Os leitores do site CARNAVALESCO e torcedores do Salgueiro escolheram a equipe dos sonhos. Foram dois momentos: o primeiro com a indicação e o segundo com a abertura da votação popular. Somente quem já tinha desfilado pela agremiação poderia fazer parte do time da história.
Com 81,1% dos votos, Marcella Alves foi eleita a porta-bandeira. Sidclei recebeu 74,2% e entrou como o mestre-sala.
O comando da bateria na equipe dos sonhos do Salgueiro ficou com mestre Louro, que recebeu 60,9% dos votos.
Casemiro Calça Larga foi eleito por 40,5% dos votos o diretor de harmonia e Dudu Azevedo, com 38,3%, o diretor de carnaval.
Quinho levou 62,3% dos votos e foi eleito o intérprete. A comissão de frente ficou com Hélio e Beth Bejani com 82,9%.
Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona foram eleitos por 39,1% dos votos os carnavalescos na equipe da história salgueirense.
A trilha dessa sonora desse desfile ficou com o samba de 1993, que teve 61,4% dos votos.
Na noite deste domingo, o site CARNAVALESCO acompanhou o show drive-in do Águia de Ouro, atual campeã do Grupo Especial de São Paulo. O evento foi realizado em um espaço a céu aberto que fica localizado atrás da quadra da agremiação. Devido a pandemia, a escola teve o máximo de cuidado e respeitou todos os critérios necessários para proteger o público que acompanhou o espetáculo.
Para delimitar os espaços entre um carro e outro, os funcionários guiavam o veículo até um local que fosse o certo e atingisse o distanciamento ideal. Para a alimentação, foi disponibilizado um cardápio, e, se a pessoa quisesse realizar um pedido, era preciso ligar o pisca alerta. Para o uso dos banheiros o protocolo foi o mesmo, um agente se dirigia até o automóvel e levava a pessoa até o local.
Antes de começar o show, as pessoas presentes puderam assistir a final da Champions League em um telão que se localizava no palco. Em todo o espaço, tinha uma iluminação efetiva fazendo com que a visão das pessoas não fosse atrapalhada. Houve este cuidado especial pois o local era aberto e estava escuro.
A ala musical, comandada por Douglinhas Aguiar e Darlan Alves, tinha mais dois cantores de apoio, seguidos de um cavaco, violão, pandeiro e tantan. A bateria, que ficou posicionada no palco, tinha 30 ritmistas que se revezaram em duas partes durante a apresentação. O som do espetáculo dava para se ouvir apenas em uma estação de rádio específica, a “90.3”, que tinha de ser sintonizada dentro do automóvel.
O show começou com sucessos antigos de pagode, e, depois, os intérpretes puxaram os hinos da escola. Houve dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, quatro passistas e quatro baianas, que em um determinado momento da apresentação, desceram para desfilar entre os carros, sendo recebidas com muitas buzinas e piscas em forma de reverência.
Após, foram entoados sambas antigos e históricos da escola. Quando foi cantada a obra de 2020, o público cantou com muita força, pois foi o hino que levou a agremiação ao seu primeiro título. O show terminou com a comunidade gritando “é campeão”.
É uma forma diferente de se fazer um espetáculo de escola de samba, mas é o que se tem no momento. Deu para a comunidade matar a saudade e presenciar um grande espetáculo, com uma organização e estrutura de alto nível, atendendo todos os critérios de higiene e proteção contra a pandemia.
A Acadêmicos do Tucuruvi divulgou na tarde deste domingo o seu enredo e samba para o próximo carnaval através de uma live. O show foi transmitido no canal do Youtube da escola e da Liga-SP. Nomeado como “De lá pra cá, o que mudou? Daqui pra lá, o que será?”, a agremiação volta com um enredo crítico, dessa vez sobre a modernidade do carnaval. É um tema que relembra a tradição, questiona o presente e projeta um futuro. O samba é assinado por Rodrigo Minueto, Diego Nicolau, Rodolfo Minueto, Marcelo Casanossa e Leonardo Bessa.
Ouça abaixo o samba e confira a letra:
TEMPO, ME LEVA
ME FAZ VIAJAR NOS TRILHOS DA SAUDADE
ONDE A GENTE SE PERDEU
E DEIXOU PRA TRÁS NOSSA SIMPLICIDADE?
OS PÉS NO CHÃO LEVANTANDO POEIRA
O VERSOS MARCADOS NO MEU CORAÇÃO
EU ERA FELIZ E NÃO SABIA
FUI O REI DESSA FOLIA
COROADO NA ILUSÃO
AH! QUEM ME DERA AMOR, PODER VOLTAR
NA TIRADENTES E REENCONTRAR
MEU POVO BRINCANDO COM LIBERDADE…A CANTAR
E HOJE, A ALMA DO SAMBISTA
ENGESSADA NESSA PISTA
ONDE QUEM TEM MUITO PODE MAIS
UM SHOW QUE SÓ IMPERA A VAIDADE
E O SAMBA DE VERDADE VAI FICANDO PARA TRÁS
OS BALUARTES QUE FIZERAM NOSSA HISTÓRIA
ESQUECIDOS NA MEMÓRIA, IMPLORANDO SEU VALOR
NO CHORO DA VELHA BAIANA
HA ESPERANÇA NO OLHAR
E A FORÇA DA NOSSA RAIZ
NINGUÉM PODE CALAR
DE LÁ PRA CÁ…O QUE MUDOU?
