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Salgueiro 2021: samba da parceria de Roberto Cavaco

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Compositores: Roberto Cavaco e Renato Castanheira

SALGUEIRO SEU CORAÇÃO VERMELHO
O POVO CONSEGUE ESCUTAR
HERANÇA DAS MÃES DE SANTO BAIANAS A FESTEJAR
QUE MESMO CHATEADAS COMEÇAVAM A RODAR
NAS MADRUGADAS TIA CIATA A CANTAR
COM DONGA, PIXINGUINHA, JOÃO E PRAZERES
SAMBAVAM A BEIRA DO PORTO
NO ALTO DO MORRO TANTAS VEZES
GRITANDO POR SOCORRO, POR DIREITOS SOCIAIS ATÉ HOJE ENTERRADOS NO CAIS
MAS A RAIZ BROTA DO CHÃO
BALUARTES NA ACADEMIA EM PROFUSÃO

CARREGA NO PEITO
LUTAS E SONHOS DE UM PIONEIRO
O PUNHO DA RESISTÊNCIA
ESTÁ MARCADO NO PAVILHÃO DO SALGUEIRO

HISTÓRIA ESCRITA COM SUOR E FÉ
A ESSÊNCIA IORUBÁ PEDE AXÉ
PEQUENA ÁFRICA DA IGREJA AO TERREIRO
ENSINOU O MUNDO A SAMBAR NO PRECONCEITO
DA PRAÇA XI A PRAÇA MAUÁ VIDAS JOGADAS AO MAR
MAS A ALMA DA NEGRITUDE É FORTE
ARTE, CULTURA, LIBERDADE, ESPORTE
FURIOSA NO TALENTO REGE A MÚSICA
A SENZALA DE SORRISO É APOTEOSE

MISTURA DE RAÇAS
O MAIOR SHOW DA TERRA
SAMBA GERA GENTILEZA
ÓDIO SÓ PROVOCA GUERRA

Ouça todos os sambas concorrentes do Porto da Pedra

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Começou a disputa de samba-enredo da Porto da Pedra para o próximo carnaval. Abaixo, você pode ouvir as obras para o enredo “O caçador que traz alegrias”, que será desenvolvido pela carnavalesca Annik Salmon.

Serginho Soares, Gouveia, Robson Ramos, Zé Maria Jr., Ari D’Adelaide, Leo Barros, Vinicius Xavier, Rafael Lopes, Leonardo Castro e Duda Tonon

Fernando Barbosa, Jorge Quintal, Alípio Carmo, Fábio Barbosa, Franco CAVA, Bujão, Guilherme Sá, Gigi da Estiva, Romeu, André Braga, Eduardo Bretas e Pixulé

Claudio Mattos, Júnior Fionda, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, João Carlos, Luan Sukata e Marco Moreno

Jedir Brisa, Miltinho, Renato Figueiredo, JotaPê, Marquinho Beija-Flor, Renan Diniz, Rafael Prates, Dr. Marcio, Renato Galante, Kirraizinho, JB Oliveira e Delson Patricio

Luizinho Andanças, André Filosofia, Nando do Cavaco, Xandinho Nocera, André Ricardo, Nellipe, Alcides Júnior, Diley Machado, Edson Liz, Dema e Paulo Senna

Gustavo Albuquerque, Baby do Cavaco, Gabriel Machado, Fabiano Paiva, Pedro Machado, Camilo Jorge e Rafael Caçula

Ala de Compositores Unidos do Porto da Pedra

Henrique Vieira, Flavinho Bento, Fabio Braga, Alex Magno e Wilson Paulino

Arthur Franco, Herval Neto, Wilson JR, Kiko Feitosa, Leão do Salgueiro, Marcelo Pirata, Henrique Fernandes, Lucian Castro e Leo Alves

Obá Adriano Abiodun, Guga Martins, Passos JR, Abilio JR, Nando Tavares Wagner Rodrigues, Clairton Fonseca, Leandro Gaúcho e Ailson Picanço

Teresa Coelho e Cacau Souza

Maia, João Paulo, Lucas Medeiros, Canoa, Vaguinho, Afonsinho Salgado, Erick Abidu, Marcelo Caçapa, Toninho Gentil, Beto do Pandeiro e Valtinho JR

