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Desfile das escolas de samba é reconhecido Patrimônio Cultural do Estado do Rio

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O governador Cláudio Castro decretou, nesta sexta-feira, o reconhecimento dos desfiles das escolas de samba como Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro. A medida, publicada no Diário Oficial, consolida o espetáculo como símbolo da identidade cultural fluminense e reforça o Carnaval como política permanente de valorização cultural, geração de empregos e desenvolvimento econômico.

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Foto: Léo Queiroz/Divulgação Rio Carnaval

“O Carnaval é a maior expressão cultural do país. Reconhecer os desfiles como patrimônio é garantir proteção, valorização e respeito a uma tradição que movimenta a economia, gera empregos e leva o nome do Rio de Janeiro para o mundo”, afirmou o governador.

Com o decreto, os desfiles passam a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais protegidos pelo Estado, assegurando respaldo institucional às escolas de samba, aos profissionais do setor e a toda a cadeia produtiva envolvida na realização do espetáculo.

Na prática, o reconhecimento como Patrimônio Cultural fortalece a segurança jurídica para ações de fomento, preservação da memória e apoio continuado às escolas de samba. A medida amplia a base legal para investimentos públicos, parcerias institucionais e políticas de valorização profissional.

Além disso, o decreto contribui para a preservação dos saberes tradicionais do samba e consolida o Carnaval como um ativo estratégico do Estado, tanto do ponto de vista cultural quanto econômico.

Investimentos, turismo e impacto econômico

O Carnaval de 2025 contou com um investimento histórico de R$ 90 milhões do Governo do Estado, o maior já realizado. O aporte resultou em recorde de turistas, fortalecimento do turismo, estímulo à cultura e impacto direto na economia fluminense.

-Tivemos recorde de turistas, fomentando turismo, cultura, economia e empregos. O Carnaval é desenvolvimento, é oportunidade e é orgulho para o Rio de Janeiro – destacou o governador.

O Estado do Rio registrou um impacto positivo de R$ 6,5 bilhões na economia durante o período do Carnaval. O fortalecimento da folia também se traduziu em geração de trabalho e renda. Dados da Divisão de Economia e Inovação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostram que as vagas temporárias para o Carnaval no estado cresceram 8,6% em 2025.

O período também impulsionou o empreendedorismo fluminense. Entre janeiro e o início de fevereiro de 2025, foram criados mais de 2,1 mil novos empreendimentos ligados direta ou indiretamente ao Carnaval no Rio de Janeiro.

A estimativa, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, é que a festa tenha gerado cerca de 70 mil empregos, beneficiando principalmente os setores de comércio, serviços e turismo.

Camarote Rio Praia lança projeto inédito de Rodas de Samba para o Carnaval 2026

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As raízes do samba ganham lugar de honra na Sapucaí com o projeto inédito do Camarote Rio Praia: Rodas de Samba. Para o Carnaval 2026, o camarote apresenta uma celebração autêntica da essência do gênero, levando para a avenida algumas das casas de samba mais representativas do Rio, espaços que preservam a tradição nascida nos quintais, nas rodas de amigos e nas ruas que moldaram a história do samba. Guiado pela ideia de que o samba nasce da convivência e da alma do povo, o Rio Praia convidou cada casa a comandar as seis noites de folia, trazendo sua identidade, sua roda e a energia que move seus frequentadores durante todo o ano.

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Foto: Divulgação

“Se o samba nasce na raiz, é na Sapucaí que ele floresce”, resume o conceito do projeto. Com isso, o Rio Praia reafirma sua missão de valorizar não apenas a festa em si, mas também os elementos que sustentam o estilo musical: suas tradições, intérpretes, instrumentistas e as rodas que mantêm o ritmo vivo todos os dias. Com apresentações que unem escolas de samba, músicos, público e influenciadores, o camarote promete noites únicas e cheias de personalidade: cada casa traz sua roda; cada roda, uma história; cada história, um encontro entre a origem do samba e o maior espetáculo do planeta.

Sob curadoria dos músicos Nanda Monteiro e Rodolfo Marques, sócios do Grupo Confraria Carioca, a programação destaca a potência das rodas mais marcantes da Cidade Maravilhosa.

Programação das Rodas de Samba:
Sexta-feira (13/02)
Quintal da Lapa convida Grupo Confraria Carioca

Sábado (14/02)
Quadra do Cardosão convida Samba da Alvorada

Domingo (15/02)
Samba dos Guimarães convida Grupo Confraria Carioca

Segunda-feira (16/02)
Samba do JB convida Casa de Marimbondo

Terça-feira (17/02)
Samba Redentor convida Grupo Confraria Carioca

Sábado das Campeãs (21/02)
Base do Samba convida o Grupo S.E.R. – Samba Enredo de Raiz, em uma noite especial ao lado dos intérpretes oficiais das grandes escolas de samba:
Pit de Menezes — Imperatriz Leopoldinense
Dowglas Diniz — Mangueira
Evandro Malandro — Acadêmicos do Grande Rio
Emerson Dias — Unidos de Niterói
Igor Sorriso — Salgueiro

Além das emblemáticas Rodas de Samba, o Camarote Rio Praia confirma um line-up com grandes nomes da música brasileira para os shows principais de 2026: Xande de Pilares (13/02), Thiago Martins (14/02), Arlindinho e Thiago Soares (15/02), Pixote (16/02), Tiee (17/02) e Belo (21/02).

Com uma das estruturas mais completas da Sapucaí, o Rio Praia está localizado entre os setores 8 e 10, com vista privilegiada para o 2º recuo da bateria. O espaço oferece open bar premium, buffet assinado por chef, transfer exclusivo, ambiente climatizado, banheiros privativos, DJs, área beauty, customização de abadás, área VIP, lounge corporativo e o meeting point oficial no Pestana Rio Atlântica, em Copacabana.

O camarote reafirma sua posição como um espaço onde o samba é celebrado com respeito, protagonismo e orgulho. Em 2026, mais do que uma experiência premium, o Rio Praia exalta a cultura que moldou o Carnaval carioca e segue emocionando gerações.

