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Porto da Pedra: samba-enredo para o Carnaval 2022

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Compositores: Obá Adriano Abiodun, Guga Martins, Passos Júnior, Abílio jr., Nando Tavares, Wagner Rodrigues, Clairton Fonseca, Leandro gaúcho e Ailson Picanço.
INTÉPRETE: Pitty de Menezes
Participação Especial: Wantuir

HOJE VAI TER FESTA NO ORUM
MATA VIRGEM DEIXA SERENAR
BRILHA UMA ESTRELA
ASSENTA O ORIXÁ
É O CAÇADOR SEU ELEDÁ

OKÊ ARÔ! OKÊ OKÊ ARÔ!
MENINA VAGUEIA AO SOM DO TAMBOR!
OKÊ ARÔ! OKÊ OKÊ ARÔ!
PISA NA AREIA E BATE O TAMBOR!

CHEFE DA CASA ESCOLHEU YAÔ (Ê KAÔ)
QUEM VESTE BRANCO ABENÇOA IYÁ (EPA BABÁ)
PROTEGE A SENHORA DO OURO
A LEI É O GRANDE TESOURO
SEIS PRA DEFENDER
SEIS PARA JULGAR

O SANTO DANÇA… CÉU RELAMPEJOU!
NÃO TEM DEMANDA! NÃO TEM CATIVEIRO
MEU FILHO, ANTES DE NOS DAREM COR
JÁ ESCUTAVA A VOZ DOS TERREIROS

TEM FITA VERMELHA E BRANCA
ALMA NA PONTA DA LANÇA
ENSINA NOSSAS CRIANÇAS: DESTINO É LUTAR
MEMÓRIAS O VENTO NÃO PODE LEVAR
ESCRITAS À LUZ DO LUAR
RODA YABÁ… É GINGA!
CANTA PRA FIRMAR… CURIMBA!

NO TOQUE DO AGUERÊ CHAMEI O POVO
AGOGÔ MI RO LESE, MÃE STELLA MOTUMBÁ!
FLECHA CERTEIRA DE ODÉ EU QUERO VER SEGURAR
CABEÇA FEITA QUANDO O TIGRE PASSAR

Estácio de Sá: samba-enredo para o Carnaval 2022

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Compositores: David Corrêa, Adilson Torres, Déo e Caruso.
INTÉPRETE: Serginho do Porto
Participação Especial: Dominguinhos do Estácio(in memoriam)

O céu rasgou
Na noite que reluzia
Um show de estrelas
Brilhou nos olhos
De um novo dia (poesia)
A poesia
Enfeitada de luar
Encantou o Estácio (ó paixão)
Paixão que arde sem parar

É Mengo, tengo
No meu quengo é só Flamengo
Uh! Tererê
Sou Flamengo até morrer!

Seis jovens remadores
Fundam o grupo de regatas
Campeão o seu destino (ô)
É ganhar em terra e mar
Fazendo sol
Pode queimar, pode chover
Vou ver Fla-Flu
Fla-Vas vou ver
Diamante Negro, Fio Maravilha
Domingos da Guia, Zizinho e Pavão
Gazela Negra
Corre o tempo no olhar
Será que você lembra
Como eu lembro o mundial
Que o Zico foi buscar
Só amor
Na alegria e na dor (ôô ôô)
Parabéns dessa galera
Campeão da nova era

Cobra coral
Papagaio vintém
Vestir rubro-negro
Não tem pra ninguém

União da Ilha: samba-enredo para o Carnaval 2022

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Compositores: Marquinhus do Banjo, Gugu das Cangongas, Almir da Ilha, Júnior Nova Geração, Rafinha da Ilha, Romeu, Rafael Mikaia e Marcio André Filho.
INTÉPRETE: Ito Melodia

MÃE PRETA DO BRASIL
ROGAI POR NÓS, APARECIDA!
TRAGO A ESPERANÇA NO OLHAR
EU QUE MAL SEI REZAR, NOSSA SENHORA!
DOBRO O JOELHO AOS SEUS PÉS
SANTA IMACULADA CONCEIÇÃO
O MILAGRE ACONTECEU
QUEBRAM-SE AS CORRENTES PELO CHÃO
OH! MINHA MÃE… RECEBI NOBRE MISSÃO DE AMOR
VOU SEGUINDO EM ROMARIA
LEVO O SEU NOME AONDE FOR

