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Tomate elogia projeto audiovisual de São Paulo e avalia ampliar festa de lançamento dos sambas para dois dias

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Recentemente, o apaixonado por carnaval em São Paulo foi contemplado com duas grandes novidades. Uma delas foi o lançamento do projeto audiovisual, coordenado pela empresa Sala 22, pelo segundo ano consecutivo. Desta vez, a proposta principal foi aproximar os áudios do formato “ao vivo”, além de reforçar os elencos das escolas, com a ampliação dos corais e a participação de rainhas, passistas e músicos. Até o momento, o projeto tem alcançado grande repercussão nas plataformas de streaming e recebido elogios nos comentários dos vídeos publicados no YouTube.

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Foto: Felipe Araujo/Liga-SP

Outra novidade foi a Festa de Lançamento dos Sambas-Enredo, que voltou a registrar lotação máxima. Neste ano, o evento contou com show do cantor Xande de Pilares, apresentação dos minidesfiles das 32 escolas e outras atrações, proporcionando uma experiência ainda mais completa ao público presente na Fábrica do Samba.

O CARNAVALESCO conversou com o presidente Renato Remondini, Tomate, da Liga-SP, que detalhou esses dois temas. Ele avaliou o projeto audiovisual dos sambas-enredo de 2026 e comentou sobre o futuro dos minidesfiles.

Clipes audiovisual: Investimento para o sambista

É o segundo ano consecutivo que a Liga-SP investe em um projeto audiovisual de alto nível. Com estúdio profissional e elencos das escolas de samba presentes, a proposta se aproxima cada vez mais do formato “ao vivo”. O presidente Tomate destacou que ainda há pontos a serem aprimorados no áudio, mas elogiou o resultado final, especialmente a participação das escolas do Grupo de Acesso 2.

“Neste ano, tivemos a felicidade de contemplar as 32 escolas, todas com a mesma qualidade de gravação. Acredito que as escolas do Acesso 2 se sentiram muito respeitadas nesse sentido, o que foi extremamente positivo. Trata-se de um projeto de custo elevado, mas não encaro isso como um gasto, e sim como um investimento da Liga. Quando falamos em Liga, falamos, na verdade, de um investimento das 32 escolas, sempre pensando em melhoria e crescimento. Mais uma vez, a Liga se coloca como vanguarda em propostas relevantes, o que resulta em um trabalho fantástico. O visual ficou incrível e, em relação ao áudio, entendemos que ainda há pontos a melhorar, algo que vamos aperfeiçoando a cada ano. No ano passado, o projeto era menor. Neste ano, foi mais amplo, com elencos maiores. A ideia é seguir evoluindo para que o audiovisual tenha cada vez mais a cara do ao vivo. Esse é o nosso sonho: Transformar a gravação em algo que se aproxime de um grande espetáculo ao vivo. Com a tecnologia cada vez mais avançada e as possibilidades que temos, acredito que conseguiremos avançar ainda mais nos próximos anos”, declarou.

Crescimento incessante dos minidesfiles

A Festa de Lançamento dos Sambas-Enredo, antiga “Festa do CD”, é o maior evento do pré-carnaval. As escolas de samba de São Paulo foram pioneiras na criação dos minidesfiles na Fábrica do Samba, iniciativa que se espalhou pelo Brasil. O evento, tradicionalmente realizado próximo ao Dia Nacional do Samba, costuma registrar lotação máxima, o que gera desafios para a Liga-SP. Uma das alternativas seria a realização no Sambódromo do Anhembi, porém, na mesma data ocorre o Grande Prêmio da Fórmula E no local.

Segundo Tomate, existe a possibilidade concreta de dividir a festa em dois dias, dependendo da aprovação dos presidentes das escolas filiadas à Liga-SP.

