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Salgueiro 2022: samba da parceria de Sereno (Fundo de Quintal)

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Compositores: Sereno (Fundo de Quintal), Josemar Manfredini, Tico do Gato, Alexandre Cabeça, Serginho do Porto, Walter Honorato, Alê Dutra e Manelão do Vilar

NA PELE A COR DA NOITE
A ESPERANÇA NO BRILHO DO OLHAR
MEU POVO FOI CASTIGADO NO AÇOITE
AINDA HOJE SINTO A LÁGRIMA ROLAR
MAS VOU SONHAR, LUTAR POR IGUALDADE
ACREDITAR QUE O SOL DE UM NOVO DIA VAI RAIAR
ESTOU VIVENDO DESSE JEITO SUFOCADO
PELO RACISMO, PELA DISCRIMINAÇÃO
“VIDAS NEGRAS IMPORTAM”
CHEGA DESSA FALSA ABOLIÇÃO

FAZ DE NOVO TAMBOR, MINHA ALMA CANTAR
A BAIANA GIRAR, PRA ME ABENÇOAR
CADA QUILOMBO, MEU LEGADO, MEU TERREIRO
PEQUENA ÁFRICA NO RIO DE JANEIRO

CELEBRAR A VIDA…
ALIMENTAR O CORPO SEMEAR A PAZ
A ARTE NEGRA É RAIZ PLANTADA NESSE CHÃO
SABEDORIA DOS ANCESTRAIS
SAMBA, JONGO, CAXAMBU, CAPOEIRA
A NEGRITUDE ESTA EM CADA UM DE NÓS
NA INSPIRAÇÃO DO “MESTRE SABIÁ”
ECOA A NOSSA VOZ

“EU SÓ QUERO É SER FELIZ”, LIVRE DE VERDADE
E DAR UM FIM NESSA DESIGUALDADE
ENQUANTO A LUA BRILHAR, O VENTO SOPRAR
O RIO CORRER PRO MAR E A CHUVA CAIR
PUNHO CERRADO SOU RESISTÊNCIA
JAMAIS VOU DESISTIR

ÒFI ÀLÁ WE O, ILE LEWA
MEU GRIÔT MEU AXÉ …SALGUEIRO
ÒFI ÀLÁ WE O, ILE LEWA
ÊTA PRETO DE FÉ … SALGUEIRO

ÒFI ÀLÁ WE O , ILE LEWA
Incidental da “cantiga de Oxalá” (domínio público) = UM PEDIDO DE PROTEÇÃO.
OXALÁ NOS CUBRA E CUBRA NOSSA CASA COM SEU MANTO SAGRADO

Salgueiro 2021: samba da parceria de Viny Machado

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Compositores: Viny Machado, Lucas Donato, Rony Sena, Rafinha, Gabriel Tadeu, Marcos Vinicius e Romeu

Não venha me enganar com seu discurso
Vou desmascarar o preconceito
Não quero ser melhor e nem pior
Cansei de sofrer, exijo respeito
Sou “livre”, mas ainda aprisionado
Semeio meu legado nesse chão
Sobrevivendo em Quilombos criados
Encontro a minha proteção
Na força ancestral do candomblé
Que alimenta a cultura brasileira
Mãe baiana, mãe da fé!
Derrama seu axé, na minha bandeira!

Salgueiro é religião!
Toca batuqueiro, firma ponto no congá!
Na ladeira tem capoeira!
Zum, zum, zum!
Zum, zum, zum… capoeira, camará!

Cabelo black é identidade
A rua se transforma em passarela
Talento e representatividade
Sou protagonista brilhando na tela
Eu só quero é ser feliz
Festejar a vida, as vezes sofrida
Firma na palma da mão
Tem funk no caldeirão
Charme é viver sem opressão
O sonho não será silenciado
A minha luta vai continuar
Sou preto, sim! De punho cerrado!
Por quem já se foi e por quem virá!

O que seria da minha vida sem você?
Salgueiro, Griot do samba!
Sou resistência, com licença, vou passar
Uma escola diferente
Deixa quem quiser falar!

Salgueiro 2021: samba da parceria de T’nem

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Compositores: T’nem, Batista Coqueiral, Alexandre Xuxu, Luciano Godoi, Marquinho Mineiro, Betinho Pezão, Gilmar Monteiro, Tem-Tem Jr.

Indulgente liberdade, mascara a abolição
Resistir consolida a existência
Negritude em minh’alma é essência
Herança dos meus ancestrais,
Vermelho do sangue negro
Que luta contra opressão
É firmamento em meu amado torrão!
O brado da paz leva igualdade à minha bandeira
Punho cerrado, comunidade guerreira!

A favela é meu Quilombo… deixa a baiana girar
Cai a noite, vem o dia, é Xangô a nos guiar
O batuqueiro firma o coro e pede axé
Kabecilê! Povo de fé!

