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‘É a realização de um sonho!’ Phelipe Lemos celebra parceria com Marcella Alves na Viradouro

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Na noite de celebração do título da Unidos do Viradouro, a escola anunciou oficialmente Marcella Alves e Phelipe Lemos como o novo 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira. A confirmação aconteceu após a saída do casal Rute Alves e Julinho Nascimento, que seguiram para a União de Maricá. Reconhecidos e respeitados no universo do samba, os novos representantes do pavilhão conversaram com o CARNAVALESCO sobre a nova parceria, expectativas e planos para o futuro na agremiação de Niterói.

casal viradouro
Fotos: Alícia Oliveira/CARNAVALESCO

Nascido e criado em Niterói, Phelipe Lemos falou sobre sua decisão de deixar a Imperatriz Leopoldinense, o convite para integrar a Viradouro e a emoção de retornar à sua cidade para defender o pavilhão vermelho e branco. O mestre-sala destacou o significado especial de desfilar próximo à família e reviver memórias de sua trajetória no carnaval.

“O Marcelinho Calil (diretor executivo) me procurou, interessado em me trazer para fazer uma nova dupla com a Marcella. Fiquei muito contente e, obviamente, balançado, porque até então eu manteria minha parceria com a minha ex-porta-bandeira, a Rafaela. Mas, diante de todas as circunstâncias que rolaram, eu fiquei muito feliz de poder vir para a Viradouro, de dançar com a Marcella aqui. Acho que vai ser um desafio de muito valor. Minha família está toda aí, eu sou daqui, eu nasci no Hospital Antônio Pedro, eu vivi anos desfilando aqui na Amaral Peixoto com a Cubango, disputando na minha cabeça com a Viradouro em algum lugar. E hoje poder voltar para esse chão que me projetou, de certo modo, no carnaval é emocionante”, afirmou o mestre-sala.

Além de primeira-dama da escola, Marcella Alves inicia agora um novo capítulo em sua trajetória como 1ª porta-bandeira da Viradouro. Com mais de uma década defendendo o pavilhão do Acadêmicos do Salgueiro, Marcella destacou a importância de sua trajetória anterior e a serenidade em encerrar ciclos para iniciar novos desafios.

“Eu estou muito emocionada, muito feliz. Realizada, grata e muito segura de tudo que me fez chegar até aqui. Sou grata demais por toda a história que eu construí, por tudo que eu vivi até o dia de hoje. E hoje começa, sem dúvida, mais uma linda história. Uma história de muito amor, muito respeito e muita dedicação ao pavilhão da Viradouro. Estou muito feliz com a oportunidade que o Marcelão e o Marcelinho estão me dando junto do Phelipe. E espero poder honrar esse pavilhão, desenvolver um brilhante trabalho, assim como a Rute e o Julinho desenvolveram durante muitos anos nessa escola tão querida”, comentou a porta-bandeira.

Marcella também destacou o carinho e a receptividade da comunidade da Viradouro, ressaltando que já havia sentido esse acolhimento ao longo da temporada de 2026, quando esteve próxima da escola, e que agora retorna em um novo papel, ainda mais ligado ao pavilhão.

marcella viradouro

“A comunidade da Viradouro é uma comunidade muito querida, com a qual eu tive o privilégio, o prazer e a felicidade de conviver ao longo dessa temporada do Carnaval de 2026. Todos me acolheram muito bem como primeira-dama e agora eu fui muito bem recebida e muito bem acolhida como porta-bandeira. Eu acho que toda pessoa centrada entende que mudanças fazem parte da vida. Encerrar ciclos e começar ciclos fazem parte do nosso dia a dia, da nossa vida. Nós somos seres humanos, feitos de pele e osso, todos temos as nossas prioridades, as nossas necessidades, os nossos desejos. E eu acho que a comunidade da Viradouro me recebeu de braços abertos, com carinho e com respeito, sabendo que eu estou disposta a trabalhar, me dedicar e honrar o pavilhão assim como a Rute e o Julinho faziam. Estou muito tranquila quanto a isso. Eu fui muito abraçada, estou sendo muito abraçada por todos e estou muito feliz por essa nova caminhada”.