Rio Praia 2026: onde a raiz do samba encontra a Sapucaí. Onde a roda vira espetáculo. Onde o samba é rei!

Serviço:
Localização: setores 8 e 10 da Sapucaí, de frente para o 2º recuo da bateria
Site oficial: https://camaroteriopraia.com.br
Link de venda: ingresso.camaroteriopraia.com.br
Central de vendas: (21) 99994-3632
Instagram: @camaroteriopraia

Mestre Marcel confirma manutenção do legado na bateria da Vila Maria e promete ‘um pouquinho de tempero’

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Um dos nomes mais emblemáticos dentre os de baterias na cidade de São Paulo pertence à Unidos de Vila Maria. Durante o período em que foi comandada por Rodrigo Moleza, o grupo de ritmistas da agremiação foi, inclusive, rebatizado: a antiga Raiz Verdadeira ganhou o nome de Cadência da Vila. O antigo comandante, entretanto, foi para o Águia de Ouro. Agora sob o comando de mestre Marcel Bonfim, entretanto, ele garante que pouca coisa vai mudar. Em entrevista ao CARNANVALESCO no lançamento do enredo da Unidos de Vila Maria para o Carnaval 2026, “Do chão que alimenta a culinária que encanta: Brasil um banquete de sabores“, o novo comandante da Cadência da Vila falou sobre o que será mantido e quais serão as mudanças em relação ao antigo mestre.

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Foto; Divulgação/Vila Maria

Legado, mas…

A escolha pelo substituto de Rodrigo Neves, popularmente conhecida como Moleza, foi quase que óbvia na Unidos de Vila Maria. Depois de treze anos à frente dos ritmistas, Moleza foi para o Águia de Ouro e deixou mestre Marcel Bonfim como novo mestre da bateria da Unidos de Vila Maria – ele que estava no Morro da Casa Verde e era um dos diretores tidos como braço-direito do agora comandante da Batucada da Pompeia.

Marcel destacou que o grosso do trabalho segue o mesmo, mas haverá alguns ajustes: “A gente vai colocar um pouquinho do nosso tempero. O trabalho vai continuar com o mesmo legado. A gente vai colocar um pouquinho da nossa identidade, um pouquinho mais para frente – mas não vai ser muita coisa. A gente também trocou algumas polegadas de surdo para dar um grave mais aflorado, é importante destacar isso. Mas, no geral, a gente vai seguir nessa linha”, comentou.

Felicidade pelo posto

Ao destacar como se sente chegando ao posto de comandante da Cadência da Vila, mestre Marcel não escondeu a felicidade: “É uma alegria muito grande assumir o comando da Cadência da Vila. Eu cheguei aqui em 2012 e, ao longo desses anos, a gente fez o trabalho junto com o Moleza. E, agora, a escola optou para que eu faça parte da escola como mestre de bateria, para cuidar da Cadência da Vila. A gente vai seguir o legado que foi deixado”, finalizou.

Segmentos da Acadêmicos de Niterói celebram legado de Lula, enredo da escola para o Carnaval 2026

Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e pelo enredista Igor Ricardo, a Acadêmicos de Niterói levará para a avenida, em 2026, uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O enredo da atual campeã da Série Ouro e estreante no Grupo Especial gerou enorme repercussão dentro e fora do mundo do carnaval. O CARNAVALESCO conversou com os segmentos sobre a homenagem que será feita ao presidente Lula. Felizes com a homenagem, os componentes da Acadêmicos de Niterói ressaltaram o legado do homenageado.

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Fotos: Ricardo Stuckert / PR

Wallace Palhares ressalta a importância dos programas sociais

Presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares defendeu a escolha do enredo e citou a própria trajetória como reflexo das políticas de Lula. “Eu cresci na favela do Fumacê, em Realengo, e tive a oportunidade de estudar graças aos programas sociais do governo Lula. Nada mais justo do que exaltar quem fez isso por milhares de brasileiros”.

Carnavalesco: enredo servirá de ensinamento para a sociedade

O carnavalesco da escola, Tiago Martins, acredita que o enredo servirá de ensinamento para a sociedade. “Eu acredito que o carnaval está aí para ensinar. Muitas vezes, o que a gente leva para a Sapucaí cai até em prova do Enem, porque os professores trabalham em cima dessas pautas”.

“Acredito que esse enredo vai ensinar muita gente. E, de repente, aquelas pessoas que são contra ou têm um pensamento diferente podem compreender um pouco mais por meio do desfile. Claro, de uma forma carnavalizada, mas que leva mensagem. Não tenho dúvidas de que a Niterói vai estar na Sapucaí para dar uma aula para essa galera”, completou.

Branco Ribeiro diz que a vida da família mudou após governos Lula

Em sua estreia na Acadêmicos de Niterói, o mestre de bateria Branco Ribeiro também comentou sobre mudanças em sua vida após os mandatos do presidente Lula. “Eu tenho 31 anos, e a vida da minha família mudou depois dos mandatos do Lula, assim como acredito que a vida de milhares de brasileiros também. Independentemente de posição política ou de instabilidade que o país possa viver, ele foi a pessoa que deu ao Brasil, principalmente à classe mais baixa, o poder de conquistar coisas novas, de alcançar espaços que antes eram restritos apenas a quem tinha condição financeira”.

“A questão política é muito particular, assim como a questão religiosa. A gente precisa estar aberto, entender e respeitar todas as opiniões, independentemente de quais sejam”, salientou.

‘Nossas vidas foram marcadas pelo governo Lula’, diz coreógrafo

O coreógrafo Handerson Big, que fará dupla com Marlon Cruz no comando da comissão de frente da escola, também ressaltou o legado de Lula para a sociedade. “Para mim e para o Marlon, não poderia existir presente maior do que estrear no Grupo Especial justamente representando o presidente Lula, porque as nossas vidas foram marcadas pelos governos dele. Eu não peguei muito os programas como o Prouni, porque sou de um tempo um pouquinho anterior. Já o Marlon pegou. Mas, de toda forma, os primeiros governos dele significaram uma melhora de vida primordial para a gente”, disse Handerson.