Na cozinha do saber, alimento o meu ser
Com oferendas aos meus orixás
Ao descortinar meu palco sonegado
A imaginação “partiu do alto”
Em meio ao choro e tanta repressão
Com criatividade e disfarçado
Escuto o som de preto e favelado
Salgueiro…
Desce o morro e vem mostrar o seu valor
Dar a cara a tapa sim senhor
Quebrar as muralhas desse cativeiro!

Sou Academia, toca partideiro
Sou a resistência, filho desse terreiro
Ecoa a voz do coração pro mundo inteiro
Salgueiro… Salgueiro!

Salgueiro 2021: samba da parceria de Guilherme Sá

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Compositores: Guilherme Sá, Zé Paulo, Bil-Rait “Buchecha”, Felipe Filósofo, Leandro Paulo, Belle Lopes, Paulo Oliveira e Alan Rabelo

Resistir pra existir sem medo!
Punho cerrado pelo mundo inteiro
Na Academia do povo preto
Me manifesto porque sou Salgueiro!

Nasci do tronco e do ventre em agonia
No temor da travessia
Abayomi ninou sussurros de dor
Sobrevivi, persisti e lutei
Na contramão da história branca me criei
Legado deste chão que me pertence
Sou griô na insurreição da nossa gente
Batuqueiro Quilombola, não aceito esmola
Na minha gira, pus racismo na poeira
A negritude não é uma fantasia
Que se desfaz no amanhecer da quarta-feira

“Cinzas voam no rosto de quem as jogou”
Recuso o abuso que silencia o tambor
Se a pedra rolar, Xangô vai segurar
Risco pemba, ergo a bandeira de Oxalá

Sou fundamento, o saber das Yabás
Preservo o sabor pelas mãos de quem faz
Lá no alto do Morro… Caxambu me ensinou
A desafiar a vida, ser um versador
E driblar preconceitos tendo a luz de um vencedor
A liberdade ainda terá seu papel principal
Minha escola é Palmares, onde canta um negro Sabiá
Sou verso de amor de Mãe Conceição
A trilha sonora da favela
Revela na paz que não me inclui “Um defeito de cor”
Transformando luto em luta contra a segregação
Racistas não passarão!

Salgueiro 2022: samba da parceria de Guinga do Salgueiro

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Compositores: Guinga do Salgueiro, Marcelo Motta, Fred Camacho, Getulio Coelho, Ricardo Neves, Fabricio Fontes, Ralfe Ribeiro

O morro ainda clama liberdade!
Existe apesar dessa gente
A voz do Salgueiro … PRESENTE!
Onde Calça Larga é resistência
Brilha o olhar de Anastácia
Uma escola de samba com essência
Não tem mordaça e nem senhor
De tantos terreiros, um elo ancestral
Encontra refúgio na Pedra do Sal
Tem fundamento de Candomblé
Omoloko, Axé! Saruê, baiana!
Pro meu Rio de Janeiro Saravá Umbanda!

SOU CORAGEM LÁ DO GUETO
NO TEMPERO DE LUANDA
DIZ QUE É “COISA DE PRETO”
MAS REQUEBRA NO MEU SAMBA
JONGA JONGUEIRO, BATE O TAMBOR
NOSSA CULTURA, NA SAIA RODOPIÔ

Arte que resiste ao “sistema”
Dom de quem desarma o discurso
Poesia contra quem condena
Dita quem carece de recurso
Chega de chorar bala perdida
Chega dessa justiça predisposta
Basta, somos os pais da despedida
Eternos filhos de perguntas sem resposta
Enquanto houver um negro punho erguido
Meu vermelho é a luta dos que tanto já suportam
Aqui vidas negras importam

CASA DE PRETO, REINA XANGÔ!
SALGUEIRO É VERBO DE CALAR FEITOR
RESISITIR É VOCAÇÃO DO MEU LUGAR
SALVE O QUILOMBO DE GUINETO E SABIÁ!

Salgueiro 2021: samba da parceria de Almirzinho

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Compositores: Almirzinho, Serginho Aguiar, Liesbeth Nunes, Artur das Ferragens, Sérgio Gallo, Thiago Bahiano, Vitor França e Diego A.S.

Não venha me enganar com simpatia
Romantizar meu sofrimento
Enquanto a Casa Grande silencia
São meus irmãos que estão morrendo
Liberto! Mas condenado à pena eterna
Cidadania subalterna
São invisíveis os grilhões
Do ventre que nunca foi livre à senzala
O samba é lugar de fala, identidade do povo preto
Cansei de ser rei por um dia
Ter minha cota na folia e desprezo o ano inteiro

Oh, mãe baiana, gira saia no terreiro
Oh, mãe baiana, gira saia no terreiro
Malungo, Caxambu é no quilombo do Salgueiro
Malungo, Caxambu é no quilombo do Salgueir

Crueldade! Há quem jogue pedras nos cazuás
Irmandade! Por que o axé ofende, se prega a paz?
Mas quando um de nós se levanta
Com os ‘Louros’ da nossa história
Representa Djalmas, Romanas
O morro, a ‘Glória’
Será que a igualdade te convém?
Não ser melhor e nem pior do que ninguém

