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Notas máximas e reconhecimento: balanço vitorioso do casal da Imperatriz

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, celebrou uma temporada vitoriosa e repleta de realizações. A dupla é atual vencedora do prêmio Estrela do Carnaval, oferecido pelo CARNAVALESCO, como “melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira do Grupo Especial”.  O desempenho da dupla em 2025 garantiu à escola notas máximas no quesito, consolidando ainda mais a trajetória deles na agremiação de Ramos. O momento também marcou o 15º carnaval de Rafaela pela Imperatriz, reforçando sua história na escola e a parceria bem-sucedida com Phelipe, com quem conquistou resultados expressivos nos últimos anos.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Foi uma temporada linda, na qual eu e o Phelipe conseguimos realizar mais um grande ano. É todo o processo do pré-carnaval até chegar ao grande dia: é exaustivo, cansativo, mas quando você vê que o resultado vem, vem também a recompensa, e é gratificante demais. E isso não seria possível se não fosse o auxílio da Ana, da Carol, de toda a estrutura que a presidenta Cátia dá para nós, porque temos toda uma preparação física e mental, já que não é fácil a gente pisar na avenida e sair daqui. Eu acho que o profissional, quando sai feliz, realizado e com a nota, tira um peso enorme. Foi uma temporada linda, incrível, e eu não poderia deixar de comemorar de uma maneira feliz, porque foi o meu 15º Carnaval representando a Imperatriz, então é uma data muito importante, muito marcante da minha vida pessoal e profissional. Estou muito feliz por dar continuidade e seguir o legado de Chiquinho e Maria Helena, que, graças a Deus, tivemos a honra de ser abençoados por eles ainda em vida, mantendo esse legado e a dança tradicional. Porque, lá atrás, quando houve a chegada da Ana Botafogo, fomos muito pré-julgados antes mesmo de pisarmos na avenida, e ela entendeu perfeitamente como é a dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira, trazendo para a gente todo o refinamento. E hoje o resultado é esse: um casal tradicional, que mescla bastante inovação, mas sem perder a tradição”, disse Rafaela.

A trajetória de Phelipe e Rafaela é marcada por uma sintonia impecável, resultado de anos de trabalho e aperfeiçoamento técnico. A evolução do casal na Imperatriz Leopoldinense reforça a identidade tradicional da escola, sem abrir mão de inovações que engrandecem sua performance na Sapucaí. O tempo prolongado de desfile impôs desafios adicionais, mas não impediu que a dupla brilhasse na avenida e conquistasse o reconhecimento do público e dos jurados.

“A temporada de 2025 foi de muito aprendizado, mais de uma vez. Tivemos desafios que, conforme o tempo passa, vão ficando mais intensos e tornam o desfile ainda mais exigente, mas foi muito bom. É um balanço muito feliz, de gratidão, por poder viver mais uma vez o maior espetáculo da Terra, ter conseguido um resultado positivo para a gente e para a escola, que é o mais importante, e poder curtir o carnaval de forma feliz e saudável. Todo mundo entrou e saiu com saúde e feliz. Saímos felizes com as notas dez que buscamos, com o reconhecimento não só do jurado, mas do público também. É só agradecer a Exu, a Oxalá, a Ogum e a todos os orixás por nos permitirem participar dessa festa linda”, pontuou Phelipe.

O desempenho impecável de Rafaela e Phelipe garantiu a permanência deles no topo, com notas máximas e reconhecimento crescente. Para Rafaela, essa temporada representou mais do que uma vitória técnica; foi um momento de reflexão sobre sua jornada e sobre o futuro, no qual busca se superar ainda mais nos próximos carnavais.

“Realizada. Não tem coisa melhor do que sair daqui com a sensação de dever cumprido e com a certeza de que o ano que vem vai ser ainda melhor, porque eu ainda vou buscar ser ainda melhor. Eu acho que posso mais e vou conseguir mais, e isso vem através de muito trabalho. 2026 é um novo ano, página virada, e eu vou em busca novamente de outra nota 10, mas saio realizada de 2025”, declarou a porta-bandeira.

A consagração do casal também se refletiu em prêmios, como o Estrela do Carnaval, entregue a Phelipe Lemos pela segunda vez, consolidando sua trajetória entre os melhores do quesito.

“Fiquei muito feliz e surpreso. O Estrela do Carnaval é um prêmio bem concorrido entre os casais, e casais de excelência já venceram. Em 2019 foi o ano em que ganhei o Estrela pela primeira vez, poder vencer novamente em 2025 é de uma alegria tamanha”.

Para Rafaela, conquistar o Estrela do Carnaval em seu 15º ano na Imperatriz teve um significado ainda mais especial. Era o único prêmio que faltava em sua coleção, e a vitória reforçou sua dedicação ao ofício.

“Eu estou me sentindo uma estrela, porque eu sempre dizia que tinha todos os prêmios, menos o Estrela do Carnaval. E é um prêmio de que eu gosto muito, porque o CARNAVALESCO é um site que sempre nos acompanha ao longo do ano, faz as nossas avaliações e nos dá um parâmetro de como está o nosso trabalho, funcionando como um termômetro do que estamos conseguindo alcançar. Completar 15 anos e ganhar um prêmio que eu sempre tive vontade, e que só faltava ele, é algo muito feliz. Estou muito grata. Não tinha um ano melhor para eu ganhar, agradeço a toda a equipe, a todos que votaram e a todos que estiveram conosco neste carnaval. E, no ano que vem, vou em busca de novo, porque eu quero mais”.

Com uma trajetória de sucesso e um futuro promissor, Phelipe e Rafaela seguem como referências no quesito, representando com excelência a tradição da Imperatriz Leopoldinense e mantendo viva a arte do mestre-sala e da porta-bandeira na Marquês de Sapucaí.

Salgueiro e Secretaria de Estado da Mulher unem forças por um carnaval sem violência

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Em meio aos preparativos para o próximo carnaval, a quadra do Salgueiro, no Andaraí, foi palco de uma mobilização na tarde do último domingo: a ativação da campanha “Não é Não! Respeite a decisão”, liderada pela Secretaria de Estado da Mulher (SEM-RJ). A iniciativa chega para garantir que a alegria da festa não seja ofuscada pela violência. A urgência da ação é justificada pelos dados alarmantes do recém-lançado Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública (ISP): em 2024, mais de 154 mil mulheres foram vítimas de violência no estado, uma média de 18 vítimas por hora.