“Representar o Lula é um presente. E a gente espera que o nosso trabalho conscientize o brasileiro. A função da nossa comissão de frente é justamente essa: mostrar que nós somos o povo, a parte trabalhadora do país. É importante lembrar que o Lula não vai ser eterno. Então precisamos pensar sempre em pessoas e políticos que, assim como ele, governem pelo povo e para o povo”, completou.

‘Quem é do samba dá valor às oportunidades que o Lula possibilitou ao povo pobre’, diz porta-bandeira

Porta-bandeira da escola, Thainara Matias lembrou que a história do presidente ecoa no coração do samba: “Quem é do samba geralmente vem de muita luta, da periferia, e dá valor às oportunidades que o Lula possibilitou ao povo pobre. Eu sou cria do morro, meus pais não tiveram a chance de estudar, e graças a políticas públicas pude me tornar mestre em Educação. Muitos sambistas vão se reconhecer nessa história”.

‘Assim como vai ter um para atacar, vão ter dez para defender’, diz Emerson Dias

Também estreante na escola, o intérprete Emerson Dias afirmou que considera a homenagem “justíssima”. “Independentemente do cargo que ele ocupa, foi um trabalhador que veio do Nordeste, do Agreste, batalhou para chegar onde chegou. Alcançou a Presidência, o posto mais alto do nosso país, e nos representa. Representa muitos brasileiros”.

Emerson também comentou sobre as possíveis represálias que o enredo pode receber por parte dos críticos ao presidente Lula. “O que seria do amarelo se todo mundo gostasse do azul? Acho que quem está na chuva é para se molhar. A nossa questão aqui é fazer Carnaval, independentemente da ideologia de cada um. Cada um tem a sua ideologia, faz parte. Assim como vai ter um para atacar, vão ter dez para defender”, disse.

O diretor de Harmonia da Niterói, Marcelinho Emoção, afirmou que “a história do presidente fala por si: de onde ele veio, o que ele se tornou, a liderança que exerce hoje. Não precisamos nem falar muito do Lula, porque a trajetória dele já mostra quem ele é, de trabalhador nordestino a líder mundial”.

Primeira a desfilar no domingo de carnaval, a Azul e Branca da Cidade Sorriso levará para a avenida o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e pelo enredista Igor Ricardo.

Uilian e Isabel comemoram parceria defendendo o pavilhão da Roseira: ‘Caminho certo’

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Desde 2016, o pesadíssimo pavilhão do Rosas de Ouro é defendido por Isabel Casagrande, já histórica porta-bandeira da agremiação. Há, entretanto, uma peculiaridade no quesito na agremiação: as mudanças de nomes para compor o quesito. Desde 2024, Uilian Cesário carrega tal responsabilidade – e a parceria já trouxe um grande fruto: o título do Grupo Especial de 2025, com “Rosas de Ouro Em Uma Grande Jogada”. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com a dupla para falar sobre a parceria entre ambos na final de samba-enredo do Rosas de Ouro para o Carnaval 2026.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Autonomia total

Há mais de três décadas no Rosas de Ouro, Isabel Casagrande possui plena confiança de toda a agremiação. Ela própria foi a responsável por escolher o novo profissional: “A escola me deixa com total liberdade para eu escolher um mestre-sala. Não são eles que escolhem: eu quem escolhi. Na época, o Everson acabou saindo, eu fui atrás de um mestre-sala e fiz o convite para ele, que estava disponível. Foi uma grata surpresa ele ter aceitado. Estamos indo para o terceiro ano e a nossa sincronia, a cada ano, vai ficando melhor. Tudo que você faz repetidamente com amor dá certo. A gente está indo pelo caminho certo, está tudo certo”, comentou.

Ela fez questão de exaltar o antigo parceiro: Everson Sena, com quem bailou entre 2020 e 2023 – e que, no ciclo carnavalesco de 2025, chegou ao Camisa Verde e Branco. De 2016, quando se tornou a primeira porta-bandeira, Isabel também dançou com Marcos Eduardo (entre 2016 e 2018) e com Edgar Carobina (em 2019). Com Uilian Cesário renovado, ele chegará ao terceiro ano na Roseira – e se empatará com os dois primeiros parceiros de Isabel como o companheiro que mais dançou com o histórico nome azul e rosa.

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Uilian, além de confirmar o convite, deu a visão dele sobre a chamada de Isabel: “O convite para vir para o Rosas veio de uma forma muito gentil: através da própria Isabel. Eu confesso que eu não tinha expectativa de voltar a dançar por conta da minha breve passagem, pela minha curta história. Eu imaginei que eu, basicamente, tinha vivido esse sonho e tinha, de fato, realizado essa grande conquista. Mas a vida é muito maluca e acabou me surpreendendo, surpreendendo todos os meus amigos, toda a minha família. E a Isabel me chamou para uma conversa cara a cara e deixou claro o interesse em estar fazendo parte enquanto casal para o então próximo desfile – que, no caso, era o de 2024. Foi um carnaval muito especial enquanto sincronia, enquanto união, enquanto parceria”, destacou.

União

O mestre-sala destacou o quanto a cumplicidade com Isabel está em alta: “A gente tem aprendido dia a dia a ser, basicamente, o que o outro precisa – basicamente, um complemento: não só na dança, mas na vida, também. Parte das nossas conversas são falando de pista, desfile, fantasia e coreografia; mas, hoje, acho que a gente conseguiu encontrar um espaço seguro e confortável para também falar do Uilian e da Isabel fora da quadra. Esse é um dos pontos principais para que a gente consiga crescer enquanto pessoa e enquanto profissional, enquanto amigos, enquanto casal de mestre-sala e porta-bandeira, também. É engraçado porque, ao longo da minha construção, ao longo da minha preparação, ainda um pouco mais jovem, eu ouvia que o casal de mestre-sala e porta-bandeira é, basicamente, um casal de marido e esposa. Hoje eu valido essa informação que me passaram – e eu tenho certeza de que o bom resultado, o bom trabalho apresentado, com certeza, tem como ingrediente a confiança, a harmonia, a paz e uma troca sensível e humana entre duas pessoas”, afirmou.

