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Bailado Solidário: Diogo Jesus e Rute Alves fazem balanço do projeto

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bailadoLançado em julho deste ano, o projeto Bailado Solidário tem realizado e organizado, nos últimos meses, ações sociais em prol da classe de mestres-salas e porta-bandeiras, com o intuito de diminuir os reflexos da pandemia do novo coronavírus. Através de doações e de leilões, o grupo busca arrecadar valores e insumos, que são revertidos em cestas básicas, material de higiene e limpeza, além de medicamentos básicos, para casais atuantes ou não na folia, de qualquer grupo, que estejam em situação de vulnerabilidade social.

Até o momento, a iniciativa foi responsável por ajudar mais de 250 famílias por mês e não pretende parar por aí. O site CARNAVALESCO, um dos parceiros do projeto, conversou com os idealizadores do Bailado Solidário, o primeiro mestre-sala da Mocidade Independente de Padre Miguel Diogo Jesus e a primeira porta-bandeira da Unidos do Viradouro Rute Alves, para saber os próximos passos da campanha e qual o balanço que eles fazem do trabalho realizado até aqui.

“Diante deste cenário que vivemos, é com muito orgulho que podemos afirmar que temos um saldo muito positivo com as nossas arrecadações. Conseguimos nesses três meses de ação solidária atingir mais que as nossas metas. Desde o começo colhemos bons frutos depois que todos os casais resolveram se unir em prol desse movimento. Temos gratidão a tudo que aconteceu até agora”, avaliou Diogo Jesus.

bailado solidario“O balanço que eu faço, é que com boa vontade e amor ao próximo, a gente consegue sim fazer algo para ajudar nossos irmãos. Não podemos esperar que o governo faça, porque isso todos sabemos que não fazem”, ponderou Rute Alves.

E em um momento no qual as indefinições quanto ao futuro do próximo Carnaval ainda persistem, a ação solidária continua a se fazer necessária. Por esse motivo, Diogo e Rute antecipam que o Bailado Solidário seguirá atuando, enquanto for possível.

“Além da incerteza do carnaval e da sobrevivência dos profissionais que vivem desse espetáculo, o país num todo vive uma grande crise, temos a consciência de que mesmo com a vacina e a festa acontecendo, as pessoas ainda levarão um tempo para se reerguerem, por conta disso, pensamos em seguir com o projeto enquanto conseguirmos. Além das doações de cestas básicas, recebemos doações em espécie e temos uma parceria com a grife do samba, que comercializa nossa camisa, ajuda imprescindível dos nossos padrinhos Luma de Oliveira e Bruno Chateaubriand. Paralelo a isso, temos também algumas ideias de ações com os casais de mestres-salas e porta-bandeiras para angariar fundos para que o projeto continue”, contou Rute.

“Iremos seguir trabalhando para que possamos conseguir dar um suporte a essas famílias. Que Papai do céu continue nos abençoando nessa caminhada”, concluiu Diogo.

Sambistas opinam sobre liberação das rodas de samba na cidade do Rio

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quadra portelaA Prefeitura do Rio cedeu às pressões dos sambistas e liberou a realização das rodas de samba no município, a partir deste fim de semana. Anteriormente, ao anunciar a fase 6B do plano de retomada de atividades econômicas do Rio, na última quinta-feira, o executivo municipal causou controvérsia ao autorizar shows e festas em locais fechados, mas manter as restrições quanto as rodas.

A distinção feita entre o samba e os demais gêneros musicais provocou críticas, que fizeram com que o veto fosse derrubado nesse sábado. No entanto, a proibição quanto ao funcionamento das quadras das escolas de samba continua. A expectativa é que a reabertura só aconteça no início do mês de novembro, em mais uma fase de flexibilização na capital fluminense, quando estão previstas a volta de boates, casas de show e estabelecimentos do tipo.

Após a nova decisão da Prefeitura, o site CARNAVALESCO conversou com alguns sambistas para saber a opinião deles sobre a liberação das rodas de samba na cidade do Rio.