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Foto: Divulgação/Secretaria de Estado da Mulher

Durante a última feijoada da Vermelho e branco, a superintendente de Enfrentamento às Violências da SEM-RJ, Giulia Luz, subiu ao palco para reforçar que a folia precisa ser um espaço seguro para todas.

“É um prazer estar aqui hoje, mais uma vez, mais um ano, ativando essa parceria com o Salgueiro para que a gente possa dizer que Carnaval combina com diversão, combina com família, combina com liberdade, mas não combina com violências”, destacou Giulia.

A ação prática vai além do discurso. A partir de agora, a quadra passa por uma transformação em seus protocolos de atendimento.

“A partir de hoje, todos os espaços dos banheiros e pontos de venda de bebida alcoólica estarão sinalizados com o nosso material para dizer às mulheres que aqui é um espaço seguro”, explicou a superintendente.

Giulia também detalhou o trabalho de bastidor que está sendo feito com quem atua na festa: “As equipes de segurança e dos espaços de alimentação estão sendo capacitadas para que saibam identificar mulheres que possam estar passando por situação de violência, saibam acolher de forma humanizada e encaminhar para rede de proteção”.

Uma aliança pelo respeito

A Secretaria da Mulher tem uma parceria com a LIGA RJ, além de gigantes do Grupo Especial como Salgueiro e Imperatriz Leopoldinense, para que as quadras contem com sinalização educativa, canais de denúncia visíveis e orientações claras de respeito às foliãs.

Em 2025, a parceria com escolas de samba e blocos de rua impactou mais de 2 milhões de pessoas. Para 2026, com o reforço da ala masculina e o engajamento das comunidades, a meta é clara: garantir que a alegria seja a única regra e o respeito, lei.

Ensaio da Unidos de Vila Isabel no Morro dos Macacos vira grande festa para a comunidade

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A Unidos de Vila Isabel transformou o Morro dos Macacos em um verdadeiro palco de celebração no domingo. A escola subiu a comunidade de Noel para realizar um ensaio especial ao lado dos moradores, reforçando sua ligação histórica com o território. A atividade aconteceu na quadra do CIEP, na Rua Armando de Albuquerque, e reuniu todos os segmentos da agremiação.

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Fotos: Divulgação/Vila Isabel

Em clima de confraternização, o ensaio se tornou uma grande festa, com canto forte, bateria pulsante e a participação ativa da comunidade.

O presidente da Unidos de Vila Isabel, Luiz Guimarães, destacou a importância do encontro e da valorização das raízes da escola “Estar aqui é fundamental para marcar aquilo que, de fato, é nosso: a nossa comunidade, a nossa gente e tudo o que consideramos mais valioso. Hoje, reafirmamos os laços da nossa escola com o Morro dos Macacos e mostramos que é com essa união, com a força de vocês, que vamos alcançar a vitória. Tenho absoluta certeza de que é juntos que vamos triunfar”.

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A Vila Isabel agora se prepara para o último ensaio de rua antes do desfile. O tradicional encontro acontece na próxima quarta-feira, no Boulevard 28 de Setembro, com concentração a partir das 20h. O encerramento será na quadra da escola, com show do cantor Yan. A entrada será gratuita até meia-noite.

No Carnaval, a Unidos de Vila Isabel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. O tema celebra a arte, a ancestralidade e o samba, homenageando Heitor dos Prazeres, um dos maiores nomes da cultura popular brasileira.

Luana Piovani é a nova destaque do Império Serrano para o Carnaval 2026

O Império Serrano tem uma grande novidade para o Carnaval 2026. Nesta segunda-feira, a escola de Madureira revelou que contará com a atriz Luana Piovani como destaque de chão em seu desfile na Marquês de Sapucaí. A escola se prepara para apresentar o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, uma homenagem à escritora Conceição Evaristo, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves.

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Foto: Divulgação/Império Serrano

Esta será a estreia de Luana Piovani no Reizinho de Madureira. O convite partiu da diretoria da escola após a atriz demonstrar, em setembro, o desejo de desfilar pela agremiação. A aproximação se consolidou de forma natural, culminando no acerto para o Carnaval 2026.

Além de desfilar, Luana também levará sua arte para dentro da quadra do Império Serrano. Em janeiro, ela apresentará o espetáculo “Cantos da Lua”, que celebra seus 35 anos de carreira, em uma sessão especial aberta à comunidade imperiana. A data da apresentação será divulgada em breve.

A atriz comemorou o convite e falou sobre a emoção de integrar o desfile da escola. Ele comentou sobre o carinho que tem pela escritora Conceição Evaristo e sobre o seu retorno à Sapucaí, agora defendendo as cores do Reizinho de Madureira.

“Voltar ao carnaval carioca depois de tantos anos, e pelo Império Serrano, me enche de alegria e orgulho. Hoje, mais do que nunca, entendo e reverencio a maior festa do planeta. E é para somar que eu chego. Com minha admiração por Conceição, minha gratidão ao Império e meu amor por quem verdadeiramente faz e representa o carnaval, eu volto”, afirmou Luana.

O carnavalesco Renato Esteves também celebrou a chegada da artista. Ele destacou a conexão construída desde os primeiros contatos.

“O contato com a Luana tem sido muito especial desde o início. Ela chega com muita verdade, entrega e entusiasmo. É uma artista sensível, intensa e profundamente conectada com a proposta do nosso enredo. Tenho certeza de que sua presença no desfile vai somar muito ao projeto que estamos construindo para o Carnaval 2026”, disse Renato.

Em 2026, o Império Serrano será a quarta escola a desfilar no dia 14 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.

Casal em alto nível, canto constante e evolução solta impulsionam ensaio da Grande Rio

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A Grande Rio realizou, na noite do último domingo, seu segundo e último ensaio de rua de 2025, na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em Duque de Caxias. Com canto constante, evolução fluida e excelente performance do casal, a Tricolor Caxiense mostrou uma escola que incorporou o samba e o enredo, avançando de forma coesa, ainda com ajustes pontuais a serem feitos ao longo da temporada. A escola será a terceira a desfilar na terça-feira de Carnaval, com o enredo “A Nação do Mangue”, assinado pelo carnavalesco Antônio Gonzaga.

Thiago Monteiro, diretor de carnaval da Grande Rio, avaliou de forma positiva o ensaio. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o dirigente destacou a evolução da organização da escola em relação ao primeiro ensaio e reforçou a importância do processo contínuo de preparação até o desfile oficial.

