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Série ‘Na Praça da Apoteose’: Integrantes da Estácio festejaram apresentação após o desfile de 2020

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A equipe do site CARNAVALESCO, após cada desfile, ouve as principais personalidades das escolas de samba. Nesta nova série “Na Praça da Apoteose“, vamos apresentar as entrevistas que realizamos em 2020.

Na Estácio de Sá, a coreógrafa Ariadne Lax, o intérprete Serginho do Porto, o presidente Leziário, o casal Alcione e Zé Roberto, o diretor Marcão Selva e mestre Chuvisco falaram do desfile que abriu o Grupo Especial no domingo de carnaval. Ouça abaixo todas entrevistas.

Casal: ‘Fizemos tudo que foi proposto. Dever cumprido’

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Comissão de frente: ‘Foi incrível. Não é um trabalho fácil e muito feliz por trabalhar com a Rosa Magalhães’

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Presidente Leziário: ‘Foi ótimo o desfile. Tem que aturar’

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Diretor Marcão Selva: ‘A gente merece estar no Grupo Especial’

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Serginho do Porto: ‘Fizemos o trabalho correto e com o samba para o povo cantar’

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A encantaria e o poema da Beija-Flor – São Luís do Maranhão no Carnaval 2012

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Encarados com bons olhos por uns, odiados por outros, talvez os enredos em homenagem a localidades – chamados de “Enredos CEP” de maneira irônica no nosso mundo do Carnaval – seja um dos “gêneros” que mais desperta controvérsias. Desde o lançamento de um enredo CEP, críticos, Comunidades, torcedores, enfim, todos comentam a homenagem. Opiniões fervorosas à parte, fato é que, desde o final do século XX, como nos informa Luiz Simas e Fábio Fabato no livro “Para tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos” (2015), na esteira dos enredos patrocinados cada vez mais presentes, o Carnaval absorveu a realidade dos enredos CEP, apropriou-se de peito aberto da temática (e dos patrocínios) e lançou-se cada vez mais consistentemente a contar histórias sobre diversos lugares. Em 2012, não foi diferente.

Intitulado “São Luís – o poema encantado do Maranhão”, preparado pela Comissão de Carnaval daquele ano, a Beija-Flor de Nilópolis anunciava, já no título, a tônica do enredo que iria mostrar na Sapucaí: São Luís e o próprio Maranhão ganhavam destaque no Carnaval 2012, a cidade como metonímia do estado nordestino e de sua riquíssima cultura. O fio da narrativa do desfile, focado obviamente na capital maranhense (como consta na sinopse e demais elementos textuais presentes no Caderno Abre-Alas disponível no site de LIESA, juntamente com as notas e justificativas dos jurados), englobava temas que se desenrolavam de maneira cronológica e folclórica, desenhando a cidade (e, de quebra, a cultura maranhense mais ampla) a partir de subtemas que foram encadeados de forma fluida.

A sinopse começa destacando elementos que nos levam ao passado e início da história da cidade, trazendo à baila cenários caros à construção da São Luís que a Beija-Flor queria mostrar: aparece a “terra de palmeiras onde canta o sabiá”, uma “terra de encantarias” calcada em um paraíso idílico – Upaon-Açu – defendido pelos povos indígenas originários, porém cobiçado por três Coroas – França, Holanda e Portugal. Fundação, invasão, colonização, e a história continua.

Montado o cenário do enredo com o primeiro momento da cidade, a opção narrativa da Comissão de Carnaval calca-se subsequentemente no subtema da escravidão, perversa e cruel mancha vergonhosa na história brasileira. São Luís, construída à base de sangue escravizado, é retratada então a partir da imagem de um navio negreiro a atracar na cidade, relacionando-se, portanto, primeira e segunda partes da sinopse em um encaixe narrativo coerente do ponto de vista cronológico.

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Da dor da escravidão, paralelamente, o enredo passa a cantar e ensinar a resistência da negritude, ressurgindo Upaon-Açu – “mística”, na história enredada – a partir da religiosidade afro-brasileira, havendo, portanto, uma ligação entre passado e presente, uma espécie de conjugação entre a história da cidade e a atualidade da capital do Maranhão, que fervilha cultural e religiosamente em ancestralidade africana: Voduns, Tambores de Daomé, Casa das Minas, Candomblé e demais religiões são o elo, por um lado, com a construção descrita no início da sinopse e, por outro lado, com continuação do enredo em uma São Luís agora “menos histórica” e mais atual e “atemporal”.

