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Milton Cunha: ‘Que coisa inapropriada ficar tentando sambar sobre os cadáveres’

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Por Milton Cunha

Que coisa inapropriada é ficar tentando sambar sobre os cadáveres. Parece saudade de shopping, de viajar, de desfilar. Em que planeta este povo vive? Não sabem que estão em um planeta assolado pela dor, pela morte, pela miséria.

Festa de que? Celebrar o que? Que carnaval? Isso posto, nossa solidariedade dos sambistas para todas as pessoas que sofrem e parabéns para todos que trabalham na linha de frente.

A decisão de cancelamento dos desfiles em julho de 2021 é perfeita. Qualquer gestor, o Eduardo Paes é um grande gestor, faz as contas, e vê que está tendo problema de vacina, que não vai dar para vacinar a quantidade de gente necessária até julho. Pelas melhores previsões otimistas em dezembro você vai ter um número x de vacinados.

Sinto muito, mas vamos ter que lidar com questões muito mais importantes do que isso. Como vamos reconstruir o país no sentido da saúde e educação? Tem questões mais graves.

O impacto que o vírus causa no Brasil inteiro e no mundo é gigantesco. De dor, horror e miséria. Como os trabalhadores gerais vão sobreviver? Os camelôs, os trabalhadores do turismo que não pode ter, e, por conseguinte, tem também os prejudicados da cultura.

Porém, a cultura e o carnaval não são bolhas. O mundo que está sofrendo. O terror é total em todos os segmentos. Sinto muito. Claro que tem a perda cultural, mas o mundo parou. Não só o carnaval, não é só a cultura, o teatro parou. Tudo parou. Vamos ver primeiro ver como vamos sair dessa ratoeira, escapar e reconstruir outras coisas muito mais importantes.

Salgueiro nega demissão de seu quadro de funcionários após cancelamento dos desfiles em julho de 2021

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A direção do Salgueiro, através do presidente André Vaz, informou que não é verdade que a escola terá demissões em seu quadro de funcionários após a definição do prefeito Eduardo Paes de cancelar os desfiles previstos para julho de 2021.

Segundo André Vaz, o “Salgueiro procurou manter o compromisso com todo o seu quadro de contratados, mas que é sabido que, não somente o Salgueiro, mas todas as escolas, encontram-se com sua receita parada há dez meses por conta de uma pandemia que assola o mundo e que trouxe consequências desastrosas para todos os segmentos da economia, especialmente o de entretenimento”.

Confira o comunicado do Salgueiro na íntegra:

“O GRES ACADÊMICOS DO SALGUEIRO informa que, notícias recentemente veiculadas anunciando demissões em nosso quadro de funcionários e segmentos em virtude do cancelamento do Carnaval 2021, são inverídicas e improcedentes.

Consideramos este tipo de “notícia” uma total irresponsabilidade de quem faz tais colocações, principalmente em um momento delicado como este, onde o mundo do samba busca meios de não esmorecer com a crise. É falta de respeito com a instituição e com todo o seu elenco.

É sabido que, não somente o Salgueiro, mas todas as escolas, encontram-se com sua receita parada há dez meses por conta de uma pandemia que assola o mundo e que trouxe consequências desastrosas para todos os segmentos da economia, especialmente o de entretenimento. Anunciar, mesmo sem nenhum tipo de fundamento ou confirmação oficial, demissões, é disseminar fake news, o que rechaçamos com toda força. A atual administração do Salgueiro é pautada na transparência e na verdade e, mesmo diante da incerteza, procurou manter o compromisso com todo o seu quadro de contratados.

Reiteramos que quaisquer que sejam as medidas adotadas por nossa instituição a respeito do futuro do projeto de Carnaval, estas serão, antes de mais nada, discutidas com o corpo diretivo e nosso elenco. Aguardamos o posicionamento da LIESA, entidade que nos representa junto ao poder público, enquanto ao planejamento e datas para 2022 para que, só então, possamos tomar novas resoluções.

Informações pertinentes aos Acadêmicos do Salgueiro que não partam dos canais oficiais da escola, devem, portanto, ser desconsideradas”.

“.

Cláudio Vieira: ‘Um caubói no plenário’

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Entre as figuras folclóricas que já frequentaram as reuniões plenárias da Liga Independente, o ex-presidente do Império, José Marcos da Silva, o Marquinhos dos Anéis, merece destaque.

Em 1996, Marquinhos estava eufórico com a verba que patrocinaria o enredo O Mundo Encantado de Beto Carrero. A empolgação era tanta, que além dos anéis gigantescos, o presidente acrescentou mais um item à sua coleção de extravagâncias: o chapéu de caubói!

Em noite de reunião na Liesa, o presidente Jorge Castanheira, fazia a chamada dos presidentes, antes de abrir os trabalhos.