Para o cantor Leonardo Bessa, trata-se de dar direitos iguais, independente de crenças e gostos. “Lógico que existe a preocupação em primeiro lugar com a saúde de todos, mas quando o poder público libera determinadas atividades sociais que geram certa aglomeração e veta as rodas de samba, fica parecendo um certo preconceito com o nosso ritmo mais popular. Em se tratando do evento em si, qual a diferença de um bar ou restaurante com música ao vivo com um pagode ou uma roda de samba? Não vai ter público do mesmo jeito?”, questionou.

A opinião é similar a defendida por Júnior Escafura, integrante da comissão de carnaval da Portela. “Se a flexibilidade chega para todos os tipos de eventos, tem que servir para o samba também, que faz parte da nossa cultura e é uma das maiores referências do nosso país. Os sambistas precisam trabalhar. As rodas de samba geram uma quantidade enorme de empregos”, argumentou.

Já o vice-presidente portelense Fábio Pavão chama a atenção para importância do cumprimento das normas de saúde, para evitar o contágio pelo novo coronavírus. “Tanto os sambistas como o pessoal de outros gêneros musicais precisam agir com responsabilidade neste momento. As taxas (da Covid-19) ainda estão muito elevadas e não é seguro aglomeração. Se a música ao vivo, se a roda de samba, seguir protocolo rígidos, for dentro de normas sanitárias que se mostram eficazes, como distanciamento social, não vejo problema. O problema é descambar para falta de controle e fiscalização, gerar aglomeração, provocando aumento no número de casos (da Covid-19)”, avaliou.

Salgueiro retoma atividades do Centro Médico com mamografia e ultrassonografia

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vivi doando sangueEnquanto o tão esperado momento de reabertura das quadras de escola de samba não chega e os ensaios não acontecem, o GRES Acadêmicos do Salgueiro buscam, aos poucos, retomar alguns dos projetos sociais interrompidos desde o início da pandemia da COVID19. Após anunciar o retorno da sua boutique que, há seis meses funcionava somente online, a vermelha e branca retoma, a partir desta segunda, 05 de outubro, as atividades do Centro Médico da escola, cujos atendimentos são totalmente gratuitos para a comunidade em diversas especialidades.

Engajado na campanha do “Outubro Rosa”, onde se incentiva a prevenção contra o Câncer de Mama, a equipe coordenada pela doutora Vilma Araújo recomeçará seus atendimentos focando justamente nesta campanha. Em parceria com uma rede de laboratórios, o Centro Médico atenderá mulheres encaminhando para a realização de mamografias e ultrassonografias.

“Estamos sempre buscando parcerias que nos atendem visando o bem-estar da nossa comunidade. Realizamos a campanha de doação de sangue em parceria com o HemoRio recentemente e, agora vamos recomeçar os atendimentos com a Campanha do Outubro Rosa. Em breve teremos mais novidades pois a escola de samba tem um papel muito maior do que o entretenimento e o pedido do nosso presidente André Vaz é que a gente possa ir, com toda segurança e seguindo os protocolos, voltando com os projetos sociais”, diz Vilma.

As interessadas em receber o encaminhamento para realização dos exames devem ter mais de 40 anos e já ter algum histórico de câncer na família, que tenha ocorrido a partir dos 30 anos de idade. Neste primeiro momento, as atividades do Centro Médico estarão restritas apenas a algumas especialidades tais como psicologia, urologia e nutricionista. O horário para atendimento será das 10h às 14h nesta segunda. As demais especialidades poderão ser consultadas através do telefone: 2238 9226 a partir desta segunda.

A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles , 104, no Andaraí.

Águia de Ouro apresenta samba-enredo oficial para o próximo carnaval

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Campeã do carnaval de 2020, a Águia de ouro apresentou o samba-enredo oficial para o próximo carnaval. A obra é resultado de uma junção entre os sambas finalistas, Samba 16 e Samba 27. A Águia de Ouro vai levar pra avenida o enredo “No Cortejo de Babà – Afoxé de Oxalá”.

