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Sede de vitória! Império da Tijuca fecha segunda noite de ensaios da Série Ouro de olho no campeonato

Impulsionada pelo samba e pela bateria, a comunidade do Morro da Formiga mostrou que está disposta a brigar pelo título da Série Ouro, após o ensaio técnico realizado na noite de sábado no Sambódromo. Os componentes cantaram do início ao fim com bastante vigor e presentearam o público com uma exibição marcada pela alegria, organização e emoção. Outro destaque ficou por conta da comissão de frente, do coreógrafo Lucas Maciel, com uma bela roupa, os integrantes se apresentaram com bastante sincronia, força e energia, do jeito que o enredo da escola propõe. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Antes do início do desfile, uma bonita homenagem tomou conta do esquenta da escola, ao lado do intérprete oficial da agremiação, Daniel Silva, o grupo musical Matriarcas do Samba cantou duas músicas do cantor e compositor Candeia. A escola passou com equilíbrio em um ensaio com pouco mais de uma hora de duração, contando a partir da arrancada do samba para 2022.

“A gente sofre um pouco com a questão da falta de quadra. Mas, somos uma escola forte, que mostrou que veio com garra, nós fizemos um ensaio bom, compacto e algumas coisas ou outras devem ser acertadas, pois ninguém é perfeito, mas a escola veio muito bem e deixou um pouco do gostinho do que nós vamos mostrar no dia 21. A escola mostra que tem o povo preto no sangue”, disse Luan Teles, da direção da verde e branco.

Harmonia

Desde o primeiro até o quarto setor, todas as alas cantaram o “samba de quilombo” a plenos pulmões. Destaque para a ala 1 – Bolha Imperiana – e também para a ala 13, que é coreografada e representava o “Samba de Caboclo”. A ala das baianas veio na abertura da escola com uma roupa predominantemente branca com detalhes em verde, as matriarcas evoluíram com graça e cantaram bem o samba, com destaque para os refrões. A ala dos passistas esbanjou samba no pé, vestidos com uma roupa dourada, eles evoluíram e cantaram com bastante firmeza durante todo o ensaio. O destaque negativo fica para poucos integrantes em algumas alas do final da escola que não estavam em sintonia com o restante dos componentes.

“Eu estou feliz, depois de dois anos poder passar no templo do samba, estar aqui nessa passarela mesmo não estando lotado a gente sente a energia dos nossos ancestrais. A comunidade está de parabéns, o samba é maravilhoso, a galera está com vontade de vir aqui, saudades demais, quero agradecer a toda direção da escola, aos integrantes do carro de som, durante esse tempo foi difícil ensaiar, mesmo assim trocamos várias ideias pra gente não perder o meio da coisa. Só gratidão e felicidade, estou parecendo que foi desfile oficial, estou em êxtase, estar aqui é a coisa mais maravilhosa do mundo. Com todo respeito as outras escolas, mas o Império da Tijuca está com vontade de vencer e vai fazer um desfile maravilhoso assim como foi visto hoje nesse ensaio”, garantiu o intérprete.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Mestre-sala e porta-bandeira

O bailado de Renan Oliveira e Laís Ramos, primeiro casal da escola, mostrou vigor e leveza ao mesmo tempo. Na coreografia em frente aos módulos de julgamento, o cortejo do mestre-sala com a sua porta-bandeira se fez presente durante todo o tempo. A dança, que mistura passos com influência africana, ajudou na concepção da apresentação. Olho no olho, ausência de falhas e rodopios certeiros coroaram a passagem do casal pela Sapucaí. Eles estavam vestidos de branco. Ele em um lindo terno branco, com sapatos em dourado, e ela com um belíssimo vestido branco com detalhes em dourado e um turbante na cabeça. Durante todo o bailado foi possível ver Renan riscar a avenida em uma sequência difícil, já Laís se manteve firme e graciosa durante toda a apresentação, demonstrando destreza em lindos giros. A dupla manteve o contato visual durante toda a dança.

