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Unidos da Tijuca 2022: parceria de Jorge Remédio

COMPOSITORES: JORGE REMÉDIO, THIAGO BRITO, MARCUS LOPES, JOÃO VIDAL, RAMOS DE OLIVEIRA, BRUNO MENDONÇA, MOUSE E DELSON PATRÍCIO
INTÉRPRETE: THIAGO BRITO

VERDEJANTE PARAÍSO NUSOKÉN
KAETÉ ABENÇOADO DE MONÃ
SONHO ENCANTADO
ÉDEN PROMETIDO À BELA CUNHATÃ
TUPANA AQUECE FEIÇÃO DIVINAL
A FLOR ENTORPECE DESEJO CARNAL
DE “ENCANTAR A ÍNDIA COM O SEU OLHAR”
O TOQUE DA SERPENTE A SEMEAR
SAGRADO FRUTO DA DESUNIÃO
QUE A COBIÇA TOMOU
DIREITO DE BROTAR NO PRÓPRIO CHÃO

OUITÊ CONDUZ À VIDA EM OUTRO RUMO
A LUZ DE UM NOVO MUNDO, KAUÊ
NO OLHAR DO CURUMIM MAGIA PRA CURAR
A FOME DA INVEJA

QUE MATA, CONSOME
NA MALDADE DE YURUPARI
NÃO BASTA APAGAR O NOME
SE A ESSÊNCIA REEXISTIR
E RENASCER…. SEMENTE PRA ACOLHER A NOSSA GENTE
KARAXUÉ, FAZ SINFONIA
TRAZ O ALVORECER
SATERÉ MAWÉ, PRIMEIRO A RESPLANDECER
“LÍNGUA DE FOGO” O AMANHÃ
PELE VERMELHA WARANÃ

SOU HERDEIRO RAONI
NÃO ME CURVO A NENHUM TIRANO
ÍNDIO GUERREIRO TIJUCANO

ARUANDA, Ê! JUREMA! ARUANDA Ê, JUREMA!
HOJE A TRIBO DO BOREL DESCE O MORRO E VAI À LUTA
MINHA ALDEIA É RESISTÊNCIA… TIJUCA!

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Vicente das Neves

Compositores: Vicente das Neves e Vicente Felisberto

TIJUCA… SE VESTIU DE NATUREZA
E COM TODA SUTILEZA VAI MOSTRAR
NO CONTO NO RITO E NA PRECE
A LENDA WARANA

CONTA QUE ANHYÃ-MUASAWÊ
ILUMINADA PELO SOL E O LUAR REFUGIOU-SE PELO BERÇO DA FLORESTA
E DEU A LUZ AO LINDO INDIO CURUMIM
E DOS OLHOS DO SEU FILHO ENTÃO NASCIA UM DOCE FRUTO SEDUTOR
KAUÊ SOTURÊ MAUÊ
POVO PELE AVERMELHADA VOU REPRESENTAR
VEJAM A FAMIILIA TIJUCANA
E TUPANA REEXISTENCIA NESTE PALCO POPULAR

OH! QUE DELÍCIA COM DOÇURA NATURAL
É MILENAR (BIS)
GOSTOSA DE BOM PALADAR A
ENERGIA DO MEU CARNAVAL

NESTE CENÁRIO VISLUMBRATE
ONDE TUDO PODE ACONTECER
TEM PAPAGAIO FALANTE , TROVÕES RELUZENTES
NA ESCURIDÃO
MACACO , LAGARTA E SERPENTE
AO PISCAR DOS OLHOS SERES TRANSFORMADOS
UM ANIMAL CABULOSO QUE FAZ A MALDADE NA PERSEGUIÇÃO
MALDITO YUYRUPARI , SE MANDA VAI EMBORA PRA LONGE DAQUI
E TEMPO DE PRESERVAÇÃO
UM AVISO AOS VILÕES DAS DEVASTAÇÕES
NÃO TURVE AS ÁGUAS
E NEM POLUEM O AR
DEIXA OS ANIMAIS VIVER E EM PAZ CAMINHAR
PARA A HUMANIDADE , MELHOR RESPIRAR

DEIXA O INDIO DANÇAR DEIXA FESTEJAR
NESSA MATA TEM O FRUTO GUARANA
ESSE CHÃO É MEU , DEUS TUPÃ ME DEU (BIS)
NESTE VERDE ENCANTO
EU SEI ME EMBRENHAR

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Azeitona

Compositores: Azeitona, Jorge Machado, Franco Cava, Sérgio Allan, Marcelo Caçapa, Ivar Sangue Bom, Valtinho Jr, Rono Maia, Clark Almeida, Nininho do Cavaco, Frank Willian, Fabrício Amaral, Marquinhos Dez e Dario Lima
Intérpretes: Marquinhos Dez e Hudson Luiz

