A Unidos de São Cristóvão apresentou enredo e logo de seu enredo para o próximo carnaval, que homenageia o compositor Silas de Oliveira, o maior poeta da história do Reizinho de Madureira. Lei abaixo o texto apresentado pela escola.
Menino Silas
Unidos de São Cristóvão
Quem diria que aquele menino sentado a porta observando tudo que passava estava com o destino traçado a mudar o mundo. Aquela rua onde tudo passava era acompanhada pela íris preta que dava sinais de uma alma inquieta por querer ser muito.
Sonhava alto escorado no batente, quem lhe dava calor era a lua, quem lhe trazia paz eram os ruídos dos batuques proibidos. Noites de tambores na velha serrinha. Ah doce
serrinha… ao longe, vista do alto, Madureira e Vaz lobo, meu povo. Batuques ecoavam pelas serras, a cada morro um som, uma afinação, era isso que ia formando a cabeça do menino que dobrando a língua se estendendo as pontas dos dedos fazia seu próprio ritmo entre madeirasocas e maciças, o som da vida estava em suas mãos.
“Samba, oh samba
Tem a sua primazia
De gozar da felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos “Heróis da Liberdade””
Jovem Jornaleiro, menino contido, andou pelos montes coroados do Rio, em seus caminhos encontrou a luz do sol: Mano; seu parceiro, era o calor que completava a lua com fulgor de novos ares, novos dias, novos sons. Sem a benção do pai, fora do caminho que ele lhe planejou, seguiu o seu próprio rumo em direção dos batuques. Cercado de pecado, abraçado ao diabo que dançava feito gente preta em noite de tambor. E foi se encontrar nos caminhos do Prazer. O prazer da serrinha lhe completava a alma de sambista, Era isso, aquele menino resolveu ser do samba. As pontas dos dedos desenhavam caminhos para as melodias de Mano, a cada traço uma palavra, a cada palavra um sentido, a cada sentido formado: um novo samba.
“Porque alguém que me olha de banda
Eu sou mesmo do samba
E não vou me atrapalhar
Segura a conversa sem desanimar, iáiá
Porque mais tarde
Conversaremos em outro lugar”
Certeiro tal ponteiro, a prosa boa de samba do menino foi conversar em outro lugar. Suas palavras bordaram um novo manto junto a outros tantos. Coisa boa que a serra lhe deu foi atitude e consciência. A serra sempre lhe soprou o valor de ser preto e o quanto custa cada escolha, mas principalmente o poder em escolher e ele escolheu o Império.
Mais um menino que nascia as ruas da serra, batizado pelo jongo ouvindo o zumbido dos tambores. Império, “menino que já nasceu rei” e deu ao nosso menino o nome e cara de SILAS DE OLIVEIRA. E Silas deu ao Império nome e cara de ESCOLA DE SAMBA. Se o pai do nosso menino Silas sonhasse com o que ele faria, seria imperiano também e dançaria sem pudor
“Glórias e graças da Bahia” em louvor a rainha do mar, Yemanjá.
Bahia, Bahia
Terra do Salvador
Iaô, iaô, iaô
Gegê, nagô, gegê, nagô
Saravá, saravá
Yerê, yerê de abê ocutá
Em louvor à rainha do mar
Iemanjá, Iemanjá
A inquietude do menino que sentado a porta observava tudo passar na sua rua o levou a mudar tudo e mudou. Menino Silas dos caminhos, das serras, das canetas e melodias,
batuques em madeiras, noites estreladas e calor da lua fez o povo cantar no cortejo da festa do samba o tal Samba de Enredo. Era uma nova tela a ser pintada em notas musicais.
“Vejam esta maravilha de cenário
é um episódio relicário
que o artista num sonho genial
escolheu para este carnaval”
Foi o menino que nos fez cantar uma maravilha de cenário, palavras e melodias que nos fazem desenhar uma aquarela em nossas mentes. Silas, menino travesso em suas músicas
traçou em 1964, um novo brasil que só renasceria muitos anos depois ainda manchado pelos infortúnios a partir daquele ano. Mas, na feliz coincidência da inspiração do menino, nasceu naquele mesmo ano na serra de São Cristóvão pelos caminhos Imperiais a união verde e branco tal qual seu Reizinho.
Malandramente falando pelos decretos do samba colocados nos versos do nosso menino Silas, hoje a Unidos de São Cristóvão homenageia este que foi o maior poeta dos sambas de enredo de todos os tempos. Pai de seu padrinho, a unção divina que
transmite ensinamentos e valores.
Menino Silas, os teus caminhos ainda nos inspiram, e se precisar vamos renascer para nunca deixar morrer este teu doce legado aos nossos ouvidos e aspirações. Pintaremos um
novo cenário para um próximo carnaval afirmando que ele nunca vai morrer.
“Carnaval, doce ilusão
Dê-me um pouco de magia
De perfume e fantasia
E também de sedução
Quero sentir nas asas do infinito
Minha imaginação”