Porto da Pedra 2021: samba da parceria de Gustavo Albuquerque

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Compositores: Gustavo Albuquerque, Baby do Cavaco, Gabriel Machado, Fabiano Paiva, Pedro Machado, Camilo Jorge e Rafael Caçula

Meu samba traz num vento perfumado,
A candura de um passado com fitinhas no quintal
Quem é você menina do olhar distante,
Da pureza no semblante nessa noite de Natal?
Nas cores desse céu em arrebol
Que tocou corações de toda gente do Ilê
Há uma Estrela cujo brilho encantado
Tem o dom de transformar com a força do seu Orixá

Saravá, minha mãe, menina!
Quanto tempo o tempo tem?
Me ensina!
A sua voz tem poder, é manifesto de fé
Ganhou o mundo com a coroa de Odé

Quem irá dizer que o sangue retinto que corre nas veias
Não traz a mesma dor de quem tanto chorou à luz das candeias?
Ah! O seu legado que é de paz hoje é muito mais!
Na consciência de que todos são iguais,
No sincretismo que mistura tantos ais
Vi São Gonçalo com pedrinhas de Orum
Sem crianças afastadas pela cor
Poemas descalços que abrem caminhos
Atrás da flecha de Oxóssi caçador

Tem lavanda, alecrim pra jogar água de cheiro
Axoxó, amendoim no alguidar
Meu Porto da Pedra, sacode o seu xequerê
Vai ter xirê pra mãe Stella KaiodêPorto

Porto da Pedra 2021: samba da parceria de Luizinho Andanças

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Compositores: Luizinho Andanças, André Filosofia, Nando do Cavaco, Xandinho Nocera, André Ricardo, Nellipe, Alcides Júnior, Diley Machado, Edson Liz, Dema e Paulo Senna

Um dia…
O olhar da menina vagou no horizonte!
Sentia um doce perfume no ar!
O fruto aos “Pés do Santo” concebido
Em São Gonçalo do Retiro…
Destino traçado em seu caminhar
Escolhida Por Xangô, “kaô”
Epababá abençoou
Orayeye Oxum viu seu renascer com fé
Na flecha certeira de Odé!

“Meu tempo é agora”, tempo é Iroko
Mistério que aflora, “opostos” revelou
Punhos cerrados em prol da igualdade:
“Mainha” em teus braços à prosperidade!

Negra mulher:
Escreve a história que o tempo eternizou!
Negra de fé:
O mundo reconhece o seu valor!
A cada traço foi deixando seu legado de amor!
Firma a Curimba, Salve o Candomblé
Odé, Comorodé Odé
Oh! Mãe Stella de Oxóssi Axé!

Meu Porto da Pedra vai te coroar!
Nas garras do tigre guerreiro
Rainha do Ilê Axé Opô Afonjá:
Templo sagrado afro-brasileiro!

Porto da Pedra 2021: samba da parceria de Jedir Brisa

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Compositores: Jedir Brisa, Miltinho, Renato Figueiredo, JotaPê, Marquinho Beija-Flor, Renan Diniz, Rafael Prates, Dr. Marcio, Renato Galante, Kirraizinho, JB Oliveira e Delson Patricio

MAREJA MEU OLHAR, ME LEVA DISTANTE
RELEMBRA O INSTANTE
QUE A FILHA MENINA DO OPO AFONJÁ
CONHECE O ALENTO E OS ENSINAMENTOS
PELAS MÃOS DA IALORIXÁ
A BRISA ESPALHA O AROMA E A POEIRA
HERANÇA E ESSÊNCIA DESSA TERRA
FAZENDO BAILAR FITAS BRANCAS E VERMELHAS
NA FASCINAÇÃO DA PEQUENA STELLA
FUTURO E TRADIÇÃO UNIDOS COMO O DESTINO PLANEJOU
FEITO FLECHA QUE ARREBATA O CORAÇÃO
RENASCIDO EM YAÔ

OXUM LHE DEU AMOR… ORA YÊ YÊ O
NA BENÇÃO DE OXALÁ… EPA BABA
JUSTIÇA DE XANGÔ… KAÔ KABECILÊ
PRA FILHA DA MATA REINAR… OKÊ OKÊ

