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Mais de 70 blocos neste domingo no Rio com abertura não oficial do Carnaval 2026

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Cariocas e turistas mal se recuperaram das comemorações da chegada de 2026 e já vão cair no samba nas ruas da cidade do Rio de Janeiro. A abertura do carnaval não-oficial acontece neste domingo, com mais de 70 blocos desfilando no Centro e bairros das zonas sul e norte.

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Foto: Tânia Rêgo/Divulgação Agência Brasil

A folia começa às 8 da manhã, com quatro blocos no Centro e mais um que vem na barca de Niterói para o Rio, animando os passageiros. Durante todo o dia, foliões podem escolher seus preferidos ou participar de todos, até às cinco da tarde, quando o tradicional Cordão do Boi Tolo, faz o grande cortejo dos blocos, com início no centro, seguindo pelo Aterro do Flamengo, Botafogo e finalizando em Copacabana.

A tradição da abertura do carnaval não oficial começou em 2009 e este ano, os organizadores não esqueceram das crianças. A Aberturinha vai acontecer no Flamengo, com várias bandas animando a garotada.

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Até fevereiro, quando acontece o carnaval oficial da cidade, o Rio vai respirar folia, com ensaios de rua, ensaios técnicos das escolas de samba, feijoadas nas quadras das agremiações, blocos nas ruas e uma novidade: a partir de 20 de janeiro, a Praia de Copacabana vai se transformar em um grande ponto de celebração, com uma Fan Fest que só termina no dia 21 de fevereiro.

Neste período, o público vai ter a oportunidade de conhecer e experimentar algumas etapas do desfile, por meio de oficinas com sambistas e até mesmo um cortejo carnavalesco simbólico ao pôr do sol. Vai ter, também, uma super bateria, com mais de 1.200 ritmistas, integrantes de diversas escolas do Grupo Especial.

* As informações são da Agência Brasil

Antecipou! Portela renova com mestre Vitinho para o Carnaval 2027

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A Portela anunciou, neste sábado, durante a tradicional Feijoada da Família Portelense, a renovação de contrato com Mestre Vitinho, que seguirá à frente da bateria Tabajara do Samba para o Carnaval de 2027.

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Foto: Gil Lira/Divulgação Portela

O anúncio foi feito pelo presidente Junior Escafura, em um momento de celebração na quadra da escola, reforçando a confiança da diretoria no trabalho que vem sendo desenvolvido pelo mestre e principalmente na proposta de valorizar a prata da casa.

Mestre Vitinho assumiu o comando da bateria em junho de 2025 e o Carnaval de 2026, marcará sua estreia oficial à frente da Tabajara do Samba na Marquês de Sapucaí.

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Emocionado com a renovação, Vitinho falou sobre a continuidade do trabalho.

“A Portela é um sonho de menino que eu vivo todos os dias ao lado dos meus ritmistas. Seguir à frente da Tabajara do Samba até o Carnaval de 2027 é uma honra imensa. Quando assumi esse desafio, recebi a confiança do presidente Junior Escafura e da vice-presidente Nilce Fran, a quem sou muito grato por todo suporte. Vamos seguir trabalhando com seriedade, amor e dedicação para honrar esse pavilhão e fazer a Portela brilhar, declara Vitinho.

Com canto afiado e bateria segura, UPM dá o primeiro passo do ano rumo ao desfile no Carnaval 2026

A Unidos de Padre Miguel saiu na frente em 2026 e tomou a Rua Barão do Triunfo, na Vila Vintém, que representa o coração pulsante da comunidade do Boi Vermelho, para ser a primeira das escolas que desfilam na Sapucaí a realizar um ensaio de rua no ano. Mesmo sob o impacto da forte chuva que antecedeu a concentração, a escola deixou claro que sair na frente é mais do que simbólico. Ser a primeira também é assumir protagonismo, testar novas técnicas e ajustar detalhes rumo ao desfile oficial. Com a presença de suas musas e componentes oficiais, a Vermelha e Branca mostrou que está preparada, e esse preparo é notavelmente fruto dos ensaios anteriores. A comunidade já assimilou o que é necessário para a apresentação oficial em fevereiro, embora, ainda sejam necessários ajustes normais até o momento mais especial.

