A Prefeitura do Rio fez neste domingo a vacinação contra Covid-19 de toda a população em idade elegível da Ilha de Paquetá (a partir de 18 anos), incluindo gestantes. O projeto “PaqueTá Vacinada”, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), visa avaliar os efeitos da vacinação em larga escala na população e é aprovado nos Comitês de Ética em Pesquisa do município e do Ministério da Saúde.
Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, agradeceu, em seu discurso, a adesão dos moradores da ilha ao projeto que envolveu, entre quinta-feira e sábado, a testagem de 2.759 moradores, incluindo 421 crianças, das quais 21% apresentaram exposição ao coronavírus.
“É um momento muito triste; são 500 mil mortes no Brasil, e todos lamentamos muito por isso. É um momento de profunda tristeza, de luto, mas é também o momento de a gente ter esperança e tentar reconstruir um novo futuro. E aqui em Paquetá a gente espera que esse futuro chegue antes. Nossa expectativa é que essa região seja um símbolo para todo o País e que mostre o efeito da vacina em massa na vida das pessoas. A gente espera que a vacina continue salvando vidas, que seja a esperança para colocar não somente a Ilha de Paquetá, mas o Rio de Janeiro e todo o Brasil, em um futuro melhor. A gente estava esperando que entre 20 e 30% das pessoas daqui aderissem à coleta de sangue, mas 70% aderiram à pesquisa. Meu agradecimento profundo a todos os que se voluntariaram”, disse Soranz.
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, considerou a imunização em Paquetá uma “pesquisa fundamental”:
“Uma pesquisa fundamental para avaliarmos o impacto da vacina, que com muito compromisso, com muita responsabilidade, a Fiocruz entrega ao nosso Sistema Único de Saúde. A Fiocruz se sente muito honrada por participar de uma iniciativa construída em conjunto com a Prefeitura do Rio de Janeiro, com a Secretaria Municipal de Saúde e o com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde”.
A população da ilha abraçou o projeto, que é realizado pela SMS com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos três dias, quase 70% dos moradores compareceram aos postos de testagem, na Unidade Integrada de Saúde Manoel Arthur Villaboim e no Paquetá Iate Clube, onde responderam também ao inquérito epidemiológico. Por dia, cerca de 200 profissionais de saúde e voluntários auxiliaram no atendimento à população insulana.
Crianças e adolescentes passaram por testes rápidos e os maiores de idade fizeram coleta de sangue para exame sorológico. As amostras de sangue foram levadas de helicóptero para a Fiocruz, onde serão analisadas em laboratório. Ao longo de 12 meses, os moradores serão monitorados e uma parte deverá ser chamada para repetir os exames para acompanhamento e verificação dos anticorpos adquiridos após a vacinação com a primeira e com a segunda doses.
O acompanhamento da população da ilha terá por objetivo avaliar a segurança do imunizante e como a vacinação em massa atua na proteção também de pessoas que não foram vacinadas, como é o caso das crianças e adolescentes. Além de observar se a primeira dose da vacina será capaz de evitar a transmissão dos casos na região ou se isso só acontece efetivamente após a segunda dose, que será aplicada a partir de oito semanas.
Paquetá tem uma população de 4.180 moradores cadastrados na Estratégia Saúde da Família, dos quais 3.530 são maiores de 18 anos. Até sábado (19), já haviam sido aplicadas na ilha, pelo calendário para todo o município, 1.971 primeiras doses (D1) e 1.344 segundas doses (D2). Neste domingo, todo o restante da população elegível está sendo imunizado com a AstraZeneca. As 17 gestantes da ilha tomam a dose da CoronaVac, seguindo recomendação do Ministério da Saúde para este público.
Após pedidos de sambistas, inclusive, do site CARNAVALESCO de colocar o nome de Laíla no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, revelou na noite deste sábado que pretende dar o nome do sambista para a Cidade do Samba 2, que abrigará os barracões das escolas do Grupo de Acesso, a Série Ouro, comandada pela LIGA-RJ. O palco oficial dos desfiles seguirá, por merecimento também, com o nome do professor Darcy Ribeiro.
