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Primeiro ensaio revela Mocidade mais leve, técnica e competitiva para o Carnaval 2026

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A Mocidade Independente de Padre Miguel deu início aos seus ensaios de rua neste sábado, na Avenida Ministro Ary Franco, em Bangu. O momento também marcou a estreia de Igor Vianna na rua, intérprete que assumiu o microfone principal da escola este ano e que já demonstrou muita força ao conduzir a Estrela Guia de Padre Miguel neste primeiro treino. Outro destaque da noite foi a frente da escola, com as apresentações da comissão de frente de Marcelo Misailidis e do casal “iluminado”, Diogo de Jesus e Bruna Santos. A escola da Zona Oeste levará para a Avenida, em 2026, o enredo “Rita Lee — A Padroeira da Liberdade”, em homenagem à grande estrela da música brasileira, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage. A Mocidade abrirá o segundo dia de desfiles do Grupo Especial, na segunda-feira de carnaval.

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Comissão de Frente

Com visual inspirado em “Doce Vampiro”, um dos grandes sucessos de Rita Lee, a comissão de frente, comandada por Marcelo Misailidis, apresentou um trabalho leve, marcante e com ótima leitura para quem acompanhou o ensaio na noite de sábado. A coreografia explorou momentos do samba com movimentos vampirescos que chamaram atenção, potencializados pelo uso de capas, que deu ótimo efeito cênico. A apresentação voltada para o que seria a cabine dupla foi montada majoritariamente para a frente, mas com os bailarinos se virando para os dois lados quando necessário, criando uma solução interessante para a novidade que será implantada no próximo carnaval.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Diogo e Bruna chegaram ao primeiro ensaio de rua com uma coreografia muito forte, potente e bem sincronizada, destacando a química do casal em diferentes momentos da dança. No treino de cabine, demonstraram grande segurança, com passos e gestos marcados em versos e frases da melodia, como os braços estendidos e a mão apontando para o público em “Agora só falta você”, além do encontro dos braços e o gesto do instrumento em “Dedilha a guitarra”, sempre com muita comunicação visual entre eles.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Samba e Harmonia

Igor Vianna estreou na rua com segurança e firmeza, conduzindo muito bem o ensaio. O intérprete mostrou domínio total da obra que a Mocidade levará para a Avenida em 2026. O carro de som Independente também teve atuação muito positiva, servindo como grande apoio ao intérprete. Os componentes mostraram um canto forte ao longo de todo o percurso, especialmente nos trechos de preparação para os refrões, como em “Vem, seja ‘Pagu’, se entrega” na segunda parte do samba, e “Transo rock e samba pra sentir prazer” na primeira, além dos próprios refrões, sempre mantendo o nível de energia.

Ao CARNAVALESCO, o intérprete comentou sobre sua estreia e sobre a chegada da Mocidade para ensaiar em uma das principais vias de Bangu. Ele destacou que a comunidade abraçou a mudança e se mostrou confiante para os próximos treinos.

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“O coração está tranquilo e feliz. É o nosso primeiro ensaio de rua. Estou aqui só vendo como está. É a primeira vez aqui na Ministro e, para os que estavam torcendo contra, estamos aqui. Nossa escola é gigante, e isso me dá muita felicidade. A escola está em peso, em massa, e ainda tem muita gente para chegar — e é só o primeiro ensaio. Tenho certeza que, daqui para frente, vai ser só melhor”, disse.

Evolução

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Com o canto forte e vibrante, os componentes da Mocidade mostraram leveza, alegria e muita entrega neste primeiro ensaio. Alas coreografadas, como a dos leques antes do tripé 1 e outra mais ao início da apresentação, se destacaram sem comprometer o rendimento da agremiação. A Mocidade assumiu a Avenida Ministro Ary Franco com muita propriedade, marcando a pista em sua estreia na via.

Outros Destaques

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A bateria “Não Existe Mais Quente”, de mestre Dudu, fez uma grande apresentação, mostrando algumas das bossas e desenhos preparados para o samba da Verde e Branco. A rainha de bateria, Fabíola de Andrade, não esteve presente neste primeiro treino. Ao CARNAVALESCO, mestre Dudu também comentou sobre a mudança do local dos ensaios, pouco antes do início da apresentação da escola.