Dominguinhos do Estácio, Jorginho Moreira, João Perigo, Lico Monteiro, Leandro Thomaz, Telmo Augusto, Lucas Valentin, JotaPê, Lanza RafaBerê, Araken Kaoma, Solano Laranjo, Serginho Rocco, Rosali Ahumada Carvalho, Lequinho, Júnior Fionda, Dedé, Rafael Santos, Chocolate, W. Corrêa, Vieira e Rafa Machado assinam o samba da Águia de Ouro.

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Os dois refrões aproveitaram o samba 16, enquanto o segundo refrão do 27 foi adicionado na segunda parte. As estrofes intercalaram quase por igual entre as duas composições. O resultado foi um samba melódico, pulsante e com rimas pouco óbvias. A bateria Batucada da Pompéia aproveitou trechos específicos pra realizar bossas, o que fortaleceu as quebras da métrica.

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Antes do momento da divulgação, o presidente Sidnei Carrioullo fez um breve discurso e destacou união da própria comunidade.

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“Hoje a gente pôde mostrar com tranquilidade o trabalho, a capacidade e desenvoltura dessa escola, que já sofreu muito no passado. Conseguimos montar uma das equipes de trabalho mais fortes. Temos tudo pra ser bi, mas o que me motiva é a participação da comunidade, a união da comunidade. A gente ainda tem a festa da campeã, e vamos fazer uma festa maravilhosa porque vocês merecem”, defendeu e complementou: “O chopp vai ser por minha conta”.

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Por conta da pandemia, a agremiação optou por realizar o evento em formato drive-in no espaço ao lado da quadra, utilizado para estacionamento em dias de ensaios. A comunidade compareceu em um número satisfatório e, o espaço localizado na frente do palco, foi destinado para uma parcela dos componentes.

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O evento começou com o esquenta da bateria, sambas de exaltações e alguns sambas de roda. Cantaram também os sambas de enredo do carnaval 2019 e 2020.

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O carnavalesco Sidnei França esteve presente e falou sobre o sentimento alegre de estar na agremiação.

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“Quinta-feira nós fizemos um ensaio pra firmar o canto do coral e desde aquele dia eu venho dormindo mal, mas no sentido de alegria. A minha alma está embargada de alegria e felicidade por fazer parte do Águia de Ouro, de viver esse momento incrível, de poder levar pro carnaval um enredo de paz. Esse samba veio pra coroar tudo que estou sentindo”, finalizou.

Letra do samba:

ÊPA BÀBÁ, XEU ÊPA BÀBA
VAI TER XIRÊ ATÉ O DIA CLAREAR
NESSE AFOXÉ, ÁGUIA DE OURO LAVA A ALMA
NAS ÁGUAS DE OXALÁ

BATEU FORTE, MEU PAI CHOROU E A TERRA TREMEU
O MUNDO SE MODIFICOU
CLEMÊNCIA E PAZ AOS FILHOS TEUS
CLAMAVAM SETE YAÔS
LEVANDO O CANTO DE AXÉ (AXÉ…)
CABEÇA FEITA NA FÉ
MEU PAI NOS DÊ PROTEÇÃO
NA ESCURIDÃO A SUA LUZ (A LUZ..)
O HORIZONTE VESTE BRANCO
PARA AMENIZAR A DOR
LAVAR O ENGANO
QUE SOFREU O CRIADOR (O CRIADOR..)

NA GIRA DO YLÊ, NO TOQUE DO ALABÊ
OXALUFÃ BABÁ
OXAGUIÃ… É LUTA E GUERRA
AR QUE EXPLODE O FOGO
CHUVA QUE MOLHA A TERRA

AWURÊ AWURÊ É O DONO DO SABER
DERRAME SEU AMOR GRANDIOSO PROTETOR
AWURÊ AWURÊ MENINO O RESPEITO HÁ DE TER
QUEM SEMEIA A INTOLERÂNCIA PERDE A PAZ NO CORAÇÃO
SENHOR! EM TUA HONRA TUDO SE FAZ LENTO
OS ATABAQUES ROMPEM O SILÊNCIO
NO SOPRO DA VIDA O MEU DESPERTAR
LUZ QUE ATRAVESSA O ORUN
A FORÇA NO CLAMOR DOS ORIXÁS
NA GRATIDÃO DE CADA FILHO TEU
POMPÉIA PEDE PAZ!