“Acho que foi um ensaio muito bom. Eu classifico esse segundo ensaio como bem melhor do que o primeiro em termos de organização da escola. Isso é normal. No primeiro, a gente tem aquele calor muito forte da comunidade, e reforço o que disse: o nosso povo de Caxias nunca vai ser um problema para a Grande Rio. O dia que for, a gente tem que deixar de ser escola de samba. Hoje, em termos de organização e evolução, o ensaio foi muito mais positivo”, afirmou.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Thiago também ressaltou que o momento ainda é de construção e que a escola tem consciência do caminho que precisa percorrer até o Carnaval. “Se a gente já estivesse pronto, mandava todo mundo para casa hoje e só voltava na concentração. Não é o caso. A gente precisa se preparar cada vez mais para fazer um grande espetáculo”, completou.

Sobre o planejamento e o calendário dos ensaios de rua, o diretor explicou que a decisão está diretamente ligada ao calendário do Carnaval 2026, sem mudança no volume de treinamentos em relação aos últimos anos. “Na verdade, a gente tem o mesmo número de ensaios do ano passado. O que muda é que, como o desfile é no dia 17 de fevereiro, a gente precisou antecipar um pouco. O cronograma de treinamento é o mesmo. Também sou contra começar cedo demais, porque isso cansa o componente. Do jeito que foi feito no ano passado e que está sendo feito nesse ano, é confortável para todo mundo e permite testar tudo o que precisa”, disse.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Daniel Werneck e Taciana Couto performaram com excelência na Avenida Brigadeiro Lima e Silva. O casal apresentou uma fina sintonia, evidente tanto na execução técnica quanto na dimensão relacional do bailado. Essa sintonia se manifesta, sobretudo, na finalização dos movimentos, ponto de destaque da apresentação, mas também no diálogo corporal constante que permeia a proposta coreográfica do casal.

As finalizações chamam a atenção pelo modo como se resolvem no encontro direto dos olhares, gesto que deixa ver o entrosamento e o diálogo pleno entre os artistas, que defendem juntos o pavilhão da agremiação desde 2019.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Há momentos particularmente expressivos na apresentação do pavilhão, principalmente quando o samba anuncia que “a nação está aqui”. Nesse trecho, Daniel e Taciana apresentam a Grande Rio à rua e ao público, abrindo o ensaio, já que, desta vez, a comissão de frente não esteve presente. Ao conduzir a primeira apresentação da bandeira, o casal convoca a comunidade a evoluir com a escola.

Mais adiante, ainda nesse mesmo trecho do samba, o casal se despede da coreografia com uma bandeirada de Taciana bem resolvida, dando um fechamento elegante e coerente com a narrativa musical. Nota-se também a atenção ao movimento espelhado, já apresentado na rua com clareza e precisão, atendendo às exigências do novo modelo de julgamento do quesito.

A movimentação coreográfica articula o bailado clássico do casal de mestre-sala e porta-bandeira com referências à dança dos orixás. Elementos associados a Nanã aparecem incorporados à dança, reforçando o vínculo estético com a matriz afro-religiosa que atravessa o enredo da escola.

O resultado é uma apresentação segura, refinada e consistente. Daniel Werneck e Taciana Couto demonstram domínio técnico, inteligência coreográfica e vigor interpretativo, confirmando-se como um casal de excelência.

SAMBA E HARMONIA

O canto da Grande Rio se apresenta de forma constante e sustentada ao longo do ensaio. Os componentes cantam e dobram o samba sem demonstrar grandes dificuldades com a letra, revelando um nível sólido de incorporação da obra. A sensação é de um canto que segue em fluxo contínuo.

O verso “Freire, ensine um país analfabeto que não entendeu o manifesto da consciência social” é cantado com convicção pela comunidade, e ganha ainda mais impacto quando a bateria faz um “paradão”. Nesse momento, o canto dos componentes assume o protagonismo e responde com intensidade, preenchendo a avenida.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

O refrão principal — “Eu sou do mangue, filho da periferia / Sobre uma palafita, Grande Rio anunciou” — também se destaca pela boa resposta dos componentes, assim como a sequência “Ponta de lança e daruê, dobro gonguê, a revolução já começou!”, que surge com energia e envolvimento. Ainda assim, nesse último trecho é possível perceber uma leve perda de canto: nem todos acompanham com a mesma intensidade, o que abre uma margem de crescimento para que o refrão ganhe ainda mais corpo e potência coletiva.

O canto é potencializado pela condução de Evandro Malandro. O intérprete valoriza as entradas da comunidade e permite que o canto dos componentes apareça nos momentos-chave. A leitura clara da letra do samba contribui para a manutenção da constância do canto ao longo do ensaio.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Essa observação é importante porque o samba trabalha justamente com a ideia de repetição e retorno. A força da obra está na constância, no movimento contínuo do canto que vai e volta, criando um efeito circular. Há algo nesse fluxo que remete à própria imagem da lama evocada pelo enredo: um movimento que avança sem pressa, mas sem interrupção, sempre seguindo adiante.

Nesse sentido, o canto da Grande Rio não se quebra, nem se dispersa. O desafio agora é transformar essa constância em ainda mais pressão sonora, sobretudo nos trechos em que o samba exige maior precisão coletiva. É um samba que pede regularidade, insistência e sustentação, que, quando assimiladas, potencializam ainda mais o rendimento da escola no quesito.

EVOLUÇÃO

A Grande Rio varreu a Brigadeiro Lima e Silva com uma evolução leve e consistente. O componente desfila solto, com liberdade de movimento, enquanto a escola avança preenchendo a rua de forma organizada e contínua.

Destaque para a ala que representou os trabalhadores do mangue, composta por cerca de 120 componentes, que chamou a atenção pela dança com que avançava pela rua.