“Muito feliz. A Mocidade acertou. Hoje é o pontapé inicial, com uma rua que atende à nossa técnica. A Guilherme, infelizmente, é muito apertada. Lá não conseguíamos fazer um ensaio digno para a nossa comunidade. Hoje é o marco zero de tudo”, declarou.

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Com tatuagem de tigre e discurso firme, Andressa Urach elogia enredo e promete dedicação para Porto da Pedra

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De volta à cena carnavalesca após anos afastada, Andressa Urach foi oficialmente apresentada como musa da Unidos do Porto da Pedra para o Carnaval de 2026. A escola levará à Sapucaí o enredo “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite“, que percorre a história das profissionais do sexo e os estigmas, lutas e resistências dessa categoria. A volta de Andressa ao carnaval trouxe reflexões profundas. Ao falar sobre o convite, ela contou ao CARNAVALESCO que sentiu “uma imensa alegria” ao receber o chamado da escola. Disse que passou anos afastada da folia por vivências em ambientes religiosos que a colocaram diante de preconceitos e visões limitantes.

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Fotos: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“Foram experiências desafiadoras, mas que me fizeram amadurecer. Aprendi que a presença divina mora no coração e não em paredes”, afirmou.

Mesmo morando em São Paulo, Andressa revelou que já admirava a escola e aceitou o convite “na mesma hora”. Mudou-se para o Rio de Janeiro com a família e destacou a recepção carinhosa da comunidade.

“Meu filho está aqui comigo hoje e fomos acolhidos com muito amor”, disse. Sobre o enredo, ela explicou por que se identificou imediatamente com o tema. “A Porto da Pedra está dando visibilidade a mulheres reais. Mulheres que sustentam suas famílias, que cumprem seus deveres fiscais e que muitas vezes são invisíveis e desrespeitadas. É uma pauta de humanidade”, declarou.

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Andressa reforçou que considera a abordagem da escola corajosa e necessária. Disse também que se vê representada pela força feminina contada pela escola.

“É uma profissão antiga e legítima, mas que ainda não tem a proteção legal adequada. Trazer isso para o carnaval é abrir espaço para políticas públicas e reconhecimento. “O enredo celebra a guerreira, a leoa, a tigresa que luta todos os dias. Eu tenho até uma tatuagem de tigre na barriga. Estou radiante. Este desfile será único e marcante”.

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O carnavalesco Mauro Quintaes explicou os critérios que levaram à escolha de Andressa como musa. “Estávamos em busca de personalidades que representassem nosso enredo, e a Andressa é uma figura proeminente. Sua trajetória pública dialoga com a proposta e nos ajuda a ampliar a discussão. Vamos apresentar a história da prostituição ao longo do tempo, mas nosso objetivo central é a desconstrução de preconceitos”, disse.

Quintaes revelou que o desfile deve unir elementos políticos, homenagens à ativista Gabriela Leite e menções aos desafios contemporâneos da categoria. “Não fazemos apologia. Nosso foco é analisar como a sociedade enxerga essas mulheres”. Quando falamos sobre mulheres, incluímos mulheres transexuais e também homens que integram esse universo. É um projeto inclusivo e representativo de todas as categorias”.

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Mauro se mostrou confiante no impacto do desfile e elogiou a entrega de Andressa ao projeto. “A presença dela fortalece a mensagem que queremos levar para a avenida. Caminhamos para um desfile sensível, forte e muito potente”, declarou.

Conheça a Corte do Carnaval 2026 de São Paulo

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

A cidade de São Paulo conheceu, neste sábado, a Corte do Carnaval 2026. Após as eliminatórias nas Zonas Norte, Sul e Leste, a grande final do concurso foi realizada na Fábrica do Samba – e, após anos, sob a organização da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP). Com boa presença de público e muita emoção da plateia e de candidatos, o CARNAVALESCO conferiu o evento (que teve show de Renato da Rocinha, apresentação de Eloise Matos e Tiago Bombonatti e todos os eleitos da Corte do Carnaval de São Paulo 2025) e conversou com os integrantes da Corte do Carnaval 2026 de São Paulo.

