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Viviane Araujo exalta paixão pelo Salgueiro e fala sobre representatividade das rainhas: ‘Carnaval quem faz é o povo da comunidade’

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Na final de samba-enredo do Salgueiro a atriz e rainha de bateria Viviane Araujo emocionou o público com suas declarações sobre mais um ano à frente da “Furiosa”. Vivi é a rainha mais longeva do carnaval carioca no mesmo posto: são mais de 15 anos ininterruptos reinando à frente da bateria do Salgueiro. Perguntada sobre o sentimento de continuar no cargo, Viviane respondeu com emoção.

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Foto: Raphael Vidal/Salgueiro

“Mais um ano que eu estou aqui, mais um ano de muito amor e de muita realização. Mais um ano junto, isso me enche de orgulho ainda. Poder estar aqui nessa escola que eu amo, poder ver a minha escola hoje como ela está é importantíssimo para mim, é o que me basta, o que me deixa completamente realizada. Eu amo isso aqui, todo mundo sabe, eu estou nisso aqui há 30 anos, e isso aqui é a minha maior paixão. Estar aqui hoje, vendo a minha quadra desse jeito, é uma realização enorme para mim”, declarou Vivi, com os olhos brilhando.

Conhecida como a “rainha das rainhas”, a atriz comentou sobre o título recebido do público e da crítica. Ela acredita que o título seja mais devido à sua dedicação e representação no posto de rainha.

“Eu fico feliz de verdade pelo reconhecimento, pelo carinho de todo mundo. Porque sabem do meu comprometimento, do meu amor, da minha paixão pelo carnaval, pelo samba, pela minha escola, pelo que eu sou e pelo que eu represento. Acho que eu tenho esse título mais por isso. Não porque eu sou melhor, porque eu sou nada disso”.

Viviane também opinou sobre a presença crescente de mulheres brancas e famosas em postos de musas e rainhas de bateria, ocupando espaços que tradicionalmente eram de mulheres da comunidade.

“Hoje está tudo muito diferente mesmo, mas o carnaval quem faz é o povo da comunidade. A gente tem que exaltar sempre quem faz, quem está aqui, quem representa, quem dá o sangue e quem dá a alma pela escola, a gente tem que exaltar sempre. Mas eu acho também que o carnaval é muito aberto e agrega muitas pessoas, todo mundo, então a gente abraça todo mundo. E eu venho de uma época em que ter mulheres famosas, como a Luiza Brunet, Luma de Oliveira, a Galisteu e várias outras que vinham desfilando ou de destaque, era uma coisa que as pessoas gostavam, queriam ver. Eu acho que também isso não pode se perder, mas sem nunca deixar de exaltar quem é, de fato, daquela comunidade. É preciso saber direcionar, colocar todo mundo onde tem que estar, de fato”, afirmou Viviane.

Relembrando sua própria trajetória, Vivi destacou que não começou como celebridade, mas como uma menina humilde apaixonada pelo carnaval. A fama só veio depois, quando ela já era figurinha carimbada no carnaval.

“Eu vim realmente de um lugar que eu queria estar, eu queria estar ali, independentemente de onde fosse. Eu não queria o posto, eu queria estar. Eu vim de composição, eu vim de ala, eu vinha em qualquer lugar, porque eu queria estar ali”, contou a rainha.

Com seu carisma e longevidade, Viviane segue sendo um dos maiores símbolos do Salgueiro e do carnaval carioca, reafirmando, a cada ano, sua relação de amor e entrega com a bateria “Furiosa”.

Carreata solidária da Beija-Flor distribui 3.500 cestas de Natal em Nilópolis

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A Beija-Flor de Nilópolis realizou nesta segunda-feira, dia 22, sua tradicional ação solidária de Natal, com a distribuição de cerca de 3.500 cestas de alimentos para famílias de cinco comunidades do município. A entrega foi feita por meio de uma carreata solidária, com saída da quadra da escola a partir das 9h. A iniciativa teve início durante a pandemia da Covid-19, quando a suspensão das atividades festivas evidenciou a necessidade de apoio direto às comunidades. Desde então, a ação passou a integrar de forma permanente o calendário social da agremiação, sendo mantida e ampliada nos anos seguintes.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

O percurso da carreata passou pelas comunidades do Novo Horizonte, Nova Cidade, Az de Ouro, Chatuba e Morro da Mina. As cestas continham itens básicos de alimentação e produtos típicos do período natalino, como bacalhau e azeite. A distribuição foi organizada com filas, controle por senhas e acompanhamento das equipes da escola, garantindo uma entrega segura e ordenada.