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Trabalho árduo

O título veio apenas no segundo ano da dupla, e o mestre-sala destaca que é possível melhorar ainda mais: “Esse trabalho está acontecendo, a gente tem aprendido, tem errado bastante, tem acertado bastante e não estamos confortáveis com a nota desse último desfile. São muitas coisas a serem questionadas e entendidas a partir dos olhos dos jurados. É, basicamente, catar os caquinhos que ficaram ao longo do caminho e tentar construir um castelo próspero e feliz. A gente está tentando fazer isso da melhor maneira possível, com muito empenho, dedicação e amor”, finalizou.

Citadas por Uilian, em 2025, a dupla teve uma nota 10, duas 9.9 e um 9.8. Já em 2024, foram três 10 e um 9.9.

Cebolinha exalta identidade musical do Barroca: ‘Sambas aclamados’

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O Barroca Zona Sul foi uma das escolas que mais mexeu com o público durante o ciclo carnavalesco para os desfiles de 2025. Embalado pelo arrasa-quarteirão samba “Os Nove Oruns de Iansã” (vencedor do Estrela do Carnaval, organizado e concedido pelo CARNAVALESCO, na categoria “melhor samba-enredo de 2025”), a agremiação teve problemas com o segundo carro alegórico – resultando na décima segunda colocação do Grupo Especial, a última antes do grupo de escolas que são rebaixadas para o Grupo de Acesso I. Esse, entretanto, não foi o único ponto da verde e rosa a ser penalizado na apuração.

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Para falar sobre questões relativas aos sambas-enredo da agremiação e também sobre os quesitos estéticos da Faculdade do Samba, Ewerton Rodrigo Ramos Sampaio, popularmente conhecido como Cebolinha, falou com a reportagem do CARNAVALESCO pouco depois da gravação do clipe do samba-enredo do Barroca Zona Sul de 2026, que embalará o desfile de “Oro Mi Maió Oxum”, assinado pelo carnavalesco Pedro Alexandre, popularmente conhecido como Magoo.

Tradição musical

Há anos, o Barroca é elogiado pela qualidade dos sambas-enredo que leva para a avenida. Se a canção de 2025 “furou a bolha”, temporadas anteriores já marcavam ótimas obras da agremiação do Jabaquara. Cebolinha destacou que tal identidade é fruto de uma construção de uma década: “Referente à questão do samba, a gente já tem um time de compositores formado. Ao longo do tempo, grandes sambas vêm sendo aclamados e estão acontecendo no Barroca Zona Sul. Desde 2015, o Barroca vem trazendo grandes sambas para a avenida. Em 2025, foi um samba fora da casinha. A gente só deu sequência, a gente quer sambas no mesmo nível. O samba de 2026 também já aconteceu, também. Estamos no caminho certo”, comemorou.

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Vale destacar que o ano citado por Cebolinha coincide com a temporada em que ele começou a presidir a escola, sucedendo Gerado Sampaio Neto, popularmente conhecido como Borjão, pai dele próprio e tido como um dos grandes baluartes da história verde e rosa e do carnaval paulistano como um todo.

Empolgação verde e rosa

Para 2026, de acordo com Cebolinha, a comunidade da Faculdade do Samba virá no mesmo ritmo que nos anos anteriores: “A comunidade já vem muito empolgada com o samba para 2026! Todos vêm acompanhando e vêm trabalhando muito em cima desse samba, todos estão bastante contentes. O resultado disso tudo virá na pista, como a gente fala. Em 2025, a gente acertou em muita coisa. No dia, acabou tendo uma fatalidade que aconteceu e o resultado não veio a ser melhor. Mas, claro, vamos trabalhar para isso não acontecer no próximo ano”, disse.

Quesitos estéticos

Se pontos de avaliação ligados ao samba-enredo estão em alta no Barroca Zona Sul, os que dependem de imagens vêm sendo penalizados pelos jurados. Desde 2014, até onde foi possível para a reportagem pesquisar os mapas completos de notas da agremiação, a Faculdade do Samba não consegue gabaritar os quesitos Alegoria e Fantasia.
Para explicar com riqueza detalhes o próprio pensamento, Cebolinha preferiu destrinchar cada um dos itens de julgamento: “Falando primeiramente do quesito alegoria, para mim, foi um dos conjuntos mais bonitos do carnaval. A gente perdeu só um décimo de alegoria, no caso, referente à batida do carro. Na realidade, a gente trouxe a nota – a batida que nos fez ser despontuados”, comentou.

O outro ponto, obviamente, também foi abordado por Cebolinha: “Em relação ao quesito Fantasia, é o que a gente fala: é um cuidado muito grande. A escola, visualmente, melhorou muito. A gente está falando de 1.500, 2.000 pessoas. Às vezes, pode acontecer de um adereço cair… é uma questão que acontece às vezes, uma fatalidade. A escola está trabalhando muito bem em cima da parte plástica, o visual da escola está cada vez melhor e a tendência, pode esperar, é que, em 2026, a parte plástica vai surpreender muita gente”, finalizou.

No quesito Alegoria, o Barroca perdeu um décimo na primeira cabine de jurados (que foi descartado por ter sido a nota mais baixa no conjunto de avaliações); já em Fantasia, foram dois décimos perdidos: um no segundo e outro no terceiro módulo.

