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Thiago Brito é o novo intérprete da Unidos de Bangu

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A Unidos de Bangu anunciou o retorno do intérprete Thiago Brito como voz oficial da escola. O cantor teve uma passagem pela agremiação em 2018, na volta da Vermelho e Branco da Zona Oeste à Marquês de Sapucaí.

Thiago tem passagens por diversas escolas sendo campeão com a Inocentes de Belford Roxo em 2012. Além do Rio, foi voz oficial do Camisa Verde e Branco, em São Paulo e em San Luís, na Argentina, no carnaval fora de época.

“Meu retorno está sendo muito bacana. Na minha passagem pela escola em 2018, conquistei vários amigos e muitos deles queriam a minha volta. Quando o presidente Leandro me chamou e ainda revelou que era um convite de toda diretoria e segmentos, não teria como não voltar”, revelou Thiago Brito.

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A Unidos de Bangu realizará uma live em abril, onde fará a apresentação oficial de todos os seus contratados, lançamento do samba-enredo, alem da coroação da rainha de bateria Wenny Isa.

Martinho da Vila: ‘Hoje, o compositor faz o samba para ganhar. Ele já pensa no refrão’

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Os compositores Martinho da Vila e Manu da Cuíca participaram do programa “Gerações do Samba”, que estreou na segunda-feira e é comandado pelo jornalista Leonardo Bruno. O presidente de honra da Vila Isabel e enredo da escola para o Carnaval de 2022 falou sobre o modelo antigo das disputas de sambas-enredo e o que vem acontecendo nos dias atuais.

“Hoje, o compositor faz o samba para ganhar. Ele já pensa logo no refrão. Isso virou um padrão. Quase todos os sambas-enredo das escolas são feitos pelos mesmos compositores. Quando alguém tem coragem de fugir da fórmula ele se dá bem. Pensam muito em empolgar a plateia. O samba-enredo, principalmente, ele tem que emocionar. Antigamente, era muito saudável. Sempre gostei de disputar samba-enredo. Já disputei muitos, ganhei muitos e perdi muitos, tudo na boa. Perder samba-enredo é um negócio muito terrível. Se você cai na primeira ou segunda rodada, senão você vai se entusiasmando. Se perder na final, você quer morrer. Não há quem não diga que teve injustiça ou roubo. É sempre muito tenso. Fazer samba-enredo é muito difícil. Ele é para ser cantado coletivamente”, explicou.

Martinho lembrou dos sambas que perdeu e que gravou mesmo não passando pela Passarela do Samba.

“Quando você perder a disputa, você pensa que não pode mostrar uma ideia nova. Por exemplo, fiz um samba-enredo sobre Iemanjá (Vila 1978 – “Dique, um mar de amor”) e imaginei a Vila fazendo uma romaria pela Avenida. Fiz uma coisa leve. Quando o samba caiu toda aquela fantasia imaginada se desfez”, afirmou Martinho.

Manu da Cuíca enalteceu inovações levadas por Martinho da Vila para os concursos de sambas-enredo.

“Acho isso incrível. Não é só seguir a receita de bolo. O samba tem que funcionar na quadra, por 4 mil coristas, tem que dar certo de tanto jeito que achar espaço é bem-vindo e aí vemos a ousadia muito grande que é inovar”, disse a compositora que vem se destacando nas disputas da Estação Primeira de Mangueira.

Veja abaixo o programa completo:

Avalie agora o desfile da Estácio 92 e Beija-Flor 89

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Imperatriz lança ‘corrente do bem’ para ajudar os funcionários do barracão

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A Imperatriz Leopoldinense apresentou seus sambas concorrentes para o Carnaval 2022 e aproveitou para lançar a campanha “corrente do bem” que arrecadará dinheiro para ajudar os funcionários do barracão que tiveram sua renda afetada devido a pandemia da Covid-19.

As doações são a partir de R$ 10 e dará prêmios fantásticos como: camisa do Flamengo autografada por Zico e Gabigol, livros autografados por Rosa Magalhães, CD autografados da Iza e muito mais.

Veja abaixo a live da Impeatriz:

Desfiles da Década: ‘Negra, Pérola Mulher’, o Império da Tijuca arrebatador em 2013

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Comissão de frente do Império da Tijuca no desfile campeão de 2013. Foto: Riotur

O site CARNAVALESCO vem produzindo ao longo do meses iniciais de 2021 uma série de reportagens que relembra os mais importantes desfiles da década de 2010. A difícil seleção dos desfiles contou com o crivo da equipe do site e também dos nossos leitores.

