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Liesa divulga julgadores do quesito Samba-Enredo e inclui ‘Funcionalidade’ no formato da avaliação

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou os nomes dos seis julgadores do quesito Samba-Enredo para os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2026. O quesito Bateria já foi o primeiro divulgado pela Liga. Como novidade, no ano que vem, todos os seis entram na avaliação, porém, após um sorteio, na quarta de cinzas, vão ser definidos os nomes que vão ter suas notas lidas na apuração. A Liesa revelou também como será o formato do julgamento do quesito Samba-Enredo com três subquesitos: Desenvolvimento do enredo (3,6 a 4 pontos), Riqueza poética/melódica (3.6 a 4 pontos) e Funcionalidade (1,8 a 2 pontos).

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ALFREDO DEL-PENHO: Sambista, músico, compositor e pesquisador, com 25 anos de carreira e mais de 10 discos. Indicado ao Grammy Latino e vencedor do Prêmio da Música Brasileira. Perspectiva profunda para avaliar composição e qualidade musical do samba-enredo.

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ALESSANDRO VENTURA: Doutor com tese sobre música e poesia negra nas Américas, com ênfase nas manifestações poético-musicais do samba, tango e jazz. É professor, consultor, tradutor e palestrante, autor de trabalhos como “Samba de enredo: presente, passado e futuro”. Origem teórica e larga experiência prática para julgar samba-enredo.

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VANDELIR CAMILO: Músico e historiador (Conservatório Brasileiro de Música/UNIRIO), com doutorado finalizado. Integrante do coro do Theatro Municipal/RJ desde 2002, com mais de 50 produções. Base técnica e acadêmica para avaliar qualidade harmônica e musical.

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CHRISTIANO ABELARDO: Professor universitário há mais de 20 anos, pós-graduado em Língua Portuguesa. Autor de 22 livros, poeta e romancista premiado, com homenagens como a Comenda José do Patrocínio pela Academia de Letras do Brasil. Fortalecimento crítico e poético para avaliar as obras desenvolvidas.

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ELIDIO FERNANDES JUNIOR: Mestre em Literatura Brasileira (UFRJ), enredista e carnavalesco. Julgador em concursos de samba-enredo e comentarista de enredo/estética em transmissões. Força na análise lírica e narrativa, com foco em coesão temática do samba-enredo.

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LEONARDO SANTANA: Músico violoncelista, com experiência em orquestras (Petrobras, CBM, UFF). Autou em concetos marcantes e é jurado em festivais de MPB. Escuta apurada e visão harmônica para avaliar a construção musical do samba.

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Fala, galera! O anseio por justiça dos ‘anti-heróis’ do Tucuruvi

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Na Festa do Lançamento dos Sambas-Enredo do Carnaval 2026, ocorrida no último sábado, a comunidade dos Acadêmicos do Tucuruvi soltou, em forma de samba, um grito de clamor por justiça. O rebaixamento da escola, mesmo após um desfile aclamado pelo público do Anhembi em 2025, não abalou a moral dos componentes. Pelo contrário: a repercussão na mídia e entre o público alimenta o anseio por reafirmar a força da agremiação da Cantareira. O Zaca buscará o retorno ao Grupo Especial com o enredo “Anti-Herói Brasil”, assinado por Nicolas Gonçalves, no qual trará as pessoas comuns em suas heroicas batalhas diárias para sobreviver em um mundo cada vez mais hostil. O CARNAVALESCO conversou com representantes de diferentes segmentos da Tucuruvi para entender esse sentimento que conduz a escola na missão de encarar o disputado Grupo de Acesso I e, assim, conseguir retornar à elite do carnaval paulistano.

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Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Joilma Araújo, presidente da Velha Guarda, 55 anos, 43 de Tucuruvi

“Nós estamos encarando com muito otimismo, porque este ano a gente vem mostrar de novo a nossa força e, se Deus quiser, estaremos de novo no ano que vem no Grupo Especial. Vamos pisar no Anhembi com muita garra, com muita dedicação, com muita emoção. Nós somos todos muito confiantes. Comunidade, vamos juntos! Todo mundo unido, juntos somos mais fortes! Vamos mostrar a nossa garra que a gente vai estar de volta!”