Paes revelou ao CARNAVALESCO a primeira imagem do projeto da Cidade do Samba 2
“Sambódromo vai continuar homenageando o grande brasileiro Darcy Ribeiro. Quero muito ter recursos para fazer a Cidade do Samba 2 para as Escolas do grupo de acesso. Já estamos detalhando o orçamento. Essa vai se chamar Laíla”, disse Paes.
Mais cedo, o prefeito tinha informado que a Cidade do Samba 2 ficaria em um terreno que a Prefeitura do Rio comprou do Exército, no seu último governo, entre a Quinta da Boa Vista e o Maracanã, na Zona Norte da cidade. Porém, depois Paes explicou que o terreno foi cedido ao Museu Nacional. “O terreno pelo que vi foi cedido ao Museu Nacional. A ideia de construir permanece. Vamos estudar alternativas viáveis. O Laíla certamente será homenageado”.
O presidente da LIGA-RJ, Wallace Palhares, comemorou a informação que a Prefeitura do Rio já trabalha na execução orçamentária para a construção da Cidade do Samba 2.
“É uma grande honra ter o nome do Laíla na Cidade do Samba 2. O Laíla sempre preservou a memória do samba, um grande mestre do samba e que sempre teve os pés no chão. O prefeito está com o sambista e não nos decepciona ao dar esse espaço tão fundamental para gente. É honra e dignidade para todas escolas de samba. É o marco na história do carnaval do Grupo de Acesso”, afirmou Wallace Palhares.
Cidade do Samba 2 é o sonho do Acesso
A construção da Cidade do Samba para o Grupo de Acesso é um sonho de todas escolas de samba. Atualmente, eles vivem abandonadas na Zona Portuária do Rio de Janeiro e sem nenhuma estrutura. O Grupo de Acesso, chamado de Série Ouro, comandado pela LIGA-RJ, é formado por 15 escolas de samba, que desfilam na sexta-feira e sábado de carnaval no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Ainda respeitando o distanciamento coletivo, mas pensando em oferecer um pouco de diversão para toda nação mangueirense, a Estação Primeira realizará, após o grande sucesso em 2020, o segundo Arraiá da Mangueira através do seu canal no Youtube. A festa virtual acontecerá neste domingo, dia 20 de junho, a partir das 14h.
Vai ter muito samba-enredo, com o intérprete oficial da agremiação, Marquinho Art Samba, bateria da Mangueira, comandada pelo Mestre Wesley Assumpção e, claro, forró com o Trio Os Nordestinos e quadrilha.
Mas quem pensa que a distância será um problema, pode tirar o cavalinho da chuva. A interatividade será um dos pontos altos da festa para quem participar através de suas casas. O correio do amor estará liberado e brincadeiras como a caracterização mais divertida, corrida na colher e pescaria, poderão render muitos brindes.
O evento acontecerá no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, e conta com o apoio institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
Será uma grande festa para animar seu almoço na tarde de domingo. A decoração está lindíssima e o clima junino garantido. Acesse o canal do Youtube da Mangueira – https://www.youtube.com/estacaoprimeirademangueira – e participe!
Os apaixonados pela Vila Isabel desceram o Morro dos Macacos na manhã deste sábado para homenagearem Amadeu Amaral, o lendário mestre Mug, no velório e enterro no cemitério do Catumbi, na Zona Norte do Rio. Ele comandou a bateria da escola do bairro de Noel por mais de 30 anos e faleceu na sexta-feira.
Fotos: Diogo Sampaio
Do lado de fora do cemitério, integrantes da Vila Isabel estenderam um bandeirão da escola, enquanto mais de 30 ritmistas tocando em homenagem ao eterno mestre Mug.
Intérprete oficial da Vila Isabel, Tinga, conversou com o site CARNAVALESCO e agradeceu o ensinamento que recebeu de Mug.
