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Mocidade faz seu chão brilhar em ensaio de rua técnico e empolgante

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A Mocidade Independente realizou, no último sábado, seu segundo ensaio de rua na nova pista de Bangu. A Avenida Ministro Ary Franco se mostrou um acerto da diretoria para o futuro técnico da escola. Com mais espaço e melhor iluminação, os componentes se soltaram, o primeiro casal flutuou usando toda a extensão da pista e a bateria “Não Existe Mais Quente” deu o show habitual. Com ótima evolução e alegria contagiante, o grande destaque do ensaio foi o componente independente, que fez a escola pulsar pela rua. A Mocidade será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, em 16 de fevereiro, com o enredo “Rita Lee – A Padroeira da Liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage.

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“A gente veio aqui para fazer uma Mocidade diferente. Uma rua que representasse a Marquês de Sapucaí. A Mocidade é isso: povo, garra, união e, acima de tudo, muito amor. Estou muito feliz. A escola está cantando, está evoluindo. E digo para vocês: nós vamos brigar pelo campeonato. Eu prometi isso e vou cumprir”. A declaração é do diretor de carnaval, Wallace Capoeira, que exibia um sorriso constante, satisfeito com o que viu da escola.

O componente independente é especial. E ninguém pode dizer que a Mocidade não está focada em convencer os jurados darem nota 40 que não veio em 2025, apesar do grande desempenho nos quesitos de chão. Mesmo após terminar na penúltima colocação no último carnaval, a comunidade virou a página e acredita em dias mais vitoriosos. Isso se reflete nos ensaios: vibrantes, disciplinados e com uma energia que impressiona da concentração ao final.

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A vibração imposta desde o esquenta e o sacode da bateria do mestre Dudu são combustíveis para as alas se manterem acesas do início ao fim. Do jovem que canta a plenos pulmões à senhora que executa cada movimento com entrega total, o ensaio de rua da Mocidade vale a pena ser visto.

“A gente dá crédito, acima de tudo, à comunidade que comprou nossa ideia e nossa causa. Nos últimos carnavais, a gente não conseguiu. Respeitamos o julgamento, mas acreditamos que é preciso avaliar a Mocidade tecnicamente. O último carnaval mostrou um trabalho muito técnico. Talvez tenha faltado a tal vibração e é isso que estamos buscando. Trouxemos a escola para uma pista que representa de forma mais próxima a Sapucaí, para buscar esses décimos em harmonia, evolução e chão. Temos um casal iluminado, uma comissão forte, uma bateria nota 10. Falta gabaritar harmonia e evolução. É o trabalho que estamos fazendo. Estou muito feliz e confiante”, concluiu Capoeira.

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Diretor de carnaval, Wallace Capoeira

COMISSÃO DE FRENTE

A coreografia criada para a temporada de ensaios de rua é baseada na música “Doce Vampiro”, de Rita Lee. O quesito, liderado pelo coreógrafo Marcelo Misailidis, apresentou boas soluções para as cabines espelhadas de jurados, dividindo o conjunto ao meio. Assim, cada lado se apresenta para uma direção em determinados momentos, com a maior parte da coreografia voltada para a frente, como na abertura da apresentação, e no trecho do samba entre “posso imaginar loucuras” e “santa Rita Leeberdade”.

É uma exibição simpática, construída com mais fluidez do que sincronia o que está longe de ser um problema e muito perto de resultar em uma dança prazerosa de assistir. O quesito explora muito bem o espaço e, agora com o peso de ter sido número de destaque em 2025, dá sinais de que pode surpreender novamente na Sapucaí.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal, Diogo Jesus e Bruna Santos, ganhou na nova pista um ambiente muito mais parecido com o da Sapucaí, tanto em espaço quanto em iluminação. Isso permite trabalhar detalhes que antes não eram perceptíveis. O resultado é um show. Eles seguem flutuando pela pista, atravessam de um lado ao outro, cruzam caminhos e dividem a apresentação de forma impecável entre as cabines espelhadas e todos os ângulos do público. O passo executado no trecho “dedilha a guitarra” dá um belo movimento de corpo ao casal. No momento de “santa Leeberdade”, quando Diogo gira para uma cabine e Bruna para outra, levantando braços opostos em forma de “V”, o efeito é excelente.