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Henrique Bezerra, dançarino da comissão de frente, 23 anos, 3 de Tucuruvi

“Tucuruvi é uma escola de família, então a gente está muito unido nisso. Independentemente do resultado, sabemos que nosso trabalho foi feito, foi entregue com muita emoção. Neste novo ciclo, a gente está se reerguendo para mostrar para o pessoal que o trabalho não acabou por aqui. É muito trabalho pela frente, então está todo mundo de mãos unidas, todo mundo junto, vindo para cima com esse enredo forte de anti-heróis. Está sendo lindo, uma história linda, e vai ser lindo na Avenida. A gente sempre vem com muita força, muita espiritualidade junto conosco e sempre com muito respeito. A gente vai pisar forte, mas com muito respeito, e o desafio mesmo é manter essa camisa com esses personagens que a gente vem mostrando. Eles são muito fortes, e a gente tem muita responsabilidade por tudo isso. Eu acho que é isso: responsabilidade, erguer a cabeça e bora lá”.

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Adilson de Souza, chefe da Ala 9, 53 anos, 4 de Tucuruvi

“A comunidade não aceitou muito o resultado deste ano por vários motivos. A comunidade está bem machucada, bem ferida, e nós queremos dar a volta por cima. O nosso desejo neste ano é voltar para o Grupo Especial, de onde nós nunca deveríamos ter saído. Olha essa gente aqui, essa animação! A escola não parou de cantar o tempo todo! A escola vem com uma pegada como sempre. A Tucuruvi vai fazer a diferença no canto, na harmonia, na evolução, e nós vamos voltar para o Grupo Especial”.

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Cíntia Garcia da Silva, chefe da Ala dos Convidados, 40 anos, 16 de Tucuruvi

“É complicado, porque parece que não tem superação. Ficamos muito indignados com a injustiça, e esse samba realmente fala sobre isso, sobre a injustiça. O que a gente passa para os componentes e o que temos sentido de forma geral é a injustiça. Então, o que a gente está pedindo? Para que o pessoal entre com mais garra, para que a justiça seja feita no ano que vem. A gente está lutando por isso e temos sentido isso dos componentes, que eles estão vindo com mais força, com mais garra, porque todo mundo sentiu o golpe. Nossa missão é entrar na Avenida com o pé firme, com determinação, com garra, para a gente voltar para o lugar de onde não devíamos ter saído. Porque esse é o intuito de todos, essa é a garra, é isso que a gente escuta, principalmente dos componentes. A injustiça foi feita com a gente e, desta vez, vamos fazer de tudo para que a justiça seja feita. Está todo mundo entrando com garra, com força, com determinação, para voltarmos ao lugar de onde a gente nunca devia ter saído”.

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Diretores artísticos da Grande Rio apostam em performance para potencializar o enredo

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O público que esteve na quadra da Acadêmicos do Grande Rio para assistir à final da disputa de samba-enredo teve uma intensa experiência de introdução ao enredo “A Nação do Mangue”. Desde a apresentação de Nanã, orixá da lama e da sabedoria, até os hits de Chico Science e Nação Zumbi, sem esquecer sambas marcantes da história da escola, os segmentos da agremiação e grupos performáticos mostraram para a comunidade caxiense o tom do que a Grande Rio quer levar para a Avenida em fevereiro. Todo o espetáculo foi coreografado e conduzido pelo trio Allan Bastos, Ananda Dias e Caroline Mota, crias da Pimpolhos da Grande Rio, que estão no cargo de diretores desde 2024. Allan Bastos comentou o aumento da relevância da função nos últimos anos.

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“Esse cargo de diretor artístico é novo, não existe há tanto tempo. As escolas estão apostando nas apresentações, nas finais e quando vão às coirmãs. Uma final de samba com uma boa apresentação é a cereja do bolo”, disse o diretor.