FEZ ORGULHOSO, O PAI…
DO POVO, SE TORNOU A MÃE
CANDURA E CARINHO DE MULHER
A FORÇA E A CORAGEM DE ODÉ
SE O TEMPO É O SENHOR DE TODA HISTÓRIA
SEU TEMPO PARA SEMPRE É O AGORA
O MUNDO RECONHECE A VERDADE
DE QUEM FEZ DA VIDA LIÇÃO DE HUMANIDADE
LEGADO ESCRITO EM CADA SONHO
A RESISTÊNCIA É O PATRIMÔNIO
FAMÍLIA DO AXÉ MOSTRA SEU VALOR
EU SOU O TIGRE OXOSSI CAÇADOR

RELUZIU NO ORUM, A SUA ESTRELA
MÃE STELLA, NEGRA GUERREIRA
EM SÃO GONÇALO, O ETERNO YLÊ
DA PORTO DA PEDRA E DE ODÉ KAYODÊ

Porto da Pedra 2021: samba da parceria de Claudio Mattos

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Compositores: Claudio Mattos, Júnior Fionda, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, João Carlos, Luan Sukata e Marco Moreno

Pé de santo tem maçã, menina
Ageum de orixá
Meu vermelho e branco amor em fita
Encanto pra te enfeitiçar
Odu mamãe traçou
Cruzou o seu olhar
Feito flecha mais certeira
E casa fez-se Ilê
O futuro há de correr
Pelas mãos da benzedeira (ô)

OKÊ ARÔ MEU PAI, OKÊ OKÊ
SAMBORÊ! PEMBA AXÉ DE CAÇADOR
ESCOLHIDA PELO SANTO
BARRAVENTO ANUNCIA A PEQUENA IAÔ

Sob a luz do Candomblé
Firmamento de Orun
A rainha Eledá sob as bençãos de Babá
Renasceu das mãos de Oxum
Negra mulher que lutou contra a intolerância
E fez de todo enfermo um filho seu
Na fé de um povo que busca a igualdade
Que nunca viveu
Ê Kaiodê que o samba desfaz quebranto
Tem Agueré e Folha de Juremá
O Tigre é terreiro de axé… Opô Afonjá

ODÉ ODÉ… ILÚ CHAMOU A TERRA
PORTO DA PEDRA MEU ILÊ DE LOUVAÇÃO
IALORIXÁ Ô… É MÃE STELLA
SALVE O REI DE KETU, MEU OXÓSSI GUARDIÃO

Porto da Pedra 2021: samba da parceria de Fernando Barbosa

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Compositores: Fernando Barbosa, Jorge Quintal, Alípio Carmo, Fábio Barbosa, Franco CAVA, Bujão, Guilherme Sá, Gigi da Estiva, Romeu, André Braga, Eduardo Bretas e Pixulé

AXÉ OPÔ AFONJÁ!
NA TERRA DE SÃO GONÇALO
A MENINA SE ENCANTOU
COLHE NO POMAR DOS ORIXÁS
O FRUTO SAGRADO, DESTINO EM FLOR.
OYÁ BALANÇA AS FITAS NO AR
VERMELHO XANGÔ NO BRANCO DE OXALÁ
ORUNKÓ CONFIRMA O SANTO, YAÔ
A ALEGRIA DO ILÊ É O CAÇADOR!

ODÉ KAYODÊ, OKÊ ARÔ ODÉ
NO TOQUE DOS OGÃS, A FORÇA DO AGUERÉ!
OXOSSI É REI, ELEDÁ DO SEU ORI,
ILUMINA O CAMINHO A SEGUIR.

LEVOU SUA MENSAGEM DE AMOR E DE PAZ,
PLANTOU A LIBERDADE DOS SEUS RITUAIS,
É FLECHA CERTEIRA NO PEITO REDENTOR
RAINHA NO CHÃO DE SALVADOR.
OH MÃE, GUARDIÃ DO CANDOMBLÉ,
EM CADA CRIANÇA, RENOVA SUA FÉ
SENHORA SEU COLO NOS AFAGA,
VERSOS QUE O TEMPO NÃO APAGA!
SAUDADE DEIXOU DE HERANÇA
A ESPERANÇA NO OLHAR
DO INFINITO ORUN AO MEU FINITO CANTAR!
SALVE MÃE STELLA, A LUZ SENTINELA,
DO TERREIRO DA PORTO DA PEDRA!