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Felicidade estampada

Todos os vencedores, como não poderia deixar de ser, estavam radiantes quanto entrevistados pela reportagem. Pamela Lacerda, eleita a Rainha do Carnaval e representando a Mocidade Alegre, era uma delas: “Estou muito grata, muito feliz com todo o trabalho – e, claro, muito realizada e muito grata de poder estar representando tantas passistas que têm o sonho de estar aqui. O que eu tenho para falar para elas é que é possível estar aqui: sonhos foram feitos para se realizar. Hoje eu estou realizando o meu – amanhã pode ser uma delas”, disse.

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Pamela Lacerda, eleita a Rainha do Carnaval e representando a Mocidade Alegre

Representatividade e sonho também foram palavras usadas por Victória Santos, eleita a Primeira Princesa pelo Império de Casa Verde, “São 17 anos desfilando no Império de Casa Verde. Todas as pessoas que me acompanham, desde que eu entrei lá, sabem o quanto eu esperei por esse momento. Sinto que eu estou representando muitas meninas que têm a história igual a minha, e eu estou extremamente feliz. Eu ainda não estou acreditando em tudo que está acontecendo, mas o sentimento é de gratidão”, destacou.

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Victória Santos, eleita a Primeira Princesa pelo Império de Casa Verde

Já pensando no que pretende deixar enquanto integrante da corte, Letícia Carolino, do Rosas de Ouro e eleita Segunda Princesa na Corte, também falou sobre sonhos: “Meu legado é mostrar que é possível, mesmo que você não tenha nascido no samba. Desde que haja respeito e educação, você consegue”, revelou.

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Letícia Carolino, do Rosas de Ouro e eleita Segunda Princesa na Corte

André Luiz Alves, o Rei Momo, focou na escola que lhe deu a oportunidade de brilhar: “Ganhei e fiquei muito feliz pelo título, claro, mas fico ainda mais contente ao ver a minha comunidade vibrando comigo. A gente se emociona porque vê pessoas chorando por nós. Corremos atrás, fazemos de tudo, gastamos dinheiro, e ver todo mundo se dedicando por você, de um jeito que nem se imaginava, faz com que o mínimo seja dar o melhor de si. Tentei, no mínimo, levar alegria para o meu pessoal e para todos que estavam assistindo. Graças a Deus, deu certo”, comemorou.

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André Luiz Alves, o Rei Momo

O Rei Momo também falou sobre legado logo na sequência: “A ficha ainda não caiu. Pensamos no dia, mas eu ficava imaginando como seria vir na frente das escolas, sentir essa energia. Nunca tinha sentido. Sempre desfilei e era aquilo: entrava e saía. Para mim, ainda é tudo novo. Espero muito dessa experiência e estou disposto a descobrir, a estar presente, a fazer o máximo para transmitir boa energia e deixar um bom legado. Se eu puder ensinar, compartilhar e fazer a diferença, é isso que estou buscando”, destacou.

Caldeirão psicológico

Letícia fez questão de relembrar um nome especialíssimo ao falar da sensação pela qual estava passando com a eleição para a Corte: “É um misto de emoções. Junta o sentimento da vitória, o cansaço dos treinos e também o fato de nossa escola ter vivido um momento muito particular nos últimos dias, que foi a perda da dona Ana Paltrinieri, nossa baluarte. Ela fez parte da minha história dentro da escola. Mesmo assim, prevaleceu toda a dedicação, e eu consegui trazer essa faixa para o Rosas de Ouro. Estou muito feliz”, rememorou.

Oportunidades

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Ainda antes de ser eleito Rei Momo, André Luiz contou para a reportagem que já está em uma escola de samba do Rio de Janeiro ao lado de um grande destaque da dança: “Sempre fui Vai-Vai. Desfilo desde os meus seis anos e sempre estou lá. Meu pai é coordenador de Harmonia, então tudo é aquela correria. Minha família é um pouco contra, porque sou ator, e acabei indo para o Rio para fazer uma peça que me daria muita visibilidade. Fui em busca do meu DRT. Morei na casa de uma amiga, a quem agradeço muito até hoje. Depois decidi ficar por lá. Minha mãe não acreditou muito quando eu disse que estava indo, mas estou lá até hoje. Mesmo assim, todo mês estou em São Paulo, todo mês estou no Vai-Vai. Não consegui ficar longe. Minha família é muito grande e unida. Recebi uma oportunidade no Salgueiro, o coreógrafo e diretor artístico Carlinhos Salgueiro me convidou, é um excelente profissional, evoluí muito lá também, mas sempre mantendo nossa raiz, nosso jeito de ser e de sambar, com orgulho do Vai-Vai”, disse.

