Maior personalidade da Vila Isabel, o cantor Martinho da Vila, presidente de honra da escola e enredo para o Carnaval de 2022 se despediu do amigo mestre Mug nas redes sociais. Os dois estavam juntos no histórico desfile “Kizomba”, de 1988.
“Descanse em paz, Mug, campeão do carnaval de 88. Nunca o esqueceremos”, postou o artista.
A cantora Martnália também prestou sua homenagem. “Vai na paz. A sua bateria seguirá honrando a nossa cadência. Valeu, Zumbi”, publicou a filha de Martinho. Atualmente, Mug era presidente de honra da bateria.
Amiga de Mug, a apresentadora Sabrina Sato, que foi rainha de bateria da Vila Isabel por dez anos, lamentou a morte do veterano.
“Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos do nosso amado Mestre Mug, que fez história no mundo do samba e à frente da bateria da Unidos de Vila Isabel”, postou.
O prefeito Eduardo Paes utilizou suas redes sociais para prestar uma homenagem para Laíla, que faleceu nesta sexta-feira. Veja abaixo.
“Sempre inveja da Beija-flor por ter esse cara e ele não estar na minha Portela. Que perda para a nossa cultura. Meus sentimentos aos amigos e familiares. Obrigado por tudo que você fez pelo carnaval carioca! Salve Laíla!”
Sempre tive inveja da Beija-flor por ter esse cara e ele não estar na minha Portela. Que perda para a nossa cultura. Meus sentimentos aos amigos e familiares. Obrigado por tudo que você fez pelo carnaval carioca! Salve Laíla! pic.twitter.com/psOfzN6OU4
“É com profunda consternação que recebemos a notícia de mais uma perda para o mundo do samba. Hoje, toda a comunidade salgueirense veste o luto por mais um de seus filhos que se despede de nós em face de uma doença terrível, a qual vem nos deixando cada vez mais órfãos de nossas referências.
Aos 78 anos batendo em um ritmo apaixonado e intenso, o coração de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo parou. Nascido no Morro do Salgueiro, nosso “guri” foi uma pessoa fundamental na história de nossa escola. Melhor dizendo, de SUA escola, pois, esse amor cresceu com ele.
Líder nato, já menino funda uma escola de samba mirim no morro e é a partir dela, que seu talento desponta e começa a participar do Salgueiro onde fez tudo: foi compositor, intérprete, ritmista, harmonia, diretor de vários segmentos, tendo sempre atuação marcante, traço de sua personalidade forte e perfeccionista. Aqui, depois de participar de todos os carnavais antológicos da Revolução Salgueirense, foi semear conhecimento passando por Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Grande Rio e União da Ilha.
Nem melhor nem pior, Laíla levou esse espírito revolucionário que ajudou a criar no Salgueiro para nossas coirmãs, mudando e marcando para sempre os desfiles cariocas.
Saiu da vermelha e branca de coração para ganhar o mundo, afinal, é para isso que criamos os filhos, mas sabia que ali era o seu LAR, sua raiz. Nos últimos dois anos, a quadra salgueirense passou a receber mais visitas do filho que não escondia sentir-se em casa, não somente pela recepção que nos cabe dar às figuras do carnaval, mas, especialmente, pelo RESPEITO que lhe era devido.
No próximo carnaval já era uma das personalidades salgueirenses convidadas para o desfile em que falaremos da Resistência, tema tão caro para quem que teimou em fazer resistir a essência dos desfiles: Harmonia e Samba.
Que despedida difícil para todos nós sambistas e amantes do Carnaval. Mais ainda, para quem pôde aprender com o mestre. Seguiremos daqui, orgulhosos em saber que você nos levará em seu coração.
Que sua luz continue firme, filho querido de nossa Academia do Samba, e que a sua força espiritual e fé inabalável nos faça vencer. Te amaremos para sempre. Obrigado”.
“Com tristeza e pesar, a Beija-Flor de Nilópolis informa aos sambistas e à sociedade nilopolitana e fluminense a morte de seu ex-diretor de Carnaval Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, aos 78 anos, nesta sexta-feira, 18. Acometido pela Covid-19, ele estava internado desde sábado, 12, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, Zona Norte.
