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Opinião: Alberto João diz o que espera do Carnaval 2026 e de cada escola do Grupo Especial do Rio de Janeiro

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Panorama geral: Considero que o novo sistema de som será a grande conquista do Carnaval 2026. O que ouvi nos minidesfiles na Cidade do Samba me encheu de esperança. A criação da Fan Fest em Copacabana também é uma iniciativa para chamar ainda mais público para o cotidiano das escolas de samba. Agora, o julgamento segue sendo minha maior preocupação. Teremos 54 pessoas, muitas que nunca julgaram ou que não vivem o dia a dia dos quesitos, e que vão ser sorteadas na Quarta-feira de Cinzas. Tudo pode acontecer! Ainda falta uma dedicação maior e aprofundamento no estudo dos quesitos. Acho difícil, ou quase impossível, não termos grandes reclamações após na apuração. Agora, vamos escola por escola.

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BEIJA-FLOR: A “velha” Beija-Flor do rolo compressor voltou. É possível cravar isso. A escola, que vinha patinando com desfiles aquém, mudou em 2025, recuperou sua alma e, para 2026, vai seguir brigando com fome de ser bicampeã. A tarefa não é fácil. A competição está pesada, mas, com o samba, um dos melhores do ano, o enredo e o trabalho do carnavalesco João Vitor, ela possui totais condições de sonhar alto. A evolução dos componentes foi perfeita no ensaio de rua. O trabalho do diretor de carnaval, Marquinho Marino, é muito acima da média. Sem Neguinho no carro de som, a missão está com Nino e Jéssica. Parada dura, mas a dupla está correspondendo muito bem nos ensaios. O casal Claudinho e Selminha está consciente de que precisa treinar a parte física cada vez mais, já que o quesito atualmente cobra intensidade na dança. São pilares da escola que não tremem na hora de enfrentar a comparação. A comissão de frente terá que mostrar mais em 2026. Os coreógrafos Jorge e Saulo são craques, mas acho que não conseguiram ainda a mesma performance desde a época da Mocidade. O enredo “Bembé” pode permitir que eles virem esse jogo.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

GRANDE RIO: Acredito que a escola de Duque de Caxias possui um desafio gigantesco, que é desfilar sem a dupla Bora-Haddad, responsável pelos melhores momentos da Grande Rio na Sapucaí. Agora, isso não me assusta, porque vi o trabalho do carnavalesco Antônio Gonzaga e garanto que ele sairá do Carnaval 2026 com muita musculatura artística. Será um dos principais artistas do ano. Pelo que vi no barracão, espero muita arte na Marquês de Sapucaí. Tudo tem um conceito e está aplicado ao enredo. Aliás, o Manguebeat é um dos mais criativos de 2026. Nos demais quesitos, o padrão da Tricolor da Baixada Fluminense é de excelência. Daniel e Taciana dançando demais, comissão de frente top, além de todo o talento do intérprete Evandro Malandro e da bateria de mestre Fafá. Escola que canta muito, trabalho forte da comissão de harmonia, e passa organizada pelo diretor de carnaval, Thiago Monteiro. Considero que seguirá brigando décimo a décimo pelo título do Grupo Especial, principalmente porque possui muitos quesitos constantes e que estão entregando notas nos últimos carnavais. Acho a letra do samba uma das melhores do ano. A melodia é padrão atual da Grande Rio e favorece demais a ala musical.

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Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO

IMPERATRIZ: A escola que faz os melhores ensaios de rua do carnaval. A Rainha de Ramos é sinônimo de trabalho. Lá, ensaiar não é obrigação; pelo contrário, é prazer. Apanhou demais após a junção dos sambas, mas a competência musical já virou o jogo. Para desespero de muitos, eu não considero impossível, pegar a pontuação máxima no quesito samba-enredo. Não é apenas pela “funcionalidade”; a letra explica totalmente o enredo e a melodia impulsiona o componente a cantar, vibrar e pular. Porém, não posso negar que é o quesito de apreensão para ela. Os demais são de excelência. Acredito que o carnavalesco Leandro Vieira, que mergulhou no enredo, está cheio de vontade de fazer um desbunde visual. Como fez com Maria Bethânia na Mangueira, espero até mais das alegorias e fantasias na homenagem a Ney Matogrosso na Imperatriz. O casal Phelipe e Rafaela está no auge e, mais uma vez, brigará por prêmios. Menção que também vale para os craques Pitty de Menezes e mestre Lolo. A harmonia, comandada por Thiago Santos, é espetacular. Acredito que a Imperatriz possui totais condições de ser a melhor do domingo. Isso acontecendo, é inegável que estará na briga por mais um título.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

VIRADOURO: Sigo afirmando que é a escola que mais possui quesitos de excelência no carnaval. É quase impossível achar defeitos na Viradouro. Como sambista e apaixonado por carnaval, sinto que o enredo é o que mais me emociona para 2026. Mestre Ciça merece! Vou cravar, eu gosto: é o melhor Enredo de 2026. Isso, claro, antes do desfile. Pelo que vi no barracão, será uma apresentação repleta de surpresas. O carnavalesco Tarcísio Zanon, um dos melhores do momento, se reinventou. Teremos muitas novidades na plástica. Emoção será a tônica do desfile. O samba é um dos melhores do ano, e a condução de Wander Pires é impactante. O “paradão” da bateria tem tudo para mexer com o público e impulsionar a evolução do componente. O casal Julinho e Rute, como vinho, segue cada vez melhor. É impressionante ver a dança da dupla, certeza de nota máxima. A comissão de frente, sem dúvida, é a melhor do carnaval. Priscila e Rodrigo devem entregar mais um banho de criatividade e espetáculo na pista. O desafio da Viradouro é superar a Beija-Flor. Quem “vencer” o duelo pode colocar uma mão na taça.