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Fotos: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O primeiro casal, Marcinho Siqueira e Cris Caldas, apresentou uma dança claramente ensaiada e segura. Sem tropeços, a dupla dançou com firmeza nos passos e foco nos movimentos. Apesar da segurança da dupla, o asfalto da rua atrapalha e em alguns momentos foi percebido movimentos mais rígidos, tirando a leveza e espontaneidade de ambos. Porém, ao longo do percurso, dava para notar que isso era superado gradualmente. Na terceira cabine, ambos já se mostravam mais soltos e naturais.

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HARMONIA

Mesmo com o número reduzido de componentes, por conta da chuva intensa que caiu antes do início do ensaio, a UPM mostrou que realmente tem uma comunidade extremamente vibrante e empolgada. Em pouco tempo, a rua foi tomada por pessoas prontas para assistir ao ensaio. O canto, mais uma vez, foi um dos grandes trunfos da escola. O diretor de carnaval, Cícero Costa, reforçou esse ponto ao falar sobre o trabalho desenvolvido até o momento.

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“A gente tem trabalhado muito até aqui. Afirmo que o que temos de melhor é o nosso canto. Temos batido nessa tecla de massificar o canto da escola, que eu acho que é o grande diferencial da Unidos de Padre Miguel. O canto forte da nossa comunidade”, afirmou.

No carro de som, o intérprete Bruno Ribas, ao lado dos demais cantores de apoio, conduziu o ensaio com potência e empolgação, sustentando a escola do início ao fim. Mesmo com menos gente na pista, a resposta foi consistente, revelando um chão que canta e sustenta o samba.

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EVOLUÇÃO

Com alas mais compactas devido à presença reduzida de componentes, a escola acabou realizando um ensaio mais rápido. A empolgação da galera era visível, ainda que em certos momentos surgissem dispersões dos desfilantes. Ainda assim, houve consistência na animação entre as alas.

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OUTROS DESTAQUES

A bateria “Guerreiros” foi um dos grandes pontos altos da noite. O segmento mostrou total sincronia, afinação e segurança, sob o comando de mestre Laion. Confiante no trabalho apresentado, ele avaliou o momento como de reta final de ajustes.

“A bateria está pronta. Acredito que falta só lapidar os últimos detalhes. Foi um trabalho intenso até o minidesfile. Eu queria realizar ali, obter uma grande entrega, e acredito que foi alcançado”, explicou.

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Segundo o mestre, o foco agora é dar ainda mais confiança aos ritmistas. “Agora fica só nos pequenos detalhes, tirar uma dúvida aqui, outra ali, para a galera continuar com mais confiança e a gente realizar um grande show no dia oficial. O trabalho já está pronto”.

A rainha de bateria, Dedê Marinho, esbanjou carisma e confiança no samba no pé, arrancando tietadas do público e retribuindo com carinho. Agiu como uma verdadeira rainha, ao lado de suas musas. Os passistas masculinos também esbanjaram empolgação na dança e muito samba no pé. Não houve apresentação de comissão de frente neste ensaio.

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Quesito Evolução no Grupo Especial do Rio avaliará espontaneidade e fluência no Carnaval 2026

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou os nomes dos seis julgadores do quesito Evolução para os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2026. Os quesitos Harmonia, Samba-Enredo e Bateria já foram divulgados pela Liga. Como novidade, no ano que vem, todos os seis entram na avaliação, porém, após um sorteio, na quarta de cinzas, vão ser definidos os nomes que vão ter suas notas lidas na apuração. A Liesa revelou também como será o formato do julgamento do quesito Evolução com três subquesitos: Fluência (4,5 a 5 pontos), Espontaneidade (2,7 a 3 pontos) e Evolução do componente (1,8 a 2 pontos).

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GERSON MARTINS: Profissional com 11 anos de experiência no Carnaval, sendo 8 anos atuando como jurado do Grupo Especial. Participou de pesquisas culturais internacionais em Barcelona, Londres, Paris, Califórnia, Amsterdã e China. Conhecimento e vivência em desfiles de escolas de samba para avaliar com propriedade o quesito.

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LUCILA DE BEAUREPAIRE: Jornalista carnavalesca com mais de 40 anos de dedicação. Iniciou em 1981 no “O Fluminense” e participou do projeto pioneiro dos Cadernos de Carnaval no “Jornal do Brasil” (1984-1985). Integrou o time de “O Globo” na cobertura diária das escolas de samba até 2018. Jurada do Estandarte de Ouro (2010-2011) e membro do júri oficial da LIESA desde 2019. Sua expertise consolidada qualifica-a para avaliar com rigor o desenvolvimento da escola de samba na avenida.

