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Quesito Harmonia no Grupo Especial do Rio avaliará canto da escola, parte instrumental e vocal da ala musical

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou os nomes dos seis julgadores do quesito Harmonia para os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2026. Os quesitos Samba-Enredo e Bateria já foram divulgados pela Liga. Como novidade, no ano que vem, todos os seis entram na avaliação, porém, após um sorteio, na quarta de cinzas, vão ser definidos os nomes que vão ter suas notas lidas na apuração. A Liesa revelou também como será o formato do julgamento do quesito Harmonia com três subquesitos: Canto da escola (3,6 a 4 pontos), Harmonia instrumental (2,7 a 3 pontos) e Harmonia vocal (2.7 a 3 pontos).

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BRUNO MARQUES: Músico, compositor e arranjador, com vasta experiência em produção musical. Julgador do quesito Harmonia no Grupo Especial do Rio desde 2017. Experiência contínua no quesito com alta capacidade técnica e escuta apurada.

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RODRIGO LIMA: Compositor premiado internacionalmente, com formação robusta em composição. Mestre em Processos Criativos e professor de harmonia/composição na EMESP. Rigor teórico + prática musical para avaliar coesão e riqueza harmônica.

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JARDEL MAIA: Preparador vocal, maestro, cantor e ator. Atuou em projetos e programas de grande alcance, como Faustão e The Voice (Globo). Direção vocal e experiência de palco aplicadas à performance coletiva da escola.

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JÚLIA FÉLIX: Artista-pesquisadora, mestre em Artes Cênicas, com trajetória em estética teatral contemporânea. Repertório técnico em cena, direção e composição artística. Olhar de análise de performance e construção cênica a serviço da estrutura musical.

CAINÃ ALVES: Doutor em Música (UFPR) com período na UNAM (México). Pesquisador em Etnomusicologia com ênfase no Carnaval e maestro/produtor cultural. Formação acadêmica + vivência de coordenação técnica para avaliar com rigor musical.

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SINÉSIO SILVA: Professor, pesquisador e músico; mester em Musicologia (UFRJ) com pesquisa premiada pela Funarte (2013). Doutor em Planejamento Urbano e Regional para analisar musicalidade e expressão coletiva na avenida.

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Superponte móvel promete preservar o segundo recuo de bateria para os ritmistas no Carnaval 2026

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A pista de desfiles será, mais do que nunca, exclusiva para as escolas de samba e trabalhadores envolvidos com os desfiles no Carnaval 2026. Com o objetivo de garantir que os ritmistas e mestres de bateria possam ter tranquilidade para defender o quesito no segundo recuo de bateria, sem que pessoas que não façam parte daquele momento atrapalhem, haverá uma ponte móvel no local para garantir a passagem entre o lado par e o ímpar, durante os intervalos, sem que haja a necessidade de acesso à avenida.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

O projeto replica o modelo de sucesso implementado neste ano, no primeiro recuo, quando uma ponte semelhante foi instalada no local, sendo fundamental para retirar da pista pessoas que acessavam o local apenas para passar de um lado para o outro e, por consequência, acabavam atrapalhando as apresentações das escolas. Com um mecanismo tecnológico, o equipamento permanece aberto durante a competição, sem atrapalhar o desempenho da agremiação na Passarela do Samba. Apenas nos intervalos, ela fecha, permitindo o deslocamento entre os setores.

Vale ressaltar que o posicionamento da superponte em nada afetará, por exemplo, o Espaço Candonga, que tradicionalmente já ocupa um pedaço do camarote 9 especial. O mesmo vale para a visão do público, que continuará conseguindo observar os componentes, alegorias e fantasias sem qualquer impedimento, uma vez que a ponte estará aberta durante os desfiles.

A superponte possui 49,5 metros de comprimento total, com 19 metros de abertura e 2 metros de corredor. Ela levou cerca de 4 meses para ser produzida, com 10 profissionais dedicados exclusivamente ao trabalho, e já está posicionada no local. O equipamento conta, também, com dois sistemas de backup, para o caso de problemas no funcionamento do motor.

O desfile do Grupo Especial do Rio Carnaval 2026 acontece nos dias 30 e 31 de janeiro, 1º, 6, 7 e 8 de fevereiro, com os ensaios técnicos no Sambódromo, dias 15, 16 e 17 de fevereiro, com os desfiles competitivos, além dos dias 31 de janeiro, 1º, 8 e 20 de fevereiro, com os desfiles mirins. O encerramento do ciclo acontecerá no dia 21 de fevereiro, com o Desfile das Campeãs.