“O Mug representa o início de tudo. Aprendizado muito grande. Deixou um legado muito grande para nós sambistas. Comecei muito cedo na Herdeiros da Vila (escola mirim) e o Mug já era o mestre da Vila. Ele sabia direitinho o andamento do samba que eu gostava. Fica a saudade”, disse Tinga.
Um dos maiores mestres de bateria do carnaval, Odilon, esteve no velório de Mug e falou do amigo. “O jeito que ele comandava deixa inspiração para muita gente. Ele me ensinou muita coisa. Ele achava a afinação com o dedinho no ouvido. Fica o vácuo para gente. Sua trajetória no carnaval foi fantástica. Partiu um amigo e que deixou muito legado”.
Mestre Rodney, da Beija-Flor, esteve presente e confessou que foi ritmista de Mug na Vila Isabel. “Fui ritmista do Mug. Minha formação musical de ritmista foi na Vila Isabel, com o Mug. Ele era uma pessoa bem, íntegro, vai fazer muita falta”.
‘O mundo do samba perde uma das grandes estrelas do carnaval’, diz Macaco Branco sobre Mug
Herdeiro de Mug no comando da bateria da Vila Isabel, mestre Macaco Branco enalteceu a importância de Mug para o carnaval.
“Mestre é um dos maiores mestres da história do carnaval. Sempre foi minha referência. Ele que me descobriu. Ficava 24 horas com ele na quadra. O Cassiano, filho dele e que inventou meu apelido, é um grande amigo e está com a gente como auxiliar de bateria. Mug é um dos caras que mais formou ritmista no carnaval. São mais de 600 ritmistas que saíram da Vila Isabel e do Morro dos Macacos. A galera da bateria é muito presente na escola. É uma honra estar aqui e prestar homenagem para o meu mestre. O mundo do samba perde um dos seus grandes baluartes e uma das grandes estrelas do carnaval’.
‘Ele me tirou do tráfico e me colocou no samba’, diz Cassiano, filho de Mug
Cassiano Lima, filho de Mug, comandou a bateria no velório. Ao site CARNAVALESCO, ele falou sobre o pai.
“Meu pai foi tudo pra mim. Me ensinou. Ele me tirou do tráfico e me colocou no samba. Em comunidade, a gente tem um caminho: jogador de futebol, bandido ou músico. Preferi a música. Tenho orgulho em ser filho dele. Me ensinou muito a disciplina. Tenho carinho muito grande pelo mestre Macaco Branco. Quero honrar a bandeira dele. Agora, vou levantar a bandeira. Não posso vacilar. Meu objetivo é ser respeitado pelo mundo do samba e o samba respeitar o legado que meu pai deixou”.
A despedida de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, que faleceu na sexta-feira, na manhã deste sábado no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve a participação de sambistas de diversas escolas de samba. A maior prova do reconhecimento do legado deixado por Laíla para todo o mundo do carnaval foi falada pelo diretor de carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Elmo José dos Santos. Em virtude de ter testado positivo para Covid-19, o velório foi realizado em ar livre e no momento do sepultamento apenas a família pode ficar mais próxima do caixão.
Fotos: Diogo Sampaio/Site CARNAVALESCO
“Como diretor de carnaval era ímpar, um mestre e craque. Se o carnaval deu esse salto de qualidade nós temos que agradecer ao Laíla. Ele nos ensinou muito. Era um cara dedicado, não só na Beija-Flor, que teve mais títulos, mas a bandeira do samba. Perde o carnaval, os amigos e perdemos nosso grande professor. Devemos respeitar os velhos mestres do passado. O Laíla foi o livro que nos ensinou tudo”, disse Elmo, em entrevista ao site CARNAVALESCO.
