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Imperatriz confirma homenagem a Arlindo Rodrigues em seu retorno ao Grupo Especial

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Imperatriz21A Imperatriz Lepoldinense confirmou nesta quinta-feira que apresentará no próximo carnaval um enredo em homenagem ao carnavalesco Arlindo Rodrigues. O desenvolvimento fica a cargo de sua maior discípula, Rosa Magalhães.

“Arlindo, assim como Gonçalves Dias (autor de Canção do Exílio, que serviu de referência para o desfile da Imperatriz em 1982 – “Onde canta o Sabiá”), foi um representante do romantismo em sua obra; em cada carnaval um novo Brasil nos era apresentado através de suas interpretações das culturas nos nossos povos”, explicou a professora.

Foi na Imperatriz Leopoldinense que Arlindo Rodrigues talhou o inconfundível estilo de luxo e elegância que marcam a estética da verde e branca da Leopoldina. Na agremiação de Ramos ele permaneceu entre 1980 e 1983 e em 1985 e 1987, ano de seu último trabalho. Na escola Arlindo ganhou os carnavais de 1980 e 1981.

Ouça o samba-enredo do Império Serrano para o Carnaval 2021

Compositores: Paulo Cesar Feital, Henrique Hoffmann, Andinho Samara STS, André do Posto 7, Jefferson Oliveira e Ronaldo Fininho

Intérpretes: Tinga e Zé Paulo Sierra

Firma ponto no juremá, pro corpo fechar
Patuá e Ladainha
Risca pemba no chão
Tem erva, farinha e facão
A vida é rinha!
Ginga de Angola ancestral
Falange, Ogã, berimbau
Besouro… Saravá… Serrinha!
Canta o justiceiro vingador
Que Mestre Alípio ensinou
O negro há de se orgulhar

Filho de faísca é fogo
Se entra no jogo é pra incendiar

Camará… Mangangá… Toque de Cavalaria
Camará… Mangangá… Não aceita tirania
Se quebrar pra São Caetano
O cativo azeda o mel
Negro feito na cabaça não se rende a coronel

No Tucum o fim da vida
Finda a vida nasce a luta
E o revide do pretume
Idalina força bruta
Amazonas valentia
Salve Manoel Pereira
Meia lua de caboclo rabo de arraia é pedreira
Não chore não meu mano
Que eu volto já
Contra toda intolerância sou Exu de Oxalá
Não chore não meu mano
Que eu volto já
Hoje o Rei da Resistência
Capoeira quer jogar

Bate marimba Camará
Camugerê Paticumbum
Sou eu Império
Da Patente de Ogum

Império Serrano 2021 – samba da parceria de Manu da Cuíca

Compositores: Manu da Cuica, Wagner Guerra, Luiz Carlos Máximo, Victor Rangel, Cremilson Bico Doce, Edmar Jr

Intérpretes: Cremilson Bico Doce, Sandra Portella, Victor Rangel

BERIMBAU CHAMOU PRO JOGO
MANDINGUEIRO RISCA O CHÃO
VEM AÍ MESTRE BESOURO
FLECHA DE CABOCLO TIRA PENA DE PAVÃO
MACULELÊ, CHAPÉU DE COURO
MIRONGA DO POVO DÁ BANDA EM CAPITÃO

FOI OGUM QUEM SOPROU
‘’MEU FILHO MANGANGÁ
VIDAS PRETAS IMPORTAM, Ê, Ê, CAMARÁ’’
SANTO AMARO, SERRINHA
EM TODO LUGAR
ZUM, ZUM, ZUM, ZUM, ZUM
CHEGA DE TOMBAR MAIS UM

O TAMBOR CAXAMBU É BESOURO
O SUOR DA ESTIVA É BESOURO
UMA ESCOLA DE SAMBA É BESOURO
A COROA DO IMPÉRIO É DE OURO

EXU ENSINOU PISAR CHÃO DE ENCRUZILHADA
COM OXÊ DE XANGÔ FOI VENCER COBRA CRIADA
O CAPOEIRA AVOA EM FOLHAS DE AGUÉ
NO RECÔNCAVO DAS MÃOS GUARDA TODO O SUBAÉ

Ô, Ô, Ô, MAS O CORPO FECHADO NO CORDÃO
Ô, Ô, Ô, FOI TRAÍDO NA PONTA DO FACÃO
AVISA LÁ AOS DA TOCAIA QUE BESOURO É MULTIDÃO
ABRE A RODA, MARACANGALHA
QUEM CANTA FIRMA UM PONTO DE LIBERTAÇÃO

OLHA QUEM CHEGOU
CHEGOU, DEIXA CHEGAR
BAIXOU NA LAPINHA O REI DA BAHIA
NO PÉ DO GONGÁ
TROUXE OS “CAMARADA”
ARMOU A BATUCADA
VADEIA IOIÔ, VADEIA IAIÁ
VADEIA IOIÔ, VADEIA