Na esteira da religiosidade e do sincretismo, a narrativa nos conduz ao novo subtema dos mitos, lendas e folclore, que dá lastro plástico ao enredo agora descolado da cronologia mais estrita/oficial da parte inicial. Passando a privilegiar a conjugação temática do conteúdo dos assuntos, surgem assombrações, Serpente Encantada, Sinhá Ana Jansen, festas, enfim, todos os elementos que, dentro da cultura popular ludovicense e maranhense, caracterizam a “São Luís nilopolitana” no recorte oferecido e pesquisado pela Comissão de Carnaval.

Já caminhando para o fim da proposta, e alinhado ao subtema antecedente, aparece a São Luís que ficou conhecida pelos epítetos “Atenas Brasileira” e “Jamaica Brasileira”, destacando-se a musicalidade e personalidades maranhenses que possuem relação com as festas citadas e com o carnaval carioca, em especial o saudoso Joãozinho Trinta, óbvia referência, portanto, à própria Escola de Nilópolis.

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Ao fim, a sinopse termina apontando para o “futuro”, cujo elemento catalisador de uma possível “ascensão” da cidade se dá em torno da bauxita, abundante no solo ludovicense, de acordo com o Histórico do Enredo. Destoando um pouco do tom cultural de todo o trajeto enredístico, a sinopse finaliza fazendo reluzir um estranho “Eldorado da bauxita”, talvez um anticlímax ao belo desenho proposto até então.

Se as temáticas da religiosidade e do folclore, contudo, parecem ser o amplo e dominante centro pulsional da capital maranhense proposta pela Beija-Flor no seu enredo, o samba, feliz e poeticamente, conseguiu traduzir quase a integralidade do fio narrativo: na primeira estrofe, conjugam-se os elementos mais históricos (“Tem magia em cada palmeira que brota em seu chão/O homem nativo da terra/Resiste em bravura/A dor da invasão/Do mar vêm três coroas/Irmão seu olhar mareja/No balanço da maré/A maldade não tem fé sangrando os mares/Mensageiro da dor/Liberdade roubou dos meus lugares/Rompendo grilhões, em busca da paz/Na força dos meus ancestrais”), passando-se ao belíssimo primeiro refrão que exalta a negritude e a religiosidade (“Na Casa Nagô a luz de Xangô axé/Mina Jêje em ritual de fé/Chegou de Daomé, chegou de Abeokutá/Toda magia do Vodun e do Orixá”), seguido por uma segunda estrofe onde estão presentes folclore, lendas e Joãozinho Trinta, enquanto representante máximo das personalidades homenageadas pela Beija-Flor, para finalizar com um refrão que faz um jogo poético entre as palavras “sabiá” e “beija-flor”, referência à “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, e um bonito resumo do enredo: “Meu São Luís do Maranhão/Poema Encantado de Amor/Onde canta o sabiá/Hoje canta a Beija-Flor!”.

Densamente montado o cenário da história, com uma pesquisa e uma poesia vigorosas, o desfile não ficou atrás. Luxuosa, a Beija-Flor entrou na Avenida com impressionantes cinquenta alas e sete alegorias, sendo que a segunda fora “montada” em duas partes (parte A e parte B) separadas por uma enorme ala, uma inovação. Plasticamente, a Deusa da Passarela veio com uma estética belíssima, cujo ápice emotivo foi a última alegoria, com direito a uma réplica estilizada do Cristo Mendigo alocado acima de São Luís e de uma cadeira vazia onde viria sentado o próprio Joãozinho Trinta, falecido em dezembro de 2011 – uma emocionante e bela homenagem da Beija-Flor ao maranhense, à sua cidade e ao próprio Carnaval. Diante da grandiosidade do desfile preparado e da expectativa pelo resultado, não à toa, na época, Laíla, que dispensa apresentações, disse ter sido aquele o maior carnaval da sua vida.