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PORTELA: A Majestade do Samba é a minha escola que mais estou vibrando no pré-carnaval. O momento é magnífico. A escola pulsa de um jeito avassalador nos ensaios de rua. A entrada do presidente Junior Escafura deu um vigor que não era visto desde a gestão de Marcos Falcon na maior campeã do carnaval. Infelizmente, vamos sentir a falta de Gilsinho. Fica a saudade. Assim, o intérprete Zé Paulo assumiu a missão e conquistou imediatamente os portelenses. O trabalho da harmonia da escola é muito bem feito. A “Tabajara do Samba”, sob o comando de mestre Vitinho, está com novo frescor, ritmo empolgante e que impulsiona a evolução dos desfilantes. O carnavalesco André Rodrigues é craque no desenvolvimento dos enredos. Vi o conjunto de fantasias e gostei. O desafio é ver como será o conjunto de alegorias. O casal 40, Marlon e Squel, terá a exigência de repetir o mesmo feito de 2025 em 2026. A comissão de frente mudou, acredito que para melhor, com a chegada dos coreógrafos Cláudia Mota e Edifranc, e teremos que aguardar o trabalho na pista para avaliação. Nos ensaios, o trabalho é muito aplaudido.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

MANGUEIRA: A segunda maior campeã do carnaval não conquista o título desde 2020. Não considero tanto tempo; afinal, já vimos um jejum de 2002 a 2016. Porém, o mangueirense é exigente. A tarefa não é fácil, mas não é impossível. A gestão da presidente Guanayra Firmino saneou as contas e impulsionou crias e jovens para os quesitos mangueirenses. Considero que a Verde e Rosa possui um conjunto muito forte, seja na comissão de frente, com os talentos de Lucas e Karina, no casal “Furacão”, Matheus e Cyntia, na bateria “Tem que respeitar meu tamborim”, além da ala musical, capitaneada pelo intérprete Dowglas Diniz e pelos diretores musicais Vitor Art e Digão. O que vimos na pista em 2025 e estamos percebendo nos ensaios de rua é uma organização da Mangueira não encontrada nos anos anteriores. Mérito do diretor Dudu Azevedo e da equipe de harmonia da Verde e Rosa. O samba-enredo, que recebeu críticas na final, já tomou conta dos corações mangueirenses. O carnavalesco Sidnei França fez uma boa estreia em 2025, gabaritando o quesito enredo (deve repetir em 2026), e agora sabe que a cobrança é pela parte plástica. Se der certo na pista, é certo que o mangueirense terá motivos para comemorar na Quarta-feira de Cinzas.

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Foto: Thaís Brum/Divulgação Rio Carnaval

SALGUEIRO: Injustiçada em 2025, a escola pisará na Sapucaí cheia de vontade de brigar pelo topo do carnaval. O enredo sobre Rosa Magalhães deve emocionar demais. O carnavalesco Jorge Silveira promete alegorias grandes e impactantes. Quem viu o conjunto de fantasias saiu muito feliz do barracão. O coreógrafo Paulo Pinna vive seu melhor momento e pode ser um dos trunfos, com a comissão de frente brincando com os personagens inesquecíveis dos desfiles da professora. Sidclei e Marcella vão para mais um ano de nota 40 e disputa por prêmios. A bateria “Furiosa”, dos competentes mestres Guilherme e Gustavo, também deve entregar um ritmo gostoso para que o intérprete Igor Sorriso e a ala musical, sob a direção de Alemão do Cavaco, passem felizes pela Avenida. O violino no carro de som deu o tempero que faltava. Não nego que sou fã do samba-enredo e acredito que ele pode entregar uma ótima performance salgueirense, como aconteceu no minidesfile na Cidade do Samba. É lindo sentir essa expectativa de ver o Salgueiro fechar o carnaval. Espero muito da Academia do Samba.

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VILA ISABEL: Pisará na Sapucaí como uma das principais favoritas ao título. Primeiro, pelas contratações dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad. Segundo, pelo enredo espetacular e muito criativo, DNA Vila Isabel. Terceiro, pelo samba magistral e histórico. O “Povo do Samba” está radiante. Mestre Macaco Branco, na bateria, e Tinga, no carro de som, não escondem a felicidade que estão vivendo neste pré-carnaval. Vi o conjunto de fantasias e posso cravar que é um primor de beleza e leitura. Puras obras de arte. Porém, não se ganha sem desfilar. É preciso passar pela sagrada Avenida Marquês de Sapucaí. Ali, acho que, se a escola acertar nos quesitos comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira, com Raphael e Dandara, poderá colocar uma mão na taça. A Vila possui uma estrutura organizacional muito competente com o trabalho do diretor Moisés Carvalho.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

UNIDOS DA TIJUCA: O clima é de alto astral pelas bandas do Borel. A escola possui um dos melhores enredos e sambas do ano, sem contar a excelência da bateria “Pura Cadência”, de mestre Casagrande. Fora isso, preciso apontar a comissão de frente, das coreógrafas Ariadne e Bruna, que espero que seja um dos principais momentos de impacto do Carnaval 2026. O intérprete Marquinho Art Samba está cantando com a alma. O casal Matheus e Lucinha, após os 30 pontos em 2025, ganhou ainda mais confiança para 2026. O carnavalesco Edson Pereira está bem encaixado na escola. Os desafios da escola são na plástica, para competir no dia com Beija-Flor e Viradouro, além da missão de fechar os desfiles na segunda-feira, nada tão pavoroso para quem já conquistou três títulos na década de 2010. O tijucano está acreditando e sonhando. Vale projetar uma luta muito forte pela vaga no Sábado das Campeãs e, a partir daí, é só comemorar.

