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Minueto Nilopolitano nas Águas de Araxá

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“Beija-flor de Nilópolis é a próxima! Penúltima escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, é a campeã do carnaval do ano passado, junto com a Mangueira, e vem em busca do bicampeonato…”. Nas palavras do locutor Fernando Vanucci, assim foi anunciada a entrada da Beija-flor de Nilópolis, durante a transmissão televisiva dos desfiles do carnaval carioca de 1999. Com o enredo “Araxá: lugar alto onde primeiro se avista o sol”, desenvolvido pela comissão formada por Cid Carvalho, Bira, Fran Sergio, Nelson Ricardo e Shanguai, sob o comando de Laíla, mesma configuração artística que tinha alcançado o primeiro lugar no carnaval de 1998, o desfile nilopolitano gerava grande expectativa, pela conhecida força da comunidade da escola, pelo campeonato conquistado no ano anterior e, também, pelo samba de enredo, consagrado como um dos favoritos da crítica durante o pré-carnaval.

O enredo enaltecia a cidade mineira de Araxá, apresentada como o lugar do Brasil onde primeiro se vê o nascer do sol. Embalada pela busca de novas fontes de
investimentos, como apresenta o historiador Luiz Anselmo Bezerra (2018), a Beija-Flor buscou empreitar o modelo que diversas agremiações vinham seguindo: tornar seus enredos comerciais através de parcerias, em sua maioria, com instituições municipais e estaduais. Tal estratégia, no contexto dos desfiles do Grupo Especial de 1999, foi levada a cabo por inúmeras escolas, de maneira direta (cujo resultado são os clássicos “enredos CEP”, caso do Salgueiro, que homenageou o aniversário de 450 anos da cidade de Natal, ou da Vila Isabel, que cantou a história, os festejos, as belezas naturais e os sabores de João Pessoa) ou indireta (quando um determinado lugar é exaltado enquanto peça para se completar uma narrativa maior, não presa a aspectos turísticos – caso do enredo que Rosa Magalhães criou para a Imperatriz Leopoldinense, escola que originalmente buscou investimentos na Holanda – mas o dinheiro europeu jamais chegou a Ramos).

E o benefício? Como essa questão era compreendida? É fato que negociações com o capital privado já ocorriam de maneira explícita desde a década de 1950, com os concursos financiados pela Coca-Cola, mas é na década de 1990 que o poder midiático conquistado pelos desfiles das escolas de samba passou, com força total, a incentivar negociadores a elaborar projetos de marketing e promoção turística baseados no desenvolvimento dos enredos. Vislumbrar a sua cidade, o seu estado ou o país-sede da sua empresa como fio condutor das histórias apreciadas pela Marquês de Sapucaí era considerada uma excelente oportunidade para uma ampla divulgação mercadológica nas mídias brasileira e estrangeira. Consequentemente, os corpos diretivos das escolas viam nessa troca de interesses a possibilidade de incrementar a verba para a produção das fantasias e alegorias, o que era bastante noticiado em matérias de jornais da época. Tal estratégia vingou e se cristalizou enquanto “filão” narrativo.

Araxá, aliás, é a primeira experiência de homenagem direta a uma cidade empreendida pela Beija-Flor, na década de 1990. Segundo Bezerra, no ano anterior (1998, quando a escola apresentou o imaginário caboclo da Ilha de Marajó, com o enredo “Pará: o mundo místico dos caruanas, nas águas do Patu Anu”) o processo de construção do enredo foi um tanto diferente, sem contratos de patrocínio noticiados pela mídia. Para o carnaval de 1999, diferentemente, existiu uma proposta direta de ajuda financeira. Como apresentado na sinopse do enredo e no desfile como um todo, a narrativa não fugia aos interesses dos patrocinadores; passaria na avenida a cidade de Minas Gerais, com destaque para diferentes episódios da sua história, a cultura popular, a culinária, as maravilhas das águas termais da região, a esplendorosa arquitetura.