Questionados sobre o significado de desfilarem juntos pela primeira vez, Marcella e Phelipe demonstraram grande admiração mútua e relembraram momentos marcantes de suas trajetórias que, de certa forma, já se cruzavam no universo do samba há muitos anos.

“É uma história engraçada porque o Phelipe foi meu aluno alguns anos, alguns longos anos atrás. Sempre teve essa curiosidade de saber como seria a dança do Phelipe e da Marcella. E, de fato, nunca imaginávamos que isso pudesse um dia acontecer. E os Marcelos fizeram acontecer, e a gente espera que seja uma dupla, uma parceria de muito sucesso. E eu peço que perdure por muitos anos”, afirmou Marcella.

“A Marcella foi minha professora. Ela tinha um projeto no Salgueiro, do qual eu fiz parte. O que representa para mim é também a realização de um sonho, porque quem não quer dançar com a Marcella Alves? Eu já quis dançar com a Marcella Alves um dia e acho que o universo conspirou e, graças a Deus, hoje eu estou com ela”, comentou o mestre-sala Phelipe Lemos.

Carnavalesco Magoo destaca superação da Barroca Zona Sul no Grupo Especial

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, o carnavalesco Pedro Alexandre, mais conhecido como Magoo, comentou a emoção da quinta colocação da Barroca Zona Sul no Grupo Especial de São Paulo. O resultado levou a escola para o Desfile das Campeãs, e, segundo ele, a apuração das notas foi marcada por grande tensão e expectativa, vividas intensamente por toda a comunidade da escola.

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Foto: Ana Carla Dias/CARNAVALESCO

“A pressão estava a mil na apuração, é um nervosismo fora do normal, nota a nota. Ainda mais que a Barroca conseguiu, na última nota do último quesito, se consolidar e ter a chance de desfilar no Desfile das Campeãs. Mas, assim, coroou o trabalho, e a gente fez um trabalho bem legal o ano inteiro. Deu tudo certo, a gente fez tudo o que tínhamos programado e fomos agraciados com esse desfile. Hoje já estávamos mais leves, foi legal. Gostamos disso, a Barroca gostou de desfilar duas vezes”, comenta o carnavalesco.

Na conversa, Magoo também falou sobre o significado do desempenho alcançado, destacando o orgulho pelo trabalho desenvolvido ao longo do ano e pela resposta positiva do público e dos jurados: “Não devemos nunca baixar a cabeça. Aconteceu um acidente no Carnaval do ano passado, e a gente já esperava estar em uma colocação legal no ano passado, mas não foi aquele ano. Foi um ano em que ficou um negócio entalado, mas deu certo. A gente não desistiu”, celebra Pedro.

Em 2026, a Barroca foi a sétima e última escola a desfilar na sexta-feira do Grupo Especial, levando para a avenida o enredo “Oro Mi Maió Oxum”, que homenageou a força e a simbologia da orixá Oxum: “Em termos de criação, não muda muita coisa, continua como é. Mas a gente conseguiu materiais com uma qualidade superior de recursos. Conseguimos colocar aquilo que tínhamos em mente em prática, e a diretoria não mediu esforços. Foi legal, deu tudo certo, e isso é o importante”, diz Magoo.

Além de relembrar os momentos mais emocionantes da apuração, o carnavalesco adiantou que a agremiação já projeta os próximos passos e trabalha nos primeiros planos para o enredo do próximo carnaval, mantendo o foco em inovação, identidade e crescimento dentro do Grupo Especial.

“A gente tem umas opções, tem até uma opção de patrocínio que apareceu. Ainda estamos analisando. A gente já tem um, desde o ano passado, já pronto, mas estamos estudando essas possibilidades. Vamos resolver logo, até porque o Carnaval 2027 é bem mais cedo, tem que começar agora”, comenta.

