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Musicalidade e canto acima da média: a Portela em êxtase no último ensaio de rua do ano

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A Águia Altaneira deu seu último voo na Estrada do Portela em 2025. No último ensaio de rua do ano, viu-se uma evolução da maior marca da Portela neste carnaval: a vontade. A vontade do componente de cantar até acabar, a vontade da bateria de dar show, a vontade de Zé Paulo Sierra de honrar o microfone de Gilsinho e a vontade da diretoria de fazer a alegria dos portelenses.

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Neste domingo, a Azul e Branca fez de seu último ensaio de rua do ano um grande estilo, com direito a uma ótima comissão de frente e uma apresentação exuberante do primeiro casal. A Portela será a terceira escola a desfilar, no domingo de carnaval, com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.

“Pode constatar: a Portela está carregada no dendê. Mas ela não está só carregada de dendê, não. Ela está carregada na alma portelense, na força e na alegria dos seus componentes. É muito importante você chegar no último ensaio do ano assim. Estamos aqui em um processo de construção contínua, mas é muito importante ver que o componente está feliz. E, fazendo o componente feliz, a Portela multiplica a sua energia e multiplica tudo que tem a ver com cada um dos seus quesitos. Uma comissão de frente pulsante, com toda a alma que o portelense precisa. Um casal também pulsante. Toda uma escola que respira aquele enredo, respira o trabalho do André Rodrigues, respira o trabalho de cada um daqueles que está construindo o carnaval”, avaliou Junior Schall, diretor de carnaval da Portela.

A Portela de 2026 é a que impressiona Madureira. Primeiro pelo seu samba, um dos melhores do carnaval do próximo ano. Depois, pela potência do canto de uma escola extremamente organizada. A Águia, no que depender de sua comunidade, vai emocionar o sambódromo, assim como encanta a Estrada do Portela. Neste domingo, quem esteve presente viu uma passagem magnífica da maior campeã do carnaval e um desfile de quesitos em alta performance, a começar pela belíssima dança da comissão de frente.

COMISSÃO DE FRENTE

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Muito bem coreografada por Cláudia Motta e Edifranc Alves, a comissão de frente da Portela se apresentou com um grande número de integrantes. Ao todo, 25 componentes participaram das passagens pelos módulos de jurados neste ensaio de rua. No desfile, apenas 15 poderão ficar aparentes, uma mostra de que pode haver troca de elenco no desfile oficial. Ainda assim, os 25 componentes deram um volume incrível à dança. Há de se dizer, inclusive, que, em questões de riqueza coreográfica, a dupla Cláudia e Edifranc deu um show em 2025, até então no Paraíso do Tuiuti.

Na dança, muito sincronismo em uma montagem baseada na letra do samba, com bastantes elementos de danças de religiões de matrizes africanas. Um número bem interessante. Para o refrão do meio, quando o samba canta que vai ter xirê, montam-se duas fileiras, com as componentes mulheres de cada lado e, no centro, componentes homens fazem uma roda, na qual um personagem central executa sua performance em destaque. Depois, o grupo se junta novamente para a inversão: homens giram em torno do grupo de mulheres ao centro. Para o final, o grupo forma uma espécie de “pose para foto”, facilitando a explicação, e se separa para fechar a ótima apresentação.

No início, por conta de uma harmonia impecável das alas, os componentes não estavam ouvindo o carro de som, e a entrada do módulo tornou-se confusa na primeira entoada do refrão principal. Coube ao presidente Junior Escafura cantar o samba para que os componentes entrassem em sintonia com as alas da escola. Na repetição do refrão principal, tudo já estava em ordem, e o espetáculo começou.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Marlon Lamar e Squel Jorgea dançaram conforme outras apresentações. A diferença esteve na comunicação com o público, que deu o tom da garra da passagem do casal pelo módulo de jurados. A deste último ensaio do ano foi digna de nota máxima, sem pensar duas vezes.

Para as cabines de jurados, o casal tem uma coreografia de preparação e entra no módulo no verso “Aláfia do destino no Ifá!”, do samba, partindo com giros de Squel. Marlon a acompanha ao lado, e a porta-bandeira engata uma sequência de giros até o casal desfraldar a bandeira no verso “pra Portela incorporar”.

O casal mostrou uma dança mais clássica, carregada de giros incansáveis de Squel, com pouca coreografia baseada na letra do samba. Uma montagem que favorece a visualização dos dois lados da pista. Apresentação suave, impecável e que mostra o casal firme na busca pelo 10 de todos os jurados novamente.

SAMBA-ENREDO

Em cada apresentação, o excelente samba da Portela vai se firmando como um dos melhores andamentos do Grupo Especial. Em mais uma exibição de alto nível, o cantor Zé Paulo Sierra, os cantores do carro de som e a “Tabajara do Samba”, comandada pelo mestre Vitinho, vão desfilando uma obra musical feita para levantar o público.

