O projeto multiplataforma Carnavalize promove o seu primeiro curso, com o historiador da arte e pesquisador Leonardo Antan, no qual pretende investigar a estética das escolas de sambas e seus grandes carnavalescos. Batizada de “Arte+Carnaval: movimentos artísticos e escolas de samba”, a série de aulas online vai propor o diálogo de desfiles históricos da festa com movimentos artísticos da arte brasileira.
As aulas de Leonardo Antan vão mergulhar na construção visual das agremiações em diálogo com conceitos e obras da história da arte brasileira, mesclando desfiles e artistas de vários períodos, de Rosa Magalhães a Tarsila do Amaral, passando por Fernando Pamplona e Abdias Nascimento. Os tópicos de cada aula vão falar de 4 movimentos artísticos brasileiros: Modernismo, Tropicalismo, Arte Afro-Brasileira e Conceitual.
Leonardo Antan promete novidades na abordagem das quatro aulas do projeto, uma vez que o escritor já ministrou antes “Estética em desfile: Visualidade e conceito na criação dos carnavalescos”, em parceria com Daniela Name pela revista Caju, e “Bumbum Paticumbum Prugurundum – Da Praça XI à Apoteose”, ministrado com Mauro Cordeiro e promovido pelo Coletivo Dezesseis.
“Esse curso tem um diálogo muito concreto com as artes plásticas institucionais, vamos falar sobre movimentos como a tropicália e o modernismo a fundo e investigar quais influências eles tiveram no carnaval. Dá pra promover uma troca muito interessante e proveitosa nas aulas”, explicou o editor do Carnavalize.
Serão oferecidas quatro aulas com duas horas de duração cada uma, entre os dias 16/08 a 25/08, às 19h30. Todas as aulas serão gravadas e ficarão disponíveis para serem assistidas depois, além de bibliografia exclusiva para os alunos.
Serviço:
Curso “Arte+Carnaval: movimentos artísticos e escolas de samba”
Aulas 16, 18, 23 e 25 de agosto, sempre às 19h30
Investimento: R$180
Inscrições: https://www.sympla.com.br/curso-artecarnaval-movimentos-artisticos-e-escolas-de-samba__1280500
O presidente vampirão. O Jesus negro. O Cristo Redentor caboclo e os macramês que entretecem narrativas. Jack Vasconcelos, Leandro Vieira, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, são alguns dos artistas que sintetizam um Brasil profundo, colagem de tantos retalhos de sonhos, credos e desigualdades, capazes de nos encantar e nos despertar reflexões. Ao olhar para a imagem como um suporte de ideias frutos de seu tempo, é inegável não pensar no impacto que esses carnavalescos causam nas estruturas das escolas de samba ao serem alçados ao papel de protagonistas por boa parte da imprensa, críticos de arte e admiradores da folia.
Arte: Antonio Vieira
O lugar do artista visual carnavalesco na cidade nos remete – sem uma pretensa busca de origens e anos limites – à colonização brasileira por Portugal. Procissões religiosas já eram realizadas ainda no século XVII e, pouco a pouco, essa prática foi sendo difundida e o período carnavalesco passou a ser um importante momento de expressão artística na cidade do Rio de Janeiro. Mais adiante, nas favelas e subúrbios cariocas, uma série de artistas negros usavam de criatividade e improviso para tecerem suas plásticas e colocarem suas escolas de samba “na rua” entre os anos 1930 e 1950, construindo conceitos particulares de arte. A partir da entrada de Pamplona e sua turma nas escolas de samba, esse modelo visual orgânico foi sendo deixado de lado em favorecimento de um fazer visual ligado à escola de belas artes, valorizando artistas com essa formação. Pouco sabemos seus nomes e trajetórias, mas sua contribuição são tão importantes quanto as demais.