Sobre os próximos desafios criativos, Magoo reforça que a prioridade será o desenvolvimento do enredo, independentemente do tema escolhido: “Já passei desse tempo de querer fazer algo específico. Um enredo bom é um enredo bem desenvolvido. O que vier, o que a escola decidir, vou fazer e vou dar o meu melhor para desenvolver um enredo bem legal e um grande espetáculo para a Barroca”, completa.

Justiça dá razão à Liesa e derruba ação do MP do Rio sobre venda de frisas da Sapucaí

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O Tribunal de Justiça do Rio, por decisão da 6ª Vara Empresarial, derrubou uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público fluminense para questionar o método de vendas das frisas da Marquês de Sapucaí. O caso, iniciado em maio do ano passado, terminou com vitória em primeira instância para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), responsável pela comercialização de ingressos do Rio Carnaval, incluindo aqueles posicionados imediatamente ao lado da pista de desfiles.

frisas

Embora a promotoria defendesse que o método adotado para a venda de frisas estaria defasado, a Liesa comprovou, na verdade, que a dinâmica é a mais correta e vantajosa para os consumidores e para o espetáculo. A análise foi feita pelo juiz Victor Agustin Torres, que negou todos os pedidos do MP (de mudança no sistema de vendas a pagamento de indenização).

Hoje, as frisas são comercializadas por meio de um formulário on-line no site da Liesa, com posterior confirmação por e-mail e WhatsApp. O avanço é relevante: antigamente, o mesmo processo acontecia via FAX. Mesmo com a melhoria, o MP reivindicava que fosse utilizado sistema similar ao de comercialização das arquibancadas, via tiqueteria on-line. A orientação contraria o entendimento, que vende as frisas de acordo com um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o próprio MP há 25 anos.

Conforme a Liesa comprovou e o juiz Torres mostrou na sentença proferida na quinta-feira, a venda de frisas “se dá de maneira totalmente digital” e por “métodos modernos”, ainda que diferentes daqueles propostos pelo MP. Mais do que isso: o juiz considerou que as sugestões do MP poderiam, inclusive, “ensejar maiores ônus aos consumidores, porque incluiria a cobrança de taxas de administração e de cartão de crédito” — hoje, compradores de frisas não lidam com esses adicionais.

A transparência do método utilizado pela Liesa também ficou comprovada na ação. “É certo, também, que o método é plenamente auditável, uma vez que o sistema gera uma tabela de registros com dia, hora, minuto e segundo das reservas”, escreveu o juiz Torres. A liga, inclusive, entregou à Justiça a relação de compradores deste ano, entre outros documentos.

Tanto a Liesa quanto o TJ do Rio convergiram no entendimento de que nenhum consumidor está sendo lesado por falta de transparência ou modernização do sistema de venda das frisas. Na verdade, como elas são “extremamente concorridas”, nas palavras do juiz Torres, é natural, como em outros mega eventos, que as entradas se esgotem rapidamente.

Para 2027, os ingressos do Rio Carnaval — arquibancadas primeiro — começam a ser vendidos na segunda-feira, 9. Por enquanto, serão disponibilizados os “passaportes”: pacotes que dão direito aos três dias de desfiles do Grupo Especial. Tickets avulsos serão vendidos adiante, bem como as frisas.

União da Ilha anuncia Guilherme Estevão como carnavalesco para o Carnaval 2027

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A União da Ilha do Governador anunciou Guilherme Estevão como seu carnavalesco para o desfile de 2027. Arquiteto de formação, o profissional retorna à escola onde iniciou sua trajetória no carnaval. Apaixonado pela arte de construir desfiles, Guilherme deu seus primeiros passos justamente na União da Ilha, participando dos processos de criação e execução das apresentações da escola. Desde então, construiu um caminho marcado pela dedicação e pela busca por identidade artística dentro do universo das escolas de samba.