Sexta escola a desfilar naquele domingo, dia 19 de fevereiro de 2012, a aguardada quarta-feira de cinzas rendeu um insosso quarto lugar à esperançosa Beija-Flor, que desejava melhor colocação para o aniversário de 400 anos da capital maranhense. Apesar da primorosa pesquisa, do belo samba, do enredo criativamente escrito – bauxita à parte – e do grande desfile, além dos quesitos mais técnicos muito bem avaliados (com exceção da penalizada comissão de frente com um décimo extra perdido por não ter se apresentado no setor 3), foi justamente o quesito “Enredo” que mais tirou pontos de Nilópolis. Com quatro notas 9,8, a “São Luís nilopolitana” parece não ter convencido os jurados.

No que se refere especificamente à realização do enredo, os quatro jurados justificaram a penalização da Beija-Flor pela velocidade com que algumas alas passaram na frente de alguns módulos, dificultando o entendimento do enredo, e, principalmente, pela inversão de alas, com especial atenção dada à ala 50, que veio fora de lugar. Todavia, no que diz respeito à segunda parte da avaliação do enredo – sua concepção –, algumas justificativas parecem desencontradas.

De um lado, o jurado Flávio Xavier justifica a penalização da concepção do enredo afirmando que se trata de um “enredo com densidade cultural, porém com excessos narrativos ocasionando rupturas de seus argumentos e subtemas, devido (a)o exagero (de) 50 alas”, argumentação na mesma linha do jurado Johnny Soares, cuja opinião é a de que se trata de um “enredo de densidade cultural que peca pelo excesso de ganchos e subtemas, prejudicando a exploração da ideia central que é homenagear a cidade de São Luís do Maranhão”.

De outro lado, com argumentos a favor da penalização quase inversos aos dos dois citados, o jurado Pérsio Brasil entendeu que “a exuberante agremiação Nilopolitana comemora honrosamente o 4º centenário da fundação da linda capital insular do estado do Maranhão, tão rica em história, cultura e belezas naturais. Carece porém o roteiro de uma visão mais abrangente da aniversariante, já que a ‘Cidade dos Azulejos’ apresenta aspectos tão diversos e atraentes como o Teatro Arthur Azevedo (o segundo mais antigo do Brasil), uma culinária riquíssima, o importante Porto do Itaqui (por onde é exportada a própria bauxita citada no enredo), os restaurantes-típicos (lá chamados de bases) etc…”, no mesmo sentido da justificativa enxuta da jurada Marisa Maline sobre a concepção do enredo, para quem foi um “enredo de abordagem limitada, podendo ser mais explorado, com conteúdo mais diversificado”, digno, portanto, de perder décimos.

Respeitadas as opiniões dos jurados, contudo fazendo um exercício intelectual e de crítica, é no mínimo incompreensível que dois jurados penalizem o enredo da Beija-Flor por “excesso” de informações, enquanto outros dois penalizem a Escola por “falta” de diversidade ou adensamento do mesmo conteúdo ou tema. O curioso é que, no tocante exclusivamente à avaliação da concepção do enredo, nenhum dos quatro jurados fez qualquer menção à concepção proposta pela Escola, explanada em minúcias no Caderno Abre-Alas, nem penalizou pelo que de fato fora construído e segmentado pela Comissão de Carnaval, mas se ativeram, de acordo com as justificativas escritas, ao que gostariam de ter visto mais ou menos. Novamente, respeitadas as notas, permanecem, como sempre, mistérios do Carnaval…

No toque do tambor de Nilópolis, por fim, é inegável que São Luís, no recorte proposto pela Beija-Flor, saiu da Avenida bem representada, lindamente desenhada, plasticamente exuberante e com um enredo bem delineado e encaixado em uma história que respeitou o proposto pela Comissão desde o começo. A Deusa da Passarela deixa-nos um belo Carnaval com o retrato de uma cidade culturalmente rica e pulsante, fazendo uma convincente réplica narrativa-visual a críticas que enredos CEP podem injustamente receber durante a temporada pré-Carnaval. Em 2012, São Luís apareceu magistral na Sapucaí e o desfile fez valer cada segundo dos espectadores… bem, bauxita à parte.

Autor: Clark Mangabeira (Escritor, antropólogo e professor doutor de Antropologia da UFMT. Pesquisador e orientador do Grupo de Pesquisa sobre Cultura Popular Caleidoscópio/UFMT e do Observatório do Carnaval/UFRJ).
Instagram: @obcar_ufrj

Game CARNAVALESCO começa nesta quinta com personalidades do carnaval

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    Vamos brincar! Chegou o “Game CARNAVALESCO“. A estreia é nesta quinta-feira, às 21h30, e será transmitido em nossa página no Facebook e no nosso canal no YouTube. A primeira temporada foi dividida em três etapas: Série A, Especial e São Paulo. O start é com personalidades que desfilam no Grupo de Acesso do Rio de Janeiro.

