Participantes do Carnaval Wall entram na casa e participam de dinâmica de divisão dos quartos
Foi dada a largada para o Carnaval Wall! No episódio desta quinta-feira os participantes entraram na casa e já foram separados por quartos. Após sorteio, os sambistas foram divididos entre “confete e serpentina” e foram avisados das regras. Em hipótese alguma poderão entrar no quarto diferente daquele para o qual foi selecionado. Após a dinâmica, os confinados aproveitaram o dia na piscina com direito a muito samba-enredo.
Antes da entrada dos 14 participantes na casa, o público pode conhecer um pouquinho da história de cada um deles. A produção do programa conversou com amigos e familiares dos confinados que deram spoiler da personalidade de cada um, além de contar os defeitos e alguns segredinhos. Confira o episódio na íntegra aqui.
Agora o jogo começou! Na terça-feira, às 19h, os confinados vão participar da primeira prova. E aí já sabe para quem vai torcer? Fique ligado aqui no CARNAVALESCO e nas redes sociais oficias do site para não perder nada do primeiro reality do samba.
Império Serrano disponibiliza diversas oficinas gratuitas para sua comunidade

O Império Serrano vem desenvolvendo diversas oficinas gratuitas, em sua quadra de ensaios, voltadas para pessoas carentes da comunidade. Desde as principais, como de ritmistas, mestre-sala e porta-bandeira, e passistas, outros esportes como capoeira e muay thai também serão oferecidos pelo Reizinho de Madureira.
“O papel de uma Escola de Samba vai muito além da construção de um grande carnaval. Existe um compromisso com o bem estar social e no Império Serrano essa tem sido uma de nossas prioridades, principalmente neste período de pandemia”, destacou o presidente Sandro Avelar.
As aulas de percussão começaram na quinta-feira e os treinos de Mestre-Sala e Porta-Bandeira acontecem todos os sábados, enquanto a oficina de capoeira acontece toda segunda e quarta-feira. No mês de março terão início as aulas de samba no pé e muay thai, sempre seguindo os protocolos de proteção contra a Covid-19. Mais informações podem ser adquiridas nas redes sociais ou na secretaria da escola.
Imperianos podem demonstrar seu amor aderindo ao sócio-torcedor
Uma das primeiras ações da gestão Sandro Avelar, Rildo Seixas e Deodônio Neto foi a criação do projeto Sócio-Torcedor, onde os apaixonados pelo Glorioso podem acessar o site www.socioimperioserrano.com.br, escolher o melhor plano e se associar. Outra forma de demonstrar o amor pelo Reizinho, inclusive de uma forma que todos vejam, é visitando a Loja Oficial da escola no 3º piso do Madureira Shopping e adquirindo um dos produtos oficiais, que também podem ser comprados pela internet no site www.grifedosamba.com.br/imperio.
Festival Folia Carioca vai comemorar os 60 anos do Cacique de Ramos