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MATEUS DUTRA: Bailarino clássico profissional com uma carreira consolidada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1998. Tem experiência em desfiles do Grupo Especial, além de atuar como jurado desde 2020. Conhecimento de causa para avaliar cada subquesito a partir das diretrizes do Manual do Julgador.

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VERÔNICA TORRES: Artista visual com uma década de experiência em design autoral de alto valor agregado. É jurada do Grupo Especial desde 2018. Com expertise em análise estética, movimento e expressividade cultural brasileira, possui uma visão apurada para avaliar a fluidez, espontaneidade e evolução dos componentes das escolas de samba.

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VANESSA CANÇADO: Profissional multifacetada com mais de 30 anos de atuação no cenário cultural brasileiro e internacional. Formada em Artes Cênicas com pós-graduação em Cinema, atua como diretora, produtora, roteirista, dramaturga e atriz, com importantes projetos em audiovisual, literatura e gestão cultural. Com formação ampla e vivência no Carnaval, chega com sensibilidade apurada para avaliar o quesito no Grupo Especial.

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CRISTINA TRANJAN: Professora titular da Escola de Belas Artes da UFRJ, especialista em patrimônio cultural e artes. Sua trajetória inclui publicações em peródicos acadêmicos, curadoria de exposições e participação em grupos de pesquisa sobre preservação de acervos. Conhecedora das etapas de preparação da escola de samba, estando apta a observar as diretrizes de avaliação do quesito.

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Carlão explica andamento mais cadenciado da Tom 30 e destaca: ‘Não iremos mudar’

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O andamento das baterias das escolas de samba de São Paulo é motivo de eternos debates entre fãs do universo carnavalesco Brasil afora. Tradicionalmente mais adiantado por uma série de questões históricas, os sambistas paulistanos estão acostumados a ouvirem um ritmo mais “para frente” ou “para cima”, como se fala no jargão popular. A Tom 30, bateria da Tom Maior, está entre as exceções a tal regra. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com Carlos Alves, o Carlão, mestre da Tom 30, no dia da apresentação do samba-enredo da Tom Maior para 2026 para ouvir do comandante dos ritmistas se a bateria seguirá com tal característica no desfile de “Chico Xavier — Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, assinado por Flávio Campello.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Exceção confirmada

Das baterias mais admiradas no carnaval paulistano, a Tom 30 seguirá com a característica que a marcou nos últimos anos, de acordo com o próprio Carlão: “Sim, essa é uma característica da Tom 30 e nós não vamos mudar. Por sinal, é uma característica nossa desde 2017 – ou seja, será o oitavo ou nono desfile nesse andamento. A comunidade gosta, a nossa bateria gosta, nossos ritmistas gostam e o samba de 2026 está perfeito para esse andamento. É a nossa proposta e nós não iremos mudar nada em relação a isso”, vociferou o mestre de bateria.

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Coincidentemente, o desfile de 2017, “Elba Ramalho canta em oração o folclore do Nordeste. Toque sanfoneiro: Forró, frevo e xaxado…” também foi o de estreia de Bruno Ribas na Tom Maior – o intérprete ficou no Sumaré até 2020 e retornará em 2026 após o falecimento de Gilsinho, que o substituiu no microfone principal da vermelho e amarelo na época.

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Plástica, logística, comunidade: Barroca Zona Sul se prepara para fechar a sexta-feira do Especial em SP

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Para muitos, a grande surpresa do evento que definiu a ordem dos desfiles do carnaval de São Paulo para 2026 foi o posicionamento do Barroca Zona Sul. A escola, acostumada a desfilar nos primeiros horários da sexta-feira, fechará a primeira noite do Grupo Especial paulistano. Na apresentação oficial do samba-enredo do Barroca Zona Sul para 2026, a reportagem do CARNAVALESCO conversou com alguns quadros importantes da verde e rosa para saber o quanto a mudança impacta na agremiação.

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Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Influência do resultado inesperado

Pela segunda vez na história, a definição da ordem dos desfiles do carnaval paulistano privilegiou a meritocracia. Ou seja: a escola campeã escolhe o horário que quer desfilar, em sequência a vice-campeã escolhe, a terceira colocada vem depois e assim sucessivamente, até a vice-campeã do grupo que dá acesso ao que está sendo escolhido na temporada anterior.

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Por conta do acidentado desfile de “Os Nove Oruns de Iansã”, que culminou na décima segunda colocação da Faculdade do Samba na apuração do carnaval de 2025, o Barroca Zona Sul tinha poucas opções para desfilar. A saber: abrir ou fechar a sexta-feira ou a sexta posição do sábado. A agremiação, dessa maneira, preferiu encerrar a primeira noite de apresentações.