Na audiência pública promovida pela Comissão Especial de Carnaval da Câmara nesta sex-feira as entidades carnavalescas elevaram o tom na defesa de uma solução para a festa de 2021. Sem vacina elas não aceitam desfilar e pressionam a Riotur e a Liesa a tomarem uma decisão que no mínimo adiem os festejos do próximo ano. Rita Fernandes, representante da Sebastiana na audiência foi taxativa e categórica em não desfilar sem vacina.
O presidente da Unidos de Vila Isabel, Fernando Fernandes, não apenas disse que não há como realizar desfile sem vacina como cobrou maior respeito da administração do prefeito Marcelo Crivella com o carnaval.
O dirigente da verde e rosa cobrou apoio institucional das autoridades e lembrou que embora a Liesa controle a organização dos desfiles na Sapucaí, é dever da Riotur e da Prefeitura se preocupar com outros aspectos que envolvem o carnaval.




A Liesa e as escolas de samba do Grupo Especial batem o martelo na próxima quinta-feira sobre a possibilidade de cancelamento dos desfiles do Carnaval 2021 em virtude da pandemia de coronavírus. A plenária acontece entre a diretoria da entidade e as escolas que integram a elite do carnaval carioca.
Ainda sem um posicionamento oficial do poder público e da Liesa sobre definições a respeito do Carnaval 2021, a Comissão Especial de Carnaval da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro reuniu-se nesta sexta-feira de forma remota para debater um plano emergencial para a folia de momo em tempos de pandemia do Coronavírus. Convidada, a Liesa não enviou representante para o debate. A sessão foi comandada pelo presidente da comissão, vereador Tarcísio Motta (PSOL).
Em uma de suas falas, Tarcísio Motta deixou claro que o posicionamento de Siciliano é de cunho pessoal e não representa uma reivindicação da comissão, que se reuniu para propor soluções e alternativas para a festa em meio às incertezas causadas pela pandemia.
Diante da presença virtual do presidente da Vila Isabel, Fernando Fernandes e do diretor da Mangueira Moacyr Barreto, o diretor de operações da Riotur Marcelo Veríssimo recebeu cobranças de blocos e escolas, além de Tarcísio Motta, para a elaboração de políticas públicas e um plano emergencial para o Carnaval 2021. Marcelo confirmou que a entidade responsável pelo carnaval no município aguarda a decisão da Liesa para definir o que vai fazer, mas rechaçou que a Riotur esteja sendo inerte.


O gingado que mistura salsa e samba chamaram atenção da mídia e também da diretoria da Em Cima da Hora, rendendo o convite para estrear à frente dos ritmistas da azul e branca: “Eu realmente ainda não consigo acreditar que vou realizar meu grande sonho de desfilar à frente de uma bateria. Quando recebi a proposta da presidência fiquei sem dormir uns dois dias pensando se aquilo era real mesmo. Adoro desafios e agora tenho um motivo a mais para treinar muito o samba no pé e fazer com que a comunidade do bairro de Cavalcanti tenha orgulho de mim.”