O novo presidente da Imperatriz Leopoldinense, Marcos Drumond, filho de Luizinho Drumond, participou da live “Arquibancada em Casa”, no canal da Rádio Arquibancada, no YouTube, e falou sobre seus projetos para a verde e branco.
“Frequento carnaval com meu pai desde 1977. Já está no sangue. Me ausentei um pouco, minha família nasceu, meu pai sempre esteve à frente da escola, e sempre acompanhei”, disse.
Na conversa com o jornalista Anderson Baltar, Marcos Drumond explicou o que será feito caso o Carnaval 2021 aconteça ou não.
“Não vamos parar nossas atividades e nem com os compromissos com nossos funcionários. Tive uma reunião com os funcionários e avisei que não será possível manter integral, caso não aconteça o carnaval, e ficou tudo negociado e bacana. Havendo o carnaval todo mundo receberá integralmente”.
Veja abaixo na íntegra a live completa da Rádio Arquibancada
A Unidos de Padre Miguel faz no sábado, a partir das 18h, a sua escolha do samba-enredo para o próximo carnaval. Cinco obras estão na disputa. A transmissão será online. O site CARNAVALESCO, como sempre, publica matérias com todas parcerias finalistas.
A primeira é a Chacal do Sax, Sidney Myngal, Jota IlhaBela, Felipe Mussili, Alexandre Rivero, Júnior Diniz e Gabriel Simões. O próprio Chacal respondeu nossas perguntas.
Ao falar sobre o modelo de live das eliminatórias, adotado pela Unidos de Padre Miguel, o compositor elogiou a decisão.
“Eu achei maravilhosa, a escola está fazendo um trabalho perfeito, seguindo todas as restrições de segurança ao vírus, um som com qualidade, imagem perfeita, e uma organização espetacular”.
Foto: Diego Mendes/Unidos de Padre Miguel
Chacal revelou qual sua parte que considera mais forte no samba-enredo da parceria: “Construímos um samba que transmite sentimento em todas as estrofes. Já imaginamos o samba sendo cantado pela comunidade. Escolho: ‘Bato cabeça sou filho de fé, IROKO axé, IROKO kisselé, no ilê padre Miguel aprendi fazer o bem, é tempo de xirê no terreiro da Vintém’. Arrepia só de imaginar”.
O compositor também falou o que vai representar para ele vencer o samba na Unidos de Padre Miguel.
“Será uma grande honra pra nossa parceria, pois eu sou criado em comunidade, sou carioca, sou sambista, e venho trilhando o caminho pelas quadras há muito tempo. Vencer na disputa e ter um samba na UPM que eu admiro tanto será, uma das emoções mais fortes da minha vida”.
O Salgueiro realiza nesta quinta sua primeira “sessão” de tira dúvidas com os compositores da escola, visando o próximo carnaval. Neste primeiro encontro, a presidência da ala dos compositores e a direção de carnaval decidiram recorrer ao email para que os poetas possam, com maior segurança e privacidade, consultar a equipe de carnaval envolvida no processo, na construção do samba que vai ilustrar o desfile do enredo “Resistência”.
“Tivemos algumas reuniões para definir como poderíamos garantir uma maior privacidade entre os compositores e a equipe neste primeiro tira-dúvidas e decidimos que enviar as composições e questionamentos de cada um seria a melhor solução”, comentou Alexandre Couto, diretor de carnaval.
As letras e dúvidas de cada parceria poderão ser enviadas entre as 18h e 21h, para [email protected] e encaminhadas à equipe formada pela Direção de Carnaval, Harmonia, Departamento Cultural, além do Carnavalesco Alex de Souza e à presidência da ala. O presidente André Vaz e a professora Helena Theodoro também participarão deste processo.
Além deste primeiro tira-dúvidas, também estão programados mais dois encontros posteriores cujos formatos ainda serão divulgados pela direção da escola, segundo explica Couto.
“Estamos vivendo dia a dia e não queremos que as pessoas estejam ansiosas para nada porque a equipe estuda bastante cada passo a ser dado. No momento, a melhor solução é o email, para os próximos, dependendo do que nos for apresentado, pode ser que haja necessidade de uma conversa online, com hora marcada para cada parceria. Tudo vai depender desta primeira etapa. Vivemos o momento onde o presente é o que vale porque não sabemos nada sobre o futuro”, comenta o diretor.
A escola programou, ainda, mais duas datas (13 e 27 de agosto) para o tira-dúvidas. A inscrição dos sambas está programada para o dia 06 de setembro.