Ao que pese o racismo estrutural e o preconceito na sociedade, o lugar social do artista carnavalesco foi se consolidando como fundamental na cenografia brasileira. Certamente, olhar para tais figuras, aqui caricaturadas, nos trazem reflexões infinitas a respeito do lugar que as escolas de samba, hoje, protagonizam na cena das artes visuais do Brasil.
Os carnavalescos carregam, na nomenclatura, uma categoria profissional artística que, há mais de um século, faz parte do cotidiano carioca e nos brinda com beleza.
Os desfiles, além de espetáculos, também nos geram reflexões sobre as possiblidades e os novos caminhos que as escolas de samba enquanto produtora de sentidos artísticos próprios podem seguir.
Vida longa aos provocadores carnavalescos!
* Texto de Vinicius Natal – Historiador e antropólogo
A bateria Pura Cadência abriu novas turmas da oficina de percussão para formar novos ritmistas. O projeto, de desenvolvimento do mestre Casagrande, acontece nas tardes de sábado, oferecendo aulas de: caixa de guerra, repique, marcação, tamborim e chocalho. Os interessados precisam ter acima de 12 anos de idade e realizar a inscrição através do whatsaap 21 99441-2080. É necessário enviar nome completo, telefone, data de nascimento, endereço e instrumento do interesse. As aulas serão ministradas aos sábados a partir das 14h.
Foto: Divulgação
Ensaios da Pura Cadência
Com o avanço da vacinação e a confirmação do Carnaval em 2022, a bateria Pura Cadência retomou os ensaios visando o próximo carnaval. Os treinos acontecem todas as quintas, a partir das 18 horas na quadra da agremiação até o carnaval. Devido ao momento, a retomada acontece de forma gradual, com revezamento de ritmistas para não haver aglomerações. O uso da máscara é obrigatório e o distanciamento é respeitado.
O endereço da quadra da Unidos da Tijuca é Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo.
Dando continuidade ao processo das eliminatórias de samba-enredo, com vistas ao Carnaval de 2022, a Estação Primeira de Mangueira definiu as próximas etapas que acontecerão ao longo do mês de agosto de 2021.
Os 26 sambas classificados no “Viradão do Carnaval da Verde e Rosa” foram divididos em 2 (duas) chaves de 13 sambas cada uma, identificadas por Chave Verde e Chave Rosa, que serão apresentadas na seguinte ordem:
Chave Verde, dia 12 de agosto e Chave Rosa, dia 13 de agosto. Nas duas eliminatória serão classificados 6 (seis) sambas cada dia. Com a apresentação sendo 1 passada sem bateria e 2 com bateria. Os sambas classificados em cada uma das chaves formarão uma chave única com 12 (doze) sambas, a Chave Verde e Rosa, que farão as quartas de final no dia 14 de agosto. As obras se apresentarão com uma passada sem bateria e 3 com bateria. Ao final das apresentações, seis sambas serão classificados para a semifinal.
A Semifinal ocorrerá no dia 31 de agosto com a apresentação dos 6 (seis) sambas classificados, quando serão escolhidos 3 (três) sambas para a grande final.
Todas as etapas serão transmitidas ao vivo pelo canal do Youtube da Estação Primeira de Mangueira, seguindo todas as normas de segurança estabelecidas pelas autoridades sanitárias.
A final será realizada de comum acordo com a Liesa-TV Globo em formato a ser acordado com as 12 escolas.
Depois de uma goleada por 4 a 0 no dia de seu aniversário de um ano, no domingo, o Império Serrano vai ter um confronto direto nesta quinta-feira, fora de casa, contra o Paduano. A equipe adversária ocupa a segunda colocação da Série C do Carioca, com os mesmos 31 pontos do Reizinho, que está em terceiro lugar por conta dos critérios de desempate. O goleiro Léo Flores comentou sobre a expectativa para o confronto:
Foto: Emerson Pereira/Divulgação
“A expectativa é a melhor possível. A gente vem trabalhando forte porque todos os jogos do campeonato são difíceis. Será mais uma partida complicada e estamos focados e treinando bastante, acertando os erros e buscando acertar dentro do campo”, afirma o camisa 1, que também falou do sobre o que o treinador Marcelo Mariano cobrou da equipe para continuar vencendo:
“O professor Mariano vem falando e destacando a nossa melhora, sempre cobrando a equipe em posicionamento, em velocidade para atacar, em velocidade para recompor na defesa. Ele manteve esses pedidos durante a semana e nós, como sempre, estamos buscando a evolução o tempo todo”, comenta.
