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Conheça o samba-enredo da Vila Maria para o carnaval

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Os compositores Dudu Nobre, Zé Paulo Sierra e Diego Nicolau são os autores do samba-enredo da Vila Maria para o próximo carnaval.

O enredo é “O Mundo precisa de cada um de nós. A Vila é porta-voz”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Cristiano Bara.

Ouça o samba-enredo e confira a letra:

Senhor me diz o que fazer nesse momento
Nos dê a paz, a luz do livramento
Não quero sucumbir a escuridão
Senhor…
Nos dê um rumo, um prumo
A fé me guia
Axé, amém, shalom, salve rainha
Que a mão de Deus vai nos abençoar.

Agô por tanta ingratidão
Perdão pro mundo se salvar
Agô meu velho atotô
Óh meu São Lázaro, nos perdoai.

De um mundo doente, descrente de tudo.
Sofre decadente, por falta de amor.
Crianças, pretos, brancos, favelados
Patrões, idosos e desempregados
Caminham juntos sob a ganância
“Desgovernados” pela ignorância
Óh Mãe Gentil
Boa vontade e consciência
Por gratidão peço clemência
Ao povo do Brasil

É hora de unir somos irmãos
Lavando a alma, a mente e as nossas mãos
O mundo precisa de cada um de nós
O samba é porta-voz (A Vila é porta-voz)

Haroldo Costa defende que desfiles das escolas de samba passem para julho de 2021

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    Em artigo na coluna do jornalista Ancelmo Gois, de O Globo, o sambista Haroldo Costa, de 90 anos, defendeu que seja decidido com urgência o adiamento do carnaval de 2021 para o mês de julho.

    “As escolas de samba, responsáveis pelo melhor momento da festa, não sabem o que vão fazer. É uma maldade. O bom senso indica que o ideal seria transferir o desfile para julho, mas os barracões têm que ser ativados logo que termine o isolamento social”, disse Haroldo Costa.

    Evelyn Bastos é a rainha que carrega o DNA da comunidade e do samba

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    Evelyn Bastos é exemplo de sambista que vive e exalta o dia a dia do Morro da Mangueira. A rainha de bateria da Verde e Rosa conversou com a coluna “Espaço do Sambista”, nesta sexta-feira, no jornal MEIA HORA. Veja abaixo o bate-papo na íntegra.

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    O que significa vir da comunidade no carnaval?

    Evelyn: “Vejo a necessidade das pessoas darem oportunidades. Foi isso que fizeram comigo na Mangueira. Olhar o início de crianças e adolescentes e colocar nelas a confiança. A palavra oportunidade é forte e necessária para as pessoas que moram em favela”.

    Quais os valores que você acha fundamentais passar para crianças e jovens de comunidade?

    Evelyn: “O nosso povo é tão menosprezado pelo sistema e precisamos criar a autoconfiança nas crianças e jovens. Se conseguir isso já me sinto muito satisfeita e com o dever cumprido. Valorizar quem somos é a parte que mais tem fundamento para mim. Não perder a raiz”.

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    Por que o sambista ainda sofre ataques de alguns setores da sociedade?

    Evelyn: “Não é fácil derrubar o portão do preconceito e do racismo. Isso é fruto da estrutura de preconceito racial e social. O samba ultrapassou tudo isso. Fazemos a festa da nossa maneira, descendo as favelas e periferias para fazer o encontro mais popular do mundo”.

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    O que a escola de samba te ensinou?

    Evelyn: “Tudo que fiz até agora, realizando todos meus sonhos de menina, aprendi dentro de quadra de escola de samba. Quando me dei conta por gente já tinha carnaval na minha vida. Vi o quanto o coletivo faz diferença. Tive a oportunidade e privilégio da convivência com outras pessoas que dão valor a cada passo que dei dentro da Mangueira”.

    O sambista pede socorro!

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      O clima entre os profissionais do Carnaval é de preocupação. A pandemia afetou toda programação da cadeia produtiva. A roda da folia não acaba na quarta de cinzas. São costureiras, escultores, ritmistas, e demais trabalhadores que estão pedido socorro. Nas redes sociais você pode conhecer o @ritmosolidario para os ritmistas, @bailadosolidario para os casais e o @barracaosolidario para os funcionários que trabalham na Cidade do Samba.

      A Liesa coordenou a produção de 130 mil máscaras, ainda projeta um apoio financeiro que pode durar mais um ou dois meses, além de ter doado 10 mil capotes para a rede pública de saúde. A chave do outro lado precisa ser ligada.