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Foto: Thais Brum/Divulgação Rio Carnaval

PARAÍSO DO TUIUTI: Desde 2018 que o Paraíso do Tuiuti não vive um momento tão especial. A escola fez um dos melhores minidesfiles, o samba está no coração de todos, o enredo é espetacular, a comissão de frente, de David Lima, vem se destacando nos ensaios, e o casal Vinícius e Rebeca está em perfeita sintonia e dançando demais. Sem dúvida, a escola entrará na Avenida brigando por uma das vagas no Sábado das Campeãs. O trabalho é forte em São Cristóvão. A escola que mais ensaia, tendo começado em outubro, está colhendo frutos. Dois pilares, o intérprete Pixulé e a bateria de mestre Marcão, já estão renovados para 2027 e estão no hall dos melhores. É impossível alguém falar mal da harmonia para 2026, já que a ala musical, do diretor Leonardo Bessa, está voando, e a comunidade cantando muito. Não bobeando na evolução, é possível acreditar que o Tuiuti fará um desfile histórico em 2026.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

MOCIDADE: O clima é diferente dos últimos anos. A apresentação de 2025 foi muito honesta, mal julgada e que poderia presentear os Independentes. Os ensaios de rua comprovam que a Mocidade pulsa forte no canto da comunidade e na performance espetacular da “Não existe mais quente”, de mestre Dudu. O “casal iluminado”, Diogo e Bruna, é muito competente e pilar da Verde e Branco. Pelo que vi no barracão, será um desfile com muitas esculturas nas alegorias. Renato Lage na veia. O coreógrafo Marcelo Missailidis vem de um excelente trabalho em 2025, também mal julgado, e promete grande performance no enredo sobre Rita Lee. O independente segue acreditando, prova disso é que os torcedores escolheram o samba de 2026. Igor Vianna no carro de som conduz com todo amor a obra da Estrela Guia. Acho possível novos rumos. O caminho está sendo pavimentado. Resta esperar para ver como será na hora do desfile.

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Foto: Thais Brum/Divulgação Rio Carnaval

NITERÓI: A estreia mais polêmica no Grupo Especial. O enredo sobre o presidente Lula deve viralizar em janeiro e fevereiro. Sem dúvida, vai pisar na Avenida para causar. O “caos” tomará conta. Os ensaios de rua, em Niterói, estão surpreendendo pela performance do casal Emanuel e Thainara e pelo canto dos componentes. O carnavalesco Tiago Martins está cheio de vontade de fazer e apagar o desfile que realizou na São Clemente sobre Paulo Gustavo. A bateria, de mestre Branco Ribeiro, vem passando muito bem nos ensaios. A comissão de frente, de Handerson Big e Marlon Cruz, terá a missão de emocionar e impactar desde o início. Será que Lula vai desfilar? Se acontecer, prevejo uma hecatombe na Sapucaí. A missão da Niterói é a mais árdua de todas. Sem dúvida, 99% das pessoas já falam em rebaixamento; o 1% de confiança na escola está com eles. Será um desfile histórico!

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Fotos: Alberto João/CARNAVALESCO

Felizes na Dragões da Real, Rubens de Castro e Janny Moreno celebram continuidade no pavilhão rumo ao Carnaval 2026

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A Dragões da Real aposta novamente no casal de mestre-sala e porta-bandeira mais experiente do Carnaval de São Paulo. Rubens de Castro e Janny Moreno vêm se destacando dentro da “Caverna do Dragão” e defenderão o pavilhão da Vila Anastácio pelo quarto ano consecutivo. O mestre-sala já acumula longa trajetória na agremiação e teve diversas parceiras ao longo da carreira. Porém, agora parece ter encontrado a dupla ideal para o quesito. Juntos, já apresentaram performances em enredos como João Pessoa, África e Ciclo da Vida, e agora se preparam para a passarela com um tema indígena – As Guerreiras Icamiabas. O casal concedeu entrevista ao CARNAVALESCO e comentou sobre diferentes assuntos, como o novo trabalho, as lições aprendidas no Carnaval 2025, o apoio da comunidade e a vasta experiência de ambos.

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Foto; Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Um novo projeto

O mestre-sala demonstrou alegria ao falar sobre mais um ano de defesa do pavilhão da Dragões da Real em sua consolidada carreira. “São 18 anos! Vamos levar a bandeira mais uma vez, buscando o título com a minha companheira, tentando a nota máxima e, principalmente, nos divertindo. É o que mais fazemos na escola. Até nas quartas-feiras, quando não há ninguém na quadra, estamos por aqui”, declarou.

A porta-bandeira elogiou a escola e destacou o carinho que recebe da comunidade. “Eu digo que a Dragões da Real é o céu do carnaval. As pessoas são muito humanas, de uma gentileza enorme, e é realmente uma escola de gente feliz”, afirmou.

Análise do último desfile e aprendizados

Janny Moreno celebrou a apresentação no último carnaval, avaliando como marcante e emocionante. “Acho que foi maravilhoso. Cada giro ao som do samba era uma sensação indescritível. Só de falar eu me arrepio! O Rubens e eu temos uma conexão muito especial, de parceria e afeto. Saímos inteiros da avenida e muito satisfeitos”, disse.