É fácil e bom de cantar, ainda mais na voz de um intérprete que sabe interagir e mexer com todos os envolvidos no desfile. A introdução coloca um tempero a mais para o início do ensaio. O esquenta com as músicas “É d’Oxum”, “Nem Ouro Nem Prata”, “Ponto de Xangô” e a introdução de “Maria Maria” deram o tom perfeito para aquecer os portelenses e colocar tudo no prumo para uma grande exibição.

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“O clima daqui tem todo um axé que é peculiar da Portela. Uma escola supertradicional, mas que, ao mesmo tempo, está se modernizando. A gente está em um caminho bacana e encerra a temporada de rua hoje com um resultado muito positivo. Vem o mês de janeiro, que é o último antes do carnaval. Então é mesmo para se firmar, para cada vez mais se colocar em um patamar de disputa de título. É isso que a Portela está buscando, com muita humildade e muito trabalho, e é o que a gente vai fazer até o final. O samba dá oportunidades e algumas projeções para que a gente possa fazer algo diferente. Mas o mais importante é que a escola está cantando muito, evoluindo muito. E é bom também ver que a galera que está do lado de fora também está cantando. É um samba que, aos poucos, está incorporando e encorpando também na sua comunidade”, falou o cantor Zé Paulo Sierra após o ensaio.

HARMONIA

Uma escola que sempre carrega um ótimo canto, quando tem um belo samba, dobra o volume de potência. O primeiro casal, por exemplo, dança praticamente ao som do coro dos componentes, e mal dá para ouvir a voz de Zé Paulo no carro de som. Ala a ala, o canto dos portelenses é alto, vibrante e constante.

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O trecho “Enquanto houver um pastoreio / A chama não apagará / Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar” desponta como o preferido dos componentes e se firma como uma ótima virada para o refrão principal.

“A Estrada do Portela é sentimento, é emoção, é força. E é muito importante quando o terreiro da Estrada do Portela te dá energia e você multiplica essa energia em dobro para eles. Estamos muito felizes porque a escola canta o samba durante muito tempo, em um volume muito bom, entendendo como a bateria e o carro de som propõem o samba. Ou seja, a escola multiplica a sua força de canto”, disse o diretor de carnaval.

EVOLUÇÃO

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A evolução é um quesito em alta na Portela, que, a cada exibição, vem se mostrando uma escola organizada, vibrante e fluida. Ainda que com uma curva no meio do ensaio e algumas imperfeições no asfalto, a escola não se perde nem abre buracos ao longo da apresentação.

A ausência de alas coreografadas dá mais liberdade para que todas as alas se movam, evoluindo conforme o samba toca em cada um.

OUTROS DESTAQUES

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A bateria “Tabajara do Samba” segue enfileirando espetáculos a cada semana. Nos ensaios de rua, é possível perceber que algo está sendo preparado para o desfile, no que diz respeito à interação com a rainha Bianca Monteiro. Nas apresentações dos módulos, a bateria abre, a rainha passa no meio dos ritmistas e sobe em um palanque para se apresentar. Se for concretizado, Bianca certamente fará o sambódromo sacudir com seu talento, junto à maravilhosa bateria comandada pelo mestre Vitinho.

A Portela voltará à Estrada do Portela no primeiro domingo de janeiro e fará todos os ensaios de rua por lá. Ao final do ensaio, o diretor de carnaval Junior Schall contou ao CARNAVALESCO como a escola deixa o ano de 2025.

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“A Portela deixa 2025 feliz. O portelense pode entender que esse é o presente de final de ano: uma escola que crê na sua força renovada enquanto alma e canta alegre, canta feliz. A movimentação física do portelense expressa isso. A expressão corporal do portelense é de felicidade e alegria. E nós ficamos muito felizes com isso.”

Excelência musical da Mangueira impulsiona canto da comunidade em ensaio com nação incorporada

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“Quase centenária, uma nação incorporada”. Esses versos do samba 2026 podem resumir quase o todo de mais um ensaio da Verde e Rosa na Visconde de Niterói. E o “quase o todo” só existe mesmo porque seria injusto não falar que muito disso é resultado de trabalho e técnica, principalmente, na parte musical. Com uma obra melhor que a dos anos anteriores, a Mangueira, que há alguns anos já faz um trabalho muito forte aliando carro de som, direção musical e bateria, pode, este ano, testar ainda mais os seus limites musicais. Isso, mais uma vez, se refletiu na escola como um todo. Se a Mangueira já é uma escola que canta normalmente, agora ela canta ainda mais, com mais vontade, mais alegria e da forma correta. O componente abrilhanta o samba, e o samba abrilhanta o componente. Uma grande troca.

