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‘Jeito felino e provocador’: Imperatriz reafirma projeto artístico com excelente evolução e canto forte

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A Imperatriz Leopoldinense realizou, na noite do último domingo, seu terceiro ensaio na rua Euclides Faria, em Ramos. O treino reafirmou a consistência do projeto artístico da escola: uma comissão de frente que traduz a potência libertária do enredo, um casal que brilhou com precisão e estilo próprio e uma comunidade que respondeu com um canto forte, dissipando de vez as dúvidas sobre o samba-enredo. A “Rainha de Ramos” mostrou ainda que organização e leveza podem evoluir juntas. A Imperatriz será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, com o enredo “Camaleônico”, homenagem ao cantor Ney Matogrosso assinada pelo carnavalesco Leandro Vieira.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, assinada por Patrick Carvalho, apresentou uma coreografia marcada pela força do corpo. Os integrantes performaram movimentos amplos, expressões faciais bem trabalhadas e uma dança que dialoga diretamente com o repertório cênico de Ney Matogrosso. Gestos característicos do cantor, como a sensualidade, a provocação e a teatralidade, aparecem em cena de maneira evidente.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Um dos pontos mais marcantes da apresentação está no trabalho das mãos. Elas quebram, apontam, ondulam, desmunhecam. Mãos que falam e que ampliam o repertório visual da coreografia. Esse uso expressivo reforça a ousadia e a liberdade corporal que Ney sempre levou ao palco, operando como um elemento-chave para atualizar sua estética e transformá-la em linguagem coreográfica para a avenida.

Os figurinos acompanharam essa proposta ao retomarem peças icônicas da carreira do cantor, compondo um conjunto visual que evoca sensualidade e ruptura de padrões. No centro da cena esteve o Pivô, personagem que representa Ney Matogrosso. Caracterizado e pintado, ele conduziu a apresentação, enquanto os demais integrantes, também vestidos com referências de diferentes fases do artista, construíram uma proposta cênica que dá corpo à narrativa.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

O resultado é uma comissão que se destaca pela coerência entre movimento, estética e dramaturgia. O trabalho de Patrick Carvalho reafirma a aposta da Imperatriz em uma linguagem corporal que honra o homenageado e reinterpreta sua potência libertária para os ensaios de rua.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro vivem um momento espetacular à frente do pavilhão da Imperatriz Leopoldinense. A fina sintonia entre os dois se traduz em uma dança em que técnica e entrosamento se articulam com precisão. O toque próprio que imprimem à coreografia confere unidade estética ao bailado, reforçando a assinatura de excelência da dupla dentro do padrão esperado para o quesito.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Phelipe risca o chão de modo insinuante, especialmente nos trechos em que a escola canta seu perfil “felino e provocador”, evidenciando uma leitura dramatúrgica do samba alinhada ao enredo. Rafaela, por sua vez, conduz o pavilhão com giros leves e contínuos; o modo como rodopia deixa ver o caráter gracioso, festivo e libertário que a “Rainha de Ramos” vem dando em seus ensaios.

Apesar de a escola ter simulado a cabine espelhada no ensaio, o casal optou por não executar o movimento espelhado. Ainda não dá para dizer como a dupla pretende resolver a exigência técnica introduzida pelo novo modelo de julgamento. Não há previsão de quando, ou se, Phelipe e Rafaela apresentarão a coreografia espelhada nos treinos de rua.

HARMONIA E SAMBA

Pitty de Menezes e a equipe musical da Imperatriz vivem um momento de plena afirmação nos ensaios de rua, dissipando qualquer dúvida que tenha cercado a escolha do samba-enredo. Isso se reflete diretamente no canto da comunidade, que aparece forte, constante e ganha ainda mais volume nos trechos de maior apelo melódico.

No pré-refrão e no refrão principal, que começam no trecho “Se joga na festa, esquece o amanhã, minha escola na rua pra ser campeã”, o canto da escola explode, repetindo o impacto dos sambas recentes da Imperatriz.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

O canto consistente dos componentes, aliado à adesão do público que acompanhava o treino, reforça o elevado nível do trabalho musical e do entrosamento da equipe do carro de som. A performance na rua mostrou que o samba encontrou seu lugar na voz da comunidade.

Pitty de Menezes, em entrevista ao CARNAVALESCO, destacou que o desempenho do samba é fruto do trabalho intenso da equipe musical. “A Imperatriz é uma escola que trabalha muito, ensaia muito. A gente tem uma ala musical muito competente, um diretor musical muito competente”, afirmou.

Sobre o rendimento no ensaio, Pitty foi categórico: “Tá aí a prova: esse ensaio maravilhoso. Todo mundo cantando o samba, todo mundo gritando samba. O samba pegou, tá na boca do povo.” Confiante, completou: “A escola confia na nossa equipe e a gente tá demonstrando que é capaz de fazer o samba acontecer.”