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Bruna destaca: “Aqui, o espaço técnico é muito melhor. A rua é muito mais clara. Para mim e para o Diogo, está aprovadíssimo. A comunidade abraçou nossa escola. A rua está cheia, e isso nos deixa muito felizes”.

Diogo completa: “Aqui conseguimos desenvolver nossa coreografia como deve ser. Na Guilherme da Silveira o ensaio era bom, mas não tínhamos esse nível técnico de espaçamento. Aqui é maravilhoso. A escola acertou em cheio”.

SAMBA-ENREDO E HARMONIA

O samba favorece diretamente os quesitos harmonia e evolução. A melodia auxilia o canto. São dois refrãos que empurram o componente para cima, enquanto a primeira e a segunda partes têm nuances que mantêm a vibração. Os trechos mais cantados são justamente os refrãos e os últimos quatro versos, com destaque para “agora só falta você”, momento em que muitos apontam para pessoas aleatórias, criando interação divertida.

Igor Vianna defendeu bem o samba, mas precisa ajustar alguns cortes de palavras que soam como superficiais. Ainda assim, o intérprete mostra felicidade por estar na escola e consegue o retorno imediato do componente sempre que chama para cantar.

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Intérprete Igor Vianna

“Estou gostando demais! Não tem explicação para o que estou vivendo aqui. O carro de som está aprovado, o samba está aprovado. Nosso segundo ensaio teve um aproveitamento muito bom. A rapaziada está muito bem”, disse o cantor.

O componente está focado em mostrar que o canto merece nota máxima, enquanto o carro de som faz sua parte com consistência. A Mocidade canta no tom certo, sem exageros, com ótimo equilíbrio entre canto e evolução. Desde o primeiro ensaio técnico do último carnaval, a escola mostra que volume não é tudo: consistência é o que sustenta o quesito.

EVOLUÇÃO

É o que faz a Mocidade pulsar. O samba ajuda. Os componentes pulam, trabalham mãos e adereços, brincam e interagem sem que o ensaio caia no descontrole. No ensaio de sábado, tudo funcionou bem, especialmente para um segundo ensaio do ano. Ainda é preciso observar fluidez de andamento, mas a equipe de harmonia comemorou, com razão, o resultado.

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“Identificamos algumas questões que serão levadas ao barracão para ajustes. É o segundo ensaio, mas estou muito feliz e confiante. A presidência tem dado toda a estrutura possível, e temos certeza absoluta de que a Mocidade fará uma grande apresentação”, comentou Wallace Capoeira.

OUTROS DESTAQUES

Segundo mestre Dudu, a bateria “Não Existe Mais Quente” sacudiu o público presente com uma bossa ensaiada apenas dois dias na última semana. Eles deram o show de ritmo que já é de praxe em Padre Miguel.

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Mestre Dudu

“Na (última) quarta-feira eu botei uma bossa nova na bateria. E na quinta-feira a escola fez o ensaio lá na Brasil. Eu já inseri ela assim mesmo. A gente sabe que é difícil ter ensaio um após o outro, mas a molecada está tão focada. A gente quer de verdade gabaritar essa bateria. E essa rua aqui me atende demais. É como se fosse desfile de verdade, com o espaçamento. E trouxe a bossa para hoje. Eu não tenho medo de arriscar. Eu fiz uma sequência de bossas que já estou há 3 ou 4 semanas ensaiando, mas hoje eu larguei o aço aqui para poder mesmo testar. E fluiu. O trabalho foi bem executado”, avaliou o mestre.

Destaque também para um trio de musas. À frente dos passistas, Gaby Mentes é a queridinha do público. Antes da quarta alegoria, Mayara do Nascimento esbanja sua forma física e simpatia, e a musa mirim Sofia Paiva entrega tanto no carisma durante todo o ensaio quanto na coreografia do samba. As três são puro samba no pé e levam o público junto quando passam.

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O próximo compromisso da Mocidade é na Cidade do Samba. No sábado, 29 de novembro, a Estrela-Guia fará sua apresentação com uma promessa do mestre Dudu.

“A gente vai fazer loucura. Isso é Rita Lee! É uma escola que é muito esperada. Todo mundo sabe que a Mocidade sempre fez uma grande final de samba, e a gente quer fazer uma mini final na Cidade do Samba. Então, pode aguardar. A gente vai resgatar essa marca Mocidade, que ao longo do tempo vem se perdendo. Mas a gente quer fazer e mostrar que a Mocidade é grande e gigante, que a gente não vai perder isso nunca”.