Chamava Escola por Escola e os presidentes respondiam o tradicional “Presente!”. Até que…

– Império Serrano!

Silêncio. Castanheira chamou, novamente:

21jan Marquinhos Império

– Império Serrano, presidente José Marcos da Silva… – e repetiu uma, duas, três vezes.

Antes que chamasse a quarta, foi interrompido pelo presidente da Mocidade, Jorge Pedro:

– Ele foi lá embaixo amarrar o cavalo, presidente. Mas já volta!

Aydano André Motta: ‘a tribo do samba está diante do desafio de sobreviver mais um ano sem a festa’

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O anúncio do prefeito Eduardo Paes cancelando o desfile de julho era óbvio. nunca teve condição, e piorou com as trapalhadas do desgoverno Bolsonaro na vacinação. Melhor cancelar agora, antes que as escolas, quase todas endividadas, comecem o trabalho mais intenso nos barracões.

Agora, a tribo do samba está diante do desafio de sobreviver mais um ano sem a festa. Primeira providência: cobrar do prefeito o entusiasmado apoio na campanha de 2020. A cidade precisa DESEMBOLSAR DINHEIRO para socorrer os sambistas.

Ao longo da sua existência, o carnaval fez muito mais pelo rio do que o inverso. As escolas existem APESAR da sociedade preconceituosa e excludente que as cerca – e são fundamentais na construção da melhor imagem carioca. Tá na hora de retribuir.

E o que as escolas podem criar pela própria sobrevivência?? Pouco, diante da fragilidade e do isolamento em que se enfiaram ao longo dos anos. Mas dá pra usar a tecnologia e a paixão da tribo do samba para atrair patrocinadores já parceiros do setor. Não resolve, mas ajuda…

Portela suspende suas eliminatórias de samba-enredo

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Com a decisão da prefeitura do Rio de que o carnaval de julho de 2022 está definitivamente cancelado, anunciada no início da tarde de hoje em postagem nas redes sociais do prefeito Eduardo Paes, a Portela decidiu suspender temporariamente seu concurso interno pra a escolha do hino oficial do seu próximo desfile. Com isso, o evento interno programado para próximo domingo que seria transmitido pelo canal da escola no YouTube está cancelado.

O enredo da maior campeã do carnaval carioca é “Igi Osè Baobá”, dos carnavalescos Renato Lage e Marcia Lage e fala do simbolismo da árvore sagrada de origem africana.

Gabriel David, conselheiro da Beija-Flor: ‘Carnaval chegou no fundo do poço’

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Conselheiro da Beija-Flor de Nilópolis e filho do patrono Anísio Abrão David, o jovem empresário Gabriel David comentou a decisão do prefeito Eduardo Paes de cancelar os desfiles previstos para julho de 2021.

“Acho que é uma decisão super prudente. É claro que a gente tem que prezar pela vida. Fico um pouco chateado pelas escolas não terem sido minimamente ouvidas. De alguma forma jogarem a culpa na gente de que ‘não vai ter tempo para preparar’ ou algo do tipo, sem saber a verdade, mas sei que a Liga foi ouvida pra isso. Enfim, acho que a Liga deve ter os motivos dela pra não querer fazer o carnaval em 2021 e nem tentar isso. Acho que, sim, é um momento de prezar pela vida, acho que como prefeito de uma cidade como o Rio de Janeiro, o Eduardo está certíssimo em estar muito mais preocupado com a saúde e com a vacinação, que são realmente importantes agora do que com carnaval e ao mesmo tempo estar pensando, preparando a cidade e a população para isso, dentro do entendimento dele”.

Segundo Gabriel David, “o carnaval chegou no fundo do poço” e enfrenta o pior cenário da sua história.

“Do ponto de vista comercial, qual o valor comercial que o carnaval realmente tem no mercado pra conseguir fazer algo em 2022? É muito baixo. Qual o potencial da TV Globo de realmente conseguir comercializar essas cotas daqui pra frente, acho que cada vez menor. De novo, acho prudente a decisão do Eduardo, mas acho que talvez a falta de comunicação com todos os envolvidos antes de comunicar isso pode dificultar ainda mais o futuro do carnaval, principalmente, do ponto de vista comercial. Acho que infelizmente, por conta da pandemia também, e da falta de preparo muito grande, tanto da Liga quanto do poder público, nos últimos anos, o carnaval chega, de fato, no fundo do poço. No pior cenário de sua história recente. A Liga não tem qualquer tipo de planejamento para dar uma sobrevida para as escolas e fazer com que as escolas consigam se manter num ano sem carnaval, e, principalmente, essa galera toda que trabalha, que vive de carnaval, vai sofrer”.

O dirigente da Beija-Flor também questionou a falta de opção do carnaval que não tem nenhum nada para substituir os desfiles das escolas de samba.

