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Museu do Samba inaugura exposição ‘Arte delas: heranças ancestrais’ com obras de 32 mulheres pretas

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Arte Delas: Heranças Ancestrais é o nome da exposição que o Museu do Samba inaugura no próximo sábado, dia 15 de novembro, às 15h, como parte da agenda de eventos e reflexões do Mês da Consciência Negra. Com patrocínio do banco BV e do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal (Lei Rouanet), a mostra apresenta obras de 32 artistas visuais negras, reunidas em coleção inédita desenvolvida durante projeto de residência artística oferecido pelo museu. A curadoria é coletiva, feita pelas próprias residentes.

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A nova exposição faz parte do projeto internacional “In Slavery’s Wake” (“No rastro da escravidão”), organizado pelo Instituto Smithsonian, maior complexo de museus e centros de pesquisa do mundo, localizado em Washington, Estados Unidos. A atração principal do projeto é a mostra “Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo”, que entra em cartaz no Museu Histórico Nacional em 13 de novembro. Participam com exposições paralelas, além do Museu do Samba (com “Arte Delas: Heranças Ancestrais”), o Arquivo Nacional (com “Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão”) e o Instituto Pretos Novos (com “Conversas Inacabadas”).

Do local ao global, via ancestralidade preta

“O projeto Arte Delas foi pensado para impulsionar carreiras, fomentar o empreendedorismo cultural e, sobretudo, iluminar a potência criativa de mulheres negras, guardiãs de saberes, narrativas e territórios que sustentam a cultura brasileira”, afirma Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba e idealizadora da iniciativa.

Durante seis meses, 38 mulheres, com idades entre 20 e 69 anos, participaram da residência artística, que teve encontros, palestras e vivências com grandes referências do mercado nas áreas de produção, gestão, elaboração de projetos, direção de arte e construção de imagem pessoal. Em um processo de escuta ativa, identificou-se que a maior demanda do grupo era a de ter um espaço para expor suas criações.

As artistas foram convidadas, então, a compor novos trabalhos para uma mostra inédita, resultando em 32 obras nas áreas de artes plásticas, fotografia e vídeo. O público vai poder apreciar criações concebidas com técnicas como xilografia sobre algodão, assemblage sobre tela, aquarela sobre papel, óleo e acrílico sobre tela, bordado de jumbo orgânico sobre cetim, têmpora sobre papel canson e colagem, além de instalações, fotos e produções audiovisuais.

“Nosso trabalho chamou atenção do Instituto Smithsonian, com o qual o Museu do Samba mantém intercâmbio há alguns anos; a instituição desenvolve um trabalho global de conscientização sobre as consequências da escravidão e do colonialismo, e fomenta iniciativas que valorizem e garantam a liberdade do povo preto, sua ancestralidade e suas contribuições culturais. Foi a ‘cereja do bolo’ para o Arte Delas, que agora terá um alcance global e não somente local, como imaginado inicialmente”, completa Nilcemar.

A mostra “Arte Delas: Heranças Ancestrais” fica em cartaz de 15 de novembro a 28 de fevereiro, de terça a sábado, das 10h às 17h. O ingresso custa R$ 20, com meia entrada para os casos previstos em lei e para professores, além de entrada gratuita para alunos da rede pública de ensino fundamental e médio, crianças até 5 anos, moradores da Mangueira e guias de turismo. Agendamentos de grupos podem ser feitos pelo e-mail [email protected] . O Museu do Samba fica na rua Visconde de Niterói, nº 1296, na Mangueira, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.

SERVIÇO
Exposições/Museus
Arte Delas: Heranças Ancestrais
Estreia: sábado, 15/11/2025
Museu do Samba
Rua Visconde de Niterói, 1296 – Mangueira
Horário: de terça a sábado, das 10h às 17h
Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia entrada)

Unidos de Padre Miguel celebra 68 anos com grande feijoada e programação musical

A Unidos de Padre Miguel vai comemorar seus 68 anos em grande estilo! No dia 16 de novembro, a partir das 13h, a quadra da vermelha e branca da Vila Vintém será palco de uma grande feijoada comemorativa, com entrada gratuita e prato de feijoada por apenas R$ 15. Os camarotes e mesas já estão esgotados, reflexo da expectativa em torno da festa, que promete muita música, samba e emoção. No palco, se apresentam Chacal do Sax, Grupo Cafofo de Iaiá, Grupo Pega Black e Grupo Samba à Bangu, além do show dos segmentos da Unidos de Padre Miguel e a participação especial da escola convidada Beija-Flor de Nilópolis.