EVOLUÇÃO

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

No quesito Evolução, a Imperatriz mostrou, neste ensaio de rua, que não é preciso recorrer a um “militarismo coreográfico” para avançar bem na pista. Em um cenário em que muitas escolas adotam uma evolução mais rígida, motivadas pelo receio de perder ponto e pela leitura técnica que o quesito ganhou nos últimos anos, a Imperatriz apresenta um caminho distinto. Em vez do passo marcado e da disputa engessada por precisão, a escola aposta em leveza, espontaneidade e brincadeira.

Os componentes evoluíram pela rua Euclides Faria de maneira alegre, solta e festiva, cantando o samba com naturalidade e ocupando o espaço sem a sensação de coreografia controlada. Essa postura evidenciou que é possível equilibrar organização e espontaneidade, sem que uma anule a outra. E, mais do que isso, recoloca em discussão o próprio entendimento do quesito: afinal, estamos falando de carnaval, de um desfile de escola de samba, e a fluidez das pessoas na pista faz parte da experiência que o espetáculo propõe.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Outro ponto importante é o canto das alas, que reforça a sensação de evolução viva. Entre elas, merece destaque a ala “Bonecas Deslumbradas”, que virá antes do carro de Ney Matogrosso. Com leques, energia e uma postura camaleônica, é uma das alas mais animadas do ensaio, contribuindo diretamente para o ambiente festivo que a Imperatriz leva para a rua.

OUTROS DESTAQUES

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A “Swing da Leopoldina”, bateria comandada pelo mestre Lolo, apresentou suas bossas no treino do último domingo. As marcações foram executadas com precisão e colocadas estrategicamente nas passadas do samba, resultando em um trabalho de excelência rítmica. O impacto no canto é imediato: a bateria sustenta, impulsiona e dialoga com o carro de som, evidenciando o entrosamento musical que a Imperatriz vem construindo nas últimas temporadas.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

A rainha de bateria, a cantora Iza, que vem comparecendo aos ensaios, não esteve presente neste treino. A presidente da Unidos de Padre Miguel, Lara Mara, participou do ensaio com a amiga Cátia Drumond.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Destaque também para a ala de passistas da Imperatriz, comandada por Márcio Dellawegah. O grupo exibiu muito samba no pé, sensualidade e uma energia que dialoga diretamente com o enredo. No ensaio, os passistas da Imperatriz reafirmaram esse papel ao escreverem a liberdade dos corpos que sambam.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Após prisão de Bolsonaro, Niterói faz ensaio leve e empolgante com canto forte da comunidade em homenagem a Lula

Embalada pelo enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Acadêmicos de Niterói se apresentou de modo leve e organizado em seu terceiro ensaio de rua, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, rumo à estreia no Grupo Especial. Um dia após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o clima do ensaio foi de euforia e empolgação dos componentes e simpatizantes da escola, conduzidos pela força do samba-enredo.

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Ao longo do ensaio, era possível perceber componentes muito felizes fazendo gestos em referência ao homenageado e cantando, a plenos pulmões, as passagens mais fortes do samba. Trechos como “Sem mitos falsos, sem anistia”, “Em Niterói, o amor venceu o medo”, além dos refrões, foram muito cantados.

Em 2026, a Azul e Branca de Niterói levará para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins. A Acadêmicos de Niterói será a escola responsável por abrir os desfiles do Grupo Especial no domingo de carnaval.

O presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, analisou ao CARNAVALESCO o desempenho da escola nos primeiros ensaios de rua. “A gente começou com uma explosão muito grande. O primeiro ensaio já foi enorme, eu considerei bem acima da média. Para quem está começando, foi muito bom. E, claro, estamos aprimorando algumas coisas que ainda não consideramos 100%, mas estamos ajustando para ficar cada vez melhor”, disse.

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Presidente Wallace Palhares. Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Questionado sobre o ensaio um dia após a prisão de Jair Bolsonaro, Palhares ironizou: “Ao contrário de uns e outros, está todo mundo livre aqui ensaiando hoje. Isso é importante”.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Estreantes no Grupo Especial e na Acadêmicos de Niterói, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Emanuel Lira e Thainara Matias, que já dançavam juntos na Unidos da Ponte, fez uma forte e entrosada apresentação no terceiro ensaio de rua da escola. Na dança, o casal mescla elementos da dança tradicional com referências ao samba-enredo e ao homenageado.

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HARMONIA E SAMBA

O samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, dos autores Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr., promete ser um dos grandes destaques do desfile da escola no Carnaval de 2026.