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No mais, a escola também passou bem em outros quesitos: muita garra, conceito e a intensidade de sempre na comissão de frente. Para o casal, o mesmo, adicionado de uma grande dose de postura, doçura e dança. Harmonia forte, como falado, tanto no canto como no carro de som, e a bateria sendo fundamental para isso.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

O diretor de carnaval Dudu Azevedo avaliou esse período de trabalho com minidesfiles e ensaios de rua, que agora só voltam no dia 4 de janeiro.

“Como a gente costuma falar aqui, a gente vem buscando o melhor. E é o melhor do samba, o melhor da evolução da escola. Os ensaios cada vez mais correspondem ao que a gente vem conversando durante a semana. Mas estamos subindo a ladeira, estamos trabalhando para que a Mangueira chegue bem aos ensaios técnicos e para um grande desfile”, explica o profissional.

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Ao ser questionado sobre em que ponto a Mangueira ainda precisa ter maior atenção, Dudu não especificou um destaque, mas afirmou que o seu time de carnaval avalia tudo a cada final de ensaio e procura sempre trabalhar aquilo que ainda pode ser melhorado.

“Todo ensaio, cada vez que a gente bate o papo na semana, tem algo para corrigir. Tudo está sendo olhado, tudo está sendo ensaiado. Estamos ensaiando, estamos bem. Tudo que a gente precisa está sendo bem correspondido. A resposta tem sido boa: do samba, da bateria, da comunidade, da evolução, e cada vez a gente acerta mais um pouquinho”, finaliza o diretor.

Em 2026, com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a Mangueira vai encerrar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

COMISSÃO DE FRENTE

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Comandados pelos coreógrafos Karina Dias e Lucas Maciel, a comissão de frente da Verde e Rosa trouxe para o ensaio, mesmo sem nenhum tipo de apetrecho ou fantasia, uma atmosfera xamânica pela intensidade de seus movimentos e pela aura de sua parte gestual. A coreografia de deslocamento era bastante intensa, com os componentes trocando de lugares na falange que avançava, ora com movimentos mais doces, ora com passos mais marcados, com uma dança mais indígena em alguns momentos.

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Na coreografia para os “módulos”, o grupo optou por marcar e pontuar alguns trechos do samba, como o início, em “na magia do meu tambor”, em que simulavam as batidas no instrumento, ou em “finquei minha raiz”, quando abaixavam como se tocassem a raiz propriamente dita. Apesar de a coreografia do ensaio não ter nenhum grande ápice, os componentes mostraram muita sincronia, intensidade, até com alguns saltos, e técnica. Uma apresentação que prendia o público, no padrão que a Mangueira vem trazendo nos últimos anos, com destaque.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

É muito bom ver esse casal dançar. Aos gritos de “Furacão”, a dupla mostrou seu estilo muito próprio, que representa muito do que é o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Com uma herança enorme e um grande legado nas costas, Matheus Olivério dança muito como se imagina para um cargo que, nesta escola, teve o mestre Delegado como expoente. De forma a riscar o chão com muita elegância, Matheus se destacava sem ofuscar o pavilhão, muito bem empunhado por Cintya Santos.

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Ela é, de verdade, um furacão, mas com classe, sabendo trazer também a delicadeza para dançar. A dupla optou por uma coreografia que não pontuava tanto a letra do samba, mas que pudesse extrair o melhor do estilo de cada um. Com os fortes giros de Cintya, movimentos muito bem cravados com a bandeira e com a dupla se procurando bastante. O único ponto a se colocar foi no segundo módulo, quando, por causa do vento, Matheus já pegou a bandeira um pouco menos aberta, mas nada que tenha comprometido a belíssima apresentação.

HARMONIA E SAMBA-ENREDO

Grandes destaques, mais uma vez, do ensaio da Mangueira: um completou o outro. A escolha por esta obra mostra até a retomada de um passado recente, do início deste século, quando a escola trazia sambas melodiosos, que encaixavam bem com a bateria e que contavam o enredo, trazendo ao mesmo tempo uma exaltação à escola.

Musicalmente, a obra permitiu que a Mangueira se desenvolvesse bastante, usando todas as suas possibilidades com bateria, carro de som, cordas e, obviamente, o povo, todos bastante entrosados. Tudo parece fazer muito sentido e trabalhar para o todo. Com uma cabeça bem melodiosa, mas com frases fortes como “Mangueira quase centenária, uma nação incorporada”, o samba parece estar muito à vontade na boca do folião, até pelo excelente andamento, que não o arrasta, mas consegue tirar toda a sua métrica e melodia.