A evolução acontece de forma tranquila, permitindo que a escola avance com naturalidade, sem buracos ou correria. É um desfile contínuo, em que a Grande Rio se desenvolve ao longo do percurso, confirmando uma evolução bem resolvida e em consonância com o andamento do samba.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada por mestre Fafá, sustentou mais uma apresentação consistente no ensaio de rua da Grande Rio. Ao atravessar a Avenida Brigadeiro Lima e Silva, a bateria mostrou vitalidade, controle e boa leitura do samba, contribuindo diretamente para o rendimento do canto da escola e para a manutenção da energia ao longo do percurso.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, mestre Fafá avaliou de forma positiva o segundo ensaio de rua da escola, destacando o processo de crescimento coletivo e a assimilação gradual da obra. “A avaliação é sempre positiva, no bom aspecto. Ensaio é para isso: ensaiar, melhorar e evoluir. Esse foi o nosso segundo ensaio de rua. A cada dia, a escola está ‘comprando’ mais o samba, entendendo a ideia da obra. Estamos integrando, subindo degrau em degrau, evoluindo”, afirmou.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

O mestre também comentou sobre o samba-enredo e a expectativa de rendimento ao longo da temporada. “Na minha visão, é um samba muito bom. Talvez não seja um samba estratosférico ou ontológico, porque se criou uma mística de que a Grande Rio precisa sempre disso, mas é um samba funcional. Um samba bem interpretado pelo Evandro Malandro, que vai dar a pontuação que a escola precisa”, completou.

No ensaio, a bateria apresentou três bossas já colocadas na rua, todas pensadas para dialogar diretamente com a narrativa do samba. Fafá explicou que a primeira aparece logo na cabeça da obra. “A gente está fazendo uma bossa na cabeça do samba, baseada em um toque inspirado em uma música do Chico Science, ali no trecho do ‘Lá vem Caboclo’. A gente respeita a melodia original do samba e trabalha em cima disso”, explicou.

A segunda intervenção acontece no meio do samba, com uma referência direta à matriz afro-religiosa do enredo. “No meio do samba, tem uma paradinha que mistura um toque dedicado a Nanã”, disse o mestre. Já na parte do “Freire”, a bateria executa um “paradão” que impulsiona o canto da comunidade.

Fafá revelou que outras bossas ainda estão em fase de ajustes e devem ser apresentadas nos ensaios a partir de janeiro. “Ainda temos mais duas bossas que não colocamos na rua. Estamos terminando de ensaiar e ajeitar, porque são duas bossas que a gente tem um carinho especial. Elas ficam próximas do refrão final. A gente brinca que são quatro bossas e meia, por conta do paradão. E ainda tem uma surpresa nesse paradão”, revelou.

Destaque também para o discurso do presidente Milton Perácio, que abriu o ensaio de rua da Grande Rio com uma homenagem a Helenice Catharina, fundadora e histórica porta-bandeira da escola, falecida no último sábado e sepultada neste domingo. Em sua fala, o presidente ressaltou a trajetória de Catharina dentro da Grande Rio, reconhecendo seu legado como uma das figuras centrais da construção da agremiação. Ao final, Milton Perácio pediu uma rufada de tambores da bateria, em homenagem à memória de Helenice Catharina.

A Grande Rio retornará aos ensaios de rua na Avenida Brigadeiro Lima e Silva no dia 4 de janeiro.

Presença de Ney Matogrosso coroa ensaio de rua potente da Imperatriz

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A Imperatriz Leopoldinense realizou, no último domingo, o seu penúltimo ensaio de rua do ano, exibindo as características marcantes desta temporada: alegria contagiante por parte de seus componentes, evolução vibrante e uma escola brincando na pista. A cereja do bolo foi a presença do homenageado, Ney Matogrosso, que acompanhou o início do ensaio ao lado de Pitty de Menezes e mandou seu “minha Imperatriz” na introdução do samba, levando os presentes ao delírio. A emoção trazida pela presença do cantor elevou ainda mais a temperatura do espetáculo que a verde e branca apresentou na Rua Euclides Faria. O artista falou sobre a homenagem, que, mais do que uma biografia, retrata sua essência artística e suas múltiplas facetas.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Estou muito feliz por essa homenagem, ainda mais no Carnaval, que é a essência da festa brasileira. Nada melhor”, declarou Ney. A Imperatriz apresentará no domingo de Carnaval o enredo “Camaleônico”, desenvolvido por Leandro Vieira.

COMISSÃO DE FRENTE

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Foto: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO

Os integrantes da comissão de frente da Imperatriz exalam felicidade a cada apresentação nos ensaios da agremiação. Com uma coreografia que une teatralização e dança, em um tom sensual e provocativo, eles deitam e rolam, explorando toda a nuance que o enredo oferece. A comunicação com o público presente é enorme, numa junção que causa fervura na abertura da escola.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Phelipe e Rafaela apresentaram uma coreografia bastante solta, pincelada com alguns movimentos baseados na letra do samba, como no trecho “sou homem com H, e como sou”. Houve muita limpeza na execução dos passos, um bailado extremamente elegante e uma sincronia nos giros entre ambos que impressiona, sem nenhum descompasso. O casal segue em nível espetacular.

EVOLUÇÃO

Entre tantos pontos fortes, a Imperatriz tem o mérito de conseguir encaixar coreografias em várias alas sem perder a evolução solta. A escola brinca na rua, preenchendo todos os espaços, com os componentes trocando de lugar entre si e se movimentando lateralmente, com espontaneidade e energia. As coreografias não engessam a evolução; contribuem para o avanço dos componentes e geram volume na ocupação do espaço. O ritmo foi tranquilo, sem correria, de uma agremiação que ensaia feliz em seu lugar.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

HARMONIA E SAMBA

O samba da Imperatriz foi abraçado pela comunidade, e o resultado é um canto avassalador e performático. A letra é interpretada pelos componentes, que se entregam de corpo e alma à obra, gerando uma explosão que vai bem além dos refrãos. Os trechos “canto com alma de mulher” e “eu juro que é melhor se entregar ao jeito felino provocador” se destacam no potente e feliz canto leopoldinense. Nenhuma ala apresentou canto abaixo do esperado; porém, a última ala se destaca positivamente, dando um show de leveza, astral e um canto fortíssimo, do início ao final do ensaio.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

O carro de som, liderado por Pitty de Menezes, mostrou sua habitual categoria, elevando o nível de apresentação de um samba que cresce semana após semana, com encaixes melódicos cada vez mais alinhados e uma comunicação com público e componentes cada vez maior.

OUTROS DESTAQUES

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

A musa Carmem Mondego veio no início da escola, à frente da primeira ala, e mostrou suas maiores credenciais: muito talento, carisma e samba no pé.

A bateria “Swing da Leopoldina”, de mestre Lolo, deu seu show habitual, com o comandante à vontade nas bossas e nas coreografias com os ritmistas.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Com forte canto da comunidade, Viradouro emociona e mostra alto nível em ensaio de rua

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Atual líder do ranking da Liesa, a Unidos do Viradouro realizou, no domingo, o seu sexto ensaio de rua do ano, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, com mais uma apresentação em alto nível, o que já se tornou padrão da escola. A agremiação promete um desfile emocionante em homenagem a um dos grandes nomes de sua história, o mestre Ciça. No ensaio, a escola mostrou a força de seus quesitos, com forte canto da comunidade.