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Preparação

As integrantes da Corte detalharam como se tornaram Rainha e Princesas, a começar por Pamela: “Graças a Deus eu tenho uma comunidade que esteve em peso comigo, que está comigo desde o começo. Sem dúvidas, esse foi o meu combustível. Eu também tenho uma equipe maravilhosa, muito proativa. Ser eleita a Rainha do Carnaval é resultado de muito trabalho. Eu tenho comigo o professor e coreógrafo Gustavo Siqueira, eu tenho a coach de samba Mayara Santos, eu tenho o figurinista Fabson Rodriguez, eu tenho o cabeleireiro e maquiador Paulo Henrick, a Aline Oliveira, que é a rainha da Mocidade e que faz parte da minha equipe”, pontuou.

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Victória seguiu a mesma linha: “A gente está se preparando há muito tempo. Eu tive preparadores incríveis. Theba Pitylla, meu amigo e passista Murilo Braga, o professor de dança Will Tequila. Quando você tem pessoas boas do seu lado, tudo dá certo, tudo flui melhor. Eu tinha uma certa dificuldade com a Comunicação porque eu sou muito tímida: esse quesito, para mim, foi um desafio enorme. Mas, eu volto a repetir, quando você tem pessoas boas te preparando, tudo fica mais leve e flui melhor”, destacou.

Letícia fez questão de frisar qual parte da preparação mais exigiu cuidado: “Foi uma preparação muito intensa. É preciso construir um corpo, uma dança e uma apresentação para alcançar esse resultado. Não foi fácil, foi um caminho longo. A parte mental foi muito desafiadora, mas a recompensa de todo o esforço veio”, revelou.

Recado de sambista

Por fim, André Luiz fez questão de frisar o que, para ele, é mais importante na maior festa cultural e popular do planeta: “O carnaval pode ter luxo e toda a influência das redes sociais, pode ter muitas coisas. Mas, para existir uma escola de samba, é preciso ter o ritmista, o artista da dança, o sambista no pé, a comunidade e a Velha Guarda para transmitir o legado. Para muitos, o carnaval acontece em fevereiro ou março. Para nós, que estamos lá todos os dias, o carnaval se faz em agosto, outubro, novembro. Somos nós que sambamos no pé, que tocamos os instrumentos, que cantamos o samba-enredo, que lotamos o Anhembi para sentir a energia das pessoas e ver a escola de samba levando o que é tradicional: o batuque, o canto e a dança”, finalizou.

Obras da Fábrica do Samba Rosa Magalhães avançam na Leopoldina

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A Rio-Urbe segue firme na construção da nova Fábrica do Samba Rosa Magalhães, pertinho da antiga Estação Leopoldina. O espaço vai reunir 14 galpões para as escolas de samba da Série Ouro, além de oferecer áreas de lazer, eventos e convivência para toda a população. Atualmente, cinco galpões estão em construção, do 5 ao 9. As equipes trabalham em várias frentes: preparação do terreno, fundações, estruturas metálicas, pré-moldados e montagem de vigas. Até agora, 378 das 728 estacas já foram concluídas.

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Fotos: Divulgação/Infraestrutura.Rio

Cada galpão terá cerca de 1,6 mil metros quadrados, com oficinas de pintura e resinagem, ateliês de costura, depósito de fantasias e esculturas, além de espaço para modelagem de carros alegóricos, tudo distribuído em três andares.

O complexo ainda vai contar com praça de eventos, palco, quiosques, áreas de estar e prédio administrativo, tudo moderno, com ventilação natural, iluminação zenital e placas fotovoltaicas para gerar parte da energia do local.