DAQUI PRA LÁ…O QUE SERÁ?
O SAMBA NÃO ACABOU NEM VAI ACABAR
SOU RESISTÊNCIA E VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
Somando as duas transmissões, a agremiação teve uma boa média de espectadores, cerca de mil pessoas acompanharam simultaneamente. O carnavalesco Dione Leite, que assina ao lado do Fernando Dias, detalhou a proposta.
“A gente vai falar de passado, presente e futuro. O que nos trouxe até aqui? O que nos sedimentou como essa grande festa popular. Mas o samba também pede que a gente reflita sobre aonde podemos ter se perdido. Será que estamos no rumo certo? Será que a gente deixou pra trás toda simplicidade que fez a nossa festa ser o que ela é hoje?”, finaliza.
A Acadêmicos do Tucuruvi retoma a personalidade crítica presente na própria história. É uma proposta de reflexão, que questiona o modo em que o desfile é visto e preparado. A escola provocará a discussão sobre o luxo, o dinheiro e até o próprio regulamento, que segundo a proposta, prende o componente.
Estrutura e clima leve marcam live Show da Tucuruvi
Bastante comentada e compartilhada dias antes nas redes sociais, a live da Acadêmicos do Tucuruvi foi muito bem executada e organizada. A agremiação aproveitou um dos barracões e montou o palco utilizando as alegorias. O abre-alas do último desfile, que chama a atenção pela suntuosidade, foi o elemento principal.
A apresentação foi conduzida pela Tânia Oliveira e Waleska Gomes, que também é a primeira porta-bandeira. A presença delas, somada a liberdade do Intérprete Leonardo Bessa, proporcionaram um clima leve durante toda transmissão. Fato que proporcionou até mesmo para os intérpretes convidados (Freddy Vianna, Celsinho Mody, Carlos Júnior e Grazzi Brasil) uma atuação e uma presença bem mais natural.
Um dos destaques foi a apresentação do Freddy Vianna, cantor que permaneceu na escola por onze anos. Ele relembrou sambas históricos e comentou também sobre sua extensa passagem.
Mesmo distante da comunidade, motivo no qual respeita normas de segurança devido à pandemia do novo Coronavírus, muitos componentes apareceram através de vídeos, tanto cantando quanto com depoimentos.
Compositores: Marcio Keleque, Léo Trindade, Armandinho do Cavaco, J.F., Marcão Souza, Maurício Rocha Jr., Serginho Fernandes, Lima da Cruz e Pixuleh
Basta!
A nossa luta vem do canto da Fiel…
Democracia assumindo seu papel
O Mundo acordou da ilusão
Cansamos dessa falsa liberdade..
Basta!
Tenha piedade óh meu Deus…
Sangue e suor derramam até hoje os filhos teus
A tal ganância fere a terra, crueldade, Indecência
Contra a tirania e a intolerância…
Somos Resistência!!!
Não conseguimos respirar
Sufocados pela opressão
Mais um clamor de pele preta
Agonizando em nosso chão
Vidas negras importam
Seu preconceito é covarde
Racistas! Jamais passarão
Vidas importam…..
Seu descaso é covarde
Facistas! Jamais passarão
Maria das Dores, seu nome de guerra
Maria das Flores, em nome da paz
Mulheres presentes! Poder de verdade
Um “Tapa” na “Cara da Sociedade”
Erguemos a bandeira da vitória
É o povo quem assina a história da nação
Meu sonho é Ver, Resplandecer
Na Humanidade á comunhão
Meus heróis da Igualdade
São filhos da Revolução
A RUA É NOSSA COM TODO RESPEITO
SAIAM DO CAMINHO CHEGOU GAVIÕES
POR DIGNIDADE NENHUM PASSO ATRÁS
RETROCEDER JAMAIS!