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Em 2026, a Viradouro levará para a avenida o enredo “Pra Cima, Ciça!”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A narrativa presta homenagem aos 50 anos de trajetória do mestre de bateria Mestre Ciça no mundo do samba. A Vermelha e Branca de Niterói será a terceira escola a pisar na avenida no segundo dia de desfiles do Grupo Especial.

“Ensaio maravilhoso, mais um grande ensaio. A escola vem colhendo muito do que a gente plantou nos últimos anos. Não é do dia para a noite que se consegue estruturar uma escola nesse nível. Ao meu ver, é isso que faz a escola ser bem-sucedida. Ela consegue ter ensaios com quesitos fortes, mas também com emoção. A escola é grande, a escola é gigante, e o enredo consegue trazer o melhor do sambista e do viradourense em energia, emoção e empenho para este Carnaval. Tecnicamente, a escola está muito bem, e isso foi se comprovando ao longo do tempo. Foi um ano maravilhoso. Mais um grande ensaio, que só me dá a certeza do que a gente já conseguia imaginar lá atrás: a escola veio para ganhar o Carnaval mais uma vez”, analisou o diretor executivo da Viradouro, Marcelinho Calil.

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Foto: Vinícius Ximenes/Divulgação Viradouro

COMISSÃO DE FRENTE

Sob a direção dos experientes e premiados coreógrafos Priscila Motta e Rodrigo Negri, a comissão de frente da Unidos do Viradouro teve atuação de destaque no ensaio realizado na Avenida Amaral Peixoto. O grupo presenteou o público com uma apresentação de alto nível, marcada por movimentos fortes, bem sincronizados e executados com o samba na ponta da língua, especialmente diante das áreas que simulam as cabines de julgamento.

A coreografia evidenciou referências à trajetória de Mestre Ciça, representadas por passos de samba e gestos que remetiam à sua característica regência com as mãos, reforçando a leitura temática e o impacto cênico da apresentação.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Foto: Vinícius Ximenes/Divulgação Viradouro

Julinho Nascimento e Rute Alves seguem sendo sinônimo de excelência no comando do pavilhão da Unidos do Viradouro. Experiente e longeva no carnaval, a dupla reafirmou no ensaio de rua deste domingo por que é considerada um dos grandes destaques da escola, apresentando uma dança de alto nível.

Com entrosamento absoluto, leveza e precisão, Julinho e Rute mesclam fundamentos da dança tradicional do casal de mestre-sala e porta-bandeira com referências diretas à letra do samba-enredo, mantendo uma leitura elegante e coerente. Atentos às mudanças previstas para o próximo ano, como a chegada da cabine espelhada, os dois já demonstraram preparação cuidadosa ao apresentar o pavilhão para ambos os lados, sempre com técnica apurada, refinamento e carisma.

HARMONIA E SAMBA

Em clima de emoção e empolgação pela homenagem a Mestre Ciça, a Unidos do Viradouro protagonizou uma verdadeira aula de canto durante o ensaio. Do início ao fim, a comunidade manteve o canto firme e constante, impulsionada pelo samba assinado por Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners, que teve grande exibição ao se encaixar com perfeição na voz de Wander Pires.

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Sob a direção de Hugo Bruno, o carro de som da Vermelha e Branca confirma um nível cada vez mais elevado. A obra parece ter sido feita sob medida para Wander Pires: poética, de letra refinada e capaz de conduzir com clareza e emoção a narrativa sobre Mestre Ciça. A bateria Furacão Vermelho e Branco também teve papel decisivo no rendimento do samba, com bossas bem executadas e destaque para o paradão que antecede o refrão principal, momento em que o canto da comunidade explodiu com ainda mais força.

EVOLUÇÃO

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Foto: Vinícius Ximenes/Divulgação Viradouro

Mesmo ainda distante do desfile oficial, a Viradouro já apresentou um conjunto grandioso, com alas bem preenchidas, conduzidas de perto pelos diretores de harmonia e evoluindo com absoluta precisão. Cada componente demonstrou pleno domínio de seu papel, mantendo ritmo constante, sem acelerações ou quedas, o que resultou em uma evolução segura e fluida ao longo da pista, que reproduz as dimensões da Marquês de Sapucaí. Não houve registro de erros ao longo do treino, reforçando o alto padrão mantido pela Vermelha e Branca nos últimos anos.

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Foto: Vinícius Ximenes/Divulgação Viradouro

OUTROS DESTAQUES

Entre os destaques, a bateria “Furacão Vermelho e Branco”, comandada pelo homenageado Mestre Ciça, foi um dos pontos altos do ensaio. Com segurança e impacto, os ritmistas executaram com perfeição o paradão que antecede o refrão principal, contribuindo decisivamente para o excelente desempenho musical da escola.

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Foto: Vinícius Ximenes/Divulgação Viradouro

Embalada por ‘samba popular’, Niterói apresenta forte canto e grande comunicação com o público em último ensaio de rua do ano

“Vai passar nessa avenida mais um samba popular”. Embalada pela força de seu samba-enredo, a Acadêmicos de Niterói realizou, no domingo, o sexto ensaio de rua do ano, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, rumo à estreia no Grupo Especial. A Azul e Branca apresentou forte canto da comunidade e organização no treino. Durante todo o ensaio, era possível ver a intensa comunicação da escola com o público presente, que esteve bastante empolgado com a passagem da Niterói.

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Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Em 2026, a Azul e Branca de Niterói levará para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins. A Acadêmicos de Niterói será a escola responsável por abrir os desfiles do Grupo Especial no domingo de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente da Acadêmicos de Niterói, conduzida pelos coreógrafos Handerson Big e Marlon Cruz, promete uma abertura de grande impacto na estreia da escola no Grupo Especial. Na Amaral Peixoto, os bailarinos fizeram uma forte apresentação, com muitas referências diretas ao homenageado do enredo e ao samba-enredo da Azul e Branca.