Canto estrondoso e disciplina marcam o início da caminhada da Unidos de Padre Miguel rumo ao Carnaval 2026

A Unidos de Padre Miguel realizou, na última sexta-feira, seu primeiro ensaio de rua rumo ao Carnaval de 2026. A Rua Barão do Triunfo, no coração da Vila Vintém, foi completamente tomada pelo forte canto dos componentes e torcedores, que entoaram com intensidade o samba-enredo “Kunhã-Eté: O Sopro Sagrado da Jurema”, homenagem à heroína indígena Clara Camarão. O ensaio mostrou, desde antes mesmo de começar, a força da comunidade e a preparação da escola.

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Fotos: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

O diretor de carnaval, Cícero Costa, comentou a importância da noite: “O ensaio de rua sempre é bom e importante para massificar o canto do samba e a escola chegar 100% na avenida. Temos o praxe de iniciar dentro da comunidade para trazer essa festa para o nosso povo. Se andarmos até o final, veremos como a rua está cheia. É isso que movimenta”.

O carnavalesco Lucas Milato reforçou o valor desse encontro: “Os ensaios de rua são momentos muito gostosos, porque temos um contato mais intenso com a nossa comunidade, que é muito dedicada. Hoje se inicia uma bateria de ensaios até o desfile, que contribuem demais para o êxito final”.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente surpreendeu pelo nível de preparo. Mesmo no primeiro ensaio na rua, apresentou uma coreografia bem elaborada e bem marcada, sob o comando do coreógrafo Paulo Pinna, que acompanhou tudo pessoalmente. “Fiz questão de estar aqui hoje porque é o primeiro ensaio na comunidade para o próximo ano, e isso tem um peso enorme. Estamos em uma escola que ainda é nova para a gente, por isso a comunidade precisa ver a nossa comissão, se aproximar e criar essa integração. Estar aqui faz toda a diferença, porque esse calor da Vila Vintém é único. Aqui é onde pega fogo. A energia é sempre muito forte. Eu queria sentir isso desde já para provocar esse gostinho de querer sempre mais. Precisamos estar com essa energia sempre renovada. Peço a essa comunidade maravilhosa da Vila Vintém que continue nos prestigiando como sempre faz”.

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Toda a encenação está muito bem dançada pelos integrantes e faz referência direta ao enredo, algo claramente percebido pelo público.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Mesmo com uma coreografia não oficial, o primeiro casal mostrou segurança e boa fluidez na dança. O riscado de Marcinho Siqueira e o giro de Cris Caldas foram os destaques. “Estamos superansiosos para esse primeiro ensaio na rua. Fomos muito bem recebidos na UPM e queremos sentir a energia da galera da Vila Vintém. Hoje queremos dançar com essa Vila inteira”, disse Cris antes de se apresentar.

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“A expectativa é das melhores. Estamos pegando essa energia intensa da comunidade. Hoje vai ser lindo e é só o começo”, complementou Marcinho.

HARMONIA

O ponto mais forte da noite foi o canto. Os componentes cantaram muito alto e com empolgação. O intérprete Bruno Ribas conduziu com garra e potência vocal, sendo fortemente acompanhado pela comunidade. “Aqui na rua é onde sentimos o desfile. Ensaiar parado é bom, mas aqui vemos o comportamento da escola. A Vila Vintém é o templo de Axé. Se o primeiro desfile não for aqui, não dá certo. Hoje começa tudo”, afirmou o cantor.

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Cícero Costa reforçou: “A UPM é uma escola muito cantante e guerrida, com um grupo de pessoas bem valentes, como diz o próprio samba”.

EVOLUÇÃO

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Apesar da rua estreita e irregular, com muitos quebra-molas, a escola passou bem, com alas cheias e integrantes animados, sem apresentar buracos. As alas coreografadas acompanharam o ritmo e o ensaio fluiu dentro do tempo previsto.

OUTROS DESTAQUES

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Em sua estreia, o mestre Laion mostrou que merece o posto ao conduzir a bateria com disciplina e atenção minuciosa aos detalhes, mantendo os ritmistas alinhados aos cantores do carro de som durante todo o percurso, desde o esquenta. “É importante ensaiar na rua por causa da preparação junto à comunidade. A escola já vem realizando alguns ensaios fortíssimos dentro da quadra, mas, na rua, a expectativa dobra. Hoje é minha estreia aqui e teremos um grande ensaio, lotado. Estou feliz, animado e confiante no resultado. Foi um ensaio muito bom. Teremos outros nesta semana. Vamos acertar os detalhes que faltaram ainda hoje e correr para que no próximo seja ainda melhor”.