‘As pessoas podem esperar grandes momentos e imagens marcantes’, afirma Tarcísio Zanon sobre a Viradouro em 2026

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A Unidos do Viradouro já vive um carnaval especial para 2026. Em um ano marcado por datas simbólicas e pela escolha de um enredo profundamente ligado à identidade da escola, o carnavalesco Tarcísio Zanon revelou ao CARNAVALESCO os bastidores emocionais e criativos da preparação do desfile, que homenageia Ciça e celebra a própria trajetória da agremiação. Segundo Zanon, o momento é de forte conexão entre equipe, história e sentimento.

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Foto: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“Esse ano a gente está vivendo uma grande emoção porque parece que estamos contando a nossa própria história. É um ano muito significativo: 80 anos da escola, 70 anos do Ciça, 55 anos de avenida do. E temos um enredo vivo, muito próximo da gente”.

A presença constante de Ciça no processo criativo é apontada como um dos grandes diferenciais do trabalho. Para o carnavalesco, o homenageado extrapola o papel de mestre de bateria e se coloca como guardião da memória da escola.

“Além de ser um grande mestre, o Ciça é um griô de fato. Ele está praticamente todos os dias no barracão. Não só ligado à parte plástica, de produção, mas porque vivencia todos os momentos do carnaval”.

A parceria criativa também tem sido um ponto alto do projeto. Zanon ressaltou a troca com o enredista  João Gustavo Melo, destacando a riqueza de referências disponíveis para a construção do desfile.

“Pra mim e para o João, que é esse grande parceiro, esse grande gênio, e que dispensa comentários. Dispensa elogios pelo tamanho que ele tem no carnaval, tem sido muito prazeroso. Fomos alguns dias à casa dos filhos dele, mas nem precisou muito: já estava tudo ali, já estava presente. É muito bom poder ter nossa bibliografia toda disponível, a qualquer momento, e poder acessar. É uma delícia construir esse carnaval”.

No barracão, a proposta estética busca unir memória e inovação. O carnavalesco explicou que a narrativa visual do desfile pretende acompanhar Ciça na Avenida, em um diálogo direto entre passado e presente.

“Existe uma nostalgia, um revival moderno. A gente se preocupou o tempo todo em contar a história do Ciça enquanto o público vê o Ciça na Marquês de Sapucaí. Uma das perguntas que ouvi muito foi: ‘como transformar o ritmo em visual?’”

Para Zanon, a resposta passa pela própria personalidade do homenageado, cuja trajetória sempre esteve associada à imagem e ao movimento. “No caso do Ciça, isso se torna mais fácil. Não muito fácil, mas muito mais tranquilo, porque além de ritmo ele é visual. Você vê grandes imagens dele na Marquês, imagens que ficaram eternizadas na nossa memória”.

Essa dimensão visual também dialoga com a dança e a corporeidade que marcaram a história de Ciça. “E o Ciça não é só ritmo enquanto música. É ritmo enquanto dança também. Ele começa como passista e leva a coreografia pra bateria. As pessoas podem esperar esses grandes momentos, essas imagens icônicas e marcantes que ficaram na nossa cabeça, mas apresentadas de forma completamente moderna”.

O trabalho na Viradouro, segundo o carnavalesco, tem sido marcado por aprendizado e espírito coletivo. Zanon destacou o ambiente colaborativo da escola e o sentimento de pertencimento que permeia a construção do desfile. “É um aprendizado enorme. Eu sou meio ousado, às vezes jogo uma ideia, mas sempre me coloco no meu lugar, cumprindo minha função de carnavalesco. Aqui todo mundo conversa de igual pra igual, todo mundo escuta o outro. É realmente uma família que pensa pelo melhor”.

Esse clima, de acordo com ele, se intensificou ainda mais em 2026, justamente pela natureza do enredo. “E esse ano tem sido ainda mais família, porque estamos falando sobre nós mesmos, sobre um dos nossos. Tem sido emocionante. Uma delícia”.

Harmonia da União de Maricá destaca engajamento da comunidade em preparação para o Carnaval 2026

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Sob o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, criação do carnavalesco Leandro Vieira, a União de Maricá promete levar para a Sapucaí a força da joalheria negra brasileira, exaltando as mulheres que transformaram adornos e balangandãs em símbolos de resistência, identidade e liberdade. O diretor de harmonia da União de Maricá, Mauro Amorim, conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre o envolvimento da comunidade, o ritmo de preparação e a resposta positiva dos componentes aos chamados para os ensaios. Segundo ele, o trabalho vem sendo intenso e gratificante, e a adesão da comunidade impressiona até os mais experientes.

