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Samba do Vai-Vai aposta em refrão forte e leitura cinematográfica para o Carnaval 2026

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Gravado em novembro de 2025, na Fábrica do Samba, o samba-enredo do Vai-Vai para o Carnaval 2026 chegou ao público carregando emoção, identidade popular e uma leitura musical que dialoga diretamente com o enredo. A obra, que homenageia São Bernardo do Campo e passa pela história da Vera Cruz, do cinema nacional e da luta dos trabalhadores, ganhou uma versão marcada por coral forte, andamento pensado especialmente para a gravação e arranjos que transitam entre o popular e o cinematográfico. A gravação, realizada em formato ao vivo, reuniu comunidade, segmentos e lideranças musicais da escola, consolidando um clima que, segundo os próprios envolvidos, não se via no Vai-Vai há algum tempo.

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Fotos: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO

Aqui a gente veio mais seguro, mais direto’, diz Luiz Felipe

No sexto ano como intérprete oficial do Vai-Vai, Luiz Felipe destacou que a gravação exigiu uma preparação diferente daquela feita para a versão cantada na quadra.

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“Nós nos preparamos porque é diferente da versão da escola. Aqui nós viemos mais seguros, mais direto. Estudamos bastante as outras gravações também, os cantores que já fizeram. Nós estudamos direitinho e temos essa preparação interna. Sexto ano sendo intérprete do Vai-Vai, sendo a voz dessa escola, é um sentimento de emoção mesmo”.

Mesmo reconhecendo o peso emocional da gravação ao vivo, o cantor fez uma ponderação técnica sobre o formato.

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“Eu não sou a favor da gravação ao vivo. Sou a favor da gravação em estúdio. Porém, ao vivo dá mais emoção, dá mais sentimento de Avenida, coral, povão. Pega na emoção, pega na comunidade, mas eu prefiro em estúdio”.

Questionado sobre os trechos mais impactantes da obra, ele não hesitou em apontar o momento que promete levantar o Anhembi.

“A parte que eu mais gosto é o refrão principal. Só que eu acho que é o do meio que vai sacudir o Anhembi. ‘Se desacreditar, vai parar geral’. Acho que essa parte vai ser impactante para a comunidade, pelo povo, que está gostando bastante dessa parte”.

Um samba raro na história do Vai-Vai, conta Cris Viana

Um dos compositores do samba-enredo de 2026, Cris Viana falou com emoção ao comentar a importância da obra em sua trajetória pessoal e artística. Compositor de carreira e criado dentro das alas de compositores, ele destacou o peso simbólico de vencer uma disputa em uma escola tradicionalmente fechada a parcerias externas.

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“Tenho alguns sambas-enredo nas coirmãs, mas é um samba especial porque o Vai-Vai é uma escola especial. Todo o povo do carnaval entende que o Vai-Vai é diferente. Para mim, que não sou naturalmente do Vai-Vai, é muito especial porque o Vai-Vai é uma escola mais fechada, é difícil que os compositores de fora ganhem samba dentro do Vai-Vai. Quem trabalha tem alma e coração, não é ferro nem máquina da exploração. Se desacreditar vai parar geral’. É bem no popular, tem tudo a ver com o Vai-Vai. Tem muita poesia dentro do samba, mas essa frase, para mim, é bem especial”.

A ligação pessoal com o enredo também foi decisiva para a emoção do compositor, já que o tema aborda São Bernardo do Campo, sua cidade natal.

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“É a nossa cidade. Unimos compositores de São Bernardo com compositores do Vai-Vai. É uma emoção especial porque fala de São Bernardo e sou apaixonado pela minha cidade. Minha vida se resume muito a São Bernardo do Campo, assim como a da minha família. Ganhar em uma escola do tamanho do Vai-Vai, que tem uma repercussão por ser algo raro, algo diferente, é realmente muito especial. Quando eu lembro da hora do resultado, eu fico arrepiado até hoje”.

Clima especial nos ensaios anima compositores

Sobre o desempenho do samba na Avenida, o compositor revelou um sentimento de confiança, baseado no que tem visto nos ensaios e na resposta da comunidade.

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“Faz tempo que o Vai-Vai não tem esse clima que está rodando com esse samba. Desde o primeiro ensaio, está com um clima muito diferente. A comissão de carnaval fez uma abordagem muito interessante falando da Vera Cruz. A Vera Cruz é cultura, é cinema, tem muito da história do Brasil. Com o São Bernardo vem o trabalhador, de todas as lutas que o sindicato teve lá no passado. O samba aconteceu desde quando soltamos a gravação e apresentamos na quadra. Nos ensaios está acontecendo demais, a quadra toda está cantando. O que vemos é que está rolando um clima especial, que há muito tempo o Vai-Vai não tinha”.