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Mesmo o diferente refrão do meio, sem um bis clássico, com a repetição direta dos versos e não do refrão como um todo, é um ponto alto da obra, desaguando em outro trecho muito forte em “Salve o curandeiro, doutor da floresta”. Na segunda, a escola mantém o forte tom melodioso até “Yá Benedita de Oliveira”, quando retoma a sua exaltação. Mesmo não sendo um refrão estrondoso, “a magia do meu tambor” já caiu na boca da comunidade.

O canto da escola foi muito forte durante todo o ensaio e por toda a escola. Conseguiu-se ouvir, por exemplo, o canto forte na comissão de frente. Outras alas, como baianas, passistas e velha guarda, também cantavam de maneira uniforme com as demais alas da comunidade. Ótimo ensaio em harmonia e samba.

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EVOLUÇÃO

A evolução da Mangueira ocorreu com fluidez e espontaneidade, com muita alegria por parte de todos os componentes. No sentido geral, organizada, mas com alguns pontos a se prestar atenção. Principalmente em traços que normalmente já são mais delicados no desfile, em deslocamentos importantes, como na ala que vem logo em seguida ao primeiro casal.

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Quando a dupla entrou em suas apresentações nos módulos, em mais de uma oportunidade a ala demorou um pouquinho para se deslocar e preencher o espaço. Também no avanço das musas após as alas avançarem, principalmente as que vêm à frente de alegorias ou tripés, pensando no desfile, o elemento terá um preenchimento territorial muito maior e vai demorar mais para se deslocar. Outro ponto é a velocidade de deslocamento: em alguns momentos, a escola deu a impressão de que poderia se deslocar de forma mais cadenciada. Detalhes aos quais a Mangueira certamente está atenta e tem tempo para passar o pente-fino.

OUTROS DESTAQUES

A “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” foi um show do início ao fim do ensaio, já no esquenta, aliás. Destaque para a musicalidade e a originalidade dos naipes de xequerês e timbaques. A rainha Evelyn Bastos, mais uma vez, deu uma aula de samba no pé e simpatia, sempre rodeada de crianças da comunidade; afinal, ela é um grande ícone e inspiração.

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Diversas alas trouxeram elementos de mão, como bastões e bexigas. No esquenta, Dowglas Diniz e o carro de som relembraram o “Tem Capoeira”.

‘Zerei a Vida’: João Vitor Araújo celebra seu primeiro título com a Beija-Flor em homenagem a Laíla

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O Carnaval de 2025 ficará marcado na história da Beija-Flor de Nilópolis não apenas pela conquista do título, mas também pela homenagem a um dos maiores nomes do samba: Laíla. O enredo “Laíla de Todos os Santos, Laíla de Todos os Sambas” trouxe à tona a trajetória desse grande diretor de carnaval e foi o cenário perfeito para o primeiro título de João Vitor Araújo no Grupo Especial. O carnavalesco, ainda eufórico com o sucesso, fez um balanço do desfile e da sua caminhada na agremiação, refletindo sobre a vitória e o significado dessa conquista.

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

“Estou feliz demais com esse desfile, estou feliz demais de ver a comunidade de Nilópolis feliz”, declarou João Vitor.

Seu primeiro título no Grupo Especial, com a Beija-Flor, chegou com um peso simbólico imenso, já que o enredo foi uma justa homenagem a Laíla, ícone do carnaval e diretor que passou anos dedicados ao Sambódromo e à escola de Nilópolis. Ao refletir sobre o que significou ganhar o título com um enredo tão significativo, João Vitor afirmou com humildade.

“Ganhar meu primeiro título no Grupo Especial, com Laíla como enredo, é uma honra muito grande. Posso dizer que zerei a vida”, disse o carnavalesco.

Sua trajetória na Beija-Flor, que começou com grande expectativa, agora atinge um marco importante. A vitória é não apenas o reconhecimento do seu trabalho, mas também um tributo à história da escola e de Laíla, que, embora não esteja mais à frente da direção de carnaval, segue sendo uma referência para todos no samba. Para João Vitor, a vitória não é um ponto final, mas um novo impulso para seguir evoluindo.

“Sempre aprimorando, ninguém está pronto. Cada ano é um ano; a cada ano a gente busca melhorar e fazer coisas melhores, coisas diferentes. Cada ano é um ano”, destacou João.

A busca constante por inovação e excelência é algo que o carnavalesco leva a sério, já que, a cada carnaval, a pressão para superar os próprios limites cresce, assim como as expectativas, tanto da comunidade quanto dos apaixonados pelo carnaval. E foi durante a montagem da escola que João Vitor teve uma percepção importante sobre o desfile que estava por vir.

“Teve um dia em que eu olhei a escola pronta e pensei: a gente pode ser campeão. Isso é muito bom. É uma sensação brilhante”, revelou o carnavalesco.