A Noite dos Enredos, promovida pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), foi a base para a criação da apresentação da final da disputa. O frevo, o maracatu e o manguebeat, que dominaram o palco da Cidade do Samba em 8 de agosto, foram adaptados ao palco tricolor. Além de “Maracatu Atômico”, “Rios, Pontes e Overdrive” e “Do Caos à Lama”, os segmentos da escola performaram ao som de “No Mundo da Lua” (1993), “Caxias – O Caminho do Progresso, um Retrato do Brasil” (2007), “Tatalondirá” (2020) e “Pororocas Parawaras” (2025).

“Este ano foi mais tranquilo que o ano passado. Nós apresentamos o que foi mostrado na Cidade do Samba e construímos outras coreografias dentro de sambas que a gente já conhece. Como foi uma apresentação não muito longa, foi mais tranquilo, foi o que já tínhamos em mente”, explicou Allan Bastos.

Para o diretor, a coreografia da Noite dos Enredos contribuiu em 80% para a construção do espetáculo do último sábado:

“Eu amei a apresentação na Cidade do Samba! Deu muito trabalho construir. Foi bem bonito e trouxemos para cá, para a comunidade assistir. Ajudou porque, quando pensamos na apresentação do enredo, a gente estuda o enredo. Quando veio para a quadra, já estava mais ‘mastigado’. Ajudou uns 80%”, comentou.

O enredo “A Nação do Mangue” está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Antônio Gonzaga, que assina seu primeiro carnaval pela Grande Rio. Allan Bastos falou sobre como ele, Ananda Dias e Caroline Mota estão em sintonia com o artista:

“A troca com o Antônio foi ótima desde a primeira vez que nos encontramos para falar sobre a apresentação do enredo. Tivemos uma troca muito boa. As ideias dele bateram com as nossas e está sendo muito gostoso trabalhar com ele. O Antônio é um excelente profissional, muito inteligente. Nós gostamos de trabalhar com ele”, declarou Allan.

Valeska Reis traduz a força do enredo da MUM em estreia histórica no Especial

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É a partir da luta, da memória e da resistência que a Mocidade Unida da Mooca constrói o seu desfile para o Carnaval de 2026. Em seu primeiro ano no Grupo Especial de São Paulo, a escola aposta no enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, uma homenagem à Geledés – Instituto da Mulher Negra, colocando o poder do feminino negro no centro da narrativa que será levada à Avenida. Vivendo intensamente esse novo ciclo, a rainha de bateria, Valeska Reis, surge como uma das figuras que melhor traduzem a conexão entre a comunidade da MUM e o discurso apresentado pela escola. Querida pelos componentes, ela destaca o carinho que recebe no dia a dia como reflexo da união e do sentimento de pertencimento que marcam a identidade da agremiação.

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Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

“Eu sou uma pessoa muito privilegiada por fazer parte dessa comunidade que é quente e muito querida, uma comunidade com sede de vencer. É uma escola que me abraçou com tanto carinho que, mesmo indo agora para o meu terceiro carnaval, parece que já estou no décimo. É um ambiente muito acolhedor, eu me sinto em casa”, afirma.

Para Valeska, a Mocidade Unida da Mooca carrega um dos valores mais importantes do carnaval: a essência. Ao falar sobre a escola, a rainha destaca a simplicidade como marca registrada da MUM, uma característica que atravessa o tempo sem se perder.

“É uma escola que não perde, e nunca perdeu, a sua essência. A MUM que a gente conhece de tempos atrás segue sendo a MUM de hoje”, diz, reforçando a identidade sólida construída pela comunidade ao longo dos anos.

O enredo, que coloca as mulheres negras no centro da narrativa, também tem um significado profundo e pessoal para a rainha de bateria. Representatividade, orgulho e responsabilidade caminham juntos nesse momento.

“É simplesmente inspirador. Um enredo necessário, que aborda temas muito importantes para a sociedade, especialmente na luta contra os lugares de diminuição impostos às mulheres. É um enredo que levanta a gente e nos coloca no nosso devido lugar. Depois do desfile da MUM, as pessoas vão passar a enxergar tudo isso com outro olhar, com certeza”, destaca.

Diante da estreia no Grupo Especial, Valeska não esconde a emoção e o peso da responsabilidade que o momento carrega. Para ela, a sensação é intensa e simbólica.