No dia 1º de março, data do aniversário da cidade do Rio de Janeiro, começa o Festival Folia Carioca. Promovido pela Associação Carioca de Blocos e Bandas, o evento on-line vai contar a história do carnaval de rua em quatro exibições (01, 07, 14 e 20 de março), tomando como inspiração o Cacique de Ramos, que está completando 60 anos. A direção musical é de Paulão 7 Cordas e a direção artística é de Marquinhos de Oswaldo Cruz. As edições, em formato de documentário, intercalando músicas e depoimentos, serão divulgadas no canal da Folia Carioca no YouTube. Os organizadores vão aproveitar o momento, durante as transmissões, para realizar uma campanha de recebimento de cestas básicas para os ritmistas de blocos e bandas de Carnaval.
“O evento será apresentado artisticamente com banda, bateria e roda de samba, cantando músicas e contando fatos antológicos que narram as seis décadas do Carnaval de Rua, tendo o Cacique de Ramos como fonte de inspiração.”, revela Marcelo Santos, que divide a direção geral com Carla Wedling. Os artistas convidados, Dorina e Bira Presidente, serão acompanhados pelo grupo Folia Show (Bateria e Banda) e a Gloriosa Roda de Samba vai abrir todas as edições. No repertório dos shows, gravados no Cacique de Ramos, sambas como “A voz do Morro”, “A Ordem é Samba”, “Caciqueando”, “Vou festejar”, “Água de chuva no mar”, “Foi um rio que passou em minha vida”, “Portela na avenida”, “Alegria continua”, “Preciso me encontrar”, “Canto das três taças”, “Nasci pra Sonhar e Cantar”, “Mas quem disse que eu mereço”, “Coração Leviano”, “Raio de Luar”, “Não me perguntes”, “Doce Refúgio”, “Quitandeiro”, “Coisa de Pele”, “Quando a idade chegar” e “Gostoso Veneno”.
A história sobre o Carnaval de Rua será contada através das apresentações musicais e dos depoimentos dos representantes dos blocos “Arteiros da Glória”, “Guri da Merck”, “Boêmios da Lapa”, “CanaValesco Largo do Machado, mas não Largo do Copo”, “Largo do Machadinho, mas não Largo do Suquinho”, “Banda da Rua do Mercado”, “Infiéis”, “Enxota Que Eu Vou”, “Berço do Samba”, “Se Me Der, Eu Como”, “Catas Latas do Grajaú” e “Quem Não Guenta Bebe Água”.
Segundo Marcelo Santos, a ideia do Festival surgiu em 2018, com objetivo de reunir os representantes dos Blocos e Bandas Associados para debater, junto a personalidades públicas do Carnaval de Rua, a valorização deste patrimônio cultural carioca, promovendo a tradição das Marchinhas e Sambas Carnavalescos. A princípio, seria realizado no bairro da Glória para celebrar o Dia Nacional do Sambae o Carnaval de Rua de 2021, mas a pandemia adiou os planos e foi necessário fazer pela internet. O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Cláudio Vieira: ‘O sumiço da Coroa Imperial’
Me vem à memória um fato curioso ocorrido, anos atrás, com o Império Serrano. A Escola já atravessava aquela fase de ioiô, descendo para a Série A num ano e voltando para o Especial no outro. E, novamente, o mau desempenho no desfile principal anunciava a volta à poeira.
O retorno das alegorias para o barracão foi marcado por uma série de problemas, o pior deles provocado pelo abre-alas, pesadão, trazendo a gigantesca Coroa Imperial. Na passagem pela Praça da Bandeira, os empurradores erraram na manobra, deixando que a coroa ficasse enganchada sob o Viaduto dos Marinheiros. Depois de inúmeras tentativas, não houve jeito mesmo e a solução foi deixar a alegoria no local para tentar removê-la posteriormente.
Descansados e mais animados, os diretores do Império voltaram à Praça da Bandeira naquela manhã de Terça-Feira Gorda. E levaram o maior susto ao ver que o abre-alas havia sumido. Quem seria capaz de carregar um carro tão grande?!

A primeira pista apareceu ali perto, onde os imperianos encontraram um abre-alas mixuruca, com outra coroa, bem mais modesta, abandonado sob o viaduto. Pertencia ao Império do Marangá, a verde e branca de Jacarepaguá, que teria desfilado na noite anterior, pelo Grupo D, na Av. Rio Branco. Os diretores da Serrinha correram para lá.
Não deu outra. A majestosa Coroa Imperial, agora estava abandonada nas proximidades da Cinelândia, depois de ter prestado uma grande ajuda à prima-pobre. Se passara despercebida no desfile de domingo, no Sambódromo, fora o grande sucesso da Av. Rio Branco, naquele ano. Sem dúvida, o abre-alas mais bonito de toda a história do Império do
Marangá.
Alto nível! Leandro Vieira e Gabriel David participam de live do CARNAVALESCO e falam de ideias para o futuro do carnaval