Mawé, Mauris, Maraguá
Mistério Tupy, cultura milenar
Na luz de Tupana, nas águas de Andirá
O sol ilumina a lenda do guaraná
Floresta encantada, energia vital
Nusokén, paraíso ancestral
Folha sagrada, linda guardiã
Divina flor do jardim de Monã
A flecha rasteira, da inveja e poder
Expulsa num golpe Anhyã-Muassawê

No ventre da mata, a esperança
O fruto proibido seduz a criança
Adeus Kurumin, a natureza chora
Yurupari surgiu, a paz foi embora

Cobra gigante, envenena o amor
Nas gotas do orvalho retintas de dor
As lágrimas beijam os olhos de Kauê
Pro verdadeiro waranã nascer
Papagaio falante Mawé,
No olhar do pavão eu vi brilhar
Lagarta de fogo, sateré
Karaxué vem anunciar, na tribo Tijuca
É o ritual da tucandeira ao luar
No céu da aldeia a fumaça, no chão a madeira
Queima ao “passar da boiada”… A nossa bandeira
Sou índio, sou forte, pele vermelha
Essência guerreira, reexistência!

Okê Arô! Vem de lá ibejada!
Okê Arô! Hoje têm guaraná!
Canta Borel no poder do porantim
Tijuca vence o mal pro amor reinar em mim
(Tijuca vence o mal pro amor reinar enfim)

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Gustavinho Oliveira

Compositores: Gustavinho Oliveira, Sereno, Danilo Garcia, Serginho Rocco W, João Porto e Lucas Valentim
Intérpretes: Evandro Malandro e Bruno Ribas

Conta a lenda que Tupana emana a beleza do universo
Yurupari guarda a maldade
Monã dualidade, equilíbrio dos inversos
Anhyã-Muasawê, guardiã de todo poder
Dá luz a vida
Condenada pela inveja desmedida
Kahu’ê, Kahu’ê… Inocente curumim
Selou o seu destino sem saber
O fruto proibido foi seu fim

Se o mal prevalecer, a luz há de curar
Se o pranto persistir, o amor vai libertar
Se a vida sucumbir, meu deus vai me ajudar
É vida que ressurge pelo olhar

Waraná
A origem do povo Mawé
Melodia mais bela no ar
Poema é o dom de Sateré
Nos rituais a se perpetuar
Eu sou a luta
Resistência pra vencer a força bruta
Se o bolso fala, a verdade fica muda
O dono da terra jamais se calou e você sabe quem eu sou:
Tijuca, a pedra preciosa do Borel
E clamo o povo a defender nosso vergel
O mais puro e verdadeiro amor

Vai ter gira de caboclo, Aruanda, juremá
Firma ponto pro erê, Tijuca
No mistério da floresta, cunhatã nos ensinou
Pra ibejada tem guaraná e amor

Ouça o samba-enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2022

COMPOSITORES: Anderson Benson, Eduardo Medrado e Kleber Rodrigues

ALTO CÉU
DE TUPANA E YURUPARI
DUAS FORÇAS QUE VÃO FLUIR
A ENERGIA DE MONÃ
QUE EQUILIBRA O BEM E O MAL
UM LUGAR ONDE AS PEDRAS PODIAM FALAR
ONDE IRMÃOS DESFRUTAVAM
A BELEZA SINGULAR
ANHYÃ, BELA E HABILIDOSA
MAS A COBRA ARDILOSA USA A FLOR PRA LHE TOCAR

E NASCE KAHU’Ê O CURUMIM
DE OLHOS ALEGRES…SEMPRE ASSIM
PRESENÇA TÃO BREVE
A INGENUIDADE SUCUMBE À MALDADE

RENASCE KAHU’Ê O CURUMIM
SEUS OLHOS ALEGRES NÃO TÊM FIM
POIS O BEM É MAIOR, VAI REEXISTIR

VIDA LIGEIRA, PASSAGEIRA
PLANTADA NO SOLO DA PURA EMOÇÃO
DE PELE VERMELHA, OS FRUTOS DE UMA NAÇÃO
VIDA INOCENTE, VIRA SEMENTE
E AO SOM DE UMA AVE A CANTAR
FLORESCE IMPONENTE O POVO DO GUARANÁ
E SE A COBIÇA E O FOGO CHEGAREM NA ALDEIA
DEIXA A FORÇA MAWÉ RESSURGIR
E SORRIR QUANDO O SOL RELUZIR
NESSE DIA ELES VÃO TEMER
E O AMOR VAI VENCER