“É minha primeira vez no ensaio técnico como primeira porta-bandeira. Estou feliz demais, apresentamos tudo o que precisava apresentar, vamos fazer nossos acertos, mas estou muito feliz. A gente procurou não desperdiçar nosso tempo com outra coreografia, e estamos usando a nossa coreografia até mesmo pra ver se funciona. Me emocionei pra caramba no início, justamente para poder segurar a onda durante o desfile”, disse a porta-bandeira.

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“Hoje foi muito divertido de fazer, teve um gostinho especial pra gente tanto pela parte pessoal quanto pela parte profissional e técnica do nosso trabalho. É
muito gratificante e a gente está encantado. Sentimentos o vento, o axé, o calor da Sapucaí, e, principalmente, o chão. Estamos felizes com o resultado”, completou o mestre-sala.

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Samba

A escola garantiu um samba que manteve o andamento durante todo o desfile. De longe, o verso “negritude é lei, é lei” é o mais entoado por toda agremiação. Apontado no pré carnaval como um dos grandes sambas do ano, a obra dos compositores Paulinho Bandolim, Guilherme Sá e Edgar Filho foi um dos grandes destaques do ensaio do Império, comandado com maestria pelo cantor Daniel Silva, que vai para o seu sexto ano no comando do carro de som da escola, o samba foi cantado a plenos pulmões por toda a comunidade, além dos refrões, que eram entoados com bastante energia e entusiasmo, o final do samba que diz “Valeu, Zumbi” foi gritado pelos componentes em todos os setores da Sapucaí.

Bateria

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Sob o comando de Jordan Pereira, a “Sinfonia Imperial” apresentou um casamento perfeito com o carro de som. O mestre citou que o andamento não precisa de ajustes, afinal, foi exemplar do início ao fim. Ao todo, a bateria contará com 210 ritmistas no dia do desfile e promete executar quatro convenções ao longo de toda a sua apresentação. Eles irão representar uma figura extremamente importante para a história do samba, Candeia. A rainha Laynara Telles, filha do presidente Tê, brilhou na frente da bateria com uma roupa toda dourada, fazendo referência a orixá Oxum. Ela, que tem forte relação com a comunidade do Morro da Formiga, esbanjou beleza, carisma e muito samba no pé durante
todo o ensaio técnico.

“Poxa, eu sou meio suspeito para falar, mas deu para perceber que foi show de bola. Todos elogiando, cantando. As bossas funcionaram muito bem. Se Deus quiser nós vamos alcançar o que a escola tanto deseja: quarenta pontos e o acesso para o Grupo Especial. Estamos fazendo quatro bossas. Teremos 210 ritmistas e eles vão representar o Candeia. O andamento de hoje foi perfeito, não pretendo ajustar. Foi excelente para o pessoal tocar. Olha só que ritmo gostoso (bateria tocando ao fundo). É isso que a galera quer, dá para a passista sambar, o povo brincar e evoluir. Queremos gritar é campeão”, afirmou mestre Jordan Pereira.

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Evolução

Técnica. No sentido literal, essa é a palavra para definir a apresentação da escola no ensaio. Não houve alas que se misturassem ou clarões abertos durante o tempo em que estiveram na Marquês de Sapucaí. Aescola levou para a avenida pequenos elementos para demarcar os setores e facilitar a distribuição das alas. Os componentes evoluíram com muita desenvoltura e alegria, era possível ver o sorriso no rosto de cada desfilante, a escola estava se divertindo e se refletiu no andamento do ensaio. Apesar de muito concentrada e organizada, a escola se manteve solta por todo o tempo. Como ponto negativo, fica o registro de um pequeno descuido durante o módulo de cabine dupla entre a última ala do 3º setor e o tripé que vinha logo atrás, por pouco não se abriu um buraco.