O enredo foi bem aceito pela comunidade nilopolitana, desenhando o pré-carnaval de um ano em que Minas Gerais faria dobradinha na Sapucaí (a Portela cantaria o estado como um todo, em “De volta aos caminhos de Minas Gerais”). É possível, pois, passar ao aclamado samba de Wilsinho Paz, Noel Costa e Serginho do Porto. O Estandarte de Ouro, tradicional prêmio do carnaval carioca, coroou a letra e a melodia dedicadas a Araxá como o melhor samba do ano, o que é compreensível, pois embalou de maneira contagiante os brincantes da escola do início ao fim do desfile. Quando o intérprete Neguinho da Beija-Flor entoava o refrão de cabeça, “Araxá, Araxá…”, as arquibancadas e a comunidade devolviam: “Obá, obá!”. De um modo geral, pode-se dizer que o samba apresentava com bastante poeticidade o desenvolvimento de um enredo linear e descritivo. A letra inspirada e a construção melódica envolveram o Sambódromo de forma potente, com um refrão de meio corajoso e forte, exaltando mulheres cujas trajetórias se confundem com a história do lugar:

“Ana Jacinta de São José – é Beija!
Josefa Carneiro de Mendonça – Rara beleza!
Josefa Pereira é força e fé – que sedução!
A escrava Filomena é fascinação!”
Trecho do samba de 1999 da Beija-flor de Nilópolis

Na abertura da escola, a partir do carro abre-alas até a terceira alegoria, podia-se observar uma curiosidade: as fantasias das alas e os adereços eram predominantemente construídos em tons terrosos suavizados com tons de branco, sem o tradicional azul da bandeira nilopolitana. A explicação dada pelos narradores da TV Globo é que o enredo falava, naquele trecho, da terra, do chão, dos povos tradicionais que ali viveram e dos colonizadores que chegaram, dizimando populações inteiras. Um dos pontos altos do desfile, a famosa ala das baianinhas, vestida de “Arte Negra”, fazia parte do segundo setor, com bastante palha da costa em suas ombreiras e uma evolução impressionante. Destaque também para Jorge Lafond, presente na segunda alegoria como o “Chefe do Quilombo do Ambrósio”, com uma fantasia completamente branca e prata. Outra ala bastante comentada e premiada foi a ala de comunidade nomeada “Refúgio da Corte” e presente no quarto setor, que desenvolvia uma coreografia inspirada nos minuetos dos bailes da corte portuguesa, além de possuir diferentes figurinos, tanto em forma quanto em cor, o que chamava bastante a atenção.

No encerramento da narrativa do enredo era possível observar setores que expressavam os interesses dos patrocinadores, como o Grande Hotel de Araxá e a estância hidrotermal, cujo imaginário aquático permitiu diálogos com povos da Antiguidade, como egípcios e assírios. O dado curioso é que, apesar da presença de tais elementos, o patrocínio não apareceu, de acordo com o relatado por diretores da própria escola. Sobre a visualidade, é possível afirmar que, mesmo tendo sido construído por cinco artistas com diferentes estilos e trajetórias, as alegorias, as fantasias e o desfile como um todo apresentaram uma unidade muito grande, assinatura que marca a criação coletiva desse grupo à frente da escola.

A Beija-Flor se apresentou de forma grandiosa, unificando alegorias muito bem acabadas, fantasias inspiradas, uma comunidade aguerrida e, como apresentado anteriormente, um samba de fazer pulsar o coração de qualquer sambista. É, de fato, um bom desfile a ser revisitado. Apesar de ter ficado em segundo lugar, atrás apenas da Imperatriz Leopoldinense, o resultado consolidou a comissão de carnaval na produção dos desfiles nilopolitanos, que, de 1998 a 2005 conquistou quatro títulos e quatro vice-campeonatos.

Autor: Gabriel Haddad, Mestre em Artes, Pesquisador do OBCAR/UFRJ
Instagram: @obcar_ufrj

Referências
BEZERRA, Luiz Anselmo. As transformações nas redes de financiamento das grande escolas de samba do Rio de Janeiro (1984-2015).Tese (doutorado) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2018.