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“A gente está trabalhando muito forte. Foi muito fácil, porque divulgamos o calendário de ensaios, convocamos o pessoal ao longo da semana e tivemos uma adesão muito grande.”

Mauro explicou que o foco agora será o aprimoramento da evolução da escola. Ele reconhece que há espaço para crescimento, mas destaca a garra e o desejo da comunidade de fazer bonito na avenida. A energia da Maricá, segundo ele, é o que move o trabalho de toda a equipe.

“A gente vai trabalhar muito a evolução. Sabemos que podemos melhorar a evolução da escola, há um trabalho muito grande a ser feito. É uma escola jovem, mas muito aguerrida. É uma escola que quer fazer, uma comunidade que quer mostrar seu valor por tudo o que está sendo falado ao longo do período. Esse povo quer mostrar que Maricá tem comunidade.”

Ao fazer um balanço do trabalho até aqui, o diretor de harmonia revelou o quanto tem se sentido acolhido e o quanto a dedicação coletiva tem fortalecido o projeto. Mesmo não sendo um veterano na escola, Mauro diz que já se sente parte da família maricaense e reforça que o comprometimento dos componentes é o principal diferencial da União.

“É difícil falar do meu trabalho, mas parece que já tenho bastante tempo de escola, porque o acolhimento é muito grande, a recepção da comunidade é muito boa e há muito trabalho. Estamos com um calendário grande de ensaios.”

O samba-enredo, escolhido por unanimidade entre todos os segmentos, vem conquistando cada vez mais a comunidade. Para Mauro, o samba traduz o espírito da escola e ajuda a unir ainda mais os componentes, que cantam com emoção a cada ensaio.

“É um samba que tem uma identificação muito grande; todo mundo se reconhece em algum momento do samba. Esse samba foi aclamado aqui dentro da quadra, por unanimidade, em todos os segmentos. A expectativa é a melhor possível. O samba teve uma aceitação imensa.”

O diretor reforça a confiança e o compromisso do grupo em fazer um grande espetáculo na Sapucaí. A fé, a união e a força da comunidade são, segundo ele, os ingredientes que vão conduzir a Maricá rumo a um grande resultado.

“No ano de 2026 vai estar todo mundo ali focado em cantar esse samba. Eu peço aos meus orixás e entrego todo o axé para isso. A expectativa é muito grande por um bom resultado, e a gente vai trabalhar muito. É chegar à avenida muito aguerrido para defender a União de Maricá.”

A União de Maricá será a sexta escola a desfilar no sábado, 14 de fevereiro de 2026, pela Série Ouro do Carnaval carioca, levando à Sapucaí um enredo que mistura ancestralidade, beleza e resistência — e contando com a energia vibrante de uma comunidade que, como diz Mauro, “quer mostrar que Maricá tem comunidade”.

Diretor de Harmonia exalta desempenho da Imperatriz e garante: ‘temos galera nova, com sede de vitória’

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O Carnaval de 2025 da Imperatriz Leopoldinense foi uma grande festa para seus componentes e admiradores, mas, ao mesmo tempo, trouxe desafios inesperados para a escola de samba. Mesmo com a perda de dois décimos no quesito samba-enredo, a agremiação demonstrou que está pronta para continuar na luta pelo título. O diretor de harmonia da escola, Thiago Santos, compartilhou seus pensamentos sobre a performance da agremiação e os aprendizados para o futuro.

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Diretor de harmonia da Imperatriz Leopoldinense, Thiago Santos

“Foi um Carnaval 2025 maravilhoso. Ganhar é muito difícil, a gente tinha tantos concorrentes. Tivemos a perda de alguns décimos, e Carnaval é detalhe mesmo, mas a gente tinha total condição de ser campeão, todo mundo sabe disso. Ano que vem, a gente vem mais forte ainda, para não cometer esses pequenos deslizes que cometemos e brigar de novo pelo título. A Imperatriz não deixa mais de brigar pelo título. Falando especificamente do meu trabalho na Harmonia, é uma galera que já trabalha junta há muito tempo. Estou lá há 15 anos, sou diretor geral há três, mas já conheço essa galera há muito tempo. A gente sempre renova o time, com gente nova, tirando gente da comunidade. O time se renova, mas a base é mantida, e a gente vem mais forte ainda”, disse Thiago.