“O público tem participado cada vez mais, com lotação máxima na Fábrica do Samba. Isso, inclusive, gerou alguns desafios, já que o sambista está participando de uma forma jamais vista. É algo muito positivo, mas que também traz consequências. A Fábrica do Samba começa a ficar pequena, e, neste momento, não é possível realizar o evento no Anhembi por conta da Fórmula E, que acontece no mesmo período. Enquanto houver esse impasse de datas, o Sambódromo fica inviável. Caso, no futuro, a Fórmula E mude de local dentro da cidade de São Paulo, o Anhembi pode voltar a ser uma opção. Por ora, existe uma proposta dos presidentes, junto com a diretoria da Liga-SP, de realizar o evento em dois dias. Neste ano, por exemplo, começamos às duas da tarde e houve pessoas que chegaram para trabalhar às dez da manhã e saíram apenas às oito horas do dia seguinte. Por isso, há, sim, a possibilidade de dividir o evento em duas datas. Essa decisão precisa da aprovação unânime ou da ampla maioria dos presidentes, e acredito que o caminho seja esse”, completou.

Ancestralidade guia a comissão de frente da Mangueira no projeto para o Carnaval 2026

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Em sua apresentação no minidesfile do Grupo Especial, que aconteceu na Cidade do Samba, a Mangueira apresentou os primeiros detalhes de sua comissão de frente para o Carnaval 2026, que faz parte do enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, no qual a escola homenageará o curandeiro amapaense Raimundo dos Santos Souza, conhecido como mestre Sacaca. Novamente, o destaque fica por conta de Flávio Lopes, o Flavin Dance, que dará vida ao Preto Velho. O artista, que emocionou o público em 2025 e virou imagem emblemática ao interpretar o “cria da favela” no desfile que voltou nas campeãs, retorna agora em um novo desafio, considerado por ele o mais marcante da carreira. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Flávio contou que recebeu o convite com emoção e respeito, reconhecendo o peso simbólico da figura que irá interpretar.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“Quando o Lucas e a Karina vieram conversar comigo sobre eu apresentar o Preto Velho, confesso que bateu um pouco de receio. Não é uma tarefa simples representar uma figura tão sagrada, ser o rosto de uma entidade ancestral. Traz uma responsabilidade imensa”.

A apresentação contou com marabaixeiros como elenco de apoio e trouxe um elemento cênico central: um grande tronco de árvore onde o Preto Velho prepara e pila as ervas, representando a força ancestral que guia a narrativa da comissão.

O artista lembrou que a relação com o Preto Velho faz parte de sua própria história familiar: “Tem ligação na minha família. O Preto Velho é cultuado há gerações. Por isso, além de honrar, existe um sentimento profundo de respeito e de continuidade dessa ancestralidade. É com esse respeito que estarei representando na comissão de frente, com a energia lá em cima, e espero que a galera goste”.

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Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

Animado para mostrar o resultado no desfile do próximo ano, Flávio afirmou que essa experiência marca uma virada em sua carreira.

“Está sendo a minha primeira vez representando uma entidade. Eu gosto desse gostinho de sair da zona de conforto. Minha zona de conforto é samba, passinho, dança… mas eu sou artista. Vim de cria e agora estou vendo seu Preto Velho fazer história”.

Construção cênica

Os coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias celebraram o desempenho do elenco e a construção gradual do espetáculo que a comissão levará à Sapucaí. Lucas explicou a estrutura do processo.

“Podemos dizer que, no carnaval, temos três processos: o minidesfile, o ensaio técnico e o desfile oficial. É uma pirâmide. Hoje concluímos mais um processo. Foi muito lindo, e o público respondeu por isso”.

Sobre a atuação de Flávio, ele resumiu com humor e entusiasmo: “O Flávio… a gente fala que foi de 8 a 80, né, Karina?”

Karina completou comentando a versatilidade do artista: “Ele veio do cria para um Preto Velho. É um artista nato, que já nasceu com essa grandeza dentro dele. Dar qualquer papel para ele é certeza de que vai encarar e entrar no personagem como ninguém”.

A coreógrafa também destacou sua dedicação e humildade. “Somos muito fãs. Ele é muito humilde, nunca se sente mais do que ninguém, se doa e aprende a coreografia inteira. Isso é maravilhoso”.