A ação foi acompanhada por Almir Reis, presidente da Beija-Flor de Nilópolis, Gabriel David, presidente da LIESA, e por Caio David, presidente do Instituto Beija-Flor, além de membros da diretoria e componentes da escola.

Segundo o presidente da Beija-Flor, Almir Reis, o trabalho reforça o compromisso histórico da escola com a população de Nilópolis. “A Beija-Flor é feita de gente e para gente, e cuidar das famílias de Nilópolis faz parte da nossa história e da nossa responsabilidade social”, afirmou.

A ação de Natal reafirma o papel da Beija-Flor como instituição cultural e social do município, ampliando sua atuação para além da Avenida e fortalecendo os laços com as comunidades que constroem a história da escola ao longo do ano.

Bisneta de Tia Ciata visita barracão da Vila Isabel e tira medidas para fantasia do Carnaval 2026

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A Unidos de Vila Isabel recebeu, na última quinta-feira, em seu barracão, Gracy Mary Moreira, bisneta de Tia Ciata, uma das maiores referências da história do samba e da cultura afro-brasileira. A visita marcou o início do processo de confecção da fantasia que Gracy irá utilizar no desfile do Carnaval 2026, quando a escola levará para a Avenida um enredo em homenagem a Heitor dos Prazeres.

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

Convidada pela agremiação para representar a família de Tia Ciata no desfile, Gracy participou da tomada de medidas e conheceu de perto o desenvolvimento do carnaval da Vila Isabel. A presença simboliza o reconhecimento da importância de Tia Ciata na formação cultural e musical do Rio de Janeiro, além de sua relação direta com Heitor dos Prazeres, um dos grandes nomes retratados no enredo.

Tia Ciata foi uma figura central na consolidação do samba urbano carioca. Em sua casa, na região da Pequena África, reuniam-se sambistas, músicos e intelectuais, criando um ambiente de resistência cultural e efervescência artística. Foi nesse espaço que Heitor dos Prazeres encontrou inspiração, acolhimento e influência, absorvendo elementos que marcariam profundamente sua obra musical e artística.

Emocionada com o convite, Gracy Mary Moreira destacou a importância do momento. “Não vejo a hora de estar na avenida junto com eles, cantando o samba e trazendo essa memória ancestral que tanto nos motiva, principalmente aqui na Pequena África. Acho que ninguém consegue imaginar a emoção que senti com o convite — não dá para descrever. É um momento ímpar, de muita emoção e profundo agradecimento aos ancestrais por estar aqui, vivenciando tudo isso. Poder desfilar com a Vila Isabel, com esse enredo maravilhoso e essa passagem tão especial que fala sobre a Tia Ciata, é algo único”, afirmou.

Sob o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, assinado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinícius Natal, a Vila Isabel vai exaltar a ancestralidade africana, os fundamentos do samba e a trajetória de Heitor dos Prazeres, ícone da cultura popular brasileira.

Mocidade encerra o ano com ensaio forte e evidencia amadurecimento para o Carnaval 2026

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Por Ana Júlia Agra e Carolina Freitas

A Mocidade Independente de Padre Miguel transformou a Avenida Ary Franco, em Bangu, em um grande corredor de pulsação verde e branca na noite deste sábado. A comunidade compareceu em peso para prestigiar o último ensaio de rua do ano, que, por conta disso, prometia ser o maior da leva já realizada até então, com altas expectativas. A escola mostrou que o processo de amadurecimento para o Carnaval 2026 vem dando certo até aqui. Afinal, os componentes estavam vibrantes e bem organizados, claramente já sabendo onde se posicionar e o que fazer, facilitando a organização para o pontapé inicial do desfile. Ficou claro, assim, que a Estrela Guia vem apostando mais na ação coletiva do que em arranjos individuais, embora tenha ficado evidente que o segundo também merece atenção. O treino serviu como termômetro diante de um público atento e da presença do presidente da Liesa, Gabriel David, que acompanhou de perto a passagem da escola.