A VELA ACESA NO ALTAR, CLAREIA
BENDITO É O FRUTO MÃE, SEMEIA
DIVINA PROTEÇÃO A ILUMINAR
NADA É IMPOSSÍVEL QUE EU NÃO POSSA ALCANÇAR

A FÉ TRANSFORMA O MEU DESTINO
A PAZ VAI REINAR NOS CORAÇÕES
OH! PADROEIRA DE TANTOS BRASIS
MAIS TOLERÂNCIA NESSE MEU PAÍS
BANHEI SEU ROSÁRIO COM AXÉ
NA GIRA DE CANDOMBLÉ, COM OXUM NA CACHOEIRA
AGRADECER… POR VER NASCER O SOL DE UM NOVO DIA
SOU MAIS UM FILHO DE MARIA
ENTREGO MINHA ILHA EM SUAS MÃOS
E O POVO CANTA EM FORMA DE ORAÇÃO

NOSSA SENHORA APARECIDA
FAÇO DO SAMBA UM HINO DE AMOR
CUBRA VOSSOS FILHOS COM SEU MANTO
E ABENÇOE A ILHA DO GOVERNADOR

 

Inocentes de Belford Roxo: samba-enredo para o Carnaval 2022

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Compositores: Cláudio Russo, Tem Tem Jr., Júnior Fionda e Lequinho
Intérpretes: Tem-Tem Sampio, Luizinho Andanças e Leléu

Deu meia-noite no pátio do terço
O velho endereço de novos tambores
À meia-noite, vestido nas cores da grande nação
No baque virado, remanso das dores
Ecoam clamores por libertação
A escuridão…
Acorda o silêncio, acende a paz
É o vento de Oyá que evoca Egum
São meus ancestrais sob o axé de Olorum.

Ê Luanda, Luandê
O Ilê da minha raça
Sem corrente, nem mordaça
Que prenderam o passado
Ê Luanda, Luandê
Frente à igreja do Rosário
Não há culto proibido
Nem há Deus escravizado

Chama Dona Santa, o espelho de Badia
Pra ver Maracatu estremecer a sacristia

ORA IÊ IÊ, ORA IÊ IÊ
COMO É BONITO MINHA MÃE SEU ABEBE

O baque estanca no terço
O chão parece um altar
Clareia, Clareia…
É Loa de povo preto
É lua pra vadiar
Vadeia, deixa vadiar…
Onde a nossa voz é estandarte
Eu forjei a minha arte
Na justiça de Xangô
Fé reprimida, vidas perdidas
A noite infinda no axé Nagô

OYÁ IGBALÉ OYÁ
SOU EU A VOZ DOS INOCENTES
OYÁ EPARREI OYÁ
A ALMA PRETA SE FAZ PRESENTE

Cubango: samba-enredo para o Carnaval 2022

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Compositores: Cláudio Russo, Jr Fionda, Robson Ramos, Sardinha, Anderson Lemos, Rafael Duda, Alessandro Falcão e Rildo Seixas
Intérprete: Pixulé

Ô ô…
Sou a nobre nega mina
Lá da roça da Sabina
O quintal de salvador
Ô ô… Preta Flor!
Fiz da arte a cartilha
Pra vencer toda quizila
Um caminho de amor
Rezava o Rosário de Maria
Ouvia os tambores do Lugar
Seguia a minha fé em romaria
Na velha guia e no patuá
A Chica de Quelé, Exu deu direção
No ilê axé de São Sebastião
Janeiro começou já era dia seis
Rainha em dia de Reis

A Eparrei! Ela é oya, bela oya
Magé Bassã… Yalorixá
Sou filha de Oxóssi caçador
Odé odé oke arô

Bradei a voz da cor
Meus ancestrais foram pilares
Francisca… do clã nagô
Forjada em ventre de palmares
Mamãe chamou a luz de Orum vi clarear
E fiz morada no infinito de Oxalá
Ê baiana dos ventos e trovões
Que a força de Iansã leve amor aos corações
Batuqueiro toma frente na batalha
Desce a mão no couro pro senhor da palha

Na pedra fria, no pé do morro
Dizem que mora um velho lá

Sou Cubango de atotô, axé!
Chama viva da negrura…
Chica Xavier!