A harmonia e a evolução da escola no desfile de 2025 também foram elogiadas pelo diretor, que destacou o trabalho incansável de sua equipe. Segundo ele, o carro de som e a performance da galera foram impecáveis, com uma energia renovada que trouxe um resultado positivo para a agremiação.

“Ah, não tem o que falar. Harmonia e Evolução chegaram aos 80 pontos. Estou muito orgulhoso do meu time, a galera trabalha demais. O carro de som é perfeito, mais um ano. Uma galera nova, com sede de vitória, com sede de ganhar, sob a batuta do Pedrão, que é um cara mais experiente, mas o time é muito novo, com muita gente bacana, muita gente com muito talento. Não tem jeito, é isso aí, é o resultado”, elogiou Thiago Santos.

Renê Sobral detalha carinho com samba e exalta comunidade da Dragões da Real

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A Dragões da Real se apresentou, na Festa de Lançamento dos Sambas-Enredo do carnaval de 2026, contando com a longeva parceria com Renê Sobral no comando da ala musical. O intérprete, que defenderá o pavilhão da escola da Vila Anastácio pela nona vez no Sambódromo do Anhembi, desenvolveu neste período um forte vínculo com a comunidade de gente feliz, conversou com o CARNAVALESCO sobre essa trajetória e a preparação em andamento para o próximo desfile.

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Foto: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO

Trabalho para defender um tema diferente

O cuidado exigido por sambas que dialogam com universos culturais diferentes do habitual é importante na visão do intérprete. Renê não se recorda se já defendeu a temática indígena na Avenida, mas destacou que a adaptação vai além da melodia e da interpretação, passando também pela compreensão das palavras e de seus significados. Para o artista, tornar o samba acessível ao público é parte fundamental do trabalho.

“Agora perguntando assim, não me vem nada na cabeça não, de todos os enredos que eu já trabalhei (se já trabalhou com enredos indígenas), mas para mim está sendo maravilhoso. O enredo é maravilhoso, nós temos um samba de enredo ficou muito bom e estou muito feliz por isso. Geralmente, sambas que tem dos povos originários, tem a questão das palavras. É outra língua, algumas palavras são diferentes. Você tem que tomar um cuidado na hora de cantar para o samba não ficar complicado e para o povo cantar, essa é uma adaptação que você enfrenta. É um samba muito inteligente, ele não tem clichê, é um samba muito bom. Não é samba de oba-oba. A adaptação no caso é fazer com que o povo entenda o que está cantando. São palavras da língua indígena que são colocadas e às vezes as pessoas não sabem o que é, e tem que entender para poder cantar a pronúncia, juntamente com a melodia, para poder chegar no dia da Avenida e cantar direitinho”, afirmou.

Novo recomeço a cada ano

Vivendo seu décimo ano na Dragões, Renê Sobral falou sobre a necessidade de se manter motivado e criativo ano após ano, mesmo com a longevidade dentro da escola. Segundo o intérprete, a forma de evitar o desgaste é encarar cada novo enredo como um recomeço.

“Eu tenho um lance que parece que eu passo uma borracha a cada ano, e parece que todo ano eu estou chegando na escola. A cada virada de lua eu estou chegando na escola como se eu estivesse chegando naquele momento, e eu sempre faço isso, todos os anos. Virou o enredo, virou a lua, como se eu estivesse chegando na escola naquele momento”, explicou.

Afeto pela comunidade e relação com a presidência

O intérprete não escondeu o vínculo afetivo construído ao longo dos anos ao falar da comunidade da Dragões da Real. Para Renê, o comprometimento com a escola fortalece o trabalho no dia a dia e se reflete no desempenho da agremiação. “Eu vejo um povo muito aguerrido. O povo ama muito a escola e o que eu preciso eles estão ali para fazer pela escola. Eu sinto isso na comunidade”, exaltou.

Por fim, Renê Sobral comentou sobre a relação com o presidente Renato Remondini, apontando a confiança mútua como um dos pilares dessa trajetória duradoura na escola. “A relação é muito boa, uma relação profissional muito boa. Ele tem uma confiança plena no trabalho que a gente executa, tanto que estamos aí para quase dez anos de carnaval”, concluiu.

Pré-réveillon do Baródromo terá roda de samba com Grupo SER

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Para fechar o ano de 2025 com boas energias o Baródromo, bar reduto dos sambistas, promoverá um pré-réveillon com o Grupo Samba Enredo de Raiz cantando sambas enredos icônicos, no dia 30 de dezembro, a partir das 12h.