Com a Portela no coração, Vick Campos constrói sua história como musa da Majestade do Samba

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Foi cantando “Eu sou a água, sou a terra, sou o ar, sou Portela” que a menina Victória Campos, com apenas 8 anos, estreou oficialmente na Sapucaí com a sua escola do coração. Levada à escola pela mãe, Vick, como é carinhosamente conhecida na Portela, vai, em 2026, para o seu terceiro ano consecutivo como musa da comunidade. Mas, assim como uma águia, ela sonha voos maiores.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

“Eu cheguei à Portela através da minha mãe. Com 7 anos, ela era da bateria Tabajara do Samba. Eu não podia desfilar ainda porque a minha idade não permitia, mas eu vinha ao lado dela com roupa de passista, com florzinha na cabeça e tudo. Em 2008, com 8 anos, eu desfilei pela primeira vez na Ala das Crianças. Depois entrei no projeto social. Desfilei na Ala de Passistas em 2009, pelo primeiro ano como passista, e fui até 2023. Em 2023, tive a honra de participar do concurso da Corte do Carnaval pela Portela, por isso fui consagrada musa da comunidade e agora estou indo para o meu terceiro ano como musa e irei concluir meu 19º ano como comunidade da Portela ao todo”, contou Vick.

Vick, que também é estudante de nutrição, está sempre ao lado das passistas da escola, que antes eram suas parceiras de ala, mas continuam no dia a dia da musa. Além disso, ela não esconde a admiração e as referências que tem por outras estrelas do carnaval, também oriundas de alas de passistas.

“Eu carrego, claro, o legado da minha eterna coordenadora, Nilce Fran, que faz tudo com aquela delicadeza, aquela classe. Também da minha rainha de bateria, Bianca Monteiro, que é uma referência gigantesca, representando todas nós da ala de passistas à frente da bateria. Evelyn Bastos também tem uma representatividade muito grande para todas nós, e Mayara Lima, que é o sucesso da atualidade”, disse a musa.

De desfilar ao lado da mãe, passar pela Ala das Crianças, projeto social, ala de passistas e, por fim, musa da comunidade, Vick não esconde, e nem tem falsa modéstia, quando o assunto é o próximo passo dentro da escola. Almejando “pegar o diploma”, a musa revela que reinar à frente da “Tabajara do Samba” é um sonho antigo.

“É um sonho de menina. Eu acredito que toda passista tem esse sonho de um dia ser rainha da sua comunidade, claro, respeitando muito a minha rainha Bianca Monteiro. Mas eu penso em um dia conquistar esse lugar, se Deus permitir e, claro, se a minha comunidade também permitir, conquistar esse legado para concluir a nossa história. Eu falo que ser rainha da nossa escola é concluir, pegar o nosso diploma”, revelou Vick.

Sempre impecável com seus looks temáticos e brilhantes, a musa chama a atenção desde o momento em que coloca os pés na quadra. Diversos torcedores pedem fotos, abraçam e não escondem o carinho pela garota que viram crescer andando pela quadra.

“Escolher meu figurino é uma loucura, porque eu jogo para o ateliê e sempre deixo eles criarem à vontade. Eu acredito que, quando eles têm essa liberdade, fazem com mais amor e dedicação, sem aquela perturbação. Eu deixo na mão deles, só dou uma ideia aqui e ali; o resto é com eles”, disse a musa, que falou da fantasia de 2026 e revelou que fez um pedido ao carnavalesco André Rodrigues.

“Só falei para o André: ‘Olha só, pensa que eu estou treinando o ano inteiro, hein?’. Mas eu espero uma fantasia linda, de muita representatividade. Porque eu sempre falo que estou ali não representando apenas a minha história, mas a trajetória de todas as meninas da comunidade que são e estão ali”, contou Vick.

Batida que vem da comunidade: Unidos da Ponte une funk e samba para o Carnaval 2026

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A Unidos da Ponte chegou ao minidesfile da Série Ouro, no dia 6 de dezembro, na Cidade do Samba, deixando claro que o Carnaval de 2026 vai ter muito batidão. Com o enredo “Tamborzão: O Rio é Baile! O Poder é Black!”, a escola colocou o funk no centro do “paredão” e mostrou que ele dialoga diretamente com o samba, seja na batida, na energia ou na origem nas comunidades. Entre figurinos a caráter, coreografias na ponta do pé (e nos quadris) e muito entusiasmo, os próprios componentes explicaram por que o funk tem tudo a ver com o som da bateria da Ponte e por que essa mistura promete dar o que falar na Avenida.

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Foto: S1 Comunicação

Muso oficial da Azul e Branca de São João de Meriti, Rodrigo Para-Assú, de 29 anos, supervisor de contrato de atendimento, comemorou a escolha do tema e destacou a força cultural do funk. “Eu gostei bastante, é algo que é bem diferente. A pegada que a escola vem trazendo fala um pouquinho também da nossa cultura, do povo preto, da música popular, do que a gente vê nas comunidades, de onde saem diversos artistas. O funk não é só música com muitas palavras de baixo calão. É cultura, é arte. É de onde vêm diversas pessoas que hoje cantam outros ritmos, mas saíram do funk”, afirmou. Inspirado pelo enredo, Rodrigo contou que seu visual no minidesfile teve como referência um funkeiro. “A pessoa que inspirou o meu look de hoje também é um funkeiro, que é o Bagdá, personagem do cantor Xamã na novela das 9, Três Graças”.

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Muso oficial da Azul e Branca de São João de Meriti, Rodrigo Para-Assú

Na ala da comunidade, Guilherme Ribeiro, de 21 anos, nascido e morador de São João de Meriti, vive apenas o segundo ano desfilando pela escola, mas já demonstra envolvimento profundo com o universo do samba. Trabalhador da área de logística, ele não escondeu a empolgação com a homenagem da escola do coração. “Eu amei, porque uniu as duas paixões, o samba e o funk. Querendo ou não, quem não gosta de funk e samba? Quando juntam os dois, fica melhor ainda, literalmente”, disse o jovem, que resume sua relação com a agremiação e com o Carnaval de forma apaixonada: “Ainda estou iniciando no mundo desse samba, mas vou até mil anos, se deixar. Sou apaixonado por esse mundo”.

A relação entre passado e presente também aparece com Suzy Santos, de 61 anos, moradora de Duque de Caxias, que vai desfilar pela primeira vez na Velha Guarda da Ponte. Com uma trajetória marcada por diferentes funções no Carnaval, de passista a porta-bandeira, ela vê o enredo como uma continuidade histórica. “Eu achei bem interessante. Ele começa falando dos tambores, lá dos primórdios da África, até chegar à nossa batida atual, que virou uma batida universal”, explicou.