Império Serrano 2021 – samba da parceria de Marcos Cruz

Compositores: Marcus Cruz, Kadinho, Caique Alves, Luciano Leal, Playmobil
Maciel e Daniel Beleco

Mangangá brilha em verso e prosa
O Imperiano me abraça
Abre a roda sou Mandigueiro filho de Ogum
Lenda da Cultura brasileira
Mente aberta , corpo fechado
Poesia e gingado
Besouro divindade no toque do Agogô
Meu berimbau vai ecoar
Ao som da Sinfônica do samba
Virei enredo desse carnaval

Cordão de ouro é Besouro Mangangá
Filho de Santo não pode apanhar
Minha essência exala aroma no ar
Eu sou guerreiro negro voador

Destemido e valente
Temor dos desafetos
Difícil me segurar
Vou o seguindo o caminho de fé
Paletó , Almofadinha muito axé
Uma vida não me basta a eternidade sim
Jamais vou deixar de viver
Vou voar em outro plano na Avenida renascer
Vou voar em outro plano no novo Império Serrano

Zum zum zum e Capoeira
Chegou a Serrinha e tem Ladainha pros meus orixás
Sou de Madureira
Dou rasteira em quem tentar me derrubar

Império Serrano 2021 – samba da parceria de Alípio Carmo

Compositores: Alípio Carmo, Franco CAVA, Bujão, Fernando Barbosa, Fábio Barbosa e Jorge Quintal

Intérpretes: Tuninho Júnior e Pitty de Menezes

Besouro, Santo Amaro da Bahia,
corta o céu, sobe a Serrinha, “meia- lua” de Aruanda.
“Jongo” de dentro, no passo do mestre sala,
Mironga, rabo de arraia, “Angola” vence demanda!
Lá na encruza, foi Exu quem ensinou,
jogo, mandinga, “martelo” de Xangô. Arranca toco, saravá seu Ventania,
sou flecha de Araúna, que derruba a tirania.
Corpo catiço, guerreiro dos Orixás,
sou folha Da Gameleira que o vento leva pro cais.

Mangangá! Não leva rasteira!
Filho de Ogum, adia o juizo final !
É de Palmares, o sangue da capoeira!
Corre na veia do povo do Bacurau!

Berimbau agita, navalha grita, desperta Jurema!
Não tem farda que eu não saiba enfrentar!
Sou Negro brabo, Valente, trabalhador,
Zum zum zum Cordão de ouro, mestre Alípio batizou!
Tombou na tocaia, morreu rebeldia!
Foi traição, Madeira! Feitiçaria!
Chora viola, adeus katendê,
na Maracangalha, se encantou para viver!
Numa cantiga de roda mirongueira,
na ginga de mano Décio e de Silas de Oliveira.

Abre a roda camará!
Bate marimba!
Bananeira vou plantar!
No olhar de amaralina!
É pé no vento, mão na terra,
E no tambor!
Meu Império, Camará!
Vem no “toque do agogô!”

Império Serrano 2021 – samba da parceria de Marcelo Adnet

Compositores: Marcelo Adnet, Baby do Cavaco, Gustavo Albuquerque, André Carvalho, Fabiano Paiva, Bruno Zullo, Thiago SP, Pedro Machado, Gabriel Machado, Camilo Jorge

Intérprete: Wander Pires

SOU PRETO QUE NÃO TEME AUTORIDADE
DE QUEM OPRIME PELA COR DA IDENTIDADE
RAÍZES EU HERDEI DO CONTINENTE
ONDE ARRANCAVAM GENTE
DOS BRAÇOS DA LIBERDADE
VERGA BIRIBA PRO ARAME DAR TOADA
JOGO NA RODA
MINHA GINGA MANDINGUEIRA
RASGUEI O CÉU, CRUZANDO CANAVIAIS
E PRA CADA CAPATAZ
FUI A FORÇA JUSTICEIRA

BESOURO CORDÃO DE OURO
DA FALANGE DE OGUM
O PATRÃO SE APAVORA
QUANDO OUVE ZUMZUMZUM

PODE ABRIR FOGO, DOUTOR
SUA IRA NÃO ME ALCANÇA
PÉ DESCALÇO APONTA A ESPERANÇA
VOANDO ALÉM DO JUÍZO FINAL
NA TOCAIA DE TUCUM VIREI POEIRA, CAPOEIRA, CARNAVAL
DEVOLVE MEU BERIMBAU
VAMOS SEGUIR OS TAMBORES
ENFRENTAR A VELHA MENTIRA
DIANTE DE NOVOS FEITORES