    O “Game CARNAVALESCO” será no estilo de perguntas e respostas sobre o carnaval. Os participantes são: os cantores Serginho do Porto, Lucas Donato, Thiago Brito, Igor Vianna, Rogerinho, Tem-Tem Jr e Daniel Silva. As porta-bandeiras Roberta, Cintya e Giovanna. Vinicius e Raphael representam os mestre-sala. O coreógrafo Patrick Carvalho, o mestre de bateria Leonardo Jorge e o carnavalesco Lucas Milato.

    Potência no som do Tuiuti 2021

    “O vencedor de cada etapa disputará um triangular final para sair o campeão da primeira edição. Temos diversas personalidades nas escolas de samba do Rio e de São Paulo e a nossa ideia é fazer ainda esse ano mais uma ou duas temporadas, incluindo, mais pessoas que produzem o carnaval no jogo. É uma grande diversão para gente, comandada pelo Gustavinho Oliveira, para os participantes, e, claro, para os fãs de carnaval”, disse Alberto João, Editor Executivo do site CARNAVALESCO.

    A etapa da Série A terá três fases: inicial (nesta quinta-feira com confrontos em ida e volta), quartas e semifinal (2 de julho) e a grande final no dia 9 de julho. O campeão levará para casa: uma feijoada completa para duas pessoas (do Elite Buffet, do Rei da Feijoada), uma camisa da D´Samba, um kit especial da Guaracamp, um kit da cervejaria NOI e um totem de álcool em gel da empresa Social & Soluções para ser colocado na quadra da escola do campeã.

    Veja abaixo os confrontos desta quinta-feira:

    Mestre-sala Vinicius x Coreógrafo Patrick Carvalho
    Porta-Bandeira Giovanna x Intérprete Tem-Tem Jr
    Carnavalesco Lucas Milato x Intérprete Thiago Britto
    Mestre Leonardo Jorge x Intérprete Serginho do Porto
    Intérprete Daniel Silva x Porta-bandeira Cintya
    Intérprete Igor Vianna x Mestre-sala Raphael
    Porta-bandeira Roberta x Intérprete Lucas Donato
    Intérprete Rogerinho enfrenta o perdedor que tiver feito mais pontos para decisão da última vaga nas quartas de final.

    O game começa em São Paulo no dia 24 de junho e o Especial do Rio abre no dia 25 de junho.

    Viviane Araújo revela que quer ser mãe e casar no ano que vem

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    A rainha de bateria do Salgueiro, Viviane Araújo, participou de uma live com Raíssa de Oliveira, da Beija-Flor, e revelou que pretende engravidar e se casar no ano que vem com o namorado Guilherme Militão.

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    “Quero ter filhos e já estou me programando. Ver como vai ser. Se vai ser fertilização ou se não vai. Estou me programando para o ano que vem. Se não fosse a pandemia, já seria para agora no segundo semestre”, disse.

    Lierj TV reexibe Live do Samba Série A nesta quarta

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      A Lierj TV irá reexibir, nesta quarta-feira, a partir das 17h, a Live do Samba Série A, numa versão compilada especialmente para que o sambista possa reviver um momento de união de sambas-enredo antológicos do Carnaval do Rio de Janeiro. O Presidente da Lierj, Wallace Palhares aproveita a oportunidade para agradecer a todos que apoiaram e fizeram suas doações.

      “O nosso muito obrigado aos que colaboraram direta e indiretamente para a realização da Live do Samba Série A, que será reexibida nesta quarta-feira pela Lierj TV. Tenho certeza que todos os sambistas estarão curtindo mais uma vez”, destacou Wallace Palhares.

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      Durante a Live do Samba Série A foram arrecadadas 15 toneladas e meia de alimentos, que serão destinadas a comunidades carentes onde estão sediadas as nossas agremiações. A reebixição da live será nesta quarta-feira, a partir das 17h, na Lierj TV, canal oficial da Lierj no Youtube.