Rubens também se mostrou contente com o desempenho, mas destacou que o estilo da parceria é mais “agressivo”, enquanto o samba de 2025 tinha um tom mais emotivo. Para ele, o carnaval de 2026 deve se aproximar do perfil de 2024, quando conquistaram a nota máxima. “Antes de tudo, saímos felizes com o que entregamos. O samba do último ano tinha uma pegada completamente diferente da de 2024. Em vários momentos eu brincava: ‘Rubens, você não é um bruxo, você é um elfo’. Foi algo mais delicado. Em 2025 tivemos a missão de transmitir emoção junto com a escola. Agora, com o tema indígena, voltamos às nossas características principais, que são a garra e a intensidade”, explicou.

Cabeça erguida e apoio da comunidade

No Carnaval 2025, a dupla recebeu duas notas 9,9, o que custou um décimo para a escola. Janny encara a situação com naturalidade. “Nós estamos sujeitos à avaliação. Concordo com o resultado e já viramos a página. Perder dois décimos nos motiva a trabalhar ainda mais para que não aconteça novamente. Não adianta lamentar. Como nosso presidente sempre diz: ‘Temos que estar felizes e focar em um resultado positivo’. É isso que estamos fazendo. Meu maior objetivo é realizar um grande trabalho ao longo do ano”, afirmou.

Rubens, por sua vez, disse ainda procurar entender os motivos da dedução, mas ressaltou a confiança da comunidade. “Quem não está preparado não entra no jogo. Isso vale para todos. Sempre digo aos mais novos: É a comunidade que nos dá a nota máxima. Eles acreditam em nós para defender o quesito, e nosso papel é honrar isso. Foram dois décimos que perdemos, e até hoje não entendi onde. Mas não vou discutir com quem avaliou. O importante é que a Janny e eu somos nota 40, e ninguém tira isso de nós. A diretoria e a comunidade também acreditam nisso”, declarou.

Fim de carreira?

Durante o segundo ensaio técnico da Dragões da Real, Rubens deu uma entrevista ao canal da Liga-SP no YouTube que foi interpretada como uma possível despedida. Ele negou, mas admitiu que a idade chega e uma hora vai encerrar. Vale ressaltar que Rubens é o mestre-sala mais experiente do carnaval paulistano. “Na verdade, eu disse que nosso tempo está chegando. Sou o mais velho do carnaval. Em 2026 estarei com 51 anos na avenida. Precisamos entender que tudo tem seu ciclo. A escola até brincou: ‘Você não vai parar’. Mas interpretaram errado. Apenas disse que meu tempo pode estar próximo. Depois dos 50, tudo muda. Hoje estamos bem de saúde, mas amanhã não sabemos. Não faço planos longos. A Selminha Sorriso tem 53, eu tenho 51, e o mais próximo de mim é o Wagner, dos Gaviões da Fiel, com 45. Precisamos aceitar nossos limites e preparar todos para que não haja surpresa”, explicou.

Janny, também entre as porta-bandeiras mais experientes, afirmou se sentir realizada. “Tenho 47 anos e 28 de carreira. Me sinto muito feliz na pista, e isso é o que realmente importa”, concluiu.

Casal da Estrela do Terceiro Milênio mira nota máxima e promete impacto no Carnaval 2026

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A Estrela do Terceiro Milênio retornou ao Grupo Especial em 2025 com um desfile marcado pela ousadia do início ao fim. A comunidade do Grajaú deu uma amostra de que pretende repetir a dose em 2026 durante a Festa de Lançamento dos Sambas de Enredo, ao literalmente montar uma roda de samba em plena passarela, com direito a mesa de bar e cerveja para homenagear o compositor Paulo César Pinheiro. Entre os quesitos que se destacaram na apresentação que garantiu pela primeira vez a permanência da escola na elite do carnaval paulistano, brilhou a irreverência e qualidade técnica do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Arthur dos Santos e Waleska Gomes, que conversou com o CARNAVALESCO sobre a preparação para o próximo ano.

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Foto: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO

Em busca da nota máxima

Apesar de terem garantido os 30 pontos, um feito de apenas metade dos casais em 2025, Arthur e Waleska não estão satisfeitos. O casal foi categórico ao afirmar que o trabalho não apenas continua, como foi intensificado, conscientes do nível elevado de exigência do julgamento. Ambos estão se preparando para, desta vez, garantirem a nota máxima de todos os jurados.

“Nós intensificamos (a preparação) porque entendemos que a régua está alta, os jurados estão bem exigentes. Estamos fazendo um trabalho de treinamento de jurados, então não mantivemos o mesmo trabalho. Demos uma intensificada e estamos dando mais atenção aos pontos de balizamento. Eu sei que para algumas pessoas um décimo pode não ser nada, mas, para nós, é muito e vem nos incomodando, é aquela pedra no nosso sapato. Nós estamos muito dispostos e nos preparando demais para zerar essa dívida e trazer os 40 pontos para a Estrela do Terceiro Milênio”, afirmou Waleska.

Arthur reforçou o discurso, destacando o empenho coletivo e a responsabilidade com a comunidade. “Com toda certeza, é como a minha Portinha falou. Estamos multiplicando todos os nossos esforços com muita garra e com muita vontade, porque queremos zerar de fato essa conta. Vamos fazer os 40 redondos que a nossa comunidade merece”, disse.

Impacto que se tornou identidade

A entrada marcante da Estrela do Terceiro Milênio no desfile foi considerada um dos momentos mais impactantes da apresentação em 2025. Parte fundamental dessa abertura, o casal garantiu que a escola pretende repetir a dose no próximo carnaval. Arthur afirmou que o impacto se tornou como uma marca da agremiação, e que o trabalho desenvolvido surpreenderá o público.