Andamento pensado para a gravação, explica mestre Beto

Responsável pela bateria “Pegada de Macaco”, mestre Beto revelou que o andamento escolhido foi específico para a gravação e não será o mesmo utilizado no desfile.

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“Como o Vai-Vai tem uma bateria mais acelerada, para a gravação eu resolvi esse ano, com a concepção do mestre Tadeu, fazer o andamento de 148 BPM (batidas por minuto), que não será o andamento que vamos para a Avenida. Nós fizemos um xote, que é um dos ritmos nordestinos. Fizemos dois arranjos de bateria mesmo, com caixa, repenique, surdo, e tem uma surpresinha para a Avenida que não podemos falar””.

Para o mestre, participar da gravação tem um significado único. “É um sentimento único porque é uma coisa anual. Acontece uma vez só e você procura fazer o melhor para que passe segurança para a comunidade. É como ter um filho, como fazer um aniversário, a primeira habilitação, o primeiro carro”.

Arranjos cinematográficos reforçam narrativa do enredo

Diretor musical do Vai-Vai, Danilo Alves explicou que os arranjos foram pensados a partir do tema e da tradição musical da escola.

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“Nós vamos sempre de acordo com o tema, com a nossa tradição e com a pegada da nossa bateria. Trouxemos uns arranjos bem cinematográficos e ficou legal, ficou de acordo. Fazemos um forró, fazemos um baiãozinho. Usamos um triângulo e o agogô para fazer bem o forró mesmo. O Vai-Vai sempre vem com esse lance bem social, bem de acordo com o que o Brasil pede”.

Danilo também revelou referências diretas ao cinema na construção musical. “Fazemos uma alusão ao cinema com alguns arranjos de harmonia, lembrando aquelas noites de sábado do Supercine. Esses arranjinhos pegando bem as dissonâncias da harmonia são bem legais, bem Vai-Vai, bem a nossa cara”.

Unidos de Vila Isabel divulga primeira imagem de fantasia para o Carnaval 2026

A Unidos de Vila Isabel divulgou, neste domingo, a primeira imagem oficial de uma das fantasias que estarão na Avenida durante o desfile da escola, na terça-feira, 17 de fevereiro. A fantasia apresentada destaca os personagens Colombina e Arlequim e integra um conjunto de 60 fantasias que compõem uma das alas do desfile da azul e branca de Noel. A criação faz referência direta à importância musical de Heitor dos Prazeres para os carnavais de rua da cidade do Rio de Janeiro, exaltando sua contribuição para a cultura popular e para a história do samba.

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Foto: Ademir Júnior/Divulgação Vila Isabel

Entre as obras eternizadas pelo compositor está a marchinha “Pierrô Apaixonado”, parceria com Noel Rosa, o eterno Poeta da Vila, cuja ligação afetiva e artística com a escola inspira o desenvolvimento do enredo.

O grande bloco idealizado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora contará com mais de 200 componentes, todos vestindo fantasias marcadas por cores vibrantes, alegria e um clima de nostalgia, celebrando a memória musical e o espírito dos antigos carnavais de rua.

Em 2026, a Vila Isabel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido por Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. O tema presta tributo à arte, à ancestralidade e ao samba, celebrando a memória de Heitor dos Prazeres, um dos grandes ícones da cultura popular brasileira. Com uma proposta estética e narrativa potente, a escola promete um desfile que une memória, emoção e identidade, em busca de mais um capítulo vitorioso de sua história.

Vai recomeçar! Cinco escolas do Grupo Especial do Rio fazem ensaios de rua neste domingo

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Faltando menos de 50 dias para os desfiles oficiais do Carnaval 2026, as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro voltam a ocupar o território mais simbólico de sua preparação: as ruas de suas comunidades. Neste domingo, dia 4 de janeiro, Salgueiro, Grande Rio e Portela retomam oficialmente os ensaios de rua, marcando o início de uma fase decisiva da temporada. Mangueira e Imperatriz, além da Vila Isabel no Baródromo cancelaram devido ao clima na cidade. Depois do recesso de fim de ano, o reencontro entre sambistas, segmentos e comunidade promete emoção, ajustes técnicos e muito canto forte. É na rua que o samba ganha corpo, que a harmonia é testada e que a energia popular começa a desenhar o que será visto na Marquês de Sapucaí.

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SALGUEIRO GANHA A CONDE DE BONFIM

No coração da Tijuca, o Salgueiro abre o calendário com seu primeiro ensaio de rua de 2026 em um dos endereços mais tradicionais de sua história. A vermelho e branco ocupa a Conde de Bonfim, com concentração marcada para as 19h, na altura da Rua José Higino.