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Cícero Costa destacou o empenho da comunidade: “Foi como esperávamos. Já no primeiro ensaio, o samba está na boca do povo. Não mudaria nada”.

A presidente Lara Mara reforçou a ligação da agremiação com o seu lar: “Foi um ensaio muito bom. Meus ensaios preferidos são aqui na Vila Vintém. O dia em que a Unidos deixar a Vintém será o dia em que ela deixará de ser Unidos. Estou muito feliz com o ensaio de hoje”.

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Salgueiro Convida recebe neste sábado a Mocidade Alegre

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O ritmo, a tradição e a energia do carnaval vão tomar conta da quadra do Acadêmicos do Salgueiro neste sábado, a partir das 20h30, com mais uma edição especial do evento “Salgueiro Convida”. E neste sábado a convidada vem de São Paulo. Mocidade Alegre chega no Torrão Amado para uma noite que promete um espetáculo inesquecível por reunir duas das mais respeitadas escolas de samba do país.

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Foto: Raphael Vidal / Salgueiro

A programação tem início com a apresentação dos segmentos da escola anfitriã, que receberá o público com todo o seu brilho característico. O cortejo salgueirense será acompanhado pela potência sonora da bateria “Furiosa”, conduzindo a plateia por um passeio emocionante através de sambas-enredo que marcaram a história da vermelho e branco.

Em seguida, a convidada especial da noite, a Mocidade Alegre, sobe ao palco para celebrar a amizade e a união entre as coirmãs. A escola de São Paulo promete levar sua força, tradição e carisma, em uma apresentação que deve emocionar sambistas e admiradores do carnaval de todo o Brasil.

O encontro reforça não apenas a troca cultural entre os dois estados, mas também a valorização do samba como expressão artística e social. Uma noite única, feita para quem respira carnaval o ano inteiro.

Serviço:
Evento: Sangueiro Convida Mocidade Alegre
Data: Sábado | A partir das 20h30
Local: Quadra do Acadêmicos do Salgueiro
Classificação: Livre
ingressos: Guichê web

Unidos de Bangu faz festa de aniversário de 88 anos e coroação da rainha Camila Prins

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A Zona Oeste vai ferver neste sábado com a grande comemoração de aniversário da Unidos de Bangu, que celebra mais um ano de história e resistência no samba. A partir das 19h, o público está convidado para uma noite especial, marcada por música, tradição, alegria e o melhor: entrada gratuita. A festa ganha brilho extra com a coroação de Camila Prins como nova rainha de bateria, assumindo o posto à frente da poderosa Caldeirão da Zona Oeste, comandada pelo mestre Dinho.

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Foto: Divulgação/Unidos de Bangu

Para celebrar a data, o evento contará com o show do cantor Breno Simões, garantindo muita animação para o público. Também sobem ao palco as escolas coirmãs Mocidade Independente de Padre Miguel, Acadêmicos de Vigário Geral e Unidos do Porto da Pedra, reforçando a união do samba e o espírito carnavalesco que pulsa na região.

Para o Carnaval 2026, a Unidos de Bangu levará para a avenida o enredo “As coisas que mamãe me ensinou”, uma emocionante homenagem à cantora, compositora e deputada estadual Leci Brandão, ícone da cultura popular brasileira e símbolo de luta por justiça social, igualdade e resistência. O tema destaca sua trajetória, sua musicalidade e seu legado como figura de representatividade.

Quem quiser aproveitar a festa desde cedo ainda conta com promoção especial: até 20h, o balde com 5 Brahmas sai por apenas R$ 26,99. O encontro será no Ceres Futebol Clube, na Rua da Chita, 898 – Bangu.

Thuane Werneck é a nova musa da União do Parque Acari para o Carnaval 2026

Depois de brilhar como rainha do carnaval 2025, Thuane Werneck inicia 2026 com um novo desafio: ser a musa da União do Parque Acari. A dançarina, que se destaca pela versatilidade e pela forte pesquisa corporal, chega à escola trazendo uma trajetória marcada pela técnica, pela dedicação e pela projeção internacional no samba. Formada em Danças Urbanas pelo projeto Rio H2K, Thuane também passou pelo Curso de Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ampliou seus estudos sobre movimento e performance. Essa base técnica, segundo ela, é fundamental para o trabalho que desenvolve hoje no samba no pé.