“É um frio na barriga, um frio na barriga duplo, porque é uma responsabilidade enorme desde que a escola subiu para o Grupo Especial”, revela.

A rainha também faz questão de exaltar o trabalho que acontece longe dos holofotes. Acompanhando de perto a rotina de bastidores e o dia a dia de barracão, ela ressalta o cuidado e o carinho presentes em cada etapa da preparação.

“Não é um desfile para a escola se manter no Grupo Especial. É um desfile para a escola estar entre as grandes do carnaval de São Paulo”, completa.

Com um enredo potente, uma comunidade unida e um trabalho construído com sensibilidade e ambição, a Mocidade Unida da Mooca se prepara para escrever um capítulo histórico em sua trajetória. Em 2026, mais do que estrear no Grupo Especial, a MUM promete levar à Avenida um desfile de afirmação, identidade e força, mostrando que sua chegada entre as grandes do carnaval paulista é fruto de luta, consciência e essência preservada.

Vote: Qual é o melhor samba da Série Ouro para o Carnaval 2026?

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Está no ar a enquete popular do CARNAVALESCO para ouvir os apaixonados por carnaval. Qual é o melhor samba da Série Ouro para o Carnaval 2026? Vote abaixo. Vamos divulgar o resultado no dia 2 de janeiro.

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Vote: Qual é o melhor samba do Grupo Especial de SP para o Carnaval 2026?

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Está no ar a enquete popular do CARNAVALESCO para ouvir os apaixonados por carnaval. Qual é o melhor samba do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2026? Vote abaixo. Vamos divulgar o resultado no dia 2 de janeiro.

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Vote: Qual é o melhor samba do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2026?

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Está no ar a enquete popular do CARNAVALESCO para ouvir os apaixonados por carnaval. Qual é o melhor samba do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2026? Vote abaixo. Vamos divulgar o resultado no dia 2 de janeiro.

 

Mangueira transforma o Natal da comunidade com distribuição de três toneladas de frangos

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A Estação Primeira de Mangueira reforçou, mais uma vez, seu compromisso social com a comunidade do Morro da Mangueira ao promover uma ação solidária especial de Natal. A escola realizou a entrega de três toneladas de frangos natalinos para moradores da comunidade, garantindo uma ceia mais farta e digna para diversas famílias neste período de confraternização.

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Foto: Divulgação/mangueira

A iniciativa reforça o papel da Mangueira para além da Avenida. Reconhecida como uma verdadeira escola de vida, a Verde e Rosa mantém ações constantes voltadas ao bem-estar social e à valorização de sua gente, fortalecendo os laços com a comunidade que constrói a história da agremiação.

A ação foi conduzida pela presidenta Guanayra Firmino, que vem reafirmando, desde o início de sua gestão, o compromisso com o social e com o cuidado direto aos moradores do morro. A mobilização garantiu que o espírito natalino chegasse às casas de centenas de famílias, levando não apenas alimento, mas também acolhimento e esperança.

Com gestos como esse, a Mangueira mostra que o samba e a solidariedade caminham juntos. O resultado é um Natal mais feliz no Morro da Mangueira, celebrando união, respeito e amor ao próximo, valores que fazem parte da essência da Estação Primeira.

Equipe da Mocidade Independente transforma conhecimento carnavalesco em projeto do governo federal

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Os profissionais que trabalham no barracão da Mocidade Independente de Padre Miguel, na Cidade do Samba, confeccionaram a maquete da exposição da Transposição do Rio São Francisco, no Palácio do Planalto. Trata-se do maior projeto de infraestrutura hídrica do Brasil e de um dos maiores do planeta. Com área de 30 metros quadrados e peso de 600 quilos, a maquete reproduz, com precisão técnica, toda a infraestrutura hídrica construída no Projeto de Integração do Rio São Francisco, incluindo canais, estações de bombeamento, reservatórios e túneis, entre outros elementos.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O projeto se estende por uma área de 75 mil quilômetros quadrados em sete estados, contempla mais de 200 quilômetros de canais e garante o abastecimento de água para 12 milhões de pessoas.