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O ensaio é tratado como um dos momentos mais aguardados pela família salgueirense. A escola convocou a comunidade a vestir vermelho e branco e transformar a rua em um grande coral popular. “É ali que o canto encontra a comunidade, o samba arrepia e o coração do Torrão bate ainda mais forte”, destacou a escola em suas redes sociais.

GRANDE RIO RETOMA A CAMINHADA EM CAXIAS

Após o recesso, a Grande Rio volta com força total aos treinos para o Carnaval 2026. A Tricolor de Caxias realiza neste domingo seu ensaio de rua na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, com concentração às 20h.

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A escola levará para a avenida o enredo “A Nação do Mangue”, de autoria do carnavalesco Antonio Gonzaga, que será desenvolvido pela agremiação no próximo desfile. Além do ensaio de rua, a Grande Rio já tem novo encontro marcado: na terça-feira, dia 6, o treino será na quadra da escola, na Rua Almirante Barroso, nº 5, a partir das 20h, com entrada gratuita.

A escola de Duque de Caxias será a terceira a desfilar na terça-feira de carnaval, e a retomada dos ensaios marca o início de uma sequência intensa de preparação.

PORTELA CELEBRA O REENCONTRO DA COMUNIDADE

Em Madureira, a Portela transforma o ensaio de rua em um grande reencontro afetivo com sua comunidade. A Águia de Oswaldo Cruz convoca seus segmentos e torcedores para o ensaio deste domingo, com concentração na esquina da Rua Clara Nunes com a Estrada do Portela.

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“É dia de ensaio de rua, de reencontro, de comunidade unida e de muito amor à Portela”, destacou a escola, que promete muita emoção e canto forte rumo ao Carnaval 2026.

SEGUNDA TEM TUIUTI EM SÃO CRISTÓVÃO

Quem também entra no clima de retomada é o Paraíso do Tuiuti. A escola anunciou que realizará ensaio de rua na próxima segunda-feira, dando sequência ao calendário de treinos rumo ao Carnaval 2026. O encontro com a comunidade está marcado a partir das 20h, com concentração em frente ao Colégio Pedro II, em São Cristóvão. Em clima de convocação, a azul e amarelo chamou seus segmentos, torcedores e moradores da região para ocupar as ruas e fortalecer o canto e a evolução da escola.

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O ensaio promete ser mais um momento de união entre a agremiação e sua comunidade, reforçando o trabalho que vem sendo desenvolvido para o desfile na Marquês de Sapucaí. “Chama todo mundo!”, convocou o Tuiuti.

Mais de 70 blocos neste domingo no Rio com abertura não oficial do Carnaval 2026

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Cariocas e turistas mal se recuperaram das comemorações da chegada de 2026 e já vão cair no samba nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. A abertura do carnaval não-oficial acontece neste domingo, com mais de 70 blocos desfilando no Centro e bairros das zonas sul e norte.

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Foto: Tânia Rêgo/Divulgação Agência Brasil

A folia começa às 8 da manhã, com quatro blocos no Centro e mais um que vem na barca de Niterói para o Rio, animando os passageiros. Durante todo o dia, foliões podem escolher seus preferidos ou participar de todos, até às cinco da tarde, quando o tradicional Cordão do Boi Tolo, faz o grande cortejo dos blocos, com início no centro, seguindo pelo Aterro do Flamengo, Botafogo e finalizando em Copacabana.

A tradição da abertura do carnaval não oficial começou em 2009 e este ano, os organizadores não esqueceram das crianças. A Aberturinha vai acontecer no Flamengo, com várias bandas animando a garotada.

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Até fevereiro, quando acontece o carnaval oficial da cidade, o Rio vai respirar folia, com ensaios de rua, ensaios técnicos das escolas de samba, feijoadas nas quadras das agremiações, blocos nas ruas e uma novidade: a partir de 20 de janeiro, a Praia de Copacabana vai se transformar em um grande ponto de celebração, com uma Fan Fest que só termina no dia 21 de fevereiro.

Neste período, o público vai ter a oportunidade de conhecer e experimentar algumas etapas do desfile, por meio de oficinas com sambistas e até mesmo um cortejo carnavalesco simbólico ao pôr do sol. Vai ter, também, uma super bateria, com mais de 1.200 ritmistas, integrantes de diversas escolas do Grupo Especial.

* As informações são da Agência Brasil

Antecipou! Portela renova com mestre Vitinho para o Carnaval 2027

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A Portela anunciou, neste sábado, durante a tradicional Feijoada da Família Portelense, a renovação de contrato com Mestre Vitinho, que seguirá à frente da bateria Tabajara do Samba para o Carnaval de 2027.