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Suzy Santos, de 61 anos, moradora de Duque de Caxias, que vai desfilar pela primeira vez na Velha Guarda da Ponte

Para MC Yasmim, de 19 anos, também moradora de São João de Meriti, o enredo tem um significado ainda mais pessoal. Estreante na Unidos da Ponte e acompanhada da mãe, Janaína Rosa, de 47 anos, auxiliar de serviços gerais, ela enxergou na temática uma oportunidade única. “Me senti muito feliz. Assim que eu soube que o enredo seria funk, eu entrei em contato com a minha mãe e falei: ‘eu acho que vai ser meu momento’. Aí ela falou: ‘filha, se você quer desfilar, vamos nessa!’. Eu já entrei com o coração aberto. Estou muito feliz pela oportunidade. Vai ser muito importante para mim, porque eu sou MC. Será um momento muito emocionante, por ser meu início de carreira”, contou.

Diretora de harmonia da Ponte, Selma Gomes, de 55 anos, moradora de Madureira, também se identificou de imediato com a proposta. “Eu adorei, porque eu era charmeira. Já frequentei muito baile charme na vida. Eu vim para a Ponte este ano justamente para relembrar meu tempo de adolescente”, revelou, mostrando como o enredo também ativa memórias afetivas.

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Diretora de harmonia da Ponte, Selma Gomes

Na comissão de frente, a bailarina Liliana Campos, de 27 anos, moradora de Nova Iguaçu, destacou a força da mistura de ritmos. “Eu achei o máximo a mistura do samba com o funk. Está incrível, vocês vão se surpreender”, garantiu.

Quando o assunto é a relação direta entre o batidão do funk e a bateria de escola de samba, a opinião é praticamente unânime entre os componentes. O muso Rodrigo acredita que a conexão vai além de um único ritmo. “Os dois ritmos se conectam. Aquela energia que a bateria tem, que vai mexendo com a gente, faz com que, de fato, como o funk diz, ‘ninguém vai ficar parado’”.

Guilherme reforça que essa combinação está no DNA da escola. “Total combinação, literalmente. E a Ponte este ano está vindo com tudo para arrasar com esse enredo maravilhoso. O funk está na raiz do povo carioca. É um enredo que está na escola inteira, na comunidade inteira, todo mundo cantando, todo mundo amando, porque a gente literalmente vai vir com tudo”, disse.

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Na ala da comunidade, Guilherme Ribeiro, de 21 anos, nascido e morador de São João de Meriti

Suzy traz uma leitura mais técnica da fusão. “O BPM é exatamente igual ao da bateria da escola. Ambos precisam de evolução, de sincronismo, e isso agrega conhecimento, valores e mexe muito com o corpo. A mistura vai dar samba na avenida”.

MC Yasmim vê essa relação refletida diretamente no samba-enredo. “O que comprova essa correlação é o nosso samba, com referências de funk, que ficou maravilhoso. Eu gostei muito mesmo”.

Selma também aponta para a harmonia entre os instrumentos. “O batidão do funk tem a ver com a bateria e com a batida do samba, porque os instrumentos casam e as bossas também se enquadram. Tudo envolve o conjunto do ritmo, que é o funk com o samba”.

Liliana completa dizendo que a escola encontrou o tom certo. “A Ponte combinou e deu supercerto. Então eu espero que todos gostem e consigam enxergar essa relação”.

O enredo também abre espaço para discutir o preconceito histórico sofrido pelo funk, muitas vezes comparado ao que o samba enfrentou no passado.

Para Rodrigo, a discriminação ainda é forte. “Com certeza. Hoje em dia, o funk ainda sofre mais preconceito do que o samba, porque as pessoas discriminam o funk achando que tudo vai ser apologia ao tráfico ou palavras de baixo calão. Hoje, os funkeiros sofrem mais preconceito, infelizmente”.

Guilherme concorda e relata situações do cotidiano. “Demais. Ele está muito enraizado no povo carioca, brasileiro, e mesmo assim a gente vê criminalização, perseguição. Às vezes você passa na rua, tem uma casa humilde tocando um funk, e as pessoas já olham estranho. Mas a gente vai resistir”, afirmou.

Suzy acredita que o cenário vem mudando aos poucos. “Infelizmente, sofre, mas hoje em dia as pessoas têm mais conhecimento da origem do funk, de pessoas importantíssimas envolvidas nessa causa, para tirar todo esse preconceito”.

MC Yasmim fala sob a perspectiva da própria vivência como artista. “Nós, MCs, sofremos bastante preconceito, não só pelas letras, mas porque muita gente acha que todo MC é criminoso. Nós, MCs, não somos bandidos”, desabafou.

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MC Yasmim fala sob a perspectiva da própria vivência como artista

Selma vê avanços recentes. “Melhorou bastante de uns tempos para cá, e acho que a tendência é ir acabando com a marginalização do funk”.

Liliana relaciona o preconceito ao racismo estrutural. “Claro que sofre. O negro sofre preconceito, e o funk é cultura negra. Está tudo junto. Mas a gente passa por cima disso e dá tudo certo”.

Quando o assunto é funk, cada componente tem um estilo preferido que revela um pouco da sua identidade musical. Rodrigo revelou sua preferência pelo funk melody: “Eu gosto mais de um funk melody”.

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Na comissão de frente, a bailarina Liliana Campos, de 27 anos, moradora de Nova Iguaçu, destacou a força da mistura de ritmos

Guilherme, que não esconde a paixão pelo gênero musical, reverenciou um dos seus maiores clássicos: “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci e poder me orgulhar…” (trecho de Rap da Felicidade, de 1995). “Pois, como diz o enredo da Ponte, eu só quero ser feliz”.

Suzy, que também é fã do melody, destacou: “Eu gosto mais do funk melody, funk da antiga. Claudinho e Buchecha. Sou mais dessa linha”.

MC Yasmim, que traz o funk na veia, falou com entusiasmo sobre sua relação com o gênero. “Eu gosto muito do baile das antigas, mas também gosto muito dos funks novos que tocam hoje em dia. Escrevo rap, escrevo trap, faço letras de funk, mas sempre adorando um samba, desde berço”.