Léo Flores também relatou a dificuldade da competição, a importância do confronto para o Império Serrano e a preparação do time pós o jogo de domingo.
“O foco é igual para as outras partidas. Não tem nada de diferente. Olhando a tabela, são seis times para quatro vagas. É um confronto de seis pontos e podemos, com a combinação de resultados, chegar na liderança mais para frente. Como disse, todos os jogos são difíceis. Se pegarmos as trajetórias dos jogos do Império, vamos ver que todas as partidas foram difíceis e que não tivemos moleza em nenhum jogo. Então a cabeça é mesma, trabalhando sério sempre, independente do adversário. Seguindo na busca do nosso espaço”, explica.
A partida entre Império Serrano e Paduano ocorre nesta quinta-feira, dia 5, às 15h, no Estádio Antunes, no Recreio dos Bandeirantes, pela 14ª rodada da Série C do Cariocão.
O som único que vem da raiz mangueirense, criado pela turma da “Tem que respeitar meu tamborim”, foi reverenciado na noite desta terça-feira, no Espaço Itáu de Cinema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, com a pré-estreia do filme “Mangueira em dois tempos”, da diretora Ana Maria Magalhães. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, a cineasta falou da obra. O filme estreia nos cinemas de todo o país no dia 5 de agosto.
Fotos: Rennan Laurente
“A principal mensagem do filme é a da cultura, da Mangueira, da alegria e do êxito dos programas sociais. O programa Mangueira do Amanhã formou o mestre Wesley, ajudou crianças, ensinou o samba, e a preservação da nossa cultura. A base da cultura não está no asfalto, ela está no morro. É muito importante que se preserve essa cultura do samba, do funk e do que se produz ali”.
Muito emocionado após a sessão do filme, mestre Wesley garantiu que o samba é fundamental na sua vida pessoal e profissional. “A Mangueira e o samba representam tudo na minha vida. Quando meu pai me levou para Mangueira do Amanhã em 1987 ele era presidente da bateria e traficante. Me levou para quadra para me tirar do caminho da criminalidade. Eu acho que me daria um caminho diferente e deu. Me tornei mestre da Mangueira do Amanhã em 99/2000, ritmista da escola principal e hoje sou mestre de bateria da Mangueira. Era meu sonho. Estou realizado e muito feliz. Já me emocionei demais com o filme. A minha segunda pele é Mangueira e carnaval. Sem isso não vivo. A pandemia mostrou isso pra mim. Quem assistir o filme não vai se arrepender”.
A diretora Ana Maria Magalhães
‘O samba transforma a realidade social’
Mestre Wesley revelou ao CARNAVALESCO que vai tatuar o título de 2019 para simbolizar o momento histórico eternamente. “A responsabilidade no comando da bateria começou quando recebi o convite de 2018 para 2019. Os diretores estavam fazendo um ótimo trabalho. Fiz um trabalho de formiguinha e depois de 18 anos conseguimos resgatar a nota máxima e veio o campeonato em 2019. Não foi diferente em 2020. O desfile de 2019 subiu minha carreira. Já era conhecido como tocador de repique e esse título é de um desfile histórico. Foi tão importante que vou tatuar o carnaval de 2019 no meu corpo”.
Para a diretora Ana Maria Magalhães, o filme não poderia ser lançado em um momento mais especial do que o vivido pelo povo brasileiro. “Nós estamos em um momento de retrocesso. Esse filme tinha que sair agora. Eu não conseguia porque não saia antes, fique dez anos, mas era importante que fosse feito, agora, é o resgate da cultura. O samba transforma a realidade social. Da um ofício, alegria e tem a realização de felicidade. O Wesley adora o que faz e isso é muito importante”.