Juliana Rangel é a nova rainha de bateria do Cubango

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A Acadêmicos do Cubango divulgou a sua nova rainha de bateria do Carnaval de 2026. Prata da casa, Juliana Rangel assumirá o posto à frente dos ritmistas da bateria Ritmo Folgado no próximo desfile. Cria da escola, a beldade já era musa e alcança o cargo mais desejado por toda menina de uma comunidade.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Cubango

Juliana tem mais de 20 anos na agremiação. Começou na ala das crianças, virou passista, musa e hoje realiza o sonho de toda menina de uma comunidade: torna-se rainha de bateria da sua escola. Sobrinha-neta de Waldir Narciso, carrega no sangue a memória de quem ajudou a assentar o axé que rege o quilombo da agremiação.

“Estar à frente da bateria da escola que me educou, me formou e segue me moldando é mais do que um posto. É honraria, é responsabilidade, é uma emoção que não cabe no peito nem em palavras. O sonho que se torna real hoje foi sonhado e guiado pelos meus ancestrais. É um movimento de retorno a um lugar que sempre esteve predestinado a ser ocupado por mulheres negras, crias desse chão”.

A coroação da nova majestade acontece neste domingo, 21 de dezembro, na feijoada da agremiação.

Em Cima da Hora sonha alto e mira no retorno ao Grupo Especial com trabalho, dedicação e promessa de impacto na Avenida

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No minidesfile da Série Ouro, realizado no dia 6 de dezembro, na Cidade do Samba, a Em Cima da Hora deixou bem claro que a vontade de voltar ao Grupo Especial é gigante. Esse sentimento é coletivo, passando por todos os segmentos da agremiação, desde os líderes até a comunidade. O presidente Heitor Fernandes, o patrono Vinícius Drumond e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Flôres e Winnie Lopes, falaram com clareza sobre o objetivo comum de disputar de verdade a vaga no Grupo Especial.

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Para Winnie, o desejo de ascensão é quase instintivo para quem carrega a história da agremiação. “Ah, é enorme! A escola é uma escola de tradição, antiga. A galera sente essa necessidade de estar no Especial. É óbvio que precisamos de estrutura, afinal, precisamos apresentar um bom carnaval, e este ano iremos entregar um carnaval muito bom. Eu tenho certeza”, afirmou.

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Porta-bandeira Winnie Lopes

Ao lado dela, Marlon reforçou que o sonho só se sustenta com trabalho diário. “A vontade é muita, mas, quando a gente pensa em campeonato, a primeira coisa a se pensar é em trabalho. Só a partir do trabalho duro conseguimos chegar ao resultado”, destacou.

O patrono Vinícius Drumond foi direto ao ponto ao falar da expectativa para o desfile. “É gigante! Só vai depender do desfile no dia. Carnaval bom vai ter”, garantiu, apostando na força do conjunto que a escola vem preparando.

Já o presidente Heitor Fernandes deixou claro que o objetivo é coletivo. “É a vontade de todos. Todo mundo chega e se programa com essa meta para chegar lá. O objetivo é de todos, e a conquista é só uma”, disse, resumindo o sentimento que hoje move a Em Cima da Hora.

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Presidente Heitor Fernandes

Quando o assunto é impacto visual e estético, o entusiasmo aumenta. Winnie revelou detalhes com brilho nos olhos. “Está tudo sendo feito com muita dedicação. O Rodrigo desenhou lindamente as fantasias. A minha fantasia é um presente. Está tudo com muito cuidado, muito bem acabado. Tem uma ala pela qual eu sou apaixonada; vou até dar um spoiler: é perfume. A ala é rosa. Não posso falar mais, mas é a coisa mais linda que eu já vi. A escola está muito bonita”, contou, empolgada.

Marlon reforçou que o casal também vem se preparando de forma específica. “A escola está com o pé no chão e ensaiando bastante. Eu e a Winnie já estamos ensaiando de uma forma específica, agora que já tem o samba”, explicou.