Já ganzeei no meu Salgueiro
É resistência do ganzê no ganzeá
Academia na avenida é manifesto
Bota o dedo na ferida que hoje o samba é de protesto
Já ganzeei no meu Salgueiro
É resistência do ganzê no ganzeá
E como diz o velho ditado
Nossa raiz de fato
Nasce em qualquer lugar

Salgueiro 2022: samba da parceria de Xande de Pilares

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Compositores: Xande de Pilares, Dudu Botelho, Miudinho do Salgueiro, Betinho de Pilares, Jassa, Miguel Dibo e W Correa

No morro onde o samba é dialeto
Toca o banjo do “Guineto”
Chama “Paula” de guerreira
No forro, onde o negro dá no couro
Quem apita é “Mestre Louro”
Professor é “Noel Rosa de Oliveira”
Pelas vidas revendidas no leilão
No Valongo sufocado pela argola da opressão
Tantas vozes na miséria do cortiço
Tantos gritos de excluídos e cambaios
Nessa abolição que é tão fajuta onde o negro só labuta
Ainda é 12 maio

Nasceu liberdade no ventre matamba
Pra alguns entidade, pra nós orixá
A identidade, de Keto e Angola
É o chão da escola de “Babão” e “Anescar”
Nasceu liberdade no ventre matamba
Pra alguns entidade, pra nós orixá
A mãe tempestade, a pedra que rola,
Que embola e desembola
Ao cantar meu “Sabiá”

Ê Camará ê Camará
Eu fui batizado na roda de capoeira
Resistir é meu legado
Existir minha bandeira
Sigo de punho cerrado
Com Xangô rei da pedreira

Ôô Ôô Mocambo da raça
Não teme a mordaça
Só treme afoxés
Ôô Ôô sentinela do preceito
“Bala” contra o preconceito
“Calça Larga” sobre os pés

Os pés que riscam esse chão sagrado
Mostrando ao mundo o seu gingado
Dançando seus batucajés
Onde eu nasci e fui criado
Salgueiro meu torrão amado

Não tem chave ou cadeado
Nem corrente da senzala
Meu quilombo é encarnado
Preta voz que não se cala
Quando eu pego no ganzá
“Isabel” vai pro terreiro
Arreda que lá vem Salgueiro!!!

Estácio lamenta morte do baluarte Zeca da Cuíca

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Em post nas redes sociais, a direção da Estácio de Sá lamentou o falecimento de Zeca da Cuíca, um dos balaurtes da vermelho e branco. Veja a publicação abaixo.

zeca cuica

“A família estaciana está de luto. O G.R.E.S. Estácio de Sá lamenta profundamente informar o falecimento de Zeca Cuíca, um dos grandes baluartes de nossa agremiação.

Chegou ao morro de São Carlos aos 3 anos de idade e lá viveu por toda sua vida. Ganhou sua primeira cuíca de Djalma Sabiá, amigo de longa data e fundador da co-irmã Acadêmicos do Salgueiro.

Se destacou como ritmista da Unidos de São Carlos com sua eterna companheira: a cuíca. Na década de 60, ajudou a criar o grupo Originais do Samba. Tocou com Marisa Monte, Paulinho da Viola, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, entre outros grandes nomes da música brasileira.

Jamais abandonou suas raízes e sua escola de coração!

Siga em paz, Zeca! O som da sua cuíca será sempre imortal para os estacianos e para todo o mundo do samba”.

Império da Tijuca 2021: samba da parceria de Ailson Picanço

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Compositores: Ailson Picanço, Clairton Fonseca, Cristiano Teles E Wagner Rodrigues

Fui Batizado No Rufo Balanço Dos Tambores
Fui Preparado Na Ginga Do Maculelê
Eu Sou Assim… Lua Que Vem De Luanda
Baque Virado Que Dança
Verso Retinto A Cantar
Eu Sou Assim… Da Negritude Herança
Primeiro Império Do Samba
Punho Cerrado A Lutar

Escute Um Conselho Do Compositor
Testamento Deixou Valores Da Raça
Viola, O Banzo Quem Dedilhou?
Melodiou Um Novo Dia De Graça
Aonde Ecoam Os Pandeiros
Poesia De Partideiro Em Batuques, Lundus
Quilombo, Resistência É Tua Arte
Chama Teus Baluartes De Vestes Comuns

Lalaia Laiá… Cantarolar
Chegou A Hora!
Candeia O Estandarte Está Na Rua
Na Pele A Bravura De Quem Faz Escola

Nesse Cortejo N
Ossa Gente É Enredo
A Luta Do Povo Preto
Ninguém Pode Sufocar
Dignidade! Novo Brado De Palmares
Cantoria Em Meus Altares
Em Nago, Iorubá

Morro Desceu Pra Saudar Seu Orixá
Morro Desceu Pra Saudar Seu Orixá
Oro Mimá! Mamãe Oxum! Ora Yê Yê Ô!
Quilombola É Batuqueiro