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Ouça o samba-enredo do Império Serrano para o Carnaval 2022

Compositores: Paulo César Feital, Henrique Hoffman, Andinho Samara STS, André do Posto 7, Jefferson Oliveira e Ronaldo Fininho
Intérpretes: Nêgo e Igor Vianna

Firma ponto no juremá, pro corpo fechar
Patuá e Ladainha
Risca pemba no chão
Tem erva, farinha e facão
A vida é rinha!
Ginga de Angola ancestral
Falange, Ogã, berimbau
Besouro… Saravá… Serrinha!
Canta o justiceiro vingador
Que Mestre Alípio ensinou
O negro há de se orgulhar

Filho de faísca é fogo
Se entra no jogo é pra incendiar

Camará… Mangangá… Toque de Cavalaria
Camará… Mangangá… Não aceita tirania
Se quebrar pra São Caetano
O cativo azeda o mel
Negro feito na cabaça não se rende a coronel

No Tucum o fim da vida
Finda a vida nasce a luta
E o revide do pretume
Idalina força bruta
Amazonas valentia
Salve Manoel Pereira
Meia lua de caboclo rabo de arraia é pedreira
Não chore não meu mano
Que eu volto já
Contra toda intolerância sou Exu de Oxalá
Não chore não meu mano
Que eu volto já
Hoje o Rei da Resistência
Capoeira quer jogar

Bate marimba Camará
Camugerê Paticumbum
Sou eu Império
Da Patente de Ogum

Luma disponibiliza para leilão vestido e sandália para ajudar Natal do Bailado Solidário

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Uma das maiores incentivadoras do projeto Bailado Solidário, que vem ajudando casais de mestre-sala e porta-bandeira, durante a pandemia da Covid-19, a ex-rainha de bateria, Luma de Oliveira, disponibilizou um vestido de cristal Swarovski e um parte de sandália para leilão em prol do grupo.

* CLIQUE AQUI PARA PARTICIPAR DO LEILÃO

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“Toda renda será revertida para ajudar no Natal dos mais de 200 casais de mestre-sala e porta-bandeira cadastrados. Quem adquirir essas peças não terá só um lindo vestido e/ou sandália, mas também o amor e a boa energia dela, além da nossa gratidão”, disse o mestre-sala Diogo Jesus, um dos organizadores do Bailado Solidário.

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Luma de Oliveira é a madrinha do projeto Bailado Solidário. O vestido foi utilizado por ela para assistir aos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.

Charles Silva retorna ao posto de intérprete oficial da Unidos da Ponte

A Unidos da Ponte anunciou o retorno do intérprete Charles Silva como voz oficial da escola. O jovem, que já defendeu o carro de som em 2014, é cria da comunidade e comemora a volta à agremiação em um novo momento de sua carreira.

Charles é nascido e criado em São João de Meriti. Começou sua trajetória na Independente da Praça da Bandeira e logo em seguida chegou no carro de som na Unidos da Ponte, até ser oficial em 2014. Atualmente, também é integrante do carro de som do Salgueiro e primeira voz oficial da Independentes de Olaria.

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“Estou muito feliz em retornar a escola. Quero agradecer o convite de toda direção e dizer que darei o meu melhor neste retorno a azul e branca de São João de Meriti. Sou nascido e criado na comunidade, será uma honra fazer parte novamente desta família”, revelou Charles.

A Unidos da Ponte levará para Marquês de Sapucaí o enredo “Santa Dulce dos Pobres – O Anjo bom da Bahia”, que será desenvolvido pelos carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques.

Em Cima da Hora anuncia seu novo casal de mestre-sala e porta-bandeira

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A Em Cima da Hora anuncia a contratação de Jackeline Gomes e Johny Matos para assumirem o posto de 1º casal de mestre sala e porta-bandeira da escola. A dupla chega para compor o novo quadro de profissionais da azul e branca.