Presidente confiante

Ewerton Rodrigo Ramos Sampaio, popularmente conhecido como Cebolinha, presidente do Barroca Zona Sul, preferiu destacar o espírito de luta da Faculdade do Samba para superar o acidentado desfile de 2025: “Quando você está em uma disputa acirrada com todos, você não tem que escolher o horário. Independentemente do que vem em relação ao horário, a escola tem que estar preparada, focada. E, quando a gente busca um foco, a gente tem que trabalhar para fazer o melhor. E nós temos o nosso foco para 2026: trazer o melhor resultado da escola – independentemente do horário, claro”, comentou.

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Organização também na plástica
Outros profissionais da escola, entretanto, destacaram que já estão trabalhando para que a mudança abrupta do horário de desfile da agremiação não seja um grande empecilho. Pedro Alexandre, popularmente conhecido como Magoo, foi um deles: “O horário muda bastante no meu trabalho! Eu não tenho o elemento iluminação para você já fazer junto no processo criativo. Mas eu pensei em desenvolver tanto as fantasias quanto as alegorias para a parte da manhã”, afirmou
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A orixá que é tema do desfile para 2025 também tem uma influência benéfica no trabalho do carnavalesco: “O nosso enredo ajuda: Oxum é ouro, é muito ouro, muito espelho, muita cor forte, muita cor cítrica. A gente se preparou visualmente para o horário. Fiz os desenhos das fantasias e dos carros, a gente já está desenvolvendo bastante coisa. Tudo voltado para o nosso horário, que é desfilar de manhã”, comentou.

Angélica Barbosa, uma das integrantes da Comissão de Carnaval do Barroca Zona Sul, complementa: “De manhã, quando o Sol raiar, a plástica da escola é diferente – e a gente vai usar isso ao nosso favor. Nós estamos trabalhando com materiais específicos, com fantasias que vão trazer uma reação ao público nos aproveitando desse momento”, destacou.

Logística e comunidade

É claro que as mudanças programadas pelo Barroca Zona Sul no horário de desfile não param na parte plástica. Angélica exemplifica: “Muda bastante coisa – para mim, principalmente, porque eu estou no Barroca há alguns anos, mas é o primeiro desfile que eu vou fazer estando na Direção de nesse horário. A gente já tem todo um planejamento dos horários que a gente costuma fazer, e agora a gente já está repensando como a gente vai fazer”, explanou.

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A logística da verde e rosa também será alterada – e a escola já tem ideias a respeito: “O que mais nos deixou meio preocupados é fazer com que a comunidade fique acordada, venha com a mesma energia. De manhã, já vai ter passado a noite inteira e a gente tem 50 crianças que vão desfilar conosco. A gente vai tentar fazer um QG de descanso nesses momentos para que esse público consiga descansar para poder vir com toda a energia. A nossa grande preocupação é essa, porque a gente vai desfilar de manhã, mas o horário para a entrada de fantasias e dos materiais, por exemplo, continua sendo o mesmo. A gente tem um horário que é permitido pela CET [Companhia de Engenharia de Tráfego, que organiza as vias paulistanas] para liberar esses transportes. A gente já fica meio receoso”, confessou.

Há, também, algumas alterações importantes no transporte de indumentárias: “A gente vai ter que levar algumas fantasias por conta de volume para não estragar em ônibus e transporte, mas a gente vai ter que deixar essas fantasias lá uma parte muito grande de tempo. A gente está pensando nessa estratégia de materiais que sejam favoráveis para nós, nos carros também. A gente está bem se programando para conseguir dar conta disso”, arrematou.

No cronograma

Cheia de planos, a escola está, também, dentro de todos os prazos, de acordo com Magoo: “A gente está nesse processo bem no prazo, todos estabelecidos pela diretoria em relação a fantasias. E alegorias. Está tudo andando. O barracão está andando, todos os departamentos já estão trabalhando”, finalizou.

Unidos de Vila Maria reforça característica formadora de sambistas e de família com elenco para o Carnaval 2026

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Dentre tantas características que tornam escolas de samba únicas, duas delas costumam ser muito relacionadas à Unidos de Vila Maria. A agremiação da Zona Norte paulistana é frequentemente citada como uma instituição “de família”, bem como é reconhecida em toda a cidade como uma das agremiações que mais revelam nomes para a folia de São Paulo. Tal característica ficou explícita no lançamento do enredo da Vila Maria para 2026. Além da temática, o elenco da equipe também foi apresentado – com muitas novidades. Sempre presente em eventos que mexem com as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO conversou com alguns dos principais segmentos que sofreram modificações na verde, azul e branco para 2026.