Foto: Eduardo Hollanda
Laíla havia recebido as duas doses do imunizante contra o coronavírus ao longo do primeiro semestre deste ano, após meses de isolamento em casa se protegendo da doença. Ainda assim, acabou infectado e não resistiu às complicações da infecção. Além da própria família, sua grande paixão além do Carnaval, Laíla deixa uma legião de admiradores que o viram revolucionar o espetáculo da Marquês de Sapucaí ao longo de mais de 50 anos de trabalho.
Na Beija-Flor, onde permanecerá eternamente na memória de cada componente, Laíla atuou por quase três décadas — a dedicação ocorreu em três passagens diferentes: entre 1975 e 1980, 1987 e 1992 e, por fim, 1994 e 2018. No período mais recente e duradouro, o laço se manteve por 23 anos e somou oito vitórias da Deusa da Passarela com Laíla comandando a brilhante Comissão de Carnaval que transformou em arte enredos célebres como “Manaus, Amazônia, Terra Santa (…)”, de 2004; “Áfricas (…)”, de 2007 e “A simplicidade de um Rei”, de 2011.
A perda de Laíla coloca em luto oficial, por tempo indeterminado, toda a família Beija-Flor (aqui representada pelo presidente de honra Anísio Abraão David e o presidente Almir Reis), ao mesmo tempo em que mobiliza toda a comunidade carnavalesca, já tão impactada com outras partidas significativas em meio à pandemia.
Conhecido pela genialidade e a personalidade forte, Laíla carregou consigo o mérito de ter transformado os desfiles da Beija-Flor em um “rolo compressor” capaz de cruzar a Avenida sem perder décimos em praticamente todos os quesitos, principalmente os “de chão” (Harmonia e Evolução, intimamente ligados ao canto e a dança). Também merecem destaque o luxo e a suntuosidade das alegorias e fantasias que deixaram o barracão da Beija-Flor rumo ao estrelato diante de milhares de foliões.
Os resultados foram reflexo de uma equipe que Laíla reuniu e manteve firme Carnaval após Carnaval, sempre com o apaixonado coração azul e branco trabalhando em prol do melhor para a Beija-Flor. Mesmo fora da azul e branca nas duas últimas temporadas de desfile, Laíla permaneceu querido por todas as pessoas que compõem a instituição. Despediu-se, em 2018, em meio à gratidão do povo de Nilópolis. Agora, chega à eternidade embalado da mesma maneira.
Além da Beija-Flor, Laíla também despertou admiração por outras escolas onde passou. Foi o caso de Salgueiro (onde iniciou a carreira, em 1960); Unidos da Tijuca (para onde retornou em 2019); Vila Isabel; Grande Rio e União da Ilha. Foi convidado a trabalhar no Carnaval de São Paulo pela Unidos do Peruche e pela Águia de Ouro. Encarou todos esses desafios sem nunca pensar em abandonar a festa mais popular do Brasil.
A Beija-Flor agradece a todas essas agremiações, e suas outras coirmãs, pelo carinho com que trataram Laíla ao longo dos anos e por encontrarem nele uma referência sobre as melhores maneiras de se colocar um Carnaval na rua.
Em seu retorno à Passarela do Samba ao fim da pandemia, quando for possível desfilar em segurança, a Beija-Flor estará com Laíla no coração e em pensamento. Os ensinamentos do mestre guiarão cada passo do futuro nilopolitano.
Uma pessoa de fé, sempre fiel à própria religião, Laíla será recebido pela espiritualidade com luz e preces dos torcedores da Beija-Flor em todo o país. Assistirá, de onde quer que esteja, à continuidade de seu legado na festa profana que o santificou.
A mesma Beija-Flor que lamenta a perda de Laíla é a Beija-Flor que celebrará, para sempre, a vida de seu eterno dirigente.
Nossa solidariedade à mulher de Laíla, Marli, seus filhos e toda a família. Que o carinho das multidões por Laíla possa acalmar o coração de cada um.
O intérprete Neguinho da Beija-Flor fez uma publicação em suas redes sociais sobre o falecimento de Laíla. Veja abaixo:
Foto: Arquivo pessoal
“Vai ficar a saudade daquele que foi meu primeiro produtor musical, no início da minha carreira, no Cordão da Bola Preta, meu amigo durante 50 anos da minha vida!! Personalidade fortíssima, excelente profissional e amigo de todas as horas!! Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o “Laíla, melhor diretor de carnaval de todos os tempos!! Que Deus o tenha, meu amigo!!”