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Foto: Gil Lira/Divulgação Portela

O anúncio foi feito pelo presidente Junior Escafura, em um momento de celebração na quadra da escola, reforçando a confiança da diretoria no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo mestre e principalmente na proposta de valorizar a prata da casa.

Mestre Vitinho assumiu o comando da bateria em junho de 2025 e o Carnaval de 2026, marcará sua estreia oficial à frente da Tabajara do Samba na Marquês de Sapucaí.

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Emocionado com a renovação, Vitinho falou sobre a continuidade do trabalho.

“A Portela é um sonho de menino que eu vivo todos os dias ao lado dos meus ritmistas. Seguir à frente da Tabajara do Samba até o Carnaval de 2027 é uma honra imensa. Quando assumi esse desafio, recebi a confiança do presidente Junior Escafura e da vice-presidente Nilce Fran, a quem sou muito grato por todo suporte. Vamos seguir trabalhando com seriedade, amor e dedicação para honrar esse pavilhão e fazer a Portela brilhar, declara Vitinho.

Com canto afiado e bateria segura, UPM dá o primeiro passo do ano rumo ao desfile no Carnaval 2026

A Unidos de Padre Miguel saiu na frente em 2026 e tomou a Rua Barão do Triunfo, na Vila Vintém, que representa o coração pulsante da comunidade do Boi Vermelho, para ser a primeira das escolas que desfilam na Sapucaí a realizar um ensaio de rua no ano. Mesmo sob o impacto da forte chuva que antecedeu a concentração, a escola deixou claro que sair na frente é mais do que simbólico. Ser a primeira também é assumir protagonismo, testar novas técnicas e ajustar detalhes rumo ao desfile oficial. Com a presença de suas musas e componentes oficiais, a Vermelha e Branca mostrou que está preparada, e esse preparo é notavelmente fruto dos ensaios anteriores. A comunidade já assimilou o que é necessário para a apresentação oficial em fevereiro, embora, ainda sejam necessários ajustes normais até o momento mais especial.

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Fotos: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal, Marcinho Siqueira e Cris Caldas, apresentou uma dança claramente ensaiada e segura. Sem tropeços, a dupla dançou com firmeza nos passos e foco nos movimentos. Apesar da segurança da dupla, o asfalto da rua atrapalha e em alguns momentos foi percebido movimentos mais rígidos, tirando a leveza e espontaneidade de ambos. Porém, ao longo do percurso, dava para notar que isso era superado gradualmente. Na terceira cabine, ambos já se mostravam mais soltos e naturais.

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HARMONIA

Mesmo com o número reduzido de componentes, por conta da chuva intensa que caiu antes do início do ensaio, a UPM mostrou que realmente tem uma comunidade extremamente vibrante e empolgada. Em pouco tempo, a rua foi tomada por pessoas prontas para assistir ao ensaio. O canto, mais uma vez, foi um dos grandes trunfos da escola. O diretor de carnaval, Cícero Costa, reforçou esse ponto ao falar sobre o trabalho desenvolvido até o momento.

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“A gente tem trabalhado muito até aqui. Afirmo que o que temos de melhor é o nosso canto. Temos batido nessa tecla de massificar o canto da escola, que eu acho que é o grande diferencial da Unidos de Padre Miguel. O canto forte da nossa comunidade”, afirmou.

No carro de som, o intérprete Bruno Ribas, ao lado dos demais cantores de apoio, conduziu o ensaio com potência e empolgação, sustentando a escola do início ao fim. Mesmo com menos gente na pista, a resposta foi consistente, revelando um chão que canta e sustenta o samba.

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EVOLUÇÃO

Com alas mais compactas devido à presença reduzida de componentes, a escola acabou realizando um ensaio mais rápido. A empolgação da galera era visível, ainda que em certos momentos surgissem dispersões dos desfilantes. Ainda assim, houve consistência na animação entre as alas.

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OUTROS DESTAQUES

A bateria “Guerreiros” foi um dos grandes pontos altos da noite. O segmento mostrou total sincronia, afinação e segurança, sob o comando de mestre Laion. Confiante no trabalho apresentado, ele avaliou o momento como de reta final de ajustes.

“A bateria está pronta. Acredito que falta só lapidar os últimos detalhes. Foi um trabalho intenso até o minidesfile. Eu queria realizar ali, obter uma grande entrega, e acredito que foi alcançado”, explicou.

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Segundo o mestre, o foco agora é dar ainda mais confiança aos ritmistas. “Agora fica só nos pequenos detalhes, tirar uma dúvida aqui, outra ali, para a galera continuar com mais confiança e a gente realizar um grande show no dia oficial. O trabalho já está pronto”.