Sou Cubango de atotô, axé!
Chama viva da ternura…
Me chamo Chica Xavier

Império da Tijuca: samba-enredo para o Carnaval 2022

Compositores: Paulinho Bandolim, Guilherme Sá e Edgar Filho
Intérprete: Daniel Silva

Clamo a presença dos ancestrais
Arde a chama na candeia
Reluz os seus ideais
Livre, o samba faz escola
Manifesto no terreiro
Sou quilombola
Vou de pé no chão
Resgatar a pureza dos meus carnavais
O novo pavilhão
Foi Oxum quem bordou de dourado e lilás

Vem maracatu do caboclo lanceiro
Dança o caxambu, jongueiro
Saravá lundú, afoxé, capoeira
No rabo de arraia não leva rasteira

Puxa o partido pro mestre versar (Candeia!)
Firma na palma da mão a noite inteira
Risca no amoladinho, ioiô
Ô iaiá, vem mexer com as cadeiras (vem sambar)

Sou da arte negra sentinela
Um quilombo em cada favela
Contra toda forma de opressão
Sou a poesia sem mordaça
Tambores em dia de graça
Heróis e heroínas da abolição
Sou o canto forte de Palmares
A vibrar pela cidade
Um grito sufocado a resistir
Inspiro a verdadeira liberdade
Valeu, Zumbi

Quem leva a noite na cor
De verde e branco é rei
Mostra seu valor
No Império da Tijuca
Negritude é lei
(Negritude é lei, é lei)

Santa Cruz: samba-enredo para o Carnaval 2022

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Compositores: Samir Trindade, Júnior Fionda, Elson Ramires e Rildo Seixas
Intérprete: Roninho

Banzo ê… banzo ê, vai embora
Ê saudade grande feito monte santo
Santifica o filho, mais um rei do Congo
Meu retinto peito bate em ritmo de bombo
Tenho a força do axé, ginga de Catupé
Agbê, gonguê rufam caixas de lembrança
Em São Paulo da esperança
Cor da pele fez lição
Nego véio ensinou
A talhar a… vida
Na coragem e na luta
Dessa gente perseguida

Sonho meu!
De Erê, Ganga, Zumbi
Tantas páginas e livros
E miragens pela frente
Sonho meu!
Desde cedo aprendi
Que o verbo resistir
Se conjuga no presente

Vencer as feridas (açoite cultural)
Arenas da vida (senzala social)
E ser bem amado (a luta ao fim servil)
Persistir no Brasil
É sangue de Palmares
Nas veias emoção, nos palcos meus altares
Orixá da nação
Espelho a cintilar a arte
Um santo, a cruz da liberdade
A Santa Cruz é liberdade

Preto rei! Preto é rei
Nesse rio de Oxossi fiz o meu gongá
Preto rei! Preto é rei
Saravá Milton Gonçalves na coroa de Oxalá

Obá obá obára ôôô…
Obá obá obára ôôô…

Sossego: samba-enredo para o Carnaval 2022

Compositores: Diego Tavares (in memoriam), Marcelo Adnet, Junior Fionda, Marcelinho Santos, Thiago Martins, Yago Pontes, Diego Nogueira, Rod Torres, Deodônio Neto, Gabriel Machado e Paulo Beckham
Intérprete: Nino do Milênio

PAJÉ VOLTOU PARA CONTAR QUE O CÉU DESABOU
FUMAÇA TRAZIA SAGRADAS VISÕES
NA DANÇA ANCESTRAL ME REVELOU
DAS ERVAS EVOCOU OS GUARDIÕES

XAPIRI NOS PERDOE PELO QUE FIZEMOS DE URIHI
XAPIRI ENSINOU A CUIDAR E VAMOS DESTRUIR
A RAZÃO ANCESTRAL EVOCOU SUA VOZ
SÓ NÃO DEIXE O MUNDO CAIR SOBRE NÓS