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Mestre-sala Marlon Flôres

Vinícius prometeu surpreender o público. “Podem esperar um desfile de impacto, com certeza. Vocês vão ver uma escola bem grande, como nunca veio, bem luxuosa”, afirmou.

Heitor atribuiu a promessa a um processo de preparação intensa. “Posso garantir isso com base no que estamos vendo nos nossos ensaios. Ensaio é treino, que serve até para a seleção brasileira. Só os melhores chegam lá”, disse.

O clima interno também foi apontado como um diferencial. Winnie se emocionou ao falar da energia que sente hoje na escola. “Está um clima muito gostoso. A galera está apaixonada pelo samba. A estrutura está diferente. É uma dedicação muito grande. Hoje eu estou mais emotiva, porque estou sentindo essa energia boa da escola. Isso é muito bom”, revelou.

O mestre-sala percebeu essa mudança, principalmente na comunidade. “É meu segundo ano na escola, mas do ano passado para cá dá para sentir a diferença. Tem um brilho no olhar diferente, todo mundo querendo esse resultado. A chegada do nosso quarto ano deu uma condição de trabalho melhor. Estamos acreditando bastante”, avaliou.

Para Drumond, tudo caminha em harmonia. “O clima está muito bom, todo mundo feliz, barracão andando a todo vapor. Só vai depender de colocar tudo isso em prática no dia do desfile”, ponderou.

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Patrono Vinícius Drumond

O presidente Fernandes completou ressaltando a evolução constante. “A escola só evolui mais a cada ano, se aprimora mais. A cada ano a gente vê o erro ou o acerto e tenta fazer o dobro e melhor”, afirmou.

Sobre o minidesfile, Winnie destacou a importância do teste. “Estou muito animada. Hoje a gente testa tudo: coreografia, o que funciona, o que vai para o ensaio técnico e para o desfile oficial”, disse.

Seu parceiro seguiu a mesma linha. “Hoje é um laboratório. Cada um fazendo a sua parte, a gente consegue pensar no campeonato. Estamos com uma coreografia de muita energia, e é isso que queremos passar para o público”, explicou Flôres.

Heitor resumiu com objetividade: “Hoje é treino. Mas vamos dar o nosso melhor”.

Grupo Arruda lança novo trabalho em festa no Beco do Rato

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O Grupo Arruda, que celebra 20 anos de história em 2025, fará uma festa especial no próximo sábado, dia 20, no Beco do Rato, para o lançamento do seu mais novo trabalho: “ARRUDA NA ILHA”. A celebração faz parte de uma sequência de eventos realizada pelos sambistas pelas duas décadas de amor e resistência ao gênero. A festa promete o melhor do repertório autoral do Arruda, além de sambas históricos e já conhecidos nas mais de 20 apresentações realizadas pelo grupo a cada mês.

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Divulgação/Arruda

Gravado na Ilha da Gigóia, o projeto da maior roda de samba do Rio de Janeiro traz os clássicos “Banho de Folhas” e “Berenice”, além de regravações com novos arranjos das músicas “O Erê”, conhecida na voz do Cidade Negra, Simples Desejo, que se popularizou através de Luciana Mello e outras canções, como um medley em homenagem ao Rei do Balanço, o compositor e cantor, Bebeto.

O álbum já está disponível em todas as plataformas digitais e pode ser apreciado pelos amantes do samba e fãs do Arruda.

“É o nosso último lançamento do ano e esperamos todos no Beco do Rato para uma grande festa. Podemos considerar que será um grande esquenta para o Audiovidual ‘Arruda – 20 anos’, que lançaremos no próximo ano e, sem dúvida, se trata do maior trabalho da nossa carreira”, comentou o líder e fundador do Arruda, Gustavo Palmito.

O Arruda toma conta do palco do Beco do Rato a partir das 22h do próximo sábado, em uma roda de samba que irá até a madrugada de domingo. Os ingressos antecipados estão sendo vendidos por R$ 30 através do www.sympla.com.br

CasaBloco abre 2026 com tributo histórico a Bira Presidente e Arlindo Cruz

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O carnaval de 2026 começa com um tributo à altura da realeza do samba. A CasaBloco vai dedicar sua noite de abertura, no dia 29 de janeiro, batizada de “Caciqueando”, a celebrar a vida e a obra de dois gigantes que nos deixaram recentemente: Bira Presidente, fundador do Cacique de Ramos, e Arlindo Cruz, cria daquela casa e poeta de Madureira.