Selma, que também tem uma conexão especial com o passado do funk, lembrou da época dos bailes de charme. “A minha época do funk é a época de Steve B. Não frequento mais os bailes de charme, apesar de morar em Madureira. Meu ritmo agora é outro. Agora é mais bateria de escola de samba mesmo, mas a Ponte está me permitindo viver essa nostalgia”.

E Liliana chegou para representar a atualidade do funk. “Anitta e Pedro Sampaio, que estão super em alta. Gosto bastante, o ritmo é bem legal”.

Com o minidesfile concluído, a Unidos da Ponte mostrou que levará para a avenida não apenas um desfile, mas um discurso potente sobre identidade, musicalidade e pertencimento que atravessam gerações.

Comunidade destaca presença e dedicação de Iza no retorno à Imperatriz

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Coroada novamente rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Iza retoma o posto após três anos, depois de sua primeira passagem entre 2020 e 2022. A volta da cantora à frente da bateria marca um novo momento na relação com a escola e vem sendo acompanhada de perto pela comunidade. Em entrevista ao CARNAVALESCO, componentes da escola de Ramos destacaram a presença constante, o pertencimento e a identificação de Iza com o chão da agremiação.

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Foto; Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Para Júlia Teles, 29 anos, dançarina e integrante da ala das baianas pelo segundo ano, o retorno não poderia ter sido mais bem recebido. “Maravilhosa. A gente não poderia estar melhor do que estar com a Iza”, afirmou. Na avaliação dela, o reconhecimento passa pela postura da rainha no dia a dia da escola: “Ela representa, ela samba, ela é da comunidade. Isso é muito importante”.

A constância nos ensaios aparece como um dos principais pontos ressaltados pelos componentes. Júlia observa que a presença de Iza já se tornou parte da rotina da Imperatriz. “Ela está presente, ela sabe o samba, está no ensaio de rua, está no ensaio de quadra. Se ela faltar é porque o mundo está acabando”, disse. Para a dançarina, a identificação vai além do posto: “É a nossa representatividade, a continuação da escola. O sangue da comunidade é o chão da comunidade”.

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Júlia Teles, 29 anos, dançarina e integrante da ala das baianas

Já Felipe Pereira, 20 anos, estudante de Letras da UERJ e em seu primeiro ano desfilando pela Imperatriz, avalia que a ligação anterior da cantora com a escola legitima o retorno. “Ela é uma pessoa que já tem relação com a escola, pode dar garra e energia. Acho que é uma boa volta”, analisou.

Felipe ressalta que a presença da rainha impacta diretamente o envolvimento da comunidade. “Uma rainha que é presente faz toda a diferença para a comunidade. A gente tem mais garra quando vê que tem alguém ali pela gente também”, afirmou. Para ele, esse vínculo deveria ser regra. “Isso é imprescindível. As rainhas precisam ser da comunidade, ter uma história ali”, ponderou.

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Felipe Pereira, 20 anos, estudante de Letras da UERJ e em seu primeiro ano desfilando pela Imperatriz

A ideia de retorno como recomeço aparece com força na fala de Hugo Coelho, 30 anos, enfermeiro e componente da Imperatriz desde 2022. “É um momento de muita felicidade para a escola e para a própria rainha. Ela retorna agora em uma nova fase da vida”, disse. “Ela teve um primeiro ciclo que precisou se encerrar, e agora abre um novo ciclo. Que seja de muita conquista e felicidade, para ela e para a escola”.

Hugo amplia o debate ao tratar presença como algo que vai além da agenda. “Não é só sobre presença física. É sobre presença espiritual, de tempo e de dedicação”, afirmou. Sem recorrer a comparações diretas, ele percebe um avanço na relação atual entre rainha e comunidade. “Eu vejo um grande avanço em relação ao outro ciclo”.

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Hugo Coelho, 30 anos, enfermeiro e componente da Imperatriz desde 2022

A importância de Iza ser cria da comunidade também surge associada à representatividade territorial. “É representatividade dentro da escola e dentro de uma comunidade como o Complexo do Alemão”, destacou Hugo. Para ele, a rainha ocupa um espaço simbólico que ultrapassa o desfile. “É sobre outras pessoas se enxergarem nesse posto, não só como rainha de bateria, mas como um posto de poder”.

Gustavo Fideles, 26 anos, há três anos na Imperatriz, vê o reencontro como um encaixe natural. “Eu gosto. A Iza faz sentido com a Imperatriz, e a Imperatriz faz sentido com a Iza”, resumiu. Para ele, o pertencimento se manifesta também na proximidade com a quadra. “Ela é da comunidade, mora perto da quadra. Isso faz muito sentido com a escola”.

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Gustavo Fideles, 26 anos, há três anos na Imperatriz

Mesmo aprovando a atuação da rainha, Gustavo aponta que a cobrança faz parte do cotidiano da escola. “Tá sendo ótimo. Queria até que ela fosse mais aos ensaios de sexta, mas, ainda assim, estou satisfeito com ela”, comentou. Na avaliação dele, a combinação entre visibilidade e raiz comunitária fortalece a agremiação. “Ter uma rainha da comunidade, ainda mais famosa, favorece a escola e faz ela engrandecer mais”, finalizou.

Como controlar seus gastos usando um cartão de crédito digital

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Foto: Freepick

O cartão de crédito é uma ferramenta muito útil no dia a dia, principalmente quando usado com consciência e planejamento. Mas com a evolução dos serviços digitais, surgiu uma nova alternativa ainda mais prática: o cartão de crédito digital, que oferece mais controle, agilidade e segurança para os consumidores. Muita gente já aderiu à solução, como no caso do mercado pago cartao credito, que permite administrar todas as transações pelo celular, sem depender de cartão físico ou papelada.

Se você quer entender como esse tipo de cartão pode te ajudar a ter uma vida financeira mais organizada, acompanhe este conteúdo com dicas práticas para manter os gastos sob controle usando um cartão de crédito digital.