Após pressão, Prefeitura autoriza rodas de samba. Quadras seguem proibidas

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Roda De Samba RioDurante essa semana a Prefeitura do Rio autorizou o funcionamento de eventos com música ao vivo nos bares do município. Entretanto chamou a atenção a proibição apenas de rodas de samba. Após uma forte pressão da comunidade sambística a chefia do executivo municipal cedeu e as rodas de samba foram contempladas com as mesmas vantagens dos demais gêneros musicais nos bares cariocas.

Essa medida entretanto não contempla ainda as quadras de escolas de samba. Para estas reabrirem precisarão aguardar a liberação para casas de show e estabelecimentos do mesmo perfil. A expectativa é que sejam autorizadas daqui um mês, no início de novembro em mais uma fase de liberações da Prefeitura.

Leonardo Bruno analisa álbuns de samba indicados ao Grammy Latino

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latin grammy 2020O Grammy Latino divulgou, nesta semana, a lista completa dos indicados para a premiação, considerada uma das mais relevantes no cenário musical internacional, no ano de 2020. Entre os concorrentes, chama a atenção o fato de figurarem artistas e trabalhos relacionados ao universo do carnaval carioca, mais especificamente das escolas de samba.

Um dos exemplos é o álbum “Mangueira – A Menina dos Meus Olhos”, da cantora baiana Maria Bethânia, lançado em dezembro do ano passado, que disputa na categoria “Melhor Álbum de Samba/Pagode”. Totalmente dedicado à Estação Primeira, o disco reúne obras de grandes artistas mangueirenses, que exaltam a escola em suas letras, além de trazer regravações de sambas-enredo da Verde e Rosa, como o que homenageou a própria Bethânia em 2016 e rendeu o campeonato para agremiação.

O site CARNAVALESCO conversou com o jornalista e escritor Leonardo Bruno que falou da relevância e do significado para as escolas de samba, de um trabalho como o da Bethânia, ser indicado ao Grammy Latino. “É sensacional. Para a gente, sambista, é muito importante, porque este disco reforça o que a escola de samba tem de mais valioso, que talvez seja o que está mais esquecido nos últimos tempos, que é a escola de samba como produtor cultural, a escola de samba como ponto de encontro dos sambistas para produzirem cultura, para produzirem arte, música, ritmo, dança”, avaliou.

“Quando a Bethânia faz um disco só sobre Mangueira, utilizando compositores de Mangueira, utilizando sambas que foram cantados em desfile da Mangueira, ela ressalta que esse lugar é um produtor de conteúdo fundamental da nossa cultura. Então assim, essa imagem da Mangueira que vai para o mundo, o mundo que observar isso, que existe um disco da principal cantora brasileira feito apenas com músicas produzidas por essa escola, isso vai chamar a atenção para algo que é o que a gente mais precisa neste momento: que são as escolas de samba como agremiações que produzem bens culturais. Neste sentido, é fundamental. Fora, claro, tudo que envolve isso. O reforço das obras dos compositores, tanto as lendas como Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, mas também os que estão aí; e o recurso da marca, que para Mangueira é uma coisa espetacular”, defendeu Leonardo Bruno na sequência.

Outro fator que se destaca no trabalho de Bethânia em tributo à Mangueira é a regravação, não só do samba que foi para Sapucaí, mas de outras duas obras que participaram da disputa para embalar o desfile sobre a cantora em 2016. No caso, sambas concorrentes escritos por dois baluartes da Verde e Rosa: Tantinho (falecido em abril deste ano) e Nelson Sargento.