Jackeline tem bastante experiência como porta-bandeira. Passou por escolas como Caprichosos de Pilares, Império Serrano, São Clemente, Lins Imperial e na própria Em Cima da Hora, onde começou sua carreira e também teve uma passagem em 2018.

Retornando para a azul e branca de Cavalcanti, a porta-bandeira aposta na nova parceria com Johny aliada a muito ensaio para um desfile de sucesso: “Meu retorno a escola é com foco total e a expectativa dessa nova parceria é grande. Focar nos objetivos em busca de nota máxima e mostrar um trabalho com bastante maestria. Apesar de ser a primeira vez que dançarei com Johny não tenho dúvidas que faremos um belo trabalho”.

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E falando no novo mestre-sala da agremiação, Jhony Matos também passou por escolas como Independente da Praça da Bandeira, Unidos da Ponte, Grande Rio (na ala dos casais de mestre-sala e porta-bandeira), Império Serrano e Porto da Pedra, onde ficou nos últimos três anos como segundo mestre-sala.

Animado, Johny também vê na sua chegada uma grande expectativa para defender o pavilhão da tradicional escola de Cavalcanti: “Fiquei muito feliz com o convite do Heitor pra fazer parte da família Em Cima da Hora. Dançar com a Jacke é uma honra pra mim. Prometo todo meu esforço pra fazer um belo trabalho e agradeço de todo coração a oportunidade que a escola está depositando em mim e no meu trabalho”.

A Em Cima da Hora retorna à Sapucaí reeditando o samba do enredo de “33 – Destino Dom Pedro II”, reescrito pelo enredista Diego Araújo e que será desenvolvido pelo carnavalesco Alex Carvalho.

Leia a sinopse do enredo da São Clemente para o próximo carnaval

CARNAVAL 2021 – G.R.E.S. SÃO CLEMENTE
PRESIDENTE: RENATO ALMEIDA GOMES
ENREDO: UBUNTU
CARNAVALESCO: TIAGO MARTINS
HISTORIADOR-ENREDISTA: MARCOS ROZA

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Somos um, somos todos a cuidar uns dos outros e do nosso lugar. Ubuntu, termo africano da língua Zulu, oriundo do tronco linguístico bantu, se conjuga na primeira pessoa do plural: NÓS. Ressignifica a construção de um futuro dentro do presente. A coletividade nos alcança. “Ubu” evoca a ideia do ser e “ntu” indica toda manifestação do ser-sendo, em constante movimento. Nossa Escola de Samba se transforma em Escola de Vida, voluntária de uma grande missão social, na qual o princípio é a garantia do bem-estar coletivo dos seres humanos ao redor do mundo. São Clemente! Nós, eu e tu, somos uma só voz. O encontro étnico enriquece os gestos afetivos e contínuos à realeza africana. Conecta-nos à vivência e aos ensinamentos da Mãe África; traduz o sentimento da filosofia ubuntu, identidade de uma gente de pele preta que compartilha, que é solidária à dignidade humana e à troca de saberes. O ser-sendo clementiano flerta com o mundo negro africano, cria laços de apoio mútuo, veste a esperança e personifica, em desfile, a xenofilia. Enreda-se à reativação da comunidade afreekana, à plena realização do ser: o direito a ter direitos, Humanidade para Todos!

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Ardente em sensações vivas, a rara missão, pulsa. Afaga a dor, emana amor e gratidão. Anuncia o alcance adquirido pela força das ações humanitárias. Materializa a generosidade e o desprendimento – valorizando o trabalho e a crença das mulheres Yanomamis. Incorpora o espírito de ubuntu ao colo materno de Amma, a santa dos abraços. Pede benção, saúda as Ialorixás, matriarcas do terreiro que preservam a humanidade do seu povo nas religiões afro-brasileiras. Corre, acolhe, ampara, socorre, renova a bondade das missionárias religiosas. Segue! Recria a fé e o pranto, a romaria de um velho padre, quase santo. Cultua um santuário à vida, um rito de humana compaixão que firma o passo e estende a mão.