      Presidentes das escolas de São Paulo procuram gestor e preparam mudança estrutural na Liga-SP

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      A Liga-SP apresentou no mês de maio um novo modelo de gestão para administração dos desfiles das escolas de samba de São Paulo. Sidnei Carriuolo, presidente do Águia de Ouro, assumiu o comando da Liga-SP por 90 dias, e, durante uma live explicou como surgiu o movimento de mudança no sistema paulistano.

      “Não é simplesmente arrancar todo mundo e colocar tudo novo. Os presidentes estão empenhados e participativos. Quando a gente se une atrás de um objetivo é difícil não conseguir. A proposta é do colegiado dos presidentes das escolas de samba. A antiga diretoria tinha mais um ano de mandato. O Carnaval 2020 foi mais tenso e tumultuado. Pensamos que após os desfiles eram o momento certo para mudar. O presidente Serginho não entendeu bem a mudança do gestor e optou por sair. É uma mudança estrutural da Liga, uma administração diferente”, disse.

      Sidnei Carriuolo explicou que as escolas de samba já tinham interesse em realizarem mudanças na estrutura da Liga-SP.

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      “Não tem um fato que motivou a mudança. Desde a última eleição, a gente já queria fazer mudanças. Foi uma coisa do momento. O gestor é um desafio coletivo e individual. Torcer para achar o ponto certo para trazer o equilíbrio”, disse Sidnei.

      O dirigente falou sobre o próximo carnaval e o comportamento das escolas de samba no período de quarentena para combater o novo Coronavírus.

      “O carnaval tem sido muito atacado. A primeira morte no Brasil ocorreu no dia 17 de março. A explosão na Europa foi no final do carnaval. É leviano quando as pessoas acusam o carnaval. Até o desfile das campeãs não tínhamos essa explosão de contágio. O mais importante de tudo é a vida. As escolas estão fazendo seus trabalhos internos, como desenvolvimento de enredo, composição do samba, desenhos e isso tudo é home office. Não estamos expondo ninguém. Pode ser que não aconteça em 2021, ficaremos tristes, mas o projeto estará pronto para 2022. Vamos seguir sempre as recomendações das autoridades”.

      Sidnei citou que as mudanças na Liga-SP não envolvem os fundamentos dos desfiles das escolas de samba.

      “Não tem que ficar mudando. As escolas de samba que precisam se adaptar. Temos que preservar a raiz, continuar com as baianas, as baterias com seus instrumentos. A mudança da Liga não é de regulamento de desfile de escola de samba. É muito inseguro para todas escolas de samba. Uma das nossas propostas é não fazer mudança significativa dentro do regulamento. Agora, o critério de julgamento é outra coisa. Não conseguimos ter sambistas isentos que tem afinidade com alguma escola. Se entra um jurado que não tem escola de samba, ele não tem conhecimento de um desfile.

      Questionado sobre as obras na Fábrica do Samba, Sidnei foi objetivo: “As obras continuam paradas. É um projeto muito caro. Houve vários empenhos de verba, mas que não foram suficientes. Estamos dependendo do montante para terminar os outros sete barracões”.

      Fábio Ricardo revela detalhes do trabalho na Mocidade para o próximo carnaval

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      A Mocidade Independente de Padre Miguel, como todas escolas de samba, ainda não sabe a data do próximo carnaval, mas nem a verde e branco está trabalhando com o que é possível fazer para desenvolver o desfile que terá o enredo “Batuque ao caçador”. O carnavalesco Fábio Ricardo prepara a homenagem ao orixá Oxóssi, um dos sonhos dos torcedores independentes.

      Ao site CARNAVALESCO, ele revelou que a sinopse está pronta e elogiou o texto construído pelo jornalista Fábio Fabato.

      “Ainda não temos uma data exata para a divulgação do texto. A escola segue aguardando um posicionamento mais concreto sobre a data do próximo carnaval e esperando a situação da nossa sociedade melhorar. O texto está muito bom e não queremos lançá-lo em meio a outros temas mais tristes para todos. Temos que ter essa sensibilidade”, disse o carnavalesco.

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      Marino e Fábio Ricardo, seguindo todas normas sanitárias, tocam o trabalho na Mocidade. Foto: Divulgação

      Fábio Ricardo contou que o desenvolvimento do enredo está pronto e que já conseguiu finalizar o processo de desenho das alegorias e fantasias.