No evento será gravado o áudio visual do grupo com as participações de Dowglas Diniz, Tinga, Marquinhos Art´samba e Pixulé, intérpretes oficiais de Mangueira, Vila Isabel, Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti, respectivamente.

O Baródromo está localizado na rua Dona Zulmira, 41, no bairro Maracanã. A entrada é franca com venda de bebidas no local.

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Foto: Divulgação/Baródromo

Serviço:
Local: Rua Dona Zulmira, 41
Funcionamento:
Terça a quinta: 17h à meia noite
Sexta: 17h à 1h
Sábado: 12h à 1h
Domingo: 12h às 22h

Diogo Nogueira retorna à Portela com show de pré-Réveillon na quadra e confirma presença no desfile de 2026

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A quadra da Portela foi palco de uma noite inesquecível com o retorno de Diogo Nogueira à Majestade do Samba. No último sábado, o cantor comandou o show de pré-Réveillon da escola com a quadra lotada em uma celebração marcada por emoção e identidade portelense. Após anos sem se apresentar na quadra, Diogo reencontrou a comunidade Azul e Branca em um espetáculo que reafirmou sua forte ligação com a Portela.

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Foto: Gil Lira/Divulgação Portela

O repertório passeou por grandes sucessos de sua carreira como “Pé na Área” e sambas clássicos que fazem parte da história, transformando a noite em um verdadeiro encontro entre gerações.

Além de presentear o público com uma apresentação marcante, Diogo Nogueira confirmou sua presença no desfile da Portela no Carnaval de 2026. O anúncio foi recebido com entusiasmo reforçando a expectativa para o próximo desfile da escola.

Para o presidente da Portela, Junior Escafura, o retorno do artista simboliza a força dos laços construídos pelo samba ao longo do tempo.

“O Diogo e toda família dele fazem parte da nossa história e da nossa memória afetiva. Recebê-lo novamente na quadra, depois de tantos anos, é reafirmar o que a Portela representa. A confirmação da presença dele no desfile de 2026 é motivo de orgulho para toda a nossa comunidade”, destaca o presidente.

Liesa divulga julgadores do quesito Samba-Enredo e inclui ‘Funcionalidade’ no formato da avaliação

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou os nomes dos seis julgadores do quesito Samba-Enredo para os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2026. O quesito Bateria já foi o primeiro divulgado pela Liga. Como novidade, no ano que vem, todos os seis entram na avaliação, porém, após um sorteio, na quarta de cinzas, vão ser definidos os nomes que vão ter suas notas lidas na apuração. A Liesa revelou também como será o formato do julgamento do quesito Samba-Enredo com três subquesitos: Desenvolvimento do enredo (3,6 a 4 pontos), Riqueza poética/melódica (3.6 a 4 pontos) e Funcionalidade (1,8 a 2 pontos).

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ALFREDO DEL-PENHO: Sambista, músico, compositor e pesquisador, com 25 anos de carreira e mais de 10 discos. Indicado ao Grammy Latino e vencedor do Prêmio da Música Brasileira. Perspectiva profunda para avaliar composição e qualidade musical do samba-enredo.

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ALESSANDRO VENTURA: Doutor com tese sobre música e poesia negra nas Américas, com ênfase nas manifestações poético-musicais do samba, tango e jazz. É professor, consultor, tradutor e palestrante, autor de trabalhos como “Samba de enredo: presente, passado e futuro”. Origem teórica e larga experiência prática para julgar samba-enredo.

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VANDELIR CAMILO: Músico e historiador (Conservatório Brasileiro de Música/UNIRIO), com doutorado finalizado. Integrante do coro do Theatro Municipal/RJ desde 2002, com mais de 50 produções. Base técnica e acadêmica para avaliar qualidade harmônica e musical.

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CHRISTIANO ABELARDO: Professor universitário há mais de 20 anos, pós-graduado em Língua Portuguesa. Autor de 22 livros, poeta e romancista premiado, com homenagens como a Comenda José do Patrocínio pela Academia de Letras do Brasil. Fortalecimento crítico e poético para avaliar as obras desenvolvidas.

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ELIDIO FERNANDES JUNIOR: Mestre em Literatura Brasileira (UFRJ), enredista e carnavalesco. Julgador em concursos de samba-enredo e comentarista de enredo/estética em transmissões. Força na análise lírica e narrativa, com foco em coesão temática do samba-enredo.