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Foto: Divulgação/UPM

A celebração também contará com a apresentação da musa Jaquelline Grohalski, que vem conquistando o público com seu carisma e simpatia. Com 31 anos e atuando como empresária, Jaquelline estreou como musa da escola em 2024 e rapidamente se tornou um dos destaques da agremiação.

A festa acontece na quadra da Unidos de Padre Miguel, localizada na Rua Mesquita, nº 8 – Padre Miguel, próxima ao Hospital Municipal Albert Schweitzer.

Será uma tarde de muito samba, alegria e celebração da história de uma das mais queridas escolas do Carnaval carioca.

🗓 Data: 16 de novembro
🕐 Horário: a partir das 13h
📍 Local: Quadra da Unidos de Padre Miguel – Rua Mesquita, 8 – Padre Miguel
🎟 Entrada: gratuita
🍛 Feijoada: R$ 15 o prato

Tucuruvi leva a magia do carnaval à Pinacoteca de São Paulo

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A Acadêmicos do Tucuruvi é um dos destaques da exposição “Trabalho de Carnaval”, em cartaz na Pinacoteca de São Paulo. A mostra celebra a arte, a cultura popular e os bastidores da maior festa do país, colocando em evidência o talento e o esforço coletivo que movimentam o carnaval brasileiro. Com curadoria de Ana Maria Maia e Renato Menezes, a exposição reúne 200 obras de 70 artistas, entre eles nomes consagrados como Heitor dos Prazeres, Rosa Magalhães e Rafa Bqueer. Um dos grandes atrativos é a exibição de uma das fantasias do Tucuruvi, utilizada no desfile de 2025, que homenageou o enredo “Assojaba – A Busca pelo Manto”.

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Foto: Divulgação/Tucuruvi

Dividida em quatro eixos — Fantasia, Trabalho, Poder e Cidade —, “Trabalho de Carnaval” propõe um olhar sensível sobre o carnaval como uma cadeia produtiva complexa, que mobiliza milhares de profissionais antes mesmo de a festa começar. O acervo inclui adereços, projetos de decoração e documentos históricos vindos de diferentes regiões do Brasil, compondo um panorama abrangente da criação e da produção carnavalesca.

O vice-presidente do Acadêmicos do Tucuruvi, Rodrigo Delduque, destacou a relevância da iniciativa: “O carnaval é arte, é cultura e é trabalho. Estar na Pinacoteca é mostrar que o que fazemos vai muito além da avenida é um movimento artístico coletivo que merece reconhecimento e valorização.”

Nas redes sociais, a escola da Cantareira celebrou a participação na mostra e agradeceu à equipe da Pinacoteca e aos curadores @remenezes9 e @anamariamaia pelo cuidado e pela sensibilidade ao incluir na exposição a fantasia do personagem ‘Encantado’, que brilhou na abertura do desfile de 2025.

A exposição “Trabalho de Carnaval” conta com patrocínio de Itaú, Kinea, Renner, Stella Artois e Gol, além de apoio de mídia da Revista Piauí, e é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Anny Alves renova compromisso com a Porto da Pedra e celebra trajetória no Tigre de São Gonçalo

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A musa da Porto da Pedra, Anny Alves, segue encantando o público com sua beleza, carisma e amor pelo pavilhão vermelho e branco. Nascida em Salvador e radicada há 12 anos na Croácia, Anny é uma verdadeira embaixadora da cultura brasileira na Europa, onde atua como atleta, empresária, professora de samba e musa fitness.