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Foto: Divulgação

Para comandar essa catarse coletiva no Jockey Club, o palco receberá ninguém menos que Alcione, a Marrom, grande atração da noite. Antes dela, o Bloco Cacique de Ramos promove um baile emocionante, trazendo a energia da Tamarineira para a Zona Sul e homenageando também a cantora Preta Gil. A abertura fica por conta do Samba do Sacramento, garantindo a elegância e o carisma das rodas cariocas logo no início dos trabalhos.

Rita Fernandes, idealizadora do projeto, reforça o conceito por trás da escolha: “O Rio é o grande anfitrião de um Brasil plural! Nossa proposta é que o folião embarque em uma imersão carnavalesca única, diferente, completa, passando pelo universo dos blocos, do samba, da moda, do cinema e da gastronomia”.

Serviço:
Evento: CasaBloco – Noite “Caciqueando”
Data: 29 de janeiro de 2026 (quinta-feira)
Horário: 16h à 1h
Local: Jockey Club Brasileiro (Praça Santos Dumont, 31 – Gávea)
Ingressos: A partir de R$ 80 (meia-entrada solidária)
Vendas: https://shotgun.live/festivals/casa-bloco-caciqueando
Mais informações em http://CasaBloco.com/
Links de vendas: http://CasaBloco.com/

Carnaval Sustentável SP une escolas, indústria e poder público em ação inédita

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A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), a União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) e o SENAI-SP lançaram, nesta terça-feira, na unidade do Bom Retiro, o projeto Carnaval Sustentável SP. Com foco na gestão ambiental e na responsabilidade social, a iniciativa visa não apenas mitigar os impactos da festa, mas redefinir a relação do maior evento cultural do país com o meio ambiente. Como etapa inicial, algumas das 105 agremiações carnavalescas da capital (32 ligadas à Liga-SP e 73 à UESP) passaram por visitas técnicas do SENAI. O objetivo foi realizar um diagnóstico preciso sobre o volume de descarte, o potencial de reuso de materiais e a geração de renda nas comunidades.

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Foto: Divulgação/SENAI-SP

Para Lucia Helena, gestora do projeto na Liga-SP, a parceria oficializa e potencializa práticas que já fazem parte do DNA das escolas. “Os desafios financeiros que as agremiações enfrentaram ao longo das décadas acabaram por capacitá-las naturalmente na questão do reuso e da troca de materiais, fantasias e esculturas entre si. A criatividade nascida da necessidade é o ponto de partida deste projeto”, explica.

A dimensão profissional das escolas surpreendeu Carlos Coelho, diretor da unidade SENAI de Biotecnologia, que destacou a mudança de percepção ao visitar a Fábrica do Samba. “Ali pude ver o quanto o carnaval gera emprego, renda, cultura e entretenimento de forma estruturada. Levar a expertise do SENAI para dentro das escolas de samba e blocos é uma forma de reconhecer esse trabalho e oferecer ferramentas para elevá-lo à excelência industrial”, afirmou. Ele também faz parte do Núcleo de Sustentabilidade, responsável por orientar decisões com base em critérios técnicos, viabilidade operacional e geração de valor para as agremiações.

Vanguarda e Impacto Urbano

A busca por essa excelência técnica motivou a aproximação institucional. Segundo Renato Remondini, presidente da Liga-SP, o carnaval paulistano tem a responsabilidade de liderar inovações. “Nosso espetáculo cresce a olhos vistos. Agora, precisamos fazê-lo crescer também onde os olhos do público não veem, mas onde o planeta sente”, pontua Remondini, reforçando que ideias implementadas em São Paulo tendem a ser replicadas nacionalmente.