Wesley falou sobre o relacionamento com a diretoria e a importância de Ivo Meirelles em sua vida. “Ela me conheceu quando eu tinha dez para 11 anos. Hoje, eu estou com 42 anos. A diferença é muito grande. A vida ensina a gente. Tomamos muito porrada. Minha filha mudou demais minha vida. Tenho dois filhos (ela de 6 e um de 18). O Wesley hoje é mais pensativo, cabeça, família e mais amigo. O Ivo representa minha vida musical. Ele faz parte 101% da minha história. Tenho o Ivo como pai. Quando eu perdi o meu, ele me pegou para essa vida musical. É muito importante na minha vida”.
Comunidade representada no cinema
Alyson Vieira, de 17 anos, há quatro anos na bateria da Mangueira, assistiu a sessão do filme. Nascido e criado no morro da Mangueira, ele disse que mestre Wesley é seu espelho. “Ele passa muito da experiência que tem para gente. Nunca teve apenas um grupinho show, sempre utilizou todo mundo da bateria. Minha família é toda do samba, meu tio Marrom já foi mestre e ele sempre me preparou para entrar na bateria. A nossa bateria é única, nenhuma escola consegue tocar nosso ritmo”, disse.
Marli Senra, que desfila há 54 anos de Mangueira, começou na escola ala da crianças com Dona Neuma e hoje desfila na ala das baianas. Ao site CARNAVALESCO, ela falou do momento de ver a Mangueira e sua bateria na tela do cinema. “Desde que estou na Mangueira vivo uma experiência boa. Muita coisa mudou desde que entrei. Antigamente, era mais samba. O samba precisa lutar muito para dar cultura para o jovem. O governo não ajuda nossas escolas de samba e a formação cultural das comunidades”.
Edvaldo Júnior, 37 anos, presidente Associação de Moradores do Complexo da Mangueira, ressaltou o samba como transformador social. “O trabalho da Mangueira dentro da comunidade é maravilhoso. Ele muda a vida de muitos jovens. Esse filme mostra o orgulho da nossa comunidade sendo mostrada para todo mundo, através da tela do cinema, nos da orgulho demais”.
Idealizador da homenagem da São Clemente para o humorista Paulo Gustavo, Milton Cunha fez uma leitura especial do enredo para a família do artista, que faleceu em maio deste ano.
Acima, você pode ouvir com exclusividade o áudio de Milton Cunha para os familiares de Paulo Gustavo. “Queria passar um texto simples e direto. Esperançoso, resistente. A vida do Paulo Gustavo foi clara”, disse Milton.
Setores do desfile da São Clemente
I – O CÉU DE PG
II – “Dona Hermínia”
III – “O Amor de Thales: o que era bom vira perfeito“
IV – “Bonde Colorido dos Amigos / BONDEDAZAMIGAS”
V – D de Diva inspiradora: Déa, a mãe da Mãe!
SUGESTÃO
A PARTIR DESTA
CONCEPCAO DE NARRATIVA ESCRITA:
QUE O DESFILE EM SUAS ARTES
(SAMBA, FIGURINOS E ALEGORIAS)
NAO SEJAM “NATURALISTAS”,
HISTORICOS, COMPORTADOS.
TRATA-SE DE UMA FANTASIA CLEMENTIANA
PARA UMA UNANIMIDADE NACIONAL
ONDE SOBRA TALENTO BEM HUMORADO,
VIDA FORA DA CURVA,
E MUITA SOLIDARIEDADE HUMANA.
QUE AS ARTES DO DESFILE REFLITAM
O ESPIRITO INUSITADO DO INSPIRADOR ENREDO,
QUE NADA TEM DE “COMPORTADO OU CARETA”.