Em algumas passagens do samba, os componentes gritavam frases de efeito como “quem tem fome tem pressa” e também faziam o gesto do “L”. Destaca-se, ainda, que todos estavam com o samba na ponta da língua.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Estreantes tanto na Acadêmicos de Niterói quanto no Grupo Especial, o jovem casal de mestre-sala e porta-bandeira Emanuel Lima e Thainara Matias vive um início marcante na elite do carnaval. Vindos da Unidos da Ponte, onde já dançavam juntos e se destacaram no Grupo de Acesso, os dois mostraram que a pouca experiência no patamar mais alto não foi obstáculo para uma apresentação segura, madura e bem construída no ensaio de rua da escola.

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Com serenidade e bom entrosamento, a dupla demonstrou vigor e entrega, sem abrir mão do refinamento e da delicadeza exigidos pelo quesito. Na dança, Emanuel e Thainara mesclam fundamentos da tradição do casal de mestre-sala e porta-bandeira com referências diretas ao samba-enredo e ao homenageado, criando uma leitura coerente e envolvente.

HARMONIA E SAMBA

O samba-enredo da Acadêmicos de Niterói desponta como um dos grandes destaques do carnaval de 2026 e tem provocado forte catarse nos ensaios da escola. De fácil entendimento e com um dos refrões mais “chiclete” da temporada, a obra assinada por Teresa Cristina, André Diniz, Paulo César Feital, Fred Camacho, Junior Fionda, Arlindinho, Lequinho, Thiago Oliveira e Tem-Tem Jr. caiu rapidamente no gosto popular, impulsionando a participação intensa da comunidade.

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Grande parte desse impacto passa pelo desempenho do intérprete Emerson Dias, que faz sua estreia na Caçulinha, mas já demonstra total entrosamento com a escola e com a bateria comandada por Branco Ribeiro, também estreante à frente dos ritmistas. Juntos, deram o tom exato ao samba: aguerrido, forte e potente. Ao longo do ensaio, foi possível ver a comunidade cantando com entusiasmo e volume, com destaque especial para o pré-refrão (“Quanto custa a fome, quanto importa a vida…”) e para o refrão principal, que se tornou o momento de maior explosão.

EVOLUÇÃO

Impulsionada pelo entusiasmo dos componentes com a homenagem ao presidente Lula, a Acadêmicos de Niterói apresentou uma evolução fluida e leve ao longo da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, que simula as dimensões da Marquês de Sapucaí. Durante o ensaio, foi possível notar os integrantes bastante à vontade, participando de forma descontraída.

Apesar de jovem, a escola demonstrou bom contingente, organização e um desenvolvimento satisfatório ao longo da pista.

OUTROS DESTAQUES

Entre os destaques, a bateria “Cadência de Niterói”, comandada por Branco Ribeiro, que faz sua estreia no Grupo Especial, teve desempenho consistente e contribuiu de maneira decisiva para a boa apresentação do samba-enredo da Azul e Branca.

Presença constante nos ensaios, a rainha de bateria Vanessa Rangeli mostrou grande entrosamento com os ritmistas, interagiu com carisma com o público e ajudou a manter o clima de empolgação. As calçadas lotadas vibraram do início ao fim, acompanhando com entusiasmo cada momento do ensaio da escola.

Musicalidade e canto acima da média: a Portela em êxtase no último ensaio de rua do ano

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A Águia Altaneira deu seu último voo na Estrada do Portela em 2025. No último ensaio de rua do ano, viu-se uma evolução da maior marca da Portela neste carnaval: a vontade. A vontade do componente de cantar até acabar, a vontade da bateria de dar show, a vontade de Zé Paulo Sierra de honrar o microfone de Gilsinho e a vontade da diretoria de fazer a alegria dos portelenses.

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Neste domingo, a Azul e Branca fez de seu último ensaio de rua do ano um grande estilo, com direito a uma ótima comissão de frente e uma apresentação exuberante do primeiro casal. A Portela será a terceira escola a desfilar, no domingo de carnaval, com o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.

“Pode constatar: a Portela está carregada no dendê. Mas ela não está só carregada de dendê, não. Ela está carregada na alma portelense, na força e na alegria dos seus componentes. É muito importante você chegar no último ensaio do ano assim. Estamos aqui em um processo de construção contínua, mas é muito importante ver que o componente está feliz. E, fazendo o componente feliz, a Portela multiplica a sua energia e multiplica tudo que tem a ver com cada um dos seus quesitos. Uma comissão de frente pulsante, com toda a alma que o portelense precisa. Um casal também pulsante. Toda uma escola que respira aquele enredo, respira o trabalho do André Rodrigues, respira o trabalho de cada um daqueles que está construindo o carnaval”, avaliou Junior Schall, diretor de carnaval da Portela.

A Portela de 2026 é a que impressiona Madureira. Primeiro pelo seu samba, um dos melhores do carnaval do próximo ano. Depois, pela potência do canto de uma escola extremamente organizada. A Águia, no que depender de sua comunidade, vai emocionar o sambódromo, assim como encanta a Estrada do Portela. Neste domingo, quem esteve presente viu uma passagem magnífica da maior campeã do carnaval e um desfile de quesitos em alta performance, a começar pela belíssima dança da comissão de frente.

COMISSÃO DE FRENTE

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Muito bem coreografada por Cláudia Motta e Edifranc Alves, a comissão de frente da Portela se apresentou com um grande número de integrantes. Ao todo, 25 componentes participaram das passagens pelos módulos de jurados neste ensaio de rua. No desfile, apenas 15 poderão ficar aparentes, uma mostra de que pode haver troca de elenco no desfile oficial. Ainda assim, os 25 componentes deram um volume incrível à dança. Há de se dizer, inclusive, que, em questões de riqueza coreográfica, a dupla Cláudia e Edifranc deu um show em 2025, até então no Paraíso do Tuiuti.

Na dança, muito sincronismo em uma montagem baseada na letra do samba, com bastantes elementos de danças de religiões de matrizes africanas. Um número bem interessante. Para o refrão do meio, quando o samba canta que vai ter xirê, montam-se duas fileiras, com as componentes mulheres de cada lado e, no centro, componentes homens fazem uma roda, na qual um personagem central executa sua performance em destaque. Depois, o grupo se junta novamente para a inversão: homens giram em torno do grupo de mulheres ao centro. Para o final, o grupo forma uma espécie de “pose para foto”, facilitando a explicação, e se separa para fechar a ótima apresentação.