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Fotos: Ana Júlia Agra e Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“É um privilégio e uma honra estar aqui. É muito bonito ver a evolução desse ensaio de rua e a troca com o público, não só da comunidade, mas de todos os torcedores presentes aqui. Quero agradecer o carinho e desejar um grande ensaio e um grande carnaval para a família Mocidade”, disse ele, entusiasmado, em seu discurso de abertura do ensaio.

COMISSÃO DE FRENTE

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A comissão de frente veio de forma enigmática, vestindo apenas capas pretas por cima das tradicionais camisetas da escola. A escolha, que poderia frustrar os mais curiosos, serviu para instigar. O pano funcionou como elemento central da coreografia, extensão do corpo e ferramenta narrativa. A apresentação foi bem executada, com movimentos limpos e dançarinos em plena sintonia. A proposta atual parece apostar na precisão e na leitura clara dos gestos, sinalizando uma coreografia menos rebuscada, porém bem ensaiada, com claras referências às letras das músicas de Rita Lee e à própria malemolência da cantora ao gesticular no palco.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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O primeiro casal, Diogo e Bruna, mostrou segurança e entrosamento desde os primeiros giros. É clara a experiência deles no cargo. Ambos entraram nos momentos certos ao longo do percurso e, principalmente, na apresentação para a simulação de cabine dos jurados, com passos firmes e domínio do espaço, ela conduzindo o pavilhão com garra. Bruna, em especial, teve papel ativo na comunicação com o público, levantando a galera com gritos que ecoavam pela avenida e devolviam energia ao casal. O resultado foi uma dança vibrante, marcada pela firmeza dos movimentos e pela confiança na execução. Um dos pontos altos da noite, sem dúvida.

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HARMONIA

A Mocidade apresentou um ensaio com chão potente. É notável que a agremiação tem uma comunidade forte, formada, em sua maioria, por moradores apaixonados de diversos cantos da Zona Oeste, que proporcionou alas cheias de componentes empolgados, refletindo a boa aceitação do samba pelo público, que estava com ele na ponta da língua. Era possível ouvir pessoas na plateia bradando frases de deslumbre como “caramba, que legal”, “que incrível”, “que lindo”, ao ver os componentes passando enquanto cantavam junto. Ainda assim, apesar da empolgação, o canto geral oscilou em alguns momentos, com alas cantando mais forte do que outras. O conjunto geral mostrou envolvimento e resposta positiva aos comandos do carro de som.

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À frente da ala musical estava o intérprete Igor Vianna, que conduziu o ensaio e o público com consistência, firmeza e leitura clara do andamento da escola, segurando o ritmo mesmo nos momentos de variação do canto. Sobre o trabalho desenvolvido até aqui, Igor avaliou o momento como extremamente positivo.

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“O saldo até o momento tem sido muito positivo. A comunidade abraçou o samba de um jeito magnífico. A gente postou o vídeo do último ensaio, com a comunidade em peso, cantando”, destacou. O intérprete também elogiou a escolha da diretoria pela mudança do local do ensaio. “Na minha opinião, a vinda aqui para a Ary Franco foi um acerto da diretoria da escola. Pela metragem da rua, tudo direitinho, que se equipara à Sapucaí. Eu acho que, de largura, é até um pouquinho maior”, explicou, ressaltando a possibilidade de distribuir melhor as alas. Igor ainda enfatizou o crescimento do samba dentro e fora de Padre Miguel.

“O samba cada vez mais cresce, não só com a comunidade de Padre Miguel, mas com a comunidade do mundo do samba. O povo aderiu ao samba de uma forma muito forte, e isso passa para a gente uma felicidade tremenda”, afirmou.

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Questionado sobre a parceria com a bateria da escola, liderada por mestre Dudu, o cantor foi direto: “Pode esperar o melhor. Minha relação com o Dudu não é de Mocidade, é de vida. A gente se conhece desde moleque. Tem eu, o Dudu e a peça-chave, que é o meu diretor musical, André Félix, que faz a gente se entender da melhor forma. Podem esperar um trabalho feito com muito carinho, com muito amor, pela Mocidade e para o povo de Padre Miguel”.

EVOLUÇÃO

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A escola passou sem buracos e dentro do tempo estimado. No entanto, assim como no canto, a empolgação variou entre os setores. Em alguns momentos, a diferença de ritmo entre alas provocou pequenos embolamentos, que eram contornados constantemente pelos diretores, sempre muito atentos. Existe tempo para acertar essa organização dos componentes. Nada grave para o momento, mas que exige ajustes para garantir fluidez total na avenida.