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Solta a voz da memória e denuncia: tipificado ou estrutural, racismo é crime. Como trança que nos aproxima, segue a ancestralidade nos rincões escravocratas e ecoa pelos ares a resistência e a luta do Quilombo dos Palmares. Humanidade? Essa fora negada com os fragmentos de uma lei. Uma áurea exclusão de uma política conservadora de libertação. O punho é cerrado contra o mito da democracia racial: o negro desafia, atua, experimenta, ergue-se da palavra, despadroniza a tormenta! Luta Abdias, luta Mandela, lutam Luther King e Malcolm X, todos prestam à terra – de que são filhos – discursos bravios à condição de sujeitos de conhecimento contra a discriminação racial. Ao som da reciprocidade, Teresa lidera um quilombo, Garcia envia uma carta, o diário de uma favelada inspira…pois a fala da mulher preta nasce desse chão. Tudo em movimento: negro, unificado e antirracista; ubuntu da nossa existência junta e reflete da alma os protestos de que vidas negras importam!

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A vida eleva o conceito da filosofia ubuntu para além dos territórios africanos. Sem perder o foco, a missão segue, enxerga e envolve-se. Salvando vidas sem descanso na lida do dia a dia, sejam pessoas afetadas por acidentes naturais, conflitos armados ou pandemias, o trabalho de Médicos sem Fronteiras, de organizações de saúde e voluntários, aponta para onde caminha humanidade. Atos, atitudes, sensibilidade! Ação da Cidadania sugere “fome zero” para um Brasil em estado de calamidade. Age na contramão da desigualdade social e coroa, a luz da caridade, a princesa Diana como a “rainha do povo”. A ensinagem da vida afirma-se da arte das bonecas abayomis, feitas sem costura, que trazem a herança cultural africana do “abay” – encontro – e “omi”, precioso, como representação, no enredo do meu samba, das ações sociais realizadas pelas Ong´s – organizações não governamentais. Nesse trajeto do pensamento africano, a história educa e a missão clementiana preserva a ética humana, incluindo as ações desenvolvidas por meio da educação integral do Instituto Ayrton Senna, a valorização do grupo e o respeito às diversidades. E recriando a esfera de valores da Humanidade para Todos, atualiza os dados! Integrando a essa mesma humanidade, promove o sentido ecológico de ser e estar no mundo, um ato político de respeito ao meio ambiente. Permitindo-nos ouvir a voz da Natureza, o canto dos girassóis, enxergar o suor das folhas a cada raiar do sol e denunciar os diversos crimes ambientais: as queimadas das florestas, a caça predatória de animais em extinção, a poluição dos ares e dos mares. Tudo sufoca e destrói a Grande Mãe, a única que pode garantir a nossa própria sobrevivência.

5 Como consequência natural da formação da cultura popular, a missão social da São Clemente compartilha do mesmo sentimento de comunidade levando-nos à compreensão das linguagens artísticas como vínculo de humanização deflagrado da preservação da memória, das tradições e dos valores de pertencimento: “eu sou na medida em que o meu coletivo é”. E se conecta com o que de mais profundo e humano cada um de nós guarda em si. Diretamente ligada à cosmovisão dos mitos populares da cultura bantu, tudo se alinha à ética africana e ecoa espontaneamente dos tambores de crioula, da tradição dos jongueiros e dos laços identitários do bloco Ilê Ayê. Encontra com o samba e com o conceito de união, herança que se aprende quando criança. A alegria é coroada pela relação dos seus ideais: desfila os ensinamentos das escolas mirins e preserva a cultura dos nossos carnavais.

É a saga dos encontros, que (re)conecta pessoas e entidades a um grande abraço social, no qual a Escola de Vida sugere uma reflexão contra todo tipo de preconceito e discriminação. A São Clemente é o Carnaval da Inclusão ser-sendo resistência, porque Somos Todos Nós UBUNTU.

clemente2021

Glossário:
Afreekana – é o primeiro sistema de organização social no mundo e o responsável por manter viva a população afrodescendente.