Lugar de fala! Site CARNAVALESCO ouve sambistas negros sobre os protestos nos EUA e o racismo no Brasil

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Por Alberto João e Matheus Mattos

Uma onda de protestos nos Estados Unidos caminha para o oitavo dia. Tudo começou com a divulgação de um vídeo, no dia 25 de maio, onde George Floyd é imobilizado por um policial branco e asfixiado com os joelhos do agressor em seu pescoço. A vítima foi levada inconsciente, mas declarado morto ao chegar ao hospital. No dia seguinte, o vídeo viralizou e milhares de pessoas foram às ruas protestar. A frase “I Can’t Breathe”, que significa ‘Eu não consigo respirar’, foi as últimas palavras de George e virou grito marcante para as vozes protestantes. De acordo com as informações da imprensa norte-americana do último domingo, quatro pessoas foram mortas e mais de 1.700 presas.

No Brasil, existem inúmeros casos de assassinatos ao povo negro. Como por exemplo, o episódio do garoto João Pedro, de 14 anos, morto dentro de casa com um tiro de fuzil nas costas. No último domingo, manifestantes se reuniram em frente ao palácio do Guanabara, sede do Governo do Rio de Janeiro, para protestar pelos diversos casos ocorridos no país. O site CARNAVALESCO ouviu personalidades negras do carnaval sobre os protestos à favor da igualdade.

Simone Sampaio, madrinha da Dragões da Real

simone sampaio

“Senti a mesma coisa que sinto ao ver qualquer assassinato dos nossos brasileiros desta forma. Só sinto que o questionamento venha após o assassinato do George, após repercussão da grande potência que é os Estados Unidos. A sensação é de impunidade, a mesma quando morre Marielle Franco, João Pedro, Ágatha, Kauê, Jenifer e tantas outras vidas. Não é mais dolorosa do que eu como mãe, vendo a forma como nosso João Pedro sendo brutalmente assassinado dentro da própria casa pela força do Estado que deveria protegê-lo. Isso acontece todos os dias há muito, e parece que a cor negra neste momento fica invisível aos olhos de todos que deveriam se rebelar contra a discriminação e o genocídio negro. O movimento negro nos Estados Unidos deve ser referência, por ser tão consolidado, unido e forte. Podemos aprender diversas coisas. O racismo é racismo em qualquer território. Aqui no Brasil somos o maior país negro fora da África e muitas pessoas ainda insistem em dizer que o racismo não existe, enquanto vidas negras continuam morrendo por serem negras em ambos os países. No Brasil, negros são setorizados. Deixa de ser uma questão de competência, e passa a ser uma questão de falta de oportunidade: é raro ver profissionais negros em grandes cargos de chefia, nas universidades, nas telecomunicações, entre outros locais. Isso, sendo 54% da população brasileira. Quando conquistamos algo, a batalha é extremamente árdua. A luta continua. Temos a ágil e eficaz arma da comunicação. Através de um celular hoje podemos filmar e enviar a informação pro mundo inteiro instantaneamente. Neste sentido, a globalização é uma grande aliada. Acredito que infelizmente tendo o líder que temos nos EUA e o que temos no Brasil, a tendência é que os confrontos não cessem mais rápido. Mas por outro lado, ficamos na torcida da conscientização da população num todo. Não há mais espaço para opressão e precisamos todos entendermos que mudar isso é responsabilidade de todos”.

Lucinha Nobre, porta-bandeira da Portela

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“Esses dias eu li uma frase, acho que do Will Smith que dizia: “o racismo não está aumentando, ele está sendo filmado” e refleti muito sobre a união dos pretos nos Estados Unidos, no sentido de lutarem contra. Aqui no Brasil, infelizmente, existe primeiro uma negação da raça. Muitos pretos nem se reconhecem como tal, se declaram morenos, pardos… só aí já estamos em clara desvantagem. Paralelo a isso, tudo para nós é mais difícil, temos que nos esforçar três vezes mais para qualquer reconhecimento. É cansativo. Doloroso. Triste. Eu estou anestesiada. Tentando me reerguer através da fé. Da educação e do estudo. A gente tem que estar bem informado e bem preparado para não abaixar a cabeça. E ainda assim corremos riscos. Tenho um filho de 21 anos e costumo ligar pra ele de madrugada, quando ele sai, só para monitorar se ele está seguro, se ele tá protegido. É exaustivo. Lá nos Estados Unidos, a luta antirracismo é de todos. Aqui no Brasil a gente sofre o racismo e ainda tem que ouvir branco dizer pra gente que não foi racismo, ou seja, querem decidir por nós. Quem sabe se está sofrendo racismo é o preto e não cabe ao branco decidir isso”.