DEPOIS DE MUITA DOR,
SÓ NOS RESTA RESISTIR RINDO
COMPOSITORES: João Carlos e Jorge M.O.
Intérprete: Evandro Malandro
EXU C MBIO FALA MAJETÉ
EGBA KETA TERCEIRA IFÉ
NÃO PEDE LICENÇA PRA ENTRAR
E SE FEZ CABOCLO NA ENCRUZA
SOBRINHO DE GANGA ZUMBA
SENHOR DE TANTAS PROEZAS
COM CORAGEM E NOBREZA
O ENGENHO CONQUISTOU
VUCO-VUCO UM CORPO FECHADO
CACHIMBEI ENCACHAÇADO, OSUÊ, OBÁ BABÁ
SER TÃO GRANDE RIO UM BAMBA Ô, Ô, Ô
É CASA DE SANTO, UMBANDA
SOL E LUA DE ARUANDA
MINHA PAIXÃO É O SAMBA
MARIAS E CIGANAS, MULAMBO E NAVALHA
MALANDRO BATE BOLA, A ARTE SE ESPALHA
JONGO, MARAFO, GARGALHADA, TRANCA RUA, ENCRUZILHADA
NA FAVELA QUEM NÃO COME, O LIXO QUE MATA A FOME
ENTRE TRAPOS E FARRAPOS, SOU DE FATO SEU RETRATO
NUM JARDIM SEM TRATO, EU SOU VOCÊ
SENHOR DO MAL, SER DO BEM
MANDA MENSAGEM DO ALÉM, UM SONHO A DELIRAR
MENSAGEM HÃO DE CHEGAR
E NO GRAMACHO LIXÃO, SE FAZ COMUNICAÇÃO
NA VOZ DE UMA MULHER, VAI REVELAR
ÊH! LAROYÊ, ÊH! LAROYÊ
EU SOU DA RUA
VIM PRA RUA PRA SAMBAR
GRANDE RIO É MEU TERREIRO
VEM MEU POVO SARAVÁ
COMPOSITORES: Denilson Sodré, Jotaerre, Ribeirinho, Matheus Gladiador, João Rocha e Oswaldo
Intérprete: Evandro Malandro
DEU MEIA NOITE NO CLARÃO DA MADRUGADA
GIRAM CORPOS E CABAÇAS
ME DIGA QUEM EU SOU?
A LUZ QUE VAGUEIA NA ESCURIDÃO
PRINCÍPIO DE TUDO, O GUARDIÃO
MISTERIOSO MAR DE DENDÊ
CABOCLO, FOGO NO CHÃO DO TERREIRO
ZUMBI ENCANTADO NO ILÊ
ENGENHO VELHO, MERCADO DE CATIMBEIRO
OH LUAR O LUAR, ILUMINA A RUA
OH LUAR OH LUAR, DE ODÚS , IFÁ
O BEM E O MAL
VENENO E A CURA
INA INA, SARAVÁ
MOÇO VOU ENTRAR NO JOGO
EVOCAR MEU POVO
É BOM ME RESPEITAR
ARTE , RISCA O PONTO, ENSINAMENTO
NO CARNAVAL, É GINGA, É MOVIMENTO
EGBARÁ BÓ AGÔ MOJUBÁ
SALVE PILINTRA, OS PROFETAS DE EXUS
DO LIXO VI ERGUER A REALEZA
RAINHA NA CORTE DOS ZUNGUS
HOJE A GRANDE RIO INCORPORADA
BATE TAMBOR NA ENCRUZILHADA
CANTA SEU CANTO DE FÉ
LAROYÊ , ODARAÊ AXÉ
FALA AE MAJETÉ
SETE CHAVES DE EXU
SOU GRANDE RIO E NÃO SOU QUALQUER UM
CHEGOU CAXIAS, NO PADÊ E NO EBÓ
NÃO MEXE COM MINHA GENTE
EU NÃO ANDO SÓ