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Outros destaques

O Império da Tijuca aproveitou o ensaio para apresentar o mascote, uma formiga, cujo nome será definido em votação popular. Na frente da bateria foi possível observar a desenvoltura do mascote e sua interação com os componentes da escola. Outro destaque notado foi a presença de vários adereços de mãos nas alas, quase todas contavam com bexigas e pompons nas cores da escola.

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A escola será a sétima a pisar na Marquês de Sapucaí no dia 21 de abril, quinta-feira, com o enredo “Samba de Quilombo – A resistência pela raiz”, do carnavalesco Guilherme Estevão.

Participaram da cobertura: Lucas Santos, José Luiz Moreira, Walter Farias, Gabriel Gomes e Luan Costa

Casal e comissão de frente são os destaques no ensaio da Unidos da Ponte

Foi com muita elegância e animação que a Unidos da Ponte abriu os ensaios técnicos da Serie Ouro nesta noite de sábado na Marquês de Sapucaí. A azul e branco de São João de Meriti presta, no carnaval de 2022, uma justa homenagem à Irmã Dulce, a primeira santa nascida no Brasil. Os destaques da escola ficaram por conta das apresentações da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira. O treino teve duração de 57 minutos. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“Sinceramente, pra mim, o nosso ensaio foi maravilhoso. Nós passamos bem animados, depois de ficarmos dois anos parados, a escola nos surpreendeu. A gente pode aprimorar mais o canto porque aqui, no caso, é um ensaio e é justamente pra isso. Pode aprimorar também a evolução, o conjunto. Falar em Irmã Dulce, é uma coisa muito importante nos dias atuais”, afirmou Cátia Sant’Ana, diretora da escola.

Mestre-sala e porta-bandeira

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Yuri Souza e Camylla Nascimento foi um dos destaques da passagem da escola. Em tons de bege e azul marinho, ele veio de padre e ela de freira, ambos com um crucifixo no peito e um largo sorriso no rosto. A dupla ficou à vontade para exibir toda graça e leveza durante o bailado. Entre cortejos e rodopios, a belíssima apresentação do casal da Unidos da Ponte nos módulos de jurados durou aproximadamente 1m55seg.

“Voltar é uma alegria imensa. Estou um pouco cansado, mas a gente está muito feliz com esse retorno. Ficamos dois anos parados e pisar na Marquês mais um ano está sendo uma experiência como se a gente estivesse começando, como se a gente estivesse pisando aqui pela primeira vez”, disse o mestre-sala.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Aqui a gente consegue pegar um preparo físico maior e consegue ter uma dimensão mais exata da avenida, do espaço, do que a gente vai fazer no momento do desfile. Podem ter certeza de que o primeiro casal da Unidos da Ponte vai surpreender a todos”, completou a porta-bandeira.

Comissão de frente

A comissão de frente da Ponte é composta por homens, mulheres e uma criança. Eles vieram de branco, com detalhes da roupa em dourado. Todos os integrantes pisaram descalços no chão da passarela do samba. O grupo, comandado por Valci Pelé, realizou uma sincronizada e expressiva coreografia que durou cerca de 2min12s em cada módulo de julgamento.

Harmonia e Samba

Embora tenha feito um ensaio muito animado, a comunidade meritiense não apresentou um canto uniforme durante o seu ensaio, oscilando entre componentes que cantavam forte e outros que aparentavam ainda não terem decorado a letra do samba. A harmonia da escola teve seu auge durante os dois refrões, porém algumas alas não conseguiram manter o mesmo padrão de canto do início ao fim.

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O samba-enredo da Unidos da Ponte foi entoado como uma grande oração à Irmã Dulce. A letra exalta a trajetória e pede a benção da “senhora de São Salvador”. Embalado pela voz de Charles Silva, o carro de som fez um ótimo trabalho na avenida. Os dois refrãos foram cantados com muita empolgação pela comunidade, especialmente o refrão principal, que clama: “Anjo de amor/ Luz que me guia/ Santa Dulce dos pobre, Maria!/ Em nome do pai/ Na cruz do perdão/ Nos dê a sua proteção”.