O Baródromo, bar de todas escolas de samba, na Lapa, deixará o reduto de tantos momentos inesquecíveis, mas sua despedida temporária não poderia ficar sem o último afago. Por isso, no sábado, dia 1 de agosto, a partir do meio-dia, acontece a live “Abraço do carnaval ao Baródromo” reunindo cantores das escolas de samba, compositores e fãs do carnaval. A transmissão será feita no canal do site CARNAVALESCO no YouTube e terá a produção da Parole.
O Grupo Arquibancada, que por diversas vezes encantou os sambistas nas feijoadas, estará presente para acompanhar todo o espetáculo. Em um momento de tanta dificuldade, devido à pandemia da Covid-19, haverá uma vaquinha virtual em prol dos cantores que vão participar do encontro.
Atribuir características humanas a quem não tem vida é uma figura de linguagem. O nome tem lá o seu charme poético e semântica de enfeite e firula: prosopopeia. Reino em que a fantasia impera nos salões e no asfalto, o carnaval é a própria prosopopeia a elevadíssimas potências. Quando a Mocidade, no antológico campeonato “Ziriguidum 2001” (1985), proclamou “vou fazer todo o universo sambar”… Bem, estava, objetivamente, lançando um foguete de prosopopeias ao espaço sideral! Ora, a vocação do Rio para a rua é sabida. Para o apinhar de corpos. Para a cerveja gelada em roda. Para a cantoria. E para o bar, “berço das grandes resoluções”, como decretou antigo samba da Unidos da Tijuca.
Quando o BARÓDROMO baixou entre os mortais, inanimada criatura com CNPJ, talvez, seus criadores não imaginassem a rápida transformação. Em prosopopeia, é óbvio. Não tardou para que o CNPJ ganhasse, vá lá, um ar todo especial de CPF. O Baródromo virou sujeita e sujeito. Comum de dois gêneros. Gente. De braços abertos, copo americano estendido e a preocupação memorial que os governos elitistas e a lógica racista da sociedade deixaram de lado: contar e celebrar o carnaval. Para os seus. Para todos.
Foto: Divulgação/Baródromo
Num tempo pautado pelo ódio, estranha é a certeza da felicidade. Mas a danada ostentava endereço fixo. Sim, bem ali, na Lavradio. Bastava chegar. E sinalizada com bandeira na entrada, sonhos e quimeras de um raríssimo esplendor povão, para ninguém – já baqueado pelo álcool – se perder pela Lapa borbulhante.
Na carona de suas ironias de lei, até o xixi, depois de copos tantos, trazia um gracejo a mais: “é no chuê, chuê, é no chuê, chuá…”. Assim estampava, na parede dos mictórios. Bar gente boa que gargalhava, moleque de tudo, com os convivas. Filósofo da brejeirice em paredes musicais.
Para quem conhece do outro lado, seus figurinos e esculturas abusavam do misticismo, ligado a um batismo sem água benta, por terem desfilado na Avenida. Espaço de saberes que nos enredou em afeto e na peculiar alquimia de conversar com o intangível. Museu alternativo. E prosopopeia. Mais uma.
Fato é que jamais a Lapa foi a mesma desde que um engarrafamento de proporções bíblicas se formou, a partir dos Arcos, num fim de tarde. Parou a pipoqueira, o carroceiro, o policial. As garçonetes e garçons de todos os bares correram para ver. O Circo e a Fundição se calaram por breve instante. O sino da Catedral também respeitou em silêncio, registre-se.
O dia que um camelo folião dourado desembarcou na Lapa e estreou no Baródromo… Fez até compositor morto dedilhar sua viola na cova.
Uma escola de samba não funciona apenas para desfilar na Marquês de Sapucaí. Ela está viva durante o ano inteiro, seja em ações sociais, ensaios, atividades com seus segmentos e nas interações nas redes sociais. A Viradouro, atual campeão do Grupo Especial do Rio de Janeiro, é um exemplo de agremiação que mexe com sua equipe o ano inteiro. Neste período de pandemia da Covid-19 a direção da vermelho e branco saiu na frente na produção de máscaras e também na realização das lives.
Em uma dessas lives, mestre Ciça e o intérprete Zé Paulo comentaram o trabalho da Viradouro na preparação para o carnaval que deu o título de campeã em 2020.
“Nunca trabalhei em uma escola que ensaiasse tanto quanto a Viradouro. Isso ajuda muito no desempenho. Podemos ver os pontos que estavam falhando e a gente corrigia. Toda terça e domingo. Começamos cedo os ensaios. Faz crescer a bateria e demos um salto de qualidade”, garantiu Ciça.