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* As informações são da Infraestrutura.Rio

Claudia Santos retorna ao carnaval como destaque na Tuiuti representando Carlota Cubana

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A influenciadora e modelo Claudia Santos será destaque da Paraíso do Tuiuti no Carnaval 2026, interpretando Carlota Cubana, personagem inspirada em Carlota Lucumí, mulher africana escravizada que liderou, em 1843, a Revolta de Triunvirato, um dos marcos da luta pela liberdade em Cuba. A narrativa, que resgata a força e o protagonismo de uma figura histórica apagada pelo tempo, ganha novo significado na avenida ao se conectar com a ancestralidade e a resistência do povo negro. Após um período de recolhimento do samba e das redes sociais, Claudia marca seu retorno à Sapucaí em um papel que simboliza renascimento, responsabilidade e reconexão com sua própria trajetória artística.

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Foto: Divulgação

“Carlota é um grito de liberdade. Representá-la é um ato de reverência às mulheres negras que transformaram dor em resistência e deixaram um legado de força e dignidade”, afirma Claudia.

A artista, apaixonada pela Paraíso do Tuiuti e profundamente ligada à escola, reforça que este retorno também é movido por afeto e história. “A Tuiuti é um lugar onde meu coração pulsa mais forte. Sou comadre do Mestre Marcão, do presidente Renato Thor e madrinha de coração da Mayara Lima. Estar com eles é sentir uma energia que envolve respeito, amor e família. Hoje, fazer parte do desfile com a responsabilidade de interpretar uma mulher tão poderosa como Carlota Lucumí é um misto de emoção e compromisso. Quero que o público entenda a mensagem, sinta essa força e viva essa história junto comigo”.

Andressa Fonseca recebe croqui do figurino para estreia como princesa do Império Serrano

Vivendo um momento especial, Andressa Fonseca recebeu o croqui do seu figurino para a estreia como Princesa do Império Serrano. A passista, que foi promovida ao cargo durante a final de samba-enredo da agremiação, recebeu o desenho das mãos do carnavalesco Renato Esteves e do diretor de musas e destaques Dhiego Gervazzoni.

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Foto: Divulgação/Gardel Assessoria

“Estou vivendo um sonho e a cada passo a ficha vai caindo. Não posso adiantar muito do figurino, mas estou apaixonada. Estrear como Princesa do Império Serrano e ainda mais em um ano de um enredo tão forte quanto Conceição Evaristo é de uma representatividade enorme. Só tenho a agradecer a toda diretoria pela confiança em mim depositada e espero corresponder a altura o pavilhão verde e branco”, revela Andressa.

O Império Serrano será a quarta escola a desfilar pela Série Ouro com o enredo ‘Ponciá Evaristo Flor do Mulungu’, uma homenagem a Conceição Evaristo.

Com emoção e ancestralidade, Portela grava samba de 2026 marcada pela homenagem para Gilsinho

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Encerrando as gravações do álbum de 2026, a Majestade do Samba exaltou sua ancestralidade, e integrantes relembraram com carinho de Gilsinho em um registro marcado por saudade e novos caminhos. A Portela concluiu, no último dia 9 de outubro, no Estúdio Century, na Barra Olímpica, a gravação de sua faixa para o álbum de sambas-enredo do Grupo Especial de 2026. A escola, que enfrentou a perda do intérprete Gilsinho poucos dias antes da sessão, reuniu diversos componentes que o homenagearam com grande emoção. O CARNAVALESCO conversou com alguns deles para entender como foi o processo de gravação da obra que levará à Marquês de Sapucaí o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, do carnavalesco André Rodrigues.

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Leandro Lima, 42 anos, integrante do carro de som desde 2020, diretor musical e responsável pelo cavaquinho na faixa, contou que se agarrou ao trabalho para honrar a memória de Gilsinho. Ele destacou a excelência vocal de Zé Paulo, que assume os vocais da escola, e ressaltou também o vínculo de mestre Vitinho com a Portela, com quem já trabalhou anteriormente. Para Leandro, a melodia do samba é profundamente emocionante e cativa facilmente o coração do portelense.