“Já é identidade da Estrela do Terceiro Milênio impactar. Com o enredo, com o samba e, modéstia à parte, com o casal, esse ano não vai ser diferente. Vemos um setor incrível, muito bem lapidado em cima do enredo. Vocês vão ficar surpresos com o que vão assistir”, garantiu o mestre-sala.

Waleska complementou destacando o cuidado estético e a vocação inovadora da escola. Estas características, segundo a porta-bandeira, vão além do primeiro setor, e explicou que a proposta visual da Milênio é resultado de um conceito pensado de forma coletiva, sob a condução do carnavalesco Murilo Lobo.

“A Estrela do Terceiro Milênio tem essa característica de vir com uma estética muito bonita, com conceitos diferentes, com abertura. Não só a cabeça da escola, mas a escola normalmente vem inovando. Vocês podem esperar muita coisa do Murilo, porque essa mente pensante está caprichando mais uma vez e, com certeza, vamos fazer parte dessa construção”, concluiu.

Imperatriz Leopoldinense divulga fantasias para o Carnaval 2026

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Terceira colocada no último Carnaval, a Imperatriz Leopoldinense divulgou algumas das fantasias do projeto que irá vestir a comunidade da verde, branco e dourado na Marquês de Sapucaí em 2026. Com o enredo em homenagem ao cantor Ney Matogrosso, o conjunto de figurinos das alas, desenvolvido pelo carnavalesco multicampeão Leandro Vieira, se destaca pelo arrojamento estético e pela maneira exuberante como o artista concilia a abordagem do enredo ao visual dos figurinos apresentados.

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À frente dos projetos artísticos da Rainha de Ramos desde 2023, o artista optou por um caminho plural onde, ano após ano, sua versatilidade visual é posta à prova em função da diversidade das propostas que ele oferece à Escola da Zona da Leopoldina desde seu retorno.

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Fantasia representando “o Homem de Neanderthal” incorporado por Ney Matogrosso em 1975. (Foto: Raphael Figueiredo)

Depois da temática cangaceira de 2023, da cigana de 2024 e após o elogiadíssimo visual desenvolvido para o Oxalá de 2025, ao mergulhar no universo estético de Ney Matogrosso, Leandro parece ter encontrado uma visualidade que surpreende pela renovação de suas próprias ferramentas criativas.

O traço estético de Vieira, considerado um dos melhores criadores da atualidade quando o assunto é o figurino, segue destacado pela elegância acima da média e pelo extremo bom gosto na escolha dos materiais.

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Na imagem, o icônico figurino de estética indígena usado por Ney no festival de Montreux ganha interpretação carnavalesca pelas mãos de Vieira. (Foto: Raphael Figueiredo)

Em meio as fantasias divulgadas para o carnaval 2026, chama atenção a visível radicalização dos formatos propostos por Vieira, que deixam o corpo em exibição e a maneira como o artista desconstruiu o imaginário tradicional das fantasias dos desfiles para radicalizar não só o modo de fazer, como também, para condicioná-las à abordagem do enredo.

Segundo o carnavalesco, tudo foi pensado de maneira a colaborar com a performance dos desfilantes na Avenida. Na busca de uma visualidade leve e da possibilidade dos componentes se exibirem de maneira livre, o carnavalesco optou pela redução significativa dos adereços de mão e, segundo o próprio, apenas uma única ala de todo o projeto desenvolvido ostenta o artigo.

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Na imagem, o colorido exuberante da ala “Um corpo tropical” faz menção a latinidade incorporada pelo homenageado como marca de seu universo estético. (Foto: Raphael Figueiredo).

“Quando escolhi o universo do Ney como enredo, optei também por banhar o meu trabalho no universo de transgressões estéticas que envolve o homenageado. Com essa proposta de enredo, “junto a fome com a vontade de comer” no que diz respeito à um carnaval com mais possibilidades de ineditismos e rupturas na concepção visual daquilo que faço. De um modo geral, o conjunto estético aponta diretamente para o universo do homenageado e, tanto em fantasias quanto em alegorias, essa atmosfera é preservada. Se as alegorias apontam para o frescor de uma cenografia mais vazada e o uso de cores em combinação radical, as fantasias apontam para esse ambiente que explora a nudez, a transparência e o corpo que, na maioria das alas se exibe “fresco” e livre de excessos. É um conjunto de fantasias pra sacudir e brincar de braços abertos”, avalia o carnavalesco.

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Na imagem, o colorido exuberante da ala “Um corpo tropical” faz menção a latinidade incorporada pelo homenageado como marca de seu universo estético. (Foto: Raphael Figueiredo).

Atencioso com a disputa e com uma competição de alto nível, ao ser questionado sobre a avaliação do quesito fantasia no Carnaval 2025 e as mudanças para a correção de possíveis falhas, o artista afirma que a escola segue empenhada em corrigir aquilo que não deu certo, além de buscar soluções que garantam a excelência do quesito. Segundo o carnavalesco, a presidência e a direção de carnaval não estão medindo esforços para a garantia da integridade dos artigos transportados para a avenida.