Patrick Carvalho, coreógrafo do Salgueiro e Império Serrano

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“É um misto de indignação. Por mais que a gente tenha esse espaço de fala. O racismo feio, ridículo, escroto, ele não cessa. Uma hora ou outra vem alguém e aplica uma covardia dessa. Aquela imagem tira nossos olhares de uma grande pandemia que afeta o mundo. Vem o inimigo covarde de raça, presencialmente, vai lá e mata a pessoa. Nem o vídeo espanta o inimigo. O cara fala que está sem ar e a outra pessoa não para. É muita covardia. Venho do alto do morro, que é difícil descer e subir, tem que pedir permissão, quando eles querem apagam a luz, é uma senzala. A gente vive dentro de uma senzala mundial. É muito triste e doloroso. Isso precisa acabar”.

Rute Alves, porta-bandeira da Viradouro

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“Até quando um vírus que mata milhares de pessoas no mundo inteiro não será a nossa única preocupação? Até quando qualquer desculpas e “achismos” servirão para mascarar o preconceito que assola o mundo? É inacreditável, como sempre foi, que em pleno século XXl seres humanos são assassinados fria e brutalmente por sua cor de pele. Quantos Georges, João Pedros, Rodrigos… Serão confundidos? Que estatística cruel é essa? É de doer a alma ver um irmão suplicar para respirar. Mesmo que ele fosse o possível falsificador, não é essa a justiça que tem que ser feita. Uma família não pode perder seu menino de 14 anos, ou qualquer outra idade, porque tem uma residência em comunidade que a polícia pensa que só bandido poderia ter, e invadir atirando e, não satisfeitos, sumirem com o corpo. Onde estão os direitos humanos desses humanos? Punição! Enquanto não houver severa e verdadeira punição a quem cometer atos tão cruéis, desumanos e covardes, continuaremos caminhando por uma estrada onde o futuro dos negros, ao sinal de uma menor dúvida, será o tronco levando chibatadas até morte. Que em Minneapolis, São Gonçalo, no morro da Providencia, ou qualquer lugar desse mundo, essas mortes não tenham sido em vão, que além de todo sofrimento causado, sirva para alguma mudança. Estou sendo utópica? Até acredito que sim, mas só acreditando que se é possível que podemos lutar por mudanças”.

Gilsinho, intérprete da Portela

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“Achei aquele episódio o mais sujo teor de racismo. Isso, infelizmente, ainda existe no mundo. Desumanidade odiosa. Algumas pessoas sem a menor noção de amor e igualdade ainda insistem em alimentar o preconceito racial. O fato acontecido é muito lamentável. Rezemos para que um dia isso acabe, pois não é coisa de Deus”.

Lyllian Bragança, destaque de chão do Vai-Vai

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“Sinto dor, quando vejo um dos nossos sendo subjulgado, ameaçado e morto. Nos ameaçam todos os dias. Nos EUA e no Brasil, não há diferença de como a elite hegemônica que domina o mundo nos veem. O Estado armado, com estrutura para dizimar um povo. Penso que temos que olhar para a história da escravidão de cada país. Foram milhares de negros que desembarcaram no Brasil, mesmo após 1822, data da independência do Brasil. Ou seja, precisamos falar sobre essa elite que nos permeia e que perpetua o poder, mesmo após o fim da escravidão, e suas consequências. Vistas na desigualdade criada no Brasil,nas periferias. O mito da democracia racial, que no carnaval é de grande valia para essa sociedade, como já dizia Lélia Gonzáles: ‘mulata, doméstica e mãe preta’ no carnaval ela se torna rainha. O racismo nas duas nações é estrutural, está incrustado no seu alicerce, portanto difícil de aplacar. Não podemos mais serenar essas questões que perpetuam a morte do nosso povo. Seja onde for. Lá, nossos irmãos estão cansados. E nós aqui, como estamos? Cansados. Chega de ver nossas crianças sendo mortas”.