Ialorixá – nos terreiros de candomblés, é a mãe de santo, matriarca responsável pelo culto aos orixás.

Yanomamis – refere-se à Associação das Mulheres Yanomami Kumirãyõma (AMYK) criada em 2015 pelas mulheres Yanomami da região de Maturacá para valorizar os saberes das mulheres e estimular os jovens sobre o conhecimento tradicional, especialmente sobre o artesanato.

Xenofilia – sentimento de simpatia pelo estrangeiro, congraçamento com outras culturas.

Referências:
GLOBAL Humanitarian Assistance. Defining humanitarian assistance. 2017.

DOSSIÊ IPHAN. Jongo no Sudeste. Brasília, DF: Iphan, 2007.

NOGUERA, Renato. Ubuntu como modo de existir: Elementos gerais para uma ética afroperspectivista. Revista da ABPN.V.3 p. 147-150. 2011.

PONTES, Katiúscia Ribeiro. Kemet, escolas e arcádeas: a importância da filosofia africana no combate ao racismo epistêmico e a lei 10639/03; 2017.

RAMOSE, Mogobe B. A ética do ubuntu. 2002.

_________, Mogobe. Globalização e ubuntu. In: SANTOS, Boaventura; MENESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do Sul. São Paulo, 2010.p.175-220.

Carnavalesco: Tiago Martins
Pesquisa e texto: Marcos Roza
Desenvolvimento: Tiago Martins, Marcos Roza e Érica Portilho.

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Jaci Inspiração

Compositores: Jaci Inspiração, Henrique Bada, Val Vignolli, Nego Dito, Maurício Santos, Assis da Peixaria e Edson Português

Lendas das terras ungidas por Deus
Traduz a luta do bem contra o mal
Filhos da floresta encantada
Personagens dando vida ao Carnaval
É tanta riqueza pra se preservar
É fonte de vida da Mãe Natureza
Desperta cobiça, ciúme e paixão
E a Tijuca energiza a multidão

Bate o coração, chocalho na mão
Retornarás a vida
Rega o corpo no chão, levanta filho meu
Diz a MÃE sofrida
Filhos imaculados pelo seu amor
Pelo seu amor

Pra defender, pra resgatar
O ciclo natural da vida
A mata esconde segredos
Caminhos pra se refletir
É um tal de progresso, criando um deserto
Trazendo a total devastação

O guaraná, fruto sagrado
Parece o olho de Deus no céu
Corre nas veias da Unidos da Tijuca
Essa força que vem lá do meu Borel

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Mauro Gaguinho

Compositores: Mauro Gaguinho, Carlos Fareh Rodrigo Gomes, Pires de Praia Seca, Jessica Souza e Marcelo Magalhães
Intérprete: Serginho do Porto

Das matas recebo a força
Do Deus tupanã
Hoje a minha tribo é Tijuca.
Guiada pelos olhos do pavão
O sol do meu afã me leva a luta
Se encontra com mistérios do luar
floresta encantada o bem contra mal
Segredos fascínios magias
O equilíbrio no cíclo de monã
Belo jardim da menina guardiã

Tocaia de serpente feitiço de Yuyrupari
O ventre de mãe guerreira
Fez gerar um Kurumim
Quem dera o caminho, não te levasse a dor
As lágrimas corrida com a perda desse amor

Ferido pela dor dessa maldade.
O céu se rasga com os raios de tupã
E toca o coração de anhyã, voando pra felicidade.
Planta na beira do rio, os olhos do seu amor
Rega a semente da flor.
Vermelha essência, riqueza natural
Fonte da mais pura energia, do paraíso ancestral
Sou indo guerreiro da fecha certeira
Na minha aldeia reina força kahuê
Divino encantado que faz florecer, ibejada e erê