Elmo citou que Laíla era fundador da Liesa. “O Laíla, além de fazer a produção dos sambas-enredo para o disco, era fundador da Liesa. Um dos poucos fundadores vivos. Como diretor de carnaval, eu tenho o máximo respeito por esse mestre. Trouxe a bandeira da Liga, ele era nosso benemérito. Na primeira plenária, com certeza, faremos uma grande homenagem. Ele será sempre lembrado e homenageado. O samba precisa desse momento, porque estamos perdendo nossas referências”.
Claudinho e Selminha: gratidão para Laíla
O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Beija-Flor, Claudinho e Selminha, que foram levados para escola por Laíla demonstraram muito carinho ao diretor na despedida neste sábado.
“Foram quase 30 anos com o Laíla. A gratidão por ele é eterna. Ele vislumbrou na gente como um grande casal para Beija-Flor. Confesso que no começo me assustei. A gente estava indo para uma escola competitiva, organizada e que nos dava chance para crescermos. Ele nos ensinou a superar o medo, não desistir dos sonhos e o que pensamento tem que ser coletivo”, disse Selminha.
“É uma perda imensa. Trabalhei com ele durante 25 anos. A maioria das pessoas agradece a ele pelo aprendizado. Falo também em questão de vida, profissionalismo e conhecimento de carnaval. Laíla tinha uma qualidade incrível. Vasto conhecimento musical. Era muito técnico. O sentimento é de filho que perdeu um pai. Tinha o jeitão dele, mas sempre competidor. Tudo que falava era para o bem, o certo, a vitória. Só queria ganhar, ganhar e ganhar”.
‘Ele estava triste por não estar no carnaval’, diz o coreógrafo Patrick Carvalho
O coreógrafo Patrick Carvalho, do Salgueiro, esteve presente no velório e falou da importância de Laíla para o carnaval. “A gente se falava muito. Todo dia eu ia na casa dele. Laíla era uma criança apaixonada por carnaval. Ele vem do morro, com o samba dentro dele. A diferença de idade era muito grande, mas o Laíla me ensinava tudo. Ele estava muito triste. Não podia fazer a coisa que mais gostava, que era trabalhar e falar de carnaval. Eu fiquei do lado dele. Perco meu maior professor, meu amigo”.
“É uma perda irreparável. Melhor presente foi a gratidão dele ter me convidado para Beija-Flor. Devo muito ao Laíla. Sempre amei ele. O samba aprendeu e copiou o trabalho do Laíla. Ele me ensinou para muita gente o que é o carnaval. Perdemos um professor”, disse.
‘Ele ressaltava todas comunidades’, diz Fran-Sérgio
“Minha relação com ele era como de um pai. Conheci ele quando comecei a trabalhar na Beija-Flor, como desenhista, em 1994. Ele sempre me incentivou, me projetou. Falava que eu tinha muito talento, que era da comunidade e tinha que crescer. É uma pessoa que merece todas homenagens. A gente se falava praticamente todos os dias”, disse.
‘Laíla era uma pessoa fantástica’, diz diretor de carnaval do Salgueiro
Diretor de carnaval do Salgueiro, Alexandre Couto, explicou o sentimento da perda de Laíla para o carnaval. “É muito triste. Ele era salgueirense. Começou lá no Salgueiro. Expandiu toda sua sabedoria para o carnaval. Foi um grande colaborador do samba. Uma perda dessa maneira, com essa doença maldita (Covid-19), é difícil de superar. O sofrimento é difícil. Ele passava ensinamento para todo mundo. É um momento difícil para o Salgueiro e todas escolas de samba. Tenho marcada a palavra dele: fantástica. Tenho maior orgulho de falar isso que ele dizia sempre”.
‘Fui uma criação dele’, diz mestre Rodney
Mestre Rodney, comandante da bateria da Beija-Flor falou sobre o legado de Laíla.
“O melhor legado possível. De acreditar nas pessoas. Ele fez isso com muita gente. Fui uma criação dele. Ele tinha esse dom, de acreditar. Para o carnaval, a palavra que resume o Laíla é gênio. Eu só posso agradecer”.