“Sempre frisava o fato de o carnaval não ter um substituto, ser praticamente impossível você criar um outro carnaval. Uma coisa que vai ficar muito em xeque agora e que provavelmente vai acontecer é o carnaval de São Paulo, que vai rolar, a TV Globo, inclusive, já pagou algumas cotas em São Paulo. A prefeitura e o governo do estado lá tem um apoio e alinhamento bem interessante com a organização do carnaval. A possibilidade até de vacinação em São Paulo está bem mais avançada que a vacinação no Rio, lá em julho, acho isso um grande problema para o futuro do carnaval do Rio. A gente sempre falou o quanto era importante o carnaval de São Paulo também estar em alta, mas nunca imaginei que o carnaval de São Paulo pudesse passar o carnaval do Rio em termos de visibilidade e isso se torna cada vez mais real. Espero que faça algo, se ficar de braços cruzados esperando o carnaval de 2022, não só vai atrapalhar, dificultar ainda mais, mas vai matar muita gente. A Liga tem essa responsabilidade e tem que fazer algo sobre”.

Gabriel acredita que o prefeito Eduardo Paes tenha um plano para solucionar a dificuldade que os profissionais que trabalham no carnaval vão enfrentar com o cancelamento dos desfiles de 2021.

“Acho que ele (Eduardo Paes) já tenha um plano em mente de minimamente, como ele falou em um tweet, não deixar os funcionários do carnaval, os trabalhadores do carnaval desamparados nesse ano. Acho que isso realmente é fundamental porque também não adianta a gente prezar pela vida de algumas pessoas e esquecer das outras. É muito importante saber que ele está pensando nisso. Lá na Beija-Flor, infelizmente, a gente vai ter que fazer o que a gente buscou ao máximo não fazer agora porque estávamos esperando de cara uma receita que viria da TV Globo com os pagamentos das cotas que seriam pagas agora. Sabemos que com dinheiro público mesmo com toda uma estratégia ele vai demorar para chegar e a escola não tem como manter tudo que ela tem feito e arcar com seus funcionários. É triste, é chato ter que falar sobre isso, ainda mais pra mim que tentei ser o mais otimista possível pela festa. A gente vai tentar criar receitas ao longo desse ano, conforme a pandemia for melhorando a vacinação for sendo feita, as coisas forem melhorando. Para o final do ano, tentar criar receitas extraordinárias. Com certeza, vai ser inviável manter o que a escola tinha”.

Presidente da Liesa fala do cancelamento dos desfiles: ‘Temos que conseguir soluções para os profissionais do carnaval’

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O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, conversou com o site CARNAVALESCO sobre a decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, de cancelar os desfiles em 2021 das escolas de samba, que estavam previstos para o mês de julho, devido à pandemia da Covid-19.

“É uma decisão difícil, mas com coerência diante do atual cenário. A nossa maior preocupação agora é conseguir solução para todas escolas de samba e os profissionais que trabalham na cadeia produtiva do carnaval”, disse Castanheira.

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, a Liesa também se pronunciou oficialmente sobre a decisão de Eduardo Paes: “A Liesa manifesta seu apoio e compreensão à referida decisão, tendo em vista o aumento geral dos casos de Covid-19 e o atual momento relacionado às incertezas quanto aos prazos de vacinação e imunização da nossa população. Lembramos, por oportuno, que a realização dos desfiles do Grupo Especial, no mês de julho de 2021, sempre esteve condicionada à liberação das autoridades e também à segurança de todos os envolvidos no nosso espetáculo”.

Segundo o dirigente da Liesa, em entrevista ao CARNAVALESCO, o caminho está sendo bem traçado em parceria com a Riotur, a secretaria de Cultura do Estado, e a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles das escolas de samba.

“Estamos desde o ano passado conversando com a TV Globo. Buscando soluções. Temos uma grande parceria. Além disso, já tive reuniões com a Riotur e estou sempre em contato com a secretaria de Cultura estadual para termos soluções, como a realização das lives, que são fundamentais no andamento da cadeia produtiva das escolas de samba”.

Jorge Castanheira revelou que também está em constantes reuniões buscando conseguir a desinterdição da Cidade do Samba.

“Estamos tentando uma solução jurídica com os advogados da Liga para conseguirmos a liberação da Cidade do Samba. É fundamental para todas escolas de samba”, explicou.

Salgueiro suspende eliminatórias de samba-enredo

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A direção do Salgueiro anunciou que o processo de eliminatória de samba-enredo está temporariamente suspenso após a decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, de cancelar os desfiles previstos para julho de 2021. Confira abaixo o comunicado.