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Foto: Divulgação/União do Parque Acari

A vivência de Thuane no carnaval começou na Herdeiros da Vila, escola mirim da Vila Isabel. Desde então, percorreu diferentes agremiações do Rio de Janeiro: integrou a ala da comunidade da Unidos de Padre Miguel, atuou como passista no Império da Tijuca e, atualmente, faz parte do grupo de passistas da Vila Isabel, onde segue aprimorando sua relação com o ritmo e com a tradição carnavalesca.

Além da atuação nas escolas, Thuane também se destaca fora do país. Como professora de samba no pé, já ministrou workshops e participou de intercâmbios culturais em países como Alemanha, França, Portugal, Suíça, China e Argentina, contribuindo para a valorização e a difusão do samba no exterior.

O ano de 2025 marcou um ponto alto em sua carreira. Além de ser coroada Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro, Thuane conquistou reconhecimento internacional ao receber o título de Rainha do Samba do Festival de Coburg e ser nomeada Embaixadora do Carnaval de Limassol.

Agora, como musa da União do Parque Acari, Thuane Werneck promete levar ao desfile de 2026 sua experiência, sua força artística e o compromisso de sempre honrar o samba dentro e fora da avenida.

Baródromo apresenta cardápio em homenagem aos enredos do Carnaval 2026

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O tradicional bar, que se tornou reduto do samba e do Carnaval, lançou o cardápio em homenagem aos enredos das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro. O Baródromo está aberto de terça a domingo com entrada gratuita.

“Pelo terceiro ano consecutivo homenageamos as escolas de samba com um cardápio inspirado nos seus enredos, misturando sabores e aromas”, comentou Felipe Trotta, proprietário do bar.

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O processo de preparação do novo cardápio inicia logo após a escolha dos enredos, metade dos enredos se tornam drinks e outra metade um prato, como é o caso da Vila Isabel que tem um prato inspirado em comida boteco para o enredo que conta a trajetória de Heitor dos Prazeres.

O Baródromo, em mais de 10 anos de existência, se tornou um lugar de afeto e encontro para o sambista. “Acreditamos que através do paladar o torcedor pode estar mais próximo da sua escola”, analisa Felipe Trotta ao refletir sobre o bar.

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Fotos: Divulgação/Baródromo

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Serviço:
Local: Rua Dona Zulmira, 41, Maracanã
Funcionamento:
Terca a quinta: 17h à meia noite
Sexta: 17h à 1h
Sábado: 12h à 1h
Domingo: 12h às 22h
Instagram: https://www.instagram.com/barodromo

Vila Isabel transforma samba em leitura na 3ª edição da FLIVILA

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Na próxima sexta-feira, dia 28 de novembro, a 3ª edição da “FLIVILA – Festa Literária da Unidos de Vila Isabel” vai desfilar na quadra da escola de samba, no Boulevard 28 de Setembro, a partir das 9h. O evento, uma realização da agremiação em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, promete reafirmar que Vila Isabel é território não só do samba, mas também de leitura.

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

Integrando o Ciclo de Festas Literárias da Secretaria Municipal de Educação, a FLIVILA tem como pano de fundo o enredo da escola para o Carnaval 2026, _“Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, uma homenagem ao compositor e pintor Heitor dos Prazeres. A proposta é celebrar as conexões entre as raízes africanas, a musicalidade, as artes e a cultura brasileira, especialmente o samba – a essência da Vila.

“A FLIVILA é sempre um grande sucesso. Nela reunimos amantes da literatura e da cultura em torno de um objetivo comum: a imersão das nossas crianças em uma festa literária que incentiva o conhecimento, democratiza os livros e valoriza todas as práticas leitoras”, afirma o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

A expectativa é receber mais de 1.500 alunos da rede municipal de ensino, acompanhados de seus responsáveis, para uma programação repleta de atividades literárias e culturais. Todos os estudantes participantes receberão gratuitamente um livro adequado à sua faixa etária, como forma de incentivo à leitura e valorização das experiências artísticas, musicais e culturais que a FLIVILA propõe.