Emoção em dobro

Um dos momentos mais emocionantes do evento em questão foi a apresentação do novo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Vila Maria. Kadu Andrade e Camila Moreira nunca negaram que são torcedores da agremiação. Mais do que isso: ambos são criados na rua Kaneda, no Jardim Japão – um dos bairros que compõem o distrito da Vila Maria.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Ao falarem com a reportagem, ambos destacaram que o coração bateu mais forte ao receber o convite: “A gente está muito feliz porque a gente está retornando para a nossa escola do coração, aqui é onde tudo começou. E eu estou retornando depois de 16 anos! Passei por outras escolas, tive uma rodagem, e esse ano eu tive o convite para estar retornando para a minha escola do coração. Eu estou com uma sensação que eu não consigo explicar. Eu acho que a emoção vai tomar conta daqui a pouco, mas eu estou muito feliz – e, até, tremendo um pouquinho aqui”, pontuou.

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Camila seguiu a mesma linha do companheiro: “Estou extremamente feliz, muito feliz mesmo. Primeiro porque é minha escola do coração, sou nascida e criada aqui. Nunca neguei, por onde eu passei, que respeitei todos os pavilhões, mas sempre deixei claro que esse pavilhão verde, azul e branco estava no meu coração. É uma alegria imensa poder estar representando a minha comunidade e levando o legado de grandes porta-bandeiras e mestres-salas que passaram por aqui. Todos têm um pouquinho de construção dentro dessa Camila porta-bandeira que eu sou hoje”, disse.

Em 2025, ambos defenderam o pavilhão do Pérola Negra – que sagrou-se campeão do Grupo de Acesso II. Mais do que isso: o quesito foi gabaritado pela dupla, que voltou a dançar junto poucas semanas antes do carnaval por conta de problemas de saúde de Bia Dias.

A sintonia entre ambos, de acordo com a dupla, é um dos grandes diferenciais do quesito da Vila Maria para 2026: “Eu não costumo comparar nós com os outros. Eu e a Camila, além da dança, a gente tem uma amizade muito forte: a gente cresceu junto, a gente estudou na mesma escola. A gente tem um vínculo muito forte, de antes da dança. Fica muito mais fácil. Foi o que aconteceu esse ano, voltando 26 dias antes do carnaval. Ela retornou e a gente conseguiu gabaritar o quesito, prêmios e, graças a Deus, ajudar o Pérola Negra a subir. O trabalho fica bem mais fácil com esse entrosamento”, comentou Kadu.

Camila complementou: “A amizade fala muito mais alto nesse momento. É muito tempo junto, e o que a gente leva é amizade, entrosamento e trabalho árduo- mas, nesse último, igual a todos. Acho que a vantagem é a amizade aqui”, disse.

Novo protagonista

Desde 2012, um profissional vivia na escola seguindo ensinamentos de um mestre e passando tudo que sabe para ritmistas. No ciclo para o carnaval de 2026, tal homem tornou-se, ele próprio, o comandante. Trata-se de Marcel Bonfim, que assume o comando da Cadência da Vila, bateria da Unidos de Vila Maria. Ele, que era um dos diretores dos ritmistas sob o comando de Rodrigo Moleza (que foi para o Águia de Ouro), foi apresentado de maneira oficial à comunidade como novo ritmista-mor.

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Logo nas primeiras palavras como mestre de bateria (anteriormente, ele ocupou o mesmo cargo no Morro da Casa Verde e na Unidos do Peruche), Marcel fez questão de frisar que o trabalho de Moleza seguirá como referência: “É uma alegria muito grande para mim! Cheguei aqui em 2012 e, ao longo desses anos, a gente fez o trabalho junto com o Moleza. Agora, a escola optou por que eu faça parte como mestre de bateria para cuidar da Cadência da Vila. A gente vai seguir o legado que foi deixado”, destacou.

Isso não quer dizer, entretanto, que tudo será igual. O novo comandante pontuou que algumas alterações serão feitas: “A gente vai colocar um pouquinho do nosso tempero. O trabalho vai continuar com o mesmo legado. A gente vai colocar um pouquinho da nossa identidade, um pouquinho mais para frente a bateria – mas não vai ser muita coisa. Vai ser um pouquinho mais para frente, e a gente trocou algumas polegadas de surdo para dar um grave mais aflorado. A gente vai seguir nessa linha”, revelou.