A complexidade logística também foi abordada por Alexandre Magno, o Nenê Teixeira, presidente da UESP. Ele ressaltou os desafios específicos do carnaval de rua em comparação ao Sambódromo. “Como os desfiles da UESP ocupam as vias públicas de diversos bairros, o cuidado com os resíduos exige atenção redobrada. O espaço precisa ser devolvido à sociedade pronto para a normalidade do dia seguinte, o que demanda uma operação de sustentabilidade muito ágil”, analisa.

Essa operação ganha reforço com o apoio do poder público. Osmário Ferreira, secretário municipal de Limpeza Urbana, destacou a importância da integração das equipes. “Seja no Anhembi, no Butantã ou na Vila Esperança, as particularidades divergem, mas convergem em um ponto: a sustentabilidade é alcançada de forma mais eficaz quando combinada com a limpeza urbana e, principalmente, com a valorização dos profissionais de coleta”, concluiu.

Próximos Passos e Legado

O projeto prevê ações de curto e longo prazo:

• Desfile Mirim Temático: No dia 7 de fevereiro, o Sambódromo do Anhembi receberá mais de 4.000 crianças para um desfile monotemático sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Antecedendo o Grupo de Acesso II, o evento, com entrada gratuita, visa conscientizar as novas gerações sobre o futuro do planeta.

• Polo de Economia Circular: Está em estudo a implantação de um polo dentro da Fábrica do Samba, focado em soluções para resíduos complexos, como isopor e têxteis, atendendo todas as agremiações da cidade.

• Capacitação Profissional: A partir de março de 2026, o SENAI/FIESP iniciará a qualificação técnica de mais de 3.000 profissionais vinculados à cadeia produtiva do carnaval.

O projeto Carnaval Sustentável SP atende diretamente aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU:

• 3 – Saúde e Bem-Estar
• 4 – Educação de Qualidade
• 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico
• 10 – Redução das Desigualdades
• 12 – Consumo e Produção Responsáveis
• 13 – Ação contra a mudança global do clima

Alane Dias exalta energia da Grande Rio em noite de último ensaio do ano

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Alane Dias marca presença na quadra da Acadêmicos do Grande Rio, nesta terça-feira,  para celebrar o último ensaio do ano ao lado da escola que é sua casa no carnaval. Em clima de festa e criação, a musa celebra os preparativos para o desfile do ano que vem inspirado na energia livre e misturada do Manguebeat. Para a noite, ela aposta em um figurino especial feito com 2.500 lacres, transformando criatividade em movimento.

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“Encerrar o ano com essa comunidade incrível é sempre uma alegria. A energia da bateria é contagiante, e o samba deste ano é superpotente! Esse carnaval promete!”, afirma Alane.

Alane estreou como musa da Grande Rio em 2025, no enredo que homenageou o Pará.

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Foto: @luksmont/Divulgação

De Olho no Especial: como a comunidade da Mancha Verde projeta o Carnaval 2026

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No Carnaval de 2025, a Mancha Verde viveu um dos momentos mais inesperados de sua trajetória recente. Com o enredo “Bahia, da fé ao profano”, a escola apresentou um desfile marcante, tecnicamente consistente e visualmente impactante. Ainda assim, o resultado surpreendeu: a agremiação acabou rebaixada do Grupo Especial para o Grupo de Acesso I. Para a comunidade manchista, o sentimento foi de perplexidade. Poucos imaginavam que um espetáculo tão bem construído não fosse reconhecido da mesma forma pelo corpo de jurados. O que poderia ser apenas frustração, no entanto, transformou-se em combustível para a reconstrução. De olho no Carnaval de 2026, a Mancha Verde aposta alto ao trazer de volta um de seus enredos mais emblemáticos: a reedição do clássico de 2012, “Pelas mãos do mensageiro do axé, a lição de Odu Obará: a humildade”.

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Foto: Felipe Araujo/Liga-SP

Mais do que um tema, o enredo carrega uma poderosa mensagem de otimismo, renascimento e aprendizado. A narrativa destaca a humildade como princípio essencial para o discernimento e para a construção de novos caminhos. Conectado profundamente à espiritualidade e à ancestralidade afro-brasileira, o desfile promete exaltar a força dos orixás, como Xangô, Obaluaiê e Oxalá, além de valorizar saberes que atravessam gerações.