A obra, que possui um dos refrões mais “chiclete” da safra, tem provocado uma grande catarse nos ensaios da escola. O bom desempenho do samba se deve muito, ainda, ao trabalho do intérprete Emerson Dias, que casou perfeitamente com o estilo da obra e com todo o carro de som da Azul e Branca.

Ao longo do ensaio, foi possível observar a comunidade cantando com entusiasmo e potência. O destaque principal ficou, como esperado, para o refrão (“Olê, olê, olê, olá // Vai passar nessa avenida mais um samba popular // Olê, olê, olê, olá // Lula, Lula”) e para o pré-refrão (“Quanto custa a fome, quanto importa a vida // Nosso sobrenome é Brasil da Silva // Vale uma nação, vale um grande enredo // Em Niterói o amor venceu o medo”).

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Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“A gente está muito feliz, porque o samba virou uma febre em nível nacional. O Brasil abraçou a causa, abraçou o enredo, abraçou o samba. Onde eu tenho ido fazer show, as pessoas pedem para eu cantar o samba e, quando eu canto, a reação é enorme, a popularidade é muito grande”, comentou o intérprete Emerson Dias.

“Acho que vai ser uma abertura de desfile incrível. Não vai ser só a plástica que vai prevalecer: vai ser emocionante, vai ter energia, vai ter o povo cantando. A participação popular vai ser muito grande. Essa é a nossa grande expectativa. E, obviamente, que a gente consiga conquistar as notas 10, as notas máximas possíveis, para permanecer no Grupo Especial e dar seguimento a esse trabalho maravilhoso que a Acadêmicos de Niterói vem construindo há quatro anos”, completou.

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EVOLUÇÃO

Com os componentes felizes e empolgados pela homenagem ao presidente Lula, a evolução da Niterói se deu de maneira fluida e leve ao longo de toda a Avenida Ernani do Amaral Peixoto, que simula as dimensões da Marquês de Sapucaí. Ao contrário da Viradouro, porém, a Niterói não desfila por toda a extensão da pista.

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OUTROS DESTAQUES

Comandada pelo mestre Branco Ribeiro, estreante no Grupo Especial, a bateria “Cadência de Niterói” teve um grande desempenho no ensaio de rua da escola, contribuindo para a grande exibição do samba-enredo da Azul e Branca. Presença constante nos ensaios da escola, a rainha de bateria Vanessa Rangeli demonstrou grande entrosamento com a bateria e interagiu de forma brilhante com o público presente, demonstrando muito carisma e simpatia.

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Noite pela diversidade: Camila Prins é coroada rainha de bateria da Unidos de Bangu e reforça espaço trans na Sapucaí

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A Unidos de Bangu viveu um momento marcante ao coroar Camila Prins como sua nova rainha de bateria. Mulher trans com trajetória sólida no samba, ela assume o posto em um ano especial, no qual a escola homenageia Leci Brandão, símbolo de resistência, música e luta social. A coroação emocionou o público e reforçou a força da diversidade na avenida.

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Fotos: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

A trajetória de Camila é marcada por mais de duas décadas de persistência. Natural de São Paulo, ela começou cedo no carnaval e conquistou espaço com talento e presença. Tornou-se conhecida nacionalmente ao se firmar como uma das rainhas trans mais emblemáticas do samba, com passagens por escolas como Camisa Verde e Branco, Império Serrano, Unidos da Tijuca e Porto da Pedra. Sua carreira também inclui destaque internacional, com participações em eventos e festivais fora do Brasil, sempre levando a representatividade como bandeira.

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Perguntada sobre o convite para ser rainha de bateria da Unidos de Bangu, Camila explicou que não esperava viver esse momento.

“Honestamente, eu não esperava esse convite. Eu estava bastante acomodada em São Paulo, e a proposta foi muito grandiosa, especialmente por ter vindo através da minha madrinha, Pipa Braza, uma figura importante em nossa escola, que nos guia com o samba e o enredo. Ela me apresentou à Bangu. Pipa disse: ‘Camila, você precisa ir para o Rio’, e vários outros convites e incentivadores, com raízes em sua história, diziam que eu precisava estar no Rio de Janeiro. E este ano, esse sonho está se tornando realidade”.

O enredo que homenageia Leci Brandão trouxe ainda mais identificação. Camila destacou o peso simbólico do tema em relação à sua própria vivência.

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“É um enredo incrível, que se encaixa perfeitamente na minha vivência como mulher trans. E a Leci, nossa guerreira, que tanto lutou por todos nós… É uma mulher extraordinária. Quando soube que o enredo seria sobre Leci Brandão, senti que estava em casa”.

Em 26 anos de jornada artística, Camila enfrentou preconceitos e resistências, mas transformou os desafios em força. Ela relembra as barreiras que precisou superar até conquistar visibilidade e respeito.