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OUTROS DESTAQUES

A bateria “Não existe mais quente” estava muito sincronizada. Sustentou o ensaio com pulsação firme, tendo à frente uma rainha que esbanjou carisma. Além de sambar, Fabíola de Andrade interagiu bastante com o público durante todo o percurso, aproximando e integrando a comunidade ao espetáculo, que, por sua vez, mostrou novamente seu protagonismo, ocupando Bangu com orgulho e pertencimento.

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No comando do segmento, mstre Dudu avaliou o treino como um fechamento positivo do ano para a Mocidade.

“O último ensaio do ano, resultado 100%, graças a Deus. É um trabalho de longo tempo, desde junho, começando a ensaiar a retomada de bossas. E, depois que foi escolhido o nosso hino, já começamos a desenhar e trabalhar o samba. Ainda falta um pouco de tempo para o carnaval, mas bastante tempo para ensaiar. A gente tem certeza de que o trabalho que vai ser entregue daqui para frente só vai estar mais fortalecido”, afirmou, demonstrando total confiança no desenvolvimento do conjunto.

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Dudu também destacou a parceria com o intérprete Igor Vianna, reforçando o clima amistoso entre os setores. “Trabalhar com o Igor Vianna, para mim, é um tipo de orgulho. É um cara que é de casa, formado em Padre Miguel, filho do saudoso Ney Vianna. Está tudo em casa. Padre Miguel é isso aí. É escola de carinho, escola de irmandade”, disse.

A presença de Gabriel David, presidente da Liesa, deu um peso institucional ao ensaio e reforçou a atenção que a Mocidade desperta nesta temporada. O ensaio da Ary Franco foi mais uma etapa de construção. A Mocidade deixou claro que está lapidando detalhes, ajustando engrenagens e buscando uniformidade.

Duas potências, um só terreiro: Canto, ritmo e sambas da Beija-Flor e Viradouro brilham no Encontro de Quilombos

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Por Alberto João, Marielli Patrocínio e Matheus Morais

Uma noite histórica na Estrada da Mirandela, em Nilópolis, com o “Encontro de Quilombos” mais inesquecível de todos os já realizados pela Beija-Flor, a atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Jogando em casa, a líder geral do ranking desde a fundação da Liesa, a Azul e Branco nilopolitana recebeu a Viradouro, primeira colocada do atual ranking da Liga, levando em consideração os últimos cinco carnavais. Foi um show de quesitos e força de duas potências reunidas em um dos principais terreiros de escola de samba.

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Diretor-executivo da Viradouro, Marcelinho Calil conversou com o CARNAVALESCO e falou da oportunidade de pisar em solo nilopolitano.

“É espetacular. Uma alegria imensa estar aqui. Recebemos esse convite com muita honra, muito carinho. A Beija-Flor é uma escola multicampeã e que não só faz um trabalho competitivo forte há bastante tempo, como também institucional. Uma escola que tem na figura de seu Anísio uma referência muito grande, um pilar social e cultural. Assim como a Viradouro leva o nome de Niterói, a cidade de Nilópolis também é guiada e levada pela Beija-Flor. Nossos ensaios de rua foram excelentes. Agora, na virada do ano, é aquele ajuste final. O Carnaval é no início de fevereiro, um pouco mais curto esse período do que o último ciclo. A escola está 80% pronta. Nesta reta final de janeiro e fevereiro, vamos acertar o que falta para, sem dúvida alguma, buscar esse campeonato. É o que a escola está pensando. Agora, depende também da gente realizar esse trabalho bem feito para entrar nessa briga também”, disse.

O presidente da Beija-Flor, Almir Reis, também citou a importância de receber a Viradouro em casa.

“Isso aqui é verdadeiro. É prova do quanto a gente se respeita, do quanto a gente é unido. Para você ver, eles são lá de Niterói. Para vir para cá, em peso, isso não tem preço, não só para a gente, mas para a nossa cultura, para o carnaval. Isso é um exemplo de união. Hoje estamos aqui para fazermos um teste do que nós treinamos dentro da quadra.”