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Foto: Divulgação

Com sete anos de desfiles marcantes no carnaval carioca, Anny mantém uma relação de afeto e respeito com a comunidade gonçalense, demonstrando, em cada passagem pela avenida, a força e o orgulho de representar o Tigre.

“Seguir com a Porto da Pedra é motivo de muita alegria. Tenho um carinho imenso por essa escola, que faz parte da minha história e da minha vida. É uma honra continuar vestindo o vermelho e branco e levando esse amor comigo para o mundo”, declarou a musa.

Globoplay lança série documental sobre Neguinho da Beija-Flor no Dia da Consciência Negra

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Péricles é um dos entrevistados da série documental Original Globoplay ‘Neguinho da Beija-Flor – Soberano da Avenida’, em homenagem ao artista, que tem composições autorais que marcaram gerações e mais de 50 anos dedicados ao carnaval. A obra será lançada no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e apresenta a trajetória de Neguinho ao revelar momentos de superação, conquistas, amores e parcerias marcantes. Com imagens raras de arquivo pessoal e depoimentos emocionados, familiares, amigos, artistas e jornalistas relembram histórias de Neguinho e homenageiam o legado que ele construiu.

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Foto: Divulgação/Globoplay

“Quando você ouve Neguinho da Beija-Flor, você sabe de onde aquela voz vem. Nós, povo negro, durante muito tempo não sabíamos de onde viemos, mas através da voz de por exemplo Clementina de Jesus e Neguinho da Beija-flor, a gente passou a saber de onde a gente vem e qual caminho seguir”, Péricles afirma.

Ao longo de quatro episódios, sendo o primeiro aberto também para não assinantes, Zeca Pagodinho, Xande de Pilares, Thiaguinho, Dudu Nobre, Péricles, Roberto Carlos, Zico, Mariana Gross, Flávia Oliveira, Aydano André Motta, Anisio Abraão David, Gabriel David, Selminha Sorriso, Pinah, Milton Cunha, Coronel Guimarães e Jorge Perlingeiro são alguns dos entrevistados que dão depoimento sobre Neguinho, que é o intérprete com maior número de títulos da história do Carnaval.

O documentário é produzido e realizado por AfroReggae Audiovisual e Formata, com criação de José Junior, direção geral de Jorge Espírito Santo e direção de produção de Gabriela Weeks e Lucas H. Rossi.

União de Maricá dá início aos ensaios de rua rumo ao Carnaval 2026 na sexta

A União de Maricá segue firme em sua preparação para o Carnaval 2026. Após semanas de ensaios de canto realizados na quadra, a escola inicia uma nova etapa de seu planejamento com o início dos ensaios de rua nesta sexta-feira, às 20h, na Passarela do Samba Adélia Breve, localizada na Rua Abreu Rangel, no Centro de Maricá. A concentração será em frente ao supermercado Prezunic.

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Foto: Leandro Andrade/Divulgação Maricá

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Os treinos de canto e evolução, fundamentais para o desempenho no desfile, fazem parte de um cronograma cuidadosamente elaborado pela direção de carnaval e harmonia da agremiação. Segundo o diretor de carnaval Wilsinho Alves, essa etapa marca um momento importante da preparação da escola.

“As últimas semanas foram muito produtivas, com ensaios de canto intensos na quadra. Agora, levamos essa energia para a rua, onde o componente já começa a sentir o clima do desfile. Essa fase é fundamental para acertar detalhes de harmonia, evolução e integração entre os segmentos. Seguimos o nosso planejamento com foco total em fazer um grande Carnaval em 2026”, destacou Wilsinho.

No próximo ano, a União de Maricá apresentará o enredo “Berenguendéns e Balagandãns”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira. A escola será a sexta a desfilar no sábado, 14 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.

Rainha de bateria da Renascer de Jacarepaguá marca presença em ensaio de comunidade

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Elaine Caetano brilhou no ensaio de comunidade da Renascer de Jacarepaguá na última terça-feira, e esbanjou simpatia e samba no pé encantando o público com sua energia à frente dos ritmistas.