“A minha jornada foi marcada por muita persistência para chegar onde estou hoje, Camila Prins. Enfrentei muitas negativas, muitos obstáculos. No início, eu era vista como uma desconhecida, uma modelo. Mas, desde 2018, consegui mostrar quem realmente é Camila Prins. Tive a honra de desfilar pela Camisa Verde e Branco em 2018, pela Furiosa em 2020 e, agora, em 2026, pela Unidos de Bangu”.

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Sobre a fantasia que usará como rainha de bateria, Camila contou que já viu o projeto e garantiu que o resultado será impactante.

“Eu já vi a minha fantasia e será incrível. Vocês ficarão impressionados. Meu ateliê, Espaço Luz, e meu maquiador, Bruno Fatone, estão envolvidos. Em janeiro, a roupa já estará comigo”.

A coroação de Camila Prins na Unidos de Bangu representa não apenas a chegada de uma nova rainha, mas um avanço significativo para o carnaval. Sua presença reafirma que o samba é, acima de tudo, um espaço de diversidade, potência e voz. Em um enredo que celebra Leci Brandão, mulher negra que sempre abriu caminhos, a escolha de Camila fortalece a mensagem de que toda forma de existência merece lugar, respeito e destaque na avenida.

Mocidade faz seu chão brilhar em ensaio de rua técnico e empolgante

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A Mocidade Independente realizou, no último sábado, seu segundo ensaio de rua na nova pista de Bangu. A Avenida Ministro Ary Franco se mostrou um acerto da diretoria para o futuro técnico da escola. Com mais espaço e melhor iluminação, os componentes se soltaram, o primeiro casal flutuou usando toda a extensão da pista e a bateria “Não Existe Mais Quente” deu o show habitual. Com ótima evolução e alegria contagiante, o grande destaque do ensaio foi o componente independente, que fez a escola pulsar pela rua. A Mocidade será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, em 16 de fevereiro, com o enredo “Rita Lee – A Padroeira da Liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage.

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“A gente veio aqui para fazer uma Mocidade diferente. Uma rua que representasse a Marquês de Sapucaí. A Mocidade é isso: povo, garra, união e, acima de tudo, muito amor. Estou muito feliz. A escola está cantando, está evoluindo. E digo para vocês: nós vamos brigar pelo campeonato. Eu prometi isso e vou cumprir”. A declaração é do diretor de carnaval, Wallace Capoeira, que exibia um sorriso constante, satisfeito com o que viu da escola.

O componente independente é especial. E ninguém pode dizer que a Mocidade não está focada em convencer os jurados darem nota 40 que não veio em 2025, apesar do grande desempenho nos quesitos de chão. Mesmo após terminar na penúltima colocação no último carnaval, a comunidade virou a página e acredita em dias mais vitoriosos. Isso se reflete nos ensaios: vibrantes, disciplinados e com uma energia que impressiona da concentração ao final.

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A vibração imposta desde o esquenta e o sacode da bateria do mestre Dudu são combustíveis para as alas se manterem acesas do início ao fim. Do jovem que canta a plenos pulmões à senhora que executa cada movimento com entrega total, o ensaio de rua da Mocidade vale a pena ser visto.

“A gente dá crédito, acima de tudo, à comunidade que comprou nossa ideia e nossa causa. Nos últimos carnavais, a gente não conseguiu. Respeitamos o julgamento, mas acreditamos que é preciso avaliar a Mocidade tecnicamente. O último carnaval mostrou um trabalho muito técnico. Talvez tenha faltado a tal vibração e é isso que estamos buscando. Trouxemos a escola para uma pista que representa de forma mais próxima a Sapucaí, para buscar esses décimos em harmonia, evolução e chão. Temos um casal iluminado, uma comissão forte, uma bateria nota 10. Falta gabaritar harmonia e evolução. É o trabalho que estamos fazendo. Estou muito feliz e confiante”, concluiu Capoeira.

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Diretor de carnaval, Wallace Capoeira

COMISSÃO DE FRENTE

A coreografia criada para a temporada de ensaios de rua é baseada na música “Doce Vampiro”, de Rita Lee. O quesito, liderado pelo coreógrafo Marcelo Misailidis, apresentou boas soluções para as cabines espelhadas de jurados, dividindo o conjunto ao meio. Assim, cada lado se apresenta para uma direção em determinados momentos, com a maior parte da coreografia voltada para a frente, como na abertura da apresentação, e no trecho do samba entre “posso imaginar loucuras” e “santa Rita Leeberdade”.