Dois sambas magníficos

Na pista, foi possível definir que as duas escolas possuem grandes sambas-enredo para o Carnaval 2026. A atual campeã do Grupo Especial, em seu primeiro treino de rua para o desfile do ano que vem, teve a participação espetacular da dupla de cantores Nino e Jéssica. A comunidade passou o famoso rolo compressor no canto e na evolução. Palmas para o diretor de carnaval, Marquinho Marino, que deu desenvoltura para os componentes evoluírem na Avenida. O samba-enredo da Beija-Flor é, sem dúvida, um dos melhores do ano.

“Balanço muito bom do primeiro ensaio. A gente fez muitos, buscando técnica na quadra, que é um ambiente controlado. A vantagem de fazer o ensaio na quadra é rodar, evoluir. E, assim, tanto eu quanto a equipe de harmonia entendemos que temos uma joia na mão. A gente tinha condições de parar, consertar, conversar, explicar, um trabalho bem técnico mesmo. Buscamos trabalhar muito aquilo que vai ser cobrado no desfile, principalmente a Evolução, que terá os subquesitos. O rendimento do samba foi maravilhoso. O que eu sempre penso é que esse trabalho técnico tem que ser gradativo e evolutivo. Eu não gosto de chegar no ápice muito antes do desfile. Acho que a gente vai introduzindo alguns trabalhos técnicos ao longo dos ensaios. O nosso planejamento de introdução técnica está no tempo certo”, explicou Marino.

Do lado de Niterói, a Viradouro possui uma das obras mais bonitas do ano. A homenagem ao mestre Ciça toca os corações dos sambistas. Wander “A Voz” Pires teve mais uma atuação magnífica. A Vermelho e Branco do Barreto, sempre impecável na harmonia e na evolução, pisou muito forte em Nilópolis. Canto potente da comunidade. Enfrentaram uma longa caminhada e mostraram, no solo sagrado de Nilópolis, a força que possui o povo de Niterói.

“Estou feliz com o resultado. Tem coisa para fazer, não falo que é o bastante. Nós estamos a 45 dias do desfile. Temos um planejamento, nossos ajustes, ensaios setorizados. Muito feliz com a nossa comunidade. As pessoas que vão aos nossos ensaios estão vendo a emoção com que estamos cantando e evoluindo. A qualidade melódica do samba leva as pessoas a cantarem com algo mais. A gente está muito contente em relação a isso. Sempre tem algo para melhorar a partir de janeiro. Tem um trabalho mais voltado para as fantasias, baseado no elemento artístico que a gente vai compor. Essa lapidação das alas que trabalham muito mais com a questão coreográfica e com o adereço de mão”, revelou o diretor de carnaval da Viradouro, Alex Fab.

Casais impecáveis

Claudinho e Selminha, patrimônios do carnaval, exibiram toda a elegância do principal casal de mestre-sala e porta-bandeira do carnaval. Ela, em plena forma, com muita graciosidade e vigor na medida certa. Ele, perfeito cortejador, torna o cenário perfeito para o bailado de sua parceira.

“Com esse enredo do Bembé, com um ano tão especial para mim e para o Claudinho, completando 30 anos pela nossa Beija-Flor, está um axé inexplicável de tão maravilhoso. É, como o nosso presidente Almir nos condiciona, fazer o melhor sempre, sabendo que vamos fazer um grande desfile, mas com toda a humildade do mundo e respeitando todas as coirmãs. A gente vai levar para a Sapucaí uma manifestação popular, cultural e religiosa tão importante, o maior candomblé de rua a céu aberto do mundo. É uma missão. Será um desfile inesquecível, emocionante, vibrante, vai virar macumba na Sapucaí. Acho que até quem não gosta da Beija-Flor vai entrar também no clima, porque é a nossa manifestação religiosa, e nós vamos gritar para que não exista mais intolerância religiosa. É muito legal ver os nossos pares, como o mestre Ciça, recebendo protagonismo no samba, que é popular, que é nosso, que é do nosso povo. A Viradouro está de parabéns também, tem um grande enredo e vai ser lindo”, comentou Selminha.

“Acho que aqui é um esquenta para a Sapucaí, porque é um Encontro de Quilombos, onde a Beija-Flor recebe várias coirmãs. O samba não tem essa rivalidade. Ficamos muito felizes em ver vários amigos fazendo um ensaio dessa proporção. Quem ganha com isso é o samba”, completou Claudinho.