ALAINDÊ XIRÊ, AGÔ OBATALÁ
AO SOM DO RUMPI LÉ
NA MAGIA DO OFÁ
NO CANJERÊ, VESTIDO DE ALAKÁ,
O TIGRE CANTA A GRANDE YALORIXÁ

Porto da Pedra 2021: samba da parceria de Serginho Soares

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Compositores: Serginho Soares, Gouveia, Robson Ramos, Zé Maria Jr., Ari D’Adelaide, Leo Barros, Vinicius Xavier, Rafael Lopes, Leonardo Castro e Duda Tonon

É flecha no peito abrindo o caminho
O Rei de Ketu rege o meu destino…
Sou Porto da Pedra, São Gonçalo é meu ilê!
Okê arô, okê okê

A noite iluminada em vermelho e branco
Do ‘pé do santo’, sabor da maçã
A mão que afaga no retiro da Bahia
É a mesma que me guia
Para um lindo amanhã
A Justiça a acolheu, kaô Xangô!
Sob as bençãos de Oxalá, Epa Babá!
E nas águas renasceu, Ora iê iê ô
Com o Brado de Oxossi a ecoar
Iá, destemida e poderosa…
Na sutileza de uma rosa
Trouxe fartura pro terreiro iluminar

O meu tempo é agora! Vêm de lá!
Santo forte me acompanha, é orixá!
Corre, gira o mundo inteiro
Sou feroz, eu sou a fé
Toca o aguèré, batuqueiro!

Me guia mãe preta em seus braços!
Olhai o futuro da nação
Pilar da igualdade
Contra intolerância e discriminação
Semeia o amor, mulher aguerrida
Faz história pela vida
Voa…e reza pela humanidade
Seus livros na eternidade…
legado que jamais se apagará!
Odê kayodé num sonho real
É luz do ‘Tigre’ caçador
Brilhando nesse Carnaval

Sinopse do enredo do Império Serrano para o próximo carnaval

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“Eu destampei minha panela e soltei meu mangangá”
“Menina toma cuidado quando mangangá chegar”
“Besouro preto, besouro amarelo, faz a macumba do jeito que eu quero”
“Besouro preto, besouro encarnado, joguei a macumba lá no seu reinado”

(PONTO DE JUREMÁ)

1 – O berimbau puxa o toque para um jogo de dentro lento e rasteiro. Jogo mandingueiro. O toque: ANGOLA. Seu corpo foi fechado com reza, ladainha e patuá. Èsù seu sentinela. No orí, a mão de cada uma das iabás. Òsányìn deu-lhe a erva na medida. Xangô emprestou-lhe o oxê. Por ordenança de “seu” Arranca Toco, Caboclo Araúna deu-lhe a flecha que usava como navalha. Ogum, por sua vez, forjou a armadura que guardava seu corpo. Por isso, Besouro CORDÃO DE OURO, adiava com astucia, o juízo final. Ogum era seu camará e, se não bastasse, enquanto distribuía rasteiras, golpes de meia-lua e rabo-de-arraia, o ferramenteiro dos orixás soprava repetidamente em seu ouvido: “Filho de Ogum não pode apanhar / Eu sou guerreiro / Eu vim guerrear/ Filho de Ogum não pode apanhar / Eu sou guerreiro / Eu vim guerrear”.

2 – O berimbau se agita. O ritmo alardeia que o perigo e a violência estão espreitando. O toque: CAVALARIA. Quando perguntavam-lhe por seu mestre, dizia descender de Alípio, cativo do Engenho Pantaleão. Foi vaqueiro e amansador de burro bravo. Dizem, “o mais valente dos negros do cais de Santo Amaro”. Valentão. Vingador. Justiceiro. Passada a escravidão, não aceitava chefia. Só trabalhava se fosse por dinheiro. Não engolia senhor dizer que “quebrou pra São Caetano”. Os desavisados, agarrava pelo colarinho. Surrava. Golpeava. Do chapéu, retirava-lhes a pena, como quem vingava, inclusive, a dor do pavão.