A visão do desfile montado, com cada componente no lugar certo e cada alegoria dando vida ao enredo, foi o momento de consagração do trabalho realizado. Agora, com o título e a sensação de dever cumprido, João Vitor Araújo já começa a planejar o próximo desafio: seguir elevando o nome da Beija-Flor e celebrar o legado de Laíla que, com seu nome imortalizado no samba, permanece uma inspiração para todos.

O sucesso de 2025 é, portanto, apenas o começo de uma jornada que promete ainda mais conquistas para a Beija-Flor de Nilópolis e para João Vitor, que agora é parte indiscutível dessa grande história.

Thuane Werneck recebe croqui e inicia preparação como destaque da Unidos de Vila Isabel para o Carnaval 2026

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A Unidos de Vila Isabel recebeu Thuane Werneck, rainha do carnaval 2025, para a entrega oficial do croqui da fantasia que ela irá utilizar como destaque no desfile de 2026. O encontro aconteceu no barracão da escola e marcou o início da preparação da sambista para mais um carnaval. Profissional da área de saúde e técnica de enfermagem, Thuane construiu sua trajetória no samba desde a infância, quando desfilou pelas alas mirins da agremiação. Com carisma, entrega e forte ligação com a comunidade, ela conquistou o título de Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro em 2025, representando com orgulho a Unidos de Vila Isabel na Corte Real.

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

Depois de um Carnaval marcado por sua energia contagiante e presença imponente na avenida, Thuane retorna agora com a missão de brilhar como um dos destaques da escola. A fantasia que recebeu nesta sexta dialoga diretamente com o enredo preparado pela Vila para 2026.

Thuane celebrou o retorno e falou sobre a emoção do momento. “Já estou na correria, ensaiando com a Vila Isabel. É um prazer enorme poder voltar à escola que me fez Rainha do Carnaval e que foi a primeira em que desfilei. Comecei na Herdeiros da Vila, lá em 2009, e depois me tornei passista da escola mãe. No ano passado, vivi o carnaval de uma forma diferente, e agora retorno como destaque. Acabei de ver a fantasia e estou muito animada, muito empolgada – acho que vai ser um trabalho lindo. Estou com a expectativa lá em cima! Apesar de ter um medinho de altura, já adianto um spoiler: o lugar é bem alto. Mas estou muito feliz e honrada com essa oportunidade”.

Para 2026, a Unidos de Vila Isabel apresenta na Marquês de Sapucaí o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. O enredo reverencia a arte, a ancestralidade e o samba por meio da memória e da obra de Heitor dos Prazeres, ícone fundamental da cultura popular brasileira.

Tatuado no corpo e na alma: a final de samba da Mocidade que virou símbolo de paixão

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Além da escolha da obra que embalará a homenagem a Rita Lee, a final de samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel contou com ações que chamaram atenção do público, como estandes de massagem, maquiagem, cabelo e um que bombou muito: o de tatuagem gratuita, comandado por Renato Nascimento, o Renatinho Tattoo, famoso tatuador que é cria de Padre Miguel. Com fila e senhas distribuídas ao longo da festa, os torcedores puderam eternizar na pele símbolos da escola em flashes como a Estrela Guia da Mocidade, o mascote castorzinho, a palavra “Mocidade”, além de referências ao enredo de 2026, como uma guitarra, uma mãozinha de rock e os icônicos óculos de Rita Lee.

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Renatinho contou que não costuma tatuar em eventos, mas abriu uma exceção especial para a Mocidade.

“Sou muito torcedor da Mocidade. Sou cria de Padre Miguel. Já trabalho como tatuador há 23 anos, por isso muita gente da área me conhece. Não costumo fazer tatuagem em muitos eventos, só quando é algo especial. Achei que meu estande não ia ficar tão cheio, mas me surpreendi. Foi gigantesco, e gostei de ver a galera saindo toda tatuada por aí”, disse o profissional.

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Escola de samba de Guaratinguetá prestigia a festa

Entre os que encararam a agulha estava um grupo de amigos que veio de São Paulo e faz parte da Acadêmicos do Campo do Galvão, escola de samba de Guaratinguetá. A bateria deles, a “Ritmo Quente”, tem como madrinha a tradicional “Não Existe Mais Quente”, da Mocidade. A engenheira mecânica Thawany Santos, 28 anos, madrinha da Ritmo Quente, destacou a ligação com a escola carioca.

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“Nossa bateria foi convidada pelo Mestre Dudu para prestigiar o evento. Tanto a Padre Miguel quanto a Não Existe Mais Quente são nossas madrinhas. É um amor imenso! No desfile de 2024, completamos 50 anos e homenageamos a Mocidade no nosso enredo, com um sample no samba, e a nossa bateria saiu vestindo um terninho que continha o símbolo da verde e branca. Esse amor é coletivo: meu e de toda a nossa escola”, contou.