Julinho e Rute, craques do quesito, formam hoje uma das duplas mais talentosas entre os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Ele, sem dúvida, está na lista dos melhores da história. Ela, na mesma sinergia, é exemplo de dança, aliando técnica e gana, fórmula mais do que perfeita do sucesso.

“O balanço é bastante positivo. Está acontecendo tudo mais ou menos dentro do que a gente planejou para esse período do ano. A gente está trabalhando muito. É uma honra estar aqui com o Claudinho e a Selminha. Esse público aqui merece muito. São componentes que vestem demais a camisa e carregam a escola no coração. Foi um dia muito emocionante”, afirmou Julinho.

“Foi um ano diferente. Eu comparo muito com todos os períodos passados. Percebo que a gente está mais evoluído do que no ano passado, mas isso não quer dizer que a gente deve parar de trabalhar, pelo contrário. Não existe perfeição, mas a gente corre para tentar chegar pertinho dela. Já terminamos a nossa coreografia oficial, agora estamos na fase de limpeza. Pode ser que alguma coisa ainda mude. A gente vai ensaiar ainda na semana de Natal e na semana de Ano Novo, porque o Carnaval é no início de fevereiro e janeiro corre. Estar aqui em Nilópolis é ótimo. Selminha é a minha madrinha de porta-bandeira. Eu tenho muito carinho pela Beija-Flor. Amo o Gabriel (David). Acho que estar aqui também é fazer um agradecimento a ele por tudo o que ele faz pelos casais, por todo o respeito que ele tem conosco”, completou Rute.

Ritmo forte das duas baterias

Impressionantes os trabalhos realizados pelas baterias “Soberana”, da Beija-Flor, e “Furacão Vermelho e Branco”, da Viradouro. Excelências no ritmo. Os mestres Rodney e Plínio, na segurança com tempero, e o mestre Ciça, que é enredo, além de comandante da bateria, com muita ousadia nas paradinhas. As performances favorecem, e muito, o canto das duas comunidades.

“Isso aqui é maravilhoso, eu nunca tinha vindo aqui. É uma união entre as escolas de samba. Achei muito legal o clima, o ambiente aqui da Beija-Flor. Espero que no ano que vem também possa estar aqui de novo. Muito legal. Sem competição, cada um faz o seu trabalho. Estamos trabalhando, acertando as arestas ainda, muita coisa vai vir aí”, garantiu Ciça.

“Eu sou suspeito de falar. Mais uma vez, a minha bateria é muito coesa, muito bem preparada, e os ritmistas levam a sério. O ensaio, para a gente, é desfile. Foram muito bem mais uma vez. Missão cumprida e bem cumprida”, assegurou o mestre Rodney.

Espetáculo! Arrancadas da Viradouro e da Beija-Flor no Encontro de Quilombos

Comissão de frente

Entre os pontos que chamaram a atenção no Encontro de Quilombos, a comissão de frente da Viradouro, dos coreógrafos Rodrigo Negri e Priscilla Mota, apresentou uma proposta totalmente alinhada ao enredo. A coreografia evocou a trajetória do mestre Ciça, que iniciou sua caminhada no carnaval como passista, apostando em movimentos diretos e na valorização do samba individual de cada bailarino. O conjunto demonstrou forte entrosamento e leitura clara da proposta. A escola de Niterói ainda destacou-se pelas alas coreografadas ao longo do ensaio, com atenção especial para a ala do tamborzinho, que despertou grande reação do público.

Pela Beija-Flor, a comissão de frente, dos coreógrafos Saulo Finelon e Jorge Teixeira, teve desempenho muito consistente, especialmente nas três primeiras cabines, com movimentos bem sincronizados e uma coreografia fortemente inspirada em gestualidades afro, dialogando diretamente com a temática do enredo. A figura feminina apareceu como elemento central da proposta coreográfica, conduzindo a narrativa apresentada, mesmo sem recorrer a movimentos mais bruscos ou de grande impacto. Ao longo do ensaio, a escola também apresentou diversas alas coreografadas, integradas de forma orgânica ao andamento da bateria e da comunidade, sem interferir no ritmo forte e contínuo da apresentação.