Questionado se isto poderia simbolizar um retorno à tendência de regravações de sambas-enredo por nomes da Música Popular Brasileira (MPB), Leonardo Bruno opinou que não exatamente. “Em relação ao samba-enredo de 2016, eu não concordo que é um sinal do retorno a essa tendência, pelo fato de ter sido um samba feito em homenagem a ela (Maria Bethânia). Então, é como quando os Doces Bárbaros foram homenageados e gravaram o samba”, alegou o jornalista.

Porém, logo em seguida, Leonardo Bruno ressaltou outra obra também presente no disco de Bethânia indicado ao Grammy. “Mais importante, neste sentido, é a gravação do samba da Mangueira de 2019. E a Bethânia não foi a primeira gravar. A Marina Íris, cantora carioca, incluiu no disco dela lançado no ano passado, chamado ‘Voz Bandeira’, a gravação do samba de 2019, ‘História para Ninar Gente Grande’, com a participação da Leci Brandão. Então, essa gravação sinaliza isso: um samba-enredo gravado por um nome da MPB, retirado do contexto do desfile e encarado como obra Então, esse samba é mais simbólico neste sentido”, afirmou.

Leonardo Bruno prosseguiu a sua linha de raciocínio e relembrou também outros casos recentes de sambas-enredo que ultrapassaram a bolha carnavalesca. “O samba da Portela de 2012, ‘E o povo na rua cantando…’, foi regravado também. O Martinho (da Vila) sempre grava os sambas dele, foi assim com os sambas de 2013 e 2016. O samba da Tuiuti de 2018, sobre a escravidão, foi cantado em muitos shows. Estes foram sambas que começaram a sair um pouco da bolha, mas isto tudo é muito tímido. Não dá nem para comparar, ou chegar perto do que foi, dentre os anos 60 e 90, com relação a gravação de sambas-enredo por nomes da MPB. No entanto, é um sinal de vitalidade das obras. Existe mais gente olhando para elas, tanto que começam a ter uma vida fora do Carnaval”, apontou.

Todavia, o álbum de Maria Bethânia dedicado à Mangueira não é o único a dialogar com as escolas de samba. Na mesma categoria, concorrem trabalhos de Martinho da Vila, Moacyr Luz, Zeca Pagodinho e Cláudio Jorge. Todos nomes ligados ao Carnaval carioca.

“É muito importante que fique sempre patente essa relação dos sambistas de mediano com as escolas de samba. É fundamental as figuras do Moacyr, do Martinho, do Zeca, a relação dele com a Portela… O outro indicado, que é o Cláudio Jorge, também tem uma relação muito forte com uma escola de samba, que é a Vila Isabel… Isso pro Carnaval é muito importante. A gente perdeu durante algum tempo essa relação forte. Você vê que os sambistas da nova geração tem uma relação muito tímida, muito acanhada com as escolas de samba. A maioria dos sambistas da nova geração, que veio depois do Dudu Nobre e do Xandy de Pilares, não são mais os sambistas das escolas de samba”, argumentou Leonardo Bruno.

A cerimônia de premiação do Grammy Latino 2020 acontece em 19 de novembro, de maneira remota, devido a pandemia do novo coronavírus. Além dos nomes já citados, outros brasileiros indicados foram Elza Soares, Zeca Baleiro, Ney Matogrosso, Margareth Menezes, Caetano Veloso, entre outros.

Mestre Fafá faz balanço de campanha de arrecadação na Grande Rio: ‘Vi uma realidade que não via há muito tempo’

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grande rio final 2020 005Logo no começo da pandemia do novo coronavírus no Brasil, e que se fez necessário o isolamento social para preservar vidas, a Grande Rio deu início a uma campanha de arrecadação de alimentos e materiais de higiene para a comunidade caxiense. A agremiação abriu as portas da própria quadra para receber e distribuir donativos, ajudando dessa forma milhares de famílias, principalmente as de maior vulnerabilidade social, a se manterem ao longo do período de calamidade pública.