Compositores: Cacá Mascarenhas, Rica Leite, Beto Peruche, Douglas Chocolate, Jacopetti, Feiju, Sérgio Gallo e Gabriel Martins
GRITO FORTE ECOOU Ô, Ô, Ô
E O CHÃO ESTREMECEU
É A FORÇA DO POVO, REINANDO DE NOVO
ORGULHO PARA OS FILHOS MEUS
BASTA DESSE MUNDO DE ILUSÃO
O POVO AINDA ESPERA A SOLUÇÃO
VERDADES OMITIDAS NA HISTÓRIA
POR HOMENS SEM HONRA E SEM GLÓRIAS
CHEGA! ESSA LUTA É DESIGUAL
CONTRA A TIRANIA QUE IMPERA
EI VOCÊ… QUE ANDA ENGRAVATADO
ESCUTE ESSE RECADO
NOSSA GENTE PASSA FOME POR AÍ
ÍNDIOS CARAJÁS E TAPAJÓS
RETALHOS DE UMA PÁTRIA MÃE GENTIL
O PRETO QUE SOFREU ESCRAVIZADO
SEGUE MARGINALIZADO
HERANÇA DESSA PÁTRIA MÃE HOSTIL
TEMPO PASSOU, NADA MUDOU…
VIDAS AGONIZAM NA FAVELA
NÃO VOU CALAR, VAMOS LUTAR
O GAVIÃO É O PORTA VOZ DA NOSSA GUERRA
SÃO JORGE GUERREIRO NOS DAI PROTEÇÃO
NESSA BATALHA POR MEUS IDEAIS
QUERO LIBERDADE, DIREITOS IGUAIS
VER FINDAR A DOR E PRECONCEITOS
HONRAR O SANGUE DOS MEUS ANCESTRAIS
FLORES EM VIDA… ARMAS JAMAIS!
TENHO GARRA PRA LUTAR… SOU GAVIÕES (DA FIEL)
A FORÇA QUE NASCEU NA ARQUIBANCADA
HOJE BRADA FORTE NAS CALÇADAS…
DEMOCRACIA PARA UM NOVO AMANHECER
BASTA! EU QUERO VIVER!
Compositores: Zé Paulo Sierra, Claudio Russo e Fabinho do Banjo
LÁ VOU EU
UM SER HUMANO EM BUSCA DE IGUALDADE
NA LUTA CONTRA TANTA INSANIDADE
SOU MAIS UM GUERREIRO DA “NAÇÃO”
ABAIXO! OS TIRANOS E SUA ROCONHA
QUE HUMILHAM E NÃO SENTEM VERGONHA
DO MEU SUOR QUE ALIMENTA A SOCIEDADE
QUANTA MALDADE NESSA ALMA POLUÍDA
DE CANETA GENOCIDA ASSINANDO EXTREMA UNÇÃO
COVA RASA E COVARDIA FEITO LEI DE TALIÃO
É OLHO POR OLHO, É DENTE POR DENTE
ESTADO INSOLENTE NÃO VAI PROSPERAR
A VOZ DO POVO CONTRA O PRECONCEITO
É NOSSO DIREITO NÃO VÃO NOS CALAR
UMA ARMA, UM BASTÃO
OMISSÃO QUE USA FARDA
REPRODUZ A OPRESSÃO, FALSA EMINÊNCIA PARDA
LIBERDADE DE EXPRESSÃO FAZ A “PAULISTA” TODA OUVIR
O FIEL CIDADÃO QUE NÃO TEME O PORVIR
NA RUA EU BATO DE FRENTE E SIGO EM PÉ
SÃO JORGE MEU SANTO GUERREIRO DE FÉ
TEM PRETO E BRANCO NA AVENIDA
POR VIDAS QUE NÃO VOLTA MAIS
POR HONRA AOS MEUS IDEIAS
NESSE MANIFESTO NENHUM PASSO ATRÁS
BASTA DE ILUSÃO, BASTA DE AGONIA
É PRECISO UNIÃO PRA VIVER DEMOCRACIA
DANDO BASTA NESTA FARÇA, CHEGOU GAVIÔES DA FIEL
BASTA UM BANDO DE LOUCOS, PRA ERGUER MAIS UM TROFÉU
Compositores: Dom Álvaro, Macaco Branco, Carlos Bebeto, Edu Neri, Samir Trindade, Rafael Tinguinha, Caio Alves, Danilo Garcia, Orlando Ambrósio, Juninho da Vila e Gustavinho Oliveira
Luto é o meu verbo pra sobreviver
E canto meu desejo de vencer
A fome, que fere minh’alma
Levo no peito a cicatriz
Do ódio, que assola e mata
Arma de gente infeliz
Dizimaram meus heróis
Escravizaram gente como nós
Horrores que a história não esquece
Um dia a verdade aparece
Meus irmãos são os filhos do Brasil
Igualdade nunca existiu
Liberdade voa feito gavião
Derrubando ditadores da nação
Atitude é lei
De quem não aguenta mais
Elites dominam, eu sei
Por que não viver como iguais?
Reaja contra todo preconceito
O certo é cada um ser do seu jeito
Chega de ganância, é hora de acordar
E acabe a intolerância! Depende de nós… Mudar
De punho cerrado na linha de frente
Idealista, movimento cultural
Manifesto além do Carnaval
E u sou Gaviões
N ão falta coragem a quem é Fiel
T enho no meu coração
O preto e o branco, irmãos