É uma exibição simpática, construída com mais fluidez do que sincronia o que está longe de ser um problema e muito perto de resultar em uma dança prazerosa de assistir. O quesito explora muito bem o espaço e, agora com o peso de ter sido número de destaque em 2025, dá sinais de que pode surpreender novamente na Sapucaí.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal, Diogo Jesus e Bruna Santos, ganhou na nova pista um ambiente muito mais parecido com o da Sapucaí, tanto em espaço quanto em iluminação. Isso permite trabalhar detalhes que antes não eram perceptíveis. O resultado é um show. Eles seguem flutuando pela pista, atravessam de um lado ao outro, cruzam caminhos e dividem a apresentação de forma impecável entre as cabines espelhadas e todos os ângulos do público. O passo executado no trecho “dedilha a guitarra” dá um belo movimento de corpo ao casal. No momento de “santa Leeberdade”, quando Diogo gira para uma cabine e Bruna para outra, levantando braços opostos em forma de “V”, o efeito é excelente.

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Bruna destaca: “Aqui, o espaço técnico é muito melhor. A rua é muito mais clara. Para mim e para o Diogo, está aprovadíssimo. A comunidade abraçou nossa escola. A rua está cheia, e isso nos deixa muito felizes”.

Diogo completa: “Aqui conseguimos desenvolver nossa coreografia como deve ser. Na Guilherme da Silveira o ensaio era bom, mas não tínhamos esse nível técnico de espaçamento. Aqui é maravilhoso. A escola acertou em cheio”.

SAMBA-ENREDO E HARMONIA

O samba favorece diretamente os quesitos harmonia e evolução. A melodia auxilia o canto. São dois refrãos que empurram o componente para cima, enquanto a primeira e a segunda partes têm nuances que mantêm a vibração. Os trechos mais cantados são justamente os refrãos e os últimos quatro versos, com destaque para “agora só falta você”, momento em que muitos apontam para pessoas aleatórias, criando interação divertida.

Igor Vianna defendeu bem o samba, mas precisa ajustar alguns cortes de palavras que soam como superficiais. Ainda assim, o intérprete mostra felicidade por estar na escola e consegue o retorno imediato do componente sempre que chama para cantar.

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Intérprete Igor Vianna

“Estou gostando demais! Não tem explicação para o que estou vivendo aqui. O carro de som está aprovado, o samba está aprovado. Nosso segundo ensaio teve um aproveitamento muito bom. A rapaziada está muito bem”, disse o cantor.

O componente está focado em mostrar que o canto merece nota máxima, enquanto o carro de som faz sua parte com consistência. A Mocidade canta no tom certo, sem exageros, com ótimo equilíbrio entre canto e evolução. Desde o primeiro ensaio técnico do último carnaval, a escola mostra que volume não é tudo: consistência é o que sustenta o quesito.

EVOLUÇÃO

É o que faz a Mocidade pulsar. O samba ajuda. Os componentes pulam, trabalham mãos e adereços, brincam e interagem sem que o ensaio caia no descontrole. No ensaio de sábado, tudo funcionou bem, especialmente para um segundo ensaio do ano. Ainda é preciso observar fluidez de andamento, mas a equipe de harmonia comemorou, com razão, o resultado.

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“Identificamos algumas questões que serão levadas ao barracão para ajustes. É o segundo ensaio, mas estou muito feliz e confiante. A presidência tem dado toda a estrutura possível, e temos certeza absoluta de que a Mocidade fará uma grande apresentação”, comentou Wallace Capoeira.

OUTROS DESTAQUES

Segundo mestre Dudu, a bateria “Não Existe Mais Quente” sacudiu o público presente com uma bossa ensaiada apenas dois dias na última semana. Eles deram o show de ritmo que já é de praxe em Padre Miguel.

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Mestre Dudu

“Na (última) quarta-feira eu botei uma bossa nova na bateria. E na quinta-feira a escola fez o ensaio lá na Brasil. Eu já inseri ela assim mesmo. A gente sabe que é difícil ter ensaio um após o outro, mas a molecada está tão focada. A gente quer de verdade gabaritar essa bateria. E essa rua aqui me atende demais. É como se fosse desfile de verdade, com o espaçamento. E trouxe a bossa para hoje. Eu não tenho medo de arriscar. Eu fiz uma sequência de bossas que já estou há 3 ou 4 semanas ensaiando, mas hoje eu larguei o aço aqui para poder mesmo testar. E fluiu. O trabalho foi bem executado”, avaliou o mestre.

Destaque também para um trio de musas. À frente dos passistas, Gaby Mentes é a queridinha do público. Antes da quarta alegoria, Mayara do Nascimento esbanja sua forma física e simpatia, e a musa mirim Sofia Paiva entrega tanto no carisma durante todo o ensaio quanto na coreografia do samba. As três são puro samba no pé e levam o público junto quando passam.

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O próximo compromisso da Mocidade é na Cidade do Samba. No sábado, 29 de novembro, a Estrela-Guia fará sua apresentação com uma promessa do mestre Dudu.