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Foto: Divulgação/Ilha

Nos últimos anos, acumulou experiências em diferentes agremiações do  carnaval carioca, passando por escolas como Independentes de Olaria, Império da Tijuca, Estação Primeira de Mangueira e União do Parque Acari, onde participou de projetos que ajudaram a consolidar sua experiência no desenvolvimento de enredos e concepções visuais.

Agora, Guilherme retorna à Ilha do Governador com a missão de conduzir o novo ciclo criativo da escola e desenvolver o projeto artístico que será apresentado na Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027.

Confira o anúncio da escola na íntegra

“Apresentamos o nosso carnavalesco para o Carnaval 2027: @gui.estevao

Arquiteto de formação e apaixonado pela arte de fazer carnaval, Guilherme iniciou sua trajetória aqui no nosso chão, União da Ilha, onde deu seus primeiros passos na construção de desfiles.

Desde então, vem construindo um caminho marcado por dedicação, criatividade e amor pela cultura do samba.

Ao longo dos últimos anos, passou por escolas como Independentes de Olaria, Império da Tijuca, Estação Primeira de Mangueira e União do Parque Acari, somando experiências e assinando projetos que reforçam sua identidade no carnaval.

Agora, chega para escrever um novo capítulo com a nossa escola.

Seja bem-vindo, Guilherme.
Vamos sonhar e construir juntos o Carnaval 2027!”

Mocidade aponta semelhança em justificativas no quesito Bateria e acende debate na apuração

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A bateria “Não Existe Mais Quente”, da Mocidade Independente de Padre Miguel, mostrou indignação e inquietação após a divulgação das notas na apuração. A escola terminou na 11ª colocação, e sua bateria recebeu as seguintes avaliações: 10, 9,9, 10 e 9,9. Nesta sexta-feira, a escola anunciou a renovação de mestre Dudu para o Carnaval 2027: “Mestre Dudu completará 15 anos à frente da Não Existe Mais Quente e não poderia ficar sem uma homenagem especial. Convoquei todos os diretores de bateria para fazer uma surpresa, bem típica de um debutante! Herdeiro de um legado grandioso, Dudu manterá viva a tradição da Não Existe Mais Quente!”, publicou a agremiação.

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Ainda na quarta-feira, logo após o resultado, e ao longo da quinta-feira, a agremiação se pronunciou publicamente, destacando a justificativa apresentada pelo julgador Hélcio Eduardo da Silva. De acordo com a escola, os textos teriam sido reproduzidos em formato “control C e control V” em comparação com sua coirmã, a bateria do Paraíso do Tuiuti.

A seguir, as justificativas apresentadas pelos julgadores em cada subquesito para Mocidade:

Helcio Eduardo da Silva atribuiu 9,9 e justificou suas avaliações nos três módulos observados.

Subquesito Manutenção de cadência: “Bateria manteve o ritmo, cadência e sustentação em consonância com o samba-enredo durante a apresentação”. PONTUAÇÃO = 4,0

Subquesito conjugação dos instrumentos: “A conjugação dos sons emitidos pelos vários instrumentos não sofreu alteração, sendo mantido o equilíbrio instrumental”. PONTUAÇÃO: 3,0

Subquesito criatividade e versatilidade: “As bossas apresentadas foram versáteis e criativas, sendo bem executadas e com mediano grau de dificuldade”. PONTUAÇÃO: 2,9

Geiza Carvalho atribuiu 10, destacando regularidade e criatividade na construção do arranjo.

Subquesito Manutenção de cadência: “A bateria manteve a cadência em andamento compatível com o samba-enredo. Não houve oscilação que comprometesse a progressão do andamento”. PONTUAÇÃO = 4,0

Subquesito conjugação dos instrumentos: “Observou-se boa integração entre os naipes, com sonoridade equilibrada e adequada conjugação sonora”. PONTUAÇÃO: 3,0

Subquesito criatividade e versatilidade: “O arranjo da bateria transitou com naturalidade entre referências do pop rock e do samba, apresentando várias intervenções rítmicas, demonstrando criatividade e versatilidade na construção do desenho musical. As bossas apresentaram boa estrutura e bom nível de complexidade”. PONTUAÇÃO: 3,0

Nelson Nunes Pestana atribuiu 9,9, apontando ressalvas relacionadas à definição sonora.