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Foto: Divulgação

A beldade que reina há cinco anos à frente da Bateria Guerreira, comandada pelo mestre Felipe D´Lelis, comentou sobre seu reinado: “Estar há cinco anos à frente dessa bateria é uma honra imensa. A Renascer é minha família, e ver a comunidade vibrando junto me emociona sempre”, declarou após o ensaio.

No próximo ano a escola desfilará o enredo “A Divina Comédia Brasileira”, desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Pacheco e será a quarta escola a desfilar, pela Série Prata do Rio de Janeiro, no dia 15 de fevereiro.

‘Pode sonhar’: Ney Matogrosso se emociona com homenagem da Imperatriz Leopoldinense

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Quem viu a chegada de Ney Matogrosso à quadra da Imperatriz Leopoldinense, na noite da final de samba-enredo para o Carnaval 2026, percebeu o clima de celebração coletiva. Ovacionado sob aplausos e gritos da comunidade gresilense o artista destacou a emoção de ser acolhido pela escola de Ramos: “Para mim é um prazer chegar aqui. Fui muito bem recebido na hora que entrei”.

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Foto: CARNAVALESCO

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Conduzido pelo carnavalesco Leandro Vieira, Ney atravessou a quadra em meio ao público que se apertava para registrar o momento. O encontro entre os dois sintetizava a força do projeto: de um lado, o cantor que transformou a música e a cena brasileira com sua ousadia estética; de outro, o artista que agora traduz essa trajetória em cores, formas e alegorias.

Pela primeira vez em uma final de escola de samba, Ney fez questão de presenciar a escolha do hino que embalará o enredo “Camaleônico”, que o homenageia no Carnaval 2026. Entre abraços e sorrisos, falou sobre o sentimento de expectativa diante da avenida: “Sim, ansioso, mas não diria com o coração apertado. Estou com uma grande expectativa”.

Olhar sobre a criação

Ney comentou que já havia tido acesso aos desenhos das fantasias e aprovou o que viu, sem escolher favoritos: “Gosto de tudo, mas não tenho o que falar, né?”. O artista destacou ainda o impacto que teve ao visitar o barracão: “Eu fico muito impressionado com a velocidade com que essas coisas ficam prontas”.

Em coletiva dada junto com o cantor, Leandro Vieira adiantou que as fantasias já estão em fase de reprodução e que cinco carros alegóricos estão em andamento, com ferragens e estruturas de madeira erguidas.

Convite e a entrega

Ney recordou também o momento em que recebeu o convite para virar enredo. Quando Leandro Vieira lhe perguntou se poderia sonhar com o aceite da homenagem, a resposta veio imediatamente: “Pô, como é que eu vou impedir o camarada de sonhar, não é isso? Aí eu disse: ‘Sim, pode sonhar’”, contou.

Apesar de já ter sido procurado desde os anos 1970 para se tornar tema de escolas de samba, o cantor sempre recusou: “Olha, não era uma meta na minha vida. Não era. Eu recusei muitos anos ser enredo… Desde os anos 70 me convidam, mas eu achava que era um estranho no ninho”, declarou.

Desta vez, no entanto, aceitou o desafio. E fez questão de afirmar que, ao dizer sim, se entregou por inteiro: “A partir do momento que eu disse sim, eu me entreguei para a história. Eu acho que vai ser um carnaval lindo. Vai ser mesmo”.

Em 2026, Imperatriz será a segunda escola a desfilar no domingo, defendendo o enredo “Camaleônico”, desenvolvido por Leandro Vieira.

Rosas de Ouro leva energia, técnica e emoção à gravação do samba-enredo 2026 na Fábrica do Samba

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A campeã do Carnaval de São Paulo em 2025, Rosas de Ouro, abriu seus trabalhos de gravação do álbum oficial da Liga-SP para o Carnaval 2026 com a energia característica da Brasilândia. Em um ambiente de concentração e emoção na Fábrica do Samba, a escola apresentou um time entrosado, com bateria precisa, arranjo sofisticado e uma ala musical inspirada. O diretor de carnaval, Evandro Souza, destacou a preparação intensa do elenco e a confiança no resultado final.