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“É uma emoção muito grande voltar para Sapucaí, depois de uma pandemia. A comunidade da Ponte, a comunidade de Meriti, merecia esse ensaio. A Ponte é uma escola grande e a gente esperava muito por esse momento. Sabíamos que seria um grandioso ensaio, assim como temos certeza de que vamos fazer um grande desfile. As expectativas para o desfile são as melhores possíveis, nossa diretoria está fazendo um trabalho maravilhoso. O barracão está de impressionar, tenho certeza que muita gente vai se surpreender. Cantar um samba sobre a Irmã Dulce é maravilhoso, uma pessoal que abriu mão de tudo, dedicou toda sua vida a cuidar dos mais pobres, as pessoas que realmente necessitavam de tudo, mas principalmente de amor. Assim como naquela época, o mundo ainda precisa muito de amor e é isso que nós vamos trazer para a avenida”, prometeu o intérprete.

Bateria

A bateria Ritmo Meritiense, comandada pelo mestre Branco Ribeiro, mostrou sua versatilidade na passarela do samba. Além de executar as suas bossas e de sustentar o andamento da escola, os ritmistas ainda fizeram uma coreografia especial no último módulo de jurados. A bateria se dividiu em duas partes, que se separaram e em seguida se juntavam novamente, provocando um efeito interessante. Lilian Brito, mais conhecida no mundo do samba como “Lili Tudão”, reinou à frente dos ritmistas.

“Foi um ensaio que teve um rendimento bom. Acho que sempre temos o que melhorar. A gente está a menos de seis meses à frente da bateria, não houve tempo suficiente para criarmos um trabalho de base, criar uma escolinha para ter os nossos ritmistas. Mas, se Deus quiser, ano que vem daremos início nesse trabalho e com certeza o rendimento pode ser melhor ainda. A bateria vem de Santo Antônio, vão ser 250 ritmistas. O conjunto de bossas é o mesmo que todos puderam acompanhar no ensaio técnico. Fizemos várias avaliações com outras paradinhas também. Nós tínhamos desenhado e hoje ficou claro para a escola as que possuem maior adesão, que melhor funciona e mais contribui pro samba e é com ela que nós vamos. Tínhamos uma proposta de um andamento um pouco mais na frente, que é uma característica particular minha. Eu gosto desse tipo de samba, sem ser correria. Dessa forma, conseguimos encontrar o melhor andamento. A obra é soberana ao meu gosto pessoal, respeitamos isso e é o que vamos reproduzir na avenida”, explicou o mestre.

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Evolução

A Unidos da Ponte evoluiu de forma dinâmica e compacta durante praticamente todo o seu ensaio. Porém, acabaram sendo formados dois buracos ao longo da passagem da escola pela avenida, mas que logo em seguida foram corrigidos. O primeiro deslize ocorreu entre a ala de passistas e a bateria, no primeiro módulo de jurados. O outro buraco, um pouco menor, surgiu em frente ao último módulo de julgamento, entre as duas alas que vieram a frente do tripé que representava o segundo carro alegórico da escola. Nada que ainda não seja possível de ser acertado até o dia do desfile.

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Outros destaques

Em um aspecto geral foi um ensaio animado, leve e cheio de fé. A agremiação de São João de Meriti preencheu a avenida com algumas alas muito bem coreografadas, que encenavam um pouco da religiosidade brasileira. Os senhores e senhoras da ala da velha guarda esbanjaram estilo e elegância na Sapucaí.

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Apesar dos contratempos durante a evolução, a escola se apresentou bem, conquistando a simpatia do público que a assistia. A Unidos da Ponte será a terceira a desfilar no sambodramo, dia 20 de abril, quarta-feira, pela Série Ouro. O enredo é “Santa Dulce dos Pobres – O Anjo Bom da Bahia”.