O segundo dia da live #CarnavalEmCasa, como o apoio da Guaracamp, recebeu dois convidados especiais na terça-feira. Gabriel David, empresário e conselheiro da Beija-Flor, e, Leandro Vieira, carnavalesco do Império Serrano e da Estação Primeira de Mangueira. Eles responderam perguntas dos apresentadores (Selminha Sorriso, Rodney Figueiredo e Junior Escafura) e do público. O tom do papo foi o momento do carnaval e o que é necessário ser feito para o futuro.
Inicialmente, Gabriel enalteceu o potencial artístico das agremiações e o poder de criar produtos para fomentar a indústria carnavalesca, não dependendo somente da receita gerada pelos desfiles.
“A capacidade artística temos de sobra em todas escolas de samba. Temos criatividade com folga. É usarmos a intelectualidade dos nossos artistas para criarmos algo vendável durante o ano para não ficarmos dependentes somente dos desfiles. Todas ideias, não só minhas, podem ser levadas, debatidas dentro da Liga, para que de fato a gente possa ter a execução de tudo que temos falado nos últimos anos”, afirmou.
Leandro Vieira enalteceu os sambistas que seguiram os pedidos das autoridades sanitárias e não fizeram os desfiles em 2021. Para o mangueirense, o recado foi dado com perfeição e clareza.
“Especialmente, nesses dias de carnaval foi um motivo de alegria, de modo geral, ver que a galera do samba e blocos deram um recado social e cidadão. A imagem de sexta-feira com o Sambódromo escuro e a iluminação especial, que embora seja belíssima, mas triste pelo vazio, foi importante para mandarmos o recado de consciência. Nós, que somos apaixonados por escola de samba, mostramos que o carnaval é cultura, comprometimento e uma atividade importante. De alguma forma, temos que ficar felizes dos sambistas terem deixado um recado importante nesse momento de pandemia”.

Perguntado sobre mudanças no regulamento dos desfile do Grupo Especial, Gabriel David citou que são importantes, mas elencou também outras prioridades.
“De regulamento e parte artística ainda vai demorar para termos mudanças mais concretas como sabemos que precisam ter. Tive oportunidade de trocar uma ideia sobre isso com o Leandro, ele com muito mais conhecido nessa área do que eu. É nítido para quem vive e trabalha o ano inteiro no carnaval, que o regulamento limita os artistas e ainda é antigo, com poucas mudanças ao longo dos 30 anos. É necessário se adaptar ao mundo atual e as visões dos artísticas atuais. Ainda acho que existem mudanças estruturais que devem acontecer antes do regulamento”.
O carnavalesco da Mangueira e do Império Serrano também respondeu sobre o que pode ser feito para movimentar os sambistas e escolas de samba durante o ano inteiro.
“É só olhar para as escolas de samba. Não precisa fazer um esforço muito grande para entender que elas vivem apesar dos desfiles, que acabam tendo maior visibilidade, são mais comercial, mas as escolas de samba vivem o ano inteiro. É preciso dar a mesma visibilidade que dão aos desfiles para às vidas das comunidades. Falar dos projetos sociais já é chover no molhado, porque a grande maioria faz. Falta mesmo ocuparmos os lugares, redes, espaços públicos, voltarmos o olhar para nossas comunidades. É basicamente onde se desconectaram de alguma forma. O reencontro com o povo está na comunidade. O olhar focado para o desfile, verba, e se não tem verba não tem atividade, logicamente, cria o desinteresse. Temos material para interesse e existe vontade de conectar. Muitas vez o botequim ao lado da quadra com samba está cheio e dentro da quadra fica vazio. É preciso que olhem para os interesses da comunidade”.
Gabriel foi questionado sobre o trabalho de comunicação e marketing da Liga-SP e o que pode ser absorvido pelo Rio de Janeiro.
“O carnaval do Rio tem potencial absurdo. É olhar o que está dando certo de alguma forma em São Paulo, mas é ter também a capacidade de se auto analisar e ver o que podemos fazer de melhor para fomentar o espetáculo e as escolas o ano todo. O mais importante de tudo é que as escolas de samba do Rio estejam unidas em prol do bem comum que é a propagação do carnaval. Isso vai desde o fomento das comunidades, o que precisam, o trabalho com as novas gerações, e, como dentro do morro da Mangueira e em Nilópolis, por exemplo, vamos implementar sementinhas para que as pessoas encontrem nas escolas um lugar de abrigo e que cresçam na vida”.
Durante o papo na live #CarnavalEmCasa, Leandro falou também sobre o momento de preparar os desfiles da Mangueira e do Império Serrano para o ano que vem.
“Essa jornada dupla pra mim é um motivo de alegria. A diferença é pouco. Acho que tem mais pontos em comum do que diferenças. Gosto de escolas pesadas para deixá-las com a cara mais fresca. Elas carregaram a herança pensada no bom sentido”.