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Fotos: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO

“A nossa bateria está muito bem afinada e ensaiada. A comunidade está com o samba na ponta da língua. O samba está crescendo e acho que hoje gravamos uma grande faixa. Será um bom início de álbum, começamos com o clima lá em cima”, comemorou.

Evandro também ressaltou a evolução do formato de gravação da Liga-SP, que neste ano trouxe um ambiente ainda mais imersivo.

“A Liga tem acertado nos últimos anos. Esse clima de ‘ao vivo’, mais requintado e apurado, só engrandece o carnaval. Estou feliz de participar mais uma vez”;

Sobre o grupo presente na gravação, o dirigente fez questão de enaltecer o envolvimento da comunidade.

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diretor de carnaval, Evandro Souza

“Trouxemos o pessoal que está no dia a dia da escola, os que carregam o Rosas o ano inteiro. É o recado da força do nosso povo da Brasilândia”.

Harmonia e ousadia: os detalhes do arranjo

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Responsável pelo desenho musical da faixa, o arranjador Chanel Rigolon explicou o cuidado técnico necessário para acompanhar a ousadia da “Bateria com Identidade”, comandada por mestre Rafa.

“No Rosas, você sempre tem que pensar diferente. O mestre Rafa é ousado nas bossas, e tudo precisa estar em harmonia com a música. É preciso estudar, escrever e pensar nas pontas da voz para fazer a melhor harmonia possível”.

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Arranjador Chanel Rigolon

Com um instrumental encorpado, três cavaquinhos e dois violões (de seis e sete cordas), o arranjo busca valorizar a riqueza melódica do samba.

“Já fazemos isso há algum tempo. É uma sonoridade que tem a cara do Rosas e dá equilíbrio à batucada”, afirmou Chanel, que ainda destacou o trabalho coletivo:
“O ponto positivo é a batucada. Tentamos desenhar em cima das bossas o melhor caminho possível para servir aos cantores”.

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Cadência e emoção: a força da ‘Bateria com Identidade’

Com o andamento ajustado em torno de 142 a 144 BPM (batidas por minuto), mestre Rafa explicou que a escolha pela cadência reforça o balanço da obra.

“Foi ‘cadenciadinho’, bem tranquilo. Continuamos fazendo bastante bossa, mas com menos loucuras, tudo em cima da melodia”.

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Mestre Rafa

O mestre revelou bastidores do processo criativo com Chanel: “Os arranjos da bateria com a ala musical foram montados de madrugada, pelo WhatsApp. É muito amor envolvido nisso. A cada ano é uma emoção nova. Enquanto tiver frio na barriga e lágrima nos olhos, estamos aqui”.

Voz e alma: Carlos Jr. e o toque de fé no estúdio

O intérprete Carlos Jr., em seu terceiro carnaval pela Roseira, destacou a leveza e a confiança trazidas pelo título de 2025.

“Você vem muito mais leve. A intimidade com a direção e com a bateria é total. Hoje eu estou em casa, solto, fazendo o que gosto. O samba é criativo, gostoso, fácil de cantar, não é óbvio, e isso me encanta”.

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Intérprete Carlos Jr.

Fiel ao improviso, o cantor revelou que prefere deixar o sentimento guiar sua performance. “Sou um improvisador. Cada gravação é um show diferente. Ensaiamos na segunda, mas o que fiz lá não fiz aqui hoje. Saiu outra coisa. A minha opinião é a do povo, o povo falou, eu aceito”.

Sobre sua preparação espiritual, Carlos foi enfático: “Rezei muito. Tenho uma conexão direta com Deus. Peço sempre permissão aos meus guias e protetores espirituais para fazer um bom trabalho”.

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O intérprete também contou qual trecho mais o emociona no samba. “A primeira parte: ‘Em cada seu sonho decifrar’. Essa melodia me toca profundamente. É como um sonho mesmo, uma emoção que não sei explicar”.

Uma faixa à altura da campeã

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Com uma gravação marcada por emoção genuína e excelência técnica, a Rosas de Ouro inicia sua caminhada rumo ao Carnaval 2026 com a confiança de quem sabe o que representa. Entre bossas pensadas, arranjos refinados e fé traduzida em canto, a campeã do último carnaval mostra que está pronta para defender seu título com a mesma garra que consagrou a escola no Sambódromo do Anhembi.