Vote: escolha a sua equipe dos sonhos da Vila Isabel

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Após duas semanas de indicações chegou a hora dos torcedores votarem e definirem suas escolas dos sonhos. Para escolha do time da história da Vila Isabel o prazo de votação vai até o dia 21 de junho.

O calendário de divulgação resultados:

Dia 8 de junho: Viradouro e São Clemente (votação aberta)
Dia 15 de junho: Tuiuti e Imperatriz (votação aberta)
Dia 22 de junho: Vila Isabel e Tijuca (votação aberta)
Dia 29 de junho: Beija-Flor e Grande Rio
Dia 06 de julho: Portela e Mangueira
Dia 13 de julho: Mocidade e Salgueiro

Está na lista quem foi indicado pelo público. As categorias que tiveram mais de 90% das indicações entraram direto na equipe dos sonhos. Não precisaram passar por essa fase. É o caso de Rute Alves, que foi escolhida como a porta-bandeira da história da escola. Abaixo, você pode votar nas categorias.

Vote: escolha a sua equipe dos sonhos da Unidos da Tijuca

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Após duas semanas de indicações chegou a hora dos torcedores votarem e definirem suas escolas dos sonhos. Para escolha do time da história da Unidos da Tijuca o prazo de votação vai até o dia 21 de junho.

O calendário de divulgação resultados:

Dia 8 de junho: Viradouro e São Clemente (votação aberta)
Dia 15 de junho: Tuiuti e Imperatriz (votação aberta)
Dia 22 de junho: Vila Isabel e Tijuca (votação aberta)
Dia 29 de junho: Beija-Flor e Grande Rio
Dia 06 de julho: Portela e Mangueira
Dia 13 de julho: Mocidade e Salgueiro

Está na lista quem foi indicado pelo público. As categorias que tiveram mais de 90% das indicações entraram direto na equipe dos sonhos. Não precisaram passar por essa fase. Abaixo, você pode votar nas categorias.

Escolas de samba se posicionam contra o racismo

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    Escolas de samba se posicionaram contra o racismo, principalmente, depois do brutal assassinato de George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin, em Minneapolis, nos Estados Unidos.

    Veja os posts abaixo:

    Sinopse do Tuiuti para o enredo ‘Soltando os bichos!’

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    Previsões e profecias mostram que, de tempos em tempos, forças divinas ou naturais encontram maneiras de ensinar ao ser humano como viver em harmonia com o planeta. Em 2021, o Paraíso do Tuiuti vai contar à criançada uma dessas muitas histórias… e trazer de volta uma conhecida figura do passado para viver uma curiosa aventura com personagens que povoam o universo infantil.

    Milhares de anos após o grande dilúvio, Noé volta à Terra para proteger os animais, porque os homens, que nada aprenderam, continuam a desrespeitá-los. O velho e sábio agricultor sabe que é preciso soltar os bichos e salvá-los e, por isso, pede aos humanos pequeninos, inteligentes e sensíveis, para ajudá-lo. Ele reúne meninos e meninas e revela a missão: “Preciso que vocês avisem aos animais que venham ao meu encontro e se preparem para uma longa viagem na Arca! Porque só vocês serão capazes de encontrá-los e libertá-los!”. Assim, a criançada sai pelo mundo em busca dos seus heróis favoritos!

    SETOR 1 – O BICHO ESTÁ SOLTO!