É uma história que convida à reflexão sobre valores fundamentais da vida, evocando respeito, equilíbrio, cura e paz como pilares para uma sociedade mais consciente e humana. Com esse recado forte e atual, a Mancha Verde deposita suas esperanças no retorno ao lugar que considera seu por direito: o Grupo Especial.

Mas, antes, o CARNAVALESCO foi ouvir quem realmente vive a escola no dia a dia. Afinal, 2026 é o ano da Mancha Verde? O desfile já deve ser pensado com a cabeça no Especial de 2027? Existe confiança em uma apresentação capaz de alcançar a nota máxima em todos os quesitos? As respostas vêm da comunidade e carregam mais do que opiniões: carregam fé, expectativa e o desejo de redenção.

Baiana da Mancha Verde, Mariana Rosa, de 56 anos, há três anos na agremiação, fala com a serenidade de quem vive a escola por dentro e entende o Carnaval para além das notas e dos troféus. Em um momento delicado da trajetória manchista, sua visão reflete equilíbrio, fé e consciência coletiva sobre o que realmente precisa ser construído para 2026.

Para Mariana, o principal objetivo da Mancha Verde deve ser mostrar sua verdadeira identidade na Avenida, com união, força e respeito à própria história. Na visão da baiana, o retorno ao Grupo Especial pode acontecer, mas precisa ser encarado como consequência de um trabalho bem feito.

Ela reconhece que o sonho do Grupo Especial faz parte da essência de qualquer escola, mas defende que o desfile de 2026 seja construído com os pés no chão, priorizando organização, verdade e entrega. Pensar no Carnaval de 2027, segundo ela, é algo natural, desde que o foco não se perca no processo.

Sobre a possibilidade de alcançar notas máximas, Mariana ressalta que o julgamento faz parte do Carnaval e que cada jurado tem seu próprio olhar. Ainda assim, acredita que um desfile digno, emocionante e conectado com a espiritualidade do enredo e com a comunidade tem grandes chances de ser bem compreendido na Avenida e, como consequência, bem avaliado.

Representando o futuro da Mancha Verde, o mestre-sala e a porta-bandeira mirins Yasmin Jesus, de 13 anos, e Daniel dos Santos, de 18, ambos com oito anos de agremiação, demonstram confiança, emoção e maturidade ao falar sobre o Carnaval de 2026.

Para eles, o próximo desfile carrega um significado especial. Há otimismo no retorno ao Grupo Especial, mas também a consciência de que o caminho passa, antes de tudo, por um Carnaval bem executado. A dupla acredita que 2026 tem tudo para ser um ano marcante, com um desfile grandioso, capaz de emocionar a Avenida e fortalecer ainda mais a identidade da escola.

Daniel destaca que a experiência no Grupo de Acesso será inédita em sua trajetória, o que torna o desafio ainda maior. Segundo ele, mais do que pensar imediatamente no futuro, o foco precisa estar em fazer um desfile consistente, com entrega e dedicação, para então sonhar com o retorno ao lugar que a escola acredita merecer.

Yasmin reforça a confiança no trabalho que vem sendo construído e vê o Carnaval de 2026 como um passo decisivo. Para ela, tudo indica que a Mancha Verde está no caminho certo, e pensar no Especial em 2027 é consequência natural de um desfile bem feito, alinhado com a força da comunidade e com a grandeza da escola.

Integrante da ala comunidade, Carlos Mouro, de 55 anos, há quatro anos na agremiação, vê o Carnaval de 2026 como um ponto de virada para a Mancha Verde. Carlos acredita que a agremiação chega fortalecida, com um projeto à altura do Grupo Especial e com uma comunidade ainda mais unida e determinada após os acontecimentos do último carnaval, especialmente o rebaixamento.