      É hora das empresas privadas e o poder público olharem para nossas comunidades do samba e os artistas que fazem o maior espetáculo da Terra. O setor do turismo quer hotéis cheios, o poder público quer faturar com o ISS e o ICMS do povo consumidor do carnaval, e, para tudo isso acontecer, quando existir a vacina, é necessário preservar nossos sambistas.

      colaboradora

      Milhares de iniciativas podem ser criadas. Empréstimo de bancos com juros mínimos, adiantamento da cota de televisão, atividades pelas plataformas digitais com remuneração para os envolvidos e abertura do programa de auxílio emergencial da cultura para os dos informais que trabalham no setor. É urgente que os empresários e governantes olhem por quem produz os desfiles na Sapucaí e na Intendente Magalhães. A pandemia é cruel para todos e os sambistas estão respirando por aparelhos.

      • Texto publicado no jornal MEIA HORA, nesta sexta-feira, na coluna “Espaço do Sambista”.

      Diretor da ala de passistas da Mocidade e Unidos de Padre Miguel denuncia ato racista de gerente de supermercado

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      O diretor da ala de passistas da Mocidade Independente de Padre Miguel e da Unidos de Padre Miguel, George Louzada, uma das referências na área, denunciou um ato racista que sofreu nesta quinta-feira de um gerente no supermercado MultiMarket, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro. Veja abaixo o relato do sambista.

      “O gerente um SENHOR – BRANCO me seguiu por todo o mercado, parando em locais estratégicos para olhar o que eu estava pegando, se ousou passar por mim e olhar por 3 vezes dentro da minha bolsa para ver o q eu estava pegando, pediu ao segurança para me seguir (acredito eu que quando o segurança viu quem era voltou ao seu posto original / na frente do mercado) até porque praticamente todos os dias ele me ve ali. Mas o “GERENTE” não contente continuou com o ato. Terminei de pegar o que precisava, mesmo com os olhares atentos para mim e minha bolsa, me dirigi ao caixa paguei com uma nota de 100,00 e me dirigi pra dentro do mercado atrás dele com a nota na mão e o questionei incansavelmente pela atitude. Se eu parei o mercado? PAREI, PQ RACISMO E PRECONCEITO TEM Q SER EXPOSTO. Um mercado com 90% de seu quadro de funcionários (PRETOS), ter uma atitude RACISTA COM UM CLIENTE É COMPLETAMENTE INSANO. NÃO SE PERMITA PASSAR POR ESSAS SITUAÇÕES CALADOS <- Somos força, somos maioria, e seremos resistência sempre. Somos clientes, e eles precisam de nós (A MASSA).”, disse.

      A rede MultiMarket publicou em suas redes sociais uma nota de repúdio. Veja: “A Rede de Supermercados Multi Market repudia qualquer forma de racismo e preconceito.Todos os seus funcionários durante a admissão são informados sobre o código de ética da Rede. Sabemos que um pedido de desculpas não basta, por isso já estamos tomando as devidas providências legais. Também nos colocamos a disposição do George para o que for necessário”.

      A Mocidade foi solidária com seu integrante. Confira o texto: “Repudiamos qualquer ato de discriminação racial, homofóbica, social ou de gênero. Temos orgulho de nossa história construída por negros, brancos e índios! Não há distinção étnica na Mocidade! Todo apoio ao nosso querido George Louzada, diretor de ala de passistas da Mocidade, vítima de racismo em supermercado do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Racistas não passarão!”.

       

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      A Unidos de Padre Miguel também se manifestou nas redes sociais. Veja abaixo:

       

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      A Unidos de Padre Miguel , vem a público REPUDIAR VEEMENTEMENTE O ATO RACISTA sofrido por nosso Coordenador de alas coreografadas e responsável por nossa ala de Passsistas, George Louzada. A ação preconceituosa aconteceu nesta quinta-feira, em um supermercado no bairro de Madureira , no Rio de Janeiro e só reforça o racismo estrutural existente na sociedade brasileira. É inadmissível que no País, cuja maioria da população é autodeclarada negra, tenhamos que conviver com o racismo que humilha tantas pessoas negras cotidianamente. Ao querido George, nosso apoio incondicional! Não ao racismo ✊🏿 ! Racistas não passarão ✊🏿! #racismoécrime✊🏿

      Uma publicação compartilhada por GRES. Unidos de Padre Miguel (@unidosdepadremiguel) em

      Mussum é o enredo da Lins Imperial para o próximo carnaval

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      De volta ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí a Lins Imperial prepara uma grande homenagem para o próximo carnaval. “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé!” é o enredo que será desenvolvido pelos carnavalescos Eduardo Minucci e Rai Menezes.