Participaram da cobertura: Eduardo Frois, Lucas Santos, José Luiz Moreira, Walter Farias, Gabriel Gomes e Luan Costa

Comunidade do Cubango canta em ensaio técnico com destaque para bateria, casal e comissão de frente

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O Acadêmicos do Cubango superou alguns pequenos problemas na equalização do som no início do ensaio técnico, no Sambódromo, na noite do último sábado, com bom canto da comunidade guiada pelo intérprete Pixulé. O samba bastante elogiado desde o lançamento trouxe toda a negritude do enredo que fala sobre Chica Xavier, representada logo na comissão de frente que trazia a juventude da atriz na Roça da Sabina, em Salvador. Outro grande destaque ficou para o primeiro casal Diego Falcão e Aline Flores que mostrou entrosamento e segurança nos movimentos. A bateria “Ritmo folgado” foi outro segmento que agradou ao público presente. Os ritmistas comandados por mestre Demétrius trouxeram uma bossa com a presença de atabaques. De ponto para correção é importante destacar uma evolução um pouco presa em relação a espontaneidade dos componentes, faltou um pouco mais animação em algumas alas com o canto do samba, que ainda assim foi constante e esteve presente na boca da maioria dos componentes nos 50 minutos de ensaio. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Harmonia e samba-enredo

Com o experiente Pixulé no comando do carro de som, a escola superou algumas dificuldades na equalização do som que aconteceram logo depois do esquenta que teve a presença do samba em referência ao antigo enredo “Onilé Cubango” , antes da atual direção decidir pela troca do tema. O intérprete e seu time valorizaram o samba que tem muito de melodia e casa bastante com o enredo. O canto da escola foi constante, ainda que em alguns momentos não tão intenso, e sem aquele momento de explosão. Destaque para a comissão de frente e bateria, além de baianas como alas que também cantaram bastante. Uma das partes de mais destaque vem antes do refrão principal: “Na pedra fria/ no pé do morro/ dizem que mora um velho lá”, em um momento que a bateria fazia também uma bossa.

“O ensaio foi muito proveitoso, a escola cantou bem, é claro que problemas todas as escolas estão tendo, mas gostei muito, foi muito favorável, o canto da escola foi muito forte, o chão já é muito forte, todos conhecem. Etou muito satisfeito com meus harmonias, com a escola em si, a bateria, que encaixou muito bem no samba, todos. A Cubango tem um grande samba, um grande carnaval e tem tudo para fazer um grande espetáculo no primeiro dia da Série Ouro”, disse Leandro Azevedo, diretor de carnaval, que ainda revelou o que pode melhorar.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“A gente sempre busca a perfeição nos ensaios, pedindo um pouco mais de canto, um pouco mais de garra, por mais que isso já seja um dos pontos fortes da Acadêmicos do Cubango. Tenho certeza que a escola vai produzir um grande carnaval, não tenho dúvida disso. Esse tipo de enredo é característica da escola e a energia que a dona Chica Xavier, a mãe do Brasil, está passando para é absurda e tenho certeza que essa energia estará ainda mais presente no dia do desfile”.

Ao site CARNAVALESCO, o intérprete Pixulé analiso o ensaio técnico da verde e branco de Niterói. “O rendimento do samba foi maravilhoso, a escola cantou e vibrou, eu sou suspeito em falar em relação ao desempenho da Cubango no ensaio técnico, pra mim maravilhoso. Podem esperar tudo, será o desfile, a Cubango vai fazer um desfile que nunca fez antes aqui nessa Sapucaí, aguardem. A responsabilidade é muito grande, quando eu fui contrato parecia feriado em Niterói, a escola toda me abraçou, foi uma farra, foi uma festa maravilhosa que fizeram com a minha chegada. Eu só tenho a agradecer a esse povo, a essa comunidade maravilhosa”, comentou o cantor.