3 – O berimbau leva o TOQUE DE IDALINA. Toque para jogo de armas brancas. Guerreia-se contra facões. Colecionou desafeto entre senhores, jagunços e policiais. Sobre Besouro era comum perguntar: Mas como por fim com morte matada a um cabra preto de corpo fechado como o de Besouro? Faca de tucun, revelou um traidor. Foi assim que, após Memeu – filho do fazendeiro Zeca – ter sido desmoralizado em praça pública pelos golpes do capoeira, uma cilada – nas redondezas de Maracangalha – emboscou o capoeira. Na tocaia, cercado por quarenta homens, bala nenhuma tirou-lhe uma gota de sangue. Mas um facão – concebido com a madeira mágica que ergue a palmeira de tucum em direção aos portões de Aruanda – tombou-lhe. Seu corpo vergou. O rasgo deixou escorrer o misticismo e o mistério de sua própria vida.

4 – O berimbau puxa o TOQUE AMAZONAS. Toque para saudar a valentia dos mestres. Escuta-se as platinelas de um pandeiro e o dedilhar de uma viola baiana. Guardo um ponto de juremá na memória que diz: “meu mano não chore não, que eu vou, e torno a voltar”. Isso me lembra que a morte cantada, versada e dançada não é morte, nem despedida. Besouro morreu e sua vida virou ladainha. Morreu, e a vida que levou virou samba de roda. Morreu, e sua valentia virou cântico de capoeira. Morreu e sua luta vai virar samba-enredo. Besouro morreu, pra viver na festa. Na alegria dos que vencerão. “Êta besouro pra voar!” Segue, “sem choro e sem vela”. Canto um samba VALENTE E MIRONGUEIRO e, atendendo seu pedido, repouso teu corpo entre os enfeites de uma lapinha, com os versos que nunca esqueci:

“Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha”
Adeus Bahia, zum-zum-zum”.
Cordão de ouro

Eu vou partir porque mataram meu besouro”
ENREDO: MANGANGÁ

PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E TEXTO: LEANDRO VIEIRA

Salgueiro 2021: samba da parceria de Filipe Zizou

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Compositores: Filipe Zizou, André Quintanilha, Ailtinho, Robson Ramos e Léo Castro

“LIBERTOS”, UM “MERO SONHO” ASSINADO
PERMANECI APRISIONADO
REFÉM DA “FALSA LIBERDADE”
SOBREVIVER, DESSA LUTA JAMAIS DESISTI
ME LIVRAR DOS ABUSOS, NÃO SUCUMBIR
E UM DIA A “SORTE” MUDAR
RECONTAR, USAR MEU ESPAÇO DE FALA
ECOANDO O CANTAR DA SENZALA
SER PRETO NÃO É SE CALAR

VAI RESSOAR O TAMBOR, AOS VERDADEIROS HERÓIS
ROMPER DE VEZ OS GRILHÕES, UM BRADO EM UMA SÓ VOZ
O MEU QUILOMBO IMPÕE RESPEITO
QUEM FAZ HISTÓRIA NA AVENIDA É SALGUEIRO

MÃES DE FÉ, EM TEUS BRAÇOS ENCONTRO ACALANTO
SUA GIRA ABENÇOA MEU MANTO
TEMPLO SAGRADO DE LOUVOR AOS ORIXÁS
CULTURA PRA “ALIMENTAR”, ENTRAR NA RODA E “JOGAR”
DEIXA O “BLACK” DE PÉ, NÃO TENHO QUE DISFARÇAR
ESTAMPO A MODA, MINHA ARTE ESTÁ EM CENA
EU SEI QUE VALEU A PENA…
AINDA HÁ MUITO A CONQUISTAR

A MINHA ESSÊNCIA É LUTAR
MOSTRAR QUE TENHO VALOR
POR MEU DIREITO GRITAR… SALGUEIRO!
A COR DA PELE NÃO DECIDE A SENTENÇA
NA ACADEMIA SOU RAIZ, SOU RESITÊNCIA