Neste texto vamos recordar aquele que é um dos mais emblemáticos desfiles da década, ocorrido em 2013. ‘Negra, Pérola Mulher’ do Império da Tijuca, o primeiro campeão da Série A. Uma mistura de emoção, encantamento e representatividade inundou o sentimento de todos aqueles que estavam no sábado de carnaval no Sambódromo do Rio de Janeiro na hora da apresentação do Primeiro Império do Samba.

Tudo isso embalado por um daqueles sambas que serão cantados por toda a eternidade. Emoção, requinte e competitividade dentro dos quesitos. Foram esses os pilares de um desfile que não encontrou dificuldades para ser campeão, não dando chance às concorrentes, naquele que sem dúvida é o maior desfile da história do Império da Tijuca e um dos melhores da Era Lierj, iniciada exatamente em 2013.

A partir destas linhas vamos viajar na memória com o antológico ‘Negra, Pérola Mulher”

Antecedentes

O principal grupo de acesso do carnaval do Rio de Janeiro já teve inúmeros nomes, até o mais recente Série Ouro, definido no fim de 2020. Os desfiles que historicamente aconteciam no sábado de carnaval eram cercados de dúvidas e falta de credibilidade. Em 2012 veio o auge de uma crise que se arrastava pelos anos anteriores. O acesso da Inocentes de Belford Roxo, escola emergente da Baixada Fluminense, irritou os sambistas que apontavam o Império Serrano, que homenageara Dona Ivone Lara, como grande favorito ao acesso. Uma ruptura definitiva acontecera e ela mudaria os rumos do grupo a partir de 2013.

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Preocupado com a lisura do julgamento do Grupo A o então prefeito do Rio, Eduardo Paes, que ao longo de 2012 se candidataria à reeleição decidiu intervir. Solicitou ao presidente da Liesa, Jorge Castanheira, uma força tarefa para reorganizar a LESGA (nome da liga à época) e o julgamento. Déo Pessoa, ex-presidente da Rocinha, foi escolhido o presidente da nova liga que passaria a se chamar Lierj e o grupo Série A.

Para os desfiles de 2013 uma fusão entre os antigos grupos A e B criara a Série A, que passaria a desfilar na sexta e sábado de carnaval com transmissão da TV Globo para a capital fluminense pela primeira vez na história. Com a união dos dois grupos uma verdadeira maratona de desfiles aconteceria nos dois primeiros dias de carnaval. Nada menos que 19 escolas desfilariam. A campeã subiria para o Especial em 2014 e as três últimas colocadas para o Grupo B, ainda sob a gerência da tradicional Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (AESCRJ) na Estrada Intendente Magalhães.

Tradicionais agremiações, como Viradouro, Império Serrano, Estácio de Sá, Caprichosos de Pilares e Porto da Pedra foram superadas pelo arrebatador desfile do Império da Tijuca, naquele que é apontado até hoje como o grande desfile da Era Lierj. A escola liderou a apuração de ponta a ponta, celebrando o acesso à elite do carnaval, 18 anos depois. Sereno de Campo Grande, Unidos do Jacarezinho e Unidos da Vila Santa Tereza caíram para o Grupo B em 2014.

Uma década de reconstrução antes da glória

O título de 2013 na Série A foi o primeiro e único na história do Império da Tijuca na principal divisão de acesso do carnaval carioca. As demais conquistas da escola foram em grupo inferiores. Mas é preciso entender que este título começou a ser erguido muito antes. O último desfile da escola do morro da Formiga no Especial havia sido em 1996, com o enredo ‘O Reino Unido Independente do Nordeste’, de Miguel Falabella. A escola foi rebaixada. Em 2002 veio outra queda (no Grupo A) e a escola amargou desfiles no Grupo B (então 3ª Divisão) por quatro carnavais seguidos.

A história começou a virar no ano de 2004, quando Antônio Marcos Telles, o Tê, se tornou presidente da escola. Em 2006 o Império da Tijuca reeditou o enredo ‘Tijuca, cantos, recantos e encantos’, levado originalmente à avenida no Carnaval 2006. A escola conquistou o título e voltaria ao então Grupo A a partir de 2007.