No início, por conta de uma harmonia impecável das alas, os componentes não estavam ouvindo o carro de som, e a entrada do módulo tornou-se confusa na primeira entoada do refrão principal. Coube ao presidente Junior Escafura cantar o samba para que os componentes entrassem em sintonia com as alas da escola. Na repetição do refrão principal, tudo já estava em ordem, e o espetáculo começou.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Marlon Lamar e Squel Jorgea dançaram conforme outras apresentações. A diferença esteve na comunicação com o público, que deu o tom da garra da passagem do casal pelo módulo de jurados. A deste último ensaio do ano foi digna de nota máxima, sem pensar duas vezes.

Para as cabines de jurados, o casal tem uma coreografia de preparação e entra no módulo no verso “Aláfia do destino no Ifá!”, do samba, partindo com giros de Squel. Marlon a acompanha ao lado, e a porta-bandeira engata uma sequência de giros até o casal desfraldar a bandeira no verso “pra Portela incorporar”.

O casal mostrou uma dança mais clássica, carregada de giros incansáveis de Squel, com pouca coreografia baseada na letra do samba. Uma montagem que favorece a visualização dos dois lados da pista. Apresentação suave, impecável e que mostra o casal firme na busca pelo 10 de todos os jurados novamente.

SAMBA-ENREDO

Em cada apresentação, o excelente samba da Portela vai se firmando como um dos melhores andamentos do Grupo Especial. Em mais uma exibição de alto nível, o cantor Zé Paulo Sierra, os cantores do carro de som e a “Tabajara do Samba”, comandada pelo mestre Vitinho, vão desfilando uma obra musical feita para levantar o público.

É fácil e bom de cantar, ainda mais na voz de um intérprete que sabe interagir e mexer com todos os envolvidos no desfile. A introdução coloca um tempero a mais para o início do ensaio. O esquenta com as músicas “É d’Oxum”, “Nem Ouro Nem Prata”, “Ponto de Xangô” e a introdução de “Maria Maria” deram o tom perfeito para aquecer os portelenses e colocar tudo no prumo para uma grande exibição.

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“O clima daqui tem todo um axé que é peculiar da Portela. Uma escola supertradicional, mas que, ao mesmo tempo, está se modernizando. A gente está em um caminho bacana e encerra a temporada de rua hoje com um resultado muito positivo. Vem o mês de janeiro, que é o último antes do carnaval. Então é mesmo para se firmar, para cada vez mais se colocar em um patamar de disputa de título. É isso que a Portela está buscando, com muita humildade e muito trabalho, e é o que a gente vai fazer até o final. O samba dá oportunidades e algumas projeções para que a gente possa fazer algo diferente. Mas o mais importante é que a escola está cantando muito, evoluindo muito. E é bom também ver que a galera que está do lado de fora também está cantando. É um samba que, aos poucos, está incorporando e encorpando também na sua comunidade”, falou o cantor Zé Paulo Sierra após o ensaio.

HARMONIA

Uma escola que sempre carrega um ótimo canto, quando tem um belo samba, dobra o volume de potência. O primeiro casal, por exemplo, dança praticamente ao som do coro dos componentes, e mal dá para ouvir a voz de Zé Paulo no carro de som. Ala a ala, o canto dos portelenses é alto, vibrante e constante.

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O trecho “Enquanto houver um pastoreio / A chama não apagará / Não há demanda que o povo preto não possa enfrentar” desponta como o preferido dos componentes e se firma como uma ótima virada para o refrão principal.

“A Estrada do Portela é sentimento, é emoção, é força. E é muito importante quando o terreiro da Estrada do Portela te dá energia e você multiplica essa energia em dobro para eles. Estamos muito felizes porque a escola canta o samba durante muito tempo, em um volume muito bom, entendendo como a bateria e o carro de som propõem o samba. Ou seja, a escola multiplica a sua força de canto”, disse o diretor de carnaval.

EVOLUÇÃO

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A evolução é um quesito em alta na Portela, que, a cada exibição, vem se mostrando uma escola organizada, vibrante e fluida. Ainda que com uma curva no meio do ensaio e algumas imperfeições no asfalto, a escola não se perde nem abre buracos ao longo da apresentação.

A ausência de alas coreografadas dá mais liberdade para que todas as alas se movam, evoluindo conforme o samba toca em cada um.

OUTROS DESTAQUES

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A bateria “Tabajara do Samba” segue enfileirando espetáculos a cada semana. Nos ensaios de rua, é possível perceber que algo está sendo preparado para o desfile, no que diz respeito à interação com a rainha Bianca Monteiro. Nas apresentações dos módulos, a bateria abre, a rainha passa no meio dos ritmistas e sobe em um palanque para se apresentar. Se for concretizado, Bianca certamente fará o sambódromo sacudir com seu talento, junto à maravilhosa bateria comandada pelo mestre Vitinho.

A Portela voltará à Estrada do Portela no primeiro domingo de janeiro e fará todos os ensaios de rua por lá. Ao final do ensaio, o diretor de carnaval Junior Schall contou ao CARNAVALESCO como a escola deixa o ano de 2025.

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“A Portela deixa 2025 feliz. O portelense pode entender que esse é o presente de final de ano: uma escola que crê na sua força renovada enquanto alma e canta alegre, canta feliz. A movimentação física do portelense expressa isso. A expressão corporal do portelense é de felicidade e alegria. E nós ficamos muito felizes com isso.”

Excelência musical da Mangueira impulsiona canto da comunidade em ensaio com nação incorporada

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“Quase centenária, uma nação incorporada”. Esses versos do samba 2026 podem resumir quase o todo de mais um ensaio da Verde e Rosa na Visconde de Niterói. E o “quase o todo” só existe mesmo porque seria injusto não falar que muito disso é resultado de trabalho e técnica, principalmente, na parte musical. Com uma obra melhor que a dos anos anteriores, a Mangueira, que há alguns anos já faz um trabalho muito forte aliando carro de som, direção musical e bateria, pode, este ano, testar ainda mais os seus limites musicais. Isso, mais uma vez, se refletiu na escola como um todo. Se a Mangueira já é uma escola que canta normalmente, agora ela canta ainda mais, com mais vontade, mais alegria e da forma correta. O componente abrilhanta o samba, e o samba abrilhanta o componente. Uma grande troca.

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No mais, a escola também passou bem em outros quesitos: muita garra, conceito e a intensidade de sempre na comissão de frente. Para o casal, o mesmo, adicionado de uma grande dose de postura, doçura e dança. Harmonia forte, como falado, tanto no canto como no carro de som, e a bateria sendo fundamental para isso.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

O diretor de carnaval Dudu Azevedo avaliou esse período de trabalho com minidesfiles e ensaios de rua, que agora só voltam no dia 4 de janeiro.