ERÊ, ESSA MATA É SUA
ERÊ, VEM PROVAR DOCE MEL
WARANÃ DA TIJUCA
VEM BRINCAR NO BOREL

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Luciano Fogaça

Compositores: Luciano Fogaça, Cecília Cruz e Bruno Cezzá
Intérprete gravação: Ciganerey
Intérprete da defesa na quadra: Digão Audaz

Reina no céu o bem do Mundo
Tupana, teus raios hão de iluminar
Na escuridão de Yurupari
O mal tentando prosperar
Nusokén tuas sábias pedras nos revelam
Nas plantas a cura, rodeada de ambição
Anhyã Muasawê, Encantada sob sua proteção
Árvore sagrada, fruto proibido
Menino doce vem brincar

Sob os olhos de Yucumã, Ukumã’wató, Anhyã chorou
Sob os olhos de Yucumã, Ukumã’wató, Anhyã chorou

Um grito se ouve
Cai a noite invade o luar
Se a morte a vida convida
A serpente vem anunciar
Tupana ê, Tupana
Às margens do Rio Maraw
Um choro de mãe, do céu se ouvirá!
Karaxué, vem com seu canto a vida recriar
Rega, oh mãe, com teus olhos
Do fruto da vida floresce um Maué
Enquanto o sol brilhar um povo reexistirá

Hoje a Jurema é sagrada
Dia de festa na mata, dos filhos de Waranã
Pele vermelha não tem medo de Tucandeira
Sou filho da força que vem de Monã

Sou pura Cadência
A Reexistência dos meus ancestrais
Eu moro no alto, pertinho do céu.
Meu nome é Tijuca, eu sou do Borel

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Leandro Gaúcho

COMPOSITORES: Leandro Gaúcho, Claudio Mattos, Gabriel Machado, Manoel Neto, Clairton Fonseca, Juliano Centeno, Daniel D´Almeida e Thiago Meiners
INTÉRPRETES: David Assayag e Pitty di Menezes

Sob o clarão da lua cheia
Evoco a energia de Tupanã
Espelho do encanto da aldeia
Um Mawé, o filho de Anhyã
Quem sabe foi seu pranto que “apagou”
Curou a terra ao suplicar de dor
Do mal de Yurupari ao ciclo de Monã
Do ventre vi surgir a luz guardiã
Kahuê, enfrenta a serpente de Nusoken
“Dono da terra” não teme ninguém
Reexiste no vermelho, Waranã

AUÊ, MAWÉ! É CANTO KARAXUÉ
AUÊ, MAWÉ! HERANÇA ANCESTRAL
SEMENTE DA NATUREZA, MAGIA DE SATERÉ
PREPARA O ÇAPÓ PRA COMEÇAR O RITUAL

À sombra de outro dia retornou
Um mito que a maldade concebeu
Vermelho cor de sangue é o que nos resta
Sangra o verde da floresta
Quando a mata veste breu
Clamo a tribo Brasil
Meu povo Juruna e Tupinambá
Ecoa um brado de esperança
Somos todos filhos da nação Guaraná
O som que vem dos tambores e maracás
À luz de Aruanda incorpora os ancestrais
Chama erês e caboclos ao coração da Jurema
Um basta ao homem mal que nos condena

CANTO MOROKYE… TRIBO TIJUCANA
É FLECHA VIVA PARA O SONHO VERDEJAR
O GRITO DO BOREL AINDA ECOA
LANÇO AO RIO UMA CANOA
PRO FUTURO PRESERVAR

Em virtude do avanço da Covid-19 no Rio, Salgueiro cancela todos os eventos de dezembro

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O Salgueiro divulgou um comunicado oficial, através da sua assessoria de imprensa, informando que todos os eventos que seriam realizados no mês de dezembro foram cancelados devido ao avanço da Covid-19 no Rio de Janeiro. De acordo com a escola, os ingressos adquiridos online para os eventos já anunciados (Roda do Sal, PDA, Feijoada do Salgueiro e Ensaio Show) terão seu valor estornado integralmente.

Confira o comunicado completo do presidente André Vaz

“Em virtude do aumento de casos de COVID19 detectados em nosso município e, levando-se em conta o risco de contaminação iminente e a dificuldade dos hospitais em receber os novos casos da doença, o GRES ACADÊMICOS DO SALGUEIRO, ainda que venha tomando todas as precauções com testes semanais para detecção do vírus, sanitização e uso dos EPI, optou por adiar, ainda sem nova data, todos os eventos da agremiação programados para o mês de dezembro.

resistencia salgueiro

O momento é de precaução máxima e empenho no combate a esta doença que assola a população mundial estando nossa escola, portanto, imbuída deste espírito de preservação das vidas do nosso público e de nossos colaboradores.