O que se viu desde então foi uma sequência de enredos de forte apelo cultural que rendeu uma sequência de sambas inesquecíveis, especialmente nos anos de 2007 e 2010. Em 2009 a escola reeditaria outro sucesso da avenida: “O mundo de barro de Mestre Vitalino”, de 1977. Para cantar o antológico samba uma contratação que mudaria a história musical da verde e branca. De batismo, Roosevelt Martins, mas chamado por todos de Pixulé. A voz aveludada e doce casou perfeitamente com o DNA de sambas da escola. Entre 2009 e 2015 Pixulé viveu o auge de sua trajetória, enfileirando prêmios.

Para o desfile de 2013 uma aposta, já que Severo Luzardo havia sido contratado pela Acadêmicos do Cubango após assinar os desfiles de 2011 e 2012. Júnior Pernambucano, um até então ilustre desconhecido. A escola seguiu sua identidade de enredos de cunho afro-culturais e lançou ‘Negra, Pérola Mulher’, uma temática que lembraria personagens femininos de pele negra com destaque ao longo da história da humanidade. De novo veio um samba de muita qualidade, assinado pelos compositores Alexandre Moreira, Araújo, Samir Trindade, Serginho Aguiar e Walace Menor. Era chegada a hora do Império da Tijuca colher os frutos de mais de uma década de reconstrução.

O Desfile

Sétima escola a desfilar no sábado de carnaval, o Império da Tijuca iniciou sua apresentação já na manhã de domingo de carnaval. A comissão de frente apresentava o ritual do Efé-Gèlédè, um louvor a Eléeye, a Ìyámì considerada “mãe senhora dos pássaros”. A apresentação foi arrebatadora e emocionou a Marquês de Sapucaí. Sob o comando das feiticeiras Gèlédé, e através de cantos e danças evocavam a presença de Eléeye, as feiticeiras pediam a grande senhora para que assegurasse um plantio perfeito e futuramente uma colheita próspera e farta. O trabalho mudou o patamar da carreira de Junior Scapin.

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Peixinho e Jaçanã, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, bailaram representando a criação da vida. A fantasia representava o dom da criação e transformação da vida.

Orunmilá clareou e dissipou as trevas que dominavam todo o universo, e criou os primórdios. O divino dom para a criação e transformação da vida foi legado às Ìyámì. Nas grandes savanas surgiram árvores e animais selvagens. Surgiram também os primeiros seres humanos, que ao longo dos anos se organizaram e dominaram aquelas terras consideradas berço da vida.

O Império da Tijuca passou pela avenida com quatro alegorias, número máximo permitido pelo regulamento da Lierj em 2013. O abre-alas foi “O esplendor da criação da vida”. A alegoria se dividia em duas grandes partes para representar todo o esplendor da criação da vida. Na parte frontal, a representação dos encantos naturais da África. A flora e a fauna das grandes savanas. Na parte traseira, a representação de um grande Baobá, símbolo máximo da vida na tradição Yorubá, e a representação da criação da vida humana. Na sequência a escola trouxe um conjunto de tripés intitulado “Levante de armas em defesa de sua gente”. No conjunto alegórico, a representação da guerreira Yaa Asantewaa ao centro, e de duas guerreiras Ashanti ao seu lado. A imagem das guerreiras talvez seja a mais marcante de todo o Carnaval 2013. Na segunda alegoria, ‘A perpetuação das tradições religiosas’, a representação da fachada de um grande terreiro de candomblé. O terceiro carro era a ‘Musa inspiradora de todas as artes’. Na alegoria, a representação da mulher negra como musa inspiradora para a criação de diversas obras artísticas. Para finalizar o belo conjunto alegórico do Império da Tijuca em 2013, o carro ‘Sob as bênçãos da senhora Aparecida’ tinha a representação de um oratório dedicado à santa, que estava representada por uma grande escultura na parte superior. Na parte inferior da alegoria, toda a velha guarda da agremiação representando a comunidade do morro da formiga e todos os fiéis da padroeira do Brasil.

Júnior Pernambucano encantou a todos com um belíssimo conjunto de fantasias, abusando dos mais variados tipos de materiais, formando aquele ‘tapete’ grandioso e muito colorido. Destaque absoluto para o figurino da ala das baianas, que representavam mães ancestrais. A barra das saias eram negras e o restante trazia um forte tom alaranjado, causando um bonito impacto visual. Outra ala que chamou atenção foi a de número 06, representando a rainha Nzinga. Conhecida por sua grande habilidade política, apesar de soberana, o fato de ser mulher causava incômodo até mesmo em seus súditos. Em resposta, Nzinga passou a vestir-se feito homem.