Espetáculo! Arrancadas da Viradouro e da Beija-Flor no Encontro de Quilombos

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Com a presença de Iza, Instituto Imperatriz Leopoldinense realiza ação de Natal para crianças do Complexo do Alemão e Zona da Leopoldina

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O sábado foi de festa na quadra da Imperatriz Leopoldinense, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio. Com a aproximação do Natal, a verde, branco e dourado, por meio de seu instituto, realizou mais um ano de ação solidária às crianças do Complexo do Alemão e toda região. Com direito à recreação, brincadeiras, pipoca e algodão doce, o “Natal Leopoldinense”, realizado há mais de 5 anos pela presidente da Imperatriz, Catia Drumond, e por João Drumond, vice-presidente da escola e presidente do Instituto, promoveu também às crianças de sua comunidade a tão esperada chegada do Papai Noel, além da distribuição de mais de 3 mil brinquedos.

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Fotos: Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

“A chegada do bom velhinho é sempre um momento muito esperado por todas as crianças que frequentam a Imperatriz. E promover mais essa ação e ver cada sorriso na entrega dos brinquedos é muito gratificante. Esse é o maior presente que a gente recebe: fazer a diferença na vida de cada um dessa comunidade”, afirmou João Drumond.

A ação ainda contou com a participação especial de Rene Silva, idealizador do ‘Voz das Comunidades’, e também da cantora Iza, Rainha de Bateria da escola, que celebrou o tradicional evento.

“Foi uma tarde muito linda, com a quadra florida de crianças e suas famílias, e eu me sinto muito lisonjeada por fazer parte desse momento e da família Imperatriz. Um feliz Natal com muito amor e um próspero ano novo a todos”, disse Iza.

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Fundado neste ano e com previsão de inauguração de uma sede própria em janeiro de 2026, ampliando o atendimento aos moradores da Zona da Leopoldina para 5 mil pessoas, o Instituto Imperatriz Leopoldinense é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como finalidade única promover cidadania, empatia, oportunidade e amor ao próximo.

Opinião! Falta previsibilidade para o carnaval, sobra discurso de Paes e Castro: subvenção atrasada é política cultural falida

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Dia 20 de dezembro e o cenário é, mais uma vez, revoltante. Nenhum centavo pago, nenhuma parcela depositada e nada de previsibilidade. O poder público, que tanto gosta de posar de amante do carnaval, abandona as escolas de samba do Rio de Janeiro justamente quando elas mais precisam. É um ABSURDO e precisa ser dito com todas as letras.

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O discurso é bonito, as fotos são fartas, os sorrisos aparecem em janeiro e fevereiro. Mas, na prática, o carnaval segue sendo tratado com descaso. Prefeitura do Rio e Governo do Estado ainda não efetuaram o pagamento de nenhuma parcela da subvenção para as escolas do Grupo Especial e das Séries Ouro, Prata e Bronze. Estamos no fim de dezembro, com barracões funcionando no limite, trabalhadores sem saber se vão receber, ter o direito de ceiar no Natal e os dirigentes tendo que fazer malabarismo para manter os trabalhos minimamente de pé.

O prefeito Eduardo Paes, conhecido como “prefeito do carnaval”, alguém que conhece como poucos o dia a dia das escolas de samba, demora inexplicavelmente a liberar um apoio que é fundamental para os desfiles. Não se trata de luxo, mas de cadeias produtivas inteiras, de gente que vive do carnaval, famílias que dependem desse trabalho para sobreviver.

A pergunta que não quer calar é simples: vai chegar janeiro, fevereiro, o prefeito vai visitar barracões, tocar com baterias, colocar chapéu de malandro, desfilar simpatia… e fica tudo bem? Os sambistas não podem aceitar isso como normal. Onde está a previsibilidade? Pagar a primeira parcela da subvenção entre os dias 10 e 15 de janeiro é ser “prefeito do carnaval”? Isso beira o impossível. Não há como disputar título, nem mesmo realizar um desfile digno, sem patronos, sem empresários, sem apoio de prefeituras locais. Para a maioria das escolas, a subvenção, principalmente dos Grupos de Acesso, é questão de sobrevivência, não de competitividade.

Enquanto isso, exemplos existem. Niterói e Maricá mostram que é possível fazer diferente. Lá, o poder público acredita, investe, incentiva e planeja. Não aparece só para usufruir do holofote. As escolas são tratadas como patrimônio cultural vivo, não como cenário descartável.

E o governador Cláudio Castro? O Estado, em sua gestão, apoia as escolas de samba, é verdade. Mas, assim como na Prefeitura do Rio, até agora não há sinal do apoio financeiro. O silêncio dói. É triste ver a principal manifestação cultural do nosso estado ser tratada com tamanho abandono, mesmo por governos que dizem compreender sua importância.