Passados seis meses do início da iniciativa, o site CARNAVALESCO conversou com o mestre Fafá, comandante da bateria Invocada desde 2019, que foi um dos responsáveis por encabeçar o movimento em favor dos mais carentes. No bate-papo, ele fez um balanço acerca da campanha, contou curiosidades das ações realizadas e destacou a importância do trabalho de ajuda aos segmentos e as comunidades no entorno da escola.

“A Grande Rio, assim que começou a pandemia, decidiu usar o marketing que tem com os artistas e a abertura que tem com algumas empresas para poder fazer uma campanha de arrecadação de alimentos. Por eu ser sempre engajado com essas coisas, o presidente (Milton Perácio, da Grande Rio) pediu para que, juntamente com outros nomes da escola, ficasse de frente e tocasse com isso”, relatou Fafá. “E particularmente, eu vi uma realidade que já não via há muito tempo”, complementou.

grande rio final 2020 002Foi então que Fafá recordou uma experiência que viveu com uma das pessoas ajudadas pela iniciativa da escola. “Me comovi com a história de uma menina, que a mãe dela estava acamada, e ela não tinha praticamente nada. Conseguimos várias cestas básicas para ela. A mãe dela tinha um tumor, usava muita fralda geriátrica, mas com o dinheirinho que elas ganhavam, ou se alimentavam, ou compravam a fralda. Eu conversei com a rainha Paola (Oliveira, atriz e rainha de bateria da Grande Rio) e ela nos ajudou”, lembrou o mestre.

Ao todo, as ações atenderam às comunidades do Centenário, Corte Oito, Lixão, Mangueirinha, Sapo e Vila Ideal, além dos componentes da agremiação e da escola mirim Pimpolhos da Grande Rio, que se encontravam em situação de insegurança alimentar. “A gente tentou ajudar o máximo de pessoas que a gente conseguiu. Alguns amigos de outras escolas me mandavam mensagem perguntando se a cesta era restrita ao pessoal da Grande Rio. Eu dizia que não, ajudava quem precisava realmente, e assim ajudei muitas pessoas de outras agremiações, de outros bairros e municípios”, destacou o mestre.

Já outra história que Fafá rememorou, ocorreu dentro da própria tricolor de Caxias. “Tinha um número x de cestas e conseguimos separar umas 170 para bateria. E a bateria da Grande Rio tem entorno de 270 ritmistas. Ou seja, 100 pessoas não iam receber. Então, a gente pediu para galera que tivesse trabalhando e que tivesse ainda condições de se manter, que deixasse essa cesta para alguém que precisasse. Enfim, acabou que boa parte da bateria falou que tava tranquilo, que dava para segurar, e a gente conseguiu ajudar outros setores da escola, já que sobrou bastante cesta. Dessa forma, ajudamos mais baianas, mais passistas, etc..”, pontuou.

campeas granderio 91O mestre de bateria ainda ressaltou que a ajuda dada pela agremiação foi muito além da distribuição de materiais. “Se eu não tiver enganado, a gente distribuiu algo em torno de umas sete ou oito mil cestas básicas, fora uma parceria que a gente fez com o Outback, que um domingo sim e outro não, a gente dava almoço para todo mundo. Teve também uma campanha de Dia das Mães, que a gente foi na comunidade, e entregamos um almoço feito pelo Outback, com nutricionista e tudo mais, que foi muito bacana”, relembrou.

Na visão de Fafá, toda esta campanha de ajuda ao próximo foi algo gratificante, que não deveria ficar resumindo ao atual cenário caótico. “A gente só está retribuindo um pouco do que as pessoas fazem por nós. Somente as pessoas da escola, o carinho que a pessoas têm, a dedicação de ir lá todo ensaio, de estar presente… Em um momento tão difícil como este, a gente não podia virar as costas! Não só para as pessoas que estão ali próximo à Grande Rio, mas em geral. Acho que esta ação não tem que ficar restrita apenas para pandemia. Pelo menos uma vez por ano, a gente tem que fazer uma ação assim, de arrecadar alimento, distribuir em orfanatos e coisas do tipo”, defendeu. “É muito importante você poder ajudar as pessoas, poder retribuir o carinho que elas têm com você. Isso não tem preço, não tem custo, não tem nada disso. Quando é feito com coração, é de verdade”, concluiu.