“A seca é um problema da natureza. A fome por conta dela é um problema da falta de responsabilidade de quem governou este país durante muito tempo. Cabe ao governo evitar que a seca leve a sociedade à fome. Por isso, tenho muito orgulho disso aqui. Acho que é preciso colocar no papel quantos quilômetros de adutoras e de canais existem, para as pessoas saberem que não existe nada impossível de ser feito no mundo quando alguém tem coragem de fazer”, afirmou o presidente Lula durante a visita de inauguração da maquete.

Lore Improta destaca trajetória de musa e carinho da comunidade da Viradouro

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, Lore Improta destacou sua trajetória de oito anos como musa da Unidos do Viradouro. A baiana, que divide sua vida entre o carnaval de Salvador e o do Rio de Janeiro, ressaltou a dedicação que a conecta à escola, falou sobre as referências que a inspiram e mostrou como concilia a função de musa com a vida de grande profissional, esposa e mãe. Ela relembrou sua chegada à Unidos do Viradouro. Contou que ingressou na escola em 2017 e que, desde então, já são oito anos de uma história construída com dedicação e aprendizado. A musa afirmou que, desde o início, foi acolhida pela comunidade e que essa relação só se fortaleceu ao longo dos anos.

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lore improta viradouro
Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO

“Ingressei na Viradouro em 2017, portanto, já se passaram oito anos desde então. Acredito que a recepção sempre foi muito positiva, e essa relação se aprofundou com o tempo. A comunidade me acolheu e eu, por minha vez, fui compreendendo a dinâmica da escola, pois o Carnaval é um universo complexo e multifacetado. É preciso dedicar-se, estudar e se aprofundar. Não é algo que se aprende da noite para o dia, simplesmente entrando e aprendendo a sambar”, afirmou Lore.

A musa destacou que sempre buscou mergulhar no universo da escola, indo além do samba e da dança. “Faço questão de visitar o barracão, pesquisar sobre o enredo. Tenho um trabalho em conjunto com o carnavalesco, conversando com o historiador, para desenvolver um roteiro sobre o que será transmitido por meio das minhas fantasias e das minhas interações nas redes sociais. A letra do samba, por si só, já é rica em informações sobre o enredo. Aprendi muito com a Viradouro, inclusive sobre histórias que eu desconhecia. Agora, estou aprendendo ainda mais sobre a trajetória da escola e de seus integrantes, algo que, mesmo estando presente por tanto tempo, não conhecia em detalhes”, disse.

Ao falar sobre suas referências, Lore fez questão de citar nomes importantes ligados à escola. “Sim, diversas. Inclusive, começo dentro de casa, com minhas professoras. Tenho aulas com as musas da escola, pois são incríveis. Aprendo observando, pois elas são maravilhosas. Busco absorver um pouco do conhecimento de cada uma delas, pois são excepcionais e cresceram na escola. Ninguém melhor do que elas para me ensinar. A Mayara, rainha de bateria do Tuiuti, também é minha professora”, afirmou.

Questionada sobre sua fantasia para o próximo desfile, a musa preferiu manter o mistério, mas adiantou o significado do carro alegórico em que estará presente. “Ainda é surpresa, mas sei o que meu carro alegórico representa, e isso é muito significativo para mim. Estou muito feliz com a escolha da escola em me colocar nesse lugar, pois considero-o de grande responsabilidade. Contudo, ainda não me revelaram detalhes sobre a fantasia, estou aguardando ansiosamente”, disse Lore Improta.

Ao falar sobre a mobilização da comunidade que manifesta o desejo de vê-la coroada como rainha da Viradouro, Lore afirmou que se sente profundamente honrada com o carinho recebido e que valoriza cada demonstração de afeto. “Fiquei muito feliz com a demonstração de carinho da comunidade, mas acredito que essa decisão deva ser tomada em conjunto com a diretoria da escola. Sou muito feliz como musa da Viradouro, já estou há oito anos aqui. Se me mantiverem como musa, serei muito feliz. Caso decidam que estou preparada para ser rainha e que posso representar a escola adequadamente, aceitarei de coração aberto, pois amo estar aqui, sinto-me pronta e feliz. Creio que o mais importante é essa felicidade”, afirmou.