    “Primeiro, vamos ao circo!”, combinam as crianças, que logo acham o picadeiro para avisar ao leão. O rei das selvas, ao ouvi-las, se anima para conquistar a Avenida. A próxima atração é o elefante, o maior de todos os animais de quatro patas do planeta: “Vamos, amigo, você precisa sair daqui voando para encontrar a Arca de Noé… E nós temos que ir ao zoológico!”. Lá chegando, libertam o grande urso pardo, que acaba de despertar de um sono profundo e foge ansioso para ver a primavera. “Olhem, ali tem mais! Soltem os gorilas e ninguém mais vai pentear macaco nessa vida! Agora, corram todos depressa para a Arca!”. Vejam quantos animais presos nos parques só para divertir o público! Nada contra mergulhar com os golfinhos, os seres mais dóceis e inteligentes do planeta… “Mas por que maltratá-los? Melhor deixá-los livres e, também, os peixinhos que estavam presos no aquário!”. Agora, todos nadam felizes, rumo à imensidão azul! Cruzando os ares, aí vem um pássaro voando, porque bom mesmo é nenhum deles na mão. Ele vai riscando o céu para encontrar a liberdade! A molecada animada grita: ”Vamos abrir todas as celas, gaiolas e jaulas! Vamos soltar a bicharada!”.

    SETOR 2 – O BICHO VAI PEGAR!

    Não dá para entender alguns adultos e nem como se divertem colocando os bichos em disputas por dinheiro ou em caças só por prazer. Mas, agora, com as crianças no comando, o bicho vai pegar!!! “Quem botar o galo na rinha, vai se dar mal!”. O touro que odeia touradas fica todo animado e, para participar da aventura, escapa do toureiro. Cuidado com o perigo, mico! Tem fogo na floresta! A ordem é apagar as chamas e espantar essa gente grande que gosta de queimar a mata por ganância, ameaçando de extinção tantas espécies. Mar adentro, em águas cristalinas, as crianças continuam procurando os passageiros da gigantesca barca… “Senhoras tartarugas, podem se dirigir à Arca sem demora?”, “Sim, é pra já!”, respondem as sábias anciãs. Os amigos de Noé ainda precisam chegar a tempo para o rodeio… No mundo das crianças, o bicho sempre se dá bem. Então, ponha-se no lugar dele! Não é que o cavalo já enganou o cavaleiro? E segue galopando para o grande encontro! O seu lobo tá aí? “Tá!”. O lobo astuto, que conhece bem os caminhos do bosque, não cai na armadilha. A partir de agora, nenhum dia será do caçador! Mais adiante, os pequenos defensores chegam à cidade para encontrar uma turma de adoráveis filhotes do barulho! “Podem brincar, cachorrinhos, porque não correm mais perigo.”

    SETOR 3 – QUE BICHO É ESSE?

    A criançada continua percorrendo o planeta e, agora, quer reunir os animais que sempre foram incompreendidos pelo homem. Quem disse que esses bichos não servem para nada, que só incomodam ou assustam as pessoas? Por temê-los ou por preconceito, foram perseguidos. “Vejam ali! Que bicho é esse?”. Entre as folhagens de um pequeno bosque, surge uma simpática serpente. A turma da Arca avisa que é hora de partir em busca de um lugar mais tranquilo para viver. “Amiguinhos, diz a víbora, vocês ainda estão bem perto da cidade… Voltem lá e avisem ao urubu, que está trabalhando. Passei por ele há pouco!”. O lixeiro da natureza, ao ouvir o comunicado, parte rumo ao novo local, onde poderá desempenhar em paz suas importantes atribuições. Um raio de sol ilumina o delicado fio da teia da aranha, que os meninos seguem até encontrar o pequeno bichinho de oito patas: “Dona Aranha, desculpa interromper sua fiadura, mas precisamos nos preparar para encontrar Noé!”. Prontamente, o encantador inseto recolhe o fio e sai em disparada. Alguém corre até a praia e grita para o tubarão: “Ei, amigo, respeitosamente, poderia nadar em direção ao leste? A Arca está ali adiante!”. De volta ao centro da cidade, as crianças são cercadas por um grupo de cachorros: “É verdade que Noé voltou? A notícia está se espalhando!”. Confirmada a novidade, os vira-latas partem latindo e chamando quem encontram no caminho. A esperta trupe de gatos de rua, sabendo o motivo da animação, se dirige feliz para o embarque. Depois que eles partem, os ratinhos fazem a festa e se preparam, com calma, para a longa viagem. Afinal, nessa aventura, se correr o bicho não pega… mas, se ficar, o bicho come do bom e do melhor!