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Leandro Lima, 42 anos, integrante do carro de som desde 2020

“Este ano temos a questão da ausência do Gilsinho. Tivemos essa fatalidade. Mas, por sempre ter sido muito próximo a ele, estou me dedicando a fazer tudo da melhor forma possível, em prol de sua memória. E seremos sempre o carro de som ‘É Tudo Nosso’. É bacana também gravar este ano com o Vitinho, cria da Portela, com quem já trabalhei. Estamos bem representados com um cantor excelente, que é o Zé Paulo, um amigo portelense que abrilhantou esse samba. A melodia pega muito pelo lado da emoção: o refrão do meio e o trecho que antecede o refrão de baixo, ‘Enquanto houver um pastoreiro a chama não se apagará, não há demanda que o povo preto não possa enfrentar’, me tocam muito. E também a saída da segunda parte, ‘Portela, tu és o próprio trono de Zumbi’, que, para mim, é o momento de maior emoção”, declarou.

Ledjane Motta, também do carro de som “É Tudo Nosso” e integrante do coro na gravação, definiu o momento da Portela como um ano de inovação. Para ela, o samba é uma verdadeira louvação ao batuque, à ancestralidade, aos orixás e ao povo preto dos pampas. Ledjane acredita que Bará será a força que abrirá os caminhos da escola em 2026.

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Ledjane Motta também do carro de som “É Tudo Nosso”

“É um motivo de muita felicidade, porque a Portela está passando por mudanças significativas. Nos últimos anos, havia sempre a expectativa de manter o que já vinha sendo feito, de preservar uma tradição. Este ano eu vejo como um ano de inovação: um novo cantor, um novo mestre de bateria e algumas mudanças no carro de som. É uma inovação que respeita e mantém nossa tradição, sem ferir o que representa a nossa majestosa Portela centenária. Acredito que esse samba trará uma energia muito boa para a Sapucaí, reforçando essa sensação de novidade. Gosto muito da frase ‘Enquanto houver um pastoreio, a chama não se apagará, não há demanda que o povo preto não possa enfrentar’. Caminhamos com a força ancestral; é Bará abrindo os caminhos, guiando e movimentando tudo. Bará é movimento”, afirmou.

Ritmistas e irmãos portelenses desde 2023, Juan e Gabriel Reis gravaram pela primeira vez o samba oficial da escola. Emocionados, ambos destacaram a lembrança de Gilsinho durante todo o processo. Gabriel, de 14 anos, falou sobre o nervosismo e a alegria da experiência. Já Juan, de 20, ressaltou a honra de representar a escola onde cresceu.

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Ritmista Juan

“É uma emoção estar aqui pela primeira vez. Dá aquele nervosismo, mas é uma alegria sem fim. Vamos tocar pelo nosso ídolo Gilsinho, que infelizmente se foi, e isso aumenta muito a emoção. Gosto muito do samba para 2026, especialmente do refrão”, contou Gabriel.

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Ritmista Gabriel

“Hoje foi uma experiência maravilhosa, minha primeira vez. Senti aquele friozinho na barriga, ainda mais representando a escola de onde sou cria. Foi muito gratificante e muito forte, ainda mais após o acontecimento triste que tivemos. Mas gravar um samba de muita garra, força e energia, de um enredo tão vibrante, dá uma vontade enorme de trabalhar e vencer”, completou Juan.

Nunca é tarde para aprender: oficina de alfabetização transforma vidas no Salgueiro

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Neste Dia Nacional da Alfabetização, celebrado em 14 de novembro, o projeto Aprendizes do Salgueiro reforça o poder transformador da educação e comemora o sucesso da oficina de alfabetização de adultos, realizada na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, na Zona Norte do Rio. A iniciativa, que teve início em maio de 2025, oferece aulas gratuitas voltadas a pessoas que desejam aprender a ler e escrever, independentemente da idade ou da trajetória escolar.

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Foto: Divulgação/Salgueiro

Com encontros às terças e quintas-feiras, às 19h30, o programa se consolida como uma importante ferramenta de cidadania, inclusão e autoestima, reafirmando o compromisso da escola mirim Aprendizes do Salgueiro em promover uma educação acessível e transformadora.