A rainha de bateria, Dedê Marinho, esbanjou carisma e confiança no samba no pé, arrancando tietadas do público e retribuindo com carinho. Agiu como uma verdadeira rainha, ao lado de suas musas. Os passistas masculinos também esbanjaram empolgação na dança e muito samba no pé. Não houve apresentação de comissão de frente neste ensaio.

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Quesito Evolução no Grupo Especial do Rio avaliará espontaneidade e fluência no Carnaval 2026

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou os nomes dos seis julgadores do quesito Evolução para os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2026. Os quesitos Harmonia, Samba-Enredo e Bateria já foram divulgados pela Liga. Como novidade, no ano que vem, todos os seis entram na avaliação, porém, após um sorteio, na quarta de cinzas, vão ser definidos os nomes que vão ter suas notas lidas na apuração. A Liesa revelou também como será o formato do julgamento do quesito Evolução com três subquesitos: Fluência (4,5 a 5 pontos), Espontaneidade (2,7 a 3 pontos) e Evolução do componente (1,8 a 2 pontos).

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GERSON MARTINS: Profissional com 11 anos de experiência no Carnaval, sendo 8 anos atuando como jurado do Grupo Especial. Participou de pesquisas culturais internacionais em Barcelona, Londres, Paris, Califórnia, Amsterdã e China. Conhecimento e vivência em desfiles de escolas de samba para avaliar com propriedade o quesito.

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LUCILA DE BEAUREPAIRE: Jornalista carnavalesca com mais de 40 anos de dedicação. Iniciou em 1981 no “O Fluminense” e participou do projeto pioneiro dos Cadernos de Carnaval no “Jornal do Brasil” (1984-1985). Integrou o time de “O Globo” na cobertura diária das escolas de samba até 2018. Jurada do Estandarte de Ouro (2010-2011) e membro do júri oficial da LIESA desde 2019. Sua expertise consolidada qualifica-a para avaliar com rigor o desenvolvimento da escola de samba na avenida.

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MATEUS DUTRA: Bailarino clássico profissional com uma carreira consolidada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1998. Tem experiência em desfiles do Grupo Especial, além de atuar como jurado desde 2020. Conhecimento de causa para avaliar cada subquesito a partir das diretrizes do Manual do Julgador.

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VERÔNICA TORRES: Artista visual com uma década de experiência em design autoral de alto valor agregado. É jurada do Grupo Especial desde 2018. Com expertise em análise estética, movimento e expressividade cultural brasileira, possui uma visão apurada para avaliar a fluidez, espontaneidade e evolução dos componentes das escolas de samba.

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VANESSA CANÇADO: Profissional multifacetada com mais de 30 anos de atuação no cenário cultural brasileiro e internacional. Formada em Artes Cênicas com pós-graduação em Cinema, atua como diretora, produtora, roteirista, dramaturga e atriz, com importantes projetos em audiovisual, literatura e gestão cultural. Com formação ampla e vivência no Carnaval, chega com sensibilidade apurada para avaliar o quesito no Grupo Especial.

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CRISTINA TRANJAN: Professora titular da Escola de Belas Artes da UFRJ, especialista em patrimônio cultural e artes. Sua trajetória inclui publicações em peródicos acadêmicos, curadoria de exposições e participação em grupos de pesquisa sobre preservação de acervos. Conhecedora das etapas de preparação da escola de samba, estando apta a observar as diretrizes de avaliação do quesito.

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Carlão explica andamento mais cadenciado da Tom 30 e destaca: ‘Não iremos mudar’

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O andamento das baterias das escolas de samba de São Paulo é motivo de eternos debates entre fãs do universo carnavalesco Brasil afora. Tradicionalmente mais adiantado por uma série de questões históricas, os sambistas paulistanos estão acostumados a ouvirem um ritmo mais “para frente” ou “para cima”, como se fala no jargão popular. A Tom 30, bateria da Tom Maior, está entre as exceções a tal regra. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com Carlos Alves, o Carlão, mestre da Tom 30, no dia da apresentação do samba-enredo da Tom Maior para 2026 para ouvir do comandante dos ritmistas se a bateria seguirá com tal característica no desfile de “Chico Xavier — Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, assinado por Flávio Campello.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Exceção confirmada

Das baterias mais admiradas no carnaval paulistano, a Tom 30 seguirá com a característica que a marcou nos últimos anos, de acordo com o próprio Carlão: “Sim, essa é uma característica da Tom 30 e nós não vamos mudar. Por sinal, é uma característica nossa desde 2017 – ou seja, será o oitavo ou nono desfile nesse andamento. A comunidade gosta, a nossa bateria gosta, nossos ritmistas gostam e o samba de 2026 está perfeito para esse andamento. É a nossa proposta e nós não iremos mudar nada em relação a isso”, vociferou o mestre de bateria.