    SETOR 4 – QUEM É O BICHO PAPÃO?

    A notícia da chegada de Noé se espalha e a bicharada já espera a visita das crianças. Na fazenda, as galinhas, as vacas e os porcos já manifestam seus desejos de liberdade, preocupados com o que os adultos vão cozinhar para o almoço. O burro deu seu jeito e mostrou ao homem como tem que ser: “Pode puxar sua carroça, moço, porque eu tenho mais o que fazer”, e pega a estrada a caminho da Arca. As crianças ouvem um “zum, zum, zum” e logo começam a chegar as abelhas. Estavam prisioneiras para que fabricassem um delicioso mel totalmente roubado pelos homens… “É o fim da picada! Não deixam quase nada para as pobrezinhas!”. Livres, agora podem espalhar o pólen por onde a natureza mandar… “Ainda precisamos libertar os coelhinhos!”. Dá para acreditar que esses bichinhos são criados para testar cosméticos? A Arca de Noé cumpre seu destino conduzida pelos meninos e meninas que sabem cuidar dos animais. E para os adultos? Ainda existe uma esperança? As próximas gerações podem crescer e semear a paz no reino animal. Quem sabe o futuro possa começar em um Paraíso onde o sentimento das crianças comanda a vida, assim como acontece no conto mágico do Tuiuti.

    Baú do Bessa com duas horas de muito samba-enredo

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    Vote: escolha a sua equipe dos sonhos da Imperatriz

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    Após duas semanas de indicações chegou a hora dos torcedores votarem e definirem suas escolas dos sonhos. Para escolha do time da história da Imperatriz Leopoldinense o prazo de votação foi encerrado. O resultado será divulgado nesta segunda-feira.

    O calendário de divulgação resultados:

    Dia 22 de junho: Vila Isabel e Tijuca (votação aberta)
    Dia 29 de junho: Beija-Flor e Grande Rio (votação aberta)
    Dia 06 de julho: Portela e Mangueira
    Dia 13 de julho: Mocidade e Salgueiro

    As categorias que tiveram mais de 90% das indicações entraram direto na equipe dos sonhos. Não precisaram passar por essa fase.

    Vote: escolha a sua equipe dos sonhos do Paraíso do Tuiuti

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    Após duas semanas de indicações chegou a hora dos torcedores votarem e definirem suas escolas dos sonhos. Para escolha do time da história do Paraíso do Tuiuti o prazo está encerrado. O resultado será divulgado nesta segunda-feira.

    O calendário de divulgação resultados:

    Dia 22 de junho: Vila Isabel e Tijuca (votação aberta)
    Dia 29 de junho: Beija-Flor e Grande Rio
    Dia 06 de julho: Portela e Mangueira
    Dia 13 de julho: Mocidade e Salgueiro

    Está na lista quem foi indicado pelo público. As categorias que tiveram mais de 90% das indicações entraram direto na equipe dos sonhos. Não precisaram passar por essa fase. Assim, Patrick Carvalho foi premiado como coreógrafo da comissão de frente dos sonhos do Tuiuti.

    Vote: escolha a sua equipe dos sonhos da São Clemente

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    Após duas semanas de indicações chegou a hora dos torcedores votarem e definirem suas escolas dos sonhos. Para escolha do time da história da São Clemente o prazo de votação vai até o dia 7 de junho.

    O calendário de divulgação resultados:

    Dia 8 de junho: Viradouro e São Clemente (votação aberta)
    Dia 15 de junho: Tuiuti e Imperatriz (votação aberta)
    Dia 22 de junho: Vila Isabel e Tijuca (votação aberta)
    Dia 29 de junho: Beija-Flor e Grande Rio
    Dia 06 de julho: Portela e Mangueira
    Dia 13 de julho: Mocidade e Salgueiro

    Está na lista quem foi indicado pelo público. As categorias que tiveram mais de 90% das indicações entraram direto na equipe dos sonhos. Não precisaram passar por essa fase. Assim, os clementianos premiaram Marquinho, como diretor de harmonia, e, Ricardo Almeida Gomes, como diretor de carnaval.

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