Sobre a tatuagem escolhida, Thawany disse: “Eu e meus amigos vamos fazer a mesma estrela no antebraço, simbolizando nossa amizade e também a Estrela Guia da Padre Miguel”.

Ao lado dela, a amiga e diretora de chocalho da Ritmo Quente, Ticiana Marcolino, 34 anos, também fez questão de participar.

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“Tenho a honra de ser a primeira diretora mulher da minha escola. Nossa ala é quase 100% feminina e é o orgulho da nossa bateria. Viemos de van de Guaratinguetá para cá e já sabíamos da ação. Decidimos fazer juntos a Estrela Guia como homenagem à nossa madrinha e também como símbolo de união”.

O amigo do grupo, Jefferson Araújo, 31 anos, aproveitou para tatuar a estrela da amizade e defendeu a tatuagem como forma de expressão.

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“É a primeira vez que venho à Mocidade, a convite das meninas, e estou gostando muito. Aproveitei para fazer a tattoo de amizade. Acho ótimo quando eventos promovem tatuagem de graça, porque quebra preconceitos. É uma questão cultural. Ações como essa aproximam a população da arte de tatuar, o que acaba tirando esse paradigma de que pessoas tatuadas não prestam. Vi pessoas de todas as idades na fila. Eu mesmo tenho várias tattoos feitas em eventos”.

Tradição passada de pai para filho

Esse espírito de união também esteve presente em outra tatuagem coletiva da noite. Paulo César, 66 anos, cria de Padre Miguel, desfilante da Mocidade desde os 14 anos, decidiu marcar na pele a palavra “Mocidade” ao lado do filho, o passista Diogo Nunes, 35 anos.

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“O ar que eu respiro é Mocidade. Meu sangue é verde e branco. Sou Padre Miguel raiz, sou independente de coração, e já queria tatuar algo da minha escola há um bom tempo”, declarou Paulo.

Diogo completou: “Já estou na escola há 22 anos. Amo a Mocidade e escuto os sambas todos os dias. Essa tatuagem com meu pai foi muito especial. O sangue é verde e branco igual ao dele”.

Amor à escola estampado na pele

Morador de Padre Miguel, Wellington Cafaro, 25 anos, escolheu tatuar “Mocidade” no pescoço.

“Eu sempre quis fazer uma tatuagem para homenagear a escola. Aproveitei que tinha a opção com o nome e fiz logo no pescoço, para todo mundo ver. É a primeira vez que vejo uma iniciativa assim, estou achando um espetáculo”.

Seu marido, o advogado e coreógrafo Rodrigo Avellar, 46 anos, também não deixou passar a oportunidade.

“Sou sócio-proprietário da escola, vivo aqui. Quando vi que tinha a opção com o nome da Mocidade, falei: ‘É hoje que vou eternizar minha escola na pele’. É uma ação que democratiza a tatuagem, porque nem todo mundo tem condições de pagar. E ainda feita pelo Renatinho, que é super famoso em Padre Miguel e no Brasil, tatuando várias celebridades”.

Já o assistente administrativo Rodrigo de Araújo, 33 anos, morador de Bangu, que também tatuou o nome Mocidade no braço, contou que foi surpreendido pela iniciativa.

“Não sabia que teria tatuagem. Foi uma surpresa. A Mocidade sempre inova. O amor à escola é parte da minha vida e da minha família, e eternizar isso na pele foi emocionante”.

Vila Isabel leva ensaio no domingo ao Morro dos Macacos

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A Vila Isabel volta a movimentar o Morro dos Macacos neste domingo em um ensaio  carregado de identidade, pertencimento e emoção. A concentração está marcada para às 16h, na quadra do CIEP da Rua Armando de Albuquerque, ponto tradicional de encontro entre comunidade e segmentos da azul e branca. Todos os departamentos estarão presentes para mais uma etapa decisiva na preparação para o desfile oficial.

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Como em todos os anos, o retorno ao berço da escola desperta a força que impulsiona a Vila rumo à Avenida. “O ensaio no Morro dos Macacos é sempre especial. É onde sentimos, de maneira mais profunda, a energia da nossa comunidade. Ensaiar em casa, perto das nossas raízes, fortalece cada segmento e nos lembra por que fazemos carnaval”, destaca o diretor de carnaval, Moisés Carvalho.

Para 2026, a escola do bairro de Noel apresentará o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. A narrativa mergulha na ancestralidade e na potência criativa do povo negro, celebrando a arte, o samba e a memória do multiartista Heitor dos Prazeres, figura fundamental da cultura popular brasileira e grande influência estética e espiritual do enredo.