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Detalhe da irônica fantasia que menciona um dos maiores sucessos da carreira do homenageado: A canção “Homem com H” (Foto: Raphael Figueiredo)

“Todo ano realizo um processo de autocritica na busca do acerto e da entrega da excelência. Com a Imperatriz, tenho três carnavais avaliados e, após a apuração das regras do jogo, nos últimos três anos, a despontuação em fantasia se deu em 2025. Entre a criação e o desfile há uma jornada onde muitas pessoas estão envolvidas com a logística. No ano que passou, a razão para a despontuação feita pelos julgadores se deu em função de avarias ocorridas durante o transporte dos itens até à avenida. Para 2026, me tranquiliza saber que, tanto a presidência, quanto a direção de carnaval da escola, estão ainda mais atentas, investindo, e buscando meios para que a preservação da integridade do trabalho feito pelas equipes do barracão seja uma prioridade”.

Com o enredo “Camaleônico”, a Imperatriz Leopoldinense será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval (15/02), em busca do décimo campeonato de sua história.

Depois dos sucessos recentes, Kappa e Mocidade lançam nova camisa inspirada na luz da Estrela Guia

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As recentes coleções lançadas pela Kappa em parceria com a Mocidade viraram febre em todos os cantos do país. Em todo lugar da cidade, tem alguém vestido com o manto verde e branco de Padre Miguel. E depois dos grandes sucessos, a parceria entre a Escola e a fornecedora de material esportivo italiana, inova mais uma vez e lança a camisa oficial da temporada do carnaval 2026.

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Divulgação/Mocidade

A coleção traz com orgulho a força da luz da Estrela Guia, símbolo que retrata a Escola de Samba. Com foco na cor dourada, a camisa ainda traz uma frase inspirada no histórico samba de 1992. “Estrela de luz’’é a mensagem principal deste novo uniforme, que visa valorizar toda força dos Independentes.

O diretor de marketing da Mocidade, Bryan Clem, reforça a importância da parceria.

“A parceria com a Kappa foi um marco não só para a gente, mas para todo o carnaval. E cada vez tentamos inovar mais e mais neste projeto. Desta vez, apostamos muito em uma peça que traz bem a história da Escola. Afinal, aqui quem ilumina é a luz desta estrela guia. Temos certeza que não só os Independentes, mas todo povo do samba, vai usar com muito orgulho porque a peça está linda demais”.

Já o diretor da Kappa Brasil, Caio Campos, aproveitou para falar da emoção de vestir a Estrela Guia de Padre Miguel.

“É muito gratificante para Kappa poder estar presente com a Mocidade neste projeto. A febre que virou nos deixa muito orgulhoso. Muito orgulho em vermos tantas camisas nossas espalhadas pelo país”.

A camisa já está disponível na boutique online da escola no endereço: https://www.boutiquemocidade.com.br/

O desfile

Primeira Escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, a Mocidade Independente de Padre Miguel levará para a Sapucaí o enredo “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”, desenvolvido pelos carnavalescos Renato Lage. A agremiação contará a história da uma das principais mulheres da história da arte e música do nosso país.

Quesito Harmonia no Grupo Especial do Rio avaliará canto da escola, parte instrumental e vocal da ala musical

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou os nomes dos seis julgadores do quesito Harmonia para os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2026. Os quesitos Samba-Enredo e Bateria já foram divulgados pela Liga. Como novidade, no ano que vem, todos os seis entram na avaliação, porém, após um sorteio, na quarta de cinzas, vão ser definidos os nomes que vão ter suas notas lidas na apuração. A Liesa revelou também como será o formato do julgamento do quesito Harmonia com três subquesitos: Canto da escola (3,6 a 4 pontos), Harmonia instrumental (2,7 a 3 pontos) e Harmonia vocal (2.7 a 3 pontos).

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BRUNO MARQUES: Músico, compositor e arranjador, com vasta experiência em produção musical. Julgador do quesito Harmonia no Grupo Especial do Rio desde 2017. Experiência contínua no quesito com alta capacidade técnica e escuta apurada.

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RODRIGO LIMA: Compositor premiado internacionalmente, com formação robusta em composição. Mestre em Processos Criativos e professor de harmonia/composição na EMESP. Rigor teórico + prática musical para avaliar coesão e riqueza harmônica.

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JARDEL MAIA: Preparador vocal, maestro, cantor e ator. Atuou em projetos e programas de grande alcance, como Faustão e The Voice (Globo). Direção vocal e experiência de palco aplicadas à performance coletiva da escola.

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JÚLIA FÉLIX: Artista-pesquisadora, mestre em Artes Cênicas, com trajetória em estética teatral contemporânea. Repertório técnico em cena, direção e composição artística. Olhar de análise de performance e construção cênica a serviço da estrutura musical.

CAINÃ ALVES: Doutor em Música (UFPR) com período na UNAM (México). Pesquisador em Etnomusicologia com ênfase no Carnaval e maestro/produtor cultural. Formação acadêmica + vivência de coordenação técnica para avaliar com rigor musical.

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SINÉSIO SILVA: Professor, pesquisador e músico; mester em Musicologia (UFRJ) com pesquisa premiada pela Funarte (2013). Doutor em Planejamento Urbano e Regional para analisar musicalidade e expressão coletiva na avenida.

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Superponte móvel promete preservar o segundo recuo de bateria para os ritmistas no Carnaval 2026

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A pista de desfiles será, mais do que nunca, exclusiva para as escolas de samba e trabalhadores envolvidos com os desfiles no Carnaval 2026. Com o objetivo de garantir que os ritmistas e mestres de bateria possam ter tranquilidade para defender o quesito no segundo recuo de bateria, sem que pessoas que não façam parte daquele momento atrapalhem, haverá uma ponte móvel no local para garantir a passagem entre o lado par e o ímpar, durante os intervalos, sem que haja a necessidade de acesso à avenida.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

O projeto replica o modelo de sucesso implementado neste ano, no primeiro recuo, quando uma ponte semelhante foi instalada no local, sendo fundamental para retirar da pista pessoas que acessavam o local apenas para passar de um lado para o outro e, por consequência, acabavam atrapalhando as apresentações das escolas. Com um mecanismo tecnológico, o equipamento permanece aberto durante a competição, sem atrapalhar o desempenho da agremiação na Passarela do Samba. Apenas nos intervalos, ela fecha, permitindo o deslocamento entre os setores.