Subquesito criatividade e versatilidade: “A massa crítica sonora da bateria perdeu sua manutenção regular. Os naipes de chocalho e caixas ficaram sem uma definição precisa, prejudicando o entendimento rítmico e melódico do conjunto bateria com o samba-enredo (-0,1)”.

Rafael Barros Castro concedeu 10, destacando controle técnico e distribuição das bossas.

Subquesito Manutenção de cadência: “O andamento confortável foi mantido durante a apresentação em frente ao módulo 4, o que favoreceu um bom desfile dos componentes da escola”. PONTUAÇÃO = 4,0

Subquesito conjugação dos instrumentos: “Com bom controle dinâmico e afinações precisas, todos os naipes se apresentaram com êxito no subquesito”. PONTUAÇÃO = 3,0

Subquesito criatividade e versatilidade: “Bossas bem distribuídas ao longo da apresentação (módulo 4), intercalando os instrumentos leves com contrapontos nos graves”. PONTUAÇÃO = 2,9

Entre nervosismo e alívio: bastidores do título da Mocidade Alegre nas vozes de seus protagonistas

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Por Ana Carla Dias e Letícia Sansão

Após uma apuração disputada voto a voto, a Mocidade Alegre confirmou o favoritismo construído na avenida e conquistou o título do Carnaval de São Paulo 2026. Com 269,8 pontos, a escola do Limão superou Gaviões da Fiel e Dragões da Real por apenas um décimo e colocou a 13ª estrela em seu pavilhão. Com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, desenvolvido por Caio Araújo, a Morada apresentou um desfile de alto nível plástico, comissão de frente impactante, fantasias bem resolvidas e um time musical entrosado. A evolução teve oscilações pontuais, mas o conjunto se manteve firme nos principais quesitos, acumulando notas máximas ao longo da leitura. Foi uma disputa acirrada até o último envelope. E o alívio só veio no fim.

Projeto acreditado e emoção do primeiro título

Para o carnavalesco Caio Araújo, que conquistou seu primeiro campeonato, a sensação foi de realização após um ano de trabalho intenso.

“A gente fica apreensivo o processo inteiro. Só consegue relaxar mesmo quando veio a última nota que deu o título para a gente. Era um projeto em que a gente acreditava muito. A gente torcia muito por esse projeto. Léa Garcia merecia esse carinho. A gente está muito feliz, muito realizado”, afirmou.

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Caio destacou ainda o peso da responsabilidade ao contar a trajetória de Léa Garcia, homenageada do enredo.

“No processo de pesquisa, fui me apaixonando um pouquinho mais pela Léa e, ao mesmo tempo, tendo medo da responsabilidade, porque era uma carreira muito extensa, com muita contribuição. Nesse desafio de tentar encontrar a maneira correta de contar essa história, graças a Deus, acho que a gente conseguiu contar da maneira certa”.

Sobre a sensação de ver o desfile pronto na avenida, resumiu: “Quando eu vou lá para frente, olho para trás e vejo a Mocidade montada, alas, tripés, alegorias, tudo no lugar, dá aquele nó na garganta: ‘Meu Deus, conseguimos’. Está entregue”.

Tensão na apuração e liderança feminina

A presidente Solange Cruz acompanhou a leitura das notas com tensão até o último momento e evitou qualquer comemoração antecipada.

“Eu não gosto de comemorar nada antes. Tem que esperar. Eu fui com adrenalina, dor de barriga, aquele sobe e desce, suor. E demoravam para falar as notas, paravam, davam uma pausa… Que nervoso!”, contou.