Informamos que os ingressos adquiridos online para os eventos já anunciados (Roda do Sal, PDA, Feijoada do Salgueiro e Ensaio Show) terão seu valor estornado integralmente e esperamos, muito em breve, poder compartilhar com todos vocês, as novas datas dos mesmos.

Contamos com a compreensão e o apoio de todos”.

Editorial: O que temos para comemorar no Dia Nacional do Samba em 2020?

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Um dos anos mais devastadores para humanidade é, sem dúvida, o mais difícil para o mundo do samba. Desde de março de 2020, os sambistas sofrem sem suas batucadas e somam perdas e mais perdas de referências da nossa cultura. Foram inúmeras mortes por Covid-19 ou por outras doenças. Soma-se também o impacto financeiro com o desastroso trabalho político, cultural e econômico. Os trabalhadores das rodas de samba, dos barracões e de toda cadeia produtiva da folia ficaram totalmente desemparados.

Houve solidariedade, através de iniciativas sociais de segmentos, como bateria, carnavalescos e casais de mestre-sala e porta-bandeira, mas também tivemos muitos dirigentes se esquivando para realidade de seus funcionários/colaboradores. Nesta quarta-feira, 2 de dezembro, é o Dia Nacional do Samba, mas temos o que comemorar neste ano terrível? Sabemos que os últimos anos foram pesados, de resistência e que a tendência é que aconteça uma volta no tempo e melhora da realidade do carnaval, a partir de janeiro de 2021, mas isso basta? Obviamente, a resposta é não.

A pandemia escancarou a precariedade do carnaval das escolas de samba. A total falta de responsabilidade com quem produz o espetáculo é avassaladora. É cada um por si e seja o que Deus quiser. Após nove meses, as pessoas estão cada vez mais nas ruas, correndo atrás do ganha pão e os funcionários do carnaval seguem na penumbra. Não existe trabalho, sindicato, cooperativas, ou seja, estruturas representativas que possam garantir alguma fonte de renda. Promessas e mais promessas não param. Lei Aldir Blanc foi aprovada, inscritas feitas, mas até agora nenhum centavo caiu para quem precisa. As escolas vão receber, dizem que ainda em 2020, mas como será o repasse para seus colaboradores? Ninguém sabe e nem saberá. A caixa preta do carnaval dificilmente será aberta um dia.

O samba tão reverenciado lá fora, mas carece de respeito por aqui. O poder público precisa entender, de uma vez por todas, que o samba gera milhares de empregos e movimenta a economia. Sambista não é vagabundo. É trabalhador. Hoje, além de tudo, ainda temos que lutar para mostrar e reafirmar para sociedade nossa importância. Milhares de pessoas odeiam a “festa da carne”, gritam em palanques que o carnaval não precisa de dinheiro, que é melhor dar para creche ou construir hospitais e escolas. São formas de destruição criadas por movimentos conservadores e religiosos contra uma manifestação cultural e representativa do povo mais humildade e que celebra a força das matrizes africanas. É perseguição em pleno século 21.

editorial

A expectativa pela vacina contra Covid-19 é imensa. Porém, a gente sabe que não basta. É necessário política pública de incentivo aos eventos e aos trabalhadores que giram a roda do Rio de Janeiro. Por isso, ainda não conseguimos ter certeza de nada sobre 2021. A torcida é seja possível ter algo, mas o sambista não é louco. Só iremos para Avenida, caso exista segurança sanitária.

As escolas de samba estão se mexendo, ainda que timidamente, com projeto desfiles em julho de 2021 (reafirmando que somente com a existência da vacina), e aos poucos reabrindo suas quadras, fazendo o que possível. Infelizmente, por uma liberação política e temerária, a gente ainda pode ter que retroceder e fechar tudo novamente. Por isso, o que podemos fazer agora é nos cuidarmos, seguirmos os protocolos sanitários, produzirmos de forma segura e possível, sempre com distanciamento social. Caso não seja viável, é melhor cancelar do que aglomerar.

Vamos usar o dia 2 de dezembro de 2020 para uma reflexão geral e torcer para que no ano que vem a gente posso comemorar o Dia Nacional do Samba com muita festa e alegria.

Vídeos: apresentações da segunda semana de eliminatórias de samba no Salgueiro

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O Salgueiro fez na quinta-feira passa sua segunda fase de eliminatórias de sambas-enredo. Foram apresentadas outras 12 obras. * VEJA COMO FOI A PRIMEIRA SEMANA