“Tendo em vista o recente anúncio do cancelamento do desfile das escolas de samba para o carnaval 2021, o qual estava previsto para julho deste ano, o GRES ACADÊMICOS DO SALGUEIRO informa que as eliminatórias de samba para eleição do hino do enredo escolhido para a festa estão, temporariamente, suspensas. O Carnaval é a nossa maior riqueza cultural, evento que atrai turistas de todo o mundo e que aquece a economia do país. Somos e sempre seremos RESISTÊNCIA e esperamos que, no tempo mais breve possível, consigamos trazer de volta o sorriso, a alegria e a subsistência de milhares de trabalhadores que hoje dependem da folia para sua sobrevivência”.

Leandro Vieira sobre cancelamento dos desfiles em 2021: ‘A decisão é tão prudente quanto carregada de obviedade’

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O carnavalesco da Estação Primeira de Mangueira e do Império Serrano, Leandro Vieira, comentou a decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que anunciou o cancelamento dos desfiles em em julho de 2021, que tinha sido previsto pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), para os dias 11 e 12, com a falta de possibilidade de realização em fevereiro de 2021, devido à pandemia da Covid-19.

“A decisão é tão prudente quanto carregada de obviedade. Não acredito que o mais otimista cidadão seguisse acreditando nisso diante da merda generalizada que tá feita no trato da vacinação brasileira. Que tenhamos saúde – e segurança – para fazer em 2022 o carnaval da nossa vida”, afirmou o artista.

Mais cedo, Eduardo Paes falou sobre o cancelamento dos desfiles em julho de 2021.

“Nunca escondi minha paixão pelo carnaval e a visão clara que tenho da importância econômica dessa manifestação cultural para nossa cidade. No entanto, me parece sem qq sentido imaginar a essa altura que teremos condições de realizar o carnaval em julho. Essa celebração exige uma grande preparação por parte dos órgãos públicos e das agremiações e instituições ligadas ao samba. Algo impossível de se fazer nesse momento. Dessa forma, gostaria de informar que não teremos carnaval no meio do ano em 2021. Certamente em 2022 poderemos(todos devidamente vacinados) celebrar a vida e nossa cultura com toda a intensidade que merecemos”, disse o prefeito.

Decidido! Paes anuncia que não terá carnaval em julho de 2021 no Rio de Janeiro

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, utilizou suas redes sociais, no início da tarde desta quinta-feira, para anunciar que não haverá o carnaval em julho de 2021, que tinha sido previsto pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), para os dias 11 e 12, com o cancelamento dos desfiles em fevereiro de 2021, devido à pandemia da Covid-19.

“Nunca escondi minha paixão pelo carnaval e a visão clara que tenho da importância econômica dessa manifestação cultural para nossa cidade. No entanto, me parece sem qq sentido imaginar a essa altura que teremos condições de realizar o carnaval em julho. Essa celebração exige uma grande preparação por parte dos órgãos públicos e das agremiações e instituições ligadas ao samba. Algo impossível de se fazer nesse momento. Dessa forma, gostaria de informar que não teremos carnaval no meio do ano em 2021. Certamente em 2022 poderemos(todos devidamente vacinados) celebrar a vida e nossa cultura com toda a intensidade que merecemos”, disse o prefeito.

Estado criou carnaval fora de época anual para julho

O calendário de datas oficiais do Estado do Rio de Janeiro acaba de ser alterado, incluindo no mês de julho de todo ano o “CarnaRio – Carnaval fora de época”, para estimular o turismo. É o que define a lei 9.174/20, do deputado Dionísio Lins (PP), que foi sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro e publicada no Diário Oficial Extra de terça-feira.

De acordo com o texto, a medida estimula o aquecimento da economia com a criação de postos de empregos e venda de produtos e serviços. A organização das comemorações relativas à data deverá contar com a participação das ligas, agremiações e blocos carnavalescos, e ainda da Secretaria de Estado responsável pela pasta da Cultura.

“A segunda quinzena do mês de julho coincide com férias escolares praticamente em todo o país, atraindo a chegada de turistas. Outra vantagem da criação deste evento é que muitos estados em nosso país possuem seus carnavais fora de época como atração turística”, justificou o autor.

Cidade do Samba interditada

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital, obteve na Justiça decisão determinando a interdição da Cidade do Samba até que as instalações sejam reestruturadas de forma a minimizar os riscos de incêndio.

A decisão em recurso proferida pelo Juízo da Terceira Câmara Cível ocorre no âmbito de ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital contra o Município do Rio, a Riotur, a Empresa Municipal de Urbanização (RioUrbe) e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). A ação ressalta que vistorias realizadas pelo Corpo de Bombeiros em diferentes anos identificaram não só irregularidades no estado das instalações, como também a ausência de plano de controle e prevenção contra incêndios.

Diante disso, foi determinada a interdição da Cidade do Samba até que suas instalações sejam reestruturadas de forma a minimizar os riscos de incêndio, adequando-se às normas de prevenção e controle de fogo descritas no Decreto Estadual nº 897/76 – sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil reais.