Para contar a história das mulheres negras em diferentes momentos da história da humanidade, o enredo do Império da Tijuca trouxe no primeiro setor as Gèledès, grandes feiticeiras. Elas abriam os caminhos para a narrativa que se veria a seguir. Na sequência da narrativa estavam as negras guerreiras em solo africano, no segundo setor. A partir do terceiro setor do desfile, o carnavalesco Júnior Pernambucano trouxe o Brasil, destacando mulheres negras na luta contra a escravização. No quarto setor, o enredo abordava todo o encantamento, beleza e sensualidade que a negritude feminina é capaz de aguçar. Para fechar o desfile, o quinto e último setor apresentou as conquistas das mulheres negras em diversas áreas do conhecimento, da cultura e do esporte.

Além de todo o encantamento causado pelo conjunto visual, o Império da Tijuca conquistou o público com uma atuação marcante da bateria de mestre Capoeira com paradinhas que são lembradas até hoje quando o samba é executado. A obra que a agremiação escolheu para o seu desfile é de uma grande riqueza poética e uma melodia extremamente inspirada, que impulsionou os quesitos de pista, como harmonia e evolução. O encerramento da apresentação foi uma apoteose entre público e componentes, com a certeza de que bastaria esperar a leitura de notas na quarta-feira de cinzas.

O desfile foi aclamado pela crítica especializada. A prova disso foi uma enxurrada de premiações. O samba-enredo foi escolhido o melhor pelos júris do Estandarte de Ouro, Estrela do Carnaval, SRZD e S@mbanet. Além disso, a escola levou o melhor desfile da Série A no Estrela do Carnaval, S@mbanet e SRZD. Pixulé foi escolhido como o melhor intérprete do grupo para o júri do Estrela do Carnaval e S@mbanet. O S@mbanet ainda premiou a escola como a melhor comissão de frente e o carnavalesco Júnior Pernambucano foi escolhido a revelação do ano de 2013. Foi um ano inesquecível.

Personagens

A porta-bandeira Jaçanã, hoje na Inocentes de Belford Roxo, foi uma das personagens mais marcantes daquele desfile. Ao lado do parceiro Peixinho, com uma atuação vibrante e tecnicamente perfeita, ela ajudou a escola a gabaritar todos os quesitos no julgamento da Lierj. Em contato com a equipe do site CARNAVALESCO a dançarina revela que sentiu algo diferente ao cruzar a avenida naquela manhã já de domingo de carnaval.

“Então, eu e Peixinho sentimos que o Império da Tijuca estava imensamente grandioso no desfile inteiro, desde a concentração sentimos uma energia surreal, aquele ano estava diferente, tudo estava fluindo maravilhosamente bem, tínhamos um time incrível então fomos com tudo pra avenida”, lembra.

Jaçanã tem lugar de fala sobre o Império da Tijuca. A porta-bandeira é uma personagem que viveu todos os anos da escola no acesso com desfiles marcantes entre 2007 e 2015, incluindo a passagem pelo Especial em 2014. A porta-bandeira ressalta que 2013 é o maior momento da sua carreira.

“Eu acredito que tive vários desfiles importantes na minha vida. Mas esse está lá no topo, por me proporcionar ser campeã, gabaritando as notas máximas e subindo para o tão sonhado Grupo Especial. Acho de suma importância na minha carreira ter vivido quase 10 anos nessa agremiação incrível, onde fiz amizades que perduram até hoje, para mim foi uma honra ter ostentado o pavilhão do morro da Formiga e ter podido ter tantas conquistas importantes por lá”, derrete-se.

O cérebro que concebeu ‘Negra, Pérola Mulher’ era um personagem desconhecido no carnaval carioca até um ano antes. Indicado ao presidente Tê pelo mestre Capoeira, Júnior Pernambucano conta que passou a morar no barracão para mergulhar de cabeça no projeto. Ele concedeu uma entrevista ao site CARNAVALESCO em que conta detalhes e bastidores daquele carnaval.

“O presidente Tê junto com a diretoria eles têm uma tradição de iniciar o desenvolvimento muito cedo. Recebi a a oportunidade e ele não tinha referências. Ele ao saber disso quis iniciar muito cedo. Começamos em abril. Eu morei dentro do barracão, pois eu era de Três Rios. Decidi viver dentro do barracão em todo o processo e dormia ali. Mergulhei de cabeça no projeto, foi marcante”

O carnavalesco revela que a ideia de apresentar esse enredo já era antiga. Mas ele esperou a oportunidade aparecer no Rio de Janeiro para colocar em prática. Júnior ressalta que o desfile de 2013 mudou a sua vida.