‘A história dele é muito grande’, diz Dudu Azevedo
Diretor de carnaval da Beija-Flor, Dudu Azevedo, falou com o site CARNAVALESCO sobre Laíla. “Era um sambista nato. Como direção de carnaval, ele era perfeccionista. Tirava o melhor das pessoas. É o grande legado. Nunca entrou na Avenida sem ter certeza do que estava fazendo. Ele me disse várias que carnaval era coisa séria. A seriedade dele de colocar o carnaval na Avenida é o legado que temos que levar para sempre. Hoje, eu não posso pensar no peso de estar no lugar do Laíla, porque a história dele é muito grande. Tenho certeza que vou ficar na Beija-Flor por muito tempo e deixar no patamar que ele deixou, que é uma escola vitoriosa”.
‘Laíla lançou muita gente no carnaval’
O maestro Jorge Cardoso enalteceu o trabalho com Laíla na gravação dos sambas-enredo. “Comecei com um chamado dele para estar na direção de coro e depois fiz os arranjos. O Laíla foi pioneiro. Ele criou a gravação do disco de samba-enredo, com o seu Zacarias, que também já faleceu. A cada ano ele trazia uma novidade. Sempre buscava melhorar. Laíla lançou muita gente no carnaval. Ele revolucionou. Sempre estava preocupado em melhorar o samba. Sempre me deu liberdade para criar”.
‘Ele sempre reconheceu o sambista’, diz compositor Junior Trindade
O compositor Junior Trindade, vencedor de sambas-enredo na Beija-Flor, falou sobre a relação com Laíla.
“Ele foi inspiração de todo compositor, de todo sambista. Foi um cara que sempre prezou pela obra. Para ele, o importante era a qualidade do samba. Dava bronca, mas também afagava. Uma das últimas vezes que falei com ele, nós conversamos sobre o samba não perder suas características. Foi o último mestre do samba. Ele sempre reconheceu o sambista”.
Samir Trindade, irmão de Junior e também compositor falou do legado de Laíla para o samba-enredo e o carnaval. “Foi o cara mais apaixonado pelo samba-enredo que conheci. Todas vezes que apresentei meu samba para ele, sempre escutei que ele queria escutar o samba bom, sem se preocupar sobre horário de desfile. Um cara extraordinário, muito honesto, um líder nato. É o maior mentor da história da Beija-Flor. O legado de sambas com melodias e cadência de samba-enredo vou sempre levar comigo. Vim de uma periferia para disputar samba na Beija-Flor e ele acreditou na nossa obra. Um grande amigo. Vou lembrar também das broncas do Laíla e da relação que a gente tinha de amizade. Fica muita saudade”.
O intérprete Nêgo, do Império Serrano, esteve no velório do diretor de carnaval, na manhã deste sábado, no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao site CARNAVALESCO, ele citou o aprendizado com Laíla.
“Um grande mestre. Trabalhei com ele na Grande Rio e em várias escolas de sambas. Um grande professor. Conhecia tudo de samba. Só tenho que agradeci tudo que aprendi com ele. Pra mim, está indo embora um grande mestre. Um conhecedor profundo das escolas de samba”.
Parceiro de trabalho e amigo pessoal de Laíla, o carnavalesco Fran-Sérgio esteve no velório do diretor de carnaval, na manhã deste sábado, no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao site CARNAVALESCO, ele citou a relação de quase pai e filho que tinha com Laíla.
“Minha relação com ele era como de um pai. Conheci ele quando comecei a trabalhar na Beija-Flor, como desenhista, em 1994. Ele sempre me incentivou, me projetou. Falava que eu tinha muito talento, que era da comunidade e tinha que crescer. É uma pessoa que merece todas homenagens. A gente se falava praticamente todos os dias”, disse.
Fran-Sérgio explicou que Laíla dava muito conselhos e atuava como mestre no barracão.