“Não existe escola que ensaia tanto como a Viradouro. São ensaios técnicos mesmo. Quanto tem erro a gente percebe e discute. Isso que é importante. Fizemos ensaios maravilhosos para o Carnaval 2020 e isso motivava a nossa equipe”, completou Zé Paulo.
Somando os ensaios de quadra, rua e os pontuais dos segmentos foram feitos mais de 40 treinos pela equipe da Viradouro. O presidente Marcelinho Calil, na live da escola, ressaltou a importância dos treinos para os quesitos.
“O carnaval é decidido nos quesitos. Por isso, a gente acredita que isso vai dar confiança e minimizar o que pode acontecer. A rua consegue ser o mais possível do desfile”, comentou Marcelinho Calil.
O Baródromo, bar de todas escolas de samba, na Lapa, deixará o reduto de tantos momentos inesquecíveis, mas sua despedida temporária não poderia ficar sem o último afago. Por isso, no sábado, dia 1 de agosto, a partir do meio-dia, acontece a live “Abraço do carnaval ao Baródromo” reunindo cantores das escolas de samba, compositores e fãs do carnaval. A transmissão será feita no canal do site CARNAVALESCO no YouTube e terá a produção da Parole.
O Grupo Arquibancada, que por diversas vezes encantou os sambistas nas feijoadas, estará presente para acompanhar todo o espetáculo. Em um momento de tanta dificuldade, devido à pandemia da Covid-19, haverá uma vaquinha virtual em prol dos cantores que vão participar do encontro.
O jornalista Aydano André Motta escreveu um texto sobre o Baródromo. Leia abaixo.
Até daqui a pouco, Baródromo
Por Aydano André Motta
Das muitas identidades do ser carioca, a contemplação está entre as mais preciosas. Na cidade inventada entre mar, montanha, sol e verde – até mergulhar no caos sem volta da megalópole -, observar a vida passar inspirou artistas, gerou manifestações, criou projetos, sedimentou amizades e histórias de amor. Daí ser o Rio, em sua melhor cara, a terra da conversa, do encontro, da convivência, do despojamento, do saber viver.
Assim, os cariocas, de nascimento e adoção, unem-se no DNA do botequim. Como nos cafés de Paris – só que muito melhor. Lugares que viram a casa da gente, da amizade com o garçom, do chegar, ficar, sair e voltar na mesma perfeita sem-cerimônia. Endereços que adotamos com paixão e transformamos em causa.
Como o Baródromo.
Foto: Divulgação/Baródromo
A capital inventora das escolas de samba negligencia criminosamente a exaltação de sua arte maior. Muito ao contrário, vira as costas, desprezando a virtude inestimável de Portela, Mangueira, Beija-Flor, Salgueiro, Império Serrano, Mocidade, todas, todas. Bastava uma escola, para o Rio ser um lugar único sobre a Terra – e temos mais de 80, diferentes, plurais, incríveis, épicas.
O Baródromo assumiu a missão – e a cumpriu com louvor. Tornou-se, rapidamente, a casa da tribo do samba, em jornadas inesquecíveis, que reuniam a confraria apaixonada e apaixonante do culto às escolas. Estava pronta a fórmula.
A pandemia maldita obrigou ao tropeço da troca de endereço, mas não há de ser nada. Como as homenageadas em suas paredes, ano após ano, o Baródromo voltará com todo esplendor e glória. Pedirá passagem em outro endereço, sob a escolta da sua tribo. E o samba-enredo soará vigoroso, materializando o melhor Rio de Janeiro de todos.
Na noite desta terça-feira, durante a live Resenha dos Sambistas, comandada por Junior Escafura, Lucinha Nobre, Rute Alves e Selminha Sorriso divulgaram a criação do projeto social Bailado Solidário. O site CARNAVALESCO é parceiro e sediará em seu canal no YouTube a live que ainda terá sua data marcada.
O projeto é em prol dos casais de mestre-sala e porta-bandeira e arrecadará doações. O grupo já está no Instagram. * CLIQUE AQUI PARA SEGUIR
Os casais se reuniram virtualmente com o objetivo de buscar ideias/sugestões para organização e realização de ações solidárias para classe de mestres-salas e porta-bandeiras cariocas enquanto seres humanos que por ventura estejam naturalmente necessitando de auxilio num momento em que toda a humanidade vem sofrendo com as difíceis consequências da pandemia da Covid-19.