Mestre-sala e porta-bandeira

O primeiro casal Diego Falcão e Aline Flores, que irá dançar junto pela primeira vez, no desfile de abril, deram um show de elegância, no predomínio da cor preta no vestuário, com detalhes da escola. Diego no terno escuro, com a camisa, o sapato e uma faixa no chapéu em verde fluorescente. Já Aline, tinha um vestido, com uma saia em duas costuras sendo uma em verde e a outra no black. A roupa da porta-bandeira também se destacava pela presença de brilhantes. Em relação à dança, houve muita segurança, movimentos bem executados e sincronizados, mostrando entrosamento e simpatia. Aline encerrava a sua apresentação jogando um discreto beijo para o público e jurados de uma forma muito elegante e pertinente a coreografia.

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“Eu não tenho nem palavras, porque meu último ano foi 2007… eu estou muito emocionada. Hoje, conseguir pisar novamente nessa avenida maravilhosa no lado de pessoas que dão o maior apoio, o Diego que está me ajudando muito. Espero chegar no dia do desfile e fazer melhor do que eu fiz hoje. O vento aqui é diferente, esse vento que eu gosto de pegar, vento, chuva… sem correr, porque é isso, é trabalhar a resistência. Vamos estar prontos pra tudo quanto é tipo de clima. O Cubango é uma escola com chão”, afirmou a porta-bandeira.

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“É uma emoção muito grande retornar a marquês de Sapucaí. A gente já está fazendo ensaio durante a semana, mas com a comunidade, mais a bateria nesse lugar que é sagrado, só quem é sambista é que sabe o valor de estar pisando aqui. Estou muito emocionado. Minha parceria com a Aline já é um namoro bem antigo, de mesmo 14 anos atrás, mas tudo acontece quando tem que acontecer. Essa escola é maravilhosa, ela tem uma comunidade incrível que abraça quem abraça a escola e essa energia eu acho que o povo pode sentir”, completou o mestre-sala.

Bateria

A bateria “Ritmo Folgado”, de mestre Demétrius, sustentou muito bem o ritmo e valorizou o samba. Destaque para uma das bossas que acontecia antes do refrão principal a partir do trecho “Na pedra fria…”, em que os ritmistas agachavam, paravam os instrumentos e deixavam que atabaques sustentassem o ritmo até a volta completa dos naipes na entrada do refrão principal. A rainha Mariane Marinho veio com uma roupa brilhante, cheia de luzes e uma capa colorida. A rainha também chamou a atenção pelo longo cabelo rosa. Destaque também para a madrinha Maryanne Hipólito que veio com uma fantasia em uma malha branca cheia de símbolos que remetem a pinturas corporais. As duas pareciam bem entrosadas.

“O andamento foi muito bom para o tempo que a gente ensaio. No desfile será o mesmo andamento que a gente passou aqui hoje, vamos seguir confiantes no trabalho desenvolvido. Ensaiamos na quadra, mas só conseguimos realizar dois ensaios de rua na Amaral Peixoto. Foi muito proveitoso, juntando todo mundo e graças a Deus deu tudo certo. A bateria vem representando griôs, tanto feminino, quanto masculino. Vão ser 220 ritmistas. A gente vem com três bossas: uma é o opanijé, que é o toque do Omolu, que é o padroeiro da casa. A outra bossa também é nessa parte, pegando o refrão e tem mais uma no refrão do meio. Três convenções”, explicou o mestre.

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Evolução

A escola evoluiu sem apresentar buracos e sem correr. Mas pecou um pouco na animação. Algumas aulas coreografadas eram bastante interessantes, com coreografias fortes como a que vinha logo atrás da bateria fazendo uma bonita coreografia remetendo a figura dos pretos velhos. E a ala posterior, remetia aos caçadores, com uma pena na cabeça e arco e flecha. Porém, as que não tinham coreografia, em alguns casos apresentavam foliões apenas cantando o samba de uma forma mais mecânica, evoluindo sem tanta espontaneidade, faltando um pouco de envolvimento com aquele momento, brincando ou sambando. Destaque para a organização das alas, e os elementos que os componentes traziam. A ala número 2, por exemplo, colorida, trazia estandartes na mesma estampa que as saias das mulheres. As baianas também vieram elegantíssimas em branco com detalhes na cor verde em vários tons com estética da mata, da natureza. Já as passistas vieram todas trabalhadas no verde fluorescente.