“O enredo de Heitor dialoga diretamente com a própria história da Vila Isabel. Ele era um grande intelectual que construía conhecimento por meio da pintura, da música e de sua vivência nos terreiros do Rio, e isso inspira a forma como queremos comunicar o enredo à comunidade. A FLIVILA reforça esse movimento ao levar a literatura para dentro da escola de samba, valorizando a memória da Vila e mostrando que ela é também um espaço de formação e cidadania”, destaca Vinícius Natal, pesquisador da Unidos de Vila Isabel.

SERVIÇO:
FLIVILA – Festa Literária da Unidos de Vila Isabel
Local: Quadra da Escola, Boulevard 28 de Setembro
Dia: 28 de novembro
Horário: 9h às 21h30

Opinião! Evolução que não evolui: Por que os ensaios do Grupo Especial não respiram mais espontaneidade?

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Observar hoje os ensaios das escolas de samba do Grupo Especial rumo ao Carnaval 2026 é, antes de tudo, confrontar uma realidade que pouco dialoga com a memória afetiva dos desfiles das décadas de 1980 e 1990. Antes, as alas fluíam como um organismo vivo, vibrando em uma espécie de “confusão de alegria” que não comprometia a organização; pelo contrário, fortalecia. Havia espontaneidade, diversidade de movimentos, troca de energia entre os componentes. Nada do atual “militarismo coreográfico”, que engessou a forma de se desfilar.

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Foto: Alexandre Macieira | Riotur

Hoje, o ponto mais grave é que o próprio componente aprendeu errado. Quem entra numa ala acredita e é frequentemente instruído que deve permanecer preso naquele território: se está na lateral esquerda, não pode atravessar para a direita; se avançar um passo fora é como se estivesse cometendo um pecado carnavalesco. Essa lógica equivocada bloqueia qualquer possibilidade de fluidez. Perde-se o gesto libertador de brincar o carnaval.

É verdade que as alas diminuíram de tamanho, assim como o número total de componentes das escolas. Mas esse enxugamento não se traduz em rendimento melhor no quesito Evolução. Pelo contrário: se em Harmonia o canto está cada vez mais potente e tecnicamente impecável, os ensaios de rua deixam claro que a Evolução não consegue acompanhar o mesmo patamar.

E é importante dizer: o problema não está nas “paradas” da comissão de frente e do casal para simulações de julgamento. Isso faz parte do desenho do desfile. A trava está nas alas, mas apenas nelas. A ausência da fluidez vem justamente da falta de espontaneidade e da incapacidade de permitir que o componente viva sua escola de maneira orgânica.

Não vemos buracos entre alas. Não há falhas nas entradas e saídas da bateria nos recuos. A engrenagem técnica está funcionando. O que falta é a chama humana. O samba no pé, ainda que raro, talvez seja pesado cobrar em massa. Mas alegria, vontade e raça não são. São exatamente esses elementos que sustentam a narrativa do quesito Evolução.

Hoje, acompanhar um ensaio é, muitas vezes, assistir a algo muito mais próximo de uma “aula de academia de ginástica” do que de um cortejo popular em celebração coletiva. Componentes andam pelas ruas, rígidos, marcando passos com tamanha dureza que o som dos calçados muitas vezes encobre o ritmo da bateria. Aí surge a contradição: o manual do quesito pede coesão e espaçamento uniforme. Mas o entendimento radical desses termos acabou engessando a apresentação, e, principalmente, a emoção.

Uma escola de samba pode ser organizada sem ser engessada. Pode ser tecnicamente precisa sem ser fria. Coesa sem ser militarizada. E, acima de tudo, deve ser uma agremiação que desfila solta, feliz, pulsante, espontânea, como é a sua essência.

Cabe aos diretores de carnaval e de harmonia, junto aos auxiliares, resgatarem essa mentalidade. A função deles não é apenas ordenar, alinhar e controlar, mas permitir que o componente compreenda sua missão: brincar o carnaval. Nos ensaios e nos desfiles. Sem medo de cruzar de um lado ao outro da ala. Sem receio de vibrar. Sem travas invisíveis.

O quesito Evolução pede movimentação. Mas, antes de tudo, pede vida.