Beija-Flor abre temporada de ensaios de rua na Mirandela e recebe o Salgueiro no ‘Encontro de Quilombos’

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A Beija-Flor de Nilópolis abre neste sábado 13 de dezembro, às 19h, sua temporada de ensaios de rua para o Carnaval 2026. O pontapé inicial acontece na Estrada da Mirandela, dentro do tradicional “Encontro de Quilombos”, evento da escola que reúne agremiações coirmãs em Nilópolis.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

O Salgueiro é a primeira escola a se apresentar com seu enredo especial em homenagem à grande carnavalesca Rosa Magalhães, celebrando sua importância histórica para o Carnaval. Em seguida, a Beija-Flor assume a Mirandela para seu ensaio de rua, encerrando a noite e abrindo oficialmente os treinos rumo ao enredo “Bembé”, desenvolvido por João Vitor Araújo.

Serviço
Evento Encontro de Quilombos – abertura da temporada de ensaios de rua da Beija-Flor
Data 13 de dezembro
Horário A partir das 19h
Local Estrada da Mirandela, Nilópolis
Concentração Altura da Rua João Evangelista

Rainha de bateria da Acadêmicos de Niterói revela sua filosofia leve e equilibrada para as festas de fim de ano

Rainha de bateria da Acadêmicos de Niterói, Vanessa Rangeli entra no clima das festas com um recado claro: no Natal, ela não faz restrições. Dona de uma rotina disciplinada ao longo do ano, a musa afirma que a data é momento de celebrar sem culpa, sempre com equilíbrio. Conhecida pela dedicação ao samba e aos cuidados com o corpo, Vanessa explica que o segredo está na constância dos hábitos saudáveis, e não na restrição extrema.

“Eu não faço dieta no período de Natal, essas coisas, entendeu? Mesmo trabalhando com a imagem e com o corpo, eu acho que não é o momento de ficar fazendo dieta ou comida adaptada”, afirma.

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Foto: S1 Fotografia/Divulgação Niterói

A rainha reforça que, por manter um estilo de vida equilibrado durante todo o ano, as celebrações não comprometem seus resultados. “Como o meu ano inteiro é saudável, eu já faço atividade física, então não vai ser o Natal ou o réveillon que vai estragar tudo. Meu organismo já é adaptado a uma boa alimentação, então eu não como tudo que vejo pela frente. Eu nem consigo”, destaca.

Com a agenda agitada da escola e a proximidade dos ensaios técnicos e o desfile, Vanessa mostra que é possível conciliar disciplina e prazer à mesa e que viver o Carnaval com energia também passa por respeitar momentos especiais como as festas de fim de ano.

Unidos da Tijuca promove a festa da bateria ‘Pura Cadência’ no domingo

No domingo, dia 14 de dezembro, a partir das 13h, ritmistas das agremiações do Rio de Janeiro têm um encontro marcado na quadra da Unidos da Tijuca. Mestre Casagrande e os componentes da bateria “Pura Cadência” promovem a Festa da Bateria durante a última edição da Feijoada Nota 10 do ano de 2025.

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Foto: Julie Abreu/Divulgação Tijuca

O evento, que visa confraternizar ritmistas receberá as baterias das coirmãs Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos do Salgueiro, União da Ilha, Unidos de Padre Miguel, São Clemente, Vizinha Faladeira e claro, a Pura Cadência, apresentando seus sambas antológicos e seus hinos do próximo carnaval. Para esquentar os tamborins, os alunos dos projetos da Oficina de Percussão Pura Cadência e Bora Batucar pra Ser Feliz mostrarão o que aprenderam ao longo do ano.

A feijoada poderá ser degustada por apenas R$ 30,00 e a quadra possui ampla variedade de alimentação. A entrada é franca até 17 horas, retirando a cortesia no Sympla. Os ingressos de pista antecipada custam R$25,00 (duplo). Mesas com 4 lugares e 4 convites custam apenas R$ 80,00 (1º lote). Quem optar por camarote poderá adquirir o superior para 10 pessoas por R$ 200,00 e o inferior por R$ 150,00, com ingressos inclusos. O público poderá comprar os ingressos antecipados on-line através do site Sympla, no televendas 21 98165-1753 ou na bilheteria, durante o evento.

A quadra da escola fica situada à Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo. Há estacionamento amplo no local (gratuito).