“Foi um grande professor e mestre. Mesmo com pulso forte, ele acrescentou muito. Fez mais de 60 anos de carnaval. Tem muita história. Os ensinamentos que deu para todos. O Laíla tem a assinatura dele na dedicação e compromisso. Ele ressaltava todas comunidades. Sempre foi um bandeira dele. O carnaval para ele tinha essa tarefa de ressaltar os mais pobres, como ele, que começou no Salgueiro”.
Elmo José dos Santos, diretor de carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), esteve no velório do diretor de carnaval, Laíla, na manhã deste sábado, no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao site CARNAVALESCO, ele citou que Laíla era fundador da Liesa.
“O Laíla, além de fazer a produção dos sambas-enredo para o disco, era fundador da Liesa. Um dos poucos fundadores vivos. Como diretor de carnaval, eu tenho o máximo respeito por esse mestre. Trouxe a bandeira da Liga, ele era nosso benemérito. Na primeira plenária, com certeza, faremos uma grande homenagem. Ele será sempre lembrado e homenageado. O samba precisa desse momento, porque estamos perdendo nossas referências”.
Elmo disse ainda que o legado deixado por Laíla é imensurável, já que ele atuava em prol de todo o carnaval e não apenas de uma única escola de samba.
“Como diretor de carnaval era ímpar, um mestre e craque. Se o carnaval deu esse salto de qualidade nós temos que agradecer ao Laíla. Ele nos ensinou muito. Era um cara dedicado, não só na Beija-Flor, que teve mais títulos, mas a bandeira do samba. Perde o carnaval, os amigos e perdemos nosso grande professor. Devemos respeitar os velhos mestres do passado. O Laíla foi o livro que nos ensinou tudo.
Mestre Paulinho, que durante anos comandou a bateria da Beija-Flor de Nilópolis, esteve no velório do diretor de carnaval, Laíla, na manhã deste sábado, no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao site CARNAVALESCO, ele falou sobre a importância do trabalho feito por Laíla para o carnaval.
“É uma perda irreparável. Melhor presente foi a gratidão dele ter me convidado para Beija-Flor. Devo muito ao Laíla. Sempre amei ele. O samba aprendeu e copiou o trabalho do Laíla. Ele me ensinou para muita gente o que é o carnaval. Perdemos um professor”, disse.
Paulinho falou que teve um período brigado com Laíla, mas que recentemente ficaram bem.
“As pessoas pensavam que nós éramos desafetos, mas ele me ajudou muito. Tivemos um atrito, mas fizemos as pazes. É meu amigo eterno”.
O domingo é especial no Campeonato Carioca da Série C. O Império Serrano Esporte Clube enfrenta o time de Belford Roxo, às 15h, no Centro de Futebol Zico. O duelo é de futebol, mas também poderia ser entre duas escolas de samba: o próprio Império Serrano e a Inocentes de Belford Roxo. O site CARNAVALESCO ouviu os dois presidentes, Reginaldo Gomes e Sandro Avelar, sobre o confronto.
“O Sandro é um grande amigo. Tenho consideração muito grande por ele. Quando tivemos ideia de fundar o time, nós convidados o Sandro para ser o vice-presidente do time. Ele nos ajudou na montagem da equipe e depois ele teve a ideia de ter uma equipe voltada para o futebol. Foi tocar o projeto do Império. Vai ser uma grande honra ter esse clássico do futebol e com as duas equipes com muita ligação com o samba”, disse Reginaldo Gomes, que dirigente a escola de samba e o time. Ele não quis arriscar o placar do jogo.
“Não dá pra arriscar nenhum placar como eu disse é um clássico é clássico não tem favorito”.
O presidente do Império Serrano, Sandro Avelar, também rasgou elogios para o amigo Reginaldo Gomes.
“É meu amigo particular e grande incentivador do Império Serrano Esporte Clube. Participei da fundação do Belford Roxo e conheço o potencial da equipe. É o grande favorito pra levar esse título. Será um jogo bastante disputado e confesso que é o mais aguardado por ambos os times”, afirmou Sandro, que apostou na vitória por 1 a 0 para o Império Serrano Esporte Clube.