      “O meu processo criativo é bem específico. Normalmente me tranco na minha sala e começo a desenhar, projetar e pesquisar. A diferença é que tudo foi feito de casa agora, e recebi o meu projetista em casa em alguns momentos para que fechássemos os detalhes de alegorias. Mas já tenho tudo desenhado. O desenvolvimento do enredo já está pronto. Na última semana me reuni com o Marquinho Marino (diretor de carnaval) para começarmos a planejar os protótipos”, revelou Fabinho.

      O artista da Mocidade citou que o enredo aborda a questão do racismo, embora, não seja o mote. Ao site CARNAVALESCO, ele deu mais detalhes do que os sambistas vão ver no desfile da verde e branco no próximo carnaval.

      “Vamos contar a história do orixá e mostrar todas as referências que o ligam a Mocidade. Quero que as pessoas entendam o porquê de Oxóssi ter as características que tem. Acredito que isso nunca tenha sido abordado desta forma no carnaval. Plasticamente busquei referências que ainda não passaram na Avenida. Acho importante citar a questão do racismo. Hoje não tem como falar de um orixá no carnaval sem buscar a afirmação do povo negro, do samba e das religiões de matriz africana. Não é o mote principal do enredo, mas não tem como deixar de abordar”, adiantou.

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      De volta ao Grupo Especial do Rio de Janeiro, após comandar a Unidos de Padre Miguel em 2020, Fábio Ricardo disse que produzir um desfile da Mocidade é uma oportunidade que aguardava.

      “Representa uma oportunidade única. A Mocidade é uma escola gigante e isso é bem perceptível a partir do momento em que se entra na escola. Você passa a receber muitas mensagens e ligações de pessoas que te dão carinho e torcem por você. Vou me dedicar muito e buscar ser digno dessa escola. Trabalhar na Mocidade em si já é um grande peso para qualquer profissional. Uma oportunidade que aguardava há muito tempo e me sinto pronto para corresponder. O enredo foi criteriosamente pensado para homenagear os fundamentos da Mocidade. Estou tendo o maior cuidado para que o independente se sinta representado. As origens da escola se relacionam de forma intrínseca com o nosso enredo”, afirmou o artista.

      Mocidade cria planos A, B e C para o carnaval

      O diretor de carnaval da Mocidade, Marquinho Marino, que venceu a Covid-19, revelou para o site CARNAVALESCO que a escola trabalha com três opções sobre o próximo carnaval.

      “Todas as possibilidades estão sendo pensadas. Temos tudo rascunhado. Plano A, B e C. A Mocidade não será irresponsável de promover aglomerações enquanto a situação sanitária não estiver sanada. Ainda não divulgamos por uma questão estratégica e por entender que o momento não é de tratar desse assunto. Queremos o bem estar das pessoas e não estamos deixando de nos planejar. Atualmente temos duas pessoas trabalhando ao mesmo tempo no barracão. Um segurança e uma pessoa responsável pela manutenção do local. Normalmente teríamos entre 20 e 40 pessoa”.

      Conheça a equipe dos sonhos da Imperatriz Leopoldinense, escolhida por leitores e torcedores

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      Os leitores do site CARNAVALESCO e torcedores da Imperatriz Leopoldinense escolheram a equipe dos sonhos. Foram dois momentos: o primeiro com a indicação e o segundo com a abertura da votação popular. Somente quem já tinha desfilado pela agremiação poderia fazer parte do time da história.

      O casal de mestre-sala e porta-bandeira da história da verde e branco é formado por Chiquinho e Maria Helena. Ele recebeu 78,9% (Phelipe Lemos levou 12,9 e Thiaguinho 8,2%). Ela recebeu 84,3 dos votos (Rafaela Theodoro ganhou 15,7%).

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      Para comandar a bateria da história da Imperatriz foi escolhido mestre Beto com 40,6% dos votos. Lolo teve 38,1% e Marcone 21,3%.

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      Preto Jóia venceu como intérprete dos sonhos dos torcedores da Imperatriz. Ele teve 76% dos votos. Dominguinhos recebeu 18,8% e Paulinho Mocidade ficou com 5,2%.

      O diretor de harmonia da Imperatriz dos sonhos é Chopp. Ele recebeu 47,6%. Junior Escafura ganhou 37,8% e Chico Branco fechou com 14,6%.

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      Para o comando da direção de carnaval foi escolhido o experiente Wagner Araujo com 47%, seguido de André Bonatte com 40,5% e Marcos Aurélio Fernandes com 12,5%.