No âmbito federal, o cenário também é nebuloso. O governo voltou a dialogar, há sinalização de apoio, mas a realidade é que nenhum valor foi pago até agora, e tudo indica que os recursos só devem chegar no fim de janeiro ou até em fevereiro. Para quem precisa comprar material agora, isso é quase inútil. Os preços já estão nas alturas, o atraso compromete a produção dos desfiles e o sufoco financeiro recai, mais uma vez, sobre quem está na ponta.

O Ministério Público, tão atento à fiscalização das subvenções, poderia ir além. Poderia ajudar os trabalhadores das escolas de samba exigindo previsibilidade de pagamento, com um cronograma claro, começando, por exemplo, em julho, um sonho antigo e absolutamente razoável das agremiações. Os Tribunais de Contas, tanto do Estado quanto do Município, também podem e devem atuar para garantir organização, transparência e respeito.

O que não pode mais acontecer é chegarmos a dezembro sem nenhum centavo de subvenção, em governos que dizem “gostar” das escolas de samba. Se é assim com quem gosta, imagine se não gostasse. Comprar material nesse momento é quase impossível, a produção atrasa, e quem sobrevive financeiramente do carnaval é jogado em um abismo de incertezas.

As ligas ainda conseguem, por outros caminhos, levantar algum recurso. Se não fosse isso, a crise já seria gigantesca. Mas não é aceitável que o carnaval do Rio viva eternamente de pires na mão, dependendo de favores, improvisos e promessas vazias.

O carnaval não pode ser apenas usufruído em fevereiro. Ele precisa ser respeitado o ano inteiro. E respeito, nesse caso, se chama planejamento, previsibilidade e pagamento em dia. Tudo o resto é discurso.

União de Maricá realiza evento no Baródromo com Império Serrano e União da Ilha neste domingo

Para encerrar o ano de 2025 em clima de celebração, a União de Maricá promove neste domingo a primeira edição do evento “Maricá faz a festa”. Com entrada franca, a partir das 16h, o encontro acontece no Baródromo, no bairro do Maracanã, e contará com a participação dos segmentos da escola, além de apresentações do Império Serrano, da União da Ilha do Governador e do Grupo Samba Enredo de Raiz.

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Foto: Divulgação/União de Maricá

A proposta do evento é fortalecer a integração entre agremiações da Série Ouro e ampliar a presença da União de Maricá junto ao público sambista do Rio de Janeiro. O Baródromo, consolidado como um dos principais pontos de encontro do samba carioca, foi escolhido estrategicamente para sediar a iniciativa.

Além de celebrar o encerramento do ano, o evento reforça o espírito de união entre as escolas. União de Maricá, Império Serrano e União da Ilha do Governador levarão seus sambas ao público em uma tarde que promete ser marcada por alegria e confraternização. O presidente Matheus Santos destacou a importância desse encontro:

“Quando pensamos em fazer esse evento no Baródromo, entendemos que é também uma forma de criar um laço entre Maricá e o povo sambista do Rio. E nada melhor do que encerrar o ano com uma grande festa, ainda mais ao lado de duas grandes escolas. Será uma honra dividir esse espaço com o Império e a União da Ilha”, afirmou.

Serviço:
Maricá faz a festa com Império Serrano e União da Ilha
Data: 21 de dezembro (domingo)
Horário: a partir das 16h
Local: Baródromo
Endereço: Rua Dona Zulmira, 40, Maracanã – Rio de Janeiro
Atrações: União de Maricá, Império Serrano, União da Ilha do Governador e Grupo SER
Evento gratuito

Salgueiro recebe Mocidade neste sábado

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A temporada de grandes encontros segue com tudo e o próximo ‘Salgueiro Convida’ já está no forno. Neste sábado, a energia vem diretamente de Padre Miguel. A Mocidade chega no Torrão com todo balanço, irreverência e promete estremecer a Silva Teles com grandes sambas.

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As portas do Torrão abrem as 20h30 com um pagodinho e logo depois a Academia do Samba sobe ao palco com um show completo de seus segmentos. Em seguida, a Mocidade promete um show inesquecível com seus maiores sucessos.

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Foto: Divulgação/Salgueiro