Guaraná é o enredo da Unidos da Tijuca para o próximo carnaval

1B8FC838 45E6 4935 99EC 281FB56DBF3EA Unidos da Tijuca divulgou na noite desta quinta-feira (1º) o seu enredo do seu próximo carnaval. Denominado “Waranã – A Reexistência vermelha”, o tema abordará a lenda do guaraná. O anúncio foi feito pelas redes sociais da escola. O enredo é de autoria e desenvolvimento do carnavalesco Jack Vasconcelos, estreante na agremiação.

“É um momento especialíssimo para mim. É meu primeiro carnaval na Unidos da Tijuca e isso me enche de alegria. É também uma sensação boa por anunciar um enredo com um tema que gosto de pensar que seria aprovado, endossado por um artista que foi um dos responsáveis por despertar em mim esse amor, esse encantamento que tenho pelos desfiles das escolas de samba. Oswaldo Jardim de alguma forma estará ao nosso lado nessa odisseia, eu acredito. Esse profissional do carnaval foi uma das minhas inspirações na hora de pensar o enredo. Nosso tema é uma mensagem de renovação, renascimento”, declara Jack.

A agremiação voltará a fazer disputa de samba-enredo. A ala de compositores é aberta a quem estiver interessado em participar. Outra novidade é que não haverá taxa de inscrição. A sinopse do enredo está disponível no site oficial da agremiação. Os compositores terão os dias 06, 08, 13, 15, 26 e 29 de outubro de 16 às 19h para tiragem de dúvidas com o carnavalesco Jack Vasconcelos no barracão da escola, situado na Cidade do Samba. A entrega dos sambas ocorre em 03 de novembro de 18 às 21h na quadra de ensaios localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47. Cada parceria deverá comparecer munida de 3 CDS e 30 cópias da letra do samba-enredo.

Vídeo de divulgação do enredo:

Vídeo explicativo do processo de criação da logomarca do enredo:

Morre no Rio Edeor de Paula, autor de ‘Os Sertões’

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Edeor de Paula foto Diego MendesFaleceu na manhã desta quinta-feira, 01 de outubro, aos 87 anos, Edeor José de Paula, grande baluarte da Em Cima da Hora e compositor do clássico samba “Os Sertões”, que a escola apresentou originalmente em 1976 e reeditou no carnaval de 2014. Edeor tinha 87 anos e a causa da morte ainda não foi divulgada pela família.

Além do lendário samba da azul e branca de Cavalcanti, Edeor de Paula é um dos compositores do samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval 1993, o primeiro da Deusa da Passarela sem Joãosinho Trinta e primeiro a ser assinado por Maria Augusta na escola. O samba, embora pouco cantado na quadra, é um dos mais marcantes da discografia da Beija-Flor.

Vila Isabel exibe projeto do próximo carnaval para chefes de departamento

VilaNa última segunda-feira (28/09), o presidente da Unidos de Vila Isabel, Fernando Fernandes, reuniu os diretores dos segmentos da escola para apresentar a nova estrutura de comunicação e marketing da Vila, bem como conversar sobre as ações da agremiação para o próximo carnaval, ainda sem data definida pela Liesa devido à pandemia.

O encontro aconteceu na sede da escola seguindo todos os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades de saúde. Apesar do distanciamento físico, o encontro serviu para aproximar toda equipe para o trabalho que está sendo desenvolvido.

Outro ponto de destaque, é que o projeto para o próximo carnaval está pronto. O carnavalesco Edson Pereira aproveitou a oportunidade para apresentar aos líderes de segmentos os figurinos das fantasias para o próximo desfile.

No próximo carnaval a Vila irá homenagear o cantor e compositor Martinho da Vila com o enredo “Canta, Canta, Minha Gente! A Vila de Martinho!”, assinado pelo carnavalesco Edson Pereira.