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LEONARDO SANTANA: Músico violoncelista, com experiência em orquestras (Petrobras, CBM, UFF). Autou em concetos marcantes e é jurado em festivais de MPB. Escuta apurada e visão harmônica para avaliar a construção musical do samba.

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Fala, galera! O anseio por justiça dos ‘anti-heróis’ do Tucuruvi

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Na Festa do Lançamento dos Sambas-Enredo do Carnaval 2026, ocorrida no último sábado, a comunidade dos Acadêmicos do Tucuruvi soltou, em forma de samba, um grito de clamor por justiça. O rebaixamento da escola, mesmo após um desfile aclamado pelo público do Anhembi em 2025, não abalou a moral dos componentes. Pelo contrário: a repercussão na mídia e entre o público alimenta o anseio por reafirmar a força da agremiação da Cantareira. O Zaca buscará o retorno ao Grupo Especial com o enredo “Anti-Herói Brasil”, assinado por Nicolas Gonçalves, no qual trará as pessoas comuns em suas heroicas batalhas diárias para sobreviver em um mundo cada vez mais hostil. O CARNAVALESCO conversou com representantes de diferentes segmentos da Tucuruvi para entender esse sentimento que conduz a escola na missão de encarar o disputado Grupo de Acesso I e, assim, conseguir retornar à elite do carnaval paulistano.

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Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Joilma Araújo, presidente da Velha Guarda, 55 anos, 43 de Tucuruvi

“Nós estamos encarando com muito otimismo, porque este ano a gente vem mostrar de novo a nossa força e, se Deus quiser, estaremos de novo no ano que vem no Grupo Especial. Vamos pisar no Anhembi com muita garra, com muita dedicação, com muita emoção. Nós somos todos muito confiantes. Comunidade, vamos juntos! Todo mundo unido, juntos somos mais fortes! Vamos mostrar a nossa garra que a gente vai estar de volta!”

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Henrique Bezerra, dançarino da comissão de frente, 23 anos, 3 de Tucuruvi

“Tucuruvi é uma escola de família, então a gente está muito unido nisso. Independentemente do resultado, sabemos que nosso trabalho foi feito, foi entregue com muita emoção. Neste novo ciclo, a gente está se reerguendo para mostrar para o pessoal que o trabalho não acabou por aqui. É muito trabalho pela frente, então está todo mundo de mãos unidas, todo mundo junto, vindo para cima com esse enredo forte de anti-heróis. Está sendo lindo, uma história linda, e vai ser lindo na Avenida. A gente sempre vem com muita força, muita espiritualidade junto conosco e sempre com muito respeito. A gente vai pisar forte, mas com muito respeito, e o desafio mesmo é manter essa camisa com esses personagens que a gente vem mostrando. Eles são muito fortes, e a gente tem muita responsabilidade por tudo isso. Eu acho que é isso: responsabilidade, erguer a cabeça e bora lá”.

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Adilson de Souza, chefe da Ala 9, 53 anos, 4 de Tucuruvi

“A comunidade não aceitou muito o resultado deste ano por vários motivos. A comunidade está bem machucada, bem ferida, e nós queremos dar a volta por cima. O nosso desejo neste ano é voltar para o Grupo Especial, de onde nós nunca deveríamos ter saído. Olha essa gente aqui, essa animação! A escola não parou de cantar o tempo todo! A escola vem com uma pegada como sempre. A Tucuruvi vai fazer a diferença no canto, na harmonia, na evolução, e nós vamos voltar para o Grupo Especial”.

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Cíntia Garcia da Silva, chefe da Ala dos Convidados, 40 anos, 16 de Tucuruvi

“É complicado, porque parece que não tem superação. Ficamos muito indignados com a injustiça, e esse samba realmente fala sobre isso, sobre a injustiça. O que a gente passa para os componentes e o que temos sentido de forma geral é a injustiça. Então, o que a gente está pedindo? Para que o pessoal entre com mais garra, para que a justiça seja feita no ano que vem. A gente está lutando por isso e temos sentido isso dos componentes, que eles estão vindo com mais força, com mais garra, porque todo mundo sentiu o golpe. Nossa missão é entrar na Avenida com o pé firme, com determinação, com garra, para a gente voltar para o lugar de onde não devíamos ter saído. Porque esse é o intuito de todos, essa é a garra, é isso que a gente escuta, principalmente dos componentes. A injustiça foi feita com a gente e, desta vez, vamos fazer de tudo para que a justiça seja feita. Está todo mundo entrando com garra, com força, com determinação, para voltarmos ao lugar de onde a gente nunca devia ter saído”.

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