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Outros destaques

A comissão de frente coreografada por Fábio Batista, além de cantar muito, parecia trazer uma representação da juventude de Chica Xavier, como aparece na sinopse, sua relação com a dança e com a reza ainda na Bahia. A comissão tinha bailarinos homens vestidos com uma calça branca e um pano com estética africana amarrado na cintura. Já as mulheres estavam de vestidos brancos, inclusive, a Chica que se diferenciava por uma tiara de flores vermelhas na cabeça. Na frente, ainda antes da comissão de frente, havia uma faixa com os dizeres “O amor preto cura. Me respeita”. O aniversário do carnavalesco João Vitor foi lembrado antes da arrancada com direito a um bolinho. E a presidente Patrícia Cunha, que esbanjava simpatia perto do carro de som, agradeceu a comunidade pela dedicação e aproveitou para pedir garra para o desfile.

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O Acadêmicos do Cubango será a segunda escola a desfilar na segunda noite de desfiles da Série Ouro, com o enredo “O amor preto cura: Chica Xavier, a mãe baiana do Brasil”.

Participaram da cobertura: Lucas Santos, José Luiz Moreira, Walter Farias, Gabriel Gomes e Luan Costa  

Apresentada como musa no Salgueiro, Dandara Mariana ressalta o enredo: ‘Tudo isso para afirmar que somos reis e rainhas’

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Com uma temática de enredo de tamanha responsabilidade – “Resistência” – exaltando a cultura negra e toda a sua ancestralidade, abordadando o assunto com afirmação para o seu desfile no Sambódromo da Marques de Sapucaí, o Acadêmicos do Salgueiro apresentou na noite deste sábado (19) para a sua comunidade a sua mais nova musa para o desfile deste ano, a atriz Dandara Mariana, 33 anos, em uma festa com a presença de todos os segmentos da vermelha e branco.

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Fotos: Danilo Freitas/Site CARNAVALESCO

Carioca e “cria” do bairro do Grajaú (bairro das intermediações da quadra do Salgueiro) – Dandara vem criando notoriedade em tão pouco tempo com papéis em novelas e minisséries da TV Globo. Sempre com o protagonismo do negro, formando uma personagem ideal ao enredo desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza.

Sua primeira passagem pela agremiação foi no ano de 2020 ao lado do seu pai. “Eu estou muito feliz com o convite do presidente André Vaz, que é um amor de pessoa e quem me chamou com muito carinho. A escola me deu muito cuidado e afeto. Vai ser um presente cruzar a avenida buscando o título. Desfilar como musa vai ser lindo representando a comunidade”, comentou a atriz.

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Ela citou que somará força na mensagem de conscientização que a escola pretende deixar ao público no desfile de 2022: “O Salgueiro sempre traz temas importantes, ele sempre vem falando de religiões de matrizes africanas, acaba sendo resistência. Fazer parte disso como artista, sendo uma filha de um pai que abriu porta para milhões de atores negros e até eu mesma, é lindo demais, e, muito bacana dar continuidade a isso dentro do enredo do Salgueiro. Tudo isso para afirmar que somos reis e rainhas, construimos isso daqui tudo”, afirmou Dandara.

Responsável pela direção de carnaval do Salgueiro, Alexandre Couto, comentou a importância da Dandara vir como musa: “Tijucana, mulher preta e num enredo de resistência, foi o motivo da gente tê-la como musa. Hoje a gente vive num mundo em que a resistência é de todos os lados. A Dandara vem pra abrilhantar mais ainda o desfile, ela vem à frente do último carro alegórico representando toda resistência negra que será abordada em nosso desfile”, explicou.