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Coincidentemente, o desfile de 2017, “Elba Ramalho canta em oração o folclore do Nordeste. Toque sanfoneiro: Forró, frevo e xaxado…” também foi o de estreia de Bruno Ribas na Tom Maior – o intérprete ficou no Sumaré até 2020 e retornará em 2026 após o falecimento de Gilsinho, que o substituiu no microfone principal da vermelho e amarelo na época.

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Plástica, logística, comunidade: Barroca Zona Sul se prepara para fechar a sexta-feira do Especial em SP

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Para muitos, a grande surpresa do evento que definiu a ordem dos desfiles do carnaval de São Paulo para 2026 foi o posicionamento do Barroca Zona Sul. A escola, acostumada a desfilar nos primeiros horários da sexta-feira, fechará a primeira noite do Grupo Especial paulistano. Na apresentação oficial do samba-enredo do Barroca Zona Sul para 2026, a reportagem do CARNAVALESCO conversou com alguns quadros importantes da verde e rosa para saber o quanto a mudança impacta na agremiação.

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Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Influência do resultado inesperado

Pela segunda vez na história, a definição da ordem dos desfiles do carnaval paulistano privilegiou a meritocracia. Ou seja: a escola campeã escolhe o horário que quer desfilar, em sequência a vice-campeã escolhe, a terceira colocada vem depois e assim sucessivamente, até a vice-campeã do grupo que dá acesso ao que está sendo escolhido na temporada anterior.

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Por conta do acidentado desfile de “Os Nove Oruns de Iansã”, que culminou na décima segunda colocação da Faculdade do Samba na apuração do carnaval de 2025, o Barroca Zona Sul tinha poucas opções para desfilar. A saber: abrir ou fechar a sexta-feira ou a sexta posição do sábado. A agremiação, dessa maneira, preferiu encerrar a primeira noite de apresentações.

Presidente confiante

Ewerton Rodrigo Ramos Sampaio, popularmente conhecido como Cebolinha, presidente do Barroca Zona Sul, preferiu destacar o espírito de luta da Faculdade do Samba para superar o acidentado desfile de 2025: “Quando você está em uma disputa acirrada com todos, você não tem que escolher o horário. Independentemente do que vem em relação ao horário, a escola tem que estar preparada, focada. E, quando a gente busca um foco, a gente tem que trabalhar para fazer o melhor. E nós temos o nosso foco para 2026: trazer o melhor resultado da escola – independentemente do horário, claro”, comentou.

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Organização também na plástica
Outros profissionais da escola, entretanto, destacaram que já estão trabalhando para que a mudança abrupta do horário de desfile da agremiação não seja um grande empecilho. Pedro Alexandre, popularmente conhecido como Magoo, foi um deles: “O horário muda bastante no meu trabalho! Eu não tenho o elemento iluminação para você já fazer junto no processo criativo. Mas eu pensei em desenvolver tanto as fantasias quanto as alegorias para a parte da manhã”, afirmou
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A orixá que é tema do desfile para 2025 também tem uma influência benéfica no trabalho do carnavalesco: “O nosso enredo ajuda: Oxum é ouro, é muito ouro, muito espelho, muita cor forte, muita cor cítrica. A gente se preparou visualmente para o horário. Fiz os desenhos das fantasias e dos carros, a gente já está desenvolvendo bastante coisa. Tudo voltado para o nosso horário, que é desfilar de manhã”, comentou.

Angélica Barbosa, uma das integrantes da Comissão de Carnaval do Barroca Zona Sul, complementa: “De manhã, quando o Sol raiar, a plástica da escola é diferente – e a gente vai usar isso ao nosso favor. Nós estamos trabalhando com materiais específicos, com fantasias que vão trazer uma reação ao público nos aproveitando desse momento”, destacou.

Logística e comunidade

É claro que as mudanças programadas pelo Barroca Zona Sul no horário de desfile não param na parte plástica. Angélica exemplifica: “Muda bastante coisa – para mim, principalmente, porque eu estou no Barroca há alguns anos, mas é o primeiro desfile que eu vou fazer estando na Direção de nesse horário. A gente já tem todo um planejamento dos horários que a gente costuma fazer, e agora a gente já está repensando como a gente vai fazer”, explanou.

