenagem. Ela é uma garota super tranquila e eu nem imaginava que ela fosse dar toda essa repercussão em relação a Morada mas sei que a escola é muito importante para ela por fazer parte da nossa família há muitos anos. Thelma é uma pessoa na dela, do jeito que ela está dentro da casa. Foi uma grata surpresa vê-la elevar o nome da escola, a bandeira do samba… É um sentimento inexplicável, realmente de pessoas gratas por estar lá e reconhecer o lugar onde ela convive e gosta”, explicou.
No decorrer da edição surgiram pedidos para a participante ascender da ala de passistas para um outro posto, rainha e musa foram um dos pedidos feitos na internet. Falando sobre o futuro de Thelma na escola a presidente disse que não pensa nisso.
“Por mais que exista esse assunto a escola não pensa em nada disso, de por ela em qualquer outro lugar, isso é muito a mídia que faz esse tipo de repercussão. Ela mesmo dentro do programa deixou claro que quer continuar na ala de passistas, que é onde ela quer estar, com o pessoal dela, no chão da escola. Thelma é uma pessoa de muita consciência e o que me chama atenção é a inteligência demonstrada, a forma de pronunciar, a postura, a forma de conduzir. Eu sinto muito orgulho de tê-la representando o samba, a negritude, a mulher e a Mocidade Alegre em si. Muito orgulhosa dessa representatividade toda”, falou a presidente.
Um dos grandes motivos de Thelma ter chego na final foi a coerência que manteve durante o programa. Seguiu suas crenças e intuições sem perder sua essência. Solange falou que apesar de não ser íntima da passista a conhece há muitos anos e afirmou que ela não mudou em nada do que é aqui fora.
“Não vejo mudança nenhuma da Thelma na Mocidade e da Thelma no reality, ela é aquilo lá, daquele jeitinho dela, não vi mudança alguma. Não sou amiga íntima dela, mas a conheço há muitos anos, ela desfilou na bateria, desfilou na comissão de frente, desfila no miscigenação que é a ala de passistas da escola. Acabamos tendo contato pois ela participa dos ensaios, ela sai em ala que é coreografada, temos os shows da escola, as viagens para fazer apresentações. Ela está sempre lá, é uma pessoa de convívio. Thelma já desfilou em outra agremiações, tem um convívio muito grande com pessoas do mundo do samba. Já desfilou na Nenê de Vila Matilde, na Pérola Negra com o Roberio, que é nosso passista de ouro, que já foi Rei Momo pela Mocidade Alegre e é coreografo da comissão de frente do Pérola e ela desfilou lá. Ela é Mocidade, mas sempre que surgia uma vaga no Acesso ou em outro lugar dançando ela ia por ser bailarina. Ela gosta de dançar, boa em coreografias e faz parte desses grupos coreográficos que a escola tem. É uma menina cheia de vida, cheia de energia positiva, do jeito que o Brasil assistiu”, encerrou Solange.
Tem novidade no carro de som do Paraíso do Tuiuti. A escola de São Cristóvão anunciou a renovação com o intérprete Celsinho Mody, que vai para o quarto carnaval no Rio de Janeiro, ele também é cantor do Tatuapé, em São Paulo. É mais um reforço para o ano em que a agremiação terá o carnavalesco Paulo Barros no comando do seu desfile.
A surpresa ficou por conta da chegada de Carlos Jr, que também é de São Paulo e canta no Império de Casa Verde. O intérprete está no hall dos melhores do carnaval paulistano e já tinha confessado ao site CARNAVALESCO a vontade de cantar no Rio de Janeiro. Ele fará jornada dupla e seguirá no Império de Casa Verde.
Veja abaixo Carlos Jr na largada do Império de Casa Verde em 2020:
Finalista da edição do Big Brother Brasil 20, da TV Globo, a paulistana Thelma faz parte da Mocidade Alegre e sempre exalta sua agremiação dentro do programa. Na última semana, quando estava no jardim da casa com Manu e Babu, ela aproveitou o momento para ensinar a amiga da desfilar no carnaval.
“Faz carão”, disse Thelma para Manu.
As duas sambaram ao som de “Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, do Império Serrano, em 1982. Babu aproveitou para falar do samba e sua levada.