Serviço:
Feijoada Nota 10 – Festa da Bateria Pura Cadência
Data: 14/12/2025
Horário: 13h
Atrações: Abertura Oficina de Percussão Pura Cadência e Bora Batucar Pra Ser Feliz
Baterias convidadas: Imperatriz, Salgueiro, União da Ilha, Unidos de Padre Miguel, São Clemente e Vizinha Faladeira
Vendas Antecipadas: https://www.sympla.com.br/evento/pagode-do-mestre-feijoada-nota-10-festa-da-pura-cadencia/3228479
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação: Livre

Com ‘empurrãozinho’ de Dodô Ananias, Rafael Tinguinha comemora chegada a São Paulo

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Roosevelt Martins Gomes da Cunha, popularmente conhecido como Pixulé, marcou época no carnaval paulistano. Entre 2018 e 2024, ele foi o intérprete oficial do Barroca Zona Sul – e sempre foi tratado como um dos melhores comandando um carro de som em toda a cidade. Para substituí-lo, a agremiação alçou a tal posto uma dupla: Cris Santos e Dodô Ananias. Em 2026, a agremiação terá outra dupla: Douglas ficou e Rafael Tinguinha chegou à verde e rosa. Em entrevistas concedidas na apresentação do samba-enredo do Barroca Zona Sul para 2026, os dois falaram sobre o novo dueto ao CARNAVALESCO.

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Convite

O 2025 de Rafael Roberto dos Santos, popularmente conhecido pelo primeiro nome e pelo apelido Tinguinha (por ser filho de Tinga, consolidado intérprete do universo das escolas de samba) teve um grande baque: o rebaixamento da São Clemente, escola que defendeu em 2025, à Série Prata do carnaval carioca – deixando de desfilar na Marquês de Sapucaí pela primeira vez desde a construção do Sambódromo.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Se o resultado da agremiação não foi o adequado, o desempenho dele agradou. Renovado com a escola do bairro de Botafogo, ele chamou atenção na outra ponta da Via Dutra. Ele mesmo explica: “Minha troca com a diretoria e a escola aconteceu naturalmente. Depois de cair a São Clemente, tiveram uns rumores sobre vir para São Paulo e o presidente Cebolinha me convidou, inclusive quero agradecer a ele pelo convite pois estou muito lisonjeado“, destacou.

Empurrãozinho

Diz o ditado popular que quem tem amigo não morre pagão. E uma das amizades construídas por Rafael Tinguinha na Cidade Maravilhosa foi Dodô Ananias. O próprio intérprete que irá para o segundo ano no Barroca Zona Sul explica: “O Rafael é um amigo pessoal. Para quem não sabe, eu sou gaúcho – mas moro no Rio de Janeiro há oito anos. Desde o início, quando eu comecei a morar no Rio de Janeiro, ele foi uma das pessoas que mais me acolheu, que mais me abraçou”, relembrou.

dodo barroca

Quando o presidente barroquense afirmou que queria novamente ter dois cantores, a indicação foi feita: “O presidente Cebolinha levantou alguns nomes nesse ano quando ele decidiu manter uma dupla de intérpretes, inúmeras possibilidades. E eu, de antemão, recomendei o nome do Rafael Tinguinha. Nós somos parceiros, ele é um cara que, assim como eu, está muito afim de trabalhar”, prometeu.

Debutante

Desde 2010 como cantor do carro de som do pai, Rafael Tinguinha assumiu o comando de um microfone principal em uma escola de samba pela primeira vez em 2017, na Lins Imperial – na então chamada Série C, quarto pelotão do carnaval carioca. Com a agremiação da Zona Norte carioca, chegou à Série Ouro – principal grupo de acesso da Cidade Maravilhosa. Além da São Clemente, também passou por outras escolas de samba tradicionais: Em Cima da Hora, Império da Tijuca e Academia de Samba Praiana – a última da cidade de Porto Alegre.

O intérprete, portanto, nunca tinha cantado em São Paulo. E, em um dia especial, ele foi apresentado de maneira oficial à comunidade da Zona Sul paulistana: “É a minha primeira experiência com o Carnaval de São Paulo como cantor e para mim está sendo muito gratificante. Eu acho que o tempo e as coisas conspiraram para isso, hoje é meu aniversário e a estreia aqui na escola portanto está sendo muito gratificante, devo agradecer a Deus por isso”, destacou – antes de ser parabenizado pela reportagem.

Carinho

Desde quando foram oficializados como intérpretes oficiais do Barroca Zona Sul, Dodô Ananias e Cris Santos eram vistos juntos frequentemente e sempre demonstraram ter muito carinho e apreço um pelo outro. Quando foi falar com a dupla após a apresentação oficial de “Os Nove Oruns de Iansã”, samba-enredo que sagrou-se vencedor do Estrela do Carnaval (organizado e concedido pelo CARNAVALESCO) de 2025, marcou a reportagem o longo abraço dos dois após a entrevista.

Mesmo sem ter obrigação de falar do antigo companheiro de função, Dodô Ananias fez questão de citá-lo: “Eu gostaria também de deixar registrado publicamente o meu muito obrigado ao Cris Santos pela parceria, pelo trabalho que a gente fez em 2025”, finalizou.