“A gente vai fazer loucura. Isso é Rita Lee! É uma escola que é muito esperada. Todo mundo sabe que a Mocidade sempre fez uma grande final de samba, e a gente quer fazer uma mini final na Cidade do Samba. Então, pode aguardar. A gente vai resgatar essa marca Mocidade, que ao longo do tempo vem se perdendo. Mas a gente quer fazer e mostrar que a Mocidade é grande e gigante, que a gente não vai perder isso nunca”.

Canto estrondoso e disciplina marcam o início da caminhada da Unidos de Padre Miguel rumo ao Carnaval 2026

A Unidos de Padre Miguel realizou, na última sexta-feira, seu primeiro ensaio de rua rumo ao Carnaval de 2026. A Rua Barão do Triunfo, no coração da Vila Vintém, foi completamente tomada pelo forte canto dos componentes e torcedores, que entoaram com intensidade o samba-enredo “Kunhã-Eté: O Sopro Sagrado da Jurema”, homenagem à heroína indígena Clara Camarão. O ensaio mostrou, desde antes mesmo de começar, a força da comunidade e a preparação da escola.

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Fotos: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

O diretor de carnaval, Cícero Costa, comentou a importância da noite: “O ensaio de rua sempre é bom e importante para massificar o canto do samba e a escola chegar 100% na avenida. Temos o praxe de iniciar dentro da comunidade para trazer essa festa para o nosso povo. Se andarmos até o final, veremos como a rua está cheia. É isso que movimenta”.

O carnavalesco Lucas Milato reforçou o valor desse encontro: “Os ensaios de rua são momentos muito gostosos, porque temos um contato mais intenso com a nossa comunidade, que é muito dedicada. Hoje se inicia uma bateria de ensaios até o desfile, que contribuem demais para o êxito final”.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente surpreendeu pelo nível de preparo. Mesmo no primeiro ensaio na rua, apresentou uma coreografia bem elaborada e bem marcada, sob o comando do coreógrafo Paulo Pinna, que acompanhou tudo pessoalmente. “Fiz questão de estar aqui hoje porque é o primeiro ensaio na comunidade para o próximo ano, e isso tem um peso enorme. Estamos em uma escola que ainda é nova para a gente, por isso a comunidade precisa ver a nossa comissão, se aproximar e criar essa integração. Estar aqui faz toda a diferença, porque esse calor da Vila Vintém é único. Aqui é onde pega fogo. A energia é sempre muito forte. Eu queria sentir isso desde já para provocar esse gostinho de querer sempre mais. Precisamos estar com essa energia sempre renovada. Peço a essa comunidade maravilhosa da Vila Vintém que continue nos prestigiando como sempre faz”.

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Toda a encenação está muito bem dançada pelos integrantes e faz referência direta ao enredo, algo claramente percebido pelo público.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Mesmo com uma coreografia não oficial, o primeiro casal mostrou segurança e boa fluidez na dança. O riscado de Marcinho Siqueira e o giro de Cris Caldas foram os destaques. “Estamos superansiosos para esse primeiro ensaio na rua. Fomos muito bem recebidos na UPM e queremos sentir a energia da galera da Vila Vintém. Hoje queremos dançar com essa Vila inteira”, disse Cris antes de se apresentar.

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“A expectativa é das melhores. Estamos pegando essa energia intensa da comunidade. Hoje vai ser lindo e é só o começo”, complementou Marcinho.

HARMONIA

O ponto mais forte da noite foi o canto. Os componentes cantaram muito alto e com empolgação. O intérprete Bruno Ribas conduziu com garra e potência vocal, sendo fortemente acompanhado pela comunidade. “Aqui na rua é onde sentimos o desfile. Ensaiar parado é bom, mas aqui vemos o comportamento da escola. A Vila Vintém é o templo de Axé. Se o primeiro desfile não for aqui, não dá certo. Hoje começa tudo”, afirmou o cantor.

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Cícero Costa reforçou: “A UPM é uma escola muito cantante e guerrida, com um grupo de pessoas bem valentes, como diz o próprio samba”.

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Apesar da rua estreita e irregular, com muitos quebra-molas, a escola passou bem, com alas cheias e integrantes animados, sem apresentar buracos. As alas coreografadas acompanharam o ritmo e o ensaio fluiu dentro do tempo previsto.