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Fotos: Ana Carla Dias e Letícia Sansão/CARNAVALESCO

Solange também destacou o peso da comunidade no resultado. “É uma comunidade que não tem tempo ruim. Você chama, fala, faz reuniões, eles estão sempre lá, firmes. Isso faz o diferencial”, disse.

Emoção na bateria e 14 anos de reinado

Rainha de bateria há 14 anos, Aline Oliveira descreveu a apuração como um dos momentos mais intensos da trajetória.

“O coração estava na boca, porque eram escolas maravilhosas, enredos fantásticos. Foi até o último do último. Eu não estava entendendo ainda. A galera começou a gritar e eu falei: ‘É sério?’”.

Sobre o trabalho anual, reforçou o peso coletivo da conquista. “É um trabalho de um ano inteiro, não só nosso, mas de todas as agremiações. É uma honra muito grande, uma emoção fora do comum ser campeã do carnaval.”

Direção de carnaval relembra lições do passado

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O diretor de carnaval, Junior Dentista, apontou ajustes feitos após o desfile do ano anterior e destacou o foco no objetivo.

“No final do ano a gente falou: vamos brigar pelo título. Continuamente. Muitas vezes a gente quer colocar uma coisa que não precisa. Agora a gente pode alcançar e aumentar a nossa galeria”, comemorou.

Unidos de Vila Isabel abre 400 novas vagas para oficinas gratuitas do Instituto Celeiro de Bamba

A Unidos de Vila Isabel anuncia a abertura de 400 novas vagas para as oficinas gratuitas do Instituto Celeiro de Bamba, projeto que tem como missão capacitar profissionais e fortalecer a cadeia produtiva do Carnaval. A iniciativa oferece formação em áreas técnicas e artísticas essenciais para a construção do espetáculo que ganha vida na Marquês de Sapucaí. As inscrições estarão abertas e deverão ser realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Celeiro de Bamba (institutoceleirodebamba.com.br).

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As vagas estão distribuídas em oito oficinas: Corte e Costura, Fibra de Vidro, Marcenaria, Adereço, Escultura, Armador de Ferragem, Percussão e Cavaquinho. As formações contemplam desde setores estruturais, como marcenaria e ferragem, até segmentos artísticos e musicais, como percussão e cavaquinho, garantindo uma preparação ampla e qualificada para quem deseja ingressar ou se aperfeiçoar no universo do samba e do carnaval.

A coordenadora do projeto, Giuliana Leopoldina, destaca a importância da iniciativa: “Mais do que um projeto de formação, o Instituto Celeiro de Bamba se consolida como ferramenta de transformação social, promovendo qualificação profissional, geração de renda e valorização da cultura popular. A iniciativa reforça o compromisso da Unidos de Vila Isabel com o desenvolvimento cultural e social do território, investindo na formação de novos talentos e na profissionalização do setor carnavalesco”.

Porto da Pedra anuncia Alex Carvalho e Caio Cidrini como carnavalescos para o Carnaval 2027

A Porto da Pedra já tem nova dupla de carnavalescos para o próximo desfile na Marquês de Sapucaí. Alex Carvalho e Caio Cidrini chegam ao Tigre de São Gonçalo para comandar o desenvolvimento artístico do Carnaval 2027.

Foto: Divulgação/Porto da Pedra

Alex Carvalho tem 26 anos e é cenógrafo e artista plástico, com experiência em exposições e espetáculos diversos. Já Caio Cidrini, de 32 anos, é publicitário formado pela PUC-Rio e mestrando em História da Arte pela UERJ.

A dupla chega ao Porto da Pedra para iniciar um novo capítulo em sua trajetória no carnaval carioca, assumindo a missão de desenvolver o desfile do Tigre de São Gonçalo para o próximo carnaval.

“A gente ficou muito feliz, porque ter a oportunidade de colaborar com o carnaval de uma escola como a Porto da Pedra é a certeza de um trabalho aguerrido, com uma comunidade de presença e do suporte necessário para darmos esse passo na nossa carreira. Nós chegamos aqui com uma linguagem artística cada vez mais desenvolvida, mais experimentados na Sapucaí e convictos que a escola vai se orgulhar do que estamos preparando para 2027”, destacou a dupla.