Segundo Carlos, a frustração do resultado anterior serviu como combustível para aumentar a garra. No entanto, ele ressalta a importância de manter os pés no chão, lembrando que o Grupo de Acesso I reúne agremiações qualificadas e que o caminho exige humildade e trabalho sério.

Na avaliação dele, o foco deve estar em fazer um desfile bem executado, consistente e verdadeiro, deixando que o resultado seja consequência do esforço coletivo. A expectativa é por uma apresentação marcante, capaz de emocionar o público e, se tudo for bem compreendido pelos jurados, alcançar as notas máximas nos quesitos.

Carlos também relembra que o desfile anterior teve dificuldades que acabaram impactando a avaliação, além de critérios que não foram totalmente compreendidos pela comunidade. Ainda assim, ele afirma que a escola segue confiante, trabalhando para corrigir falhas e entregar o melhor possível na Avenida em 2026.

Entre a frustração do resultado inesperado e a expectativa por um novo ciclo, a Mancha Verde segue unida, projetando o futuro com equilíbrio, serenidade e fé. As falas da comunidade revelam uma escola consciente de seus desafios, mas fortalecida pelo aprendizado, pelo amadurecimento coletivo e pela confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido de forma contínua.

O discurso é cauteloso, mas carregado de convicção, refletindo uma escola que aprendeu com a queda e entende a importância de respeitar cada etapa do processo. Para a comunidade, o acesso não é tratado como obrigação imediata, e sim como consequência natural de um desfile bem executado, verdadeiro e comprometido com seus valores. Pensar no futuro é legítimo, mas o foco está em fazer de 2026 um Carnaval digno, organizado e representativo.

Nesse contexto, o desfile ganha um significado que vai além da disputa por notas. Ele se torna a expressão de uma comunidade que acredita, que participa e que se reconhece na escola. Dos mais jovens aos mais experientes, o sentimento é de pertencimento e responsabilidade coletiva, reforçando que a Mancha Verde é feita, acima de tudo, por pessoas que não se afastaram nem mesmo nos momentos mais difíceis.

Portanto, o Carnaval de 2026 se apresenta como um momento de reafirmação da força comunitária da Mancha Verde. Independentemente do resultado final, a escola entra na Avenida sustentada pela fé, pela ancestralidade e pelo compromisso de quem vive a agremiação de forma intensa e verdadeira. É a partir dessas vozes, desses olhares e dessas vivências que a escola busca transformar aprendizado em reconstrução e seguir escrevendo sua história com dignidade e identidade.

Unidos de Padre Miguel promove ‘Samba da Presida’ com entrada gratuita e shows especiais

A Unidos de Padre Miguel realiza, no dia 20 de dezembro, a primeira edição do projeto “Samba da Presida”, iniciativa inédita na escola, idealizada pela presidente Lara Mara. O evento, que acontece na quadra da agremiação, marca também a comemoração do aniversário da dirigente e nasce com a proposta de se tornar mais uma opção de lazer para os amantes do samba e do pagode.

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Foto: Divulgação/UPM

A noite promete reunir sambistas, integrantes da comunidade, escolas coirmãs e convidados em um ambiente de celebração, música e união. A programação contará com shows de Bruna Almeida, Di Propósito e Remadiola, além da presença especial das escolas de samba Imperatriz Leopoldinense e Vila Isabel, fortalecendo o intercâmbio e a confraternização entre as agremiações. Os segmentos da Unidos de Padre Miguel, o Boi Vermelho, também estarão presentes, garantindo o clima de samba que é marca registrada da escola.

Com entrada gratuita, o evento é aberto ao público e deve atrair grande público à quadra da UPM.

“Mais do que uma comemoração de aniversário, o “Samba da Presida” surge como um novo projeto da escola, pensado para valorizar o samba, o pagode e ampliar as opções culturais e de entretenimento para a comunidade ao longo do ano” contou a presidente Lara .

A estreia do projeto integra a programação especial de fim de ano da Unidos de Padre Miguel e reforça o compromisso da agremiação em promover eventos acessíveis, fortalecendo os laços com sua comunidade e com o universo do samba.