Clã unido

Ao longo do evento, chamou atenção o potente discurso de Taiana Freitas, que vai para o segundo ano como coreógrafa da comissão de frente da Unidos de Vila Maria – logo no primeiro ano, o grupo comandado por ela foi eleito o melhor do Grupo de Acesso I de acordo com a votação popular do Destaques do Ano, organizado pelo CARNAVALESCO.

Uma das novidades da Vila Maria para 2026 é Vinícius Freitas, carnavalesco que já está desenvolvendo o enredo “Do chão que alimenta a culinária que encanta: Brasil um banquete de sabores”. O sobrenome não esconde: ele é irmão de Taiana. E, mais do que isso: ambos são filhos de Jorge Freitas, carnavalesco seis vezes campeão do Grupo Especial carnaval paulistano e atualmente na Dragões da Real.

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Vinícius mostrou-se bastante à vontade para falar da nova escola: “Com toda a sinceridade e com muita humildade, posso falar que já estou em casa. Eles me abraçaram de uma maneira surreal. Não tem como não ter força, não ter ânimo e não ter vontade de apresentar um grande espetáculo para essa comunidade e para essa diretoria. Eles me abraçaram da melhor maneira possível, com toda a sinceridade, com toda alegria e com toda a vontade. Tenha certeza que isso aí está sendo recíproco desde o início – tanto de toda a equipe como por parte da comunidade. Nós, juntos, iremos apresentar um grande trabalho na avenida”, afirmou.

Vinícius já assinou desfiles em duas coirmãs da Vila Maria. Ambos no Grupo de Acesso I, ambos culminando em subida de divisão. Em 2017, com “É Mentira!”, a Independente Tricolor chegou pela primeira vez na história da instituição à elite do carnaval paulistano. No ano seguinte, o tradicionalíssimo Águia de Ouro, com o enredo “Mercadores de Sonhos”, foi campeão do mesmo pelotão – em desfile assinado por Vinícius e por Sérgio Caputo Gall.

O novo carnavalesco da Vila Maria fez questão de exaltar a vontade que está de conquistar o terceiro acesso da carreira para a escola: “A gente sempre busca esse resultado de sucesso, mas o sucesso só vem com esse trabalho do ano inteiro na quadra e no barracão. Tenho certeza que a gente vai buscar isso junto com a equipe. Tive, graças a Deus, duas escolas que eu passei e pude ajudar a subi-las. Na Vila Maria, eu tenho certeza que essa dedicação vai ser maior ainda – mais ainda por conta de como eu fui recebido por essa comunidade maravilhosa. Trabalho não vai faltar. E, com o trabalho, a gente vai buscar concretizar esse sucesso: o título do Grupo de Acesso I e o Grupo Especial – de onde a Vila Maria não deveria ter saído nunca”, finalizou.

Valorização em forma de coroa: Salgueiro conta Rei e Rainha dos Passistas para o Carnaval 2026

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A ala de passistas do Acadêmicos do Salgueiro é sempre um ponto alto do show e do desfile da escola. Não à toa, é intitulada a ala mais premiada do carnaval. Com um time tão talentoso, a forma que a escola encontrou de dar mais destaque ao segmento foi a criação dos cargos de Rei e Rainha dos Passistas. Para o ano de 2026, os escolhidos foram Drika Sampaio e Wesley Rabisca. A dupla foi escolhida pelos próprios passistas, convidados, por Carlinhos Salgueiro, coordenador da ala, e pelo presidente André Vaz para assumir o cargo.

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“Rolou uma votação interna entre os passistas do Salgueiro, em que toda a ala votou em mim. Essa votação foi levada diretamente ao presidente, para recebermos o aval. Ele não pensou duas vezes, aceitou, e eu estou muito feliz com tudo que vem acontecendo nessa minha volta ao Salgueiro. Estou muito feliz de verdade. Pode ter certeza de que será um reinado lindo. Tenho muito amor, dedicação e carinho pelo Salgueiro. Com todo o respeito às outras, mas é a melhor ala de passistas do Carnaval”, declarou o rei Wesley Rabisca.