Arte criada por Vinicius Ximenes
Por consenso em reunião e diante do isolamento social, mesmo que em parte flexibilizado, na Cidade do Rio de Janeiro, houve concordância que deveria-se e poderia-se agir em prol dos mesmos sambistas utilizando-se de “lives” e redes sociais, através de arrecadações por meio de leilões de objetos pessoais ou utensílios dos casais que tivessem relevante importância e valor para serem revertidos possivelmente em cestas básicas, material de higiene e limpeza e medicamentos básicos, além de doações diretas destes insumos.
O “Bailado Solidário” surge na incerteza de se atingir o êxito assistencial em sua totalidade, através de ações para contemplar a todos desta nobre classe do carnaval carioca que sinalizem por “apoio”, mas na certeza de que é possível se unir e agir pela solidariedade.
Seguindo o caminho das escolas de samba de torcidas organizadas de São Paulo, nasce no Rio de Janeiro a Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Fla Manguaça, oriunda das arquibancadas do Maracanã. Nesta segunda-feira, em sua sede, no bairro de Pilares, o presidente Felipe Amorim fez o anúncio oficial aos seus associados, de que a torcida organizada agora virou agremiação também, e que no carnaval de 2021 irá desfilar no Grupo de avaliação da Liesb.
“Estou realizando um sonho. Sempre fui amante do carnaval e há dois anos fizemos com que a torcida Fla Manguaça desfilasse como bloco convidado na avenida Chile, no Centro do Rio. E a repercussão foi grande. Tínhamos a vontade um dia virarmos escola de samba e com muito trabalho, planejamento e o comprometimento de muitos conseguimos chegar a esse objetivo” , disse o presidente da torcida e da escola de samba Fla Manguaça, Felipe Amorim.
Nas próximas semanas a agremiação pretende anunciar em suas redes sociais toda a sua equipe visando a sua estreia no carnaval do ano que vem.
Corpo administrativo
Presidente: Felipe Amorim
Vice-presidente: Gilson Nascimento
Vp financeiro: Beatriz Brandão
Vp administrativo: Thiago Colen
Vp social: Fábio Silva
Vp comunicação: Paula Reis
VP marketing: Eloá Batista
Gestor de carnaval: Hudson Luiz
Conselho fiscal: Bruno de Carvalho
A União da Ilha do Governador busca alternativas neste momento de pandemia da Covid-19 em que toda a população e empresas do mundo pensam em soluções para amenizarem seus problemas financeiros e administrativos. A direção vai aumentar o seu quadro de sócios proprietários, que hoje é de 711 sócios, com a venda de apenas 500 títulos de propriedade.
A proposta para a venda de Título de Sócio Proprietário Remido foi homologada pelo Conselho Deliberativo, com mais de 95% de aprovação e pela maioria dos seus Sócios Proprietários, que compareceram na Assembléia Geral nos dias 24, 25 e 26 de julho de 2020.
Diante desta aprovação encontra-se a partir desta terça-feira aberta a venda de Título de Sócio Proprietário Remido à todos os simpatizantes, amigos e torcedores que sempre desejaram participar da agremiação.
VALOR DO TÍTULO:
À VISTA: R$ 2 mil (dinheiro ou cartão de débito ou crédito).
EM TRÊS VEZES: R$ 2.500 (cheque ou cartão de crédito)
EM SEIS VEZES: R$ 3.000 (cheque ou cartão de crédito)
O Salgueiro perdeu nesta segunda-feira o Sócio Benemérito Marcelo Montero Ferreira que foi, entre 2008 e 2011, vice-presidente administrativo. Ele sofreu infarto agudo do miocárdio.
Marcelo Montero tinha 60 anos. Na gestão do presidente André Vaz, Montero vinha participando ativamente das decisões do Conselho Deliberativo como membro efetivo do quadro de Beneméritos.
Abaixo, mensagem do presidente André Vaz e do vice-presidente Joaquim Cruz.
“Família Salgueirense,
começamos a semana com o coração cheio de dor por conta do falecimento de Marcelo Montero, nosso benemérito e amigo, quem tanto contribuiu para a trajetória de sucesso da nossa escola. Nosso lamento se estende à toda sua família, especialmente à sua esposa Jaqueline que, junto com ele, compartilhava da alegria em ter o sangue vermelho e branco pulsante nas veias. Amigo, olhe por nós, e nos ajude a conquistar aquilo que cada salgueirense espera há uma década. Temos certeza de que você nos iluminará nesta caminhada. Obrigado por tudo!”