OUTROS DESTAQUES

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Em sua estreia, o mestre Laion mostrou que merece o posto ao conduzir a bateria com disciplina e atenção minuciosa aos detalhes, mantendo os ritmistas alinhados aos cantores do carro de som durante todo o percurso, desde o esquenta. “É importante ensaiar na rua por causa da preparação junto à comunidade. A escola já vem realizando alguns ensaios fortíssimos dentro da quadra, mas, na rua, a expectativa dobra. Hoje é minha estreia aqui e teremos um grande ensaio, lotado. Estou feliz, animado e confiante no resultado. Foi um ensaio muito bom. Teremos outros nesta semana. Vamos acertar os detalhes que faltaram ainda hoje e correr para que no próximo seja ainda melhor”.

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Cícero Costa destacou o empenho da comunidade: “Foi como esperávamos. Já no primeiro ensaio, o samba está na boca do povo. Não mudaria nada”.

A presidente Lara Mara reforçou a ligação da agremiação com o seu lar: “Foi um ensaio muito bom. Meus ensaios preferidos são aqui na Vila Vintém. O dia em que a Unidos deixar a Vintém será o dia em que ela deixará de ser Unidos. Estou muito feliz com o ensaio de hoje”.

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Salgueiro Convida recebe neste sábado a Mocidade Alegre

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O ritmo, a tradição e a energia do carnaval vão tomar conta da quadra do Acadêmicos do Salgueiro neste sábado, a partir das 20h30, com mais uma edição especial do evento “Salgueiro Convida”. E neste sábado a convidada vem de São Paulo. Mocidade Alegre chega no Torrão Amado para uma noite que promete um espetáculo inesquecível por reunir duas das mais respeitadas escolas de samba do país.

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Foto: Raphael Vidal / Salgueiro

A programação tem início com a apresentação dos segmentos da escola anfitriã, que receberá o público com todo o seu brilho característico. O cortejo salgueirense será acompanhado pela potência sonora da bateria “Furiosa”, conduzindo a plateia por um passeio emocionante através de sambas-enredo que marcaram a história da vermelho e branco.

Em seguida, a convidada especial da noite, a Mocidade Alegre, sobe ao palco para celebrar a amizade e a união entre as coirmãs. A escola de São Paulo promete levar sua força, tradição e carisma, em uma apresentação que deve emocionar sambistas e admiradores do carnaval de todo o Brasil.

O encontro reforça não apenas a troca cultural entre os dois estados, mas também a valorização do samba como expressão artística e social. Uma noite única, feita para quem respira carnaval o ano inteiro.

Serviço:
Evento: Sangueiro Convida Mocidade Alegre
Data: Sábado | A partir das 20h30
Local: Quadra do Acadêmicos do Salgueiro
Classificação: Livre
ingressos: Guichê web

Unidos de Bangu faz festa de aniversário de 88 anos e coroação da rainha Camila Prins

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A Zona Oeste vai ferver neste sábado com a grande comemoração de aniversário da Unidos de Bangu, que celebra mais um ano de história e resistência no samba. A partir das 19h, o público está convidado para uma noite especial, marcada por música, tradição, alegria e o melhor: entrada gratuita. A festa ganha brilho extra com a coroação de Camila Prins como nova rainha de bateria, assumindo o posto à frente da poderosa Caldeirão da Zona Oeste, comandada pelo mestre Dinho.

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Foto: Divulgação/Unidos de Bangu

Para celebrar a data, o evento contará com o show do cantor Breno Simões, garantindo muita animação para o público. Também sobem ao palco as escolas coirmãs Mocidade Independente de Padre Miguel, Acadêmicos de Vigário Geral e Unidos do Porto da Pedra, reforçando a união do samba e o espírito carnavalesco que pulsa na região.

Para o Carnaval 2026, a Unidos de Bangu levará para a avenida o enredo “As coisas que mamãe me ensinou”, uma emocionante homenagem à cantora, compositora e deputada estadual Leci Brandão, ícone da cultura popular brasileira e símbolo de luta por justiça social, igualdade e resistência. O tema destaca sua trajetória, sua musicalidade e seu legado como figura de representatividade.

Quem quiser aproveitar a festa desde cedo ainda conta com promoção especial: até 20h, o balde com 5 Brahmas sai por apenas R$ 26,99. O encontro será no Ceres Futebol Clube, na Rua da Chita, 898 – Bangu.

Thuane Werneck é a nova musa da União do Parque Acari para o Carnaval 2026

Depois de brilhar como rainha do carnaval 2025, Thuane Werneck inicia 2026 com um novo desafio: ser a musa da União do Parque Acari. A dançarina, que se destaca pela versatilidade e pela forte pesquisa corporal, chega à escola trazendo uma trajetória marcada pela técnica, pela dedicação e pela projeção internacional no samba. Formada em Danças Urbanas pelo projeto Rio H2K, Thuane também passou pelo Curso de Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ampliou seus estudos sobre movimento e performance. Essa base técnica, segundo ela, é fundamental para o trabalho que desenvolve hoje no samba no pé.