Vale ressaltar que o posicionamento da superponte em nada afetará, por exemplo, o Espaço Candonga, que tradicionalmente já ocupa um pedaço do camarote 9 especial. O mesmo vale para a visão do público, que continuará conseguindo observar os componentes, alegorias e fantasias sem qualquer impedimento, uma vez que a ponte estará aberta durante os desfiles.

A superponte possui 49,5 metros de comprimento total, com 19 metros de abertura e 2 metros de corredor. Ela levou cerca de 4 meses para ser produzida, com 10 profissionais dedicados exclusivamente ao trabalho, e já está posicionada no local. O equipamento conta, também, com dois sistemas de backup, para o caso de problemas no funcionamento do motor.

O desfile do Grupo Especial do Rio Carnaval 2026 acontece nos dias 30 e 31 de janeiro, 1º, 6, 7 e 8 de fevereiro, com os ensaios técnicos no Sambódromo, dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com os desfiles competitivos, além dos dias 31 de janeiro, 1º, 8 e 20 de fevereiro, com os desfiles mirins. O encerramento do ciclo acontecerá no dia 21 de fevereiro, com o Desfile das Campeãs.

‘As pessoas podem esperar grandes momentos e imagens marcantes’, afirma Tarcísio Zanon sobre a Viradouro em 2026

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A Unidos do Viradouro já vive um carnaval especial para 2026. Em um ano marcado por datas simbólicas e pela escolha de um enredo profundamente ligado à identidade da escola, o carnavalesco Tarcísio Zanon revelou ao CARNAVALESCO os bastidores emocionais e criativos da preparação do desfile, que homenageia Ciça e celebra a própria trajetória da agremiação. Segundo Zanon, o momento é de forte conexão entre equipe, história e sentimento.

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“Esse ano a gente está vivendo uma grande emoção porque parece que estamos contando a nossa própria história. É um ano muito significativo: 80 anos da escola, 70 anos do Ciça, 55 anos de avenida do. E temos um enredo vivo, muito próximo da gente”.

A presença constante de Ciça no processo criativo é apontada como um dos grandes diferenciais do trabalho. Para o carnavalesco, o homenageado extrapola o papel de mestre de bateria e se coloca como guardião da memória da escola.

“Além de ser um grande mestre, o Ciça é um griô de fato. Ele está praticamente todos os dias no barracão. Não só ligado à parte plástica, de produção, mas porque vivencia todos os momentos do carnaval”.

A parceria criativa também tem sido um ponto alto do projeto. Zanon ressaltou a troca com o enredista  João Gustavo Melo, destacando a riqueza de referências disponíveis para a construção do desfile.

“Pra mim e para o João, que é esse grande parceiro, esse grande gênio, e que dispensa comentários. Dispensa elogios pelo tamanho que ele tem no carnaval, tem sido muito prazeroso. Fomos alguns dias à casa dos filhos dele, mas nem precisou muito: já estava tudo ali, já estava presente. É muito bom poder ter nossa bibliografia toda disponível, a qualquer momento, e poder acessar. É uma delícia construir esse carnaval”.

No barracão, a proposta estética busca unir memória e inovação. O carnavalesco explicou que a narrativa visual do desfile pretende acompanhar Ciça na Avenida, em um diálogo direto entre passado e presente.

“Existe uma nostalgia, um revival moderno. A gente se preocupou o tempo todo em contar a história do Ciça enquanto o público vê o Ciça na Marquês de Sapucaí. Uma das perguntas que ouvi muito foi: ‘como transformar o ritmo em visual?’”

Para Zanon, a resposta passa pela própria personalidade do homenageado, cuja trajetória sempre esteve associada à imagem e ao movimento. “No caso do Ciça, isso se torna mais fácil. Não muito fácil, mas muito mais tranquilo, porque além de ritmo ele é visual. Você vê grandes imagens dele na Marquês, imagens que ficaram eternizadas na nossa memória”.

Essa dimensão visual também dialoga com a dança e a corporeidade que marcaram a história de Ciça. “E o Ciça não é só ritmo enquanto música. É ritmo enquanto dança também. Ele começa como passista e leva a coreografia pra bateria. As pessoas podem esperar esses grandes momentos, essas imagens icônicas e marcantes que ficaram na nossa cabeça, mas apresentadas de forma completamente moderna”.

O trabalho na Viradouro, segundo o carnavalesco, tem sido marcado por aprendizado e espírito coletivo. Zanon destacou o ambiente colaborativo da escola e o sentimento de pertencimento que permeia a construção do desfile. “É um aprendizado enorme. Eu sou meio ousado, às vezes jogo uma ideia, mas sempre me coloco no meu lugar, cumprindo minha função de carnavalesco. Aqui todo mundo conversa de igual pra igual, todo mundo escuta o outro. É realmente uma família que pensa pelo melhor”.

Esse clima, de acordo com ele, se intensificou ainda mais em 2026, justamente pela natureza do enredo. “E esse ano tem sido ainda mais família, porque estamos falando sobre nós mesmos, sobre um dos nossos. Tem sido emocionante. Uma delícia”.