O dia é de luto para o mundo do carnaval. Após o falecimento de mestre Mug, a Rádio Tupi informou a morte de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, de 78 anos, que estava internado no Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele estava com Covid-19 e sofreu uma parada cardíaca na manhã desta sexta-feira e não resistiu. O diretor morreu por volta das 11h30
Que Laíla foi um gênio da cultura popular e personagem fundamental na construção da identidade do desfile das escolas de samba não resta margem para dúvida. Mas como todo gênio, sua personalidade era forte e por isso o sambista, na mesma medida que espalhou admiração, despertou controvérsias e criou desafetos.
Foto: site CARNAVALESCO
A mais famosa polêmica envolvendo Laíla ainda é carregada de mistérios. Em 1989 a Beija-Flor chocou o mundo com um desfile arrebatador, ‘Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia’. A escola tinha a intenção de levar o Cristo Redentor travestido de mendigo. A arquidiocese entrou na justiça e a imagem foi proibida de desfilar. A solução foi genial: cobrir a escultura com um plástico preto e a inscrição: ‘Mesmo proibido olhai por nós’. A ideia teria sido de Joãozinho Trinta, carnavalesco da escola. Anos depois Laíla pleteou a autoria da frase. A única pessoa capaz de responder quem é o verdadeiro criador da frase nunca se manifestou: Anísio Abraão David.
Laíla sempre demonstrou muita firmeza em seus posicionamentos, o que despertava em muitas pessoas a equivocada ideia de que o sambista tinha pouca educação. Recentemente, em mais um arroubo típico de sua personalidade, Laíla acusou o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, de estar atuando para manipular jurados. Isso aconteceu após o Carnaval 2016, onde a Beija-Flor terminou na 6ª colocação. Horta reagiu e processou Laíla. Felizmente algum tempo depois eles se entenderam e Laíla voltou a trabalhar na Tijuca no Carnaval 2019.
Apesar de ser uma espécie de líder comunitário para os nilopolitanos, Laíla não deixou somente amigos na Beija-Flor. Durante mais de duas décadas na escola, muitas pessoas reclamavam de sua intransigência em muitos momentos. A saída de Laíla da escola, após o título de 2018, não foi pacífica e o diretor de carnaval nunca mais voltou a pisar na escola, depois de deixar a agremiação discordando dos rumos que o departamento de carnaval queria dar à escola.
Laíla tinha um conhecimento profundo de todos os processos que envolvem um desfile de escola de samba. Sua vivência valia muito mais que qualquer passagem acadêmica. Por isso suas inovações eram muitas vezes vistas como necessidades de abastecer o próprio ego, o que muitas vezes se provou equivocado. Como em 2002, quando Laíla levou o casal de mestre-sala e porta-bandeira para a parte inicial da escola. Hoje em dia, nenhum casal desfila mais à frente da bateria, como no passado.
O Salgueiro, escola do coração de Luiz Fernando do Carmo, o Laíla, que faleceu na manhã desta sexta-feira, prestou homenagem para o maior diretor de carnaval da história. Além da Academia do Samba, outras agremiações também publicaram homenagens. Veja abaixo.
Salgueiro:
Que dia triste para o samba! Após a partida de mestre Mug, outro grande professor nos deixa. Laíla, a família salgueirense te agradece por absolutamente tudo o que você fez por nós e pelo carnaval.
Que dia triste para o samba! Após a partida de mestre Mug, outro grande professor nos deixa. Laíla, a família salgueirense te agradece por absolutamente tudo o que você fez por nós e pelo carnaval. Nossa reverência hoje e sempre.
Beija-Flor:
“A Beija-Flor declara luto oficial por Laíla. Que o nosso eterno griô e ex-diretor de Carnaval, descanse em paz. Gratidão!”.
Unidos da Tijuca:
Mangueira:
Viradouro:
“A presidência da Unidos do Viradouro, em nome de toda a diretoria e comunidade da escola, lamenta a perda, nesta sexta-feira, de Laíla, um dos mais importantes profissionais do Carnaval carioca. Em mais de 50 anos dedicados à festa, teve passagens marcantes em várias escolas, como Salgueiro, onde começou a carreira. Na Beija-Flor, como diretor-geral de harmonia ou comandante da comissão de carnaval, participou dos 14 campeonatos da azul e branco. Toda nossa solidariedade à família por está grande perda”.