Canta Tijuca
A energia do sagrado guaraná
Meu chão é o Brasil somos resistência
Em cada lenda uma história para contar

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Dudu Nobre

Compositores: Dudu Nobre, Totonho, Julio Alves, Dudu e Fadico
Intérpretes: Tinga e Zé Paulo Sierra

Raiou, tupana tecendo o horizonte
E viu ao longe a escuridão de Yurupari
Annhyã-Muasawê, a perfeição no olhar de monã
Ao exalar o perfume da flor
Gerou a semente na tez da manhã
Brota às margens do igarapé
Fruto da inveja do próprio sangue
Sagrado encanto da castanha do mirim
Fez a serpente se lançar no kurumin

Auê povo Mawé, Waty testemunhou
A lágrima sentida pela dor
Aos olhos de kauhê, o amor não sucumbiu
Vermelho é a cor do Brasil!

Sateré mawé
O guardião da essência ancestral
Viu florescer waranã sessé
O elixir original
KIÔ KIÔ nosso brado pela mata
Ê Caraíba, o meu povo está de pé
Senhor, Que Cacique é você
Sem a força da Jurema e a flecha de Odé?
Por Onde queimam meu chão
Faz-se a lei mais obscura
Índio é dono do quinhão mesmo sem a escritura
Sou Cauê erê mirim, mais um filho brasileiro
A aldeia incorporada no terreiro

Sob o céu de Monã, minha tribo Tijuca
Evoca pra luta, a chama do bem
Resistência fez raiz em Galdinos, Raonís
O povo da mata não teme ninguém

Unidos da Tijuca 2022: parceria de Daniel Katar

Compositores: Daniel Katar, Márcio André, Waguinho, F Turko, Maradona Malva, Jacob de Pilares, Ronaldo e Serginho A Bassani
Intérpretes: Marquinhos Art’Samba, Sebastião Jr. e Mara Lima

A LUZ DE TUPANA REINA EM WATI NO CÉU
YURUPARI LUA DE FEL E SOMBRA
TEM PARAÍSO ENCANTADO NO BOREL
E ASSIM NO SEIO DA MATA
EM NUCOSÉN A COBRA VERDE ENAMORADA
SEDUZIU A GUARDIÃ COM O PERFUME DE UMA FLOR
NUM TOQUE A BELA ÍNDIA ENGRAVIDOU
GEROU O CIÚME NOS IRMÃOS
QUE EXPULSAM MUASAWÊ E TOMAM SEU LUGAR
AO LONGE NO VENTRE DA FLORESTA… NASCERÁ

AUÊ AUÊ DIVINO KAHUÊ
AUÊ AUÊ MAL SABIA SEU DESTINO O CURUMIM
ATRAÍDO PELO FRUTO PROIBIDO
NA IRA DOS SEUS TIOS O SEU FIM

CHORA A CUNHÃ
MAS TUPANÃ REGA EM RAIO AS LÁGRIMAS…SAGRADAS
DE UM OLHO A SEMENTE DA FORÇA VERMELHA
BENDITO O ELIXIR QUE A VIDA SEMEIA
O PRIMEIRO MAWÉ LAGARTA DE FOGO SATERÉ
POVO GUERREIRO QUE BEBE ÇAPÓ …WARANÃ SESÉ
MAS CARAÍBA DESMATA, MALTRATA
A VIDA E A ALMA DA MATA
NAS CINZAS DA ESPERANÇA O AMOR VAI RENASCER
O ÓDIO QUE ARDE EM CHAMAS JAMAIS IRÁ PREVALECER
JUREMÊ, JUREMÁ
A TIJUCA É MINHA TRIBO
NA PAJELANÇA DO GUARANÁ

SATERÉ MAWÉ, ELEVA CURUMIM
IBEJIS EM FESTA, ERÊS, CABOCLO Ê
REEXISTÊNCIA DA FLORESTA