Tia Ciata é o enredo do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2027

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A agremiação de São Cristóvão é a primeira do Grupo Especial do Rio a divulgar o enredo para o Carnaval 2027. No próximo ano, a azul e amarelo levará o enredo “Ciata: a mãe preta do samba” para a Marquês de Sapucaí. A escola vai retratar a trajetória de uma das matriarcas do samba: tia Ciata. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage e escrito pelo professor Luiz Antônio Simas e pelo compositor Cláudio Russo.

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Foto: Divulgação/Casa da Tia Ciata

“Vamos continuar exaltando o povo preto, uma marca que o Tuiuti vem trazendo nos últimos carnavais. A Tia Ciata sempre foi citada em desfiles, mas ainda não teve a sua história contada. E o Renato Lage está muito empolgado em transformar essa linda história em desfile”, afirmou o presidente da escola, Renato Thor.

Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata ou Aciata, nasceu no Recôncavo baiano (Santo Amaro). Com 16 anos, já participava da fundação da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, outra cidade do Recôncavo baiano. Filha de Oxum, sendo iniciada no santo na casa de Bambochê, da nação Ketu. Aos 22 anos, trazendo consigo uma filha, mudou-se para o Rio de Janeiro, formando nova família ao se casar com João Baptista da Silva, funcionário público com quem teve 14 filhos. Continuou os preceitos do santo na casa de João Alabá, tornando-se Mãe-Pequena. Ela foi uma das responsáveis pela sedimentação do samba-carioca e tornou-se uma espécie de primeira dama das comunidades negras da Pequena África.

A festa de apresentação oficial do enredo e de toda a equipe do Carnaval 2027 acontece no próximo mês.

Imperatriz anuncia coletivo de quatro coreógrafos para comissão de frente

A Imperatriz Leopoldinense anunciou nesta quinta-feira o coreógrafo, ou melhor, um coletivo de coreógrafos, que será responsável pela comissão de frente da escola no Carnaval 2027. Batizado de “Coletivo Babatunde” – nome de origem iorubá – o grupo, formado por Ana Gregório, Fagner Santos, Márcio Dellawegah e Sabrina Sant’Ana, evoca a ideia de retorno e simboliza a força da ancestralidade que atravessa gerações para se reinscrever no presente por meio do pensamento artístico e das vivências particulares de seus membros.

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Fotos: Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

Seus integrantes, à frente do projeto que responde pelo quesito, possuem ampla atuação e sólida pesquisa no universo criativo das escolas de samba e estão mergulhados no meio das danças populares brasileiras.

“A assinatura da comissão por um coletivo de coreógrafos negros nasce como gesto artístico, político e ancestral. O Babatunde se apresenta como um território de encontro, onde a experiência de cada um dos integrantes pensa a dança não apenas como movimento, mas também como memória, travessia e futuro possível”, afirma, em uma só voz, as quatro vozes que compõem o coletivo.

Inserido no contexto da arte e da dança contemporânea, o coletivo irá propor um olhar que dialoga com múltiplas linguagens: performance, artes visuais, dança, audiovisual, teatro e pesquisa sonora. Nesse sentido, o Coletivo compreende o pensamento coreográfico destinado à realização de uma comissão de frente como espaço de experimentação, tendo a ancestralidade e soma de seus conhecimentos como eixo estruturante. E ao reunir artistas negros em torno da dança e do corpo para elaborar todo o conjunto de saberes que formam as comissões de frente na atualidade, o grupo de artistas constrói uma plataforma estética, coreográfica e simbólica.

Leandro Vieira, carnavalesco da Imperatriz, celebrou a chegada do coletivo e afirmou que “Seus corpos e saberes, reunidos para pensar uma comissão de frente, atualizam memórias silenciadas enquanto projetam futuros possíveis para o quesito.”