Harmonia da União de Maricá destaca engajamento da comunidade em preparação para o Carnaval 2026

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Sob o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, criação do carnavalesco Leandro Vieira, a União de Maricá promete levar para a Sapucaí a força da joalheria negra brasileira, exaltando as mulheres que transformaram adornos e balangandãs em símbolos de resistência, identidade e liberdade. O diretor de harmonia da União de Maricá, Mauro Amorim, conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre o envolvimento da comunidade, o ritmo de preparação e a resposta positiva dos componentes aos chamados para os ensaios. Segundo ele, o trabalho vem sendo intenso e gratificante, e a adesão da comunidade impressiona até os mais experientes.

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“A gente está trabalhando muito forte. Foi muito fácil, porque divulgamos o calendário de ensaios, convocamos o pessoal ao longo da semana e tivemos uma adesão muito grande.”

Mauro explicou que o foco agora será o aprimoramento da evolução da escola. Ele reconhece que há espaço para crescimento, mas destaca a garra e o desejo da comunidade de fazer bonito na avenida. A energia da Maricá, segundo ele, é o que move o trabalho de toda a equipe.

“A gente vai trabalhar muito a evolução. Sabemos que podemos melhorar a evolução da escola, há um trabalho muito grande a ser feito. É uma escola jovem, mas muito aguerrida. É uma escola que quer fazer, uma comunidade que quer mostrar seu valor por tudo o que está sendo falado ao longo do período. Esse povo quer mostrar que Maricá tem comunidade.”

Ao fazer um balanço do trabalho até aqui, o diretor de harmonia revelou o quanto tem se sentido acolhido e o quanto a dedicação coletiva tem fortalecido o projeto. Mesmo não sendo um veterano na escola, Mauro diz que já se sente parte da família maricaense e reforça que o comprometimento dos componentes é o principal diferencial da União.

“É difícil falar do meu trabalho, mas parece que já tenho bastante tempo de escola, porque o acolhimento é muito grande, a recepção da comunidade é muito boa e há muito trabalho. Estamos com um calendário grande de ensaios.”

O samba-enredo, escolhido por unanimidade entre todos os segmentos, vem conquistando cada vez mais a comunidade. Para Mauro, o samba traduz o espírito da escola e ajuda a unir ainda mais os componentes, que cantam com emoção a cada ensaio.

“É um samba que tem uma identificação muito grande; todo mundo se reconhece em algum momento do samba. Esse samba foi aclamado aqui dentro da quadra, por unanimidade, em todos os segmentos. A expectativa é a melhor possível. O samba teve uma aceitação imensa.”

O diretor reforça a confiança e o compromisso do grupo em fazer um grande espetáculo na Sapucaí. A fé, a união e a força da comunidade são, segundo ele, os ingredientes que vão conduzir a Maricá rumo a um grande resultado.

“No ano de 2026 vai estar todo mundo ali focado em cantar esse samba. Eu peço aos meus orixás e entrego todo o axé para isso. A expectativa é muito grande por um bom resultado, e a gente vai trabalhar muito. É chegar à avenida muito aguerrido para defender a União de Maricá.”

A União de Maricá será a sexta escola a desfilar no sábado, 14 de fevereiro de 2026, pela Série Ouro do Carnaval carioca, levando à Sapucaí um enredo que mistura ancestralidade, beleza e resistência — e contando com a energia vibrante de uma comunidade que, como diz Mauro, “quer mostrar que Maricá tem comunidade”.

Diretor de Harmonia exalta desempenho da Imperatriz e garante: ‘temos galera nova, com sede de vitória’

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O Carnaval de 2025 da Imperatriz Leopoldinense foi uma grande festa para seus componentes e admiradores, mas, ao mesmo tempo, trouxe desafios inesperados para a escola de samba. Mesmo com a perda de dois décimos no quesito samba-enredo, a agremiação demonstrou que está pronta para continuar na luta pelo título. O diretor de harmonia da escola, Thiago Santos, compartilhou seus pensamentos sobre a performance da agremiação e os aprendizados para o futuro.

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Diretor de harmonia da Imperatriz Leopoldinense, Thiago Santos

“Foi um Carnaval 2025 maravilhoso. Ganhar é muito difícil, a gente tinha tantos concorrentes. Tivemos a perda de alguns décimos, e Carnaval é detalhe mesmo, mas a gente tinha total condição de ser campeão, todo mundo sabe disso. Ano que vem, a gente vem mais forte ainda, para não cometer esses pequenos deslizes que cometemos e brigar de novo pelo título. A Imperatriz não deixa mais de brigar pelo título. Falando especificamente do meu trabalho na Harmonia, é uma galera que já trabalha junta há muito tempo. Estou lá há 15 anos, sou diretor geral há três, mas já conheço essa galera há muito tempo. A gente sempre renova o time, com gente nova, tirando gente da comunidade. O time se renova, mas a base é mantida, e a gente vem mais forte ainda”, disse Thiago.

A harmonia e a evolução da escola no desfile de 2025 também foram elogiadas pelo diretor, que destacou o trabalho incansável de sua equipe. Segundo ele, o carro de som e a performance da galera foram impecáveis, com uma energia renovada que trouxe um resultado positivo para a agremiação.

“Ah, não tem o que falar. Harmonia e Evolução chegaram aos 80 pontos. Estou muito orgulhoso do meu time, a galera trabalha demais. O carro de som é perfeito, mais um ano. Uma galera nova, com sede de vitória, com sede de ganhar, sob a batuta do Pedrão, que é um cara mais experiente, mas o time é muito novo, com muita gente bacana, muita gente com muito talento. Não tem jeito, é isso aí, é o resultado”, elogiou Thiago Santos.