      Fábio de Mello foi eleito com 74,1% o coreógrafo da comissão de frente dos sonhos da Imperatriz. Deborah Colker levou 15,2% dos votos e Alex Neoral terminou com 10,7%.

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      Rosa Magalhães venceu como carnavalesca da Imperatriz dos sonhos. A professora recebeu 79,7% dos votos. Leandro Vieira teve 12,8% e Arlindo Rodrigues ficou com 7,5%.

      O samba para ser a trilha sonora da Imperatriz Leopoldinense dos sonhos é o de 1989. Ele ganhou 68,8% dos votos, seguido da obra de 1996 com 19% e a obra de 2005 teve 12,2%.

      Conheça a equipe dos sonhos do Paraíso do Tuiuti, escolhida por leitores e torcedores

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      Os leitores do site CARNAVALESCO e torcedores do Paraíso do Tuiuti escolheram a equipe dos sonhos. Foram dois momentos: o primeiro com a indicação e o segundo com a abertura da votação popular. Somente quem já tinha desfilado pela agremiação poderia fazer parte do time da história.

      casal tuiuti

      A porta-bandeira Danielle Nascimento foi escolhida pelos torcedores. Ela ganhou 39,4% dos votos. A disputa foi forte com Cris Caldas, que desfilou em 2001, na estreia da escola no Grupo Especial, e recebeu 35,3%. Jack Pessanha terminou com 25,3%. O atual mestre-sala Marlon Flores venceu com 66,7%. Marquinhos Sorriso levou 33,3%.

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      Comandante da Super Som por muitos anos, mestre Ricardinho venceu com 65% dos votos. O atual presidente Renato Thor, que já foi mestre de bateria, ganhou 35%.

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      Responsável pelo carnaval do vice-campeonato em 2018, Jack Vasconcelos foi eleito o carnavalesco da história do Tuiuti. Ele recebeu 72,8% dos votos, seguido de Paulo Barros com 22% e Paulo Menezes com 5,2%.

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      A direção de carnaval do Tuiuti foi para Leandro Azevedo com 57%, seguido de Thiago Monteiro com 33% e Junior Schall com 10%.

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      A direção de harmonia ficou sob o comando de Jorge Honorato com 58,4%. O atual diretor Luiz Carlos Amâncio recebeu 41,6%.

      Patrick Carvalho teve mais de 90% na fase de indicação dos leitores e entrou automaticamente na equipe dos sonhos para comandar a comissão de frente da história do Tuiuti.

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      O samba de 2018 foi escolhido por 81,4% para ser a trilha sonora do desfile da história do Paraíso do Tuiuti. Ciganerey eleito o intérprete com 73,9% e Celsinho Mody teve 26,1%.

      Sambistas brincam com aplicativo FaceApp

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      Diversas personalidades dos carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo entraram na brincadeira de “mudar de gênero”, através do aplicativo FaceApp.

      O mesmo aplicativo fez sucesso em 2019 quando transforma o rosto das pessoas, que gerava o “envelhecimento”.

      Ele está disponível gratuitamente para iOS e Android e foi desenvolvido pela empresa russa Wireless Lab. O aplicativo gera transformações altamente realistas de rostos humanos em fotografias usando redes neurais baseadas em inteligência artificial.

      Surge também a questão do compartilhamento de dados e uso de imagem, afetando a privacida. A empresa informa que “você concede ao FaceApp uma licença global, não-exclusiva, isenta de royalties e totalmente paga para usar, reproduzir, modificar, adaptar, criar trabalhos derivados, distribuir, executar e exibir seu conteúdo do usuário durante o termo deste contrato”.

      Veja abaixo as personalidades do carnaval que entraram na onda:

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      Milton Cunha
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      Carnavalesco Alexandre Louzada
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      Mumuzinho
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      Raissa Machado, rainha de bateria da Viradouro
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      Carnavalesco Jack Vasconcelos
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      Sabrina Sato
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      Carnavalesco Tarcisio Zanon
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      Coreógrafo Junior Scapin
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      Musa Renata Santos
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      Porta-bandeira Jaçanã, da Inocentes de Belford Roxo
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      Mestre Dudu, da Mocidade
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      Porta-bandeira Lais Moreira, da Vila Maria
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      Compositor Samir Trindade