Reunidos, o ‘Babatunde’ pensa que, ao unirem-se em coletivo, o gesto transforme o universo do quesito em território de diálogo, onde diferenças não são apagadas mas potencializadas como força criadora. Juntos, o grupo pontua que o pensamento coreográfico que eles priorizam nasce do encontro, múltiplo, diverso e plural, afirmando que a potência estética se constrói no “nós” e que a tradição, quando atravessada pelo coletivo, torna-se campo fértil de “reinvenção contínua”.

SOBRE ANA GREGÓRIO

Ana Gregório é artista do corpo e da memória. Dançarina, educadora, performer, contadora de histórias e coreógrafa, a artista construiu sua trajetória num terreno onde a arte e a ancestralidade se encontram como linguagem política e poética.

ana imperatriz

Seu trabalho pessoal investiga o corpo como território político, a dança como pedagogia ancestral, o movimento como narrativa e a cultura popular como patrimônio vivo. A artista encontrou na Dança Afro e na Dança dos Orixás o seu território de pesquisa e expressão corporal crendo que a movimentação do corpo não é apenas técnica. É rito, identidade e afirmação cultural.

SOBRE FAGNER SANTOS

É ator, bailarino e diretor. Sua trajetória artística é construida na encruzilhada entre a dança, o teatro e a potência das narrativas do corpo. Formado em Licenciatura em Dança pelo Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UNIVERCIDADE), desenvolve uma linguagem cênica marcada pela expressividade, pela memória e pelo atravessamento das experiências vividas.

fagner imperatriz

Como criador, assina a concepção e a direção do espetáculo “Coisa de Pele”, obra inspirada na canção de Jorge Aragão, que transforma o palco em espaço de escuta, memória e afirmação. A partir de vivências reais, sua criação convoca o corpo como território político e poético, onde histórias são inscritas, tensionadas e celebradas. Sua obra é atravessada pela urgência de narrar, pelo compromisso com a própria história e pela crença no corpo como instrumento de transformação.

SOBRE MÁRCIO DELLAWEGAH

É formado em dança pela Cia Étnica de Dança e Teatro além de ter experiência em dança contemporânea, jazz, samba no pé e danças populares. Atuando como professor, acumula passagens por mais de quinze países ministrando workshops, shows e assinando coreografias.

marcio imperatriz

Já é Diretor artístico e de passistas da Imperatriz Leopoldinense. Referência na dança ancestral do passista, Márcio é campeão da modalidade samba no pé mundial pelo Brasil Samba World Champions (2018), técnico Brasil Samba World Champions (2019) e professor do maior evento internacional de danças brasileiras que ocorre em Los Angeles (o “Internacional Samba Congress”).

SOBRE SABRINA SANT`ANA

É coreógrafa, dançarina, professora, performer, diretora artística e cantora. Sua trajetória é marcada pela integração entre a música, o corpo e a ancestralidade. Na dança, tem formação pela Escola de Dança Jaime Aroxa, onde também atuou como professora e integrou a companhia, participando de espetáculos e ampliando seu repertório no universo das danças populares brasileiras.

Possui formação em Música com ênfase em Canto pela Escola de Música Villa-Lobos, com complementação por meio de cursos na Escola de Música da UFRJ, aprofundando seus estudos vocais, técnicos e interpretativos.

sabrinca imperatriz

Atua profissionalmente no Carnaval desde 2009, tendo integrado diversas comissões de frente, o que consolidou sua experiência cênica, performática e coreográfica no maior espetáculo popular do país. Desde 2023, atua criativamente para a construção cênica e coreografica dos desfiles apresentados pela Imperatriz Leopoldinense, ao lado de Dellawegah.

É integrante da Cia Clanm de Dança e idealizadora do projeto Meu Bailado Cantado, iniciativa que articula canto e movimento como linguagem artística e pedagógica. A artista transita entre o palco, a sala de aula e a rua com a mesma intensidade, utilizando a arte como instrumento de expressão, educação e resistência cultural.