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Foto: Divulgação/União do Parque Acari

A vivência de Thuane no carnaval começou na Herdeiros da Vila, escola mirim da Vila Isabel. Desde então, percorreu diferentes agremiações do Rio de Janeiro: integrou a ala da comunidade da Unidos de Padre Miguel, atuou como passista no Império da Tijuca e, atualmente, faz parte do grupo de passistas da Vila Isabel, onde segue aprimorando sua relação com o ritmo e com a tradição carnavalesca.

Além da atuação nas escolas, Thuane também se destaca fora do país. Como professora de samba no pé, já ministrou workshops e participou de intercâmbios culturais em países como Alemanha, França, Portugal, Suíça, China e Argentina, contribuindo para a valorização e a difusão do samba no exterior.

O ano de 2025 marcou um ponto alto em sua carreira. Além de ser coroada Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro, Thuane conquistou reconhecimento internacional ao receber o título de Rainha do Samba do Festival de Coburg e ser nomeada Embaixadora do Carnaval de Limassol.

Agora, como musa da União do Parque Acari, Thuane Werneck promete levar ao desfile de 2026 sua experiência, sua força artística e o compromisso de sempre honrar o samba dentro e fora da avenida.

Baródromo apresenta cardápio em homenagem aos enredos do Carnaval 2026

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O tradicional bar, que se tornou reduto do samba e do Carnaval, lançou o cardápio em homenagem aos enredos das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro. O Baródromo está aberto de terça a domingo com entrada gratuita.

“Pelo terceiro ano consecutivo homenageamos as escolas de samba com um cardápio inspirado nos seus enredos, misturando sabores e aromas”, comentou Felipe Trotta, proprietário do bar.

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O processo de preparação do novo cardápio inicia logo após a escolha dos enredos, metade dos enredos se tornam drinks e outra metade um prato, como é o caso da Vila Isabel que tem um prato inspirado em comida boteco para o enredo que conta a trajetória de Heitor dos Prazeres.

O Baródromo, em mais de 10 anos de existência, se tornou um lugar de afeto e encontro para o sambista. “Acreditamos que através do paladar o torcedor pode estar mais próximo da sua escola”, analisa Felipe Trotta ao refletir sobre o bar.

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Fotos: Divulgação/Baródromo

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Serviço:
Local: Rua Dona Zulmira, 41, Maracanã
Funcionamento:
Terca a quinta: 17h à meia noite
Sexta: 17h à 1h
Sábado: 12h à 1h
Domingo: 12h às 22h
Instagram: https://www.instagram.com/barodromo

Vila Isabel transforma samba em leitura na 3ª edição da FLIVILA

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Na próxima sexta-feira, dia 28 de novembro, a 3ª edição da “FLIVILA – Festa Literária da Unidos de Vila Isabel” vai desfilar na quadra da escola de samba, no Boulevard 28 de Setembro, a partir das 9h. O evento, uma realização da agremiação em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, promete reafirmar que Vila Isabel é território não só do samba, mas também de leitura.

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

Integrando o Ciclo de Festas Literárias da Secretaria Municipal de Educação, a FLIVILA tem como pano de fundo o enredo da escola para o Carnaval 2026, _“Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, uma homenagem ao compositor e pintor Heitor dos Prazeres. A proposta é celebrar as conexões entre as raízes africanas, a musicalidade, as artes e a cultura brasileira, especialmente o samba – a essência da Vila.

“A FLIVILA é sempre um grande sucesso. Nela reunimos amantes da literatura e da cultura em torno de um objetivo comum: a imersão das nossas crianças em uma festa literária que incentiva o conhecimento, democratiza os livros e valoriza todas as práticas leitoras”, afirma o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

A expectativa é receber mais de 1.500 alunos da rede municipal de ensino, acompanhados de seus responsáveis, para uma programação repleta de atividades literárias e culturais. Todos os estudantes participantes receberão gratuitamente um livro adequado à sua faixa etária, como forma de incentivo à leitura e valorização das experiências artísticas, musicais e culturais que a FLIVILA propõe.

“O enredo de Heitor dialoga diretamente com a própria história da Vila Isabel. Ele era um grande intelectual que construía conhecimento por meio da pintura, da música e de sua vivência nos terreiros do Rio, e isso inspira a forma como queremos comunicar o enredo à comunidade. A FLIVILA reforça esse movimento ao levar a literatura para dentro da escola de samba, valorizando a memória da Vila e mostrando que ela é também um espaço de formação e cidadania”, destaca Vinícius Natal, pesquisador da Unidos de Vila Isabel.

SERVIÇO:
FLIVILA – Festa Literária da Unidos de Vila Isabel
Local: Quadra da Escola, Boulevard 28 de Setembro
Dia: 28 de novembro
Horário: 9h às 21h30