“Como a gente costuma falar aqui, a gente vem buscando o melhor. E é o melhor do samba, o melhor da evolução da escola. Os ensaios cada vez mais correspondem ao que a gente vem conversando durante a semana. Mas estamos subindo a ladeira, estamos trabalhando para que a Mangueira chegue bem aos ensaios técnicos e para um grande desfile”, explica o profissional.

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Ao ser questionado sobre em que ponto a Mangueira ainda precisa ter maior atenção, Dudu não especificou um destaque, mas afirmou que o seu time de carnaval avalia tudo a cada final de ensaio e procura sempre trabalhar aquilo que ainda pode ser melhorado.

“Todo ensaio, cada vez que a gente bate o papo na semana, tem algo para corrigir. Tudo está sendo olhado, tudo está sendo ensaiado. Estamos ensaiando, estamos bem. Tudo que a gente precisa está sendo bem correspondido. A resposta tem sido boa: do samba, da bateria, da comunidade, da evolução, e cada vez a gente acerta mais um pouquinho”, finaliza o diretor.

Em 2026, com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a Mangueira vai encerrar a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

COMISSÃO DE FRENTE

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Comandados pelos coreógrafos Karina Dias e Lucas Maciel, a comissão de frente da Verde e Rosa trouxe para o ensaio, mesmo sem nenhum tipo de apetrecho ou fantasia, uma atmosfera xamânica pela intensidade de seus movimentos e pela aura de sua parte gestual. A coreografia de deslocamento era bastante intensa, com os componentes trocando de lugares na falange que avançava, ora com movimentos mais doces, ora com passos mais marcados, com uma dança mais indígena em alguns momentos.

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Na coreografia para os “módulos”, o grupo optou por marcar e pontuar alguns trechos do samba, como o início, em “na magia do meu tambor”, em que simulavam as batidas no instrumento, ou em “finquei minha raiz”, quando abaixavam como se tocassem a raiz propriamente dita. Apesar de a coreografia do ensaio não ter nenhum grande ápice, os componentes mostraram muita sincronia, intensidade, até com alguns saltos, e técnica. Uma apresentação que prendia o público, no padrão que a Mangueira vem trazendo nos últimos anos, com destaque.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

É muito bom ver esse casal dançar. Aos gritos de “Furacão”, a dupla mostrou seu estilo muito próprio, que representa muito do que é o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Com uma herança enorme e um grande legado nas costas, Matheus Olivério dança muito como se imagina para um cargo que, nesta escola, teve o mestre Delegado como expoente. De forma a riscar o chão com muita elegância, Matheus se destacava sem ofuscar o pavilhão, muito bem empunhado por Cintya Santos.

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Ela é, de verdade, um furacão, mas com classe, sabendo trazer também a delicadeza para dançar. A dupla optou por uma coreografia que não pontuava tanto a letra do samba, mas que pudesse extrair o melhor do estilo de cada um. Com os fortes giros de Cintya, movimentos muito bem cravados com a bandeira e com a dupla se procurando bastante. O único ponto a se colocar foi no segundo módulo, quando, por causa do vento, Matheus já pegou a bandeira um pouco menos aberta, mas nada que tenha comprometido a belíssima apresentação.

HARMONIA E SAMBA-ENREDO

Grandes destaques, mais uma vez, do ensaio da Mangueira: um completou o outro. A escolha por esta obra mostra até a retomada de um passado recente, do início deste século, quando a escola trazia sambas melodiosos, que encaixavam bem com a bateria e que contavam o enredo, trazendo ao mesmo tempo uma exaltação à escola.

Musicalmente, a obra permitiu que a Mangueira se desenvolvesse bastante, usando todas as suas possibilidades com bateria, carro de som, cordas e, obviamente, o povo, todos bastante entrosados. Tudo parece fazer muito sentido e trabalhar para o todo. Com uma cabeça bem melodiosa, mas com frases fortes como “Mangueira quase centenária, uma nação incorporada”, o samba parece estar muito à vontade na boca do folião, até pelo excelente andamento, que não o arrasta, mas consegue tirar toda a sua métrica e melodia.

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Mesmo o diferente refrão do meio, sem um bis clássico, com a repetição direta dos versos e não do refrão como um todo, é um ponto alto da obra, desaguando em outro trecho muito forte em “Salve o curandeiro, doutor da floresta”. Na segunda, a escola mantém o forte tom melodioso até “Yá Benedita de Oliveira”, quando retoma a sua exaltação. Mesmo não sendo um refrão estrondoso, “a magia do meu tambor” já caiu na boca da comunidade.

O canto da escola foi muito forte durante todo o ensaio e por toda a escola. Conseguiu-se ouvir, por exemplo, o canto forte na comissão de frente. Outras alas, como baianas, passistas e velha guarda, também cantavam de maneira uniforme com as demais alas da comunidade. Ótimo ensaio em harmonia e samba.

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EVOLUÇÃO

A evolução da Mangueira ocorreu com fluidez e espontaneidade, com muita alegria por parte de todos os componentes. No sentido geral, organizada, mas com alguns pontos a se prestar atenção. Principalmente em traços que normalmente já são mais delicados no desfile, em deslocamentos importantes, como na ala que vem logo em seguida ao primeiro casal.

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Quando a dupla entrou em suas apresentações nos módulos, em mais de uma oportunidade a ala demorou um pouquinho para se deslocar e preencher o espaço. Também no avanço das musas após as alas avançarem, principalmente as que vêm à frente de alegorias ou tripés, pensando no desfile, o elemento terá um preenchimento territorial muito maior e vai demorar mais para se deslocar. Outro ponto é a velocidade de deslocamento: em alguns momentos, a escola deu a impressão de que poderia se deslocar de forma mais cadenciada. Detalhes aos quais a Mangueira certamente está atenta e tem tempo para passar o pente-fino.

OUTROS DESTAQUES

A “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” foi um show do início ao fim do ensaio, já no esquenta, aliás. Destaque para a musicalidade e a originalidade dos naipes de xequerês e timbaques. A rainha Evelyn Bastos, mais uma vez, deu uma aula de samba no pé e simpatia, sempre rodeada de crianças da comunidade; afinal, ela é um grande ícone e inspiração.

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Diversas alas trouxeram elementos de mão, como bastões e bexigas. No esquenta, Dowglas Diniz e o carro de som relembraram o “Tem Capoeira”.