Drika descreveu a oportunidade de ser rainha dos passistas como uma honra: “Todo ano o Carlinhos faz esse projeto, dando oportunidade para os passistas virem puxando a ala. Dessa vez, chegou a minha oportunidade. Fui convidada pelo Carlinhos, pela escola, pelo presidente André Vaz, pelo patrono, a quem eu tenho muito a agradecer pela oportunidade de estar representando a minha escola. Para mim, é uma honra. Uma honra, depois de tanto tempo, ter essa oportunidade de ser rainha dos passistas”.

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Tanto para Drika quanto para Wesley, o sentimento de ser selecionado é indescritível. O novo cargo coroa a trajetória de ambos. O rei entrou para a ala de passistas do Salgueiro em 2017. Já Drika se tornou passista no ano anterior, mas sua caminhada pelo vermelho e branco começou na infância, na escola mirim Aprendizes do Salgueiro.

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“Valeu todo o esforço. Eu venho do Aprendizes, então estou na escola desde os meus quatro anos. Eu já fui passista mirim, já fui baianinha, já fui comissão de frente. E agora, sendo coroada rainha dos passistas… Para mim, acho que palavras seriam inúteis para descrever o meu sentimento. No Salgueiro ‘grande’, como nós falamos, meu primeiro desfile foi em 2016. Desde então, eu estou nessa correria”, informou a rainha.

Para o rei, a conquista ainda está sendo processada: “Como eu costumo dizer, eu falo com todo mundo, eu gosto de estar com todo mundo. Eu não tenho palavras para descrever o sentimento que eu estou sentindo. Acho que a ficha ainda não caiu totalmente, acho que, aos pouquinhos, ela vai caindo”.

Reconhecimento aos passistas

O samba no pé, a ginga e o malandreado dos passistas são muito conhecidos dentro e fora do mundo do Carnaval. Porém, há uma crítica sobre a falta de valorização desses talentos. Segundo os reis da ala de passistas do Salgueiro, a iniciativa do cargo é uma forma de elevar e dar visibilidade ao segmento além da escola.

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“Eu sonho que já é uma visibilidade muito grande ser da ala de passistas do Salgueiro. Ser rei da ala de passistas do Salgueiro, eu creio que vai ser muito importante para mim, para a Drika e para a ala. Acho que as outras escolas que ainda não tomaram essa atitude poderiam ter esse carinho, essa valorização maior com os passistas das suas escolas”, comentou Wesley.

Drika considera o cargo um modo de valorizar 1os ouros da casa’. “Eu acho que cada escola pode ter a oportunidade de dar oportunidade para uma pessoa específica, obviamente analisando mil coisas e questões — se a pessoa é presente, se a pessoa se dedica. É uma forma de enaltecer os ‘ouros da casa’. Nem prata: os ‘ouros da casa’”, argumentou a rainha.

A valorização dos passistas passa pela ocupação de espaços representativos dentro da escola, assim como pela visibilidade das habilidades dos componentes. Drika Sampaio acredita que o sonho de toda passista é estar em um lugar de destaque dentro da escola do coração.

“Meu sonho é que os passistas e a ala de passistas sejam mais valorizados. Graças a Deus, eu tenho uma escola que está dando muita visibilidade para os passistas. Nós temos duas musas que foram anunciadas recentemente, que são crias do Carlinhos, são crias das passistas. Antes disso, teve a Ana Flávia, teve também a Rebecca, que são musas da comunidade. Eu acho que as escolas poderiam dar mais valorização ao segmento de passistas: visibilidade, cargos importantes. Porque, obviamente, uma passista mirim tem um sonho. Se falar que não tem o sonho de representar o seu pavilhão como musa, como destaque, a pessoa que fala isso está mentindo, porque a passista, desde criança, sonha em ser um destaque na escola”, declarou a rainha.

Carlinhos Salgueiro, ‘um paizão’

Coordenador da ala de passistas do Salgueiro e figura marcante do carnaval, Carlinhos Salgueiro dirige a ala com afeto, exigência e personalidade. Drika Sampaio e Wesley Rabisca relatam que a imagem do mestre vai além de “louco” ou de “bicho-de-sete-cabeças”.

“O Carlinhos é muito louco, mas ele é um paizão, um paizão de verdade. Eu acho que todo mundo fala a mesma coisa dele sempre, né? Mas ele cuida, ele faz acontecer. Esse ano ele está me dando a oportunidade de ser o assistente coreográfico dele aqui na ala de passistas. E eu estou muito feliz também com essa oportunidade, que eu sempre pedi para ele e, este ano, ele me concedeu. Está sendo uma parceria muito boa”, definiu Rabisca.