‘Maricadência 1000%!’ União de Maricá aposta em sintonia total entre bateria e carro de som

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O som dos tamborins e das caixas já ecoa forte na União de Maricá e quem comanda essa batida é o mestre Paulinho Steves. À frente da bateria “Maricadência”, ele é o responsável por ditar o compasso do desfile da escola, que se prepara para encantar a Marquês de Sapucaí com o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, criação de Leandro Vieira, que contará a história da joalheria negra e das mulheres que transformaram seus adornos em símbolos de resistência e identidade. O CARNAVALESCO conversou com o mestre, que falou sobre as mudanças no trabalho em relação ao ano passado e o novo momento da bateria. Sorridente e empolgado, ele deixou claro que o ritmo da Maricá vem com ainda mais energia e entrega.

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Foto: CARNAVALESCO

“A energia da bateria é a mesma, é a mesma. Nós saímos de um samba muito bom, uma obra de arte que é o samba de 2026. E a bateria maracadense acompanha essa energia. Não tem como a gente ir para a Bahia e não botar uma Bahia no samba. Não tem como a gente fazer aquelas coisas pra frente da nossa religião e não botar um adahum. Tem uma surpresinha mais pra frente. Mas, resumindo, se tinha uma ‘Maricadênci’a 100% em 2025, você pode esperar que tenha uma maracadência 1000% para 2026”.

O mestre também falou sobre o trabalho em conjunto com Zé Paulo, intérprete oficial da escola. Segundo Paulinho, a sintonia entre o carro de som e a bateria foi imediata e vem sendo um dos grandes trunfos da preparação da Maricá.

“Amor à primeira vista. Zé Paulo é um cara que dispensa comentários e que, com a voz maravilhosa dele, eu consegui encaixar todas as minhas ideias, sem tirar nada, desde a criação até agora”.

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Foto: Ney Junior/Divulgação Maricá

Com a chegada de Vitinho como presidente da bateria, Paulinho destacou o entrosamento de longa data e o quanto essa parceria contribui para manter o alto astral e a organização dentro da “Maricadência”. O mestre fez questão de lembrar a trajetória dos dois e ressaltar a confiança no trabalho conjunto.

“O cara que é meu irmão. A gente trabalha junto desde a escolinha mirim e ele vinha apresentando a minha bateria na Intendente Magalhães, quando a Maricá estava lá. Ele esteve comigo desde o início, tem que estar também agora. Ele vai ser aquele cara que eu vou perturbar: ‘estou precisando do jantar, precisando do amor, precisando de um talabá, quero churrasco para bateria’, e ele vai ser o cara que vai me perturbar também. Ele já mostrou na praça que é um dos melhores pra fazer isso pela bateria”.

Paulinho Steves fez questão de deixar um recado confiante sobre o papel da Maricá no próximo carnaval. Para ele, a missão da bateria e de toda a escola é clara: entregar um desfile inesquecível e abrir caminho para o tão sonhado acesso ao Grupo Especial.

“A missão vai ser cumprida, e muito bem cumprida, porque, se depender da União de Maricá e da bateria, o Grupo Especial 2027 vai ter ‘Maricadência’ na Marquês de Sapucaí”.

Unidos da Tijuca exibe altos padrões em samba e bateria no ensaio de rua

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A Unidos da Tijuca realizou, na noite da última quinta-feira, seu terceiro ensaio de rua rumo ao Carnaval 2026, no Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio. Coincidindo com o feriado do Dia Nacional da Consciência Negra, o treino ganhou clima de celebração à memória de Carolina Maria de Jesus, tema do enredo assinado pelo carnavalesco Edson Pereira. A performance segura de Marquinho Art’Samba e a excelência da bateria “Pura Cadência”, comandada por mestre Casagrande, marcaram o ensaio do Pavão. A escola será a última a desfilar na segunda-feira de carnaval.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Sem a apresentação da comissão de frente, o casal foi o primeiro quesito a se apresentar na noite. Matheus André e Lucinha Nobre mostraram que estão cada vez mais entrosados na dança. Matheus riscou o chão com elegância em giros precisos. Lucinha empunhou o pavilhão da escola com garra nas suas já conhecidas “bandeiradas”.

No verso do samba que menciona “a sina da mulher preta no Brasil”, Matheus se curvou diante do pavilhão e de sua porta-bandeira. Nesse momento, Lucinha assumiu o protagonismo da cena em uma performance que reposiciona o sentido e o lugar das mulheres pretas. Um jogo de cena de grande beleza e potência. Já em “nos salões da burguesia”, o casal executa um movimento de leitura imediata, evocando a dança dos antigos bailes coloniais.