OMAMA ESCONDEU NA FLORESTA
PEDAÇOS DO CÉU CONTRA OS OLHOS DA AMBIÇÃO
A GANÂNCIA SENTE FOME
E O MAL QUE NOS CONSOME MATA O HOMEM E O QUINHÃO

XAMÃ CURA A TERRA DA GUERRA DA GENTE
DOS MITOS QUE DEIXAM A TRIBO DOENTE
ENFIM DESCERÁ DE UMA ESTRELA UM ÍNDIO GUERREIRO
DE PELE VERMELHA CABOCLO FLECHEIRO

OKÊ OKÊ ARÔ… ODÉ ODÉ
A JUREMA QUE DESMATA TEM A CURA E O AXÉ
OKÊ OKÊ ARÔ… ODÉ ODÉ
“APESAR DE VOCÊ” EU AINDA MANTENHO A FÉ

EU NÃO LARGO DA BATALHA… SOSSEGO
NOSSA ALDEIA NUNCA FALHA… AUÊ AUÊ
SACUDINDO A POEIRA DAS CINZAS VOU RENASCER

Império Serrano: samba-enredo para o Carnaval 2022

Compositores: Diego Tavares (in memoriam), Marcelo Adnet, Junior Fionda, Marcelinho Santos, Thiago Martins, Yago Pontes, Diego Nogueira, Rod Torres, Deodônio Neto, Gabriel Machado e Paulo Beckham
Intérpretes: Nêgo e Igor Vianna

Firma ponto no juremá, pro corpo fechar
Patuá e Ladainha
Risca pemba no chão
Tem erva, farinha e facão
A vida é rinha!
Ginga de Angola ancestral
Falange, Ogã, berimbau
Besouro… Saravá… Serrinha!
Canta o justiceiro vingador
Que Mestre Alípio ensinou
O negro há de se orgulhar

Filho de faísca é fogo
Se entra no jogo é pra incendiar

Camará… Mangangá… Toque de Cavalaria
Camará… Mangangá… Não aceita tirania
Se quebrar pra São Caetano
O cativo azeda o mel
Negro feito na cabaça não se rende a coronel

No Tucum o fim da vida
Finda a vida nasce a luta
E o revide do pretume
Idalina força bruta
Amazonas valentia
Salve Manoel Pereira
Meia lua de caboclo rabo de arraia é pedreira
Não chore não meu mano
Que eu volto já
Contra toda intolerância sou Exu de Oxalá
Não chore não meu mano
Que eu volto já
Hoje o Rei da Resistência
Capoeira quer jogar

Bate marimba Camará
Camugerê Paticumbum
Sou eu Império
Da Patente de Ogum

Unidos de Bangu: samba-enredo para o Carnaval 2022

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Compositores: Dudu Senna, Richard Valença, Renan Diniz, Deodonio Neto, JotaPê, Marquinho BF, Denis Lanza, Kaoma Monteiro, Lepiane, Luizinho das Camisas e Carlitos Bahiano
Intérprete: Thiago Brito

Voltei… Botando banca na avenida
Matando a saudade
Jamais pensei…
Que essa utopia poderia ser realidade
De terno no jogo da sorte
Nos trilhos da história, a voz sem pudor
Um homem pra sempre lembrado por ser benfeitor
Doutor, na escola da vida, aluno exemplar
Lutei pro nosso bairro prosperar
E conquistar o que merece
Nesse sonho apostei
Na minha gente eu acredito
Fui aclamado rei, comigo vale o que está escrito

Rolou a bola em moça bonita, é show
A galera se agita, é gol! É gol de placa!
Sou banguense, pra sempre um caso de amor
Mascote no peito, vencedor

No velho palco da ilusão
Fui mais um súdito na corte da folia
Deixei meus passos nesse chão
Fiz brilhar mais forte a estrela-guia
E Cá Estou sem nunca esquecer a identidade
Vira Virou, revivendo a minha ‘Mocidade’
O samba me ‘liga’ ao passado
Legado de força imortal
Voltei! Eternizado no altar Carnaval

O meu palpite é forte, o mundo já sabe!
Respeite meu nome: Castor de Andrade!
Minha palavra é lei, nunca se esqueça
Vai dar Bangu na cabeça!