A rainha relembra momentos de conflito entre ela e Carlinhos, mas reconhece que tudo fez parte do processo. Hoje, a relação é de liberdade, reconhecimento e referência.

“Todo mundo acha que o Carlinhos é um bicho, né? Um bicho-de-sete-cabeças, difícil de aturar, mas, no final de tudo, o Carlinhos é uma maria-mole. Gritou, e ele já está chorando. Eu sempre brinco com ele, ele brinca também comigo, que eu, por ter meu gênio um pouquinho forte, e ele também, nós já batemos de frente várias vezes, no sentido de discordar, porque eu acho que temos que falar o que nós achamos. E, graças a Deus, ele dá essa liberdade para falarmos o que realmente pensamos. Então, atualmente, o convívio com o Carlinhos é muito bom. Quando eu era mais nova, era bem difícil. Muito já chorei, mas, no final, valeu a pena. Todo o meu esforço de anos foi reconhecido. Carlinhos é o mestre dos mestres, e não tem ninguém que possa tirar isso dele”, explicou Drika.

De Bento Ribeiro para Madureira: Marvvila comemora entrar no time de musas da Portela

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A cantora Marvvila é uma das musas da Portela para o Carnaval 2026. Na apresentação para comunidade, em setembro do ano passado, ela foi anunciada ao som de sua música “A Pagodeira”, acompanhada pelos passistas masculinos da azul e branca de Madureira. Nascida em Bento Ribeiro, bairro próximo à quadra da Portela, Marvvila recordou com emoção a sua relação antiga com a escola e com o carnaval.

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Foto; Guibsom Romão/CARNAVALESCO

“Desde criança passo por aqui. O primeiro palco em que cantei foi aqui. Eu cresci na igreja, então não tive tanto contato com o samba, porque a minha família era muito evangélica, mas assim que saí de casa, um dos primeiros palcos em que pisei, com 17 anos, foi aqui na Portela. Aqui foi um lugar onde eu aprendi muito, fui muito acolhida. Então, eu já tive essa relação muito grande desde lá de trás”, disse a cantora.

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A cantora também destacou como o convite fortalece sua ligação com a maior campeã do carnaval carioca.

“Com o carnaval no geral, era a minha infância vendo a Portela de perto, mas ainda assim longe. Depois que eu, de fato, entrei como mulher no samba, como mulher no pagode, a minha relação com o carnaval já é de muitos anos, mas agora é muito mais forte estando aqui e logo desfilando na Portela, que é uma escola que cresci vendo de perto. Estou totalmente ansiosa. Já adianto que estou aprendendo, os sambas são maravilhosos, me acolheram muito bem. Acho que tem tudo para ser incrível, porque eu vou dar tudo de mim”, contou a nova musa.

Unidos da Tijuca comemora 94 anos recebendo as co-irmãs em grande festa na quinta-feira

A Unidos da Tijuca, que completou aniversário dia 31 de dezembro, vai comemorar os seus 94 anos de história, com shows e apresentação dos casais de mestre-sala e porta-bandeira e intérpretes das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval carioca na quinta-feira, 08 de janeiro, a partir das 19 horas em sua quadra localizada no Santo Cristo.

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Além dos shows da noite, a escola terá apresentação especial com todos os segmentos: baianas, passistas, velha guarda e os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Tudo isso na voz do intérprete Marquinhos Art Samba e o Carro de Som do Pavão, acompanhados da bateria Pura Cadência, sob o comando do mestre Casagrande. A tradicional queima de fogos está garantida.

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A quadra da Tijuca fica na Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo. A entrada é franca retirando a cortesia no Sympla. A mesa para 4 pessoas sai por R$ 100,00 e os camarotes inferiores para 10 pessoas por R$ 400,00. O jirau custa R$ 100,00 (pulseira individual) e os camarotes superiores estão esgotados. A venda antecipada é pelo site Sympla ou através do televendas 21 96451-5719.

Serviço:
Evento: Aniversário da Unidos da Tijuca – 94 anos
Data: 08 de janeiro de 2026
Horário: 19h
Entrada para pista: Franca – retirando a cortesia no Sympla
Mesas p/4 pessoas: R$ 100
Camarotes Inferiores p/ 10 pessoas: R$ 400
Jirau: R$ 100,00 (pulseira individual)
Vendas On-line: https://www.sympla.com.br/evento/festa-de-aniversario-da-unidos-da-tijuca-94-anos/3256356
Televendas: 21 96451-5719 (WhatsApp)