“Eu sempre tive a vontade de falar da mulher negra. Já fazia carnaval em Três Rios e sempre pensei em fazer essa ligação. No Rio de Janeiro quando tive a oportunidade de apresentar o meu trabalho não pensei duas vezes e apresentei para a escola. Esse desfile é muito importante na minha trajetória. É minha carta de entrada. Onde vou as pessoas lembram. Foi um trabalho muito delicado e feito com muito carinho. Considero um momento inesquecível na minha carreira”

Estreante em 2013 no carnaval carioca, ele destaca que todos os segmentos da escola confluíram para que o desfile acontecesse de forma tão marcante. Mesmo assim, ele revela que não esperava uma apresentação histórica.

“Não imaginei que fosse acontecer algo tão impressionante, que culminaria com o acesso da escola. Foi muito gratificante, a proporção que esse desfile gerou. Tudo ocorreu muito bem, todos os setores se envolveram. O samba, a concepção da comissão entre o Scapin e eu. Foi um casamento perfeito, um trabalho em conjunto tanto da parte administrativa da escola, a comunidade comprou a ideia. Isso tudo culminou com o que todos puderam ver na avenida”, finaliza.

O Samba

Compositores: Samir Trindade, Serginho Aguiar, Araújo, Walace Menor e Alexandre M
Intérprete: Pixulé

ORUNMILÁ ME DEU A LUZ QUE VEIO DESPERTAR
A CRIAÇÃO E O DOM DIVINO PARA TRANSFORMAR
EU SOU RAIZ ANCESTRAL, HERDEIRA
YAMHI, ELEYÉ, GUERREIRA
MATIZEI AS CORES DE MÃE ÁFRICA
BERÇO, HISTÓRIA VIVA EM LUTAS NESSE CHÃO
GELEDÉ, FIZ DA MAGIA MINHA PERFEIÇÃO
AMOR, PAIXÃO, SUBLIME BELEZA
DANÇAR FELIZ SAUDAR A NATUREZA
ENCANTO, PODER E SEDUÇÃO

TOCA O TAMBOR
EU QUERO VER REQUEBRAR
ESSE SWING DA COR… É GINGA
MESMO NA DOR NÃO ME DEIXEI ABALAR
MEU SANGUE É RAÇA E AXÉ… MENINA

É ODARA
LOUVAR AOS DEUSES EM UMA SÓ VOZ
OXALÁ DERRAME BENÇÃOS SOBRE NÓS
NOBREZA SINGELA, A ROSA MAIS BELA
LUZ DA INSPIRAÇÃO
NEGRA MULHER…
MÃE PADROEIRA DO BRASIL TU ÉS
O MORRO DA FORMIGA A TEUS PÉS
SOB O TEU MANTO NOSSA PROTEÇÃO
A LÁGRIMA QUE HOJE DESCE DO OLHAR É EMOÇÃO
MEU IMPÉRIO DA TIJUCA VEM EXALTAR A SUA LUTA

Ô Ô Ô Ô… NESSA FESTA VAI TER ZOEIRA
QUILOMBOLA É BRASILEIRA
FAZ KIZOMBA A NOITE INTEIRA!

Cláudio Vieira: ‘Um inesperado solo de pratos’

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Na década de 60, quando as paradinhas da bateria da Mocidade eram a sensação na Avenida, a maioria das Agremiações resolveu criar a sua bossa também.

Com a Vila Isabel não foi diferente. Já na semana do Carnaval, Mestre Vrande resolveu aderir à moda. Reuniu seus batedores e expôs o projeto:

– É o seguinte: quando a gente se aproximar do palanque dos julgadores, vou dar um apito e todo mundo para de tocar. Logo depois, vou apitar duas vezes; o repique entra e vem todo mundo no embalo. Entenderam?

Não foram precisos muitos ensaios para deixar a rapaziada bem entrosada.

No dia do desfile, porém, esqueceram de passar as instruções para o Wilson, o tocador de pratos, um mecânico de automóveis que morava na Baixada e não podia frequentar os ensaios, por causa da distância.

Quando a bateria da Vila se aproximou da cabine dos jurados, mestre Vrande apitou. Todo mundo parou, menos o Wilson, que não sabia de nada. Continuou tocando pratos freneticamente, fazendo malabarismos espalhafatosos no asfalto.