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Tom Maior emociona na gravação do samba 2026 com coral em homenagem a Chico Xavier

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A Tom Maior viveu um dia de emoção, fé e profissionalismo na gravação do seu samba-enredo para o Carnaval 2026, realizada na Fábrica do Samba, em São Paulo. O coral da escola chamou atenção ao surgir vestido de vermelho e branco, com boinas e óculos, em uma homenagem visual a Chico Xavier, tema do enredo desenvolvido pelo carnavalesco Flávio Campello. O presidente e mestre Carlão destacou o avanço técnico e organizacional da Liga-SP na condução das gravações e celebrou o desempenho exemplar do grupo musical.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

“A cada ano, a Liga-SP vem aprimorando seu trabalho. Hoje é possível ver todo o staff envolvido, a decoração, o clima, tudo demonstra um projeto profissional. Cabe a nós fazermos a nossa parte e termos material de qualidade para divulgar o nosso carnaval. Com isso, todas as escolas acabam sendo valorizadas”, destacou o dirigente.

Carlão também ressaltou a importância do preparo da Tom Maior antes de subir ao palco da gravação.

“Tem que ter ensaio, sim. Aqui não apresentamos exatamente o que estamos acostumados a fazer na quadra, já que o tempo é limitado. Fizemos um ensaio especial, e nosso coral está de parabéns. Deram um show de canto. Estou muito feliz”.

O presidente ainda celebrou o retorno do intérprete Bruno Ribas, que viveu uma passagem marcante pela escola.

“O Bruno é um querido. Teve uma passagem de cinco anos conosco, é um grande intérprete e só tenho coisas boas a dizer. Toda a comunidade o adora”.

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De volta à Tom Maior, Bruno Ribas mostrou entusiasmo com o novo samba e destacou o equilíbrio entre técnica e emoção que envolve o processo de gravação.

“As duas partes estão envolvidas nesse processo. Se não houver emoção, não é possível transmitir o que o carnaval tem de mais essencial, que é o sentimento. Mas a técnica precisa estar presente para evitar erros, manter a afinação e garantir a qualidade da gravação”.

O intérprete também comentou sobre o contato inicial com a ala musical e a adaptação à obra.

“Ainda não tive muito contato com o grupo. Fiz um ensaio na semana passada, na quadra, e agora vamos seguir buscando equilíbrio total entre todos os músicos. O samba é fantástico, lindo e muito fácil de cantar. Chico Xavier era uma pessoa simples, sem mistérios e os compositores captaram essa essência. O samba traduz essa simplicidade e, ao mesmo tempo, é profundamente tocante”.

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Na direção musical, Beah reforçou que o projeto foi planejado com antecedência e que a chegada de Bruno Ribas consolidou o bom momento da ala musical.

“Quando escolhemos o samba, ele já estava todo estruturado. O final do Gilsinho, que Deus o tenha, havia mapeado exatamente como iríamos executá-lo. O Bruno chegou entendendo o que é a Tom Maior e mantivemos a mesma pegada. Quando algo já nasce bem resolvido, é difícil mexer — e conseguimos ainda melhorar o que já estava bom”.

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Beah ressaltou a integração natural entre Ribas e o grupo. “Nossa ala é muito coesa. O Bruno veio como a cereja do bolo, trazendo representatividade e talento. Ele já conhece a comunidade, então não teve dificuldade alguma para se integrar. Parece até que já fazia parte do projeto há muito tempo. Com certeza será um grande trabalho”.

O diretor musical também explicou a pequena alteração na letra do samba, feita com foco nos critérios de julgamento.

“Foi uma preocupação da direção em garantir que não houvesse erros. Não que a letra estivesse equivocada, mas ajustamos o que fosse necessário para deixar o samba mais confortável para a escola cantar. A mudança foi válida: inserimos uma palavra que se encaixa melhor e fortalece a cabeça do samba, que é onde tudo precisa estar mais bem estruturado”.