O que é um cartão de crédito digital?

O cartão digital é uma versão moderna do cartão de crédito tradicional. Ele funciona como qualquer outro cartão, permitindo compras parceladas, pagamentos online e presenciais, mas com uma grande diferença: tudo é gerenciado diretamente pelo aplicativo, sem a necessidade do cartão físico para começar a usar.

Esse tipo de cartão geralmente está vinculado a uma conta digital e oferece acesso fácil ao limite de crédito, às faturas, ao histórico de compras e a outras funcionalidades, como bloqueio temporário, ajuste de limite e emissão de cartões virtuais para compras específicas.

O mercado pago cartao credito, por exemplo, é uma solução que pode ser solicitada e usada totalmente online, com gestão simples e transparente dos gastos.

Por que o cartão digital pode ajudar no controle financeiro?

Muita gente associa o cartão de crédito ao descontrole. De fato, ele pode se tornar um problema se for mal utilizado. Porém, quando usado com consciência e com ferramentas adequadas, ele pode ser um grande aliado na organização das finanças. Veja abaixo os principais motivos pelos quais o cartão digital ajuda nesse processo:

Acompanhamento em tempo real dos gastos

Diferente dos cartões físicos convencionais, os cartões digitais oferecem notificações imediatas a cada compra realizada. Isso permite que o usuário saiba exatamente quanto está gastando e onde, evitando surpresas no fim do mês.

Você pode consultar o extrato detalhado diretamente pelo aplicativo e identificar categorias de gastos, como alimentação, transporte, compras online, entre outros. Esse acompanhamento constante é fundamental para manter o controle.

Planejamento com fatura mensal clara

Outro benefício importante é a organização da fatura. Com o cartão digital, a fatura é apresentada de forma simples e atualizada, com datas de vencimento, valor total, parcelas ativas e opções de pagamento.

Essa transparência permite que o usuário planeje melhor o orçamento, priorize o pagamento integral da fatura e evite o crédito rotativo, que costuma ter juros elevados.

Controle de limite e bloqueio imediato

Se você tem dificuldade em controlar impulsos de compra, o cartão digital pode ser uma solução ideal. É possível ajustar o limite de crédito diretamente pelo app, definindo um valor mais baixo para evitar gastos excessivos.

Além disso, o bloqueio do cartão pode ser feito a qualquer momento, com apenas um toque. Isso é útil em casos de perda, roubo ou simplesmente para dar uma pausa nos gastos.

Dicas para usar o cartão de crédito digital com responsabilidade

Mesmo com todas essas facilidades, é importante ter uma atitude consciente ao usar o cartão. Abaixo, separamos algumas dicas práticas para quem deseja manter as finanças organizadas com a ajuda da tecnologia:

1. Estabeleça um teto de gastos mensal

Defina um valor máximo que você pode gastar no crédito por mês, baseado no seu orçamento real. O ideal é que esse valor nunca ultrapasse 30% da sua renda.

Use o app do cartão para monitorar esse teto e receber alertas quando estiver próximo do limite que você mesmo estabeleceu.

2. Use os cartões virtuais com estratégia

Muitos cartões digitais oferecem a opção de gerar cartões virtuais para compras específicas, o que aumenta a segurança. Mas você também pode usar isso como ferramenta de controle: gere um cartão com limite menor só para assinaturas ou gastos recorrentes.

Assim, você isola esse tipo de despesa e evita surpresas na fatura.

3. Evite parcelamentos longos

Parcelar pode ser vantajoso em algumas situações, mas comprometer o limite por muitos meses pode atrapalhar o planejamento. Prefira parcelamentos curtos e evite acumular várias compras ao mesmo tempo.

Antes de confirmar uma transação, o app do cartão costuma mostrar exatamente o valor das parcelas. Use essa visualização para decidir se vale a pena.

4. Acompanhe os gastos semanalmente

Crie o hábito de verificar seu extrato pelo menos uma vez por semana. Isso ajuda a identificar cobranças indevidas, controlar impulsos e ajustar o planejamento, se necessário.

Plataformas como o mercado pago cartao credito oferecem esse acompanhamento de forma intuitiva, com gráficos e filtros por data.

5. Evite o pagamento mínimo da fatura

Pagar apenas o valor mínimo da fatura pode parecer uma saída rápida, mas na prática, isso acarreta o acúmulo de juros. Sempre que possível, pague o valor total da fatura no vencimento.

Caso não consiga, utilize as opções de parcelamento da própria fatura com juros menores do que o crédito rotativo.

Benefícios extras do cartão digital que ajudam na organização

Além do controle dos gastos, muitos cartões digitais oferecem benefícios adicionais que podem auxiliar no planejamento financeiro:

  • Cashback em compras selecionadas
  • Avisos de vencimento da fatura por notificação
  • Descontos em parceiros online
  • Cartão internacional com zero anuidade
  • Central de ajuda integrada no app

Esses recursos tornam a experiência mais completa e favorecem o uso consciente do crédito, mesmo para quem tem pouca familiaridade com finanças.

Para quem o cartão digital é ideal?

Essa solução é ideal para:

  • Jovens que estão começando a vida financeira e buscam praticidade;
  • Pessoas que preferem evitar papeladas e filas de banco;
  • Consumidores que desejam mais controle sobre os próprios gastos;
  • Quem valoriza uma experiência 100% digital e quer tudo na palma da mão.

A flexibilidade do cartão digital permite que cada pessoa use da forma que for mais conveniente, com autonomia e segurança.

Como solicitar um cartão digital com controle total

Geralmente, o processo de solicitação é simples e rápido:

  1. Acesse o aplicativo da plataforma de pagamento;
  2. Faça o cadastro com seus dados pessoais;
  3. Aguarde a análise e aprovação do limite de crédito;
  4. Comece a usar o cartão imediatamente em compras online ou físicas com o celular.

No caso do mercado pago cartao credito, o cartão pode ser utilizado assim que for aprovado, com acompanhamento total via app, controle de gastos e diversos recursos para facilitar o uso diário.