Grande Rio:
O Acadêmicos do Grande Rio está de luto pelo falecimento de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla. Ele foi nosso Diretor de Carnaval em 1993 e 1994, sendo um dos criadores da ala de casais de mestre-sala e porta-bandeira mirins, tradição que reavivamos no último Carnaval. pic.twitter.com/B3UEYcYVSq
— Acadêmicos do Grande Rio (@GRESGrande_Rio) June 18, 2021
O Acadêmicos do Grande Rio está de luto pelo falecimento de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla. Ele foi nosso Diretor de Carnaval em 1993 e 1994, sendo um dos criadores da ala de casais de mestre-sala e porta-bandeira mirins, tradição que reavivamos no último Carnaval.
Mocidade:
“Hoje o Mundo do Samba também perdeu o querido Laíla, grande ícone da história do carnaval, um dos maiores contribuintes para a nossa cultura. Estamos muito consternados e estendemos esse sentimento aos amigos e familiares. Descanse em paz, mestre Laíla! A Mocidade te agradece pelos serviços prestados ao Carnaval!”
Imperatriz:
“O diretor de carnaval, multicampeão do carnaval, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, conhecido como Laíla, morreu, na manhã desta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro. A Imperatriz Leopoldinense, através da Presidente Catia Drumond e toda diretoria, se solidariza aos familiares, amigos e a todo mundo do samba. Laíla, seu legado se mantém vivo. Descanse em paz”.
União da Ilha:
“O presidente Ney Filardi e toda direção da União da Ilha lamenta profundamente o falecimento nesta sexta-feira, do Diretor de Carnaval, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla. No Carnaval de 2020, ele passou por nossa escola e deixou seus ensinamentos.
Que Deus conforte seus familiares e amigos neste momento tão triste. O mundo do samba está de luto”.
Império Serrano:
“Com imenso pesar que o Império Serrano recebeu a notícia do falecimento de Laíla, aos 78 anos, personagem que eternizou o seu nome na história do carnaval brasileiro.
Estendemos os nossos sentimentos a todos os familiares, amigos e admiradores do seu trabalho. Obrigado, mestre!”
Diretor de marketing da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, filho de Anísio Abraão David, e ex-conselheiro da Beija-Flor de Nilópolis, fez uma publicação nas redes sociais sobre o falecimento de Laíla. Veja abaixo:
“Ao maior sambista que eu já conheci, o meu muito obrigado. Seu legado e sua historia serão eternos. Amigo, conselheiro, humano, um verdadeiro gênio… me faltam palavras para te descrever e agradecer. Sei que de onde você estiver vai estar olhando pela gente. Hoje eu perdi um grande amigo. Um dos caras mais importantes da minha vida”, disse Gabriel David.
O dia é de luto para o mundo do carnaval. Após o falecimento de mestre Mug, a Rádio Tupi informou a morte de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, de 78 anos, que estava internado no Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele estava com Covid-19 e sofreu uma parada cardíaca na manhã desta sexta-feira e não resistiu. O diretor morreu por volta das 11h30.
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, fez uma publicação em suas redes sociais sobre o falecimento de Laíla, o maior diretor de carnaval da história das escolas de samba. Confira abaixo o texto.
“A comunidade do carnaval está de luto. Luiz Fernando do Carmo, o Laíla, não resistiu à COVID-19. Deixa um legado histórico e uma gratidão indescritível a quem faz o carnaval. Vá em Paz, Mestre. Aos familiares e amigos desejo força e superação na alegria que ele inspirava”.
A comunidade do carnaval está de luto. Luiz Fernando do Carmo, o Laíla, não resistiu à COVID-19. Deixa um legado histórico e uma gratidão indescritível a quem faz o carnaval. Vá em Paz, Mestre. Aos familiares e amigos desejo força e superação na alegria que ele inspirava. pic.twitter.com/hjeChJRqcn
O dia é de luto para o mundo do carnaval. Após o falecimento de mestre Mug, a Rádio Tupi informou a morte de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, de 78 anos, que estava internado no Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele estava com Covid-19 e sofreu uma parada cardíaca na manhã desta sexta-feira e não resistiu. O diretor morreu por volta das 11h30.