Para a professora Roberta Nogueira, a experiência de alfabetizar adultos e idosos vai muito além do ensino formal. “Ser professora na alfabetização de idosos é uma experiência que toca profundamente o coração. A cada aula, vivemos momentos únicos, repletos de aprendizado, superação e ternura. Ensinar pessoas que carregam uma vida inteira de histórias, sabedoria e experiências é, ao mesmo tempo, um privilégio e uma lição de humildade”.

Ela destaca que o processo de alfabetização nessa fase da vida exige empatia e sensibilidade. “Muitos adultos que não tiveram acesso à escola na infância enfrentam grandes desafios ao retornar aos estudos. A rotina de trabalho, as responsabilidades com a família e o medo de não conseguir aprender são barreiras frequentes. Por isso, a alfabetização deve ser acolhedora, respeitosa e adaptada às experiências de cada aluno”.

Entre os alunos, as histórias de superação são marcantes. A aluna Aldemira Corrêa de Lima, de 73 anos, compartilha sua alegria com o aprendizado. “Olha, eu estou gostando, eu estou aprendendo a ler e escrever já, graças a Deus, primeiramente, e segundo ao Salgueiro. Eu só queria que as pessoas tivessem vontade de estudar, que nem eu, pra preencher mais ainda a sala de aula. Mas que eu estou feliz, eu estou! Eu li muito e não pretendo parar, não. Quero continuar estudando, porque já sei ler e escrever um pouco. Graças a Deus”.

Roberta emociona-se ao acompanhar o progresso dos alunos. “Ver Dona Mirna e o Sr. Antônio descobrindo as palavras é presenciar um renascimento. Há brilho nos olhos, sorriso no rosto e uma emoção que nenhuma palavra descreve por completo. É como se, junto com as letras, surgisse um novo sentido para a vida, o sentimento de que nunca é tarde para aprender, sonhar e se sentir capaz”.

A professora também ressalta o aprendizado mútuo que o projeto proporciona. “Como professora, como ser humano, aprendo todos os dias com eles, sobre paciência, força, esperança e a beleza de recomeçar. Cada gesto de gratidão, cada olhar de confiança, cada pequena conquista é um combustível que renova o amor pela profissão. Agradeço a oportunidade do Salgueiro em poder participar desse projeto tão maravilhoso e aprender cada vez mais nessa profissão que amo e que tanto tenho orgulho”.

Educação que transforma territórios

A oficina de alfabetização integra as ações do Aprendizes do Salgueiro, uma iniciativa comunitária que oferece atividades formativas, culturais e sociais à população local. Além de estimular o aprendizado, o projeto busca fortalecer vínculos e abrir novas perspectivas para jovens, adultos e idosos da região.

O programa é um exemplo concreto de como a educação é capaz de romper ciclos de exclusão e gerar oportunidades reais de transformação social. Em um território marcado pela potência cultural e pela luta por inclusão, o acesso à leitura e à escrita torna-se também um ato de empoderamento e pertencimento.

“O educador tem papel essencial nesse caminho, atuando com sensibilidade e empatia. Assim, a aprendizagem torna-se viva, prática e transformadora”, conclui Roberta.

SERVIÇO
Oficina de Alfabetização de Adultos – Aprendizes do Salgueiro
📍 Local: Vila Olímpica do Salgueiro
📅 Aulas: terças e quintas, às 19h30
🕒 Inscrições: terças e quintas, às 15h, na Vila Olímpica
💳 Requisito: apresentar documento de identidade
💡 Gratuito

Carnavalesco e diretor de Carnaval da Colorado do Brás celebram enredo: ‘Boas vibrações para a escola’

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O Arraiá do Brás 2025 foi especialíssimo para a comunidade da Colorado do Brás. Além de voltar a unir a comunidade da escola, o enredo para o Carnaval de 2026 foi lançado. A temática, por sinal, foi bastante elogiada pelo mundo do samba paulistano pela originalidade. No lançamento do samba-enredo da Colorado do Brás para 2026, a reportagem do CARNAVALESCO conversou com dois dos principais nomes da agremiação para saber como os elogios foram recebidos pela agremiação – e, também, um pouco mais sobre a história que será contada no desfile de “A Bruxa está Solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado”, que será assinado pelo carnavalesco David Eslavick.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Receio superado

Ao conversar com o próprio carnavalesco, o profissional destacou que havia certo receio em como o enredo seria recebido pelo mundo do samba: “Os elogios que o enredo recebeu são o indicativo de que o trabalho está indo bem. Na verdade, eu estou feliz para caramba por todos os elogios que eu recebi. Eu estava com medo logo de início, porque eu não sabia como seria a aceitação dessa temática. Mas, graças a Deus, o público curtiu demais, curtiu para caramba, está trazendo boas vibrações pra escola. A repercussão foi maravilhosa está tudo aí e está maravilhoso”, comentou David Eslavick, aproveitando para agradecer a tudo que ouviu.