      Antônio Carlos Bernardes Gomes, o humorista e sambista Mussum, embora tenha levado consigo o nome da Mangueira, nasceu no Morro da Cachoeirinha, uma das comunidades do Complexo do Lins.

      A escolha da homenagem começou a ganhar mais força após Raphael Homem e Mateus Pranto, enredistas e diretores culturais da Lins Imperial, comentarem, em uma das lives do “De casa com a Lins”, sobre a importância de a comunidade conseguir se identificar com o enredo proposto pela escola.

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      “O retorno à Marquês de Sapucaí também pode significar o reencontro da agremiação com o seu público, sua gente”, explicou Raphael Homem.

      “Mussum aprendeu a ter muitas faces, dividindo-se em muitas tarefas e as fazendo de forma exemplar”, disse Mateus Pranto.

      A ideia é mostrar ao público as muitas facetas do grande artista que foi Antônio Carlos, muitas vezes ofuscado pelo Mussum, o trapalhão.

      “Será uma boa oportunidade, para quem acompanhou a sua trajetória,de matar a saudade do artista. Para a geração que o conheceu por meme, de aprender sobre a importância do artista para a música, para o cinema e para a televisão”, complementaram os diretores.

      Acompanhe agora a live de lançamento do enredo da Lins Imperial

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      Unidos de São Cristóvão chega com novidades no próximo carnaval

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      O próximo carnaval marcará o retorno da escola de samba Unidos de São Cristóvão. Fundada em 1964, a escola volta após 56 anos. Em outros carnavais, ela desfilou como bloco de enredo e agora vem como escola de samba.

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      Oriunda da comunidade Barreira do Vasco e de todo o bairro de São Cristóvão a escola tem como presidente Luiz Adriano “Mandrak”. Já está nas redes sociais no @unidosdesaocristovao

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      O jovem Rodrigo Tinoco, que faz parte do carro de som do Paraíso do Tuiuti, é o intérprete oficial.

      Dragões da Real define os dois sambas finalistas

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      A Dragões da Real definiu os dois sambas finalistas para o próximo carnaval. A decisão será feita em um drive-in em uma data que ainda será anunciada pela escola. “O dia em que a Terra parou” é o enredo que será desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira.

      Estão classificadas as parcerias de Well Pereira, Bruno Pelé, Luiz Jacaré, Xuxu do Cavaco, Sérgio Carmo, Renan Takacs, André Luiz, Marcos Thiago, Rapha Maslionis e Cacá Camargo e Thiago SP, Léo do Cavaco, Renne Campos, Marcelo Adnet, Darlan Alves, Rodrigo Atração, Alemão do Pandeiro, Wanderley Monteiro, Paulo Senna, André Carvalho e Tigrão.

      Ouça abaixo os sambas:

      Jornal MEIA HORA começa coluna semanal de carnaval nesta sexta-feira

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        Em um momento cada vez mais difícil para a grande mídia divulgar nossas escolas de samba, o jornal MEIA HORA abre um espaço de resistência e de respeito aos sambistas. Começa a circular nesta sexta-feira, no jornal impresso, a coluna “Espaço do Sambista”, assinada pelo jornalista Alberto João, responsável pelo site CARNAVALESCO e que começou sua carreira na Editora O Dia, inclusive, trabalhando no site O Dia na Folia.

        “Na minha carreira sempre lutei e muito para defender mais espaço para o carnaval e os desfiles das escolas de samba. Ter uma coluna no MEIA HORA é a oportunidade de marcarmos nosso espaço. As escolas de samba e seus artistas merecem um lugar de destaque na imprensa do Rio de Janeiro e do Brasil”, disse Alberto João.

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        A coluna “Espaço do Sambista” sairá toda sexta-feira e terá sempre um espaço de entrevista com uma personalidade do carnaval. A estreia é com Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira, e umas das sambistas mais ativas na representação fundamental da identidade do negro, da mulher e da sua comunidade.

        “O MEIA HORA está sempre com todas comunidades do Rio de Janeiro. O carnaval é nossa alma e cultura representativa do Rio de Janeiro para o Brasil e o mundo. O ‘Espaço do Sambista’ é também um lugar de resistência. Vamos mostrar os verdadeiros artistas que produzem o espetáculo, ou seja, os cantores, casais, mestres de bateria, carnavalescos, figurinistas, e, quem tem história no carnaval, mostrou sua cara e venceu”, explicou Edmo Junior, Editor-chefe do jornal.