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Mestre Vrande gelou. Mas não teve outra alternativa, senão instruir, discretamente, que Wilson continuasse o seu solo. À saída da cabine, apitou duas vezes; o repique entrou e, com ele, os demais instrumentos. O julgador de Bateria não se conteve. Ficou de pé, aplaudindo e gritando, vibrando com o show:

– Bravos! Bravos! Bravos! – e deu uma nota 10, rasgada de elogios. Wilson virou herói.

Ajude o CARNAVALESCO a escolher os dez melhores desfiles do Sambódromo. Assista aqui ao desfile da Vila Isabel em 1988 (“Kizomba, a Festa da Raça”) e dê a sua nota!

Lucas Penteado é recebido com festa no Vai-Vai e toca com a bateria

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Após pedir para sair do programa Big Brother Brasil 21, na manhã deste domingo, o participante Lucas Penteado deixou o Rio de Janeiro e foi imediatamentmente para São Paulo.

Ele foi recebido por integrantes do Vai-Vai. A família de Lucas é uma das fundadoras da escola. Foi passista Mirim, desfilou em carro alegórico e atualmente desfila na bateria.

Emocionado com a recepção no bairro da Bela Vista, ele aproveitou para tocar com a bateria. Veja no vídeo abaixo.

 

Avalie agora os desfiles da Viradouro 97 e Ilha 89

Impacto devastador! Cancelamento do carnaval em 2021 faz o Brasil perder R$ 8,1 bilhões na sua economia

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A pandemia impediu a realização dos desfiles das escolas de samba, blocos, trios elétricos e demais festas populares no Carnaval 2021. Segundo dados obtidos pelo jornal Folha de São Paulo, publicados neste domingo, o Brasil perderá R$ 8,1 bilhões na movimentação de sua economia.

Além disso, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que 25 mil empregados temporários não serão criados no país.

Em 2020, o Brasil teve um aumento de 20% na arrecadação no Carnaval em relação ao ano de 2019. Após a pandemia da Covid-19, o turismo nacional encolheu 13% e o setor fechou mais de 397 mil vagas formais.

Como foi o carnaval 2020 no Rio de Janeiro

Os 453 blocos levaram às ruas 7,082 milhões de foliões no Carnaval do Rio de Janeiro, segundo balanço divulgado hoje (2) pela prefeitura do Rio. Os desfiles que reuniram mais foliões foram o Fervo da Lud, com 1 milhão de pessoas, o Bola Preta, com 630 mil, e o Bangalafumenga, com 500 mil.Os seis dias de desfile no Sambódromo receberam 273,5 mil pessoas.

A capital fluminense recebeu 2,1 milhões de turistas, ante 1,6 milhão no ano passado. O carnaval movimentou R$ 4 bilhões na economia do Rio. A ocupação hoteleira ficou em média em 93% e, em algumas regiões, chegou próximo à 100% na semana do carnaval. Dentre os hóspedes, 77% eram brasileiros e 23% estrangeiros.

Como foi o Carnaval 2020 em São Paulo

O carnaval de rua de São Paulo movimentou em 2020 R$ 2,75 bilhões, crescimento de 31% sobre o ano passado, informou a administração municipal. A festa atraiu um público de 15 milhões de pessoas. No ano passado, segundo a prefeitura, o público presente no carnaval paulistano foi de 14 milhões de pessoas. Neste ano, o festa na rua promoveu 678 desfiles, do pré ao pós-carnaval. A nota média do público para o evento foi de 8,97, de acordo com um levantamento feito pelo Observatório do Turismo.

Sem poder desfilar, bloco Gigantes da Lira faz ‘alvorada de corações’

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O domingo marcaria o 23º desfile do bloco Gigantes da Lira, mas devido à pandemia da Covid-19 não houve a tradicional festa. Porém, os organizadores fizeram uma “alvorada de corações”.

A Rua General Glicério, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi decorada com balões em formato de coração. Foi publicado um texto nas redes sociais do Gigantes da Lira.

“Nesse domingo dia 07/02/2021, seria a data de realização do nosso 23* desfile, o que não será possível, em respeito e preservação da saúde e vida de todos, seguindo os protocolos e orientações sanitárias. Apesar das tristezas dos efeitos dessa pandemia, gostaríamos de cercar a data da nossa festa de carinhos e alegrias, pedindo a todos vocês que publiquem fotos e vídeos dos anos anteriores, usando a hashtag #Gigantesdalira, para juntos, realizarmos uma grande folia virtual, na nossa data oficial! Saúde e abraços virtuais em cada um de vocês”.