DESCE O MORRO, CAMARÁ!
VEM HONRAR NOSSA BANDEIRA!
MEU IMPÉRIO MANGANGÁ
DE MADUREIRA
LEVANTA DO TOMBO ANTES DE TOCAR O CHÃO
É HOJE A NOITE DA COROAÇÃO

Império Serrano 2021 – samba da parceria de Quinzinho

Compositores: Quinzinho, Samir Trindade, Elson Ramires, Lopita 77, Beto R e Bello

Rei da ginga de Exu, capoeira
E a bênção de Xangô , capoeira
Meia lua de Ogum, capoeira
Berimbau quem te chamou não bambeia

Manoel Henrique Pereira
Valente Besouro
Cordão de ouro
Mironga, Angola, Camará
O seu pai foi caboclo
Sua mãe Iabá
Coragem nasceu rebeldia
Contra a tirania
Rasteira liberdade
Lutou o (nosso herói )pela honra do seu povo ( nosso Herói)
Dos ancestrais vingou a dor
Rabo de arraia ao som do agogô

Rei da ginga de Exu, capoeira
E a bênção de Xangô , capoeira
Meia lua de Ogum, capoeira
Berimbau quem te chamou não bambeia

Entre navalhas, balas e facões
Ressoa o toque de idalina
O corte de tucum revela a traição
Maracangalha testemunha a covardia
Voa meu cordão de ouro
Dança besouro Mangangá
Ilumina o meu Império
Nessa roda é o seu mistério
Que me faz cantar
Repousa em folhas alecrim
Minha Serrinha te evoca assim…

Império Serrano 2021 – samba da parceria de Arlindinho Cruz

Compositores: Arlindinho Cruz, Sidney Myngal, Maykon Rodrigues, Júnior Diniz, Alexandre Rivero e Felipe Mussili

Intérpretes: Emerson Dias e Lucas Donato

Serrinha, piso forte em seu terreiro
Nessa roda de jongueiro, canto minha ladainha…
Laroyê! Sentinela abre o jogo!
Que Ogum guarde meu corpo
E me livre do ticum!
Eu sou Besouro! Dono do cordão de ouro!
Da “navalha” de caboclo
Mangangá que mata um!
Meu sangue é justiceiro
Ginga, minha essência quilombola
Nêgo valente mandingueiro
Mestre mandou entrar na roda!

Ê, camará! Vacilou, leva rasteira!
Meia-lua de compasso, me esquivo da ponteira!
Respeite o meu quintal!
Dou martelo, dou tesoura, etcetera e tal…

Mesmo perseguido, defendi os excluídos
Combati a opressão
E num ato covarde fui vencido
Chorou o berimbau a traição…
Hoje sou chama que o ódio não apagará!
Reizinho, salve os heróis da liberdade!
Ser imperiano é diferente!
Tem que respeitar a nossa patente!

Joga, capoeira! O Império que chamou!
Ginga, capoeira, no balanço do agogô!
Sou resistência, raiz do meu lugar!
Pouca coisa aqui não vai me derrubar!

Cenário de incertezas no carnaval pode fazer agremiações mudarem enredos

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sambodromoA Liesa decidiu no mês de setembro que não haverá desfiles em 2021 na data religiosa do carnaval, em fevereiro, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Entretanto o cenário de incertezas causado pela Covid-19 permanece afligindo escolas de samba e profissionais e deixa muitas perguntas ainda sem resposta. Haverá desfile em 2021? Quando? Como as escolas farão para ter fluxo de caixa? O que fazer com os profissionais que dependem da festa para se sustentar?

Em face a tantas dúvidas a reportagem do CARNAVALESCO apurou que o clima entre dirigentes e artistas nos bastidores das agremiações é de tensão. Carnavalescos estão há meses sem receberem em algumas escolas e os mandatários delas não sabem como fazer para dar alguma perspectiva a seus profissionais.

Durante a plenária que decidiu pelo adiamento dos desfiles de 2021 surgiu uma luz no fim do túnel. As lives com as escolhas de samba das escolas do Grupo Especial que seriam transmitidas pela Globo. Através da Lei Aldir Blanc, que viabiliza recursos aos trabalhadores da cultura atingidos pela pandemia, há a expectativa que as escolas recebam R$ 150 mil pelas lives. O dinheiro, entretanto, não iria diretamente aos profissionais que estão passando por necessidades. Nesse sentido os próprios sambistas criaram projetos sociais para angariar recursos independentemente das escolas.

Dentro de algumas agremiações há a possibilidade de mudanças de rumo nos projetos já definidos para o ano que vem. Escolas que já divulgaram enredos podem voltar atrás e optar por outras temáticas, afim de não queimarem boas propostas em um ano em que não se sabe como, quando e se haverá desfile.