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A logística da verde e rosa também será alterada – e a escola já tem ideias a respeito: “O que mais nos deixou meio preocupados é fazer com que a comunidade fique acordada, venha com a mesma energia. De manhã, já vai ter passado a noite inteira e a gente tem 50 crianças que vão desfilar conosco. A gente vai tentar fazer um QG de descanso nesses momentos para que esse público consiga descansar para poder vir com toda a energia. A nossa grande preocupação é essa, porque a gente vai desfilar de manhã, mas o horário para a entrada de fantasias e dos materiais, por exemplo, continua sendo o mesmo. A gente tem um horário que é permitido pela CET [Companhia de Engenharia de Tráfego, que organiza as vias paulistanas] para liberar esses transportes. A gente já fica meio receoso”, confessou.

Há, também, algumas alterações importantes no transporte de indumentárias: “A gente vai ter que levar algumas fantasias por conta de volume para não estragar em ônibus e transporte, mas a gente vai ter que deixar essas fantasias lá uma parte muito grande de tempo. A gente está pensando nessa estratégia de materiais que sejam favoráveis para nós, nos carros também. A gente está bem se programando para conseguir dar conta disso”, arrematou.

No cronograma

Cheia de planos, a escola está, também, dentro de todos os prazos, de acordo com Magoo: “A gente está nesse processo bem no prazo, todos estabelecidos pela diretoria em relação a fantasias. E alegorias. Está tudo andando. O barracão está andando, todos os departamentos já estão trabalhando”, finalizou.

Unidos de Vila Maria reforça característica formadora de sambistas e de família com elenco para o Carnaval 2026

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Dentre tantas características que tornam escolas de samba únicas, duas delas costumam ser muito relacionadas à Unidos de Vila Maria. A agremiação da Zona Norte paulistana é frequentemente citada como uma instituição “de família”, bem como é reconhecida em toda a cidade como uma das agremiações que mais revelam nomes para a folia de São Paulo. Tal característica ficou explícita no lançamento do enredo da Vila Maria para 2026. Além da temática, o elenco da equipe também foi apresentado – com muitas novidades. Sempre presente em eventos que mexem com as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO conversou com alguns dos principais segmentos que sofreram modificações na verde, azul e branco para 2026.

Emoção em dobro

Um dos momentos mais emocionantes do evento em questão foi a apresentação do novo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Vila Maria. Kadu Andrade e Camila Moreira nunca negaram que são torcedores da agremiação. Mais do que isso: ambos são criados na rua Kaneda, no Jardim Japão – um dos bairros que compõem o distrito da Vila Maria.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Ao falarem com a reportagem, ambos destacaram que o coração bateu mais forte ao receber o convite: “A gente está muito feliz porque a gente está retornando para a nossa escola do coração, aqui é onde tudo começou. E eu estou retornando depois de 16 anos! Passei por outras escolas, tive uma rodagem, e esse ano eu tive o convite para estar retornando para a minha escola do coração. Eu estou com uma sensação que eu não consigo explicar. Eu acho que a emoção vai tomar conta daqui a pouco, mas eu estou muito feliz – e, até, tremendo um pouquinho aqui”, pontuou.

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Camila seguiu a mesma linha do companheiro: “Estou extremamente feliz, muito feliz mesmo. Primeiro porque é minha escola do coração, sou nascida e criada aqui. Nunca neguei, por onde eu passei, que respeitei todos os pavilhões, mas sempre deixei claro que esse pavilhão verde, azul e branco estava no meu coração. É uma alegria imensa poder estar representando a minha comunidade e levando o legado de grandes porta-bandeiras e mestres-salas que passaram por aqui. Todos têm um pouquinho de construção dentro dessa Camila porta-bandeira que eu sou hoje”, disse.

Em 2025, ambos defenderam o pavilhão do Pérola Negra – que sagrou-se campeão do Grupo de Acesso II. Mais do que isso: o quesito foi gabaritado pela dupla, que voltou a dançar junto poucas semanas antes do carnaval por conta de problemas de saúde de Bia Dias.

A sintonia entre ambos, de acordo com a dupla, é um dos grandes diferenciais do quesito da Vila Maria para 2026: “Eu não costumo comparar nós com os outros. Eu e a Camila, além da dança, a gente tem uma amizade muito forte: a gente cresceu junto, a gente estudou na mesma escola. A gente tem um vínculo muito forte, de antes da dança. Fica muito mais fácil. Foi o que aconteceu esse ano, voltando 26 dias antes do carnaval. Ela retornou e a gente conseguiu gabaritar o quesito, prêmios e, graças a Deus, ajudar o Pérola Negra a subir. O trabalho fica bem mais fácil com esse entrosamento”, comentou Kadu.