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Força da equipe

Jairo Roizen, diretor de Carnaval da Colorado do Brás, fez questão de elogiar não apenas o carnavalesco – mas, também, todo o staff da vermelho e branco do Centro de São Paulo: “Esse enredo é um trabalho do David, nosso carnavalesco, que é uma aposta da Colorado. Uma aposta que já veio do ano passado, mas, no ciclo de 2026, pegando o enredo e o trabalho desde o começo, ele se tornou um diferencial da nossa equipe”, destacou.

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Busca pelo pioneirismo

Para Jairo, a vermelho e branco deve sempre se destacar e buscar a novidade em tudo que faz: “Nós buscamos ser diferentes. A gente sabe que a Colorado, para se destacar, tem que fazer algo diferente de todo mundo. E, quando a ideia desse enredo sobre as bruxas, que veio do David, chegou, a gente falou que é isso que vai fazer as pessoas notarem a Colorado. E é exatamente isso que está acontecendo. Se Deus quiser, vai ser um caminho cada vez melhor. A gente nunca viu acontecer o que está acontecendo com a escola nesse momento. Vamos para cima com alegria que vai ser um excelente carnaval. Não estou prometendo aqui, mas, com certeza, o que as pessoas vão assistir, o que as pessoas vão ouvir, o clima que as pessoas vão ver a Colorado soltar no Sambódromo em toda essa temporada vai ser algo que as pessoas vão gostar muito – e que vai ser excelente”, finalizou.

Maryanne Hipólito exalta emoção e promete entrega total como rainha de bateria da Em Cima da Hora

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O CARNAVALESCO esteve, no último sábado, na nova quadra da Em Cima da Hora, em Cavalcanti, Zona Norte do Rio de Janeiro, para acompanhar a apresentação das musas e da rainha de bateria à comunidade, além da final de samba-enredo para o Carnaval 2026. A rainha de bateria, Maryanne Hipólito, falou sobre a emoção de ocupar esse cargo tão importante e adiantou detalhes de sua performance para o próximo desfile.

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Foto: Gabriel Radicetti/CARNAVALESCO

“A diretoria entrou em contato comigo me chamando para fazer parte de um momento muito especial da escola. Eles queriam trazer para a escola, junto à comunidade, alguém do carnaval, alguém raiz, alguém com história no carnaval, e eu me sinto honradíssima de ser essa pessoa escolhida. Foi especial, está sendo especial tudo que vem acontecendo desde que chegou o convite até hoje. E vai ser no desfile e nos próximos carnavais também”, descreveu a beldade.

Para fazer jus a essa posição tão cobiçada, Maryanne prometeu dedicação e suntuosidade na Passarela do Samba.

“As pessoas do carnaval que já me conhecem, que me seguem há algum tempo, sabem que eu me dedico 200% a tudo que me proponho a fazer. O que elas podem esperar é presença, bons looks, boas performances. Gosto de estudar bateria, gosto de estudar o samba, gosto de ser representativa, gosto de trazer fantasias que representem o samba. A comunidade pode esperar tudo que eu puder entregar. O melhor de mim, com certeza”, garantiu.

A rainha adiantou ainda detalhes de seu figurino para o grande dia, destacando a coerência da peça com o enredo da Em Cima da Hora para 2026, “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras!”.

“O desenho está incrível, impecável. Posso dizer que vem aí uma rainha muito presente. Assim que vi, fiquei emocionada, lógico. Se tem um sentimento, sem sombra de dúvidas, é a emoção. A fantasia representa muita coisa para mim. Poder vestir essa fantasia com tamanha representatividade é importante demais”, finalizou.