Sem a simulação da cabine espelhada, o casal ainda não apresentou os caminhos coreográficos que tomará para atender ao novo modelo de julgamento do Carnaval.

HARMONIA E SAMBA-ENREDO

O samba-enredo da Unidos da Tijuca, considerado um dos destaques da safra de 2026, incentiva os componentes a cantarem com grande intensidade, especialmente o pré-refrão e o refrão principal. Marquinho Art’Samba conduz o canto da escola, junto com uma entrosada e competente equipe no carro de som, já utilizando o mesmo trio elétrico que será empregado nos ensaios técnicos, como quem escreve uma nova página na história de 93 anos do Pavão.

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Sobre a noite de ensaio, Marquinho destacou a evolução do samba e o impacto do equipamento utilizado: “O samba realmente está crescendo muito. Ainda falta muita coisa, muitos ajustes para a gente poder acertar, mas ele está tomando um crescimento muito grande — e estamos trabalhando pra isso, entendeu? Para o samba tomar mais corpo, crescer mais. A gente sabe que pode dar muito mais pra esse samba. A comunidade está cantando, está aguerrida. A Tijuca está muito feliz, e isso é o que importa. Eu estou muito feliz”.

O intérprete também enfatizou a importância de trabalhar desde já com o trio que será usado nos ensaios técnicos da Sapucaí: “Acho que a gente vai conseguir um lugar bacana ao sol. E hoje teve o diferencial do carro de som que vocês vão ver também no ensaio técnico. Faz muita diferença? Faz! Com um carro de som bom, a gente consegue entender as nuances do samba, consegue consertar algumas coisas que estavam fora. Acredito que daqui pra frente seja esse o equipamento até o dia do Carnaval, se Deus quiser”.

EVOLUÇÃO

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A evolução da Unidos da Tijuca flui com um caráter mais técnico. Isso gera uma diferença na fluidez entre as alas. Há alas extrovertidas, que brincam e desfilam com leveza, e outras mais tímidas. Equilibrar o rigor técnico com o tempo de desfile e a leveza dos componentes parece ser um caminho necessário.

Destaque para a ala coreografada “Canindé”, que performou o samba chamando a atenção do público presente, e para a última ala antes da bateria, que desfilou com todo o samba na ponta da língua.

OUTROS DESTAQUES

A “Pura Cadência”, comandada por mestre Casagrande, manteve o nível elevado nos ensaios da Unidos da Tijuca. A bateria atravessou a via D1 com firmeza e vitalidade, imprimindo uma cadência que impulsiona componentes e público a cantarem com força o samba em homenagem a Carolina Maria de Jesus. É uma consistência que confirma o alto padrão do quesito na escola.

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Quem acompanhou todo o ensaio em cima do trio elétrico foi o presidente Fernando Horta. Fumando seu charuto, Horta acenou para os componentes e testemunhou, com visão privilegiada, o treino do “Pavão”.

A rainha de bateria, Mileide Mihaile, ainda não marcou presença nos ensaios de rua. Quem desfilou à frente da bateria foi a musa Giesa Eloy.

Já a comissão de frente, ausente no ensaio desta quinta-feira, só deve voltar à via D1 após os minidesfiles que acontecerão nos dias 28, 29 e 30 de novembro, na Cidade do Samba.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, a diretora de carnaval Elisa Fernandes comentou como o Dia da Consciência Negra influenciou o espírito do ensaio.

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“Está com pinta de véspera de carnaval. No início do ensaio, eu até comentei que hoje a gente ia cantar por Carolina mais do que nunca, principalmente pela representatividade dessa data. É uma data muito significativa, o Dia da Consciência Negra, e pedi para os componentes puxarem a sua ancestralidade e honrarem a história da Carolina mais do que nunca. Eu senti que a galera comprou a ideia, cantou junto. Hoje fizemos um evento lindo na quadra, o “Negritude Tijucana”, com feijoada para toda a comunidade. A comunidade está feliz, está se divertindo, está com um baita enredo e orgulhosa de cantar a história da Carolina. Está tudo lindo. É uma energia muito especial. A gente que é de Carnaval há muito tempo sabe que isso não acontece toda hora, e está acontecendo na Tijuca. Tá muito gostoso participar desse momento”.