Camila complementou: “A amizade fala muito mais alto nesse momento. É muito tempo junto, e o que a gente leva é amizade, entrosamento e trabalho árduo- mas, nesse último, igual a todos. Acho que a vantagem é a amizade aqui”, disse.

Novo protagonista

Desde 2012, um profissional vivia na escola seguindo ensinamentos de um mestre e passando tudo que sabe para ritmistas. No ciclo para o carnaval de 2026, tal homem tornou-se, ele próprio, o comandante. Trata-se de Marcel Bonfim, que assume o comando da Cadência da Vila, bateria da Unidos de Vila Maria. Ele, que era um dos diretores dos ritmistas sob o comando de Rodrigo Moleza (que foi para o Águia de Ouro), foi apresentado de maneira oficial à comunidade como novo ritmista-mor.

vilamaria mestre

Logo nas primeiras palavras como mestre de bateria (anteriormente, ele ocupou o mesmo cargo no Morro da Casa Verde e na Unidos do Peruche), Marcel fez questão de frisar que o trabalho de Moleza seguirá como referência: “É uma alegria muito grande para mim! Cheguei aqui em 2012 e, ao longo desses anos, a gente fez o trabalho junto com o Moleza. Agora, a escola optou por que eu faça parte como mestre de bateria para cuidar da Cadência da Vila. A gente vai seguir o legado que foi deixado”, destacou.

Isso não quer dizer, entretanto, que tudo será igual. O novo comandante pontuou que algumas alterações serão feitas: “A gente vai colocar um pouquinho do nosso tempero. O trabalho vai continuar com o mesmo legado. A gente vai colocar um pouquinho da nossa identidade, um pouquinho mais para frente a bateria – mas não vai ser muita coisa. Vai ser um pouquinho mais para frente, e a gente trocou algumas polegadas de surdo para dar um grave mais aflorado. A gente vai seguir nessa linha”, revelou.

Clã unido

Ao longo do evento, chamou atenção o potente discurso de Taiana Freitas, que vai para o segundo ano como coreógrafa da comissão de frente da Unidos de Vila Maria – logo no primeiro ano, o grupo comandado por ela foi eleito o melhor do Grupo de Acesso I de acordo com a votação popular do Destaques do Ano, organizado pelo CARNAVALESCO.

Uma das novidades da Vila Maria para 2026 é Vinícius Freitas, carnavalesco que já está desenvolvendo o enredo “Do chão que alimenta a culinária que encanta: Brasil um banquete de sabores”. O sobrenome não esconde: ele é irmão de Taiana. E, mais do que isso: ambos são filhos de Jorge Freitas, carnavalesco seis vezes campeão do Grupo Especial carnaval paulistano e atualmente na Dragões da Real.

vilamaria carnavalesco

Vinícius mostrou-se bastante à vontade para falar da nova escola: “Com toda a sinceridade e com muita humildade, posso falar que já estou em casa. Eles me abraçaram de uma maneira surreal. Não tem como não ter força, não ter ânimo e não ter vontade de apresentar um grande espetáculo para essa comunidade e para essa diretoria. Eles me abraçaram da melhor maneira possível, com toda a sinceridade, com toda alegria e com toda a vontade. Tenha certeza que isso aí está sendo recíproco desde o início – tanto de toda a equipe como por parte da comunidade. Nós, juntos, iremos apresentar um grande trabalho na avenida”, afirmou.

Vinícius já assinou desfiles em duas coirmãs da Vila Maria. Ambos no Grupo de Acesso I, ambos culminando em subida de divisão. Em 2017, com “É Mentira!”, a Independente Tricolor chegou pela primeira vez na história da instituição à elite do carnaval paulistano. No ano seguinte, o tradicionalíssimo Águia de Ouro, com o enredo “Mercadores de Sonhos”, foi campeão do mesmo pelotão – em desfile assinado por Vinícius e por Sérgio Caputo Gall.

O novo carnavalesco da Vila Maria fez questão de exaltar a vontade que está de conquistar o terceiro acesso da carreira para a escola: “A gente sempre busca esse resultado de sucesso, mas o sucesso só vem com esse trabalho do ano inteiro na quadra e no barracão. Tenho certeza que a gente vai buscar isso junto com a equipe. Tive, graças a Deus, duas escolas que eu passei e pude ajudar a subi-las. Na Vila Maria, eu tenho certeza que essa dedicação vai ser maior ainda – mais ainda por conta de como eu fui recebido por essa comunidade maravilhosa. Trabalho não vai faltar. E, com o trabalho, a gente vai buscar concretizar esse sucesso: o título do Grupo de Acesso I e o Grupo Especial – de onde a Vila Maria não deveria ter saído nunca”, finalizou.